sábado, fevereiro 16, 2008

A maioria de esquerda de Alegre


Manuel Alegre não aceitou a derrota da sua candidatura à liderança do PS, nunca aceitará que ele, que se considerou a si próprio os depositários doas valores do partido, tenha sido preterido de um forma quase humilhante em favor de um ex-jovem social-democrata.

Nunca perdoará ao PS não o ter ajudado a cumprir o sonho de terminar a sua carreira política num cargo digno desse nome, ele que nunca passou de secretário de estado ou de algumas passagens episódicas pela presidência do parlamento.

Primeiro criou o seu movimento pela cidadania qu para além de umas almoçaradas pouco mais movimentou, lançou a sua página que tem menos visitas do que um modesto blogue, promoveu uma candidatura autarquia da capital que se revelou vazia de conteúdo e que de pouco mais serviu do que par promover a imagem de Helena Roseta que se tem revelado uma vereadora de qualidade sofrível.

Agora tirou do bolso a sua arma secreta, vai querer unir a esquerda, desde os boys preteridos do PS até os admiradores da Coreia do Norte. Manuel Alegre que raramente se preocupou com esquerda quando esta estava na oposição, ou quando o PS era atirado para a sarjeta pelo Processo Casa Pia, preocupa-se gora com os valores da esquerda e quer usar o prejuízo que pode infligir ao PS com uma eventual candidatura nas legislativas como instrumento de chantagem sobre o próprio PS.

É evidente que Alegre consegue ser o novo herói do PCP ou do Bloco de Esquerda, bem como de muitos que seriam admiradores incondicionais de Sócrates se tivesse sido convidados para altos cargos, da mesma forma que Alegre se animou quando uma das suas admiradoras foi escolhida para ministra.

Alegre representa pouco, não se sabe muito bem o que pensa acerca do que quer que seja, não representa quase ninguém, mas pode fazer o que Menezes e Santana não conseguiriam se a sua ajuda, retirar a maioria absoluta a Sócrates.

Alegre sabe que não representa quase ninguém mas em fim de carreira política tem dificuldades em aceitar as regras da democracia, acha que os poucos que o apoiam chegam para que tenha o seu próprio baronato na democracia ou, pior do que isso, ser o major Reinado cá do sítio, o facto de supostamente ter estado na luta dá-lhe o direito a uma parcela do poder mesmo que essa não tenha sido nem a vontade dos militantes do PS nem dos eleitores portugueses. A falta de humildade de Alegre está a empurrá-lo para um fim triste da sua carreira política pouco brilhante.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura


FOTO JUMENTO

Montra da Rua da Prata, Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Christian Charisius - Reuters]

«Four-week old baby giraffe Kumbuku is nuzzled by his mother Etosha outside their enclosure at the Hagenbeck Zoo in Hamburg. » [Washington Post]

JUMENTO DO DIA

Um Procurador-Geral que gosta muito de aparecer na TV

Pinto Monteiro ainda pouco mostrou no desempenho do seu cargo, no entanto já é das personalidades que os portugueses melhor conhecem, não perde a oportunidade para dar uma entrevista ou para aparecer nas pantalhas. Começa a ser evidente que o MP aposta cada vez mais na comunicação social, disputando o lugar da ASAE, só que foi longe demais ao levar a disputa da comunicação social acusando formalmente uma funcionário da PJ que foi mandatada para ler um comunicado acerca de um caso ocorrido em Faro por ter violado o segredo de justiça. Se todos os que deram informação aos jornais, como sucedeu com o “forro” do Processo Casa Pia, fossem acusados receito que a justiça portuguesa teria.

