quarta-feira, janeiro 18, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas, rapariga mal educada

Assunção Cristas gosta de dar a imagem de líder dura, mas na verdade a imagem que passa ´+e a de alguém mal educada, que não se importa de baixar o nível das acusações. quando se acusa algém de mentir tem de se provar, até porque em matéria de mentirosos o capital do CDS é bem grande, as mentiras de Paulo portas dão para manchar aquele partido durante muito tempo.

«"Faremos certamente uma medida de prolongamento dos 0,75 [de redução da Taxa Social Única paga pelos empregadores] que já existiam e que existem até ao final deste mês, porém, totalmente suportados pelo Orçamento do Estado", anunciou Assunção Cristas.

No debate quinzenal no parlamento, a líder do CDS afirmou que o acordo de concertação social não está assinado, ao contrário do que disse o primeiro-ministro, António Costa: "O senhor acabou de mentir a esta câmara, o senhor mentiu. Começamos por ficar habituados, o senhor mente sempre que aqui vem e acabou de mentir objetivamente. O acordo não está ainda assinado".

Assunção Cristas reuniu hoje de manhã com a UGT e a CAP e fez referência a estes encontros com os parceiros sociais depois de perguntar a António Costa se o acordo estava assinado ou não.» [Notícias ao Minuto]

 A redução da TSU

Depois de terem apoiado a manutenção da sobretaxa durante mais um ano, para além do prolongamento dos cortes de vencimentos até ao final de 2016, para dessa forma financiarem o alívio dos impostos nos escalões mais baixo do IR o PCP e o BE não têm qualquer autoridade moral para se oporem á redução da TSU com vista ao aumento do salário mínimo.

      
 Anedota com farda de general
   
«A questão tem dado origem a várias disputas em tribunal: pode ser-se juiz sem nunca se ter visto a cor dos bancos de uma faculdade de Direito? Para obter uma resposta, basta ler o vasto currículo dos três juízes militares que integram o Supremo Tribunal de Justiça: estiveram embarcados em fragatas, passaram pela Academia Militar e pelo Estado-Maior General das Forças Armadas, foram medalhados.

Formação jurídica é que nenhum deles tem, situação em que não estão sozinhos: nem a hierarquia da GNR e dos três ramos das Forças Armadas nem o Conselho Superior da Magistratura (CSM) a consideram um requisito essencial, exerçam eles funções nos tribunais de primeira instância, nos de segunda ou no Supremo. Dos 17 militares neste momento a exercerem funções de juízes apenas três se licenciaram em Direito, dois na GNR e um no Exército.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que é pior do que no futebol, só que neste caso é um belo tacho para um militar em final de carreira, ganha mais e ainda recebe um subsídio de residência livre de impostos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 JJ não desiste facilmente ... dos milhões
   
«Jorge Jesus não vai colocar o seu lugar à disposição mesmo que a atual situação do Sporting se deteriore, sobretudo na eventualidade de ser eliminado hoje da Taça de Portugal em Chaves (20.15, Sport TV1). Ao que o DN apurou junto de fonte próxima do técnico de 62 anos, Jesus está determinado a cumprir o seu contrato até ao fim, mesmo tendo consciência de que há a necessidade de encontrar soluções para os problemas que atualmente se colocam e que têm impedido que a equipa tenha o rendimento que apresentou na época passada, em que bateu o seu próprio recorde de pontos num campeonato - os leões esta temporada já perderam mais pontos numa volta do que em toda a I Liga passada na qual contabilizou 86 pontos.

A mesma fonte lembrou ainda que Jesus não é treinador de desistir facilmente e que estará convencido de que a situação difícil por que o Sporting passa será invertida, não admitindo sequer ouvir falar em saída. Esta convicção de que é possível melhorar, leva mesmo o treinador a não estar recetivo a negociar uma eventual rescisão do seu contrato por iniciativa do Sporting, no caso de ser atingida uma situação limite.» [DN]
   
Parecer:

Pudera, com os milhões que ganha só se fosse parvo é que não cumpria o contrato até ao fim.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Bruno que venda um jogador dos bons para se livrar do JJ.»

