sábado, outubro 07, 2006

O Vítor Foi Muito Bem Morto!


Estava a tomar café quando a TV deu a notícia da morte do Vítor, uma morte que ninguém é capaz de dizer que foi acidente, homicídio mais ou menos (in)voluntário ou mesmo julgamento sumário cuja sentença foi dada por um dedo nervoso no gatilho ou, a mais frequente das justificações, falta de pontaria.

Ao meu lado estavam vários polícias saboreando a enésima imperial, um deles com uma daquelas mariconeras que usam a tiracolo e que alguns dos nossos agentes policiais usam para levar a canhota. A reacção era de aprovação, bem feita, os gajos fugiram, estavam armados, conduziram em sinal contrário, desobedeceram ao agente da autoridade, a conclusão era óbvia, foi um trabalho bem feito, mereceram o que tiveram.

E se eu, como civil não especializado em mandar tiros para pneus que têm o condão de acertar sempre na cabeça das vítimas, tinha dúvidas a GNR ajudou-me a concordar, os “gajos” tinham cadastro, jogaram uma pistola para foram pela janela do carros (que graças a Deus a polícia viu e depois encontrou), enfim, qualquer cidadão tem que concordar que aquela ricochete da bala da G3 foi uma bênção para a sociedade e uma poupança para a justiça, poupou-se um tubo do balão, o tribunal não vai perder tempo com julgamentos, a arma jogada pela janela não vai matar mais ninguém. As linhas tortas que a bala descreveu devido ao estranho ricochete (sabe deus quantos ângulos terá descrito até entrar pelo pescoço do Vítor) lembram-nos que também Deus faz justiça por linhas tortas.

Com a morte do Vítor, o tal perigoso cadastrado que manda armas pela janela, podemos dormir mais descansados-

A Corrupção Não Se Combate (Apenas) No Diário Da República


A iniciativa legislativa de João Cravinho é meritória mas incorre no perigo de se pensar que a corrupção cresce porque não é reprimida, isso não é inteiramente verdade. Só o é para aquela que não poderia ter sido evitada prevenindo. Não faz sentido criar condições para que a teia corrupta domine grandes segmentos do aparelho de Estado e pensar que depois é a justiça que resolve o problema.

Permitir que certos grupos de interesses dominem a Administração Pública chegando ao ponto de uma boa parte das chefias ter-lhes mais respeito do que aos governantes para depois ir para o Parlamento procurar soluções é o erro recorrente que se tem cometido desde há muitos anos.

Não é com Diários da República que se combate a corrupção, é eliminando procedimentos desnecessários, saneando as chefias do Estado “correndo” com toda a gente suspeita ou que tome decisões suspeitas, adoptando processos rigorosos de auditoria interna, sujeitando as nomeações a critérios rígidos de forma a excluir todos os que de alguma forma possam estar ligados a grupos de interesses, sejam eles os gabinetes de consultoria ou os escritórios de advogados.

Veja-se o exemplo da Administração Fiscal onde há quase uma década que praticamente não existe uma auditoria séria, onde uma boa parte das chefias são escolhidas em função de interesses externos ao Estado, e onde muito pouco ou nada se fez nos últimos anos para combater a corrupção, escondendo esta realidade atrás de supostos sucessos no aumento da receita fiscal.

A confusão entre repressão e prevenção é o maior favor que pode ser feito aos corruptos.

Umas no Cravo e Outras Tantas na Ferradura

FOTO JUMENTO

Ruinas do Convento do Carmo, Lisboa

IMAGEM DO DIA


[Brian Snyder / Reuters]

«Nobel al ridículo. Los premios Ig Nobel se entregan cada año a investigaciones científicas que, aunque reales, rayan en el ridículo. Ivan Schwab acepta el premio en ornitología en la entrega celebrada en la Universidad de Harvard en Cambridge (EEUU), por su trabajo sobre por qué los pájaros carpinteros no tienen dolores de cabeza. Otro trabajo premiado fue la demostración de que el mosquito hembra que trasmite la malaria se siente atraído por igual por el olor de un pie humano y el de una hamburguesa con queso.» [20 Minutos Link]

JUMENTO DO DIA


Se reclamas levas!

Parece ser esta a grande arma contra a fraude fiscal descoberta por Amaral Tomaz, um secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que Sócrates foi buscar à equipa B do PSD. Alguém me explica no que é que a intimidação de quem reclama do fisco combate a evasão fiscal? Talvez, se a redução do número de reclamações resultar na libertação de recursos humanos para o sector da inspecção.

