sábado, março 25, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Duarte Pacheco, deputado mau 'cagador'

Ao mau 'cagador' até as calças empatam, é o que se pode dizer das declarações deste deputado do PSD, incapaz do mais pequeno elogio ao governo descobriu que um défice de 2,1% foi conseguido pelo caminho errado. O caminho certo era o das medidas inconstitucionais e do ódio do PSD aos funcionários públicos e pensionistas.

«O PSD considerou hoje que a redução do défice para 2,1% é um dado positivo para o país mas que foi feita "pelo caminho errado", com recurso a medidas extraordinárias e não sustentáveis.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado do PSD Duarte Pacheco disse que, com este resultado hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o partido espera que "Portugal possa sair do Procedimento por Défice Excessivo".

No entanto, salientou que todas somadas as medidas "não sustentáveis e extraordinárias" representam cerca de 1,4% do PIB, considerando que se "reduziu o défice mas com habilidades".» [DN]

      
 François Fillon: a culpa não será do Benfica
   
«François Fillon acusou François Hollande de ser o responsável pelas fugas de informação que estão a minar a sua candidatura à presidência. Numa entrevista à France 2, o candidato de Os Republicanos (direita) disse que o Presidente é o organizador de um "gabinete negro" que está na origem das notícias — o emprego fictício que terá dado à mulher e aos filhos, o empréstimo de 30 mil euros que não declarou às finanças, os fatos de milhares de euros que recebeu de presente de um amigo milionário, e que lhe valeram uma investigação no âmbito da qual já foi constituído arguido.

Num comunicado, o chefe de Estado condenou "com veemência as acusações". "O executivo nunca interveio em qualquer processo judiciário", reagiu o Eliseu, citado pelo jornal Le Monde. Com as suas declarações, o candidato está a criar "perturbações" na campanha. "O escândalo não diz respeito ao Estado mas a uma pessoa que terá que responder perante a justiça", concluiu o comunicado.» [Público]
   
Parecer:

O homem não ganhou nada, a culpa é do gabinete negro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A culpa é outra vez do Benfica
   
«Olá, Bruxelas, adeus défices excessivos. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta sexta-feira que o défice orçamental provisório de 2016 foi de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), inferior ao referencial mágico de 2,5%.

Para 2017, a previsão do INE é de 1,6%. E vai esta sexta-feira notificar a União Europeia, abrindo caminho ao encerramento do Procedimento por Défices Excessivos (PDE) aplicado a Portugal desde 2009.

O Pacto de Estabilidade e Crescimento estabelece para o défice orçamental um limite de 3% do PIB, uma meta que ficou mais exigente (2,5%) em troca da benevolência do Conselho Europeu que abdicou da aplicação de sanções, depois de uma longa série de défices excessivos.» [Expresso]
   
Parecer:

O Benfica deve estar metido nesta coisa do défice ter ficado nos 2,1%.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o trabalho de Centeno.»

 O DAESH  atacou em Barcelos
   
«Quatro pessoas foram mortas "com arma branca" esta sexta-feira em Barcelos. O autor do crime, de 60 anos, foi detido esta manhã e já confessou às autoridades, segundo o comandante do destacamento da GNR de Barcelos.

"Já foi identificado o autor confesso dos crimes", disse no local o comandante Adelino Silva, acrescentando que "os homicídios foram com arma branca através de ataque à zona do pescoço das vítimas".» [DN]

sexta-feira, março 24, 2017

Pastorinhos, bigodes e peludas

A task force de Fátima deu a boa nova à comunicação social, dois dos pastorinhos, os que morreram jovens devido às doenças que na época dizimavam uma boa parte das crianças portuguesas, vão ser santinhos da Igreja Católica. A excitação era grande e a expectava de em vez de ocorrer no Vaticano, a canonização ser feita em Fátima quase deixava os prelados em êxtase.

