sábado, junho 21, 2008

Seja bem-vinda Dra. Manuela Ferreira Leite

Ainda que não tenha simpatia pessoal por Manuela Ferreira Leite e de ter muitas dúvidas de que a velha senhora que convença a mudar de opinião, acho que devo dar as boas-vindas à nova líder do PSD, agora que se está a realizar o congresso em Guimarães. Gostaria que tivesse chegado à liderança do PSD sem golpes baixos, sem o cheiro a oportunismo com que fica por só ter dado esse passo quando o preço do petróleo subiu, mas ainda assim que seja bem-vinda.

È bem-vinda porque já é tempo de os portugueses saberem quais são as propostas para o país, até agora o PSD tem consumido as suas energias em lutas internas e as propostas de têm sido feitas não são para valer. A pouco mais de um ano das eleições legislativas Manuela Ferreira Leite pode apresentar as suas soluções para os problemas do país, tentando convencer-nos de que poderá ser melhor primeira-ministra do que a ministra de competência duvidosa do passado, pode demonstrar que tem a estatura política e intelectual que no passado não evidenciou, mostrar uma equipa de gente capaz e mais competente do que a tralha de que se fez acompanhar no passado, com afilhados apanhados nas teias da lei.

Tenho muitas dúvidas sobre as capacidades de Manuela Ferreira Leite, este blogue até nasceu quando era ministra das Finanças e nomeou para director-geral dos Impostos um doutorando que ficou famoso por ter isentado as viaturas oficiais do pagamento de multas. Foram tempos tristes, as figuras pardas de que a então ministra se fez acompanhar usaram o poder para sanear, difamar e desorganizar o fisco, conduzindo aos resultados conhecidos. É por estas e por outras que considero Manuela Ferreira Leite uma figura secundária do cavaquismo sem grandeza, nem mesmo Cavaco Silva ousou nomeá-la ministra das Finanças, preferiu Cadilhe, Miguel Beleza, Catroga ou Braga de Macedo, Ferreira Leite não passou de secretária de estado do Orçamento, para ser ministra foi colocada na Educação com os resultados desastrosos que todos conhecemos.

Ainda que considere que burro velho não aprende línguas devo dar as boas-vindas a Manuela Ferreira Leite, por mais dúvidas que tenha quanto às suas capacidades, à sua grandeza e estatura política e à qualidade das personagens que a costumam acompanhar devo dar-lhes as boas vindas, pode ser que nos surpreenda, por mais que duvide de tal possibilidade.

Umas no cravo e outras tanta na ferradura -

FOTO JUMENTO

Garça, Tavira

IMAGEM DO DIA

[REUTERS / Morris Mac Matzen]

«La cara de la derrota. Aficionadas portuguesas observan como su selección pierde ante Alemania por 3-2, en los cuartos de final de la Eurocopa» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA

Só penso que nada penso

O discurso de abertura de Manuela Ferreira Leite no congresso do PSD foi como ela própria, muito pobre, um discurso sem ideias e sem projectos, apenas visando criar misticismo em torno da autora que nada diz do que pensa, muito provavelmente não pensou nada que vale a pena dizer.

Manuela Ferreira Leite pretende criar um mistério em torno das suas propostas, como se as suas ideias não fossem conhecidas, podem ser pobres e escassas, mas são desconhecidas. Não basta dizer que com o seu silêncio credibiliza o PSD, o que pode credibilizar o PSD são as suas propostas, já que quanto à personalidade e perfil da líder do partido pode dizer-se que é pouco.

Até agora o pensamento político de Ferreira Leite pode ser sintetizado num "só penso que nada penso".

