domingo, fevereiro 15, 2009

Semanada

Ou Sócrates andou a informar-se sobre o Zé do Telhado ou dedicou a tarde de sábadoi passado a ver o congresso do Bloco de Esquerda, o certo é que o primeiro-ministro decidiu tirar aos ricos para dar aos mais pobres iniciando um ciclo de momentos bloquistas, não admirando que um dia destes vá com Manuel Alegre pedir a Francisco Louça que os autorize a participar da “esquerda grandes”.

Se José Sócrates parece ter recebido a influência do Zé do Telhado já Manuela Ferreira Leite deve ser assistido a alguma aparição nos seus períodos de reclusão pois apareceu a lançar o fórum da verdade, talvez para se redimir das suas mentiras, como as sucessivas execuções fiscais aldrabadas, a retenção abusiva do iva dos exportadores com o argumento da fraude, ou o abandono da seriedade com a escolha de Pedro Santana Lopes.

Se Manuela Ferreira Leite parece ter iniciado um acto de constrição, prometendo falar só verdade, já Joana Amaral Dias parece ter sido alvo de um auto de fé conduzido por um Francisco Louça, que não se parecendo nada com o estereotipo do líder comunista mais se parece com um sacristão. Ao que parece, Joana Amaral Dias tem-se dedicado pouco ao partido e, pior do que isso, anda a dar demasiado nas vistas nos ecrãs de televisão, ter melhor presença e protagonismo do que o líder é o maior crime que um comunista pode cometer, à conta disso Estaline ia povoando a Sibéria, só não o conseguiu porque preferia mandar matar todos os que lhe faziam sombra. Por cá não há Sibéria, o melhor que se arranja é o Gerês, Louça ficou-se pelo saneamento de Joana Amaral Dias.

E por falar em verdade a semana terminou com o ressurgimento do caso BPN, precisamente porque o Expresso veio demonstrar que Dias Loureiro tinha mentido na Comissão de Inquérito. Situação incómoda para Cavaco Silva, que ficou a saber que tem um conselheiro de Estado que ou é mentiroso ou tem problemas de memória. Talvez por isso desta vez o Presidente não tenha afirmado a inocência do seu velho amigo, preferiu dizer que não falava do assunto. Vá lá, desta vez não invocou o argumento do assunto de Estado.