O DIREITO À VIDA DO VÍTOR HUGO

O protesto de Fernanda Câncio por um "crime" que passou quase despercebido:

«Eram quatro no carro, entre os 17 e os 21 anos. À uma da manhã, a polícia mandou-os parar. Não pararam. Porquê? O condutor diz que o seguro do carro não estava em dia, que tinham umas pedras de haxixe e talvez álcool a mais. Ao fim de uma hora de perseguição, a polícia abriu fogo. Cinco tiros de metralhadora direitos aos ocupantes do banco de trás. Um acertou no pescoço do Vítor Hugo, dois no Bruno, de 18 anos, que sobreviveu. » [Diário de Notícias Link]

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A ESPANHA JÁ AQUI ESTÁ

Baptista Bastos analisa o nacionalismo dos portugueses:

«Aquilino Ribeiro costumava dizer, ao grupo de amigos que se lhe reunia, no Café Chiado, ou na sua casa, em Soutosa, e discreteando sobre Portugal: "Num futuro não muito longínquo, o nosso país será uma província de Espanha, e a mais pobrezinha". Portugal era o seu grande tema: fascínio, orgulho e temor misturavam-se no almofariz de uma prodigiosa organização de escritor, só comparável a Camilo. » [Jornal de Negócios Link]

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O VÁCUO

Vasco Pulido Valente com o seu pessimismo habitual critica Cavaco e Sócrates:

«A crise do Estado é geral. Não há nada que escape e ninguém que não se queixe e se lamente. O país não chegou aqui por acaso ou por distracção de um ou dois governos. Foi precisa uma longa persistência no erro e um desprezo perverso pelos problemas que se iam acumulando, ou agravando, de ano para ano, como se tudo estivesse bem e no bom caminho. Não existe um partido, um político, um ministro, um autarca que se possa considerar inocente do que se passa hoje. O défice e a dívida são um sintoma, não são uma causa. O regime fabricou um Estado inviável, com o dinheiro que não tinha, ou esperança de vir a ter, para cumprir promessas que sabia de ciência certa pura fantasia ou puro cinismo. O momento do ajuste de contas, no sentido metafórico e literal, devia ser, fatalmente, duro.

Mas, coisa que de resto não surpreende, não trouxe consigo uma nova consciência da realidade. Em grande parte por culpa de Cavaco e Sócrates. Cavaco entrou na campanha eleitoral com um tom épico e uma segurança de salvador. Não se resignava ao atraso de Portugal e parecia oferecer uma garantia e uma estratégia. Bastaram seis meses para esse milagreiro morrer. De Belém não saiu a sombra de uma ideia, o mais vago indício de uma vontade. O Presidente só fala em prudência, cuidado e discrição. Enquanto Sócrates, já sem a força demagógica do princípio, trata de cortar um vintém aqui e ali, sem um propósito visível ou um método constante, como quem gere uma falência certa. Tapa buracos, não toca no essencial.

Abandonado a si mesmo, o país, coitado, anda confuso. Não percebe o Governo, nem a gravidade da situação. Protesta quando lhe metem à bruta a mão no bolso ou, noutra veia, quer que se despeçam 200 mil funcionários públicos. Da defesa intransigente e cega do Estado-providência ao mais lunático liberalismo, nada se discute com um módico de inteligência e lógica. É como se a sociedade portuguesa (a verdadeira, a material) no fundo não contasse. No meio desta desordem, Cavaco e Sócrates não acham necessário abrir a boca, excepto para servir as banalidades do costume. O vácuo ideológico e programático do poder, quase absoluto, impede evidentemente qualquer reforma substancial e durável. Se por muita sorte escaparmos desta, ficamos prontos para a próxima. Embora espremido, e dorido, Portugal não mudou. Uma óptima oportunidade que se perdeu. » [Público assinantes Link]

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

CORRUPÇÃO

De novo tema de discurso presidencial:

«O tema da corrupção começa a tornar-se um clássico dos discursos presidenciais no dia da implantação da República. Foi este também foi o tema central da intervenção do antecessor, Jorge Sampaio, nas celebrações do 5 de Outubro do ano passado. Na recta final do seu mandato em Belém, Sampaio pediu a regeneração da imagem dos partidos, através de um combate eficaz aquele problema. Pediu, na altura, "uma revisão criteriosa das leis anticorrupção". » [Diário de Notícias Link]

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco Silva que não abandone o tema.»

UMA TRISTEZA

Helena Roseta espetou-se:

«A moção global que Helena Roseta e José Leitão, dois socialistas que fazem parte do Movimento Intervenção e Cidadania (impulsionado por Manuel Alegre), subscreveram ao congresso do PS não apresentou as cem assinaturas válidas para poder ser aceite e tem até terça-feira para regularizar a situação.» [Diário de Notícias Link]

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Helena Roseta que tenha mais cuidado, poupando-se a figuras tristes.»

UMA VERGONHA

Dez ano à espera do reembolso de um pagamento indevido de IRS:

«A Administração Fiscal ainda não devolveu cerca de 40 mil euros de IRS cobrados indevidamente a um contribuinte há mais de dez anos. Os serviços do Fisco perderam a causa em todas as instâncias judiciais e desde 2001 que um Acórdão do Pleno do Supremo Tribunal Administrativo confirmou a razão do contribuinte. O dinheiro, cerca de 40 mil euros, é que ainda não chegou.» [Correio da Manhã Link]

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Dr. Paulo quantos processos destes existem na DGCI.»

TELEGRAMAS DA WESTERN UNION [Link]


NOTAS DE TODO O MUNDO [Link]

2006 UNDERWATER IMAGES COMPETITION [Link]


JEFFREY MILSTEIN [Link]


ZOREN GOLD e MINORI MURAKAMI [Link]


HACK AN ATM MACHINE

MEDIA CONVERT [Link]

Para converter ficheiros dos mais variados tipos.

HILARIOUS HALLOWEEN COSTUMES [Link]

INSTRUÇÕES: ONDE USAR O CHAPÉU

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THE BEST PASSION WAGON

A escolha foi para um modelo da Volvo:

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