sábado, novembro 22, 2008

O governo sombra de Manuela Ferreira Leite


A um ano das eleições Manuela Ferreira Leite já organizou o seu governo sombra. Aqui ficam alguns nomes que fazem parte deste governo sombra:

Ministro da comunicação: Pacheco Pereira

Caberá a Pacheco Pereira antecipar quando Manuela Ferreira Leite vai quebrar o silêncio, informando antecipadamente o que a líder vai dizer. Assim, quem quiser saber o que a líder do PSD vai dizer no dia seguinte pode ler o abrupto, a coluna de opinião no Público ou assistir à Quadratura do Círculo.

Ministro da interpretação: Miguel Relvas

Os que não tiveram a oportunidade de ouvir ou ler Pacheco Pereira num dos seus órgãos oficiais ou oficiosos e ficou impossibilitado de interpretar as palavras da líder do PSD ainda poderá descortinar o que pretendia dizer Manuela Ferreira Leite, um ou dois dias depois, senão mesmo no próprio dia, Miguel Relvas virá a público esclarecer o que a líder pretendeu dizer, o que foi mal interpretado, o que ficou por dizer mas foi dito de forma implícita ou o que deveríamos ter ouvido ainda que ela não o tenha dito.

Ministro da economia: António Borges

Enquanto não encontrar melhor emprego do que fazer o sacrifício de ouvir Manuela Ferreira Leite caberá a António Borges o papel de aparecer de vez em quando para relembrar aos portugueses a desgraças da sua economia. Sempre que os portugueses começarem a recuperar da depressão colectiva António Borges encarregar-se-á de nos recordar o défice estrutural da balança comercial, o endividamento externo, a baixa produtividade e outros podres eternos da economia.

Ministro sem pasta: Santana Lopes

Caberá a Santana Lopes estabelecer a falsa agenda política de Manuela Ferreira Leite, assim, quando a líder do PSD não tiver assunto para quebrar o silêncio aproveitará as intervenções de Santana Lopes para reafirmar a sua autoridade, assegurando que é ela que define a agenda política do PSD.

Ministro das públicas: por designar

O ministro das obras públicas terá a atribuição de informar os portugueses de quais as obras que não deverão ser construídas o seu titular só será designado quando Manuela Ferreira Leite começar a equacionar a hipótese de lançar obras públicas. A sua função será explicar as razões que levaram a líder mudar de ideias acerca do assunto e suspender as obras públicas entretanto anunciadas.

Ministro da Reinserção Social: Oliveira e Costa

Depois de ter informado que o dinheiro das obras públicas vi para os pobres Manuela Ferreira Leite optou por escolher Oliveira e Costa, um velho companheiro da procissão cavaquista, para gerir os dinheiros. É o único ministro do governo sombra que teve direito a residência oficial, convencido que a melhor forma de estar em contacto com a miséria foi conviver com o pessoal das prisões, optou por montar o seu escritório no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Ao mesmo tempo que entra em contacto coma realidade, vai organizando a sua equipa de recolha de fundos para as próximas legislativas.

Ministro das Finanças: Dias Loureiro

Com Dias Loureiro as finanças do país estão sempre a salvo de qualquer desgraça, ainda antes de qualquer crise o faro do antigo modesto advogado de Coimbra permitirá salvar o dinheiro de buracos inesperados que só ele consegue pressentir.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO


Girafa do Jardim Zoológico de Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Ramon Espinosa-AP]

«Venecia Lonis, 4, suffering from malnutrition, is held before being weighed at the Doctors Without Borders hospital in Port-au-Prince, Haiti. At least 26 children have died of conditions exacerbated by malnutrition recently. » [Washington Post]

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

Depois de se ter batido para que fossem suspensas as obras públicas Manuela Ferreira Leite prevê dificuldades em obter financiamentos junto das empresas que tradicionalmente são mais generosas por ocasião das campanhas eleitorais. Antecipando as dificuldades Manuela Ferreira Leite está procurando alternativas e a sorte bateu-lhe à porta, inspirados nas frase inigmáticas proferidas pela líder do PSD,que só Miguel Relva, líder parlamentar, consegue interpretar, a Ferrero Rocher vai produzir um anúncio publicitário para o mercado português. Neste vídeo Manuela Ferreira Leite faz de senhora e Miguel Relvas desempenha o papel de Ambrósio.

