quinta-feira, dezembro 08, 2016

As imparidades do PSD


Carlos Abreu Amorim, uma das mais volumosas imparidades do PSD insolvente

Fala-se tanto em dificuldades e em imparidade que dou comigo armado no guru da gestão que é agora o Opus Macedoe  a pensar que se a actual elite do PSD fosse convertida em créditos concedidos por um banco, este estaria estaria em séries dificuldades, os actuais dirigentes do PSD são verdadeiras imparidades políticas e este partido caminha para a insolvência eleitoral.

Passos Coelho está para o PSD como o crédito do Joe Berardo está para a CGD, nem o banco público vai ver o dinheiro que emprestou ao empresário da t-shirt preta, nem o PSD vai ter qualquer lucro eleitoral com o crédito que os seus militantes deram a Passos para estar na sua liderança. Quando pensou que tinha o rei na barriga e julgava que ia ganhar as legislativas e escolher um presidente que fosse um pau mandado, Passos pensou que podia humilhar Marcelo e promover António Costa a Paulo Portas. Marcelo ganhou as presidenciais e Costa chega a primeiro-ministro, a tasca do Passos está á beira da insolvência.

O partido que tinha na primeira linha personalidades como Sá Carneiro, Mota Pinto, Sousa Franco, Magalhães Mota, Pinto Balsemão e outros, tem hoje caras como as de Passos Coelho, Carlos Abreu Amorim, Maria Luís Albuquerque, Morgado ou Leitão Amaro. É como comparar o BCP nos tempos em que se dava ao luxo de escolher os clientes com o Millennium dos dias de hoje, se o PSD desta gente uma das suas acções já não dava para pagar o pacote de açúcar para adoçar a bica!

Com a sua famosa resiliência, tantas vezes elogiada, Passos Coelho está arrastando o PSD para o seu próprio destino. Convencido de que vem aí uma bancarrota Passos mantém-se firme e hirto nessa aposta de que com uma desgraça nacional será ele o chamado para salvar a pátria, o PSD deixou de ser um partido construtivo, só apresenta projectos no parlamento para criar dificuldades, como sucedeu com a CGD, recusa-se a apresentar propostas construtivas, como o fez com o OE de 2016, ou se simula uma posição construtiva, como fez com o OE de 2017, depressa se esqueceu do que propôs se aparecer alguma desgraça no horizonte. O PSD deixou de ser um partido sério e há muito que é um partido de artimanhas, quase faz corar a Catarina Martins.

Passos Coelho é um marxista-leninista amador, está convencido de que vem aí a mãe de todas as crises, que o levará ao poder com plenos poderes. Passos tem menos ideias e projectos do que qualquer partido, do PNR ao BE, e faz sentido que assim seja, ele não quer governar com um programa, isso é coisa que se prepara uns dias antes das eleições e se esquece no dia seguinte. O programa de Passos é o próximo programa da Troika mais as medidas que vai adoptando e implementando recorrendo à chantagem da troika.

Passos é um político tóxico para a democracia, ele e a sua equipa são imparidades que estão levando o PSD à insolvência e um dia destes a Assunção Cristas vai comprar op que resta daquele partido pagando muito menos do que a filha do Eduardo pagou pelo BPN.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Marco António, vice-presidente do PSD que andava desaparecido

Marco António ressuscitou do mundo dos mortos-vivos da política para anunciar ao país qual a grande preocupação do PSD para 2016. Não é a CGD, o défice, a crise financeira e muito menos as eleições autárquicas, a grande preocupação do estratega de Passos Coelho é a eutanásia. Talvez não seja má escolha, anda por aí muita gente  pedir ao PSD que recorra à eutanásia para acabar de forma pouco dolorosa com a vida partidária de Passos Coelho. Mas o líder do PSD é um sofredor e prefere levar o PSD para uma doença prolongada.

«"O que pretendemos é mobilizar a sociedade portuguesa, abrir caminho para uma consciencialização que estas matérias, este tipo de assuntos, não se tratam nos corredores do parlamento, nem em encontros, nem em acordos assinados à socapa", afirmou terça-feira à noite o vice-presidente do PSD Marco António Costa.

