sábado, setembro 01, 2007

Por dá cá aquela palha…

Por dá cá aquela palha Marques Mendes exige a ida de meio governo ao parlamento, se a GNR não impede a destruição das maçarocas o ministro da Administração Interna deve ir a São Bento explicar, se há um parto numa ambulância lá terá que ir o ministro da Saúde, de o Charrua é incomodado por ofender a mãe de Sócrates a ministra da Educação terá que explicar porque ficou ofendida.

Mas quando se sabe que o PSD mandou contas para a Somague pagar está tudo bem, o Arnaut deu um exemplo de como se deve comportar um político, o Vieira de Castro está doente, Durão Barroso não sabia de nada porque essas coisas estavam delegadas.

O melhor local para discutir a democracia portuguesa é a Assembleia da República, mas desta vez o tema não é objecto dos discursos inflamados de Marques Mendes nas suas almoçaradas de fim-de-semana, Cavaco Silva está calado, os meninos do Compromisso Portugal de Diogo Vaz Guedes estão de férias, o Procurador-Geral da República diz talvez e a generalidade dos partidos alinham no silêncio. Nem mesmo os opinion makers mais activos abem a boca.

É evidente que se trata de um assunto em que ninguém quer mexer, os políticos defendem dos financiamentos ilegais, os jornais de pendem da publicidade e os opinion makers vivem dos pareceres que lhes são incomodados. É evidente que as nossas "elites" vivem do poder económico, ninguém ousa incomodar as grandes empresas, principalemnet aquelas que têm muito dinheiro fácil para distribuir sob a forma de donativos, contratos de assessoria, encomendas de pareceres ou publicidade.

Quem neste país ainda não foi comprado que meta o braço no ar.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Pinturas à venda na Rua Augusta, Lisboa

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

O Jumento sabe qual a solução que o Bloco de Esquerda encontrou para suprir as suas necessidades de financiamentos, já que a Somague não lhe dá gorjetas. Incapaz de se financiar com uma festa como a do Avante, os seus militantes estão mais interessados em dar cabo de milheirais do que ir a festas de cotas, resta ao Bloco investir em enterros.

A presença sistemática de Louçã em enterros de personalidades públicas, como sucedeu com os de Mário de Cesarini e de Eduardo Prado Coelho, não se prende apenas com uma estratégia para ganhar tempo de antena, aproveitando a ocasião para conseguir entrevistas enquanto a concorrência evita o aproveitamento da ocasião. Louçã vai criar uma agência funerária prometendo enterros modernos e a garantia de acesso ao paraíso que ele se esforça de criar na terra.

Assim, a sua presença em enterros de personalidades que não simpatizavam com o Bloco nem partilhavam da sua intimidade já não será motivo de admiração. Louçã não só assegurará o enterro como, a título gratuito, assegurará o papel de assessor de imprensa dos falecidos, dando as devidas entrevistas post mortem às televisões, pondo ao serviço da comunidade a sua capacidade de mostrar um ar muito sofrido e falar como se estivesse numa homilia.

Até já há quem, por analogia com o Paulinho das Feiras, chame a Francisco Louçã o "Chiquinho dos enterros".

IMAGEM DO DIA

[Narendra Shrestha / EFE]

«Lluvia traicionera. Dos niños vestidos como 'Brahmin', casta alta de la religión hindú, se protegen con un paraguas en la procesión de la 'Plantación del Arroz' en Katmandú.» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA




Vítima da sina dos delfins de Jardim Gonçalves

Paulo Teixeira Pinto, grande promessa da extrema-direita portuguesa e velho admirador da Falange franquista parece ter sido vítima da maldição que atinge os delfins escolhidos pelo velho senhor do Millennium, depois de Libano Monteiro ter saído foi a sua vez de sair, ainda que desta vez o delfim saiu atirado pela janela.

Mas ao contrário das vítimas anteriores da maldição, Paulo Teixeira Pinto fez por merecer o seu destino ao ter mordido na mão que lhe deu de comer, tentando fazer um autêntico golpe de estado dentro do Millennium, apoiando-se em accionistas cuja grande ambição era a valorização das suas acções, se necessário graças a uma opa hostil ao banco.

