sábado, agosto 18, 2007

Volta Sócrates, estás perdoado

Esta silly season está transformada num imenso fim-de-semana, nada sucede, os jornais arrastam-se com assuntos de importância secundária. Se não fosse a espera pelos resultados das análises às amostras recolhidas no apartamento da Praia da Luz, a disputa da liderança do PSD e o dossier anónimo do Apito encarnado até faria sentido fechar as redacções para férias. Acontecimentos longínquos como o terramoto do Peru, o sequestro de portugueses na Venezuela, os incêndios que ameaçam Atenas ou o retomar dos voos dos bombardeiros estratégicos da força aérea russa não são suficientes para animar a comunicação social.

O fenómeno não é novo, sucede quase todas as semanas o ano, entre as sextas e as terças-feiras quase nada acontece, a informação e o debate público dependem da actividade governamental, o Governo acaba por gerir a agenda da comunicação social decidindo quando e a quem dá informação.

Poder-se-ia comparar a actuação da polícia, da comunicação social e mesmo do Governos nas investigações dos casos Joana e Madeleine. A comparação poderia levar a interrogações interessantes, como, por exemplo, saber em que medida uma investigação policial deve ser condicionada pelo estatuto social, pela devoção religiosa ou pela cor do cabelo das vítimas.

Poder-se-ia questionar o futuro deste país quando os candidatos a candidato a primeiro-ministro pelo PS Discutem coisas tão importantes como saber quem introduziu as directas na escolha do líder do PSD ou quem gosta mais de Manuela Ferreira Leite.

Poder-se-ia reflectir sobre se a chuva de cartas anónimas envolvendo a PJ nos permite concluir que se trata de o submundo do futebol ou do tráfico de estupefacientes está a dar os primeiros passos nas práticas mafiosas.

Até poderíamos aproveitar ausência de agenda política para reflectir sobre problemas do país que raramente emerge na agenda política, desde as questões ambientais ao nosso problema energético não faltaria assunto.

Mas não, sem o Governo nada sucede, até os nossos liberais mais empedernidos aguardam que o Governo dê um passo para poderem ter de que falar. Isso não significa que estejamos a descansar para enfrentarmos novas batalhas em defesa de projectos. Só que com o Governo em actividade é mais provável que alguma directora zelosa se lembre se sanear alguém, que algum ex-deputado que ninguém conhecia ganhe notoriedade ofendendo alguma progenitora da Nação e, quem sabe, até se pode vir a descobrir que Sócrates usou uma Bic em vez de uma caneta de tinta permanente quando fez o exame da quarta classe.

Portanto, resta-me dizer a Sócrates que á pode aparecer, já foi perdoado.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Mértola

IMAGEM DO DIA

[Hotli Simanjuntak / EFE]

«Mujeres soldados. Mujeres del ejército conocidas como kowad en formación durante una ceremonia con ocasión del 62º aniversario de la Independencia del país, en Banda Aceh, Indonesia. El gobierno indonesio ha retirado a 45.000 soldados indonesios de Aceh después de que el Movimiento por un Aceh Libre y el gobierno indonesio firmaran un acuerdo de paz en Helsinki después de más de 37 años de conflicto armado en el que murieron más de 12.000 personas.» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA


O grande empregador

Qualquer que seja a análise que se possa fazer aos dados do desemprego aponta para uma situação miserável, mesmo com a divergência entre os dados do INE e do Governo não há margem para alegrias e muito menos para análises oportunistas e pouco rigorosas como a que fez o secretário de Estado da Segurança Social. Contabilizar os empregos criados, esquecer os que foram para o desemprego e atribuir e insinuar que esses empregos foram obra do Governo é puro oportunismo.

Ó DA GUARDA QUE EU TAMBÉM DESINFORMEI NA "WIKIPEDIA"

«Como é que sei isto tudo? Porque já me aconteceu o que descrevo no primeiro parágrafo deste texto. E escolhi a terceira hipótese: entrei na wiki, apaguei a página e entrei em contacto com os administradores, solicitando-lhes um apagamento definitivo. A minha acção deu origem a uma acesa discussão na página relativa à entrada em meu nome e na "esplanada" da wiki (fórum aberto a todos) em que não faltou quem me acusasse de ser uma "censora" e uma "vândala" (e, claro, uma inimiga da liberdade de expressão) por apagar inverdades, calúnias ou intromissões na minha vida privada - apesar de o ter feito assumindo o meu nome e em total transparência. Os administradores da wiki acabariam por proceder, após votação, à alteração da página para uma versão minimamente objectiva, tendo-se fixado alguns critérios para a wiki lusófona a partir do caso. Mas que alguém, ao corrigir ou apagar deturpações e/ou insinuações ou devassas sobre si numa página aberta à intervenção de todos, possa ser acusado de "censurar" , "desinformar" ou "atentar contra a liberdade" é bem a medida do delírio instalado. Se calhar até devia haver uma lei contra as pessoas que se ofendem com calúnias, boa?» [Diário de Notícias]

