sábado, julho 14, 2007

Quem se abstém vota em quem?

Os eleitores optam pela abstenção pelos mais variados motivos, desde a preguiça ao protesto. São muito os que não votam na falsa convicção de que desta forma estão a protestar ou a desprezar os “maus políticos”. Mas será que é assim, que quem se abstém não vota em ninguém?

No caso das eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, ou de qualquer outra eleição, não é o facto de a abstenção ser maior ou menor que os vereadores deixam de ser eleitos, nem sequer haverá um número mínimo de votos para validar o acto eleitoral, em limite um candidato até pode chegar presidente com o seu próprio voto.

Há mesmo candidatos que desejam que a abstenção seja elevada, aqueles que contam com uma base eleitoral mais militante terão a ganhar comum aumento significativo da abstenção. A esta hora Paulo Porta sonha que os que no passado votaram no CDS e neste momento hesitam entre votar no seu Telmo ou noutra candidatura se abstenham se essa decisão não for a seu favor.

Não faltaram nesta campanha manobras de alguns candidatos para promover a abstenção no eleitorado dos adversários. Quando Jerónimo de Sousa apela ao voto contra o Governo está à espera que alguém que vote habitualmente no centro-direita opte agora por votar no PCP? è evidente que não, o que o líder comunista deseja é que aumente a abstenção no eleitorado do PS para que os mesmos votos do PCP tenham um maior peso relativo no resultado final. Com os mesmos votos o PCP pode ter mais um vereador desde que os adversários políticos tenham menos votos.

O descontentamento com a política, com os políticos ou com os partidos é um excelente negócio para alguns candidatos, para os que esqueceram 30 anos de vida confortável à sombra e à custa de jogos partidários ou os que contando com um eleitorado mais fiel têm muito a ganhar com a abstenção. Os eleitores descontentes com a política sempre foram um excelente negócio e uma prioridade para os que não têm projecto político ou para os que cujo projecto político é apresentado como "salvador".

No seu íntimo, cada candidato deseja ardentemente que os que votam nele vão às urnas e os que tencionam votar nos seus adversários fiquem tranquilamente em causa. Basta analisar o discurso de muitos dos nossos políticos para se perceber que o bom discurso é aquele que motiva os seus eleitores e adormece os restantes. Aliás, no futebol sucede o mesmo, um treinador inteligente evita provocar os jogadores adversários, fazendo o inverso com os seus.

Não votar acaba por ter o mesmo resultado que votar, a única diferença está no facto de que quem vota sabe quem está a escolher enquanto quem se abstém nunca saberá quem ajudou a escolher, muito provavelmente ajudou a eleger algum candidato em quem nunca votaria e que não deseja ver eleito.

A abstenção não melhora a gestão do Estado nem favorece o aparecimento de políticos competentes e honestos, antes pelo contrário, torna a política numa arena de gente fraca. A abstenção favorece os políticos instalados, ninguém que queira mudar o estado das coisas aposta numa carreira política se na hora de votar uma boa parte dos eleitores com mais formação e com elevados níveis de exigência voltam as costas às urnas.

Os que optam por protestar abstendo-se acabam por dar um grande contributo para a sobrevivência dos mau políticos. A democracia será um processo de selecção dos melhores políticos se uma maioria de eleitores escolherem sistematicamente os melhores políticos, mais tarde ou mais cedo os maus serão excluídos.

Não votar é votar nos maus políticos.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Candeeiro, Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Max Rossi - Reuters]

«South Africa's Oscar Pistorius, a sprinter with artificial limbs trains in Rome for the Golden Gala IAAF Golden League, where he will face able-bodied athletes in the 400 metres.» [Washington Post]

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO: PCP DÁ CURSO DE TEATRO A MILITANTES

Ao ritmo a que o PCP organiza manifestações populares constituídas pelos seus militantes tem um problema, num dia o militante é funcionário público, no outro é reformado, no dia seguinte é militar para depois ser pescador. São situações que levam a um esforço de caracterização pois corre-se o risco de ver o militar com a camisa de flanela de pescador ou o funcionário público aparecer vestido com a farda de sargento-mor da marinha.

Para evitar confusão e garantir a genuinidade popular das suas manifestações o PCP vai promover a formação dos seus militantes na arte da representação. Os militantes preparação específica em técnicas de caracterização, lições de etnografia, aulas de dicção e exercícios de expressão oral.

JUMENTO DO DIA


O ingrato

Marques Mendes perdeu a noção do ridículo e aproveitou o último dia da campanha eleitoral de Lisboa para acusar Carmona Rodrigues e ingratidão, disse o líder do PSD que tudo fez para fazer de Carmona um "homem" e o ex-presidente da CM agradece com ataques ao partido.

