sábado, outubro 27, 2007

A “Casa Pia” contra-ataca


Era de esperar, mais tarde ou mais cedo o processo Casa Pia iria ser usado numa tentativa de interferir na política, primeiro foi da dona Catalina Pestana a lançar suspeitas, quando a entrevista da ex-provedora deixou de fazer ondas tinha que aparecer o militante ultra ortodoxo o PCP a lançar suspeitas sobre tudo e todos e principalmente sobre o PS. No seu blogue chama “uma espécie de ditador” a Sócrates, na RTP lança suspeitas de pedofilia sobre os que têm poder.

Que provas tem Pedro Namora? Que há camas vazias nas camaratas dos colégios, e pela forma como fala há mesmo muito camas vazias o que me faz recear que à noite Lisboa vive um autêntico bacanal pedófilo. Para Pedro Namora uma cama vazia significa que o aluno foi ter com um pedófilo, nada mais simples.

Tal como já tinha sucedido com Catalina Pestana, Pedro Namora tem muitas acusações e poucas provas. Os mesmos que confiavam na justiça deixaram de confiar, os que confiavam na PGR parece terem deixado de confiar, ainda que as suas suspeitas estejam a ser investigadas pelo mesmo procurador que conduziu o primeiro processo.

As insinuações são objectivas e têm objectivos bem definidos, se Catalina lança dúvidas sobre o julgamento, Pedro Namora tenta claramente colar a pedofilia ao poder. É mais do que evidente que o PCP abriu uma nova frente de batalha, por mais que Pedro Namora se caracterize como um ex-aluno da Casa Pia parece que é o único) é também um militante ortodoxo do PCP.

Seria ingenuidade pensar que Pedro Namora poderia aparecer a transformar o processo Casa Pia numa batalha política contra o poder. Está na hora do PCP assumir a sua responsabilidade.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Amanhando as redes, Vila Real de Santo António

IMAGEM DO DIA

[NASA]

«Space Shuttle Discovery's crew cabin is photographed by a crewmember on board the Expedition 16 while en route to the International Space Station.» [Washington Post]

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JUMENTO DO DIA

A realpolitik segundo Menezes

«Com cautela, e defendendo o interesse nacional, há formas e circunstâncias de colocar esse tipo de questões, não colocando em causa o que é muito importante para a União Europeia e para Portugal: que esta cimeira corra bem».

Não tenho nada a acrescentar.

A DECO TOMOU POSIÇÃO SOBRE A OPTA DO MILLENNIUM SOBRE O BPI?

Talvez o tenha feito apesar de eu não me recordar. A interrogação coloca-se pois se a DECO tomou posição em relação à proposta de fusão do BPI com o Millennium, faz sentido que tenha feito o mesmo quando o Millennium tentou absorver o BPI.

CARTOON [Expresso]

OS TRÊS RISCOS

«O segundo risco tem a ver com a ilegibilidade do novo Tratado. Com efeito, o Tratado Constitucional teria decerto muitos defeitos, mas ao assentar numa preocupação de codificação dos tratados existentes fazendo-os convergir para um texto único, o defunto Tratado Constitucional era susceptível de uma leitura mais fácil e corrida. Ora a decisão tomada no mandato de Junho de abandonar a vocação constitucional do Tratado, mantendo a existência de dois tratados (o Tratado da União e o Tratado sobre o Funcionamento da União), com remissões recíprocas, e adoptando a técnica legislativa de emendas pontuais aos Tratados vigentes, tudo resulta numa dificuldade acrescida de leitura (e de compreensão) pelos não especialistas. O retorno à técnica clássica de redacção dos Tratados vai exigir um esforço de informação e de comunicação acrescido, desde logo pela publicação de um texto suficientemente claro e preciso sobre as inovações introduzidas pelo Tratado de Lisboa. E isto independentemente da forma de ratificação que venha a ser escolhida entre nós.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Os riscos que corre o Tratado na opinião de António Vitorino.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O RUBICÃO DO PROCURADOR-GERAL

«Com coragem e determinação, Pinto Monteiro decidiu que tinha de limpar os estábulos
Portugal é um país maravilhoso e enternecedor.

Como o não seriam os portugueses? Esta realidade sopra - como o espírito de Deus - por todo o lado. Hoje gostaria de exemplificar com a entrevista do conselheiro Pinto Monteiro (parabéns ao Sol por isso) e com a comoção que causou.