Neste caso o delfim de Jardim Gonçalves tudo fez para ser vítima da maldição, como aqui se previu era inevitável a sua saída sem honra nem glória. O próximo espectáculo será no PSD, veremos se sem a retaguarda do Millenium Paula Teixeira da Cruz, a esposa de Paulo Teixeira Pinto, resiste dentro daquele partido.

O FIM DA PUBLICAÇÃO DAS ESCUTAS TELEFÓNICAS

Ao aplicar penas de prisão a quem publique escutas telefónicas sem autorização dos visados o novo Código Penal põe fim aos excessos a que temos assistido nos últimos tempos, mas ao mesmo tempo limita a liberdade de informação ao não distinguir entre o que é vida privada do que é vida pública.

Compreende-se que se uma conversa é do foro privado, mas se estivermos perante alguém que quis ser uma personalidade pública e fala nessa qualidade faz sentido considerar essa conversa como sendo do foro íntimo? É evidente que não, se a lei penal reduzir o que pode ser publicado ao que os políticos aceitam então deixaremos de ter vida política, passaremos a assistir a encenações.

Imaginemos que o primeiro-ministro diz numa conversa com um ministro que os portugueses são uns idiotas que apesar das medidas injustas ainda votam nele. Se esta conversa for gravada no âmbito de uma escuta telefónica deve ficar no segredo dos deuses para proteger a intimidade do primeiro-ministro? É evidente que não, mas não é isso que os nossos deputados aprovaram com os votos a favor do PS e do PSD e a abstenção do CDS. É evidente que os políticos do poder fizeram aprovar um Código Penal que serve para os defender da opinião pública, aprovaram uma norma que serve em primeira-mão para se protegerem a si próprios, para que a "verdade" que chega à opinião pública seja a que mais lhe convém.

A democracia portuguesa é cada vez mais uma democracia pautada pela defesa das boas maneiras.

O ÚLTIMO A RIR É O QUE RI MELHOR?


(imagem do Expresso)

GARANTIR A NOSSA SEGURANÇA

«Usar o instrumento das equipas de investigação conjuntas criado no âmbito da União Europeia há quatro anos, à semelhança do que se passa entre a Espanha e a França, pode representar uma mais-valia para a nossa própria segurança interna.» [Diário de Notícias]

Parecer:

António Vitorino defende a criação de equipas de investigação conjuntas para investigar a presença da ETA em Portugal.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A PT AGRADECE, POIS ENTÃO

«Entendamo-nos: nada tenho contra empresas ambiciosas, agressivas e lucrativas. Convém é não exagerar no meter da mão no bolso alheio e na falta de respeito pelos clientes. Por exemplo: alguém me explica por que raio é que os assinantes da TV Cabo e dos canais Lusomundo e do Funtastic Life, que pagam balúrdios por mês para ver filmes e séries, agora têm de ver publicidade? Publicidade à PT, publicidade a DVDs, enfim. Qualquer dia é publicidade a máquinas de fazer pipocas em casa, a pizzas e hambúrgueres, a sofás, a detergentes para tirar as nódoas do sofá (está tudo relacionado, não é?). Mas não ficam por aqui. Pelo menos desde o início de 2007, a empresa decidiu cobrar 10 euros de "religação" aos clientes que se atrasam no pagamento da factura de telefone fixo. Basta atrasar-se um mês no pagamento, e zás. Esta nova política não foi objecto de qualquer aviso. É mais um arredondamento para compensar os "prejuízos" decerto horripilantes que a PT sofre com a prestação de um serviço pelo qual cobra mensalmente, além do valor das chamadas, uma "assinatura" de 15 euros e que é suposta garantir "o acesso à rede". Uma "assinatura" tão sagrada que acabo de ser intimada a pagar uma "percentagem" da dita, relativa a Julho, de uma linha cujo contrato foi cancelado no final de Junho. Solicitada explicação, ei-la: a PT só desligou a linha a 14 de Julho e, apesar de não ter sido efectuada qualquer chamada nesse período, reserva-se o direito "legal" de cobrar a assinatura por cada dia em que manteve a linha activa contra a vontade do cliente. Há coisas fantásticas, não há?» [Diário de Notícias]

Parecer:

Fernanda Câncio desmascara mais um abuso da PT.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

FALEMOS DE NADA

«O período de Verão (se a isto podemos chamar Verão) não é propício a grandes dissertações. Por um lado, as pessoas exigem férias-férias, por outro não há notícias. Se olharmos os jornais, temos as notícias sobre a crise financeira que não interessa a ninguém, obviamente, e o resto são cabeçalhos para embrulhar em papel de jornal. Se não há assunto, se tudo é nada, então, falemos disso mesmo: do Nada.

