sábado, janeiro 17, 2009

Os 5 maiores gatunos de Portugal



Em Portugal nem todas as empresas sabem o que é a crise, não sabem o que é ter prejuízos, não sofrem muito com a carga fiscal e estão ao abrigo de decisões incómodas dos políticos. São empresas que consideram Portugal o seu território de caça, para as quais o mercado não tem o incómodo da concorrência, a concorrência entre elas é substituído por um código de cortesia na partilha dos recursos e mercados nacionais. São empresas que apesar de o país não se desenvolver têm crescido exponencialmente nas últimas décadas.

Sem princípios e desprezando quaisquer objectivos de ordem nacional, revelam um total desprezo pela situação económica do país e pelas dificuldades que possam sentir os seus clientes. São os grandes gatunos de Portugal:

1.º Lugar: A Banca

Com crise ou sem crise a banca tem sempre lucros e estes só não cresceram por má gestão e ganância que levou a perdas no valor das participações. Aliás, a crise tem servido para os bancos aumentarem os spreads com o argumento do risco, ainda que no momento de concessão do crédito a redução do spread dependa mais da diversidade de produtos adquiridos pelo cliente do que do seu risco. Num ambiente de menor risco, pois a banca só concede crédito seguro, as taxas aumentaram com o argumento do risco, apesar de o dinheiro estar muito mais barato e de os seus clientes, enquanto contribuintes, contribuírem com o aval do Estado para que a banca consiga empréstimos mais baratos.

Os spreads na ordem 17 a 18% no crédito ao consumo não chegam para a ganância dos bancos e o argumento do risco é uma mentira, para os clientes que não conseguem cumprir com os pagamentos os bancos criaram empresas como a Capital + que emprestam com spreads na ordem dos 28% sem olhar a riscos.

2.º Lugar: As grandes superfícies

As mesmas grandes superfícies que oferecem preços baixos aos clientes são as grandes ganhadoras de uma crise que leva muito dos seus fornecedores à falência, as pequenas e médias empresas que fornecem as grandes superfícies estão sujeitas à sua chantagem, são obrigadas a vender ao preço que lhes exigem e a aceitar condições de pagamento absurdas.

As mesmas superfícies que se desdobram em promoções para agradar aos clientes levam as empresas onde trabalham esses mesmos clientes à falência ou a situações que as impedem de remunerar condignamente os seus trabalhadores.

3.º Lugar: As empresas de Telecomunicações

Graças à Internet e ao Audiovisual estas empresas superaram a morte anunciada das comunicações telefónicas assentes na rede de cobre. O crescimento exponencial do acesso à Internet e a moda das redes de cabo e da comunicação móvel permitiu-lhes atingir lucros nunca imaginados pelo sector.

Beneficiando da passividade do organismo regulador estas empresas podem vender com qualidade muito inferior ao que contratam com os clientes. Ninguém neste país acede à Internet com as velocidades prometidas.

4.º Lugar: O Estado

Os políticos descobriram uma fórmula mágica de ganharem eleições, cobram mais impostos a uns para distribuir por muitos outros, como os ricos não declaram rendimentos, é a classe média que suporta a despesa pública. Ainda por cima a mesma classe média que paga os impostos é obrigada a colocar os filhos em escolas públicas ou a recorrer à medicina privada. Como se tudo isto não bastasse é a mesma classe média que é vítima das sucessivas reformas que supostamente modernizam um Estado que está sempre na mesma.

5.º Lugar: As empresas de Obras Públicas

A transferência de Jorge Coelho da política para uma dos maiores fornecedores de obras públicas ao Estado diz tudo sobe a razão do sucesso destas empresas. Dir-se-ia que se os políticos são os filhos das ditas, então as ditas são as empresas de obras públicas.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Campanário, Santiago do Cacém

IMAGEM DO DIA

[Reuters]

«A passenger boards a train through its windows at a railway station in Nanjing, China» [Telegraph]

JUMENTO DO DIA

Teixeira dos Santos, ministro das Finanças

Se é aceitável que tenha que ser feito um orçamento rectificativo ou o que o Governo lhe quiser chamar, o mesmo já não se pode dizer de um défice de 3,9. Se o governo não podia prever a realidade actual pode ser compreensível, mas ainda há poucos dias e já com as novas medidas decididas o ministro falava num défice muito menor.