JUMENTO DO DIA

Oliveira e Costa, arguido

Conheci Oliveira e Costa há vinte anos, era um jovem técnico ele era secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, acompanhei-o a uma reunião no ministério da Agricultura onde ia ser decidida a eliminação do que restava do período de transição da Agricultura, uma medida desastrosa adoptada por Cavaco Silva para inverter uma tendência para a alta dos preços dos produtos alimentares. Durante o percurso a conversa foi escassa, quase se limitou a fazer um comentário sobre o serviço onde eu trabalhava, "a DG** está uma merda não está?".

Nunca tive a mais pequena consideração por esta personagem, um dos anónimos falhados que chegaram ao poder pela mão de Cavaco Silva e de lá saíram como banqueiros ou empresários de sucesso. A sua constituição como arguido não me surpreende, o que me surpreende foi nunca o ter sido antes depois das perseguições e dos perdões fiscais.

O procurador-geral de então foi promovido por Cavaco Silva com um lugar no Tribunal de Justiça Europeu.

A MINISTRA, OS SINDICATOS E A AVALIAÇÃO

Deve ser a terceira vez que repito a anedota neste espaço, mas não resisto a fazê-lo a propósito das posições assumidas pelos sindicatos dos professores em relação à avaliação. Aqui vai.

O compadre que estava no quarto do bordel com duas meninas foi surpreendido por uma rusga, questionadas pela polícia uma das meninas justificou-se dizendo que era manicura, a outra explicou que era cabeleireira. Fou quando o nosso compadre exclamou que "querem ver que a prostituta sou eu?".

No outro dia ouvi o líder da FENPROF assegurar que nem lhe passa pela cabeça que não haja avaliação, hoje ouço o líder da UGT assegurar que os sindicatos sempre foram a favor da avaliação. Perante tanto sindicalista a defender a avaliação começo a pensar que é a ministra da Educação que está contra a avaliação.

Enfim, não há limites para a hipocrisia e para a falta de honestidade intelectual.

MAIS UM FALHANÇO DA CGTP/PCP

A manifestação de ontem não foi uma manifestação, foi um ajuntamento de militantes do PCP. A vontade de transformar tudo em conquista de votos para o PCP leva Carvalho da Silva a descredibilizar o sindicalismo.

GOSTAR DOS MIÚDOS

«A manifestação, é incontroverso, foi um êxito. 120 mil pessoas na rua é uma grande manifestação. Não disse o resto. Não disse que quando no dia 8 de Novembro passei na Avenida da Liberdade e ouvi as palavras de ordem pensei nela. Do que acharia de "categoria só há uma, a de professor e mais nenhuma", e de "aposentação antes do caixão". Pensei se ela, Maria do Rosário Gama, presidente do Conselho Executivo da Escola Infanta D. Maria, de Coimbra, a tal que nos célebres rankings (que desvaloriza) é a primeira das públicas, gritaria aquilo com os outros. Ela que me disse que se tinha dessindicalizado por achar que os sindicatos do sector "só falavam de salários" e me certificou ter durante anos repetido "vamos pagar caro o laxismo e a degradação da imagem do professor". Ela que reconhece ser mais tempo de permanência obrigatório na escola "uma boa medida - havia quem desse 12 horas por semana e fosse para casa" -, que há professores melhores que outros e que "é preciso gostar dos miúdos". » [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Fernanda Câncio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O DISLATE, O TALENTO E A SOBERBA

«Se os deprimentes silêncios da dr.ª Manuela Ferreira Leite têm suscitado comoventes apreensões, os seus improvisos causam o regalo da oposição e a volúpia da sociedade jornalística. Aquela de interromper a democracia, durante seis meses, promover o doce regresso da ditadura, que colocaria ordem nas coisas e paz nas ruas, retomando-se, depois, a balbúrdia, é de cabo de esquadra.

Alguém tem de dizer à senhora que deixe de escutar os conselhos de Pacheco Pereira, cuja influência ou é nefasta ou é hilariante.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Por Baptista Bastos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

GAFFES

«Se a dr.ª Manuela Ferreira Leite estava, ou não, a tentar ser irónica não interessa nada ou muito pouco. A ideia de uma ditadura provisória para resolver, fácil e expeditivamente, problemas que não se conseguem resolver de outra maneira não é uma ideia nova. Vem da velha Monarquia Constitucional. Quando um governo ficava imobilizado pelo excesso de virulência da oposição (no parlamento, na imprensa ou na rua), o rei mandava os deputados para casa - sem tocar, em princípio, na liberdade de imprensa ou de reunião - e o governo fazia em sossego o seu serviço, suspendendo um jornal aqui e ali ou proibindo as manifestações que lhe pareciam mais perigosas. No fim voltava tudo ao mesmo. O rei convocava o parlamento (em geral fabricado para a ocasião) e o parlamento passava, à inglesa, um "bill de indemnidade" ao governo. Este exercício era conhecido pelo nome de "ditadura administrativa" e deu uma grande contribuição para a queda da Monarquia.