O ABORTO DA TORREDEITA NO ANIVERSÁRIO DO "SIM"

«Nem de propósito. Um ano após o referendo de 11 de Fevereiro de 2007, em que venceu o "sim" à descriminalização do aborto até às dez semanas de gravidez, uma jovem de 19 anos, residente em Viseu, aborta, com estrépito mediático, fora da lei. Cinco meses de gestação, uso de Cytotec e assistência e/ou cumplicidade das amigas, que acabam a dar "esclarecimentos" a jornalistas numa conferência de imprensa (!) convocada para o efeito pelo director da escola profissional de Torredeita, onde as raparigas - protagonista e entourage - estudam. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Fernanda Câncio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

POLÍTICOS OU GAROTOS

«Quero começar por fazer um aviso aos comentadores encartados, e em regra insultuosos, que surgem nos jornais on-line e nos vários fora radiofónicos diários. Este artigo é politicamente incorrecto e pode por eles até ser usado para demonstrar que aquilo que vou estigmatizar tem no meu texto a prova cabal de que devem continuar a agir como até aqui.

Este artigo, apesar de politicamente incorrecto, procura ser pedagógico. Não se dirige especialmente ao amável leitor, que vive a sua vida com a normalidade possível e que poucas possibilidades tem de tomar decisões relevantes para a colectividade. Dirige-se a políticos, a magistrados do Ministério Público, às várias polícias de investigação e aos meios de comunicação social.

De há algum tempo a esta parte, sobre tudo e todos nascem como cogumelos (venenosos) em floresta as notícias sobre hipotéticas situações de corrupção provável, tráfico de influências possível, favorecimentos eventuais.

Durante muitos e muitos anos eram raras as referências à realidade da corrupção e desses outros defeitos sociais (recordo que já em 1988, num debate feito pela Alta-Autoridade contra a Corrupção, denunciei e alertei, sem que os media a isso dessem a menor atenção) e poder-se-ia daí concluir que em Portugal não havia corrupção.Recentemente, passou-se de um extremo ao outro e, de repente, em Portugal nada parece ser explicável que não seja por corrupção, tráfico (e tráfego...) de influências e favorecimentos.

Para esta evolução contribuíram muitos factores. Mas posso garantir - pois vi muitas coisas e lutei contra elas - que nesses tempos, em que não se falava e não se alertava, havia muito mais disseminados esses defeitos sociais do que actualmente. Seja como for, um dos factores mais relevantes desta evolução é sem dúvida a explosão da concorrrência entre os meios de comunicação social, o incremento do jornalismo de investigação, as novas tecnologias de comunicação, as dificuldades económicas por que passam cada vez mais pessoas em Portugal e sobretudo a entrada da (pseudo) ética na luta política.

Sobre o apetite e o esforço dos media e sobre a epidérmica atitude das massas populares fica a reflexão para outro dia. Desta vez quero concentrar-me na grande novidade que é a utilização das insinuações e dos pedidos de sindicâncias como arma da luta política. Realmente, de há algum tempo a esta parte, cada grupo político que alcança o poder parte do princípio de que os seus antecessores eram desonestos e prevaricadores; e as forças políticas que estão habitualmente na oposição, essas, acham que todos o são nos sucessivos tempos em que exercem o poder político.

Esta atitude tem inevitáveis efeitos deletérios. É actualmente raro o dia em que um político no activo não afirma que vai pedir uma sindicância, que quer analisar todos os processos que foram aprovados por outros políticos, que desconfia de ilegalidades, que não encontra justificação para comportamentos. Os atingidos, quiçá compreensivelmente, avançam com outros pedidos, desta vez sobre políticos que estiveram nos cargos antes deles, e assim sucessivamente.

O que se passou recentemente a esse nível com a Câmara Municipal de Lisboa é paradigmático. Durante algumas semanas, cada força política decidiu coligir (e propagandeou de imediato para a praça pública) listas infindáveis de processos em relação aos quais - sabe-se lá porquê - considera haver razões para suspeições. A certa altura já eram dezenas ou centenas os exemplos de decisões e de processos que foram objecto de deliberação na autarquia ao longo de bem mais de dez anos (e amanhã até Duarte Pacheco ou quem sabe à última vereação monárquica de Lisboa) que foram divulgados. Como é evidente - porque politicamente ficaria condenado quem votasse contra sindicâncias, inquéritos, análise, apreciações - tudo foi votado e durante meses (ou mesmo anos) muitos políticos vão ter o seu nome enlameado e muitos cidadãos e empresas vão ser sistematicamente (ou sempre que convenha a alguém) arrastados pelas ruas e insinuadamente considerados culpados de suspeições várias. E, muito provavelmente, Lisboa vai ficar paralisada enquanto se tenta descobrir irregularidades por todo o lado.