O MINISTÉRIO PUDICO

«Politicamente, adia-se o assunto com a chancela do "fracturante" e o "há outras prioridades". Juridicamente, e apesar de a questão estar pendente no Tribunal Constitucional, pouco se tem discutido. Até agora: três dos pareceres que junto do TC defendem a inconstitucionalidade do Código Civil no que respeita aos artigos 1577.º (define o casamento como "contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente") e 1628.º (considera nulo o casamento de pessoas do mesmo sexo) foram publicados em livro pela editora Almedina. Da autoria de Carlos Pamplona Côrte-Real, Isabel Moreira e Luís Duarte d'Almeida, o volume, lançado esta semana, permite antes de mais conhecer as características jurídicas do casamento, aspecto fundamental no debate, e prossegue na demonstração da inconstitucionalidade dos dois referidos artigos. Acessíveis a não juristas pela linguagem e pela explicitação clara das questões, os três pareceres permitem a qualquer leigo entender que a proibição em vigor está longe de ser fácil de defender, com seriedade, do ponto de vista jurídico, até porque a própria definição do casamento na lei em vigor está longe de ser clara.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Fernanda Câncio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A NECESSIDADE DE EMPOBRECER

«Cada vez que há uma crise do petróleo, aparece a ortodoxia a proclamar zelosamente duas coisas. Primeira, que temos de pensar a sério na energia solar e na energia eólica. Segunda, que temos de mudar de vida. É uma conversa sem sentido. A energia eólica e a energia solar, no estado actual da tecnologia, não resolvem problema nenhum: cobrem uma pequeníssima parte do consumo e, sobretudo, são caríssimas. Quanto à necessidade, e à urgência, de mudar de vida, nunca a ortodoxia explica exactamente o que isso na prática significa: significa um empobrecimento tão extenso e tão profundo que, mesmo num país como Portugal, com a sua miséria e o seu atraso, 80 por cento da população não a suportaria. "Mudar de vida" seria pior do que uma revolução, seria o fim de uma civilização.

Com a minha idade, um homem pode imaginar um país devolvido de repente a 1948 ou 1949, antes de enriquecer e de engordar com o petróleo barato. Bem sei que o Portugal de Salazar não serve de exemplo (mas já lá vamos). Por agora, basta falar da classe média urbana. Em Lisboa quase não se viam "automóveis" (como se dizia). Toda a gente andava de eléctrico (muitos do século XIX) ou de autocarro (de resto, poucos). Viagens não se faziam ou só se faziam de longe em longe com trepidação e sacrifício. Em casa, não existiam electrodomésticos fora a telefonia (um luxo) e o frigorífico (outro luxo) e o ocasional aspirador ou ferro de engomar (o fogão era naturalmente a gás). Não me lembro de ar condicionado: nem na escola, nem na faculdade, nem no trabalho. As roupas, como os livros, passavam de irmão a irmão ou de pais para filhos. Ninguém desaproveitava comida, meticulosamente medida e recozinhada, que ia ressuscitando de "prato" em "prato". Ninguém acendia a luz sem precisar. E o cinema estava reservado para sábado ou domingo (um dia por semana).

Quando comecei a sair de Portugal, num Mini perigosíssimo, não encontrei auto-estradas que me separassem do mundo, encontrei estradas de vinte e trinta anos com um trânsito suportável e até simpático. Em Inglaterra, apesar da euforia do tempo, as pessoas contavam tostões - libras, se quiserem - e andavam vestidas para "durar". Até em Londres (como na "Europa" inteira) o "automóvel" não se tornara ainda uma sufocação. Esse "equilíbrio" - se me permitem a palavra - acabou.

O slogan "mudar de vida" é uma pura fraude, com que os políticos mistificam a populaça. Tirando um milagre, voltar à pobreza é do que se trata. Pela força e pelo sofrimento.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Vasco Pulido Valente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

NOVAS REFLEXÕES SOBRE CAMIONISTAS

«Uma das características mais típicas do nosso tempo é a forma como a informação evolui. A informação tende a ser instantânea, espectacular, efémera e não sujeita a qualquer tipo de reflexão e de enquadramento. O caso do bloqueio feito pelos camionistas, e que paralisou praticamente o país, fornece um bom exemplo.