Desde já digo que não me surpreende a reacção. Os portugueses são uns vidrinhos, somos um povo de ingénuas criaturas, gostamos de gritar e ameaçar ao mesmo tempo que somos sensíveis como lactentes. Somos profundamente conservadores e ainda hoje me admiro que não continuemos a vestir-nos com paletó e calça de fantasia e não terminemos as cartas com o tradicional "de V. Exa atento, venerador e obrigado e a bem da Nação". A nossa classe política e os representantes das associações profissionais gostam da hipocrisia, não como a homenagem que o vício presta à virtude, antes como um fim em si mesmo.

Registe-se desde já que a entrevista é excelente, devia ser lida com atenção e revela que o procurador-geral da República está preocupado e atento aos direitos fundamentais e ao respeito da Constituição. Infelizmente o bastonário da Ordem dos Advogados (talvez porque - segundo concluí por reprodução noutro canal televisivo - ao falar como bastonário e como advogado dos pais de Maddie na mesma entrevista não tivesse tempo para isso) não disse uma palavra de aplauso que os advogados portugueses e os cidadãos que representam seguramente agradeceriam.

A polémica tem a sua génese nessa atitude, que honra o magistrado e que deveria ser seguida por todos os outros, o que infelizmente nem sempre acontece. E nada do que disse - se o tivesse dito com burguesa e rasteira cautela, se não usasse palavras coloridas e sintomáticas, se estivesse vestido com paletó e calças de fantasia - chocaria fosse quem fosse.

A mim, pelo menos, não me chocou. Durante os três anos em que fui bastonário da Ordem dos Advogados e, designadamente, nos textos que escrevi como trabalhos preparatórios do Congresso da Justiça e que, se não foram saneados, estarão acessiveis no site da Ordem dos Advogados e que reuni em livro no ano passado, não disse nada diferente: sim, há excessos de escutas telefónicas; sim, há escutas telefónicas ilegais; sim, o MP não está hierarquizado e é uma estrutura feudalizada; sim, muitos procuradores trabalham pouco e mal e apesar disso o sistema não os distingue dos outros que trabalham muito mais do que seria exigível. Não se trata de rumores ou de conversa de café, como mais uma vez a ternura hipócrita dos portugueses se apressou a dizer. Entre a conversa de café e a suposta conversa a sério, entre os "jeans" e o paletó, nada se altera de essencial, se de verdade e de rigor estivermos a falar. Todos sabemos, todos os operadores judiciários o sabem. Ainda há semanas uma juíza de Instrução Criminal no Porto o afirmou preto no branco: quando lhe levam uma lista de telefones para colocar sob escuta não é possível ter a certeza de que entre eles não estejam telefones que nada têm a ver com a questão; a dra. Fátima Matamouros, com a coragem, a dignidade e o respeito dos direitos fundamentais de que a acusam os bem-pensantes, escreveu sobre escutas textos claros como murros. A PJ queixa-se (ou, pelo menos, queixava-se no meu tempo de bastonário) de que outras polícias de investigação não têm o rigor e formação necessárias e fazem escutas. No meu citado livro transcrevo duas cartas que escrevi como bastonário sobre escutas ilegais e em relação à PJM (Polícia Judiciária Militar) cuja leitura considero edificante pelos factos que lhe estão subjacentes. E os exemplos poderiam continuar.

A importância desta entrevista - que considero por isso histórica - é que o procurador-geral da República mostrou ser diferente. Como outros antes de mim mencionaram, a generalidade das pessoas que são nomeadas para cargos de responsabilidade em Portugal, mesmo quando eram profundamente críticos e iconoclastas no dia anterior, rapidamente se acomodam ao conforto dos salões e aos estofos dos automóveis. E ficam de imediato infectados com o vírus corporativo das estruturas que deveriam liderar. Em regra aplicam a celebrada máxima: "Sois o nosso líder e, por isso, deves seguir-nos."

Pinto Monteiro não fez isso. Com coragem e determinação decidiu que tinha de limpar os estábulos. Como é evidente, a estupidez nacional já disse: se ele é o chefe é o culpado de tudo aquilo que estigmatiza. Essa é a frase com que morre em regra a vontade reformista em Portugal. Quem chega a uma estrutura encontra-a minada, a greve de zelo e o boicote dos instalados impedem seja quem for de conseguir resultados imediatos e com isso a acomodação acaba por ser a consequência.