Falando aos jornalistas enquanto decorria o conselho nacional, o órgão máximo do partido entre congressos, Marco António Costa adiantou que a eutanásia é uma matéria que deve envolver a sociedade, sendo importante que cada um possa livremente formular o seu juízo.

"Não estamos disponíveis para promover decisões no âmbito da Assembleia da República sobre matérias como estas da eutanásia sem um amplo debate na sociedade portuguesa", insistiu.

O tema da eutanásia, que chegará à Assembleia da República no próximo ano, deve ser discutido "sem preconceito", mas com "um grande sentido de responsabilidade", já que é um tema que "socialmente fraturante e, do ponto de vista dos princípios e da ética social, "um tema muito sensível", acrescentou o vice-presidente do PSD, adiantando que o primeiro debate será feito na reunião desta noite do conselho nacional, que decorre num hotel em Lisboa.» [JN]

      
 Foi um fisco que lhes deu
   
«A justiça espanhola acusou o antigo jogador do Real Madrid Ricardo Carvalho por delitos fiscais, estando também a investigar o internacional português e atual jogador do clube madrileno Fábio Coentrão, noticiou hoje a agência espanhola EFE.

De acordo com a mesma fonte, a justiça espanhola acusou também os antigos jogadores dos 'merengues' Xabi Alonso e Ángel Di María, estando a investigar o antigo avançado do Atlético de Madrid Radamel Falcão.» [DN]
   
Parecer:

Parece que os nossos emigrantes de luxo, alguns deles promovidos recentemente a verdadeiros heróis nacionais, andam atrapalhados com o fisco espanhol.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Vamos ter a A Guterres
   
«"Como sinal dessa gratidão quero aqui anunciar que irei propor ao senhor primeiro-ministro que seja atribuída a denominação de 'Autoestrada António Guterres' à A23", afirmou Vítor Pereira.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Daqui a uns tempos vamos na A Costa até Évora ou na A Marcelo até ao Porto. Esperemos que o governo não caia no ridículo de fazer a vontade ao autarca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Teodora volta ao ataque
   
«A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP) considerou que cumprir a meta do défice deste ano é “quase uma questão de fé”, mas admitiu que as receitas adicionais do “perdão fiscal” podem ajudar a alcançar o objetivo.

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que o défice até setembro tenha representado 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), um valor que fica acima do objetivo do Governo para 2016 e que aumenta os desafios sobre a meta, exigindo um défice de 1,5% no último trimestre do ano.

À margem de um debate organizado pelas confederações de comércio luso-britânica e francesa, em Lisboa, a presidente do CFP, Teodora Cardoso, foi questionada sobre se ainda é possível alcançar a meta orçamental para este ano, de 2,5% do PIB, exigida por Bruxelas e respondeu: “É quase uma questão de fé”.» [Observador]
   
Parecer:

Esta pobre senhora não descansa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Uma perda irreparável...
   
«A conhecida casa noturna lisboeta Elefante Branco fechou as portas definitivamente. Os números de telefone do espaço já não estão atribuídos e, fazendo uma rápida pesquisa no motor de busca Google, lê--se nos resultados obtidos que o espaço está “encerrado permanentemente”.

A boîte situada na Rua Luciano Cordeiro era a mais emblemática do país, já que no seu interior ocorriam segredos quase de Estado. Depois de se ultrapassar o porteiro, os clientes eram conduzidos às mesas disponíveis e podiam chamar uma das muitas mulheres produzidas e vistosas que se encontravam no local. As conversas podiam depois levar a encontros nos hotéis das imediações a troco de 250 euros.

Pelo Elefante Branco passaram muitas figuras emblemáticas da sociedade portuguesa e não só. Embaixadores, governantes, árbitros de futebol, jornalistas, médicos, polícias, atores, magistrados e demais profissões encontravam--se entre os clientes. Muitos iam lá porque gostavam de comer um bife ou um caldo verde que eram servidos até altas horas, no meio de uma animação muito própria. Outros procuravam o espaço pelos pecados da carne.» [i]
   
Parecer:

Para usar a terminologia de Pinto da Costa era uma verdadeira praça da fruta lisboeta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Negócios pecaminosos da Santa Casa de Santana?
   