Mas não venho aqui desancar nos futuros santinhos, depois do espetanço do Passos Coelho a minha crença no Diabo, seja na versão mafarrico ou Belzebu já não é grande, mas quanto a santinhos que curam doenças incuráveis é melhor ter cuidado não vá ter uma borra das antigas ou uma praga de Monte Gordo, uma dor de barriga tão grande que quanto mais dói mais corro, quanto mais corro mais dói e quando parar rebento.

O que me chamou a atenção foi o sotaque, os dois prelados e mais uma senhora que me parecei uma especialista na burocracia do Vaticano em matéria de produção de santinhos, tinham todos o sotaque dos corredores do Vaticano, um a mistura entre italiano e aquela forma que os padres têm de falar, um linguarejar com regras tão rigorosas como a do canto gregoriano, para que a sua voz nas homilias nos façam sentir que estamos ouvindo a voz de Deus. Aliás, quando vejo alguém a falar-me com esse arzinho fico logo nervoso, com receio porque quase de certeza que me vai lixar.

De repente lembrei-me de Vital Moreira e de muitos outros militantes do PCP da reacção Cunhal, uns mais arrependidos do que outros. Não estou sugerindo que a mudança ideológica de Vital Moreira é tão rápida que antes da canonização apareça num vídeo a anunciar a vitória dos pastorinhos sobre o mafarrico do Lenine. Não é que alguns ex-militantes do PCP não sejam uma verdadeira caixinha de surpresas, mas a minha imaginação não vai tão longe. A ligação está no sotaque, porque sempre que oco falar essa geração Cunhal fico com a sensação de que todos estiveram exilados na então Checoslováquia, ganhando o sotaque igual ao do Cunhal.

Já o Arnaldo Matos, que recentemente reassumiu um estatuto de grande líder e educador do proletariado, depois de expulsar o agora traidor Garcia Pereira, estando para o proletariado português como o Papa Francisco está para os devotos de Fátima, apresenta um bigode farfalhudo que nos anos 70 fez moda.  Da mesma forma que o sotaque identificava a geração Cunhal, o bigode farfalhudo e convexo era prova de pureza ideológica de quem pertencia a MRPP. 

À falta de bigode as camaradas do MRPP sujeitavam-se  a uma disciplina estética, cuidadosamente vigiada por personagens como o Durão Barroso, impedindo-as de desvios ideológicos de pequeno-burguesas, evidentes em práticas como a depilação. Eram umas raparigas peludas, que se destingiam das peludas dos trotskistas dos Louçã pelo axadrezado das camisas.  Enfim, um país de sotaques, bigodes e peludas.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho, primeiro-ministro no exílio

Há poucos dias a ex-ministra das Finanças veio a Público dizer que concordava com o rating atribuído à dívida portuguesa e com os fundamentos adiantados por uma das agências, só faltou abrir uma garrafa de champanhe. Quando o ministro das Finanças ofendeu os portugueses, Passos Coelho ficou em silêncio, talvez porque se lembrou que o holandês fez seus argumentos que o próprio defendeu durante anos.

Agora apressa-se a criticar a taxa de juro paga pela CGD, esquecendo o rating da CGD e ignorando que mesmo assim o banco português conseguiu taxas bem mais baixas do que outros bancos. Passos Coelho continua a ser um devoto do mafarrico.

«A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi ao mercado para obter 500 milhões de euros através de títulos de dívida subordinada. Registou uma procura elevada, mas a taxa acabou por não descer muito face aos termos iniciais. Ainda assim, o banco estatal terá, segundo fontes citadas pela Bloomberg, conseguido um juro de 10,75%.

Tendo em conta informação obtida junto da operação, que não pode ser identificada, a agência noticiosa revela que a taxa final da operação que foi lançada esta quinta-feira, 23 de março, foi encerrada com um juro de 10,75%. Esta taxa baixou face aos níveis iniciais, acima de 11%.

As primeiras ofertas registadas apontavam para uma taxa entre 11% e 11,50%. Contudo, perante o volume de ofertas registado, o juro acabou por encolher, ficando ainda assim num nível elevado. Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, tinha dito em outubro que uma taxa de “8% seria o valor que gostaríamos”.» [Eco]

«Numa conferência sobre Cultura e Património, organizada pelo grupo parlamentar do PSD, Pedro Passos Coelho aproveitou para se referir à emigração obrigacionista de hoje do banco público.