 Bye Reino Unido
   
«A primeira-ministra britânica confirmou que o Reino Unido vai abandonar o mercado único europeu e controlar a imigração vinda dos outros Estados-membros quando deixar a União Europeia (UE). No muito aguardado discurso sobre aquelas que são as prioridades do seu Governo para as negociações a iniciar em breve, Theresa May assegurou que pretende “uma nova parceria positiva e construtiva” com a UE, mas o referendo de 2016 deixou claro que o país não pode continuar “metade dentro, metade fora” da comunidade. 

No seu discurso, May revelou ainda que as duas câmaras do Parlamento britânico vão votar o resultado final do acordo que vier a ser negociado com a UE – algo com que até agora ainda não se tinha comprometido. » [Público]
   
Parecer:

É bom que o Reino Unido não queira ficar no Mercado Comum, põe-se fim à presença de um parceiro que ainda sonha com o velho império e que tinha uma posição oportunista na UE. Resta-lhe fazer chantagem com o estatuto dos emigrantes da UE no Reino Unido, mas a verdade é que precisam mais dos emigrantes do que estes precisam do país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

terça-feira, janeiro 17, 2017

Passos Coelho, um líder sem TSU

Quando Passos pensou utilizar a TSU para promover a desvalorização fiscal dos trabalhadores do sector privado, promovendo assim a desvalorização de todos os salário, processo já concluído no Estado com cortes na ordem dos 30%, o líder do PSD não ficou incomodado por utilizar as contribuições sociais para promover transferências de rendimento, reduzindo salários ao mesmo tempo que aumentava os lucros.

Agora que uma alteração da TSU teria como resultado um aumento quase miserável do salário mínimo, já Passos Coelho se lembrou que os aumentos de salários devem estar em linha com aumentos de produtividade. Aquele que nada fez para combater a evasão contributiva, ele próprio deu um exemplo de cidadão incumpridor em matéria de descontos para a Segurança Social, está agora muito preocupado com as receitas do sistema.

Passos parece só ser contra alterações da TSU se destas resultarem benefícios para os trabalhadores e mesmo quando há algum consenso com os patrões neste capítulo ele está contra. O argumento da relação entre salários e produtividade é falso, quando defendeu aquilo a que designou por “ajustamento” dos sectores público e privado não estabelece qualquer relação entre produtividade e cortes salariais, pretendia apenas uma redução brutal dos salários.

É este o Passos Coelho a quem Catarina Martins dá as boas-vindas às posições justas, o Passos Coelho que enche a líder do BE de felicidade é aquele que é contra qualquer aumento salarial, que só se opõe a alterações da TSU que se traduzam em aumentos salariais e que enquanto trabalhador deu o seu contributo pessoal para a falência da Segurança Social.

Compreendo que o BE dê mais importância aos resultados do que às motivações ideológicas e que considere que todo e qualquer apoio às suas posições é bem-vindo, mas a verdade é que quando Passos Coelho está em dificuldades e recorre a uma estratégia de pura guerrilha, fá-lo com o apoio do BE, do PCP e até da CGTP. Já conseguiu esta aliança na questão da CGD e vai consegui-lo novamente na TSU. 

Ums no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Catarina Martins

Catarina Martins diz que concorda uma vez com o PSD e o argumento é o único que os políticos podem usar, o da defesa do país. É também graças à defesa dos interesses do país que o BE se juntou ao PSD para promover Paulo Macedo a presidente da CGD e foi também graças aos susperiores interesses da Nação que tivemos de aguentar Passos Coelho como primeiro-ministro durante quatro anos.

«A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, sublinhou esta manhã que "por uma vez" o PSD tem razão ao criticar a descida da Taxa Social Única (TSU) para as empresas, porque a medida "é má para o país".

"É natural que haja uma certa perplexidade com a posição do PSD, sendo certo que o BE acha que por uma vez o PSD tem razão: a descida da TSU é má para o país", advogou Catarina Martins, que falava aos jornalistas em Lisboa no final de uma ação com foco nos transportes públicos da capital, em concreto o metropolitano.