A mentira pode fazer parte da arte de fazer política mas quando se instala na política económica retira credibilidade a um governo, os portugueses não se limitam a votar, são eles que vão suportar os custos deste défice que em grande medida resulta de uma estratégia eleitoral, gasta-se agora, vota-se a seguir e paga-se mais tarde.

ASSIM NÃO MANELA

Manuela Ferreira Leite esqueceu-se de que o projecto de TGV subscrito pelo governo de Durão Barroso, de que foi ministra das Finanças, e é contra o TGV. Não é novidade, nem a mudança de opinião da líder do PSD nem o esquecimento do que fez como ministra. A novidade está no facto de ter usado mais um argumento contra as grandes obras públicas, o sobreendividamento.

Já justificou a sua posição defendendo que o dinheiro deveria ser para os pobres, o que fazia supor que havia dinheiro. Já justificou esta posição argumentando não haver dinheiro. Já justificou a mesma posição argumentando que desconhecia as contas. Agora é contra por causa da dívida. Bem começa a ser um pouco complexo confiar nos argumentos usados no discurso político de Manuela Ferreira Leite, cada vez que fala usa novos argumentos para justificar as suas posições.

Mas o facto de num governo que falava de tanga ter assinado por baixo um TGV bem mais ambicioso de que o projecto actual revela falta de honestidade política. O problema de Manuela Ferreira Leite não é o endividamento, é o seu próprio futuro político pois receia o impacto eleitoral das obras. E uma política que analisa o futuro do país em função dos seus objectivos políticos não é um candidato credível a primeiro-ministro.

PEDIDO DE AJUDA

Alguém me consegue explicar o que é essa coisa da "Intervenção Democrática", um dos três membros da CDU, a falsa coligação usada pelo PCP para evitar apresentar o seu programa político em eleições?

MANUELA FERREIRA LEITE NO COMÍCIO EM VILA DA FEIRA

Aquilo não foi um discurso político, sinal de que a líder do PSD não acompanhou as eleições americanas. Aquilo foi uma homilia encenada.

AVES DE LISBOA

Myna comum (Acridotheres tristis)

Quando vi pela primeira vez esta ave em Lisboa (em local que por razões de segurança não divulgo) estava convencido de que era um gaio, o tipo de voo, o tamanho e o formato das asas induziu-me em erro. Quando a ouvi cantar e usei a teleobjectiva apercebi-me de que não era um gaio, ainda por cima corri todas as aves que desconhecia na lista de aves de Portugal do Portal de Observadores de Aves fiquei surpreendido por não constar na lista, nem mesmo das aves exóticas.

Só a identifiquei recorrendo ao google e usando os nomes de famílias de aves semelhantes, foi assim que cheguei ao Acridotheres tristis, uma ave que não é originária destas bandas e por isso deve ser considerada uma exótica, estando convencido de que nidifica em Lisboa. Esta aves de regiões como o Irão, Egipto, Malásia, China e Kazaquistão, tendo vindo a ser introduzido noutras regiões pela sua capacidade para reduzir a população de insectos. É também conhecido por "myna" indiano ou "myna" falador pela capacidade em emitar a fala humana.

O EXEMPLO DO VÍRGULA

«Não há duas sem três, é bem verdade. Mas, para isso ser verdade, não pode haver uma sem duas. Sinto-me assim justificado para voltar a referir o embaraço da escolha entre os muitos temas disponíveis. Têm dúvidas? Então aqui vai:

O Presidente Jorge Sampaio (gosto da tradição francesa de continuar a dar os títulos a quem desempenhou funções de destaque) escreveu um artigo muito importante esta semana. Nenhum órgão de comunicação o comentou (com excepção de uma suave crítica de Baptista Bastos). Merecia que o fizesse aqui, mas ao menos realço o facto.

No mundo da Justiça, a decisão de um juiz sobre o chamado "caso Esmeralda" foi motivo para muito disparate, o menor dos quais não é por certo a tese de que psiquiatras, psicólogos ou psicanalistas deveriam decidir questões de poder paternal, em vez de um juiz. Por esse caminho e com essa lógica, o sistema judicial deveria encerrar ou dedicar-se apenas a dirimir litígios entre juristas!Ainda na Justiça, a decisão de que na sua formação os futuros juízes façam um estágio em cadeias. Decisão muito louvável, que merecia ser analisada. Como a tese (sei do que falo porque estive detido) de que fazia bem na respectiva formação que fossem presos algum tempo. A prisão foi para mim uma importante escola de vida, de que falarei quando for viável. Ou o caso da ASAE a ameaçar entrar pelos escritórios de advogados que não tenham à porta, como uma mercearia, os preços dos serviços (e o mau corporativismo de alguns advogados, para quem os potenciais clientes não são consumidores com direitos).