E o que é o Nada? É a oposição em Portugal. Diria mesmo que é a prova da existência do Nada.

Todos sabemos que, em todos os tempos, a oposição tem períodos de desnorte; que a perspectiva de um Governo com maioria parlamentar unipartidária é propícia a esses estados de alma; que no passado situações de aparente apatia oposicionista também tiveram lugar; todos nos dizem que é mérito do Governo. Tudo isto é certo, mas tudo isto é pouco face à existência do Nada.

O CDS está em implosão acelerada e nada há de novo. Ficámos apenas a saber que há uns meses três dos seus deputados foram pais, o que é importante porque muitos deles apenas parecem ter idade para serem filhos. O PSD discute-se a si próprio. Marques Mendes já ganhou uma corrida que ninguém queria correr. Luís Filipe Menezes finge que pode ganhar. Santana Lopes ganha votos cada vez que não fala.

O Bloco fala sempre do mesmo há uma década: o aborto, os gays e lésbicas e o sigilo bancário. É tudo, mas é poucochinho. O PCP está cada vez mais na mesma, desde há muito que deixou de ter como correia de transmissão os sindicatos para passar a ser ele, o PCP, a correia de transmissão dos sindicatos no Parlamento. Nada de novo, portanto, nos últimos dez anos.

Em mais de dois anos de Governo tivemos apenas uma ideia séria que foi proposta pela oposição e que foi, aliás, esquecida e deitada para o caixote do lixo pela Assembleia da República. Estou a falar da discussão sobre as funções do Estado.

Se tal tivesse tido lugar, certamente que não se chegaria a um consenso, mas ficariam claras as opções. Duvido mesmo que o PS e o Governo se entendessem ou que tenham qualquer estratégia coerente sobre o assunto.

Se tal discussão tivesse tido lugar, perceber-se-ia se havia alguma lógica subjacente para a privatização da REN e EP (ou seja, Rede Eléctrica Nacional e Estradas de Portugal). É que estamos a falar de empresas de infra-estruturas que ao longo de decénios foram públicas. Dir-me-ão que também as telecomunicações o foram e são hoje, basicamente, privadas, mas o contra-exemplo não cola. Neste (possível) contra-exemplo houve uma revolução tecnológica que permitiu a introdução de concorrência num sector que era um monopólio natural (ie, pela sua natureza). Mas a REN continuará a sê-lo.

Não sou necessariamente contra a privatização da REN, mas gostaria que sobre o assunto tivesse havido discussão. Esperaria, pelo menos dentro do PS, que surgissem vozes discordantes, alguém que se preocupasse em saber como será feita a sua regulação uma vez privatizada. Mas nada. Privatizou-se com a mesma naturalidade com que se privatizou uma siderurgia ou um pequeno banco ou um cabeleireiro. O sucesso da dita foi apenas o critério e a primeira página dos jornais.

Ora, sendo a REN um monopólio natural e, como tal, a única empresa do sector, um grande sucesso na privatização também pode significar uma regulação laxista. Não estou a dizer que o é, mas que pode ser. E como consumidor sou agora obrigado a pagar os seus serviços e fico preocupado.


Nos Estados Unidos, onde se avançou muito nestas áreas, os exemplos não têm sido os melhores. Primeiro têm infra-estruturas generalizadamente obsoletas. Basta ver os aeroportos, por exemplo, para percebermos que há uma diferença abissal entre um grande aeroporto americano e um europeu. A eficiência do aeroporto de Frankfurt está a anos-luz de um JFK, em Nova Iorque.