"O que é intolerável é que o primeiro-ministro entenda dizer que este preço que vamos pagar, que é elevadíssimo, resulta, imaginem, do governo anterior ter iludido os problemas da banca", criticou Passos Coelho.

O líder do PSD acusou António Costa de querer "passar a culpa" para o executivo PSD/CDS que chefiou e concretizou: "É dele a decisão de fazer uma emissão obrigacionista perpétua em que vai pagar quase 11% de juros para que isto não tenha impacto no défice e para que o Governo possa dizer que a operação foi um sucesso, mas a culpa tem de ser minha, não é dele, que tomou a decisão".» [RTP]

«"Foi de facto nos 10,75% mas este valor é inferior aos 12% que o Banco Popular de Espanha, que tem um `rating´ melhor que a CGD, conseguiu, e essa é que é verdadeiramente a comparação que devemos fazer, porque é banco com banco que estamos a comparar, irem ao mercado, através de investidores privados", declarou.

O secretário de Estado, que tomou posse em dezembro e interveio hoje pela primeira vez no parlamento, respondia ao deputado do CDS-PP João Almeida, no debate de urgência promovido pelo PCP sobre a questão da dívida pública.

Álvaro Novo disse que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) conseguiu uma "taxa melhor" do que o Banco Popular, em consequência de beneficiar de um programa aprovado pela Comissão Europeia "sem ser ajuda de Estado" e esse facto "gerou confiança junto dos investidores".» [RTP]

 Uma mania antiga nos países do Sul




Esta pintura de Jean-Leon Gerome, retratando o que teria sido o mercado de escravos sexuais da Roma Antiga onde se vendiam mulheres, mostra que a mania dos países do Sul de gastarem o dinheiro das mulheres e entrarem em decadência já é muito antiga, está-lhes na massa do sangue.

Esta pintura de Jean-Leon Gerome retrata o que teria sido o mercado de escravos sexuais da Roma Antiga, onde se comercializava as mulheres que seriam forçadas à prostituição. Elas eram a maioria naquele período, apesar de uma pequena parcela de mulheres da elite terem optado pelo ofício após o imperador Augusto criar leis que forçavam mulheres a se casarem e terem filhos.


 Da academia de Fátima para a equipa A do Vaticano



Digamos que na fábrica de Santos da Santa Sé foi introduzido o trabalho infantil.

 A culpa foi do Medina




 Passos ensaia nova táctica 

Desorientado com as sondagens o primeiro-ministro no exílio ensaia novas tácticas a um ritmo semanal. Há pouco tempo o seu partido sentia-se asfixiado, depois era o deputado educadinho que ficava muito ofendido sempre que o primeiro-ministro abria a boca. Parece que desistiu depressa, agora organiza jantares de mulheres do PSD e salta de feira em feita ou de seminário em seminário para comprara pequenas medidas deste governo com as do seu. Pobre coitado, andou armado em cigarra convencido de que o diabo vinha em seu auxílio e agora corre por desespero.

      
 Não são só gajas e copos
   
«Na promulgação publicada esta quinta-feira pela sala de imprensa do Vaticano, lê-se que “o Santo Padre Francisco recebeu esta manhã em audiência Sua Eminência o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos”, e autorizou a congregação a publicar os decretos relativos a um conjunto de processos de canonização em curso.

Fica agora aprovado “o milagre atribuído à intercessão do Beato Francisco Marto, nascido a 11 de junho de 1908 e morto a 4 de abril de 1919, e da Beata Jacinta Marto, nascida a 11 de março de 1910 e morta a 20 de fevereiro de 1920, crianças de Fátima”.

Ao Observador, a irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de canonização dos pastorinhos, confirmou que o decreto publicado pelo Papa significa que “o estudo das comissões da Congregação levou à conclusão de que o evento é mesmo um milagre”. “O estudo em ordem à canonização está terminado”, afirmou.» [Observador]
   
Parecer:

Também temos santinhos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


 No melhor pano cai a nódoa
   
«A ACT identificou 404 falsos recibos verdes numa ação realizada ao longo de quatro dias, em março, que abrangeu 35 locais de trabalho na área da comunicação social.