Parecer:

Fernanda Câncio zangou-se com a Wikipédia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

TRANSIÇÕES

«A instabilidade assim gerada causa perplexidade e projecta sérias dúvidas sobre a viabilidade, a prazo, da estabilização do sistema democrático em Timor-Leste. Desde logo porque se afigura que as eleições presidenciais e legislativas, convocadas precisamente para ultrapassar a crise política e institucional que se manifestou tão dramaticamente no início do ano passado, afinal não produziram a mudança de ambiente político que se desejava e esperava.» [Diário de Notícias]

Parecer:

António Vitorino analisa a situação em Timor-Leste.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O PONTO DE NÃO RETORNO

«Numa entrevista ao DN, António Barreto afirma que se não revê no PS e que este "está num processo acelerado de desertificação ao nível de conteúdos, ideias, projectos, causas e programas". Disse também que "tenta-se perceber o que o PS pretende do mundo e a resposta é que quer estar no Governo". E acha, peremptoriamente, que, "por este caminho", o PS vai perder as eleições em 2009.

Admiro Barreto, há muitos anos, pela sua coragem, independência, honestidade e inteligência; com ele me cruzei em inúmeros debates políticos em televisões e sei que sabe prever bem o futuro; somos amigos. Fica aqui o registo de interesses, que tenho de fazer, pois vou discordar e usar o que escreve para continuar esta série de curtas reflexões estivais sobre a situação do nosso sistema político. Há quinze dias, escrevi sobre a esquerda (e da crescente perda do poder de "chantagem emocional" dos marxismos e das memórias juvenis); há uma semana, sobre a direita (e da dificuldade desta em acertar num alvo, à esquerda, que já não está no sítio onde estivera); e, agora, será de novo sobre a esquerda.

Quando Sócrates ganhou as eleições, há cerca de dois anos e meio, disse que ele tinha de optar entre Blair ou Jospin. Defendi que, se optasse por Blair, ganharia provavelmente as eleições quatro anos mais tarde. Sócrates optou por Blair. Barreto acha que, no fundo por causa disso, vai perder as eleições. Mário Soares e muitos outros, sobretudo os que tenham mais de 50 anos, venham da oposição à ditadura, tenham sido marxistas na juventude, pensam seguramente o mesmo. Mas, em França, a esquerda - sempre jospiniana - foi esmagada. E, no Reino Unido, Brown - sempre blairiano - prepara--se para voltar a ganhar.Creio realmente que António Barreto está errado no juízo ideológico, no posicionamento estratégico e nas conclusões políticas.

No juízo ideológico, primeiro. O PS é um deserto, como é óbvio, como o são actualmente os partidos políticos, e - como o PSD com Cavaco - aproxima-se da irrelevância. Mas nesse deserto está em curso uma evolução ideológica para a criação de uma esquerda pós-marxista e pós-socialista, que pretende ocupar o centro e que o faz já sem complexos. Sócrates nunca foi marxista e também nunca foi socialista: na sua juventude, a seguir ao 25 de Abril, era da JSD. O que está em curso é um processo de evolução ideológica, em que o abandono das velhas e carcomidas ideias não pode ser confessado, mas está a ser feito. Visto da selva da velha esquerda, qualquer prado ou jardim vicejante parece apenas prenunciar areias escaldantes e camelos sedentos; mas não é assim, ou pode não ser.

O posicionamento estratégico, a seguir. Em 2005, era evidente que, para ser viável, Portugal precisava - como continua a precisar - de profundas e corajosas reformas. Como também escrevi nessa altura, o custo político de tais reformas não pode deixar de ser pago. Não há, realmente, reformas grátis. E os partidos à esquerda do PS - que, com cerca de 16 por cento dos votos, alcançaram o valor mais alto desde 1976 nas últimas eleições - vão inevitavelmente aumentar essa percentagem. Mas se Sócrates não fizesse as reformas, o resultado seria ainda pior, visto que a crise económica e financeira iria rebentar em cheio no período eleitoral e a transferência de votos para o PCP e para o Bloco de Esquerda ainda seria maior. Mas, sendo assim, se o PS não se posicionasse mais ao centro - como, aliás, a evolução ideológica pede -, perderia inevitavelmente a maioria e podia até não ser o partido mais votado.