Carmona é mesmo um ingrato, pelo menos é tão ingrato quanto Marques Mendes é idiota.

MOMENTO DE HONESTIDADE DO PCP

O PCP teve hoje um momento raro de honestidade política, na arruada no Chiado e por causa de uma indisposição física de Ruben de Carvalho foi Jerónimo de Sousa que apareceu aos eleitores como o candidato do PCP. O curioso é que se Ruben de Carvalho ganhasse o verdadeiro presidente da CM de Lisboa seria Jerónimo de Sousa, como se viu em Setúbal é o líder do PCP que escolhe em cada momento os autarcas dos concelho onde a CDU conquista a maioria.

UMA DÚVIDA

José Couceiro ainda não foi demitido de treinador das selecções jovens de futebol? Depois de duas participações humilhantes e de comportamento menos próprio de alguns jogadores alguém acha que este senhor tem o mínimo de condições para permanecer como treinador?

ALGUÉM QUE TAPE O BURACO NA MINHA RUA, POR OBSÉQUIO

«Eu compreendo, juro que compreendo, que a cidade é grande, que não é possível resolver os problemas todos do pé para a mão, etc. Mas não me gozem. Um passeio destruído durante um ano, no centro da cidade, em zona considerada "histórica" e "monumental" e "turística" (qualificativo que costuma fazer maravilhas), ainda por cima ao lado do Ministério das Obras Públicas e na rua da junta de freguesia do bairro e depois de uma munícipe ter protestado por telefone e por escrito dezenas de vezes? Isto não é incompetência nem é escândalo, é coisa para a qual nem há adjectivo adequado.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Parece que a rua da jornalista Fernanda Câncio não é excepção.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A CIDADE COM FUTURO

«O que se pode dizer com um elevado grau de probabilidade é que a composição da câmara acabará bastante fragmentada, o que constituirá um desafio à sua governabilidade, designadamente se não houver uma maioria estável. Ora garantir condições de governabilidade é um pressuposto da definição de uma estratégia de combate à insustentável situação financeira de Lisboa, sem dúvida a primeira das prioridades para restaurar a credibilidade da própria câmara.

O saneamento financeiro vai provavelmente exigir medidas difíceis. Ora, como é sabido, nestas ocasiões de dificuldades os voluntários para uma colaboração esfumam-se rapidamente.

Na hora de votar ninguém pode ignorar que da sua decisão depende a superação das causas profundas da crise que está na origem destas eleições bem como a criação de condições para termos um governo eficaz para a cidade.

A abstenção é, por isso, um voto no pântano. Viabilizar uma maioria é condição para que Lisboa ganhe o seu próprio futuro.» [Diário de Notícias]

Parecer:

António Vitorino apela ao voto nas eleições intercalares de Lisboa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A CULPA NÃO É DO VERÃO

«Os principais candidatos à Câmara de Lisboa estão preocupados com a abstenção pelo facto de as eleições intercalares se realizarem a meio de Julho. Pode ser que muitos eleitores não se disponham a trocar um dia de praia, de campo ou de simples modorra caseira - talvez nem sequer uma hora - pela deslocação à assembleia de voto. Mas atribuir exclusivamente ao Verão a culpa por uma eventual abstenção fora do comum será um erro crasso. Aí está o exemplo clássico já várias vezes citado: as eleições em que Cavaco Silva obteve a primeira maioria absoluta (1987) realizaram-se a 19 de Julho. E a abstenção andou pelos 28%, só mais 2% do que nas legislativas anteriores, e menos 3% do que nas seguintes.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Fernando Madrinha defende, julgo que com alguma razão, que a culpa da abstenção nas eleições de domingo próximo não será do Verão.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

PORTUGAL SEM SARKOZY

«O novo Pacto de Estabilidade e Crescimento fez agora dois anos. Para cumprir as regras das finanças públicas, diz o Pacto, não é preciso adiar as ‘reformas estruturais importantes’. Nem repudiar as razões de bom défice. Nem amputar os bons investimentos (o contrário da OTA ou dos submarinos, por exemplo). Nem cair no erro das políticas pró-cíclicas. Nem rejeitar o reforço dos estabilizadores automáticos. Nem afundar a economia às portas de uma ‘recessão grave’. Nem idolatrar o BCE e a sua política ‘mono-objectivo’.

São ideias fundamentais que sempre defendi contra o nefasto Pacto de 1997. Em 2005 vi-as consagradas no novo Pacto, mas Portugal prosseguiu agarrado aos maus espíritos do velho Pacto.

E eis que vem Sarkozy gritar, e bem, o rei vai nu. O rei é, neste caso, o Pacto e as suas teias de aranha. Saúdo o rasgo e a coragem deste homem. Desejo que ele não perca o sentido da prudência - muitos estão na perversa expectativa de o ver passar de oito para oitenta.