Isto não é luta contra a corrupção e vai ter como efeito exactamente o oposto do que hipoteticamente se admita que era pretendido. Mas fica disseminada como uma epidemia a sensação difusa e difundida que tudo é feito com desonestidade e ilegalidade. E isso está a destruir os cimentos da vida social. Confrontados com este exercício público de flagelação, que colectivamente se torna num processo de autoflagelação das elites, a opinião pública vai cada vez mais descrer de que haja ainda alguém que seja sério no mundo político ou que ainda haja empresas que actuem com ética na sua relação com os poderes públicos.

E isto não vai ficar por aqui. A seguir, as forças políticas vão exigir acções de indemnização contra anteriores titulares de cargos públicos. Já se fala que Carmona Rodrigues vai ser alvo de um pedido de indemnização de 13 milhões de euros por causa da Bragaparques. O mandato de Helena Roseta em Cascais não está livre de sindicâncias. Todos os dias ouço dizer que, tendo sido a Câmara Municipal de Lisboa condenada a pagar 17 milhões de euros pela paragem da obra do túnel do Marquês de Pombal, José Sá Fernandes devia ser accionado pela CML para se ressarcir de tal custo.

Por tudo isso daqui faço um apelo: tenham juízo, tenham maturidade, tenham cautela, tenham modos, tenham lucidez. Deixem de brincar ao boxe no meio da chuva. Não chavasquem nos lamaçais que criam. Portem-se como pessoas crescidas.» [Público assinantes]

Parecer:

Por José Miguel Júdice.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»


O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTAVA A SER SIMPÁTICO

«Os três suspeitos da morte de Eduarda Ferreira, a funcionária de uma bomba de gasolina de Benavente assassinada em Abril de 2007, vão afinal responder, em co-autoria, pelo crime de homicídio qualificado, pelo qual arriscam a pena máxima, 25 anos de cadeia. A decisão foi do colectivo de juízes que ontem começou a julgar o caso e que ‘deixou cair’ a acusação do Ministério Público, que imputava aos três arguidos a prática de roubo agravado pela morte da vítima.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Vá-se lá perceber porque motivo os arguidos não eram acusados de homicídio, decisão do Ministério Público que ninguém percebeu.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se a decisão do colectivo de juízes.»

COMEÇA-SE A PERCEBER O SUCESSO DA PT

«A administração da Portugal Telecom vai congelar, pelo terceiro ano consecutivo, os salários da maior parte dos seus colaboradores. A equipa liderada por Henrique Granadeiro, desde que tomou posse, congelou os aumentos salariais de todos os trabalhadores que auferiam acima de 2800 euros (ordenado bruto) por mês. Segundo apurou o CM este patamar deverá baixar este ano para os dois mil euros mensais, atingindo mais 1400 trabalhadores.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Agora que já não pode usar e abusar do estatuto de monopólio a PT recorre aos baixos salários.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Manifeste-se a indignação.»

PSD NÃO QUER INCOMPATIBILIDADES PARA FAMILIARES DE DEPUTADOS

«Ao DN, Hugo Velosa, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, diz que a ideia pode passar por "haver novas incompatibilidades em situações que, ao longo do tempo, se percebeu que era preciso actuar". Para o deputado, alguns impedimentos da actual lei poderão ser afastados: "É preciso retirar uma ou outra incompatibilidade que lá está." Exemplos? "A que diz respeito aos familiares, que não faz sentido", assume Hugo Velosa.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Faz sentido, mas também é verdade que se pode exercer muitas actividades ou colher benefícios indevidos através de interposta pessoa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Discuta-se melhor o assunto.»

SINDICATO DOS ENGENHEIROS TEM AS SUAS "NOVAS OPORTUNIDADES"?