Num comunicado enviado às redações, a ACT explica que fez uma inspeção em todo o território continental com o objetivo de verificar a regularidade do recurso a contratos de prestação de serviço na comunicação social.

A ACT diz que está a acompanhar todas as situações irregulares detetadas e garante que estão a a ser adotados todos os procedimentos necessários para que a legalidade seja reposta.» [TSF]
   
Parecer:

que bela comunicação social.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 De dívida sabe ele
   
«O antigo presidente da Assembleia da República considera que o país não está a preparar-se para os efeitos do fim do programa de compra de activos do Banco Central Europeu (BCE) e para a subida dos juros. E que é "ilusório" que o país possa por si só limpar o seu passivo, pedindo uma reflexão sobre a dívida e as políticas sociais.

"Imagine o que é a perspectiva do endividamento português quando o BCE resolver deixar de comprar dívida aos Estados-membros. (…) Esses cenários não são discutidos. (…) Há uma ilusão geral muito grande em relação à situação que envolve a economia portuguesa," afirma esta quinta-feira, 23 de Março, o histórico socialista em entrevista a Maria Flor Pedroso, na Antena 1.» [Negócios]
   
Parecer:

Assim fala o ex-administrador do BES e agora empregado do Pingo Doce, enfim, mais uma social-democrata de águas profundas muito parecido ao holandês. Mas ganhou uma admiradora!
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, março 23, 2017

Social-democrata sempre



Quando vejo o Jeroen Dijsselbloem puxando dos seus galões para dar ares de político caridoso para com povos dados a putas e vinho verde questiono-me sobre o que é ser social democrata. Também por cá tivemos um artista que promoveu um discurso muito similar ao do ministro das Finanças holandês e que na hora de se apresentar a um congresso do seu partido e que depois de ter destruído a classe média e ter empobrecido os pobres ainda mais do que jás estavam, usou o lema “social-democracia sempre”.

Temos, portanto, dois políticos muito semelhantes, com idênticos argumentos para fundamentar a austeridade e que na hora da recauchutagem se lembram de serem social-democratas. A dúvida está em saber se o holandês é social democrata pois só ouvi falar dele quando já tinha um discurso de quase de extrema-direita. Quanto a nosso, que tanto quanto se sabe passou boia parte da sua vida “nas putas e vinho verde”, nunca foi social-democrata, nem ele, nem a maioria dos do seu partido.

Não é só o Jeroen Dijsselbloem que me faz recear que os partidos sejam vistos por alguns políticos ambiciosos mais como uma espécie de clube do que como uma organização que une cidadãos com os mesmos valores. Também por cá temos muita gente que se diz socialista ou social-democrata e que nada tem que ver com os valores ideológicos da social-democracia, uma corrente marxista com mais de um século de existência.

Há dois fenómenos que são preocupantes, há partidos que na luta por chegar ao poder atraem personalidades que seguem mais a sua ambição do que quaisquer valores ideológicos, da mesma forma que há personalidades que escolhem um determinado partido, não pelos seus valores, mas porque é o que lhe dá mais garantias de chegar ao poder. Quando Trump deixou de ser social-democrata foi por teve uma crise de republicanismo? Quando Durão Barroso mudou numa noite do MRPP para o PPD foi porque viu uma luz no discurso de Sá Carneiro? Quando muitos militantes empedernidos do PCP se mudaram do dia para a noite para o PS ou para o PSD foi porque descobriram as virtudes da democracia?

Os partidos são cada vez mais máquinas de conquista do poder. Assim como os fãs dos clubes não se importam que estes sejam comprados por árabes ou chineses porque estes trazem os recursos financeiros necessários para ganhar títulos, também muitos militantes partidários tanto apoiam as políticas de extrema-direita de Passos Coelho, como no próximo congresso o vão acusar dessas mesmas políticas.