Ou mesmo a magnífica mistificação de um artista checo que inventou 27 escultores de 27 países, apenas para que os bem comportados jornais, em vez de reflectirem sobre a arte no século XXI, achem que isso é um embaraço quando era apenas uma provocação com sucesso.
Apesar disso tudo, desta vez vou falar de outro tema. Creio que exprime tanto sobre Portugal e os portugueses que merece prioridade. Respiguei-o no editorial de Luís Ramos Lopes, na sua obrigatória Revista de Vinhos, sendo dele as citações do parágrafo seguinte. A história conta-se de forma simples e tem a ver com os disparates que tantas vezes se cometem em nome dos consumidores ("liberdade, liberdade, quantos crimes se cometeram em teu nome!"), admite-se que sem má intenção, mas revelando uma mentalidade mesquinha e arrevesada que vezes de mais nos caracteriza.

A famosa Deco (e que muita coisa boa também tem no curriculum, reconheça-se) decidiu fazer um estudo sobre vinhos em que "avalia vinhos como avalia máquinas de lavar roupa". Faz isso como faria se fosse avaliar "pintura em função da tinta utilizada". Com base nos seus critérios, um vinho que custa 1,49 euros é considerado melhor do que vinhos que custam mais de 25 euros, "como se todos os vinhos fossem iguais na sua essência". E Ramos Lopes termina - e eu com ele - "por muito dura que seja a crise, a vida é demasiado curta para beber vinhos fracos".

É claro que a Deco pode gostar de zurrapas ou de vinhos sem qualidade e sem investimento. Pode até dizer que há vinhos baratos de qualidade muito satisfatória, o que é verdade. Mas defende mal os consumidores se os levar a pensar - evitando educar-lhes o gosto - que vinhos caros são especulação, que todos os vinhos deviam custar o mesmo e que a "espuma fugaz rosada" é uma qualidade dos vinhos, imagina-se que não brancos....

A origem disto tudo é conhecida. É a mesma que faz com que um quadro de honra nas escolas seja recusado, as avaliações de desempenho consideradas traumáticas, a qualidade da construção não valorizada pelo mercado, comida de tascas sem higiene nem qualidade tratada com absoluta condescendência ao passo que se ataca sistematicamente os que se esforçam em criar qualidade. No fundo, trata-se de tudo nivelar por baixo. A tal ponto que nenhum português fala de "elites" sem cautelosamente adjectivar de tal maneira o substantivo que o próprio conceito é destruído.

Em Portugal, a excelência é algo que ninguém assume sem vergonha ou receio. É que quem sugira que pelo trabalho alcançou patamares superiores de qualidade começa de imediato a levar pedradas e é considerado arrogante, orgulhoso, ambicioso, rico, tudo defeitos que se contrapõem à manhosice, falsa modéstia, aparente indiferença ao sucesso, com que a nossa cultura social convive sem dificuldade. É neste caldo de cultura que se compreende a classificação da Deco e também que a Revista dos Vinhos não seja seguramente conhecida por muitos que seguramente gostam de vinho e gastam de vinho. É que na revista arriscam classificar, fazer provas cegas, recusam nivelar por baixo e ter a condescendência que protege a falta de qualidade. É isso que também explica que em Portugal ser classificado com estrelas Michelin seja meio caminho andado para ser criticado e arrastado pelas ruas da amargura, pois muito portugueses preferem atacar o (discutível, por certo) mérito do que entender a razão dos prémios e emendar erros. E, no entanto, Cristiano Ronaldo demonstra que a qualidade deve ser premiada, mas como é no futebol ainda se tolera.

Esta minha reacção nada tem a ver com polícia de gostos. Gostos discutem-se, mas admitindo sempre a liberdade do mau gosto. Esta minha reacção tem tudo a ver com a convicção de que Portugal, sem uma cultura de excelência, sem valorizar as elites, sem tomar como modelo "os que se vão da lei da morte libertando", sem investimento na qualidade, não se safa.