A informação é instantânea: o facto relevante existe e minutos depois (em regra os media são previamente avisados...) irrompe nos noticiários. A informação é espectacular: os acontecimentos ligados aos camionistas, em si mesmos - e descontando até os inúmeros actos de violência física e verbal que deliciam os media porque fixam telespectadores - foram shows com grande carga visual. A informação é efémera: de um dia para o outro o assunto desaparece totalmente de nossas casas, substituído por outros acontecimentos, pois a gratificação tem de ser feita pela variação dos estímulos e não pela reflexão sobre eles. Por isso nada e ninguém se interessou mais em desenvolver o tema e sobre ele reflectir.

Nada e ninguém é, obviamente, um exagero. Por exemplo, o líder da Intersindical, Carvalho da Silva, que é um dos mais qualificados actores políticos portugueses, dedicou tempo e reflexão ao assunto, não caindo no erro do PCP. De facto, atacou o Governo pelas cedências, pela satisfação de exigências de grupos parciais ao sabor do seu radicalismo e clarificou que este tipo de movimentos não é no interesse dos trabalhadores.

Creio que Carvalho da Silva percebeu o mesmo que eu explicitei há uma semana. A acção dos camionistas é protofascista, expliquei e dou aqui como reproduzida a explicação para poupar espaço e tempo. E um homem com o sentido do confronto de classes, como o líder da Intersindical, sabe que movimentos de pequenos patrões em cólera, liderando os seus trabalhadores numa espécie de "corporativismo de base", habitados por violência e sem enquadramento ideológico e estratégico, nunca se traduzem num avanço do "proletariado", mas numa futura instrumentalização - quiçá paradoxal - por uma liderança autoritária e populista, que acaba por fazer recuar o processo de emancipação social. E para chegar a esta conclusão nem é preciso ser gramsciano, o que nem ele nem eu seguramente somos...

Por tudo isto, acho que vale a pena remar contra a maré e voltar a visitar o tema, apesar de reconhecer que não faltam outros com muito interesse, como seja o referendo irlandês, que pode - de novo quiçá paradoxalmente - fazer avançar mais o processo europeu do que se o resultado tivesse sido o oposto (tema a que voltarei noutra ocasião).

O que me espantou nesta movimentação não é que a evolução das sociedades tenha retirado aos "trabalhadores" a capacidade bloqueadora que permite extrair cedências aos empresários e aos Governos. Isso já nós sabíamos há muito tempo: as greves são maçadas e incómodos, mas o sistema político-social vive perfeitamente com elas. É certo que certos sectores do "proletariado" (como, por exemplo, os maquinistas de caminho-de-ferro ou os pilotos de aviões) têm poder real de bloqueio, mas claramente que preferem desde sempre - elite operária ou média burguesia que são - não se confundir com os mais desfavorecidos nas respectivas áreas de actividade e são assim olhados com suspeições várias.

O que me surpreendeu, e fez pensar, foi este fenómeno dos camionistas. As sociedades modernas desenvolveram uma rede de pequenas e médias empresas em que as regras do direito laboral dominante se aplicam mal, onde muitas vezes o "patrão" foi um trabalhador que conseguiu acumular alguns recursos e possui sentido de risco, numa sociedade onde através da subcontratação (outsourcing, dizem os gestores) se criaram estruturas inorgânicas de um exército de reserva que já não é de operários, mas de empresários.

Isto acontece um pouco por todo o lado e cada vez mais (veja-se, por exemplo, as microempresas de construção civil e de instalações especiais), em parte como forma de contornar as limitações da legislação laboral que as empresas maiores não conseguem evitar, em parte pelas facilidades que as novas tecnologias oferecem às microempresas, em parte também pela elevadíssima produtividade (construída nalguns casos sobre abusos que a fragilidade negocial dos que nelas trabalham potencia) que as caracteriza e que lhes permite competir com estruturas mais fortes, em parte pela fidelidade que conseguem obter dos trabalhadores numa espécie de lógica semelhante à das guildas medievais.

Esta classe média baixa produtiva, que em tempos bons acumula riqueza, que trabalha duramente, que despreza as elites sociais e económicas, não se enquadra em nenhum dos paradigmas que herdámos da sociedade industrial. Já o sabíamos em relação aos sectores de tecnologias avançadas, de que são exemplo as empresas sem sede ou escritórios que se multiplicam nas cidades dos EUA. Agora percebemos que isso se estende cada vez mais aos sectores tradicionais da economia.