«O site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) revela que foram feitas ao total "nove buscas domiciliárias, duas buscas a local de trabalho de advogado e quatro buscas não domiciliárias".

Segundo o Expresso apurou, as buscas estão relacionadas com suspeitas de favorecimento em ajustes diretos.

Ainda segundo a PGDL, no inquérito, investigam-se suspeitas de aquisição de bens e serviços pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, "com recurso a contratação por ajuste direto a empresas com relações a trabalhadores e órgãos da referida instituição, beneficiando indevidamente aquelas e estes, em detrimento das regras que presidem ao regular funcionamento do mercado".

Em causa estão factos suscetíveis de integrar a prática de crime de participação económica em negócio.

O inquérito não tem arguidos constituídos e encontra-se em segredo de justiça.

O "Diário de Notícias" garante que os inspetores estiveram ainda na casa de Helena Lopes da Costa, administradora da instituição e ex-vereadora na Câmara Municipal de Lisboa.» [Expresso]
   
Parecer:

Espere-se para ver porque isto da justiça portuguesa há coisas bem mais tornas do que as linhas com que se escreve a justiça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Passos deve candidatar-se a Lisboa

Faz todo o sentido uma candidatura de Passos Coelho à Câmara Municipal de Lisboa, não lhe caem os parentes na lama pois já lá estiveram um ex-Presidente da República e dois ex-primeiros-ministros, é verdade que estiveram antes de conquistarem esses cargos, mas também é verdade que é esse mesmo o objectivo de Passos Coelho.

É óbvio que Passos está sem generais para se apresentarem como seus candidatos à autarquia de Lisboa e depois de quase ter sido "excomungado" por Marcelo Rebelo de Sousa arrisca-se a não ter também brigadeiros, coronéis ou capitães, tendo de concorrer com algum sargento ou cabo. Passos será sempre o vencedor ou o derrotado em Lisboa, num qualquer pequeno concelho algarvio a derrota de um candidato do PSD pode ser de uma qualquer zanga de comadres, mas em Lisboa é a liderança do PSD que vai a sufrágio.

De um ponto de vista eleitoral, seja ou não candidato a Lisboa Passos será sempre um vencedor se conquistar a câmara da capital e será um derrotado se a perder. Isso só não sucederia se pudesse apresentar um candidato como Santana Lopes, este serviria de "mata-borrão" para qualquer mau resultado. Não sendo candidato Passos será sempre o grande derrotado se o cabo que apresentar perder as eleições, enquanto a sua sombra na oposição, a líder do CDS será sempre vencedora. Se Assunção Cristas perder será sempre elogiada pela coragem que Passos não teve, se tiver um bom resultado humilhará Passos Coelho e muitos dirão que foi a vitória da coragem perante a cobardia. Isto é, se não concorrer e perder Passos será sempre acusado de cobardia.

Mais do que um governo a CML testa as capacidades de gestão de um político, ali não há golpes de asa, não se encontram receitas entrando na ilegalidade constitucional, se for preciso poupar prova-se que se sabe gerir poupando, se for preciso apostar na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos prova-se que é um bom gestor conseguindo esses objectivos sem o desastre financeiro deixado por Santana Lopes.

Se os portugueses não conhecem o verdadeiro Passos Coelho porque ele foi uma marioneta dos extremistas da troika, deixando a ideia errada de que o extremista era ele, então tem na CML a melhor oportunidade para dar forma ao lema que adoptou no último congresso do PSD, "social-democracia sempre". 

Se os portugueses foram enganados por António Costa e foram obrigados a suportar um governo que não queriam, como defendeu Passos Coelho durante muito tempo, tem agora a grande oportunidade de provar a sua tese. Em nenhum concelho do país os portugueses escolhem o autarca pensando que estão escolhendo um presidente. Ainda por cima Passos estaria em vantagem ao concorrer com um político muito menos experiente do que ele e com menos exposição mediática, recear perder contra Medina não favorece muito quem quer ser primeiro-ministro. Se o povo acha que Passos devia ser o primeiro-ministro vai confirmá-lo nas autárquicas.