Quando, há semanas, caiu a ponte (quase nova, para ponte) entre St. Paul e Minneapolis, ficámos a saber que acidentes daqueles aconteciam, embora menos dramáticos, à cadência de um por semana! O apagão da Costa Leste de há uns anos foi mais impressionante e teve mais consequências económicas que o nosso apagão da cegonha. Ficámos todos a saber que a infra-estrutura americana de distribuição de electricidade era, no essencial, do final da Segunda Guerra. O apagão da Califórnia teve uma origem com contornos ainda mais complicados (leia-se Paul Krugman no NY Times). Por alguma razão o relatório mantém partes não divulgadas por serem consideradas segredo de Estado.

As dúvidas sobre a bondade da privatização da REN ou da EP são razoáveis. Será que estamos a privatizar sectores que devem ficar nas mãos do Estado? Será que está dentro das funções do Estado? A qualidade da electricidade distribuída a 30 quilómetros de Lisboa é um problema sério para a nossa indústria minimamente sofisticada.

Como foi acautelado que tal estado de coisas não continue ou que o descalabro americano não venha a acontecer em Portugal? Pode acontecer que tudo esteja bem, mas como ninguém levantou o problema, ficamos sem garantias. Como é possível que ninguém se tenha interessado pela questão? Como é possível que nenhum grupo parlamentar se tenha preocupado?

Como também ninguém esteve interessado em discutir as funções do Estado, fica a dúvida legítima se o interesse na privatização era apenas financeiro. Se há um pensamento ou uma estratégia, ficou no segredo de deus (com "d" minúsculo).

Como se vê, pode-se falar do Nada durante as férias.» [Público assinantes]

Parecer:

Luís Cunha escreve sobre o que designa por "nada", a oposição política.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O OUTRO AEROPORTO

«Em de Fevereiro de 1858, a Virgem apareceu a uma adolescente de 14 anos, Bernardette Soubirous numa aldeia dos Pirenéus, chamada Lourdes. De Fevereiro a Abril, Bernardette voltou a ver a Virgem mais 17 vezes. Na penúltima vez, quando já muita gente se tinha metido no caso, a Virgem disse em dialecto local: "Sou a Imaculada Conceição." Um dogma proclamado por Pio IX em 1854 e à altura objecto de muita polémica. Ao princípio as peregrinações não tiveram nem muita importância, nem muita gente. Mas foram aumentando com a abertura (em 1866) de uma linha de caminho-de-ferro e, pouco depois, com a derrota da França e a perda do Estado papal em 1870-1871, Lourdes passou a ser um centro de "turismo religioso" como nunca até ali existira, pela simples razão de que até ali não existiam comboios.

Fátima começou com a mesma espécie de ingredientes. Em primeiro lugar, com uma intensa perseguição à Igreja. Em 1917, por exemplo, o Governo expulsou seis bispos das respectivas dioceses: o bispo de Portalegre e o de Bragança em Fevereiro; o do Porto em Julho; o cardeal-patriarca de Lisboa em Agosto; o arcebispo de Braga e o de Évora em Dezembro. E, segundo lugar, com uma pré-guerra civil em Portugal, que a participação na Grande Guerra provocara. Em 1915 e 1916, três pastorinhos (Lúcia, Jacinta e Francisco) viram um anjo em vários sítios da freguesia de Fátima, coisa que não agitou excessivamente ninguém. Só que a história não ficou por aqui: entre Maio e Outubro de 1917, os pastorinhos viram a Virgem (quatro vezes), com quem Lúcia directamente falou e de quem, na versão oficial, recebeu, um "segredo".

Fátima fica ao pé do Entroncamento, na altura o nó de toda a rede ferroviária portuguesa. Como a linha de 1866 "fez" Lourdes, o Entroncamento "fez" Fátima. Se os pastorinhos vivessem em Bragança, nunca se teria ouvido falar deles. Com o tempo, claro, o carro e o autocarro substituíram o comboio e o Entroncamento deixou de contar. Infelizmente, o problema é agora a "internacionalização" de Fátima e essa "internacionalização" requer um aeroporto. O Vaticano fundou uma companhia low cost para o "turismo religioso", inaugurada esta semana com um voo Roma-Lourdes. Se o Estado português não intervier (pagando um aeroporto, evidentemente), Fátima está em risco de se tornar um "destino" secundário e de perder 150.000 peregrinos por ano. Resta saber se o Estado vai ou não subsidiar a Igreja. Com o nosso dinheiro.» [Público assinantes]

Parecer:

Vasco Pulido Valente relaciona a escolha da Ota com a proximidade de Fátima, argumento que alguns dizem apenas em surdina.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ACABOU-SE A PUBLICAÇÃO DE ESCUTAS TELEFÓNICAS

«Publicar escutas judiciais vai poder dar pena de prisão até um ano. E para tal nem é preciso que a escutas estejam em segredo de justiça - o que, por norma, criminaliza a publicação de qualquer peça processual ou diligência. Podem até constar em processos judiciais já públicos, como os que estão em julgamento.» [Diário de Notícias]

Parecer:

A medida pode parecer justa mas imaginemos que há uma escuta onde se ouve um primeiro-ministro dizer a um ministro "não se preocupe porque os portugueses são uns idiotas!". Concorda que esta escuta não seja publicada?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se contra este atentado à liberdade de informação.»

SÓ NOS FALTAVA MESMO UMA PRAGA DE RATOS

«Uma praga de ratos pode estar a dirigir-se para o Nordeste Transmontano vinda de Espanha. Há várias semanas que o fenómeno está a afectar vários municípios espanhóis, entre eles o de Zamora. Na sequência deste alerta feito ontem pela União dos Pequenos Agricultores de Zamora (UPAZ), que alertava para o facto de se poder estar perante um problema de carácter internacional, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) pede a intervenção das autoridades nacionais no sentido de evitar danos para agricultura e problemas para a saúde pública.» [Diário de Notícias]

Parecer:

De faco, de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Avisem-se as ratazanas locais que vêm aí os espanhóis!»

FARC VOLTAM À FESTA DO AVANTE

«O PCP convidou outra vez o PC colombiano a estar presente na Festa do Avante!, que irá decorrer entre 7 e 9 de Setembro, na Atalaia. Acontece que o PC colombiano é o braço político das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização etiquetada de "terrorista" pelos EUA e pela União Europeia.» [Diário de Notícias]

Parecer:

É teimoso este PCP.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao ministério da Administração Interna que não conceda os vistos.»

PGR REABRE PROCESSO SOMAGUE?

«A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou, ontem, ao JN, que está a ser analisada a possibilidade de se reabrir o processo relativo ao financiamento da Somague ao PSD e adiantou que qualquer decisão será tomada dentro de um mês. Uma semana depois do rebentamento da polémica, Durão Barroso pronunciou-se pela primeira vez, numa carta enviada ao presidente do Parlamento Europeu, em que garante desconhecer o caso.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Aceitam-se apostas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se no não.»

FINALMENTE VAMOS TER LINCES IBÉRICOS

«O primeiro centro de reprodução de Lince-ibérico (Lynx pardinus) em Portugal deverá abrir as portas no início de 2009, em Silves. A ministra espanhola do Ambiente, Cristina Narbona, e o ministro português Francisco Nunes Correia, assinaram hoje em Lisboa um acordo de cooperação, no âmbito do qual Espanha se compromete politicamente a ceder animais a Portugal.» [Público]

Parecer:

Se não foi encontrado nenhum em liberdade então que se produzam em aviário, já que nada se pode fazer no país por causa do famoso lince ibérico então que se criem alguns.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugere-se a criação de um centro de recolha de humanos dispostos a habitar nos campos com tantas restrições ambientais.»

A PSP NO SEU PIOR

«Agentes da PSP colocaram num site da Internet fotografias de operações policiais realizadas no bairro Cova da Moura. As imagens são acompanhadas de comentários jocosos como «mais um dentro» ou «acabem com os mitras». Associação está chocada e PSP promete investigar» [Portugal diário]

Parecer:

Só há um destino para os responsáveis, o olho da rua.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Identifiquem-se os autores.»

A ESPERTEZA SALOIA DE MENEZES

«O candidato à presidência do PSD, Luís Filipe Menezes, defendeu hoje a realização de eleições autárquicas antes das legislativas, afastando liminarmente a realização dos dois actos eleitorais em simultâneo, apesar de ambos terem que se realizar em 2009.