Dir-se-á que Portugal sempre foi um país de pequenas empresas. É verdade, mas por trás de uma continuidade estatística perfilam-se realidades muito diferentes. Estas fazem jacqueries e, à sua maneira, mobilizam-se ao mesmo tempo contra os sindicatos (que repugnam) e contra as grandes empresas (que desprezam). Os partidos políticos em que esta gente vota (PS e PSD, como se demonstrou quando já depois do meu artigo da passada semana se soube quem eram os cabecilhas) continuam a pensar neles como eles eram há uma ou duas décadas. Perderam o contacto com esta sua base de apoio. Sarkozy e, mais ainda, Berlusconi perceberam e neles basearam o seu projecto político que a muitos surpreendeu. Em Portugal alguém, um dia, perceberá também. E não penso que seja bom para Portugal. Deus queira, aliás, que não seja inevitável...» [Público assinantes]

Parecer:

Por José Miguel Júdice.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

DA PRÓXIMA VAI TUDO À PANCADA

«A audiência com as confederações patronais era apenas mais uma entre muitas. Acontece que na delegação ia um representante das empresas de transportes que puseram a cabeça em água ao primeiro-ministro. Os primeiros cinco minutos do encontro foram gastos a falar da Europa e do ‘não’ irlandês ao Tratado de Lisboa. O pior veio a seguir. Sócrates passou a falar de Portugal e da crise internacional. Disse que tinha reduzido o défice, consolidado as contas públicas, feito crescer a economia e até tinha conseguido aumentar o emprego. Apesar disso tudo, apareceu esta crise. Injusta para ele, Sócrates. Os combustíveis aumentam, os juros também, os produtos alimentares disparam e até a Espanha está em crise. Uma injustiça. E, no meio disto, aparecem os transportadores a fazer bloqueios selvagens que quase pararam o País. Irritado, embalado no seu discurso, Sócrates não teve papas na língua. E, num tom de voz visivelmente alterado, avisou os presentes de que não ia admitir mais bloqueios. Se fosse preciso, ia tudo à pancada.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Aposto que da próxima o PSD, com JPP à cabeça, vai opor-se à pancada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

DESCULPAS DE MAUS PAGADORES

«Os camionistas não receiam a investigação da Procuradoria-Geral de Lisboa sobre os crimes cometidos durante o bloqueio da última semana. Os representantes dos motoristas pedem apenas aos procuradores que, no apuramento de todas as responsabilidades, tenham em conta quem se juntou à manifestação para fazer simples agitação.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Agora que podem ficar a contas com a justiça descobriram que haviam agitadores.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos responsáveis porque em vez de denunciar os tais agitadores deixaram-nos actuar.»

MANUELA FERREIRA LEITE JÁ ESTÁ A PERDER COM O "NEGÓCIO"

«Nas últimas semanas Ferreira Leite já tinha renunciado ao cargo de Conselheira de Estado a convite do Presidente da República, sendo que na passada segunda-feira a agora líder do PSD já tinha abandonado o comentário de actualidade política no programa 'Falar Claro' da Rádio Renascença. » [Diário Económico]

Parecer:

Registe-se o facto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o gesto da líder do PSD.»

PROFESSORES DE MATEMÁTICA CRITICA EXAME

«A Associação de Professores de Matemática (APM) considerou hoje que o exame nacional de 9.º ano da disciplina foi o "mais fácil" desde que a prova se realiza, sublinhando que algumas questões poderiam ser respondidas por alunos do 2º ciclo. Também a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) criticou o reduzido grau de dificuldade do exame, sublinhando que "a nivelação por baixo" poderá ter custos futuros "muito graves".» [Público]

Parecer:

O mais engraçado destas críticas é que esquecem os autores do exame, os próprios professores de matemática.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à associação se acha que foi a ministra que elaborou a prova.»