Terá Passos Coelho tanta coragem como alguns disseram durante quatro anos, será que a sua coragem também existe quando está em causa a sua própria pessoa ou só se manifesta neste político corajoso na hora de aplicar medidas duras a terceiros e em especial a grupos sociais ou profissionais de que não gosta e considera estarem a mais no país? O desafio está feito, não só devia ser candidato como a MAria Luís poderia ser vereadora para s finanças e  Amorim para um quaquer cargo.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Maria Luís Albuquerque

Uma sitação de colapso na CGD apresentava uma dupla vantagem para Passos Coelho, servia de argumento para privatizar o banco, vendendo-o ao preço da uva mijona e lançar o país numa nova crise financeira, que lhe permitiria governar à margem da Constituição. Mas a esquerda rasteirou-o, fez o acordo que ele julgava impossível e transformou a sua magra vitória numa pesada derrota.

Agora assiste-.se ao espetáculo triste proporcionado por Maria Luís, fazendo de conta que tudo estava bem ´na CD, o tribunal de Contas é que está a exagerar, num relatório que ela diz desconhecer. Enfim, a senhora deputada agora acompanha mais os relatórios da Arrows.

«O Tribunal de Contas acusa o Ministério das Finanças de “falta de controlo” na Caixa Geral de Depósitos (CGD) entre 2013 e 2015, salientando que o Estado aprovou documentos de prestação de contas sem ter a informação completa.

Num relatório de auditoria sobre o controlo do Sector Empresarial do Estado efectuado pelo Ministério das Finanças entre 2013 e 2015, divulgado nesta terça-feira, o Tribunal de Contas considera que houve uma “falta de controlo pelo Estado” do banco público nesse período, após a recapitalização de 2012 (no montante de 1.650 milhões de euros).» [Público]

«A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque disse desconhecer os pormenores do relatório crítico do Tribunal de Contas sobre a Caixa Geral de Depósitos divulgado nesta terça-feira, sublinhando que a instituição está sujeita ao escrutínio de várias entidades.

"Não entendo exatamente em que contexto é que, eventualmente, a Inspeção Geral de Finanças pudesse acrescentar transparência ou melhor controlo (sobre a CGD). Sendo uma entidade do setor financeiro, tem exigências muito superiores", disse a ex-ministra das Finanças, ressalvando que apenas soube da existência do relatório pelas notícias difundidas hoje de manhã.» [Público]

      
 Há mais ladrões do que polícias
   
«A PSP tem 15 sindicatos, alguns deles de dimensão reduzida. Mas até aqui os dirigentes de todos eles têm pelo menos direito a quatro dias de dispensa por mês. “Há sindicatos em que 90 a 95% dos seus associados são delegados ou dirigentes sindicais”, revelou a ministra, que anunciou esta segunda-feira, no Algarve, que vai retirar do serviço em messes, bares e cantinas seis centenas de homens, parte dos quais voltarão à actividade operacional.

“Não é fácil. Há resistências, naturalmente. Mas é um desperdício gastar tanto dinheiro a formar um polícia para ele ir tirar cafés ou descascar batatas”, observou. “Só na GNR temos cerca de 395 militares a prestar serviço de hotelaria, digamos assim”.

Já na PSP são 236 os homens nestas funções. Questionada pelos deputados, a governante reconheceu que um “número significativo” destes agentes não têm idade nem capacidade para voltem ao serviço operacional. “Mas há muitos que são jovens”, ressalvou.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que são sindicatos da treta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Republicano do Colégio Eleitoral não vota em Trump
   
«Christopher Suprun, republicano do Estado de Texas e membro do Colégio Eleitoral, anunciou esta segunda-feira que não irá atribuir o seu voto a Donald Trump. O paramédico começa por apontar, num artigo publicado no New York Times, que é um eleitor republicano, um dos escolhidos para decidir oficialmente quem é o Presidente dos EUA. Conta que, desde o dia das eleições, a 8 de Novembro, as pessoas têm-lhe pedido para mudar o seu voto, por não concordarem com as visões políticas de Trump.