A propósito, um excelente restaurante, o Vírgula, fechou. Os jornais culparam a APL por querer cobrar a renda devida. Ninguém culpou os portugueses por não o terem apoiado, almoçando e jantando lá, ajudando a viabilizar um projecto muito meritório. Claro que tinha qualidade, era elitista e arriscava criar gastronomia. Tudo pecados imperdoáveis.» [Público assinantes]

Parecer:

Por José Miguel Júdice.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

DE CONTROLADOR FINANCEIRO A PRESIDENTE DA EMEL

«António Costa vai propor na próxima reunião de executivo o nome de António Júlio de Almeida, actual controlador financeiro da Câmara Municipal de Lisboa (CML), da parte do Ministério da Administração Interna (MAI), e presidente da Sefin (Associação portuguesa de consumidores e utilizadores de produtosfinanceiros), para presidente da EMEL - Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa, segundo apurou o CM.» [Correio da Manhã]

Parecer:

É um rico tacho.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o facto de o convite não ser dirigido ao Palheiro o que, aliás, seria pouco provável pois António Costa detesta blogues.»

ESPERA-SE PELO NOVO JORNAL DO GRUPO LENA

«O mundo da Comunicação Social aguarda com enorme expectativa o lançamento do jornal diário generalista anunciado há meses pelo grupo Lena, sediado em Leiria, e com negócios em várias áreas, nomeadamente na construção civil e mais recentemente na área das energias renováveis, um sector cada vez mais apetecível, até pelas enormes ajudas dadas pelo Estado.
A expectativa sobre o novo jornal é grande por vários motivos, nomeadamente pelo facto de o mercado publicitário estar em queda evidente. Seja como for, o anúncio está feito e espera-se que saia antes do Verão. A propósito deste assunto correm muitos rumores no mercado e conta-se mesmo uma história que, a ser verdade, não deixa de ser intrigante.»
[Correio da Manhã]

Parecer:

Com o jornalismo que temos há espaço para bons jornais.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo lançamento.»

OS PIRRALHOS TAMBÉM QUEREM A DEMISSÃO DA MINISTRA

«Dirigentes de associações de estudantes do secundário exigiram esta sexta-feira a demissão da ministra da Educação durante uma vigília frente ao ministério, onde entregaram um abaixo-assinado com mais de 10 mil assinaturas contra o estatuto do aluno e o modelo de gestão das escolas.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Era de esperar, depois do ensaio com ovos os pirralhos adoptaram a estratégia da Fenprof e recorre aos abaixo-assinados já que uma manifestação ou uma greve seria ridícula. Depois das maiores greves e manifestações os responsáveis falam da maior petição de que há memória, parece que o PCP quer entrar para o Guiness.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns a Jerónimo de Sousa pela farsa que o PCP conseguiu montar na contestação à ministra da Educação.»

MINISTRO TOMARÁ MEDIDAS SE A GASOLINA NÃO SEGUIR OS PREÇOS DO PETRÓLEO

«O ministro da Economia, Manuel Pinho, mostrou-se esta sexta-feira, em Bruxelas, disposto a tomar medidas se, a longo prazo, o preço dos produtos refinados e da gasolina não evoluírem no mesmo sentido do do petróleo.
Se a situação de o preço da gasolina não seguir o preço do petróleo "se mantiver no longo prazo é evidente que isso é muito grave e temos de resolver essa situação, porque o consumidor não pode ser prejudicado", disse Manuel Pinho à entrada de uma reunião ministerial dos 27 sobre o sector do automóvel.»
[Jornal de Notícias]

Parecer:

Pois, como o fez no passado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

ESPANHA ESTÁ ZANGADA COM A MANELA

«Líderes de vários partidos espanhóis criticaram esta sexta-feira os comentários da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite sobre o TGV, afirmando que o projecto é essencial para as ligações entre Portugal e Espanha e que deve avançar.

Ouvidos pela Lusa, os representantes das várias forças políticas declararam-se surpreendidos pelos comentários da líder social-democrata, com um responsável do PP a considerar mesmo que o PSD se deve «retratar». » [Portugal Diário]

Parecer:

Parece que o PP espanhol não percebe que para a Manela a sua sobrevivência política está acima de qualquer outro critério.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à visada.»