E tem espaço para esse posicionamento. Como o prova a deliciosa entrevista feita por Margarida Marante a Dias Loureiro (que está a escrever o programa de Marques Mendes), em que a cada esquina esperava ler que ele deseja a vitória de Sócrates em 2009, tão óbvia era a sua atitude psicológica. Ou recentes declarações de Jouyet (antigo braço direito de Jospin, que hoje é secretário de Estado dos Assuntos Europeus em França, pois o arcaísmo socialista levou-o - sem abdicar da defesa da social-democracia - a aceitar o convite de Sarkozy) ao Nouvel Obs, onde cita as reformas de Sócrates como exemplo para França.

As conclusões políticas, finalmente. A viragem do PS para zonas mais centrais é totalmente compatível com a liderança estratégica da esquerda, como, com lucidez, Pulido Valente refere em relação ao Bloco de Esquerda. O que se compreende: na hora da verdade, a esquerda pura e dura terá o dilema que Barreto recorda em relação à reforma agrária que Lopes Cardoso queria fazer e que, boicotada pela ala esquerda do PS e pelo PCP, abriu o caminho para a Lei Barreto (António), como o boicote a esta última abriu caminho a seguir para a Lei Barreto (Álvaro), cada uma delas mais à direita do que a outra.

O acordo entre Costa e Sá Fernandes em Lisboa é um balão de ensaio, inequivocamente. Não ficou caro e demonstra uma linha provável de evolução: sempre foi mais fácil ao PS fazer alianças à esquerda quando conseguia ocupar o centro, porque assim ficam as portas abertas para o acesso ao Governo. E, parafraseando José Gomes Ferreira, ser do contra sempre também cansa.

É claro que tudo pode vir a ser diferente, como é óbvio, e pelas mais variadas razões. Mas a minha tese é que, se o PS interromper o processo de reconversão ideológica e se hesitar no posicionamento estratégico, o resultado - afirmo-o com o mesmo grau de peremptoriedade que António Barreto - será a derrota em 2009. Por tudo o que escrevi atrás e também porque Sócrates já passou o ponto de não retorno, o lugar a partir do qual já não há combustível para regressar ao porto de partida, não havendo outro destino que não seja continuar a navegar.» [Público assinantes]

Parecer:

José Miguel Júdice discorda de António Barreto a propósito do futuro do PS.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

QUEM PROTESTA DEMAIS...

«Anteontem, quarta-feira, o dr. Francisco Louçã resolveu responder ao meu último comentário sobre o Bloco de Esquerda. Escrevo agora sob a acusação de ser "burguês". Se "burguês" fosse uma injúria canónica como outra qualquer, não valia a pena falar da coisa. Infelizmente, não é: é uma desqualificação moral. Segundo Louçã, sou um inimigo da justiça e dos "fracos" e ele um amigo, porque recebeu uma inspiração ou um mandato do Céu, ou da teoria, para os defender. Temos de ter paciência com estes restos de marxismo que apodrecem no meio de nós. E também, para nosso mal, com os métodos polémicos da seita. Dois pontos. Louçã insiste muito em que fui deputado do PSD: fui, há 12 anos e, ao fim de quatro meses, saí. E diz que por "embuste" insinuei que o Bloco gostaria de ser eleito para o governo: não disse tal, disse que o Bloco gostaria de "entrar" nas listas do PS em 2009 e, depois, quem sabe?, para o governo. Toda a gente percebe a diferença.

Confesso que fiquei surpreendido com a furiosa reacção de Louçã. Imaginei que ele estava excessivamente ocupado a salvar o mundo para se preocupar comigo. Mas depois percebi. Ontem, quinta-feira, o caso ficou claro com uma entrevista do grande guia do Bloco ao DN. O que lhe dói é que se espalhe a ideia de que o Bloco planeia, ou ambiciona, uma aliança com o PS para 2009 (a que a recente coligação na câmara dá uma certa consistência, embora ele a tente disfarçar e diminuir). No artigo de quarta-feira (contra mim), Louçã declara que o Bloco "quer destruir o mapa partidário actual, que assenta no rotativismo e no liberalismo agressivo". E quinta-feira no DN repete que o Bloco "quer destruir o mapa político" actual e quer, além disso, "destruir a hegemonia do PS" no eleitorado de esquerda e ganhar a maioria, presumivelmente ainda este século.