O republicano explica que na base da sua decisão está algo mais complexo do que discordâncias políticas ou porque o voto popular de Clinton ultrapassa em larga escala o de Trump. Suprun afirma que o que lhe está a ser pedido é que vote em alguém que não tem qualificações para o cargo – e com isso ele não pode concordar.» [Público]
   
Parecer:

Se a moda pega o Trump vira trampa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E por cá?
   
«O Governo espanhol admite que continuará a investigar os rendimentos que Cristiano Ronaldo obteve por via dos seus direitos de imagem e que, como o Expresso avança na sua edição deste sábado, ascendem a 150 milhões de euros no período de 2009 a 2020.

“A Agência Tributária em Espanha é extraordinariamente profissionalizada. E como não poderia ser de outra forma, a agência realizará as inspeções que considere oportunas”, afirmou o secretário de Estado espanhol para os assuntos fiscais, José Fernández de Moya, em declarações à rádio espanhola Cope.

Nas suas declarações o governante evitou entrar em pormenores sobre as inspeções a Ronaldo, mas confirmou que a informação de que a Agência Tributária do país dispõe é “exatamente” a que vem nos meios de comunicação este sábado.» [Expresso]
   
Parecer:

Por cá são todos cumpridores...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

terça-feira, dezembro 06, 2016

Imparidades e competitividade

Quando um banco financia um investimento em acções está colocando o dinheiro para influenciar a gestão de um segundo banco e isso distorce a concorrência. Foi o que sucedeu com o famoso empréstimo concedido pela CGD a Joe Berardo.

Falou-se muito de imparidades e ficou a ideia de que estas se devem em grande parte ao crédito à habitação, o que é falso. A verdade é que os bancos aldrabam as suas contabilidades, mantendo como créditos empréstimos em relação aos quais já não têm qualquer esperança de recuperação. Não só os bancos recorrem a este estratagema como a própria lei favorece esta imensa vigarice nacional. 

Fori criado um regime destinado a recuperar empresas, os Processos Especiais de Revitalização (PER) que servem apenas para que empresários pouco escrupulosos consigam iludir decisões judiciais, enquanto os bancos aproveitam para fazer de conta que perdas continuam a ser créditos que contabilizam juros.

Esta imensa vigarice nacional tem servido par que empresários que há muito deviam estar falidos e fora do mercado, continuem a prejudicar empresas competitivas e cumpridoras, reduzindo-lhes a capacidade de crescimento, quando não as levam à falência. Quando se fala de dívidas ao fisco sabe-se que uma boa parte é incobrável, os bancos estão atafulhados de crédito malparado. Mas Os Berardos e todos os que andam no mercado prejudicando terceiros com dinheiro emprestado continuam a fazê-lo.

As imparidades da banca provocaram m duplo prejuízo à economia. Conhecemos o prejuízo que os bancos e, em última análises, os contribuintes tiveram de suportar. Mas há um prejuízo de que ninguém fala, o rasto de empresas que ficaram em dificuldades por causa de empresários que lhes fizeram concorrência desleal, porque beneficiaram de financiamentos que não eram para serem pagos.

As imparidades da banca não passam da parte visível de um imenso iceberg que constitui um perigo par a nossa economia, que destrói boas empresas e que vai apodrecendo a nossa economia. No caso dos negócios da CGD esta concorrência desleal combina-se com os poderes políticos, quer nacionais, quer o dos imensos aparelhos partidários locais que julgam mandar nas autarquias, nas repartições de finanças, nas filiais da CGD em tudo o que seja Estado e dependa de um ministro do partido.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa, especialista em vinhos de missa

Compreende-se que com a escolha do devoto Macedo o Presidente da República, muito dado a rezas e procissões, se tenha inspirado na Bíblia para fazer comparações. Só é pena que o senhor professor tenha voltado ao tempo das avaliações, decidindo dar notas vínicas em matéria que desconhece. Esperemos que um dia destes Marcelo não se queixe de lhe terem servido vinho a martelo, um produto tipicamente nacional que Jesus nunca provou.