Sobre a TSU, que tem marcado a agenda noticiosa nos últimos dias, a líder do Bloco assinalou que o Governo "sempre soube que o BE não apoiaria" a medida, e justificou depois o porquê da contestação.» [Expresso]

 Jornalistas boicotam jornalistas

Alguns jornalistas vão ganhar um pouco melhor para clubes de futebol, gabinetes empresariais ou assessoria governamentais, onde ensinam a manipular a informação e os jornalistas, daí as muitas falas conferências de imprensa onde os jornalistas são obrigados a entrar mudos e a sair calados. Agora os jornalistas decidiram no seu congresso boicotar estas conferências de imprensa. É uma pena que não boicotem os seus colegas que foram contratados, não raras vezes, para iludir o direito à informação. Podiam começar, por exemplo, por analisar a actuação de alguns jornalistas ao serviço dos presidentes de clubes de futebol.

 Entrevista de emprego



      
 Um prestígio do caraças!
   
«O subcomissário que agrediu um adepto do Benfica à frente dos dois filhos menores em Guimarães a 17 de maio de 2015, recebeu, de acordo com o Correio da Manhã, um louvor do Comando de Braga da PSP, pela competência e serviços prestados no policiamento de recintos desportivos. O louvor a Filipe Silva foi publicado na sexta-feira numa ordem de serviço, onde é destacado que os serviços do agente “prestigiam a polícia”.

Nesse dia de maio de 2015, em que o Benfica se tornou campeão nacional, correram o país as imagens da CMTV em que duas crianças assustadas assistiram aos agentes da PSP a agredirem violentamente o avô e o pai após um jogo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica. Houve até quem mais tarde associasse a revolta dos adeptos benfiquistas nos festejos do título no Marquês de Pombal a essas imagens. Agora, o agente recebe um louvor, que não é pacífico.» [Observador]
   
Parecer:

Pois, os oficias da PSP deviam receber uma comenda em Belém sempre que a sua instituição e Portugal são referidos nos relatórios da Amnistia Internacional.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao Director Nacional da PSP por ter oficiais tão prestigiados e prestigiantes para a sua polícia.»
  
 Não teria sido melhor acabar com a CRESAP
   
«Maria Neves Murta Ladeira, antiga secretária geral do Ministério das Finanças, vai ser a próxima presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para Administração Pública (CRESAP). A indigitação do Governo será formalizada depois da audição parlamentar prevista para esta sexta-feira.

Maria Neves Murta Ladeira – que foi secretária geral do Ministério das Finanças por nomeação da então ministra Maria Luís Albuquerque – tem bacharelato em economia pela Universidade Técnica de Lisboa e licenciatura em engenharia informática pela Universidade Nova.

Antes de assumir o cardo de secretária-geral do Ministério das Finanças, tinha desempenhado funções no mesmo ministério como adjunta da anterior secretária-geral, Teresa Nunes. Previamente ao Ministério das Finanças, fora vogal e depois subdiretora geral do Instituto de Informática e Presidente do conselho de administração do Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça e diretora geral do Serviço de Informática do Ministério da Justiça.» [Expresso]
   
Parecer:

O Billhim fez todos os fretes encomendados pela direita, agora é mais fácil, é a própria direita a mandar na CRESAP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Para que serve o subsídio de residência
   
«Numa nota divulgada hoje, a direção do sindicato indica que vai também suscitar ao Conselho Superior do Ministério Público "que defina com caráter de urgência os critérios gerais e abstratos" para a reafetação de magistrados do MP.

"No que concerne à reafetação de magistrados, persistiu-se na ideia de que os magistrados do Ministério Público podem ser reafetados sem prestarem o seu consentimento, mantendo-se assim uma norma inconstitucional que deveria ter sido removida", considera o sindicato.

O SMMP, presidido por António Ventinhas, adianta que, após a recolha de assinaturas, fará diligências junto dos grupos parlamentares e do Provedor de Justiça com vista a suscitar a fiscalização abstrata sucessiva da norma junto do Tribunal Constitucional.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A partir do momento em que mesmo quando não estão deslocados os magistrados têm direito a um subsídio de residência livre de impostos não se podem queixar de serem colocados onde quer qe seja. Não se pode ter sol na eira e água no nabal.