Pinto Monteiro não falou. Disse. Um ano depois de ter tomado posse. Quando já conhece muito bem a casa que dirige e o sistema de investigação criminal. Quando já pode separar o trigo do joio. A sua entrevista não é uma conversa de café, não é uma provocação. Não é um deslize ou uma infelicidade. É um programa estratégico a que um grande magistrado amarrou o seu prestígio.

Agora todos nós que o apoiamos - e são os que acreditam nos valores da cidadania, que querem o respeito da Constituição e que acham que não há Estado de direito sem boa investigação criminal - ficamos a aguardar que no seu mandato os vícios que refere sejam ultrapassados, vencidos ou dominados.

Pinto Monteiro passou o Rubicão. Agora, já só pode vencer ou morrer. » [Público assinantes]

Parecer:

O comentário de José Miguel Júdice à entrevista dada pelo procurador-geral da república.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

GREVE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

«A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública marcou esta sexta-feira uma greve para a segunda quinzena do mês de Novembro, em data ainda por definir, contra a proposta salarial do Governo de 2,1% e outras relacionadas com a mobilidade especial, carreiras e aposentação.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Adiro à greve se o PCP me pagar o dia de vencimento.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se o negócio ao camarada Sousa.»

AFINAL O EMPREGO É UM PROBLEMA

«O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, reconheceu ontem que o problema do desemprego é o "mais sério" que a economia portuguesa enfrenta. Falando na Comissão de Orçamento e Finanças no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2008, Teixeira dos Santos garantiu que está a fazer esforços para enfrentar o desemprego.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Já era tempo de o governo reconhecer que o problema existe.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao ministro das Finanças quantos funcionários públicos tenciona manar para o desemprego.»

SONDAGENS: UM PRIMEIRO AVISO A SÓCRATES

«Resignação. Eis a palavra que melhor pode definir o estado de espírito dos portugueses, perante a condução dos destinos do país, reflectido na sondagem realizada pela Universidade Católica para o JN, a RTP e a Antena 1. O PS, que perdeu a pujança patenteada em anteriores estudos de opinião, arrastou José Sócrates na queda. Mas a ainda fresca liderança de Luís Filipe Menezes tem um efeito nulo na implantação do PSD. CDU, à Esquerda, e CDS, à Direita, acolhem os descontentes.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Quase aposto que desta vez Sócrates vai perceber que cometeu erros graves como manter em funções a troglodita do norte.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se.»

PORQUE SERÁ QUE NÃO QUEREM QUE A PJ SEJA FISCALIZADA

«O debate em torno da fiscalização da Judiciária pelo Ministério Público é "um falso problema". É assim que Carlos Anjos, presidente da Associação Sindical de Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ, classifica a possibilidade de vir a ser reintroduzida na lei orgânica essa competência fiscalizadora.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Alguém deveria dizer a estes senhores que quem não deve não teme e que instituição policial que se preze deve ter uma poderosa auditoria interna que vigie os procedimentos e evite abusos de poder.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao sr. Carlos Anjos se é assim tão difícil de perceber.»

A DECO RECEIA A FUSÃO ENTRE O BPI E O MILLENNIUM

«A proposta de fusão entre o BPI e o Millenium bcp vai aumentar a concentração bancária no mercado português e permitir às grandes instituições agravar os tarifários para os clientes, alertou hoje a Deco.» [Público]

Parecer:

A DECO estará mesmo a defender os interesses dos consumidores?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»

SANTANA LOPES, LÍDER PARLAMENTAR EM PART-TIME

«A agitação interna na bancada do PSD promete continuar. O novo líder do grupo parlamentar, Santana Lopes, anunciou aos deputados que não vai participar em todas as reuniões da comissão política permanente do PSD, fazendo-se representar por um dos seus vice-presidentes. Uma atitude inédita entre os anteriores presidentes da bancada laranja, que deixou perplexos muito deputados, e que Santana desdramatiza.» [Público assinantes]

Parecer:

a situação no grupo parlamentar do PSD começa a ser ridícula.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Santana Lopes o que o ocupa tanto ao ponto de o impedir de estar presente em reuniões onde era suposto estar.»