Mas é, no mínimo, lamentável que um Presidente da República use o cargo para avaliar gestores classificando-os como se de vinhos se tratasse e fazendo uso da Bíblia. Marcelo não foi eleito para avaliar gestores e muito menos para usar critérios bíblicos de classificação dos cidadãos.

No mesmo dia em que Marcelo diz que há vinhos melhores do que outros declara que "não pode ter preferências nem pode ter amuos. Não pode gostar mais de uns portugueses do que de outros. Tem de gostar igualmente de todos os portugueses". Isto é, o Presidente pode preferir vinhos, mas quanto a cidadãos trata-os todos por igual. Estamos entendidos.

«Marcelo Rebelo de Sousa usou uma imagem bíblica para demonstrar a confiança que tem em Paulo Macedo como substituto de António Domingues à frente da Caixa Geral de Depósitos. Segundo o Expresso, o Presidente da República citou o episódio das Bodas de Caná para dizer que “o segundo vinho é o melhor”, durante um jantar com jornalistas estrangeiros, oferecido por Marcelo no Palácio de Belém.

O episódio citado pelo Presidente relata como, segundo a tradição católica, Jesus transformou água em vinho durante uma festa de casamento em que faltou a bebida. O facto de o vinho transformado por Jesus ser melhor do que o primeiro servido aos convidados foi estranhado, já que a tradição é servir primeiro o melhor vinho e só depois o pior.» [Observador]

 O suicídio de Passos

Ou Passos Coelho anda muito mal aconselhado desde que Miguel Relvas o abandonou ou está mal da cabeça, só alguém suicida se mete com um Marcelo no topo da popularidade. Marcelo sobe na sondagens enquanto Passos e o PSD se afundam, sendo Marcelo do mesmo partido que Passos mandaria a inteligência que o líder do PSD cuidasse o melhor possível dessa relação. Mas parece que Passos quer combater António Cosa e Marcelo ao mesmo tempo.~

Passos não percebeu que António Costa era muito diferente do seguro e agora mostra que não sabe distinguir Marcelo de Cavaco Silva. Animado pela situação difícil da CGD e do seu papel em toda a confusão criada em torno da sua liderança, Passos entra ao ataque e como acha que Costa é pouco para ele, decide atacar também Marcelo. Um suicídio da parte de alguém que se recusa a perceber que está em queda.

Enquanto Passos Coelho se vai enterrando enganado pelo que lhe diz o seu próprio espelho, Assunção Cristas soma e segue. Passos falta à comemoração da restauração de independência e Cristas diz presente, Santana diz que não é candidato a Lisboa e Crista abre a porta ao apoio do PSD à sua candidatura, Passos passa a imagem de quem espera por uma crise para o país, Cristas passa a imagem de quem quer bem ao país. 

      
 É óbvio
   
«O ministro das Finanças, Mário Centeno, ter-se-á comprometido com o Eurogrupo, juntamente com um conjunto de países cujo orçamento foi considerado como estando em risco de incumprimento, a tomar medidas para garantir que estes vão cumprir as regras orçamentais europeias, disse esta segunda-feira o presidente do Eurogrupo.

Num comunicado publicado esta segunda-feira, após a reunião dos ministros das Finanças do euro, o Eurogrupo adota as recomendações da Comissão Europeia em relação aos orçamentos decididas há cerca de duas semanas, mas vai mais longe nas palavras e reabre um debate que já foi tido em relação a Portugal em fevereiro passado, relativamente ao Orçamento do Estado para 2016.

De acordo com a última avaliação da Comissão, o ajustamento estrutural em 2017 será de 0,0%, quando seria exigido [um esforço de] 0,6% do PIB ao abrigo da vertente preventiva [do Pacto de Estabilidade e Crescimento]. Nessa base, seriam necessárias medidas adicionais para que houvesse uma melhoria do ajustamento estrutural”, diz o comunicado do Eurogrupo.