SELECÇÃO RECEBIDA COM MÚSICA PIMBA

«Triste, João Pedro chegou uns bons minutos antes do avião Fernando Pessoa, que trouxe os "Viriatos" de regresso. João veio com a velha Renault Traffic, pintada com as cores nacionais e com duas potentes colunas de som no tejadilho, a debitar a banda sonora escolhida para o momento: José Malhoa, Vai ter que rezar.» [Público]

Parecer:

Uma boa escolha musical.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se, tudo isto foi um espectáculo pimba.»

TÍTULO 38

  1. O "Pensamentos" dá destaque à Feira do Relógio de Neuchatell.
  2. O "Cu-Cu" gostou da fotografia de Oksana Muzyka.
  3. O "Agora Blogo Eu" também se riu com as propostas do PCP.

YELLOWSTONE

ILONA PULKSTENE

WE LOVE OUR DAUGHTER AND HER WIFE

sexta-feira, junho 20, 2008

Encerrou a Feira do Relógio de Neuchatell


Como era de esperar os portugueses não levaram só bacalhau e garrafões de tinto para Neuchatell, instalaram por lá a muito lisboeta Feira do Relógio. Inspirados na indústria relojoeira local, decidiram transformar o relvado de treinos no acampamento de venda de jogadores e o hotel num centro de negócios. Por lá passaram empresários, um embaixador do Real Madrid, mais parecendo que os treinos serviram para aliviar a tensão provocada por tanta negociata.

Chegou-se ao ponto de um treinador já contratado pelo Chelsea aconselhar em público o seu melhor jogador a não perder a oportunidade oferecida pelo Real Madrid, isto é, a abandonar o maior rival do seu futuro clube na liga inglesa. Figo até foi lá, não se sabe bem se na qualidade de "embaixador" da selecção ou do Real Madrid a aconselhar Ronaldo a mudar de clube.

Mais do que pelo futebol a equipa portuguesa foi notícia pelos negócios que estariam ou poderiam ser feitos na Feira do Relógio. Os jornalistas iam às conferências de imprensa para saber dos negócios, mais do que saber da bola queriam saber se Ronaldo preferia peixe com batatas fritas ou paella. Até se aproveitou o jogo com a Suíça para dar a oportunidade a todos os jogadores de passarem pela montra, aliás, os jogadores nem escondiam o desejo de exibir os seus dotes perante os potenciais compradores.

Pelo meio parece que os jogos e os treinos serviram para o Chelsea observar os jogadores portugueses. Encerrados os negócios, fechou a Feira do Relógio de Neuchatell, agora que já sabemos o resultado da presença de Portugal no Euro 2008 vamos aguardar pelos verdadeiros resultados desta feira, os negócios com os jogadores e os treinadores. Limito-me a apostar que Scolari não leva para o Chelsea os seus jogadores preferidos, como Postiga ou Ricardo.

Umas no cravo e outras tanta na ferradura

FOTO JUMENTO

Baixa de Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Karim Kadim/Associated Press]

«A man kissed the body of his two-year-old son, Akeel Faisal Ghazi, who was killed in the minibus bombing the Huriya district. The attack was the deadliest blast in the capital in more than three months. The hospital issued gloves to the people who were handling the bodies and remains of the victims.» [The New York Times]

JUMENTO DO DIA

Marcelo passou dos factos políticos às realidades políticas

Marcelo Rebelo de Sousa que no passado ficou conhecido por criar factos políticos deu um grande salto evolutivo, agora dedica-se a criar realidades políticas. A mais de um ano das eleições legislativas o criativo do PSD já especula soluções governamentais perante resultados indiscutíveis. Terá Marcelo mais sorte a criar realidades políticos do que a que teve a criar factos? Duvido, da mesma forma que o próprio Marcelo deve duvidar, se assim não fosse ter-se-ia candidato a liderar o PSD em vez de passar o frete a Manuela Ferreira Leite.