Esta degeneração dos partidos é um processo perigoso, não admirando que sucedam algumas cambalhotas políticas como as que temos vindo a assistir. O tão apregoado fim das ideologias deu lugar à prostituição ideológica.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Rui Rio, uma raposa no galinheiro de Passos Coelho

A candidatura de Rui Rio começa com o signo da falta de frontalidade, nuns dias é candidato no outro almoça com Passos para lhe garantir que não é, nuns dias desdobra-se em conferências no outro acusa os jornalistas de inventarem a sua candidatura. Rui Rio quer ser primeiro-ministro, quer derrubar Passos Coelho mas a coragem não abunda nele. Falta-lhe coragem para disputar frontalmente a liderança, sendo leal com o líder do seu partido deixando-se de rodeios. Falta-lhe também a coragem para dar a cara quando o seu partido desce nas sondagens.

«Os convites ao ex-presidente da Câmara do Porto de universidades, associações comerciais e industriais para participar em conferências e outras iniciativas organizadas pela sociedade civil aumentaram a partir do momento em que Rui Rio declarou estar disponível para disputar eleições directas para a liderança do PSD em 2018.

Desejado por uns, contestado por outros, o ex-presidente da Câmara do Porto admitiu pela primeira vez, em Novembro, em entrevista ao Diário de Notícias, avançar para a liderança do PSD e, a partir daí, os convites sucedem-se e as salas enchem-se para o ouvir.

Guarda, Anadia, Castelo de Paiva, Barcelos, Coimbra, Faro, Almada, Braga, são alguns dos locais por onde tem passado. Ontem à noite, esteve em Braga, a convite da Associação Comercial para falar sobre Portugal: Os desafios políticos e económicos. Mas Rio marca também presença em almoços e jantares organizados pelo partido, onde até estão líderes distritais. Em Dezembro, o ex-presidente da câmara de Oliveira de Azeméis, Hermínio Loureiro, chegou a dar um conselho ao líder do partido, via Facebook: “Peço que tenhas os olhos bem abertos com as raposas que tens no galinheiro”.» [Público]

 O grande democrata Jaime Nogueira Pinto está de parabéns



Um democrata asfixiado manifesta-se na Av. de  Berna

Os democratas de Lisboa uniram-se numa grande manifestação para defender a liberdade de expressão de alguém que sempre defendeu o regime democráticos e os símbolos da defesa da liberdade de expressão. Esperemos que em sinal de reconhecimento da Nação Marcelo Rebelo de Sousa o condecore com a Ordem da Liberdade.

 Dúvidas que me atormentam

Porque será que Passos Coelho ficou calado perante o que declarou o presidente do Eurogrupo? Será que da mesma forma que a Maria Luís concorda com as agências de notação o líder do PSD achou que o holandês fez suas as palavras deles?

      
 O imbecil confundiu Portugal com a Turquia
   
«Tudo o que podia correr mal a Jeroen Dijsselbloem, correu. As eleições holandesas, realizadas na semana passada, foram um autêntico desastre para o partido do presidente do Eurogrupo. O Partido Trabalhista (PvdA, da família socialista) teve a sua “PASOKificação”, passando de 38 para apenas nove deputados. Até agora, o PvdA estava no Governo com o VVD, o partido de centro-direita, de Mark Rutte, tendo peso suficiente para ocupar a pasta das Finanças. Deixou de o ter. Dificilmente vai integrar um novo Governo e, a integrar, Rutte nunca lhe dará a pasta das Finanças.

Os tempos já se avizinhavam difíceis para Dijsselbloem continuar como “senhor Euro”, já que para liderar o conselho de ministros das Finanças da Zona Euro há uma condição que os seus pares parecem, logicamente, não abdicar: ser ministro das Finanças. Além disso, há muitos dos membros do Eurogrupo que não morrem de amores pelo holandês. Até os representantes da sua família política, como Mário Centeno, preferem o espanhol Luis De Guindos. Claro que Dijsselbloem tinha mandato até janeiro de 2018. Mas não faria sentido continuar, até para a Holanda ter o seu ministro também representado.» [Obsrevador]
   
Parecer:

Derrotado nas eleições o ainda ministro holandês meteu o seu país em mais uma guerra diplomática, como se não lhe bastasse o conflito da Holanda com a Turquia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, março 22, 2017

E o único sacana é o só o Jeroen Dijsselbloem?