Quanto a nós, por cá, como estaríamos se há anos tivéssemos dito um vigoroso não - Não! -, quer aos derrames orçamentais, quer às ortodoxias europeias, e afirmado um outro caminho de reformismo e crescimento?» [Expresso assinantes]

Parecer:

O protesto de Miguel Cadilhe contra a interpretação míope do Pacto de Estabilidade.

Despacho do Director-Geral do Palheiro:«Afixe-se.»

APOLOGIA DA ÉTICA DA RESPONSABILIDADE

«Está a chegar ao fim a (longa) campanha eleitoral para a Câmara de Lisboa. O cansaço dos jornalistas, dos eleitores e dos candidatos é evidente e talvez explique muito do que se passou nos últimos dias. É conhecida a minha posição de apoio a António Costa e é sabido que foi ensaiada esta semana em relação a mim uma tentativa de assassinato de carácter. Fica feito o registo de interesses e o pedido para que ponderem o que vou escrever à luz destes factos.

De um modo que não é inovador, mas que se está a revelar cada dia mais relevante, o escrutínio pelos media dos que aceitam desempenhar cargos públicos está entre nós e veio para ficar. É um importante elemento de cidadania e de participação democrática e pode funcionar como um factor objectivo que limite abusos e ilegalidades, quanto mais não seja porque o medo pode por vezes ser o sucedâneo da ética.

É assim noutros países e também neles é possível afirmar que este tipo de bombardeamento tem efeitos colaterais, o menor do quais não é por certo a dificuldade em encontrar quem esteja disponível para se entregar a causas públicas, por legitimamente não querer, ao mais pequeno pretexto, ser arrastado pelas ruas para gáudio da populaça. Mas o maior dos efeitos colaterais é sem dúvida o sucesso de algumas tentativas de injusto assassinato que, mesmo quando soçobram, provocam mágoa e sofrimento por vezes indizíveis.

Apesar disso, apesar de tantos exemplos que poderia trazer à colação, como o que sofreu Francisco Sá Carneiro na campanha ignóbil de que foi vítima sobre pretensas dívidas à banca e sobre as suas opções pessoais sentimentais, que acompanhei de muito perto, apesar disso, considero que é um sinal de modernidade e não de arcaísmo este tipo de cultura política.

No entanto, em Portugal faltam alguns elementos essenciais para o adequado funcionamento deste sistema de escrutínio. A começar pela ética de responsabilidade e por um sistema de sanções políticas e morais (para não falar das jurídicas, nos casos mais graves), que pondere e contrabalance a utilidade do sistema de escrutínio. Em sociedades mais evoluídas, a análise por vezes dura aos protagonistas é feita em regra por pessoas e entidades que, elas próprias, se submetem a tal escrutínio, que se consideram responsabilizadas pelos efeitos colaterais e que, por isso, assumem as maiores cautelas antes de utilizar publicamente factos que podem ser de interesse público. O estudo do caso Watergate permitirá perceber melhor o que digo. Uma segunda falha recorrente em Portugal é a fácil e irresponsável passagem da fronteira que separa o facto do comentário sobre o facto. Como dizia um velho amigo meu, são sempre os adjectivos e nunca os substantivos o que ofende. Muitas vezes, vezes de mais, os protagonistas confrontados com factos optam por os apimentar e intensificar com registos que os factos não comportam e, assim, entram por terrenos inadequados, perdendo a razão que eventualmente pudessem ter.

Um terceiro problema é uma decorrência do ritmo em regra frenético dos acontecimentos públicos aliada à tendência bem portuguesa de indiferença perante o bom-nome e a honra dos outros e ao pouco valor que afinal se dá à ética em Portugal. Somos uns vidrinhos quando se trata de algo que nos atinja e, ao mesmo tempo, gozamos lubricamente com acusações feitas aos outros. É por isso que nunca se consegue ver corrigido realmente o que de errado foi publicado, até porque o público que lambera os lábios glutões perante a denúncia é o mesmo que nunca lê a correcção do erro.

Numa palavra, um sistema de escrutínio dos protagonistas típico de sociedades evoluídas exige... sociedades evoluídas. Sem uma cultura cívica disseminada, sem uma ética de responsabilidade vivida, sem um sentido de respeito pelos outros, sem ponderação e equilíbrio, sem sanções para os prevaricadores, numa sociedade que continua - como no tempo de Camões - a ter a inveja como energia vital, o sistema de escrutínio funciona mal.

