sábado, junho 09, 2007

Lisboa: a campanha do costume


Ao contrário do que seria de esperar a pré-campanha das autárquicas intercalares de Lisboa não promete nada de novo, partidos, independentes forçados ou independentes de ocasião não estão a propor nada de novo aos lisboetas.

A rotina dos candidatos é a do costume, sem coragem para propor uma mudança profunda da cidade optam pela caça ao voto, em relação às campanhas anteriores não há nada de novo, a visita às colectividades, as fotografias juntos dos velhinhos ou a questão do aeroporto de Lisboa dominam as estratégias de campanhas sem propostas e escassa imaginação.

Mais importante do que os velhinhos seria fixar os jovens na cidade, ao mesmo ritmo em que a cidade e os munícipes envelhecem, estes são metidos em albergues sem condições e os jovens são expulsos para áreas suburbanas dos concelhos limítrofes. O fenómeno é o mesmo mas em vez de abordar o problema na sua globalidade alguns deputados preferem o discurso eleitoralista da visita aos centros de dia.

Enquanto uns manifestam pena pelos velhinhos o Zé vai dando espectáculos, num misto entre trotskismo e Gato Fedorento, preocupando-se com problemas marginais ou mexendo nas asneiras em vez de propor soluções.

De fora ficam os grandes problemas da cidade, a degradação contínua da cidade, o divórcio com um rio cuja margem está em permanente estado de sítio graças a uma gestão abusiva e oportunista das autoridades portuárias que impedem que os lisboetas se virem para um Tejo que deu sentido à cidade, uma zona verde convertida em parque privativo do Rock in Rio, equipamentos infantis escassos ou entregues ao treino de pitbulls, uma boa parte da cidade ocupada por um parque industrial degradado e falido ou por infra-estruturas portuárias arcaicas.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Pormenor arquitectónico da Estação do Areeiro Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Michael Urban / POOL / EFE]

«¿Qué le habrá contado? El presidente de Sudáfrica, Thabo Meki, conversa con el presidente de Francia, Nicolas Sarkozy, durante la sesión de la cumbre del G8, los países más industrializados del mundo, con los países africanos.» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA


A vez de Costa ir aos velhinhos

Ainda não percebi se os candidatos autárquicos já perceberam que o que está em causa é a CML, até aqui a preocupação com os velhinhos é tanta que chego a pensar que se estão a candidatar à Santa Casa. Como não podia deixar de ser António Costa também foi namorar os velhinhos.

Por este andar teremos que promover uma campanha de natalidade junto dos velhinhos pois os jovens estão a ser expulsos de Lisboa e ninguém se precupa com isso, estão a deixar de votar e Lisboa.

COITADA DA CML

Se a qualidade da equipa que vai gerir a CML for equivalente à da pré-campanha o melhor será dividir as freguesias de Lisboa pelos concelhos limítrofes. É sobre a pré-campanha das autárquicas de Lisboa o post de amanhã ao meio-dia.

PERPLEXIDADES

«Na mesa da Cimeira do G8 vão estar presentes duas estratégias distintas quanto ao combate às alterações climáticas, que apresentam entre si pontos de convergência e de divergência. Mas a dificuldade resulta de que, naquilo em que há convergência, as alterações que se preconizam não dependem, em primeira linha, de decisões dos Estados, antes passam pela alteração de hábitos e regras de comportamento da vida colectiva. Naquilo em que divergem as posições, a questão central tem a ver com a escolha do nível apropriado para a tomada de decisões e com o tipo de metas e de forma de cumprimento dessas mesmas metas.» [Diário de Notícias]

Parecer:

A análise da Cimeira dos G8 feita por António Vitorino.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O DIÁRIO DA REPÚBLICA É UMA ARMA

«É lamentável que os cidadãos eleitores achem que todos os políticos são criminosos e, por isso, se ponham do lado dos políticos que são acusados, pronunciados e até condenados, por os arvorarem numa espécie de bodes expiatórios e de vítimas. E é essencial que os agentes ideológicos e culturais (entre os quais os meios de comunicação social) lutem contra essa horrível e injusta perspectiva, pois há seguramente e em termos percentuais tantos políticos sérios como padres, juízes, advogados, médicos ou padeiros. Mas a luta tem de ser feita culturalmente e não com o Diário da República como arma, pois este dispara mal e acaba a acertar onde não deve. » [Público assinantes]

Parecer:

José Miguel Júdice analisa a intenção do Governo de adoptar legislação para que o autarcas acusados de um crime tenham os seus mandatos autárquicos suspensos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

OS CICLOS SÃO CÍCLICOS?

«É que este ciclo é, de facto, diferente dos anteriores. Um aspecto que muitos analistas referirão é a política orçamental, mas penso que estão genericamente errados. Tradicionalmente, esta tem sido pró-cíclica e, desta vez, pelo descalabro da situação em 2005, não fugiu à regra, infelizmente. Apesar de tudo, não penso que a restritividade da política recente tenha efeitos significativos na "retoma". Se por um lado os cortes orçamentais (ainda muito ligeiros) e o significativo aumento da carga fiscal têm efeitos - directos - depressivos, por outro lado o aumento da sustentabilidade orçamental e da credibilidade do Estado podem compensar ou, mesmo, mais do que compensar aqueles efeitos. Um dia saberemos, eventualmente, qual o seu resultado final. Mas uma coisa é certa: os efeitos serão mais recessivos se o reequilíbrio das contas públicas se apoiar fundamentalmente nas receitas e os efeitos serão menos gravosos se existirem cortes (não cegos) na despesa pública.» [Público assinantes]