BPI-MILLENNIUM

«Um, dois, três, será de vez? Esta é a terceira tentativa de fusão envolvendo o BCP e o BPI. A ofensiva partiu agora do banco liderado por Fernando Ulrich, numa altura em que a instituição criada por Jardim Gonçalves se encontra fragilizada. Após uma semana marcada por rumores de OPA, o BPI veio ontem propor a fusão, por incorporação do Millennium BCP no Português de Investimento, o que dará lugar ao Millennium BPI. Um projecto que contará com uma maioria de accionistas do BCP, mas que terá a liderá-lo um gestor do BPI, que deverá ser Fernando Ulrich. Para ter pés para andar, a proposta terá de ser aceite pelo conselho de administração do BCP, liderado por Filipe Pinhal, e pelo Conselho Geral e de Supervisão, encabeçado por Jardim Gonçalves. Em todo o caso, a última palavra terá de ser dada pelos accionistas das duas instituições em reunião magna.» [Público assinantes]

Parecer:

Isto começa aparecer a taça de Portugal bancária.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

AIRBUS 380: MAIS DE 100.000 EUROS POR UMA VIAGEM

«O leilão foi participado por pessoas de 35 nacionalidades, que pagaram entre 560 dólares por um lugar em classe turística e mais de 100 mil euros por uma cabine privada. O bilhete mais caro foi comprado por um britânico, de 49 anos, Julian Hayward, que desembolsou 100.380 dólares por uma suite com cama, televisão e todas as comodidades que a imaginação alcança e que justificam a designação de "superluxo". » [Público assinantes]

Parecer:

Paga quem pode.

PAPA BEATIFICA O FRANQUISMO

«Serão beatificados 498 religiosos espanhóis mortos durante a Guerra Civil (1936-1939) e que apoiaram o ditador Francisco Franco. Para a Igreja Católica espanhola, são os mártires do século 20. Para os republicanos, uma polêmica.» [BBC Brasil]

GOVERNO ITALIANO RECUA NA TENTATIVA DE CONTROLAR OS BLOGUES

«La gran presión mediática y la opinión pública han forzado al gobierno italiano a echar para atrás el borrador de un proyecto de ley que pretendía controlar los blogs, que fue aprobada en el Consejo de Ministros por unanimidad y estaba pendiente de la aprobación del Parlamento.

El subsecretario Ricardo Franco Levi, promotor de la ley, ha asegurado que los blogueros ya no estarán obligados a registrarse, según publica el diario La Repubblica [20 Minutos]

PÁGINA PEDÓFILA PUBLICA IMAGENS DE HERDEIROS DA HOLANDA

«Una asociación holandesa que promueve la aceptación social de la pedofilia publicó en su página web fotos de la hija mayor de los príncipes herederos de Holanda, la princesa Amalia, así como de dos de sus primos, los hijos del príncipe Mauricio y la princesa Marilène, informó este viernes la televisión NOS [20 Minutos]

GRACIAS A DIOS INOS FUIMOS! [Link]

Uma página de ex-supranumerários que abandonaram a Opus Dei.

AFTER OZ

AMANDA COM

BASIL GROMOV

ROBERT TRIBOLI

YANNIS

DESPEDIDA DEPOIS DE UM JANTAR

USE PRESERVATIVO

COVERSA DE GATOS

LÖVENBRÄU

[2]

Advertising Agency: McCann Erickson, Singapore
Executive Creative Director: Farrokh Madon
Art Director: Teng Run Run
Copywriters: Gayle Lim, Lester Lee
Retoucher: Kin (Eye Candy)
Photographer: EO

THE PICTURE MAGAZINE

[2][3]

Advertising Agency: Smart, Melbourne, Aus
traliaExecutive Creative Director: John Mescall
Art Director: Mal Chambers
Copywriter: Scot van den Driesen
Retoucher: Todd Riddiford
Photographer: Christopher Tovo
Studio: C.I. Studios / Richmond

AUDI R8

[2][3]

Advertising Agency: BBH London, UK
Executive Creative Director: John O'Keefe
Creative Directors: Nick Kidney, Kevin Stark
Art Director: Andy Clough
Copywriter: Richard McGrann
Typographer: Richard Kennedy
Photographer: Frank Kayser