Veja-se, a título de exemplo, o que se passou em relação ao arquitecto Manuel Salgado. Até se ter candidatado, era incensado por todas as áreas políticas e todos os comentadores e não se podia ler uma crítica ou uma censura (que não fosse a resposta ressabiada de um candidato há anos) à sua capacidade técnica e ao seu rigor. Candidatou-se a seis anos de serviço público e vai ter de viver com níveis de rendimento muitíssimo inferiores aos de que usufruiu até agora. Vendeu a posição que tinha no seu atelier de arquitectura. Assumiu o compromisso de que esse atelier não aceitaria trabalho em Lisboa, o que - com todo o respeito - não é o mesmo que, por exemplo, assumir isso em relação a Freixo de Espada à Cinta. Fez isto num país habitado por conflitos de interesse, por favorecimentos, por combinações lesivas do interesse geral, que passam não noticiadas. Num acto de cidadania, resolveu dar à cidade o seu know-how com sacrifícios financeiros elevados.

O dr. Marques Mendes - numa estratégia de óbvio desespero - insinuou que Salgado vai para a câmara para beneficiar com especulação imobiliária em relação ao Aeroporto da Portela (apesar de ele não ser desactivável em menos de 10 a 12 anos!). A acusação mereceu parangonas. Revelou-se falsa e injusta, foi precipitada, difamatória. Marques Mendes não apresentou provas, tentou desviar o assunto, confirmou implicitamente que mentira e não pediu desculpas. No dia seguinte o tema já era outro, era este articulista, numa aparente estratégia de todos os dias se inventar um caso, sabiamente plantado nos media. E já ninguém estava disponível para prestar atenção à confirmação de que o líder do PSD falhara e lançara pazadas de lama que não eram merecidas.

Que fazer? Acabar com o escrutínio? Não. Pelo contrário. O que é essencial é apelar cada dia mais para uma ética de responsabilidade e para o aprofundamento de uma cultura de cidadania. Assim, quem sabe, talvez um dia Portugal venha a mudar.» [Público assinantes]

Parecer:

José Miguel Júdice responde aos ataques de que foi alvo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O CIRCO

«Não sei como alguém vai votar domingo. A lei permite que qualquer indivíduo se candidate pelo preço ridículo de 5 mil assinaturas. Não admira que se apresentassem 12. Cinco estão ali só por causa da publicidade: Garcia Pereira (como de costume), Manuel Monteiro (um caso patético), Pinto Coelho, Quartin Graça e Gonçalo da Câmara Pereira. É um espectáculo triste, que tristemente foi levado a sério. Dos sete candidatos, por assim dizer, com algum "peso", cinco representam partidos parlamentares e dois cisões do PS e do PSD. Com esta dispersão, não admira que a campanha se tornasse numa arruaça sem sentido, que nenhum lisboeta percebeu e que produzirá com certeza uma câmara impotente e caótica. Nunca houve, que me lembre, uma eleição tão degradante como esta.» [Público assinantes]

Parecer:

Vasco Pulido Valente, talvez para ajudar Portas a salvar-se, faz a apologia da abstenção.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Arquive-se por configurar um pequeno golpe.»

PERSEGUIÇÃO A MANIFESTANTES?

«De acordo com as contas da PSP, o número de manifestantes terá rondado os três a quatro mil, abaixo das expectativas da Frente Comum que atribuiu este esvaziamento ao clima de “medo” na Função Pública.

Antes do início do desfile, a coordenadora da estrutura sindical, Ana Avoila, denunciou que os dirigentes dos serviços interrogaram os funcionários para saberem quem iria participar na manifestação.» [Correio da Manhã]

Parecer:

É evidente que a manifestação promovida pelo PCP/CGTP foi um fracasso e os seus organizadores sabem que sempre que é entregue um pré-aviso de greve são desencadeados os mecanismos que visam apurar a adesão a essa greve. Sucede que os pré-avisos de greve estão a ser abusivamente usados para justificação de faltas para acções que nada têm que ver com o exercício do direito à greve, de manifestações a plenários. Um dia destes a CGTP passa a organizar passeios turísticos e entrega pré-avisos de greve para toda a Administração Pública a fim de justificar as faltas dos turistas.

Perante o evidente fracasso da manifestação restou à CGTP-PCP usar o espantalho da perseguição. Os manifestantes eram tão poucos que ninguém deu pela manifestação. Depois do fracasso da greve geral a CGTP-PCP insiste no fracasso das manifestações oportunistas, que têm mais que ver com os objectivos políticos do PCP, neste caso as autárquicas de Lisboa, do que com o interesse dos trabalhadores.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: “Pergunte-se a Carvalho da Silva qual foi a adesão à greve.”