«O Ministério do Ensino Superior está a investigar um protocolo "manifestamente ilegal" entre o Sindicato Nacional dos Engenheiros (SNE) e o Estabelecimento de Ensino Superior de Beja Dinensino), que permitiria a bacharéis a obtenção de "licenciaturas pré-Bolonha" em Engenharia Civil, Gestão de Empresas ou Informática de Gestão, bastando para tal a frequência de seis a nove seminários presenciais - o número dependia da experiência e do currículo - a terem lugar aos sábados. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Depois de tudo o que se disse sobre o diploma de Sócrates era de esperar que a Ordem dos Engenheiros se pronunciasse.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se a Ordem dos Engenheiros.»

PROCURADOR DO DIAP DO PORTO QUER PROCESSAR BEXIGA

«O procurador do DIAP do Porto (Departamento de Investigação e Acção Penal), António Almeida Ribeiro, disse hoje que equaciona avançar com uma queixa-crime pessoal por difamação contra o antigo autarca socialista de Gondomar, Ricardo Bexiga, por considerar que as suas declarações afectam todo o DIAP.» [Público]

Parecer:

Depois de levar porrada dos capangas que beneficiaram de total impunidade o ex-vereador ainda se arrisca a levar uma "porrada" do Ministério Pública. Em Portugal a regra é comer e calar e ai de quem critique s magistrados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor Prouraor que demonstre que o MP tudo fez para identificar os agressores.»

MP E PJ DISPUTAM VISIBILIDADE JUNTO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

«O Ministério Público (MP) e a PJ medem forças sobre qual das duas entidades tem competência para falar à comunicação social nos casos de processos em investigação e de impacto social. Ontem, no Tribunal de Faro, uma inspectora da PJ de Faro esteve a ser julgada por alegadamente ter "violado o segredo de justiça", ao divulgar o caso de um bebé encontrado num carrinho de supermercado, em Faro, em Abril de 2004.

O procurador-geral de Faro, João Paulo Bota, entende que à luz do novo Código Processo Penal "só com despacho de autorização da autoridade judiciária (MP)" é que a PJ poderá fazer declarações públicas sobre inquéritos sob investigação. "Não pode ser o órgão de polícia criminal a decidir o que é, ou não, bom para a investigação", sublinhou. Neste caso, afirmou o director nacional adjunto da PJ, Guilhermino Encarnação, havia "alarme social, e só foi dado conhecimento público do caso quando a investigação estava terminada", no dia 11 de Maio.» [Público assinantes]

Parecer:

Começa a ser evidente que neste país anda muita gente a trabalhar para o espectáculo, sendo lamentável que o MP use os tribunais nesta guerra idiota.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao MP que trabalhe mais e se exiba menos.»


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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Crescimento económico e debate político


As reacções das diversas políticas à divulgação da taxa de crescimento da economia portuguesa no último trimestre de 2007 revelou a faltam de seriedade com que os políticos portugueses abordam as questões da economia.

Do lado do governo houve sinais de alegria ainda que tivesse sido evidente algum cuidado em não dar grande destaque ao assunto, as eleições ainda estão longe sendo cedo para adoptar medidas simpáticas. Sócrates referiu mesmo que estes novos dados ainda não permitiam descidas de impostos, deixando implícito que conta que o ciclo económico coincida com o ciclo eleitoral para os baixar.

A oposição reagiu com hipocrisia, em vez de ter defendido que estes indicadores poderiam não ter nada que ver com a política económica do governo optou para chamar a atenção para o desemprego. Quando os dados do crescimento são simpáticos a oposição fala de desemprego, se o emprego aumenta a oposição prefere dizer que o crescimento é fraco. Ficamos todos com a sensação de que para políticos como Menezes e Louçã o ideal seria a bancarrota, o PSD poderia ganhar eleições e o BE poderia sonhar com revoluções. Menezes chegou ao ponto de comparar o crescimento português com o chinês, como se isso fosse comparável.

Já aqui defendi que uma mesma taxa de crescimento económico pode traduzir realidades económicas muito diferentes. Um crescimento alcançado à custa de aumento da despesa pública ou de uma desvalorização da moeda (que felizmente deixou de estar nas competências nacionais) não passa de uma ilusão. Por isso no passado os nossos políticos recorreram sistematicamente a essa ilusão, levando a economia portuguesa ao estado em que está.