Os ministros elogiam ainda o compromisso que terá sido assumido por Mário Centeno: “Saudamos os compromissos de Portugal para implementar as medidas necessárias para garantir que o orçamento de 2017 irá cumprir as regras do PEC”.» [Observador]
   
Parecer:

´óbvio que qualquer país que tenha de respeitar o Pacto de Estabilidade terá de adoptar medidas adicionai se algo correr mal.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O primeiro-ministro no exílio tem o seu mini conselho de estado
   
«Pedro Passos Coelho tem um novo Conselho Estratégico para o aconselhar sobre o rumo do partido e do país. Os novos conselheiros do presidente do PSD são 25 personalidades de “reconhecido mérito”, que incluem vários académicos, o general especialista em assuntos militares Loureiro dos Santos e vários governantes como o ex-ministro de Passos Rui Medeiros e dois ex-ministros de Durão Barroso: António Martins da Cruz (Negócios Estrangeiros) e David Justino (Educação).

Muitos dos membros são, no entanto, independentes. Embora o grupo integre também ex-deputados e ainda antigos secretários de Estado de Cavaco Silva e Durão Barroso como Abílio Morgado, Dulce Franco, Fernando Bianchi de Aguiar ou Maria do Céu Ramos. Fica assim conhecida a nova composição do Conselho de Estratégico, que é uma espécie de Conselho de Estado do partido, estando para a presidência do PSD, como o Conselho de Estado está para a Presidência da Republica.

De acordo com os estatutos sociais-democratas, o Conselho Estratégico é um “órgão de aconselhamento no que toca às grandes questões nacionais“, tendo “natureza consultiva” e que “funciona junto do presidente da Comissão Política Nacional“. O órgão é presidido por José Matos Correia e tem esta segunda-feira à tarde a sua primeira reunião.» [Observador]
   
Parecer:

Será que o vão aconselhar a demitir-se?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 E se for a martelo
   
«Marcelo Rebelo de Sousa usou uma imagem bíblica para demonstrar a confiança que tem em Paulo Macedo como substituto de António Domingues à frente da Caixa Geral de Depósitos. Segundo o Expresso, o Presidente da República citou o episódio das Bodas de Caná para dizer que “o segundo vinho é o melhor”, durante um jantar com jornalistas estrangeiros, oferecido por Marcelo no Palácio de Belém.

O episódio citado pelo Presidente relata como, segundo a tradição católica, Jesus transformou água em vinho durante uma festa de casamento em que faltou a bebida. O facto de o vinho transformado por Jesus ser melhor do que o primeiro servido aos convidados foi estranhado, já que a tradição é servir primeiro o melhor vinho e só depois o pior.» [Observador]
   
Parecer:

Esperemos que não seja vinho a martelo como foram os supostos sucessos de macedo na DGCI.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Prove-se com muito cuidado.»

 Passos é ministro das finanças?
   
«Pedro Passos Coelho admite que a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos possa só ser feita na segunda metade do próximo ano, de forma a não perturbar o processo de saída de Portugal do Procedimento dos Défices Excessivos. Em conversa com o jornal online Eco, o líder do PSD relacionou o calendário da operação de recapitalização do banco do Estado com a saída de Portugal do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE).

Segundo Passos Coelho, se o reconhecimento adicional de prejuízos (imparidades) na Caixa, que resulta em necessidades acrescidas de capital, acontecesse em 2016, a operação teria de ser reconhecida no défice deste ano. O que iria comprometer a meta do défice abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), acordada com a Comissão Europeia. A decisão europeia sobre a saída do PDE deverá ser tomada até maio ou junho do próximo ano. Para que a recapitalização da Caixa não coloque em risco esse processo, não deverá ser feita antes do Verão, admitiu Passos Coelho.