CAMPANHA SUJA, DIZ MARQUES MENDES

«O PSD acusou ontem o PS de estar a "organizar" uma "campanha suja" contra o líder social-democrata, Luís Marques Mendes. "O país está a assistir ao triste espectáculo de uma campanha suja, verdadeiramente suja, organizada pelo PS. Uma campanha que visa apenas difamar o líder do PSD, Marques Mendes, e denegrir a imagem séria histórica e democrática do PSD", afirmou à Lusa Montalvão Machado, vice-presidente da bancada parlamentar.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Seria mais útil que Marques Mendes explicasse tudo em pormenor em vez de dizer que entregou o assunto ao advogado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se a Marques Mendes que preste os esclarecimentos necessários., para que tenhamos a certeza de que não estamos perante uma falha de carácter.»

JUNTAS SÓ COM MÉDICOS

«O Governo vai rever o sistema de recurso das decisões das juntas médicas. A ideia é garantir que "o pedido é apreciado por médicos diferentes dos que intervieram na junta médica inicial", tendo o requerente "direito a indicar um médico" para integrar a equipa que irá analisar o recurso.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Esta opção do Governo torna evidente o papel perverso que era desempenhado pelos funcionários da ADSE e da CGA que estavam presentes nas juntas médicas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Governo que questione o presidente da CGA sobre as directivas que dava aos funcionários que participavam nas juntas médicas.»

COSTA SEM MAIORIA?

«António Costa está embalado para uma confortável vitória nas intercalares de Lisboa do próximo domingo. De acordo com a projecção de resultados da sondagem Expresso/ SIC/ Rádio Renascença/ Eurosondagem, o candidato socialista alcançará 32,5% dos votos e entre seis e sete vereadores. Muito embora domine em todas as categorias, é no eleitorado masculino entre 18 e 30 anos que encontra o seu núcleo eleitoral mais forte. A uma considerável distância (mais de 14%) encontra-se o social-democrata Fernando Negrão (18,4%), que apesar dos esforços do aparelho ‘laranja’ não consegue descolar significativamente de Carmona Rodrigues (15,9%), o ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, até há cerca de dois meses apoiado por Marques Mendes. A partilha do eleitorado vai conduzir à repartição de vereadores (três para cada candidatura), apesar de Negrão poder alimentar a esperança de chegar ao quarto mandato, objectivo a que Carmona já não deve aspirar, excepto se a abstenção (10,1%) ou os indecisos vierem baralhar todas as contas. Curiosamente, Carmona bate às décimas no eleitorado feminino o seu rival, que se ‘vinga’ no masculino por quase seis pontos de diferença.

Helena Roseta é o espinho cravado em António Costa. A ex-militante socialista fixou-se nuns sólidos 12,1% e prepara-se para conquistar dois mandatos na futura vereação da capital, um resultado que, somado ao do ex-ministro da Administração Interna, daria ao líder da lista ‘Unir Lisboa’ uma quase certa maioria absoluta na Câmara. A candidata da “Cidadãos por Lisboa”, que tem o seu pico eleitoral nas mulheres entre os 31 e os 59 anos, bate por larga margem o senhor que se segue: Ruben de Carvalho, o cabeça-de-lista da CDU. O ex-vereador comunista deverá chegar aos 7,7% e, se tal acontecer, será o único eleito de uma lista votada preferencialmente por homens de mais de 60 anos - faixa etária que é o triplo da dos 18 aos 30. É o inverso de Sá Fernandes, o Zé do Bloco de Esquerda, que com previsões de 5,5% e um mandato solitário agrada sobretudo às mulheres jovens.

Telmo Correia é o último dos grandes candidatos ou o primeiro dos pequenos? A resposta está adiada até domingo, pois os números não são suficientemente claros para afirmar se a escolha de Paulo Portas para suceder a Maria José Nogueira Pinto será um êxito ou um completo fracasso. Por agora, os centristas ainda estão a quase um por cento da eleição de um vereador. Depois dele, vêm os candidatos das décimas, de Garcia Pereira (0,8%) e Manuel Monteiro (0,6%) até aos lanternas vermelhas (0,1%) Gonçalo da Câmara Pereira e Pedro Quartin Graça.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Tenho algumas dúvidas quanto à percentagem atribuída a António Costa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelas eleições.»

EX-ASSESSOR DE SANTANA CRIA PARTIDO POLÍTICO

«Ricardo Alves Gomes, ex-adjunto de Santana Lopes em S. Bento quando este era primeiro-ministro, registou esta semana a sigla de um novo partido - Aliança Democrática Portugal (ADP).

www.aliança-portugal.org é a página que deste ontem existe na net e que deverá servir de suporte à recolha das assinaturas necessárias para que o projecto de constituição do novo partido possa avançar. Azul, verde e branco são as cores do logotipo.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Será verdade ou tratar-se-á do primeiro reality Show político?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Santana se já se inscreveu no casting.»