No contexto económico nacional e internacional estes dados são muito positivos, consegui-los apesar de todos os constrangimentos orçamentais e a par do aumento do desemprego significa que as empresas portuguesas estão a conseguir reagir a um ambiente adverso. Sectores particularmente sensíveis à concorrência dos países asiáticos, como os têxteis ou o calçado, conseguiram dar uma resposta eficaz, recuperando de uma situação em que se duvidava do seu futuro.

Este crescimento, apesar de ténue, é muito positivo porque não foi conseguido à custa de medidas fáceis, resulta da modernização de algumas empresas e da busca de novos mercados por empresas cujo mercado interno encolheu em consequência da redução da procura interna.

Todavia, é duvidoso que o governo possa chamar a si os louros, não há grande relação entre a actividade das empresas que impulsionaram este crescimento e as medidas governamentais. O Governo só poderá gabar-se que contribuiu para este crescimento com uma política que visou a desvalorização do trabalho, mas esse é precisamente o ponto fraco, se a médio prazo poderá trazer vantagens, a curto prazo pode dizer-se que os trabalhadores tiveram que pagar uma factura muito elevada. Nalguns casos, como o da Autoeuropa a competitividade das empresas foi recuperada mais à custa da sua co-responsabilização pelo futuro da empresa dos que às intervenções disparatadas do ministro da Economia.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Pintando na Rua Augusta

IMAGEM DO DIA

[Hoge Noorden / EFE]

«Vertido. Una de las aves rescatadas de un vertido de petróleo en el Mar del Norte, en Alemania, y que ha sido acogida en un refugio en Moddergat, Holanda, donde son limpiadas.» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA

A política do sofá de Francisco Louçã

Longe vão os tempos em que Francisco Louçã procurava inspiração política nos velhos livros de Trotsky, agora fá-lo confortavelmente sentado no sofá. Há alguns dias uma televisão dava conta da utilização de salas pré-fabricadas com a aparência de contentores (se fossem contentores os camiões teriam que usar duas faixas), ontem lá foi o Louçã ao local para fazer a homilia da praxe e ganhar dois minutos de tempo de antena.

A IRMÃ LÚCIA VAI SER BEATIFICADA MAIS CEDO

O mais curioso é que tal como nos hospitais onde uma cunha serve para acelerar a consulta, também na beatificação dos pastorinhos recorreu-se ao estratagema da cunha, para o que se contou com o cardeal que tem precisamente a pasta dos santos e beatos. É uma pena que o Durão Barroso que prometeu meter umas cunhas em favor do país não tenha o mesmo jeito do cardeal.

UM CARTOON QUE TAMBÉM SE PODIA APLICAR A PORTUGAL

"Para quê estudar para águia se depois só há trabalho de abutre?"

AZAR!

Quando se esperava mais uma má notícia o INE divulga um crescimento económico, pela forma como os partido da oposição reagiram parece ter sido um azar, estavam desejando piores resultados e já nem o conseguem esconder. Esta oposição é tão miserável e sem ideias que só lhe resta que sucede alguma desgraça para que se anime.

SOCIALISMOS

«A forma como Correia de Campos, o antigo ministro da Saúde, foi imolado perante os protestos da rua e as exigências de Manuel Alegre, foi unanimemente vista como uma abertura à "esquerda" que, neste momento, ameaça o futuro do eng.º Sócrates e o seu hipotético sucesso eleitoral. É verdade que a oposição do PSD, mais do que uma ameaça, é um precioso brinde ao Governo e à maioria socialista que o apoia. E é verdade também que o primeiro-ministro, no exacto momento em que despachou o eng.º Correia de Campos, passou miraculosamente a "compreender" todos os portugueses que são afectados por algumas das suas reformas. Os "privilegiados" de ontem passaram, assim, a ser os "compreendidos" de hoje: da mesma forma que o eng.º Sócrates deixou de ser um primeiro-ministro autoritário para se transformar, de repente, num primeiro-ministro que nasceu estrategicamente em Alijó. E, como o povo bem sabe, nascer em Alijó não é um acaso da vida, mas um certificado de garantia que ilumina os predestinados.