CASO ESMERALDA: MÉDICOS QUER SUBSTITUIR-SE AOS TRIBUNAIS

«O Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, afirmou hoje, em declarações ao PÚBLICO, que a direcção do Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência da Ordem dos Médicos “poderá vir a ser demitida”, por ter divulgado um parecer sobre o Caso Esmeralda “sem este ter sido homologado pelo Conselho Executivo Nacional da OM ou, sequer”, lido por si. “É raríssimo um parecer de um dos colégios não ser homologado. Mas, para mais numa matéria tão sensível, nunca poderia ter sido tornado público antes de isso acontecer”, afirmou.» [Público]

Parecer:

Por esta lógica muitas crianças mudaria de família por decisão dos médicos, era uma questão de substituir os pais por candidatos a adopção cheios de amor pra dar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos médicos que se metam onde são chamados.»

CONCELHIA DO CDS APOIA SANTANA LOPES

«A concelhia de Lisboa do CDS-PP aprovou o apoio a Santana Lopes como candidato do PSD à câmara da capital. A decisão foi tomada na penúltima reunião da concelhia, cabendo agora aos órgãos nacionais do partido uma decisão final sobre um eventual entendimento com os sociais-democratas, o que ainda não aconteceu, segundo garantiu ao PÚBLICO o coordenador autárquico do CDS, Hélder Amaral. A presidente da concelhia do CDS de Lisboa, Orísia Roque, porém, adiantou ao PÚBLICO que a estrutura local só tomou a decisão depois de consultar os militantes e os autarcas que o partido tem nas freguesias e que estes se mostraram favoráveis a um entendimento com o PSD para concorrer em coligação em Lisboa.» [Público]

Parecer:

Pois, à falta de candidato...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Pailo Portas qual o preço exigido.»

OS EUA TÊM UM NOVO HERÓI

«El nuevo héroe americano se llama Chesley B. Sullenberger III y su pericia a los mandos de un Airbus 320 ha salvado la vida a los 155 pasajeros de la aeronave que amerizó en el río Hudson tras el impacto de una bandada de pájaros contra uno de los motores.

Sullenberger tiene 57 años y hoy todo el mundo alaba la templanza de su maniobra de emergencia al amerizar un avión el río Hudson junto a Manhattan sin causar ni un solo herido.» [20 Minutos]

ÁVIÃO NO RIO HUDSON ANTES DE CHEGAR AJUDA [imagem Flickr]

IMAGENS DO AVIÃO QUE CAIU NO RIO HUDSON [Link]

HOGNE

GRANDE PULO [imagem Flickr]

ÁGUA EM MARTE

FUMANDO COM 10º NEGATIVOS EM NOVA IORQUE [imagens]

Esta imagem de uma sequên~cia sobre a vaga de frio nos EUA recorda-me a entrada dos nossos serviços públicos.

DUREX

sexta-feira, janeiro 16, 2009

O preço das utopias


Por vezes interrogo-me sobre o preço que o país estará a pagar porque ao longo de anos em vez de serem feitas as reformas necessárias aos sucessivos desafios que a economia mundial tem colocado ao país se ter optado por perseguir as utopias de uma elite ideológica que não desiste de ver realizados os seus sonhos.

Com uma economia desde sempre dependente do exterior as elites políticas, em ditadura ou em democracia, sempre optaram pelo “orgulhosamente sós” como forma de conseguirem impor as suas próprias utopias. Em vez de nos adaptarmos às realidades que o país enfrenta em cada momento as nossas elites têm optado por tentar adaptar essa realidade aos seus objectivos políticos, negando qualquer reforma ou mudança que vá em sentido diferente.

A opção pela autarcia em função da defesa de opções políticas e ideológicas é antiga, atingiu o seu expoente quando Salazar afirmou que Portugal estava orgulhosamente só mas voltou a ganhar expressão quando os constituintes fizeram uma constituição a pensar nos seus sonhos e estabeleceram um paraíso nacional que deveria ser atingido independentemente das mudanças que viessem a ocorrer no mundo. Os ideólogos de uma boa parte da nossa esquerda, incluindo uma boa parte do PSD dos anos setenta, estava e está convencida de que é preferível prosseguir com o sonho convertido em utopia constitucional, do que adaptar o país à realidade externa.

Pouco importa a eficácia do Sistema Nacional de Saúde ou as consequências financeiras de um modelo de financiamento assente exclusivamente em impostos, mais importante do que a justiça e a qualidade do acesso à saúde é a gratuitidade, mesmo que esta se revele perversa ao ponto de muitos dos que suportam maior carga fiscal serem forçados a optar pelo sector privado.