30 MILHÕES DE EUROS

«“No decurso das escutas telefónicas foram interceptadas algumas conversas mantidas entre Abel Pinheiro e Paulo Portas, na altura responsável pelo Ministério da Defesa, que reforçam as suspeitas da existência de acordos ou de ‘compromissos’ secretos”. É desta forma que os procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) responsáveis pelo processo ‘Portucale’ descreveram, a 28 de Julho de 2006, as duas conversas entre Portas e Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS/PP. Estas escutas, juntamente com documentação apreendida na ESCOM (empresa do Grupo Espírito Santo), deram origem à abertura de uma investigação autónoma sobre a aquisição de dois submarinos ao consórcio alemão GSC.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Não restam dúvidas de que Paulo Portas foi ouvido e de que andaram 30 milhões de euros a passear.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aceitam-se palpites sobre que negócio poderá gerar tanto dinheiro sem dono.»

ESTÁ COMPRADO? PONTO FINAL

«O FC Porto não vai perder o título de campeão da época 2003/2004 mesmo que os dirigentes envolvidos no processo Apito Dourado sejam condenados pela justiça desportiva. Este facto resulta de um artigo do regulamento de disciplina da Liga de Clubes que impede alterações às classificações após os jogos terem sido homologados. Se Pinto da Costa for condenado pela justiça desportiva, por crimes de corrupção de arbitragem, o máximo que lhe pode acontecer é pagar uma multa de 25 mil euros.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Seria engraçado se todo o país de regesse por normas adoptadas pela Liga dos Clubes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao presidente da Liga se acha que este disparate faz sentido.»

ECONOMIA PORTUGUESA VAI CRESCER

«Até ao final da próxima década, a economia portuguesa vai ser uma das economias mais dinâmicas da zona euro e crescer 2,1%, em média, ao ano. Um valor ainda distante do andamento da década de 90 mas que permitirá a Portugal convergir com os seus parceiros da moeda única até 2020. Apenas a Grécia e a Espanha deverão avançar mais de forma mais rápida. São as conclusões de um estudo do National Bureau of Economic Research que coloca Portugal como a 31ª economia mais dinâmica num conjunto de 90 países. No topo da lista, surge o gigante chinês que continua a aproximar-se a grande velocidade das maiores economias mundiais. No próximo ano, segundo as novas previsões apresentadas esta semana por Vítor Constâncio, a economia portuguesa deverá crescer 2,2%, o valor mais alto desde 2001 que será, ainda assim, insuficiente para garantir a convergência com a União Europeia.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Se Deus quiser.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguardemos.»

PEIXEIRADA NA SACRISTIA

«No documento, os 5 administradores, que se assumem como “uma maioria” do conselho de administração, criticam de forma veemente um documento distribuído por Paulo Teixeira Pinto que dá conta da intenção de vender 49,9% do capital da Millennium Angola à Sonangol e a entrada desta empresa como accionista de referência do BCP. Estes cinco elementos afirmam que foram mantidos à parte deste assunto acusando os restantes membros do CAE de lhes terem ocultado informação: “Só se pode concluir ter existido intenção deliberada de ocultar ao CAE - ou, pelo menos, à maioria dos seus membros - os reais objectivos da viagem a Angola”, pode-se ler na referida carta.

As acusações vão mais além denunciando uma “conduta incorrecta e desleal” de Teixeira Pinto e termina com 5 comunicações ao presidente do CAE das deliberações tomadas por estes administradores. A referida “maioria” afirma que está contra o negócio em Angola, avisa que não pode ser assinado em nome do banco qualquer documento para parcerias em Angola, que Paulo Teixeira Pinto deve cancelar a viagem que tinha marcada para aquele país e que não irão rectificar qualquer acto que já tenha sido assinado com entidades de direito angolano.

Esta carta e o seu conteúdo apanharam Paulo Teixeira Pinto, António Castro Henriques e Francisco Lacerda desprevenidos e suscitou, também por escrito, uma resposta individual no dia 29 de Junho. Estas cartas, que o Expresso também teve acesso demonstram o estado de ‘guerra’ que se vive no BCP.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Nunca dei nada por este admirador e participante das manifestações da Falange dos franquistas, mas entre ele e o Jardim Gonçalves venha o diabo e escolha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à Opus Dei o que tem a comentar sobre o que se passa no BCP.»