Perante isto, a dita "esquerda" floresceu: com o futuro do eng.º Sócrates na mão e a cabeça do eng.º Correia de Campos no bolso, Manuel Alegre, depois de um merecido repouso, reapareceu em glória e em nome do socialismo. Sem sair do partido, que os tempos não estão para grandes aventuras, este misterioso apóstolo da mudança exige, no entanto, que o PS se abra ao debate e se apresente como uma verdadeira "alternativa", com a ideologia no sangue e o Estado Social na lapela. Infelizmente, não é possível conhecer os contornos que definem esta radiosa alternativa. Como o próprio confessa, num súbito acesso de modéstia, ele não é nenhum "milagreiro", capaz de articular coerentemente o "milagre" da sua receita.

Claro que, entre a utopia do socialismo e as ameaças que enfeitam o seu tormentoso caminho, é fácil perceber que toda esta ficção se divide inevitavelmente entre o cálculo eleitoral e uns vagos estados de alma que não colam com a realidade. Sem conseguir libertar-se dos jogos da pequena política, Manuel Alegre fica aquém das dificuldades da esquerda, ficando-se simultaneamente pelos lugares-comuns de um populismo primário. Como Manuel Monteiro, nos seus bons velhos tempos, o eterno dirigente do PS insurge-se contra as chagas do sistema e os interesses obscuros que bloqueiam os partidos e tolhem a liberdade. Com o seu pujante movimento de opinião, Manuel Alegre pretende, antes de mais, regenerar o país, desbloquear o regime e "abrir janelas" no sistema. Pelo meio, como entusiasticamente anuncia, tenciona ressuscitar o socialismo, acabar com as desigualdades, reforçar o Estado Social, promover o diálogo e dar uma lição a uma Europa que se recusa a aceitar a natureza inviolável dos direitos sociais. Mas se a ressurreição do socialismo é um milagre ainda por deslindar, a Europa não é mais do que uma nota de rodapé.

Aliás, as suas entrevistas, as suas declarações, os seus hipotéticos debates não chegam sequer a Badajoz: são parte intrínseca deste quintal e iluminam um pequenino mundo, sem horizontes, onde florescem impunemente as intrigas de bairro, os ajustes de contas, as vinganças miúdas e as ameaças veladas. Não admira que a direcção do PS "saúde" as declarações do seu insubmisso deputado; ou que Manuela Ferreira Leite, sem saber do que fala, se deixe "enternecer" por esta "coisa nostálgica" que não tem "a mínima adesão à realidade".

Ao contrário do que possa parecer, o socialismo de Manuel Alegre não é só um delírio ideológico de quem nunca teve nada a perder: é uma manobra partidária que visa satisfazer os interesses de um reduzido grupinho que, valendo-se do descontentamento popular, pretende condicionar a acção do Governo e acabar com as suas incipientes reformas. Como se depreende, a esquerda, a tal esquerda que se arrasta, por aí, depois da morte do socialismo e dos ataques do terrorismo pouco ou nada tem a ver com este tipo de jogos internos em que se entretêm as várias facções de um partido. Basta ouvir ou ler as declarações e as entrevistas que Manuel Alegre distribuiu, nos últimos dias: por mais que se procure, não há uma palavra sobre a intervenção no Iraque, o conflito no Médio Oriente, as eleições nos Estados Unidos ou sobre o futuro da Europa, depois do Tratado de Lisboa. Manuel Alegre não sai da sua pequena paróquia: deste PS, no qual não se revê; e do seu Movimento, onde assegura um palco que lhe oferece notoriedade.