«Temos que separar as águas, autárquicas e legislativas não podem ser misturadas, uma delas terá que ser antecipada e, na minha opinião, faz mais sentido resolver primeiro os problemas do poder local e só depois os do poder nacional», afirmou Menezes, em declarações à Lusa. » [Portugal Diário]

Parecer:

É evidente que Menezes está a definir o calendário que acha ser-lhe mais favorável.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Menezes quem é ele para fazer tal proposta a dois anos de distância.»

GOVERNO AGRAVA PENAS PARA A CORRUPÇÃO NO SECTOR PRIVADO

«O Conselho de Ministros aprovou ontem uma proposta de lei a submeter à Assembleia da República que visa agravar, de três para cinco anos de prisão, a punição das situações de corrupção passiva no sector privado, quando o acto ou a omissão de dever cause uma distorção da concorrência ou um prejuízo patrimonial para terceiros. Este ilícito será também punido com uma multa até 600 dias. » [Público assinantes]

Parecer:

Finalmente o Governo adopta medidas contra um tipo de corrupção que tem sido ignorado em Portugal, como se dela não resultassem prejuízos graves para a economia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se e sugira-se à PGR que considere este tipo de corrupção com a mesma prioridade que dá a dos agentes públicos.»

REABERTA A MAIOR SINAGOGA DE BERLIM

«La comunidad judía de Alemania ha recuperado hoy uno de los símbolos arrebatados durante el Holocausto con la reapertura de la sinagoga de la Rykestrasse, en Berlín del Este, en una ceremonia presidida por líderes políticos y supervivientes de la tragedia judía.

Construida en 1904, la sinagoga fue incendiada en la Noche de los cristales rotos, el 9 de noviembre de 1938, en la que el régimen nazi quemó la mayoría de sinagogas, así como negocios y casas de judíos. Casi siete décadas más tarde, la Torá (libro de ley de los judíos) ha entrado de nuevo en el templo, entre salmos y en presencia de Leo Trepp, el último rabino de esa misma sinagoga antes de la shoa (desastre en hebreo), de 94 años y en silla de ruedas.» [El Pais]

CHINA RECEIA QUE A GRANDE MURALHA DESAPAREÇA NOS PRÓXIMOS 20 ANOS

«Es una de las mayores obras de la humanidad pero podría desaparecer en 20 años como consecuencia de las tormentas de arena que soplan cada vez con más fuerza en el norte de China. Las autoridades del país temen que la Gran Muralla perezca víctima del desarrollo industrial y del aumento de la contaminación, según ha divulgado la agencia oficial, Xinhua.

Las tormentas de arena han sido siempre una constante en el gigante asiático. Sin embargo, la destrucción de las barreras naturales, como bosques o montañas, que servían de obstáculo natural al viento y absorbían parte de la arena, han contribuido a aumentar la potencia de los vientos.» [El Pais]

EM PARIS ANDE DE BICICLETA

«El 15 de julio, la alcaldía puso a libre disposición algo más de 10 mil seiscientas bicicletas para alquilar, repartidas en 750 estacionamientos, cada 300 metros a lo largo y ancho de la ciudad. Dato clave para extranjeros: en los íconos turísticos como la Torre Eiffel, los Campos Eliseos o el Museo de Louvre no encontrará este tipo de estacionamientos pues una ley del patrimonio urbano prohíbe construir en el área de los monumentos históricos. Sin embargo, si camina un poco, los encontrará en las calles aledañas.» [El Tempo]

O REI DE ESPANHA ESTÁ A PERDER POPULARIDADE

«He has been idolised for 30 years, sailing on expensive yachts, racing motorbikes and enjoying fine living while receiving the sort of reverential treatment that Queen Elizabeth II could only imagine.

Now, however, there are signs that King Juan Carlos I of Spain is in danger of falling out with his subjects. Under mounting pressure from critics, the King has appointed an auditor to scrutinise the spending of the Royal Family – which is kept hidden from the public by law.» [Times]

NICARÁGUA: PROÍBEM ABORTO A CRIANÇA E 9 ANOS QUE FOI VIOLADA

«El Ministerio de Salud de Nicaragua ha prohibido la interrupción de un embarazo de 27 semanas de gestión a una niña de nueve años que fue violada por un familiar en una zona rural del país, donde está penalizado el aborto terapéutico. "No queda más que prepararse y esperar el parto", indicó Susy Mayorga, la doctora del Ministerio de Salud que presidió la junta médica, quien reconoció que el proceso de gestación está siendo complicado, aunque hasta el momento la salud de la niña es "estable".» [Minorias]