A ANEDOTA DE PAULO PORTAS

«O líder do CDS-PP, Paulo Portas, considera que as eleições de domingo servirão para começar a construir «uma alternativa ao primeiro-ministro», considerando que os portugueses estão «cada vez mais descrentes de um Governo autoritário», informa a agência Lusa. » [Portugal Diário]

Parecer:

Paulo Portas regressou à liderança do CDS com um excelente sentido de humor, quando se sabe que luta desesperadamente para eleger um vereador vem dizer que a alternativa a Sócrates começa no domingo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Portas se considera Carmona Rodrigues a alternativa a Sócrates.»

NÃO PEÇAS A QUEM PEDIU NEM SIRVAS A QUEM SERVIU

«A candidata do movimento «Cidadãos por Lisboa» às eleições de domingo, Helena Roseta, recusou, esta sexta-feira, a coligar-se com o PS e com a candidatura de Carmona Rodrigues e prometeu ir para a câmara «para bater o pé», noticia a agência Lusa. » [Portugal Diário]

Parecer:

Querem ver que Roseta quer governar a câmara sozinha?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Helena Roseta o que vai fazer para a câmara se tiver dois vereadores, será que apenas quer aparecer na televisão?»

O INGRATO!

«O líder do PSD, Luís Marques Mendes, manifestou-se hoje “chocado” com a “ingratidão” do candidato independente Carmona Rodrigues, recordando que ele chegou à política graças aos sociais-democratas.

“Chocaram-me as declarações dele [Carmona Rodrigues] a atacar o PSD. A ingratidão é muito feia”, afirmou Marques Mendes, em declarações aos jornalistas durante a última ‘arruada’ do candidato social-democrata à Câmara de Lisboa, Fernando Negrão.» [Público]

Parecer:

Marques Mendes tem razão, depois da forma como foi tratado o eng. carmona deveria estar mais agradecido.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Marques Mendes porque esperou pelos últimos momentos da campanha para atacar Carmona Rodrigues.»

HOUVE PANCADARIA NO TERREIRO DO PAÇO

«O dirigente da secção da Amadora do PSD, Carlos Reis, diz que foi alvo de uma tentativa de agressão por parte do candidato a vereador Sérgio Lipari, do mesmo partido. Este último nega e ameaça o primeiro com um processo por difamação.

Tudo se terá passado no Terreiro do Paço, em Lisboa, há cerca hora e meia, altura em que terminou a última acção da campanha laranja para a autarquia. O cabeça de lista, Fernando Negrão, já se tinha ido embora, tal como o líder do partido, Marques Mendes.» [Público]

Parecer:

Ao que o PSD chegou...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Marques Mendes se teve que usar o corpo para afastar os lutadores.»

OUTRA SONDAGEM

«António Costa reforçou mais uma vez a liderança nas intenções de voto para as eleições intercalares da Câmara Municipal de Lisboa de domingo, somando agora 37,1 por cento das simpatias, segundo uma sondagem da Intercampus para o PÚBLICO, TVI e Rádio Clube. Costa está a subir e Fernando Negrão (PSD) a descer, ultrapassado no segundo lugar pelo ex-presidente da autarquia e candidato independente Carmona Rodrigues.

O socialista ainda não chega ao seu objectivo primeiro de obter a maioria, mas a sua subida foi significativa: somava 31,1 por cento das intenções de voto no primeiro estudo de opinião da Intercampus (14 de Junho), passou depois para 34,7 (5 Julho) atingindo agora para os 37,1.» [Público assinantes]

Parecer:

Começa a ser evidente que ao longo dos últimos dias alteraram-se significativamente as intenções de voto o que a par de uma abstenção que se prevê elevada faz recear surpresas nestas eleições.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela grande sondagem.»

QUAL A DIMENSÃO REAL DO INSUCESSO ESCOLAR?

«Professora correctora de Matemática, Carla Veiga deu por si a perguntar: "Será que estou a ver bem?" Prova atrás de prova, esta docente de Évora confrontou-se com o deserto. A questão nem foi as respostas estarem erradas, foi elas nem existirem: "Muitos alunos não responderam praticamente a nada. Nem tentaram." Outros ficaram-se apenas pelas respostas de escolha múltipla. A hecatombe é geral e profunda. Dos 96 mil alunos que fizeram o exame de Matemática do 9.º ano, 24.600 não tiveram mais do que um valor (escala de 1 a 5). No conjunto, 72,8 por cento tiveram negativa na prova. É o pior resultado em três anos de exames. O que aconteceu?» [Público assinantes]

Parecer:

Começa a ser urgente um estudo rigoroso das causas do insucesso escolar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Promova-se um estudo independente.»

SÓCRATES SIMPÁTICO COM A IGREJA

«O primeiro-ministro, José Sócrates, "desconhecia" a maior parte das questões que criaram um "mal-estar" dos bispos portugueses em relação ao Governo. No final da audiência de ontem de Sócrates aos representantes da Conferência Episcopal Portuguesa, o patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, manifestou-se satisfeito com a forma "muito simpática, produtiva e objectiva" com que o encontro decorreu.