Ainda assim regista-se o progresso em matéria de valores democráticos do sindicato, habitualmente a forma preferida de fazer oposição a governos democráticos n~´ao costuma ser o recurso a petições. No tempo de Cavaco o presidente deste sindicato quase tinha um gabinete em Belém só para fazer queixas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Será anedota
   
«A cimeira entre Portugal e Espanha, que se realiza em maio, pretende reforçar a cooperação transfronteiriça, para que a fronteira entre os dois países "seja o mais permeável possível", disse o secretário de Estado para a União Europeia espanhol.

"A cooperação transfronteiriça é já um êxito, mas queremos examinar que mais podemos fazer. Ainda há coisas para fazer para que já não haja fronteira, para que seja uma fronteira o mais permeável possível, com uma maior cooperação, a todos os níveis, entre Espanha e Portugal, entre os espanhóis e os portugueses", afirmou à Lusa Jorge Toledo, no final de uma reunião com a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Margarida Marques.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Será que é a Almaraz que a secretária de Estado se refere quando refere o êxito da cooperação transfronteiriça? Se o governo espanhol sabe disso ainda mete o depósito do lixo nuclear em Badajoz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Não há plano B para TSU
   
«O primeiro-ministro reúne-se esta segunda-feira com os patrões, mas o encontro não consta da agenda oficial de António Costa e o seu gabinete não divulga hora, nem local. Também não estão previstas declarações e apenas se adianta que a reunião já está marcada há muito tempo, “no quadro do contacto regular com os parceiros sociais”, explica o gabinete do primeiro-ministro. O que já se sabe é que o Governo não levará uma alternativa à medida que PSD, PCP, BE e Verdes querem chumbar no Parlamento.

O ministro da Segurança Social disse esta segunda-feira, no Fórum da TSF, que “não está em cima da mesa” um plano B ao chumbo da redução da TSU no Parlamento. Questionado sobre se o Governo tem alternativas à medida, que possam compensar os patrões pelo aumento do salário mínimo, Vieira da Silva começou por ser cauteloso: “Vou esperar para ver a posição dos partidos, (…) não beneficia estar a fazer discussões de antecipação.” Mas quando a pergunta foi sobre se há um plano B em cima da mesa, para apresentar aos patrões, o ministro foi claro: “Não está em cima da mesa”.» [Observador]
   
Parecer:

Isso significa que PSD vai ter de assumir as responsabilidades pelo que vota no parlamento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Cataventos

Quando Passos Coelho andava inchado e convencido de que não só ganharia as eleições legislativas, como era ele que escolhia o candidato que poderia vir a se presidente, decidiu em pleno congresso do PSD chamar cata-vento a Marcelo Rebelo de Sousa. Nunca o PSD tinha decido tão baixo com um presidente daquele partido a atribuir alcunhas de baixo nível a um antecessor e ainda por cima potencial candidato ganhador em eleições presidenciais.

Cá se fazem cá se pagam, Marcelo Rebelo de Sousa ganhou as presidenciais e o mesmo Passos que contava ser governo minoritário para ir a eleições logo que o próximo presidente tivesse poderes para dissolver o parlamento, acabou por ficar na oposição e desde então não sabe muito bem quem é e o que fazer.

O destino tem destas coisas, agora é outro ex-presidente do partido a dizer que Passos Coelho é um cata-vento, a propósito das cambalhotas oportunistas de Passos na questão da TSU marque Mendes diz que ele se comporta como um cata-vento.

Passos Coelho adoptou a guerrilha como estratégia política, não tem programa, não tem projecto, não respeita as suas bases, o único objectivo da equipa que lidera o PSD é infligir prejuízos ao governo. Não se importa de dar o dito por não dito, de ir contra a posição dos sindicatos do seu partido ou dos parceiros sociais que são a sua base social de apoio. O seu único objectivo é provocar feridas na coligação.