As gaffes da dr.ª Manuela Ferreira Leite (com ou sem "ironia") revelam uma tendência especial para a "ditadura administrativa". Educada politicamente no espírito autoritário do "cavaquismo", e boa discípula do mestre, sofre com irritação os vexames da democracia. Os jornais não publicam o que ela quer, os professores resistem à ministra e até a lei "transforma o polícia em palhaço": Portugal inteiro parece incontrolável. Pensando não só em Sócrates, Manuela Ferreira Leite começou a ver as dificuldades de reformar o país com as restrições que existem. Como, de facto, reformar a justiça sem os juízes? Como reformar a saúde sem os médicos? No fundo do seu coração, Manuela Ferreira Leite não sabe. Sabe apenas que não há reformas sem eles, nem com eles.

A "ironia" não foi uma ironia. Foi um desabafo: se a deixassem a ela e às pessoas como ela (com inteligência, visão e capacidade) mandar a sério, bastavam seis meses para pôr as coisas "na ordem". Mas daí a pedir, ou a sugerir, uma ditadura vai um abismo. Infelizmente, é com declarações destas que se chega pouco a pouco ao descrédito da democracia. A imagem da democracia como um reino de interesses particulares, que impedem o progresso e anulam a razão, embora antiga, não perdeu ainda a sua eficácia. E, com os desastres que se preparam, não precisa de ajuda para dissolver os restos de respeito pelo regime.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Vasco Pulido Valente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A GENERALA NO SEU LABIRINTO

«Na passada semana critiquei alguns aspectos do formato burocrático das avaliações dos professores e da estratégia de comunicação do Governo em relação a isso. Parecia-me que a intenção era adiar as reformas, tentando assim comprar paz (como se a paz fosse uma commodity que resultasse de um negócio...).

Felizmente que estava, pelo menos parcialmente, enganado. Não, o Governo não vai adiar nem desistir das avaliações. Sim, o Governo percebeu que o Ministério da Educação só por acaso é que prepararia algo prático e eficaz e vai simplificar e agilizar o modelo para o tornar mais adequado à realidade. Sim, a estratégia de comunicação do Governo melhorou.

Ainda bem para o sistema educativo e para o processo reformista. Adoro, neste tipo de situações, não ter razão. E até admito - quiçá sem modéstia - que críticas como as minhas (e de outros poucos que defendem as avaliações) tenham contribuído para o que parece evidente ter sido uma entrada em jogo do primeiro-ministro, com os efeitos de que adiante se falará.

Não podemos ter ilusões. Se eu tivesse ou viesse a ter razão no que escrevi há uma semana, o sinal estava dado: reformas na educação pública não se fariam mais e as já feitas iriam regredir pela pressão dos sindicatos e dos professores. E avaliações de docentes nunca mais seriam viáveis: alguém imagina um governo de direita a conseguir dos professores o que um governo de esquerda deixasse de tentar, com isso reconhecendo a inevitabilidade de permitir que o ensino público se continue a degradar por comparação com o privado?

A situação parece clara. Os sindicatos - fortes da sua convicção de que podem paralisar o sistema, numa lógica soreliana que me não surpreende, mas deveria preocupar os comunistas - radicalizam as posições e assumem uma postura onde não haverá armistício possível. José Sócrates - por convicção, teimosia, sentido de Estado e visão estratégica, em doses que cada leitor decidirá conforme lhe parecer melhor - vai transformar o combate pela educação pública e pela accountability dos professores numa peça central da sua estratégia política para 2009.

A situação é também evidente. Os sindicatos - ao radicalizarem após a entrada em cena do primeiro-ministro - querem derrubar o Governo (porque Sócrates queimou os barcos e recuar já não é viável) ou que as eleições decorram pela confrontação entre o Governo e a sua esquerda tendo a avaliação como factor determinante. Isso é bom para as ambições de Mário Nogueira, bom para o poder sindical (pois os exemplos copiam-se e a estratégia seria repetida um pouco por todo o lado) e bom para o PCP.

Mas Sócrates sabe isso e também tem tudo a ganhar com esta contraposição. Sobretudo porque as cedências que agora irá fazer servem para mostrar à opinião pública e ao PS que não é intransigente, ao contrário do outro lado. Para todos nós vai ficar mais evidente que os professores não querem ser avaliados e que os sindicatos lutam pelo privilégio que ganharam em 30 anos: na prática o direito a dirigir nos bastidores a política educativa através dos sucessivos governos.