Depois de a qualificar como urgente, o Governo acabou por adiar a realização do aumento de capital da Caixa para o próximo ano. Passos Coelho realça que o seu Executivo fez a recapitalização necessária para o banco cumprir os rácios e que os planos do atual Governo até agora “foram só conversa”.» [Observador]
   
Parecer:

Fala como se fosse o primeiro-ministro.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Trump versus China
   
«“A China perguntou-nos se não havia problema em desvalorizar a sua moeda (tornando mais difícil as nossas empresas competirem) e impondo grandes taxas aos produtos que vendemos para o país deles (os EUA não taxam os deles) ou se podia construir um enorme complexo militar no meio do mar do Sul da China? Não me parece”, escreveu Trump no Twitter, retomando as acusações de que Pequim manipula a sua divisa – contribuindo para a perda de competitividade da economia americana – e de pretender estender a soberania sobre uma das principais vias de comércio marítimo ignorando os territórios reivindicados pelas nações vizinhas.

Apesar das invectivas, a China mantém-se firme na recusa em comentar o que poderá ser uma mudança na política de Washington para a Ásia, a começar pelo estatuto de Taiwan. “O mundo está muito ciente da posição solene da China. Os Estados Unidos, incluindo a equipa eleita do Presidente eleito, estão muito ciente da posição solene da China”, insistiu Lu Kang, já depois de o vice-presidente eleito, Michael Pence, ter dito que a conversa entre Trump e Tsai não passou de um “telefonema de cortesia” e culpando a imprensa pela polémica gerada. A reacção mais dura acabou por partir da imprensa oficial – num editorial publicado sábado, o jornal China Daily atribuiu o telefonema “à inexperiência de Trump e da sua equipa da sua equipa de transição em lidar com as relações externas”.» [Público]
   
Parecer:

Pla primeira vez em muitos anos parece que a China tem quem a enfrente, o problema é saber se isto vai acabar bem ou se não passa de garganta e acaba em águas de bacalhau. A verdade é que o EUA também precisam da China e do seu mercado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Manda quem pode e obedece quem deve
   
«O Presidente da República assume que perdeu a guerra dos salários na Caixa Geral de Depósitos. Marcelo Rebelo de Sousa queria aproveitar a mudança em curso no banco público para baixar os salários dos administradores, mas o primeiro-ministro já disse que esta é "uma questão ultrapassada".

"A minha posição é conhecida e não mudou. Mas decide quem pode...", afirmou Marcelo durante a visita que esta segunda-feira faz à Beira Interior. Horas antes, confrontado com as reservas do Presidente a que se mantenha o salário que foi pago a António Domingues – 423 mil euros/ano ou cerca de 30 mil euros/mês –, António Costa foi perentódio: "Os vencimentos estão fixados. A legislação está em vigor e não a vamos mudar”.» [Expresso]
   
Parecer:

Para o Opus Macedo o ordenado não é problema, o dinheiro fica em boas mãos e beber bom vinho, ainda que bênção divina, paga-se.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Boa resposta
   
«Marcelo Rebelo de Sousa reagiu, em declarações aos jornalistas, às palavras proferidas esta segunda-feira por Pedro Passos Coelho na conferência ECO Talks.

“Ainda bem que [Marcelo] não é presidente do PSD. Está a fazer tudo o que está ao alcance dele para que o mercado, os agentes económicos, acreditem mais num Governo de que desconfiavam”, afirmou então o líder do maior partido da oposição.


Em reação, também o Presidente da República admitiu concordar com as palavras de Passos Coelho, dizendo: “Tem toda a razão. Ainda bem que o PSD está bem entregue e foi possível eleger pelo voto dos portugueses alguém que é Presidente de todos. Não era possível ser ao mesmo tempo presidente do partido e de Portugal. A minha missão é ser Presidente de Portugal”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Com quem o Passos se foi meter...
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 A pobre senhora ainda fica em cuecas
   
«A próxima primeira-dama norte-americana está com dificuldades em arranjar um estilista que se responsabilize pelas suas roupas. Tom Ford foi um dos que se recusou a dar nome à imagem de Melania Trump, mas esta não é a primeira vez que há um ‘não’ à mulher de Trump por parte do estilista.

O estilista dos Estados Unidos acredita que Melania Trump não tem uma imagem correspondente à sua marca, e diz ainda que as suas criações são “demasiado caras” para uma primeira-dama.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quem quer vestir a Melanie?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»