Quanto ao resto, o dr. Soares que faça as despesas da casa, enquanto a esquerda europeia, laica e republicana, unida no ódio aos Estados Unidos, se verga perante as exigências do Islão. Dando lustro a esta espécie de sentimento, o arcebispo de Cantuária declarou entusiasticamente que a lei inglesa devia "incorporar" a sharia, a bem do fundamentalismo e para uma maior coesão do país. Enquanto isso, em Espanha, o sr. Zapatero decidiu atirar-se violentamente à Igreja Católica porque esta teve o atrevimento de se pronunciar sobre algumas medidas do seu fantástico Governo. O ódio ao Ocidente, e, em particular, aos Estados Unidos, consegue justificar o injustificável: o laicismo exacerbado, o regime de Saddam, a teocracia do Islão e até as bombas do terrorismo. Resta saber como irá a esquerda europeia sobreviver, quando já não tiver G.W. Bush na Casa Branca. Uma pequena questão que passa, naturalmente, ao lado dos interesses mais domésticos que animam a "esquerda" de Manuel Alegre.» [Público assinantes]

Parecer:

Constança Cunha e Sá desfaz Manuel Alegre.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

E QUERIAM DEFENDER A HONRA

«O Ministério Público do Porto tem apenas registadas duas diligências relevantes no caso Ricardo Bexiga, entre Janeiro de 2005 e Novembro de 2006. A audição do queixoso (24 de Fevereiro de 2005, um mês depois da agressão), bem como um reconhecimento fotográfico, a 14 de Março do mesmo ano.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Se alguém pretendesse arquivar o processo de Ricardo Bexiga sem grandes investigações não teria feito melhor. É bom que os magistrados do Porto se expliquem porque começa a haver a sensação de que alguns senhores do norte actuavam em total impunidade.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Pinto Monteiro que permita aos magistrados do MP do Porto que venham a público defender a sua honra tal como pediram.»

SENTIDO DE OPORTUNIDADE DE SANTANA LOPES

«O PSD quer mexer no regime de incompatibilidades dos deputados, apertando o crivo ao exercício do cargo em paralelo com o desempenho de actividades profissionais liberais. Entenda- -se sobretudo o exercício da advocacia - nas últimas semanas alvo de enorme polémica, após as declarações do bastonário da Ordem dos Advogados, que se manifestou contra a acumulação das duas funções.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Faz todo o sentido que Santana Lopes avance com esta proposta, mas esperemos que sejam proibidas relações com o Estado, designadamente, as autarquias, com empresas públicas, municipais ou participadas, com governos regionais ou com empresas que tenham estado ou estejam envolvidas em negócios com o Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela proposta de Santana Lopes.»

RUI RIO VOLTA A ELOGIAR O GOVERNO

«O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, voltou a elogiar o Governo de José Sócrates. Foi ontem durante a cerimónia de apresentação de trinta novos efectivos da Polícia Municipal. "Agradeço ao ministro da Administração Interna porque desencalhou" um problema que se arrastava há anos, deste o tempo da governação do PSD, sublinhou o autarca, apontado como candidato à liderança do partido no pós-eleições legislativas de 2009.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Não deve ser a última vez a fazê-lo...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a Luís Filipe Menezes.»

BENFICA DEIXOU DE SER UM DOS 20 CLUBES MAIS RICOS DO MUNDO

«Um ano após a entrada, o Sport Lisboa e Benfica já não faz parte do Top 20 da Money League, um "ranking" que incluiu os 20 clubes mais ricos do mundo e é elaborado pela consultora Deloitte, com base nos dados financeiros da época de 2006/07.

No ano passado, o clube de Lisboa entrou para este grupo ocupando a vigésima posição, tendo registado, na época 2005/06, uma receita de 85,1 milhões de euros. A participação do clube na Liga dos Campeões na referida época proporcionou uma receita de 16,4 milhões de euros.

A consultora salientou, no ano passado, que para que o Benfica se mantivesse nesta lista durante os próximos anos teria que manter o nível de receitas e continuar a participar na chamada "Liga Milionária". Na época passada, o clube, na altura conduzido por Fernando Santos, não passou da fase de grupos desta competição, o mesmo aconteceu já nesta época.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Era de esperar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Quem joguem melhor.»

HI SHAMOTA

DUNKELHEIT

ALEXANDER BUROV

EKATERINA ORLOVA

LENA KURASHEVA

ANN SUMMERS

TOP INTERIOR

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FOUNDATION AGAINST DRUG ADDICTION

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MELTIN' POT

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