Os reflexos nas famílias e nos cidadãos vão virar-se contra os sindicatos e os professores que insistirem em os apoiar, se o Governo for capaz de aguentar a pressão, as greves, a recusa de dar notas aos alunos, até o caos em muitas escolas. E o veredicto popular se encarregará de reforçar a legitimidade para continuar o programa de reformas sem o qual a escola pública nunca poderá ser o essencial e nuclear sistema de criação de igualdade de oportunidades.

Neste contexto, o PSD e a sua líder agiram com uma falta de sentido de Estado e com uma ingenuidade e impreparação que bradam aos céus. Manuela Ferreira Leite, para o bem e para o mal, foi ministra da Educação. Exigir-se-ia que nestas matérias tivesse opiniões consolidadas e propostas preparadas. Para um partido com ambição de governo, e a um ano de eleições, não basta colar-se aos sindicatos e exigir a suspensão do processo de avaliação. Para isso há o PCP e o BE. O mínimo que se deve exigir é que, em simultâneo com a proposta de suspensão, tivesse apresentado um modelo alternativo de avaliação. E o razoável é que o tivesse apresentado há muito tempo, visto que a questão dura há muitos meses.

Nada disso aconteceu. O resultado é perda de credibilidade, perda de autonomia estratégica em relação ao PCP e ao BE (o que não é pouco...) e improbabilidade de o PSD se apresentar a eleições com um credível programa que não possa soar a deslocado, atrasado e inviável, por causa da própria atitude do partido em questão.

O problema que isto revela, como venho aliás dizendo há muito tempo, é a dificuldade do PSD agir como um partido reformista. O lapsus linguae de Ferreira Leite só por isso tem importância. É disparate dizer que ela quer suspender a democracia: é disparate dizer que estava a fazer ironia. O que exprime a sua frase é a terrível constatação do óbvio ululante. O PSD não consegue deixar de dizer que quer fazer reformas e não consegue deixar de pensar que as não conseguirá fazer. Vendo o Governo numa linha reformista, deveria limitar-se a pedir mais e melhores reformas, em vez de agir de modo a inviabilizá-las. Este tipo de dilema interior é insustentável de forma permanente. Tem de se libertar a tensão. Perante este tipo de contradição psicológica profunda entre o dito e o indizível, as palavras vingam-se e surgem os lapsus linguae ou calami.

Assim, perdida no seu próprio labirinto, invadida e paralisada por contradições, fazendo lapsus atrás de lapsus, Manuela Ferreira Leite em nada contribuirá para o que sei que quer: melhorar e tornar mais justo o nosso país. E é pena. Por ela, pelo PSD e acima de tudo pelo país que precisava de uma oposição pela direita e não de uma direita a fingir opor-se pela esquerda.» [Público assinantes]

Parecer:

Por José Miguel Júdice.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

UMA FORMA ENVIESADA DE VER A JUSTIÇA

«Eu sou das pessoas que não se escandaliza com isso porque eu quero acreditar que em Portugal se vive um Estado de Direito. Se um magistrado judicial declarou que o dr. Paulo Pedroso não era pronunciado, quando as mesmas vítimas o relatavam na casa de Elvas com os outros nos mesmos dias às mesmas horas, se o magistrado judicial teve dúvidas e disse in dubio pro reu, então eu acho que o Estado de Direito que mantém qualquer cidadão preso e depois vem a declarar através dos órgãos próprios para o efeito que ele não era culpado, terá que manter a face e assumir as consequências de dizer que esse cidadão não era culpado.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Há duas justiças, a dos tribunais e a da Dra. Catalina Pestana.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

CATROGA TAMBÉM NÃO AMEAÇOU MENEZES

«O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga assegurou ontem que nunca fez "críticas ameaçadoras" a Luís Filipe Menezes quando este propôs um inquérito parlamentar à supervisão bancária, mas mostrou o seu "desagrado" com a decisão numa carta dirigida ao então líder do PSD, na qual anunciou a suspensão da sua colaboração com o partido.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Ninguém foi.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se a Menezes quye diga quem foi.»

OLIVEIRA E COSTA CONSTITUÍDO ARGUIDO

«Foi perto das 21.00 de ontem que José Oliveira e Costa, ex-presidente do BPN, entrou, como arguido, para a garagem do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC). Ficando para a História como o primeiro banqueiro de topo em Portugal suspeito de cometer crimes no exercício de funções: burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais são, segundo apurou o DN, as suspeitas que incidem sobre o antigo homem forte do BPN.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Uma medida com mais de 20 anos de atraso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelas investigações.»