Foram quase duas horas de reunião concluídas com a decisão de trabalhar, em cada ministério, o mais rapidamente possível para resolver os problemas existentes. O patriarca afirmou que, "em grande parte", o primeiro-ministro "desconhecia" vários casos respeitantes a diferentes ministérios e que criaram fricção nas relações entre a hierarquia católica e o Governo. Mas Sócrates "mostrou--se sensível" aos problemas levados pelos bispos. » [Público assinantes]

Parecer:

Parece que Sócrates começa a ficar preocupado com os sinais de que a sua imagem pode estar em queda.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Sócrates porque não sabe o que se passa nos ministérios.»

MANIFESTAÇÃO DE CRIANÇAS IMPEDE CASAMENTO FORÇADO DE MENINA DE 13 ANOS

«Cerca de 50 jovens foram às ruas da cidade de Satkhira, em Bangladesh, para protestar contra o casamento forçado de uma menina de 13 anos.

As adolescentes, que são colegas da jovem Habiba Sultana, enviaram um abaixo-assinado para a polícia exigindo algum tipo de ação contra o casamento.» [BBC Brasil]

FALTA DAS DUAS PERNAS NÃO O IMPEDIRAM DE FICAR EM 2.º LUGAR

«El sudafricano Óscar Pistorius, atleta paralímpico de 21 años y al que le faltan las dos piernas, ayudado con dos prótesis de carbono, terminó segundo en la prueba de los 400 metros invitación de la Golden Gala de Roma, donde hizo un crono de 46.90.

En su primer enfrentamiento en una gran cita con atletas sin discapacidad italianos, Pistorius levantó los aplausos del público presente en el estadio Olímpico de Roma. » [20 Minutos]

ESPANHA INAUGURA NAS CANÁRIAS UM DOS MAIORES TELESCÓPIOS DO MUNDO

«El Gran Telescopio de Canarias (GTC), el más potente del mundo, ubicado en el Observatorio del Roque de los Muchachos, en la isla de La Palma, y que apuntará esta noche al cielo por primera vez, será capaz de captar hasta una vela encendida en la Luna o una estrella como el Sol en otra Galaxia.

Así lo manifestaron astrónomos del GTC, quienes añadieron que, con este telescopio se podrá observar todo aquello que supere un mínimo nivel de fotones, y captará objetos celestes muy distantes y muy débiles, en los confines del Universo. » [20 Minutos]

OPERAÇÃO FURACÃO CHEGA A FARMACÊUTICAS

«Uma equipa mista de investigação do Ministério Público (MP) e do Ministério das Finanças procedeu a buscas na farmacêutica Farmoz, do grupo Tecnimede, no âmbito da Operação Furacão, desencadeada em Dezembro de 2005, tendo já constituído como arguido um dos administradores da empresa, Jorge Ruas da Silva, também presidente da Apogen, a associação portuguesa de genéricos. Os investigadores procuram o "rasto" de uma parcela de 50 a 70 milhões de euros de impostos em fuga no sector farmacêutico, estacionados em paraísos fiscais.» [Diário de Notícias]

Parecer:

De vez em quando ouve-se falar desta Operação Furacão que mais parece a Operação Suão.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela próxima brisa.»

QUANDO A MENTIRA FAZ UMA PRIMEIRA PÁGINA

É lamentável que um dos jornais mais lidos em Portugal e que mais acompanha as notícias sobre combate ao tráfico de drogas faça a primeira capa com uma notícia falsa, apesar de todos os desmentidos que recebeu do ministério das Finanças.

A guerra interna da PJ está a ultrapassar as paredes da instituição, é necessário inventar heróis no combate ao tráfico para que estes continuem a reinar neste estranho submundo. Heróis que se julgam donos das instituições e que não gostam de perder o poder.

Talvez seja tempo de fazer uma limpeza na PJ de forma a que esta instituição retome a normalidade, para que as vítimas do combate ao tráfico sejam os traficantes e não os que aparecem no caminho dos candidatos a heróis.

É lamentável que um jornal com a experiência e nome do Correio da Manhã se deixe cair em esparrelas ou, o que seria bem mais greve, entre em guerras que nada têm que ver com o direito de informar.

E mais não digo, por agora...

BEAU EROMANTICA

MURAT KIVRAK

VOLKAN

KIRAN PATIL

KATIE WEST

DÚVIDAS QUANTO ÀS MEDIDAS DA RAPARIGA?

LUST EROTIC BOUTIQUE COPENHAGEN

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FLORIDA COALITION AGAINST HUMAN TRAFFICKING

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SONY PS3