NO AVANTE DESTA SEMANA

Como não podia deixar de ser, para o PCP foram as classes trabalhadoras da Irlanda, para o que muito terá contribuído a carta de Jerónimo de Sousa ao PC local, que derrotaram o Tratado. O Avante até descobriu que os círculos onde venceu o sim vivem os mais ricos, enfim, uma explicação científica, ridícula mas na melhor linha do socialismo científico:

«Pelo contrário, os poucos círculos onde o SIM venceu situam-se nas zonas urbanas das classes abastadas e em algumas regiões agrícolas mais prósperas do Sul. » [Avante]

PORTUGAL 2 - 3 ALEMANHA

Scolari ficou com mais tempo para preparar a próxima época do Chelsea.

MARCELO JÁ FALA EM BLOCO CENTRAL

«O cenário do regresso do Bloco Central no período pós-legislativas de 2009 está ao rubro. Marcelo Rebelo de Sousa, durante um almoço com empresários católicos, afirmou ontem que "começa a perceber-se que das eleições possa sair um arranjo qualquer". O antigo presidente do PSD, citado pela Lusa, disse ainda que Manuela Ferreira Leite admitia "que a situação do País poderia impor acordos de regime" entre sociais-democratas e socialistas.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Este Marcelo tem a tendência para confundir a realidade com as suas construções.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se Marcelo que ainda falta mais de um ano para as eleições.»

CAMIONISTAS PODERÃO IR A TRIBUNAL

«A Procuradoria Distrital de Lisboa levantou um inquérito para apurar todos os crimes relacionados com o bloqueio dos camionistas. Segundo informações recolhidas pelo DN, podem estar em causa cinco crimes, o mais grave dos quais com uma pena até cinco anos de prisão, sem contar com o caso da morte de um motorista, que merece uma investigação à parte. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Crimes que o justifiquem não faltam.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

PROFESSORES DE PORTUGUÊS CRITICAM PROVA

«A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, criticou a Associação de Professores de Português (APP), que apontou várias falhas aos exames de Português do 12.º ano, feitos terça-feira por 60 mil alunos. A APP, que ontem voltou a não receber do ministério os critérios de correcção das provas, neste caso de Português do 9.º ano, mantém "tudo" o que disse.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Suponho que não foi a ministra a elaborar a prova, isto é, terão sido professores de português a produzi-la e verificá-la, pelo que a crítica da associação dos professores devem ser dirigidas aos próprios professores da sua associação, por enquanto a elaboração de provas nada tem de governamental.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à associação que dirija a crítica aos professores responsáveis.»

A ANEDOTA DO DIA

«Pedro Santana Lopes considerou-se hoje um "representante de diferença interna" no PSD e disse estar disponível para ajudar no que puder a nova presidente do partido, mas indisponível para assumir cargos.» [Público]

Parecer:

Será que Manuela Ferreira Leite o convidou?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»

MINISTRO NEPALÊS PRENDE SUBALTERNO NA CASA DE BANHO

«Cerca de 4 mil funcionários públicos de uma região no Nepal entraram em greve depois que um ministro prendeu uma autoridade local no banheiro.

Dandu Raj Ghimire, responsável pelo Desenvolvimento Local no distrito de Lalitpur, no vale de Katmandu, ficou uma hora e meia trancado no banheiro na terça-feira, por idéia do ministro da Conservação das Florestas e do Solo, Matrika Yadav, do Partido Maoista. » [BBC Brasil]

MAIS DE 1000 TIBETANOS ESTÃO DESAPARECIDOS

«Mais de mil tibetanos detidos durante os protestos pró-independência, que ocorreram em março, na China, continuam desaparecidos, aponta um relatório divulgado nesta semana pela Anistia Internacional.

O documento afirma que há denúncias de casos de abuso nas prisões e que, enquanto detidos, os tibetanos teriam apanhado e ficado sem comer. » [BBC Brasil]

TELEVISÃO DA SUÍÇA PASSA HINO ALEMÃO COM LETRA DO TERCEIRO REICH

«El pasado lunes 16, la cadena de televisión suiza SRG emitió, durante el partido de fútbol entre Alemania y Austria, el himno alemán con unos subtítulos que incluían la letra utilizada en el Tercer Reich.