Já votou com o PCP e o BE na questão das declarações de rendimentos dos administradores da CGD, mas nesse caso não entrou em conflito com os seus princípios ou com as bases do seu partido. Desta vez, no caso da TSU, a posição de Passos Coelho é puro oportunismo político.

Daqui a uns dias o acordo de concertação social será assinado, o salário mínimo será aumentado e Passos terá tido a pequena alegria de ter criado uma pequena dificuldade ao PS, isso se o PCP ou o BE não decidirem tirar-lhe o tapete. O problema é que Passos Coelho perdeu toda a credibilidade, hoje é óbvio que o que o move não são valores ou interesses nacionais, para ele o poder e ambição pessoal estão acima de tudo.

Todo este desespero leva-nos a questionar que tipo de interesses estarão por detrás de muitas decisões do seu governo, é cada vez mais óbvio que o que move Passos não é propriamente o interesse nacional e talvez isso explique as reviravoltas que dá.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Passos Coelho tem destas coisas, quando era primeiro-ministro praticava o fim de semana inglês e enquanto o Ti Costa despachava o BES andava à conquilha na Manta Rota, agora é líder da oposição aos sábados e domingos, únicos dias em que consegue que as suas baboseiras passem na comunicação social.

Pobre Passos Coelho, já fez de primeiro-ministro e andou a fazer inaugurações, já se armou em primeiro-ministro no exílio, no início do ano inventou uma newsletter de que só saiu um número, agora comemora do Dia de Reis no dia 14 de Janeiro. Depois de ter anunciado que o país etria uma prenda de Reis não deixa de ser divertido ver que Passos tenha decidio comemorar a data quase no Carnaval.

«"Então começamos o ano com o PCP e o BE a meterem baixa no apoio ao Governo? Este ano vão estar de baixa e [depois] se o Governo precisar de qualquer coisa atirem lá para o PSD que o PSD resolve? Os cavalheiros estão muito equivocados", afirmou.

Pedro Passos Coelho falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, durante o "jantar de reis" organizado pela Comissão Política Local.

Ao longo da intervenção, o líder dos sociais-democratas considerou que as posições do BE e do PC na TSU - que admitem pedir a apreciação parlamentar desta medida caso o Governo insista na redução para as empresas - são "sinais de que algo se pode alterar na maioria" e que demonstram que "a geringonça está desavinda".» [DN]

domingo, janeiro 15, 2017

Semanda

Passos Coelho regressou aos seus tempos de J e lidera o PSD como se estivesse à frente de uma associação de estudantes do ensino preparatório. Caindo inexoravelmente nas sondagens e sem saber como resolver o problema da candidatura autárquica de Lisboa, Passos Coelho abre mais uma frente suicidária anunciando a sua própria geringonça na questão da TSU.

Quem também teve uma semana para esquecer foi Paulo Macedo, agora que está prestes a subir na vida vieram lançar suspeitas sobre a sua actuação à frente do ministério da Saúde. O pobre Macedo não perdeu tempo a reagir, fê-lo com um argumento um pouco idiota, afirmando que as chefias são escolhidas por concurso. Pois, o problema é que foi ele a escolher Cunha Ribeiro para liderar a ARS de Lisboa. 

Parece que as tabelas de retenção na fonte do IRS foram promovidas a importante instrumento de política fiscal, só isso pode explicar o facto de a semana noticiosa ter sido marcada pela publicação das tabelas para 2017, um facto que até aqui era meramente administrativo, não lembrando a ninguém fazer destas tabelas a notícia da semana.
  
Vital Moreia, um conhecido especialista em política económica de Coimbra, veio defender que terá sido um erro ter devolvido os vencimentos e as pensões. A ideia do antigo comunista de primeira água é a de que o país podia ficar com o rendimento dos funcionários para o investir. Agora o país fica à espera que Vital Moreira diga qual a percentagem de rendimento dos funcionários e pensionistas que deve ser retido a bem da nação.

Houve alguém que teve a ideia de lançar o nome de Júdice para candidato do PSD a Lisboa. Até era uma ideia divertia ter a sede de campanha na cidade do Panamá ou na offshore da Madeira.