E FICA EM PRISÃO PREVENTIVA

«O antigo banqueiro José Oliveira e Costa ficou em prisão preventiva, por decisão do juiz de instrução. O ex-administrador do BPN, que esteve a ser interrogado no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, desde as 10 horas desta manhã, é suspeito de burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, entre outros crimes.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Agora sim que a prisão começou a ser mal frequentada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Avise-se os restantes prisioneiros para que guardem bem os ben pessoais.»

LADRÃO QUE ROUBA A LADRÃO...

«Após roubar um carro e sequestrar o seu proprietário, um jovem de 16 anos com um longo passado criminal acabou por ficar sem o veículo da mesma forma como se apoderou dele: foi roubado. Ao que o DN apurou, o rapaz que, inicialmente vestiu a pele de ladrão, terá logo depois sido vítima de um grupo de jovens que lhe tinha acabado de vender droga.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Até entre os criminosos há vítimas de roubo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a gargalhada do costume.»

ADEUS ZÉ

«O Bloco de Esquerda prepara-se para retirar o apoio a Sá Fernandes, depois de o vereador independente que fez eleger para a Câmara de Lisboa ter aceite ficar com vários pelouros que até aqui pertenciam ao vice--presidente da autarquia, o socialista Marcos Perestrello.

A decisão será discutida na próxima terça-feira, numa assembleia geral de militantes do concelho de Lisboa. Na base da discórdia está a transferência dos pelouros da iluminação, lixo e espaços públicos para Sá Fernandes, até aqui apenas responsável pelos espaços verdes e pelos cemitérios. Na prática, significa também que o vereador eleito pelo BE será coadjuvado pelos assessores do PS das respectivas áreas, o que incomoda muito os dirigentes bloquistas. Questionado sobre se Sá Fernandes discutiu com o partido o alargamento das suas competências na autarquia, o coordenador autárquico do BE, Pedro Soares, dá uma resposta inequívoca: "Há já muito tempo que ele não discute nada com ninguém".» [Público assinantes]

Parecer:

Está-se mesmo a ver como se vai candidatar o Zé nas próximas eleições autárquicas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que vai ser candidato independente pelo PS.»

LADRÃO QUERIA QUEIXAR-SE PORQUE O BANCO NÃO TINHA DINHEIRO

«Un ladrón amenazó con elevar una queja oficial después de entrar a robar en un banco en el municipio de Springettsbury (Pensilvania, EE UU) y observar que las cajas de la entidad carecían de dinero en efectivo.

El portavoz de la Policía comentó que Joseph Goetz, de 48 años, intentó robar una oficina del banco Susquehanna a primera hora de la mañana, con tan mala suerte, que cuando exigió a las cajaras que le entregaran todo el dinero, ellas respondieron que tenían los cajones vacíos.» [20 Minutos]

ALEXEI KRIVTSOV

NOKIA

sexta-feira, novembro 21, 2008

A ditadura é mais eficaz do que a democracia?


A ideia de que a ditadura é mais eficaz do que a democracia não é nova em Portugal, nem à direita, nem à esquerda. A nossa direita é herdeira de uma ditadura que sempre se justificou afirmando que “a política é para os políticos”, a confusão política gerada pela democracia seria um obstáculo ao desenvolvimento. Na esquerda não faltam os que, de uma forma mais ou menos clara, defendem a ditadura do proletariado como o modelo político capaz de gerar progresso e justiça social. A ditadura tinha os seus planos de fomento, da mesma forma que a URSS tinha os planos quinquenais, os objectivos económicos pressupunham uma decisão à margem de qualquer decisão democrática. Se antes do 25 de Abril a propaganda do regime não se cansava de exibir o seu sucesso, depois do 25 de Abril todos tivemos a oportunidade de ver em revistas como a “Vida Soviética” ou a “Sputnik”, as realizações económicas, tecnológicas e sociais conseguidas graças à ditadura do proletariado.

Manuela Ferreira Leite poderá ter sido irónica ao propor a suspensão da democracia durante uns tempos, mas quando afirmou sem qualquer ironia que não acreditava em reformas em democracia estava a dizer que para ela a democracia é menos eficaz do que a ditadura. Não me surpreendeu, Manuela Ferreira Leite faz parte de um grupo de economistas que sempre se identificaram, em maior ou menor grau, com a corrente dos monetaristas de Milton Friedman, os chamados Chicago’s boys. Ora, um dos grandes “sucessos” económicos dos Chigago Boys foi precisamente a ditadura de Augusto Pinochet, as reformas então empreendidas graças a uma das mais ferozes ditaduras foi para uma boa parte da direita mundial o argumento para a condescendência com que viam a ditadura chilena. Coincidência, ou talvez não, as declarações foram proferidas na Câmara de Comércio Luso-Americana, o que significa que para além de ser descuidada, Manuela Ferreira Leite não deu pela mudança que está a ocorrer na América.