Louçã vê, como Portugal inteiro, alguns sinais de desagregação do regime e aparentemente entrou em delírio. Vai "destruir o mapa político português", vai ganhar a maioria, vai demitir Bush, vai acabar com a guerra no Iraque, vai pôr na ordem a América do Sul e, no intervalo, o Médio Oriente. No fundo, está cheio de medo de Roseta e do PC (que não se aliaram na câmara com o PS) e está perante um partido dividido e sem destino. Este alarido a meio de Agosto (a que serviu de pretexto o meu comentário e a entrevista ao DN) é revelador. Louçã já compreendeu e tornou a compreender que Bloco precisa do PS para passar da mediocridade em que vive. Mas não lhe convém por enquanto admitir a evidência. O seu fervoroso protesto de virgindade (reiterado a despropósito no dia seguinte) só se explica por isso. Quem protesta demais...» [Público assinantes]

Parecer:

O "burguês" Vasco Pulido Valente responde ao "proletário" Louçã.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

OS McCANN

«Pela primeira vez, Gerry McCann admite regressar a casa com a mulher e os filhos gémeos de dois anos, mesmo sem saber onde pára Madaleine, que desapareceu, no passado dia 3 de Maio, do quarto onde dormia com os irmãos no aldeamento Ocean Club (Praia da Luz).

A revelação foi feita durante uma pequena conversa com o JN, ontem, dia em que a Polícia Judiciária (PJ) negou conhecer ainda os resultados dos exames aos vestígios de sangue encontrados no apartamento onde os McCann passaram férias, que estão a ser analisados no laboratório forense de Birmingham, Inglaterra.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Coincidência ou não é quando se coloca a hipótese de morte que os pais da criança dizem estarem a pensar em regressar a casa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos resultados da investigação.»

ANEDOTA DO DIA

«O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, considerou ser um «absurdo» que o PSD nacional «se deixe controlar pelo exterior» e anunciou que tomará, em Setembro, uma posição sobre a situação interna do partido, escreve a Lusa.» [Portugal Diário]

Parecer:

Este Alberto tem muita graça.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se uma gargalhada de homenagem ao Alberto.»

O QUE É FEITO DAS MALDITAS DIOXINAS DA CO-INCINERAÇÃO?

«Passados quase oito anos desde os primeiros testes das incineradoras de lixo doméstico, os dados sugerem que, até agora, os cenários mais negros não se concretizaram.

A palavra "dioxinas" assustou muita gente em Portugal nos anos 1990. Perante os planos das primeiras incineradoras, temia-se que as futuras chaminés expelissem perigosas quantidades daquele produto cancerígeno e que é tido como o mais potente tóxico que se conhece (ver caixa).» [Público assinantes]

Parecer:

Como era de esperar os que mobilizaram as populações contra a co-incineração, recorrendo o medo e a ignorância, ficaram calados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se a autarca de Setúbal.»

CURRÍCULO DE SÓCRATES NA WIKIPÉDIA FOI CORRIGIDO

«Um cibernauta anónimo usou um computador do Governo para retirar da página da Wikipédia dedicada ao primeiro-ministro todas as referências ao caso da licenciatura na Universidade Independente (UnI).A descoberta foi feita com uma ferramenta criada recentemente por um doutorando americano e foi publicada no blogue colectivo de esquerda Zero de Conduta.

A 2 de Abril, duas semanas depois de o PÚBLICO publicar uma investigação sobre a licenciatura de Sócrates, um utilizador apagou a totalidade do parágrafo alusivo ao caso da UnI e eliminou ainda a menção ao facto de esta ser uma instituição privada. A Wikipédia, contudo, guarda as inúmeras alterações feitas a cada uma das suas páginas (de forma a que versões anteriores de uma entrada possam ser recuperadas) e referências ao caso Independente acabaram por voltar a ser introduzidas Uma semana mais tarde, porém, o mesmo computador foi usado para retirar novamente todas as alusões à polémica (incluindo os links para as notícias da comunicação social).» [Público assinantes]

Parecer:

Enfim, coisas do Plano Tecnológico.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se Sócrates sobe o despacho que autorizou o funcionário a corrigir a Wikipédia a partir de um computador do Governo.»