Parecer:

Luís Cunha analisa o actual ciclo económico.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se,»

LAVAR AS MÃOS

«De qualquer maneira, Cavaco começa agora a sua verdadeira aprendizagem. Já percebeu, pelo menos, que a influência de Soares não estava no prestígio ou no (escasso) poder do cargo. Estava na independência e superioridade, que o país lhe reconhecia, e no apoio popular activo, que ele por si próprio conseguiu ganhar. Na ausência de uma coisa e outra, Cavaco apela ao "debate", na esperança que do "debate" surja um "movimento" a seu favor. Mas Sócrates, por exemplo, liquidou a questão da Ota na Assembleia e a vaga polémica que vai sobrevivendo na imprensa e ocasionalmente na televisão não abala nem convence ninguém. Excepto se o Presidente da República falar com clareza sobre o assunto (e isso ele nunca fará, como se viu no "caso Charrua"), Sócrates continua à solta.» [Público assinantes]

Parecer:

Vasco Pulido Valente critica as relações entre Sócrates e Cavaco Silva.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O ZÉ ARMOU-SE EM JORNALISTA DO GRUPO SONAE

«Segurando o microfone e com um repórter de imagem atrás, José Sá Fernandes insistia: "Mas é boa ideia para Lisboa o aeroporto ir para o Ribatejo?" [onde fica a localização defendida pelo Governo, Ota] "E manter este e construir um novo na margem sul?" e "está esclarecido sobre este tema?", perguntava Sá Fernandes, explicando depois que escolheu estas perguntas por lhe parecerem "óbvias". » [Diário de Notícias]

Parecer:

Enfim, fez uma figura triste.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Zé que mude de "profissão" porque para jornalista além de tendencioso é uma desgraça.»

GABRIELA SOARES ABANDONOU A COLECTIVIDADE

«"Desta vez não vou estar com o PSD, há outro candidato que considero mais capaz e não quero ser sujeita a processos disciplinares e à consequente expulsão", justifica Gabriela Seara, a directora da campanha social-democrata nas eleições autárquicas de 2005. A saída da número três de Carmona - que foi a primeira do anterior executivo municipal a ser constituída arguida no âmbito do processo Bragaparques - já era do conhecimento da direcção do PSD. "Já sabia há imenso tempo que isso ia acontecer", diz Eduardo Azevedo Soares ao DN. O vice-presidente do partido afirma que Gabriela Seara "com certeza que devia sair, não faltava mais nada. Então uma pessoa é sócia de uma determinada colectividade [o PSD] e apoia a concorrência a essa mesma colectividade? Acho perfeitamente normal que tenha resolvido sair".» [Diário de Notícias]

Parecer:

Uma das coisas que mais aprecio na actual política portuguesa são as intervenções de Azevedo Soares, o vice-presiente do PSD que nos tempos da marinha era conhecido pelo "Cacilheiro".

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Diga-se ao "cacilheiro" que pela linguagem usada a colectividade deve ser o PCP.»

PRISÕES SECRETAS A CIA NA POLÓNIA E NA ROMÉNIA

«A Polónia e a Roménia foram acusadas pelo Conselho da Europa de terem instalado centros de detenção às ordens da CIA, entre 2003 e 2005, com o conhecimento e autorização dos respectivos Presidentes.

"Há hoje elementos suficientes para afirmar que existiram centros secretos de detenção, geridos pela CIA, na Europa, entre 2003 e 2005, nomeadamente na Polónia e na Roménia", escreve o senador suíço e investigador especial do Conselho da Europa, Dick Marty, no seu segundo relatório sobre as actividades ilegais da CIA na Europa, apresentado hoje.» [Público]

Parecer:

Ouve-se um grande silêncio da parte dos habituais defensores das políticas americanas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se se há algum dos velhos simpatizantes de Bush disponível para comentar.»

O JUMENTO NO "TECHNORATI" E NO "GOOGLE BLOG SEARCH"

  1. O "Café Portugal" nomeou O Jumento para "Blogue com Tomates. Obrigado.
  2. Identificado e retribuído o link do "O Trabalho Induca e o Vinho Enstrói... "
  3. Identificado e retribuído o link do "Pinto".

  1. O "Macroscópio" seguiu a ideia do "Atribulações Locais" e também propõe a sua carta de ética para os blogues.
  2. O "Nós somos capazes" sugere a leitura do post "Povo unido".

FAZENDO VIBRAR UMA GOTA DE MERCÚRIO

GEORGE ROZOV

AMIGOSSS

MIKHAIL FROLOV

ANNIE BERTRAM

AS APRESENTAÇÕES DE POWERPOINT PODEM SER VISTAS NA GMAIL (INGLÊS)

«El gestor de correo web de Google ofrece cada día nuevas mejoras. Desde hace unos días, las presentaciones que nos envíen nuestros contactos a nuestra cuenta de Gmail podrán ser visualizadas en el propio navegador y en formato diapositiva, sin necesidad de descargar el archivo y abrir el programa en Windows (o la plataforma que utilicemos).

Hasta ahora, las opciones que nos proporcionaba el sistema para este tipo de archivos adjuntos eran 'Visualizar como HTML' o 'Descargar'. Ahora, aparece una nueva: 'View as slideshow' (ver como diapositivas).» [El Pais]

MOCHO INTERROMPEU FINLÂNDIA-BÉLGICA

PLAYBOY

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DDB PARIS

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GENERAL ELECTRIC