Tras este grave incidente, el medio de comunicación ha tenido que pedir disculpas. "Fue un error imperdonable", admitieron los responsables de la cadena al presentar sus excusas públicas en un comunicado. » [20 Minutos]

ESPANHÓIS E PORTUGUESES SÃO OS QUE MAIS GASTAM A COMER FORA DE CASA

«¿Crisis, quién dijo crisis? A pesar de los malos datos económicos, las familias españolas son las que más gastan de la UE, sólo por detrás de las portuguesas, en cafés y restaurantes, pero están a la cola en gasto en bebidas alcohólicas, según los datos facilitados hoy por Eurostat, la oficina estadística de la Unión Europea.

En España, los hogares dedican el 8,4% de su presupuesto a comer fuera de casa, por debajo del 9,6% que invierten los portugueses, pero muy por encima del 3,9% de media en los Veintisiete. » [20 Minutos]

DIFERENÇAS DOS SALÁRIOS DE DIRECTORES E DE TRABALHADORES NOS ÚLTIMOS 60 ANOS

[The New York Times]

MAIS DE 50.000 EMPRESAS FICAM COM OS IMPOSTOS

«Cerca de 50 mil empresas não entregaram ao Estado as retenções de IRS dos seus trabalhadores ou apropriaram-se do IVA. O Fisco já escreveu para estes contribuintes alertando-os para o facto de enfrentarem um inquérito criminal se não regularizarem a situação.» [Correio da Manhã]

Parecer:

É mais barato que pagar juros à banca.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Recupere-se o dinheiro mesmo que os faltosos vem a ser apoiados pelo Provedor de Justiça ou por Paulo Portas.»

FISCO DESCONHECE RECEITAS GERADAS POR QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO

«Os responsáveis do Ministério das Finanças declararam ser impossível determinar a receita fiscal cobrada por recurso à quebra do sigilo bancário, desconhecendo-se assim a eficácia desse instrumento de combate à fraude e evasão fiscais. Apenas é possível conhecer as correcções à matéria tributável e ao imposto feitas pelas inspecções. Mas nem esses números são habitualmente divulgados.

A declaração vem num ofício enviado ao Parlamento em resposta ao deputado comunista Honório Novo, que pretendia saber a receita final obtida por uso da quebra do sigilo bancário. "As correcções à matéria tributável e ao imposto são quantificadas em bloco, por contribuinte e por exercício, e não em função da motivação que dê origem a cada tipo de correcção", refere-se no ofício, "pelo que se torna impossível fazer uma correlação directa do acréscimo de receita fiscal com origem no recurso à derrogação do sigilo bancário".» [Público assinantes]

Parecer:

É evidente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o deputado Honório que as bases de dados do fisco não têm vocação policial.»

SANTANA LOPES JÁ NÃO QUER A MEDALHA?

«Para ver se todos entendem: a questão das medalhas não interessa mais do que eu disse: para se ver como as coisas funcionam. Como calculam, se falei do assunto depois de o Diario de Notícias ter falado, foi sabendo o que ia ouvir. Se desse importância, pessoal, agora ou para o futuro, não falaria no tema. Nunca falei nas que não tenho nem sequer nas que, porventura, tenha de outros Estados. Há anos que considero a situação lamentável e sabem - no várias pessoas. Assisti a essas condecorações em 2005 e nada disse. Tenho a certeza de que mesmo vários dos que me criticam, sendo pessoas inteligentes, sabem que tenho razão. Nada tem a ver com Luís Marques Mendes que é uma pessoa com valor e que tem direito a isso e a mais ainda. E estou a falar sem ironia.

E, já agora, este blogue é o meu espaço de liberdade. É e continuará a ser. O que não me dá o dever de não insultar ninguém mas que me concede o direito ( e também o dever) de não publicar insultos a ninguém. »

AMMY WINEHOUSE: ATÉ ONDE A LEVAM AS DROGAS [Link]

OKSANA MUZYKA

PROCISSÃO

GIBSNISCH