A verdade é que muitos “democratas” que não calaram a sua indignação partilham da mesma falta de convicção nas virtudes na democracia que Manuela Ferreira Leite manifestou ao afirmar que não acreditava na possibilidade de implementar reformas em democracia, ainda que goste de recordar as reformas empreendidas durante os governos de Cavaco Silva. Em Portugal há três tipos de democratas, os que acreditam na democracia, os que preferem a democracia com receio de uma ditadura de sentido inverso à que desejam e os que consideram a democracia o regime que cria melhores condições com a sua estratégia de alcançar uma ditaudra.

Passada a onda de choque provocada pelas declarações de Manuela Ferreira Leite, onde se misturou a ironia mal expressa e a falta de confiança na democracia, subsiste a questão de fundo que foi suscitada, saber se a democracia é capaz gerar mais desenvolvimento do que a ditadura. Compreende-se que o debate tenha morrido cedo, muitos dos que se indignaram com as declarações de Manuela Ferreira Leite não só partilham da sua descrença nas virtudes da democracia, como não precisam de qualquer ironia para serem defensores da ditadura a título definitivo.

Não faltam por cá os que elegem Salazar como a personalidade do século XX português, ou os que encontram motivos de admiração no regime da Coreia do Norte.

Em todos os momentos de crise nacional sempre houve quem duvidasse da democracia e acenasse com as falsas virtudes da ditadura. E se o regime político resvalasse para uma ditadura veríamos como não faltariam aderentes, nem sequer faltariam os defensores de Pinochet que adeririam a uma ditadura do proletariado, nem os que sonham com o comunismo que adeririam a uma ditadura da direita. É a ditadura que unem os que duvidam da democracia.

Basta ver como uma boa parte dos nossos políticos são dados a soluções do tipo caudilhista para o perceber.

Umas no cravo e outras na ferradura -

FOTO JUMENTO

Vida de cão, Rua Augusta, Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Ariel Schalit / AP]

«Mofletes. Un aficionado de Costa de Marfil en el partido contra la selección israelí en Tel Aviv.» [20 Minutos]

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

O PSD vai mudar de designação, se Menezes tentou mudar as cores Manuela Ferreira Leite vai mudar o significado da sigla:

JUMENTO DO DIA

Carvalho da Silva, líder da CGTP

Há pouco tempo soube-se das cobranças quase mafiosas que os sindicatos da CGTP fazem aos trabalhadores despedidos que não são sindicalizados (18 meses de quotas e 10% das indemnizações?), agora soubemos dos 81 sindicalistas dos CTT com tolerância de ponto. A falta de transparência dos métodos são um duro golpe na credibilidade da central sindical liderada por Carvalho da Silva

NO AVANTE DESTA SEMANA

Todas as semanas delicio-me a ler o Avante, é como se tivesse entrado num parque temático do pensamento democrático dos tempos da URSS ou da elogiada Coreia do Norte. Aqui manipula-se a opinião sem qualquer pudor, mas melhor do que isso, diz-se o que habitualmente não se diz em público.

O PCP tem dois novos heróis, pintaram a parede de um viaduto em Viseu, foram condenados num tribunal com base numa lei que nem é desconhecida, tiveram direito a defesa e televisão, mas são dois heróis da defesa da liberdade de expressão. Como era de esperar o grande perseguidor destes heróis é o José Sócrates, quem mais poderia ser?

«Esta não é uma situação única. À luta contra a política de direita, o Governo responde com repressão criminal. Por todo o País, dezenas de militantes comunistas estão a ser alvo de processos-crime, todos relativos ao exercício de direitos fundamentais, nomeadamente de expressão e direito de manifestação.» [Avante]

Sabe-se lá porquê, Manuel Alegre tem direito a uma coluna semanal onde o poeta do PS é quase tão atacado como o ditador Sócrates, aliás, o Bloco de Esquerda também costuma ter direito a algumas farpas:

«Aqui se volta ao livro de Lewis Carroll e à intervenção recente de M. Alegre. Na «Alice no País das Maravilhas», a «Rainha de Copas» gritava incansável «cortem-lhe a cabeça!», mas não passava da proclamação - «é tudo imaginação dela, nunca chegou a executar ninguém», explicava o grifo.» [Avante]