Que o gajo holandês não é grande espingarda já todos sabemos, aliás há muitos holandeses como aquele, herdeiros da pirataria, que aprenderam a comer à mesa e a tomar banho com os povos do sul e que agora se comportam como novos ricos. O senhor que recorre a esquemas para desviar uma ao parte do comércio para o porto de Roterdão e que andam a a atrair muitas empresas do sul a troco de esquemas fiscais, decidiu lamber o rabo ao ministro das finanças da Alemanha à nossa custa.

Só que não percebo o porquê de tanta irritação e indignação por aquele gajo que trm um penteado a lembrar os chulos do Intendente nos anos 70, ele disse com menos palavras e de uma forma que todos entende aquilo que durante anos foi a teses de Passos Coelho. Senão vejamos o que dizia Passos Coelho no dia 6 de Abril de 2014:

«Tive ocasião esta semana no parlamento de demonstrar que esta visão é, pelo menos, uma visão ingénua. Não há nenhuma parte do mundo em que uns poupem para os outros gastarem. Não há em nenhuma parte do mundo gente que faça sacrifícios para pôr as suas contas em ordem para que outros possam ter défices e dívidas. Isso não existe. E isso não se chama solidariedade. Isso não é solidariedade. Solidariedade é valer a quem não pode. Solidariedade não é caridade.»
Aliás, o famoso turista finlandês que disse a Passos Coelho que se calhar iria de ter pagar o seu jantar na Madeira quando regressasse à Finlândia foi o grande ideólogo da austeridade em Portugal. Não admira que dois defensores da austeridade, o ministro das finanças holandês e o líder do PSD, usassem o mesmo tipo de argumentos.

Desde João Duque a Vítor Bento, não faltaram por cá os que aconselhavam o povo a comer e calar, porque a austeridade era o castigo merecido por termos andado a comer acima das nossas possibilidades. Da mesma forma que os holandeses são tão tementes a Deus que na gaveta das mesas de cabeceiras dos hotéis há sempre uma bíblia, também por cá a abordagem tem ideológica da austeridade tem muito de puritanismo. Foi sempre apresentada como um castigo quase divino por termos cometido o pecado da gula. O ministro holandês apenas foi mais preciso e brejeiro, disse-nos que o problema foi termos andado nos copos e nas putas.

Se o ministro holandês nos meteu todos a passear no conhecido bairro das prostitutas de Amesterdão, já Passos Coelho foi mais sacana e para justificar as suas políticas diferenciava os portugueses. Por cá os empresários eram exemplares e quem andava nos copos e nas gajas eram mais os funcionários públicos e, numa segunda fase, os pensionistas. Uns ganhavam mais e trabalhavam menos, os outros viviam à custa dos mais jovens.

Em 2011 uma mulher escreveu a Passos Coelho dando-lhe conta do seu desespero por causa das medidas de austeridade. Passos aproveitou o desespero e reproduziu a mensagem na sua página no Facebook:

« Tomo banho só uma vez por semana, só acendo uma lâmpada, dispensei a mulher a dias, só saio no carro em casos extremos. Não sei mais onde cortar e o dinheiro não chega. Por favor diga-me o que hei-de fazer para poder continuar a pagar as obrigações ao Estado. Estou desesperada. Agradeço que me ajude e dê sugestões de como equilibrar as minhas finanças. »

O comentário de Passos diz tudo:

«Como a Ana Isabel, muitos de vocês estão assustados com o desafio que temos de enfrentar. Mas acredito também que, por mais que estes sacrifícios nos custem, sabemos hoje que não podemos mais fechar os olhos aos erros do passado.»

Por outras palavras, a senhora que lhe escreveu também tinha andado nos copos e nas putas. E o sacana é o só o Jeroen Dijsselbloem?