AMERICANOS PREOCUPAM-SE MAIS COM CASAMENTOS GAY

[Treehugger]

O JUMENTO NO TECHNORATI

  1. O "Macroscópio" recomenda a leitura o post " A Somague e a Lei de Gresham".
  2. O "Colheita 63" pergunta porque é que estão todos caladinhos.
  3. O "PONTOporPONTO" pergunta se Durão Barroso quer meter-nos os dedos pelos olhos.
  4. O "Macroscópio" também acha que o Loução é o "Chiquinho dos enterros".

JPP EXPLICA MUITO BEM PORQUE O BE ANDA IRRITADO COM O MÁRIO CRESPO

«Mário Crespo tem sido atacado pelo BE pelas suas entrevistas na SICN a Louçã e Gualter Batista, a face da “ceifa” de Silves. Ele cometeu dois crimes de lesa-BE, daqueles que são raríssimos na nossa comunicação social e por isso exigem do BE reacções veementes não vá servirem de exemplo a outros jornalistas: obrigou Louçã a dizer o que não queria (a usar a palavra “condenar” para a acção de Silves) e tratou o porta-voz dos “verdeufémios” sem o respeitinho que as suas “causas” merecem. Sinal de alarme para o BE, que não está habituado a este tipo de tratamento, e percebe, - se percebe! - , os enormes riscos para a sua intocabilidade política, que se inquira sobre os seus interditos: relações do BE com grupos que praticam aquilo que eufemisticamente se chama “desobediência civil”, e escrutínio sobre os financiamentos do estado a estes grupos, uma fonte importante para manter o BE a funcionar como “movimento”. Por fim, a descredibilização das “causas” da política radical, diminuem o radical chic de que o BE precisa para respirar. O BE (a sua direcção vinda do PSR) deve estar furioso com o que se passou em Silves, mas agora há que por termo à “ofensiva reaccionária”. Crespo estragou-lhes o esquema.

Mas há uma razão suplementar para a irritação de Mário Crespo e na qual ele está bem acompanhado por muitos portugueses: Gualter Baptista está ali à nossa frente a mentir-nos com o maior descaramento e a tratar-nos como parvos. Só que não acreditamos nas mentiras dele. Ele quer-nos convencer que aceitou por mail ser porta-voz de um movimento que desconhecia e por acaso estava ali de porta-voz emprestado, por coincidência enquanto o milho foi “ceifado”, acção com que não tem nada a ver, para além de mais isso que estão a ver nas imagens não é isso que estão a ver nas imagens, bla-bla-bla-bla-bla, etc., etc.,etc. E depois sabe-a toda, sabe até demais, para o tomarmos como um ingénuo voluntarioso apanhado nas consequências irresponsáveis da sua actuação. Não, ali há saber demais, de logro e engano, de linguagem de madeira, de doubletalk orwelliano, para um jornalista não se encanitar.» [Abrupto]


ONTEM FOI O DIA DOS BLOGUES

Como de costume, em Portugal quase ninguém reparou [BlogDay]

ROMAN VYBOROV

AMA LEA

ANDRÉ BERNARDO

REBY SKY

JANTANDO NUMA CARRUAGEM DO METRO (Moscovo?) [Imagens]

ERROS DE CONSTRUÇÃO [imagens]

BRINCADEIRAS DA NATUREZA [imagens]

SPAM

DOG PAINT

DIESEL

[2][3][4][5][6][7][8]

Advertising Agency: FFL (Fred Farid Lambert), Paris, France
Creative Directors: Fred & Farid
Copywriters, Art Directors: Juliette Lavoix, Pauline de Montferrand
Photographer: Nick Knight
Accounts: Emmanuel Ferry, Nathalie Chopra, Vanessa Roghe

TOYOTA

[2]

WILD WADI WATERPARK

Advertising Agency: Ogilvy One Worldwide, Dubai, UAE
Creative Director: Paddy Maclachlan
Art Director: Satyen Adhikari
Copywriter: Paddy Maclachlan
Illustrator: Rocelo Lamboloto
Photographer: Roger Payling
Stylist: Saher Khalil