Nem faltam os auto-elogios ao jornal, só o Avante é que viu a imensidão de pirralhos da JCP a protestar contra a política de direita. Desta vez têm razão, eu só via meia dúzia de pirralhos armados em palestinianos, devidamente trajados com o típico véu, a lançar uma intifada de ovos e tomates:

«A provar como é verdadeira a afirmação de que quem não lê o Avante! pouco sabe das lutas no País e no mundo, foi preciso esperar por quinta-feira para conhecer um relato amplo e sério do que foi a luta dos estudantes do ensino básico e secundário no dia 5 de Novembro. Mais de 30 mil estudantes saíram à rua em todo o país contra o estatuto do aluno, o novo modelo de gestão das escolas e os exames nacionais.» [Avante]

QUEM AMEAÇOU LUÍS FILIPE MENEZES

O ex-líder do PSD deve dizer quais foram.

CTT: 81 SINDICALISTAS COM TOLERÂNCIA DE PONTO?

O país foi surpreendido com este número absurdo, nos CTT há 81 sindicalistas que terão de voltar a trabalhar!

O que fazem 81 sindicalistas nos CTT? É um número muito superior ao dos trabalhadores da maioria das empresas portuguesas, dão para manter a sede da CGTP e ainda sobram uns quantos para ir ajudar a montar a Festa do Avante.

Aos poucos vamos conhecendo o esquema de alguns sindicatos, há algum tempo soubemos das cobranças oportunistas que fazem os trabalhadores despedidos, transformando a desgraça alheia num das principais fontes de financiamento, agora ficámos a saber que os sindicatos são uma autêntica empresa dentro dos CTT.

Que mais viremos a saber?

O BANCO DE PORTUGAL TEM DE MUDAR DE VIDA

«O Banco de Portugal falhou rotundamente na prevenção. Quando isso acontece, o segundo objectivo do supervisor do sector bancário é remediar a situação. Contudo, em ambos os casos, os remédios (ainda que bastante diferentes dada a natureza dos problemas) foram exógenos à actuação do Banco de Portugal, portanto também aqui falhou. O Banco de Portugal não remediou coisa nenhuma. E é muito triste ver gente inteligente e influente defender a actuação do Banco de Portugal com base numa tautologia burocrática; o supervisor aplicou escrupulosamente a lei pelo que desempenhou o seu papel de forma cabal mesmo em vista de resultados francamente medíocres. Será que vamos ouvir a polícia dizer que tem êxito no combate à criminalidade porque segue escrupulosamente a lei mesmo quando a criminalidade não pára de subir? Será que os mesmos dizem que temos excelentes magistrados porque aplicam formalmente a lei mesmo quando os nossos tribunais enfrentam uma congestão insuportável?» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Por Nuno Garoupa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

QUEM QUER COMPRAR O BPP?

«O Banco Privado Português (BPP) está a negociar a venda de activos a outra instituição bancária. Contactado pelo DN, o presidente do conselho de administração, João Rendeiro, não quis comentar esta informação avançada ontem ao fim do dia pelo Jornal de Negócios Online, citando fonte interna do banco, mas, mais tarde, em entrevista à SIC Notícias, admitiu a entrada de novos accionistas no capital do banco. "Não é uma questão de ser comprado [o BPP], mas sim de trocas de participações", disse. De resto, o banqueiro considerou inevitável um processo de consolidação no sector bancário para fazer face à mais grave crise dos últimos 70 anos.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Veremos quanto tempo aguenta o BPP, isso no pressuposto de que o BP autoriza o aval para um empréstimo de mais de 750 milhões de euros.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

TEIXEIRA DOS SANTOS JÁ REPAROU NA CRISE

«O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu hoje que a situação da economia portuguesa se agravou desde que o Orçamento do Estado para 2009 foi apresentado, a 14 de Outubro.» [Diário Económico]

Parecer:

Em tempos houve um ministro das Finanças que reparou na alta dos preços quando foi ao mercado com a esposa, este foi necessário ter sido humilhado pelo Financial Times para reparar na crise que está a lançar muitos portugueses no desemprego. Mas dizer que a situação económica se agravou desde a apresentação do orçamento é brincar com a inteligência dos portugueses.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Teixeira dos Santos que tire a carta de patrão de costa, começa a ser tempo de deixar de navegar no rio.»