PUTIN RETOMA VOOS O TEMPO DA GUERRA FRIA

«El presidente ruso, Vladímir Putin, ha anunciado este viernes hoy su decisión de reanudar de "forma permanente" los vuelos de aviones estratégicos rusos a zonas patrulladas por Estados Unidos y la OTAN, suspendidos desde 1992.

El jefe del Kremlin adelantó que hace solo unas horas catorce bombarderos, aviones de asistencia y aviones cisterna despegaron de varios puntos del país con el fin de "patrullar" los cielos de los océanos Atlántico y Pacífico, del mar Negro y del Polo Norte. » [20 Minutos]

RAIOS MATARAM 499 CHINESES EM 2007

«Los rayos han dejado 499 muertos en China en lo que va de año, 200 más que en el mismo períiodo del 2006, según fuentes meteorológicas citadas este viernes por la prensa local.

Todas las víctimas eran residentes rurales y el 79% de ellas estaban faenando en los campos en el momento de ser alcanzados por los rayos, que mataron a 306 personas sólo en las tres últimas semanas, según ha dicho Zheng Guoguang, director de la Administración Meteorológica de China.» [20 Minutos]

OS ESPANHÓIS SÃO OS TRABALHADORES MENOS PRODUTIVOS

«Según datos de la Unión Europea, los españoles somos de los trabajadores menos productivos. Añadimos a este dato el de la rigidez de horarios. No deja de sorprenderme que en los tiempos que corren siga habiendo empresas en las que la gente sigue estando "súper liada" todos los días. Sólo hay que mirar su mesa de trabajo para entenderlo. En líneas generales, eso se debe a una mala gestión del tiempo. Sigue habiendo equipos de trabajo que siguen organizándose bajo el supuesto de que se van a tener que quedar dos horas más todos los días en la oficina. Bajo esa premisa, lo que hacen desde que comienzan su jornada es desperdiciar pequeñas porciones de tiempo echando un cigarro tras otro o mareando la perdiz. Con la coartada mental de que "¡jo... si luego me tengo que quedar...!" mientras suena ‘Sacrifice' de Elton John en el hilo musical.» [20 Minutos]

INTERPOL PROCURA FILHA MAIS VELHA DE SADAM HUSSEIN

«La policía internacional, Interpol, ha emitido una orden de detención internacional contra la hija mayor del derrocado presidente de Irak, Sadam Husein, a petición del gobierno iraquí, según ha informado hoy la agencia de noticias Aswat al Iraq. La fuente explica que Raghab, de 38 años, ha sido acusada por el actual gobierno iraquí de varios cargos, incluido el de terrorismo, aunque no se aportan más detalles.

Raghab y su hermana Rana se desplazaron a Amán (Jordania) en 2003 huyendo de la ocupación estadounidense de Irak, donde fueron acogidas por el rey Abdalá II, en calidad de huéspedes. La hija mayor de Sadam Husein fue vista en público por última vez un día antes de la ejecución de su padre, el 30 de diciembre de 2006, en el colegio de abogados jordano, durante una manifestación contra el ahorcamiento del ex dictador.» [El Pais]

O DOUTOR MORTE PODERÁ ESTAR NO CHILE

«La Policía de Alemania y Austria han lanzado un nuevo intento para capturar a uno de los criminales nazis más buscados del planeta, Aribert Heim, quien, según informes, podría estar en Chile. Los carteles de búsqueda en Berlín son impresionantes, porque no se trata de un delincuente cualquiera. Heim, un austriaco de 94 años de edad, huye de la Justicia desde hace medio siglo. En los campos de concentración de Buchenwald y Malthausen, el médico Heim era conocido entre los prisioneros como el Doctor muerte.» [El Pais]

BEIJO

MACIEK DUCZYNSKI

VOVCHIC

VALERY TITOV

KAVARDAKOVA

TJUS-TJUU (KASIA)

COMO TRABALHA A UPS QUANDO NINGUÉM VÊ

COMENDO UM AMENDOIM

TITANIC

SAINDO DO PARQUE DE ESTACIONAMENTO

DIESEL

WWF

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Advertising Agency: Ogilvy, South Africa
Art Director: Prabashan Pather
Copywriter: Wendy Moorcroft
Creative Directors: Chris Gotz, Ryan Reed
Illustrator: Jean-Paul Van Der Mescht
Photographer: Justin Patrick

TEATRO METROPOLITNO

Advertising Agency: DDB, Medellín, Colombia
Creative Director: Jaime Andrés Pulgarín
Art Director: Sebastián Peláez
Copywriter: Jorge Iván Jácome