"ENCONTRARAM" OLIVEIRA E COSTA

«O Ministério Público confirmou que Oliveira e Costa é arguido e vai ser apresentado ao juiz de instrução do tribunal central de instrução criminal. Esta quinta-feira, cinco investigadores realizaram buscas às residências do antigo presidente do Banco Português de Negócios.

De acordo com declarações à agência Lusa, fonte judicial revelou que foi apreendida alguma "documentação e material de relevo", relacionados com os indícios de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal de que José de Oliveira e Costa é suspeito.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Resta esperar que puxem pela ponta da meada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Meta-se o homem em prisão preventiva, 700 milhões é demasiado dinheiro para andar à solta.»

MANUELA QUER SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO

«Manuela Ferreira Leite, presidente do PSD, considerou esta quinta-feira que se do Conselho de Ministros extraordinário desta tarde não resultar a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores fica “tudo mais ou menos na mesma”.

“Julgo que vai ser difícil que não haja uma suspensão para que o processo se reinicie de uma forma colaborante entre todos”, explicou Manuela Ferreira Leite, depois de ter recebido na sede nacional do seu partido a plataforma sindical de professores. » [Jornal de Notícias]

Parecer:

Pois, para depois poder criticar melhor o Governo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à idosa senhor que vá medir o seu QI.»

MÁRIO NOGUEIRA QUER SUBSTITUIR-SE À MINISTRA DA EDUCAÇÃO

«O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, anunciou que a plataforma sindical de professores espera que o Governo suspenda o actual modelo de avaliação e tem uma proposta de solução transitória até haver outro modelo.

"Os sindicatos da plataforma estão com uma expectativa elevadíssima de que o senhor primeiro-ministro vai em primeiro lugar dizer que -- tendo em conta o que se passa nas escolas, a posição dos sindicatos, a posição dos professores, a posição do conselho das escolas e dos conselhos executivos deste país -- o Governo decidiu suspender a avaliação de desempenho na aplicação este ano", declarou Mário Nogueira.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Este senhor acha que o país vai ser governado pela Soeiro Pereira Gomes, por um partido que representa uma pequena parte dos eleitores.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Mário Nogueira que tire uma férias e vá apresentar a proposta para a Coreia do Norte.»

A MANUELA JÁ SE CONVERTEU À DEMOCRACIA

«A presidente do PSD não tem nada para esclarecer acerca da polémica em torno das afirmações que fez sobre a democracia. Manuela Ferreira Leite atribui a razão do empolamento feito sobre o assunto às “questões da luta partidária”.

"Não tenho propriamente nada que esclarecer porque as questões de luta partidária são algo complexo", respondeu Manuela Ferreira Leite aos jornalistas, quando instada a esclarecer o sentido das suas afirmações. Referindo-se ainda à luta partidária, a presidente do PSD acrescentou: "Faz parte da vida, mas convivo bem com ela".» [Público]

Parecer:

A resposta foi engenhosa, atribui a culpa à luta partidária para depois dizer que se dá bem com essa luta.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se as boas-vindas a Manuela Ferreira Leite.»

O BPN ERA MESMO O BANCO DO CAVAQUISTÃO

«Arlindo de Carvalho e Duarte Lima são mais dois nomes do Partido Social-Democrata (PSD) ligados ao Banco Português de Negócios (BPN). Os dois militantes sociais-democratas, aparecem ligados ao banco fundado por José Oliveira Costa por terem recebido, respectivamente, perto de 20 e cinco milhões de euros em operações de crédito.

Na lista de nomes de accionistas da SLN com empréstimos contratualizados junto do BPN, particulares ou empresas, aparece o nome do ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, Arlindo Carvalho. Um financiamento inferior a 20 milhões de euros e que seguiu os procedimentos regulares.» [Público assinantes]

Parecer:

O problema agora é saber como desapareceram mais de 700 milhões de euros.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

O "LE FIGARO" FAZ "DESAPARECER O A ANEL DE UMA MINISTRA FRANCESA

«La ministra de Justicia francesa, Rachida Dati, sigue dando qué hablar. Primero fueron los rumores de romance con el ex presidente español José María Aznar, luego vino la confirmación de su embarazo en solitario, y ahora, la polémica viene servida por un anillo de 15.600 euros desaparecido... de una fotografía.

El pasado miércoles, el diario Le Figaro publicaba en su portada una entrevista exclusiva con Dati, que previamente había decidido responder públicamente a las protestas que un colectivo de 534 magistrados había presentado con ella. La entrevista venía acompañada por una fotografía de la ministra en la que aparecía tocándose una oreja con la mano izquierda.» [20 Minutos]

RUSLAN LOBANOV

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