Pouco importa que muitas escolas tenham resultados incompatíveis com as exigência de qualificação impostas pelo desenvolvimento económico, mais importante do que isso é um conceito de “escola pública” autogestionário e ineficaz que sirva de símbolo de um modelo de gestão do Estado que corresponde ao que os nossos ideólogos consideram ser o que melhor se adequa aos seus sonhos.

Pouco importa que o mercado laboral seja o de um mundo que já não existe porque o modelo imposto é o que se adequa à utopia socialista dos anos setenta e qualquer mudança é apresentada como um retrocesso civilizacional.

Alias, a hipocrisia dos defensores da utopia, a maior parte dos quais gente bem instalada na vida e que está ao abrigo das consequências das suas utopias (os bloquistas e uma boa parte dos defensores da convergência de esquerda de Alegre são um bom exemplo disso), reside em considerar tudo o que não se enquadre na sua utopia como um retrocesso civilizacional mesmo que isso se traduza em subdesenvolvimento económico.

Talvez seja tempo de o país reflectir sobre as consequências de não antecipar as mudanças preparando-se para elas, optando sistematicamente por adiar as reformas que acaba por lançar tarde e deficientemente porque fica sistematicamente à beira da bancarrota, como sucedeu com os sucessivos acordos com o FMI e mais recentemente com as sucessivas tentativas de reequilíbrio das contas públicas.

É tempo de apostar no desenvolvimento económico deixando as utopias para quem as defende, uma minoria que ao longo dos anos tem imposto ao país um conjunto de regras e constrangimentos que nos tem afastado do desenvolvimento, conduzindo a economia a sucessivas crises pagas sempre pelos mais pobres, precisamente aqueles que supostamente seriam os beneficiários dos seus sonhos.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Chaminé, Portel

IMAGEM DO DIA

[Reuters]

«A villager ran from a bull during a festival on the outskirts of Madurai, India, Thursday. The bull-taming event is part of South India’s harvest festival of Pongal. » [The Wall Street Journal]

JUMENTO DO DIA

Manuela Ferreira Leite

Antes de mais uma nota para a imagem de MFL, é uma questão se cindáriua mas se Manuela Ferreira Leite se apresentou com um novo visual é porque isso é importante. Ferreira Leite está a fazer um grande esforço para se apresentar mais jovem do que é e desta vez recorreu a uma "tonelada" de cremes, a retoques no penteado e a uma mudança de cor do cabelo, aparecendo mais loura do que o costume. Mas o maior desastre estético de Manuela Ferreira Leite foi ter escolhido um casaco roxo para combinar com o cenário da mesma cor e tom. Enfim, temos uma candidata a primeiro-ministro que quando trata da sua imagem tenta combinar com um cenário de televisão.

E quanto à entrevista? Nada, foi um vazio de argumentos. Manuela Ferreira Leite não disse nada de novo, aliás, sempre que fazia uma afirmação garantia que sempre o tinha dito. A líder do PSD usou toda a entrevista para se auto elogiar.

De resto, pouco mais disse que os problemas que hoje estão em cima da mesa dos debates políticos foram anunciados pelo PSD há oito meses. Eu diria que foram anunciados por Manuela Ferreira Leite e por toda a comunicação social mundial, foi a crise financeira. O que seria de nós se não fossem as adivinhações de Manuela Ferreira Leite.

Mas os militantes do PSD podem estar sossegados, dentro de três dias sai uma sondagem em que o PSD sobe ligeiramente.

A HIPOCRISIA DO HAMAS

O Hamas coloca duas condições para as tréguas: a retirada de Israel e a abertura das fronteiras. Se considerarmos qu a primeira situação não existia quando o Hamas rompeu as tréguas isso significa que que se pretendia era a abertura das fronteiras. Isto é, o Hamas quer a abertura das fronteiras com um estado que não reconhece e que assumidamente quer ver ser riscado do mapa.

PROFESSORES DE VINHAIS TÊM MEDO DA NEVE

«O presidente da Câmara de Vinhais, Américo Pereira, classificou esta quinta-feira «uma autêntica vergonha» o facto dos professores faltarem às aulas nas escolas do concelho por causa da neve dos últimos dias, informa a Lusa. » [Portugal Diário]

Parecer:

Digamos que são muito friorentos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos professores friorentos porque não concorrem para escolas da Madeira.»

AOS POUCO MARQUES MENDES VAI REAPARECENDO

«"A baixa dos impostos é a prioridade das prioridades". A expressão é de Luís Marques Mendes e foi utilizada esta terça-feira à noite, já bem tarde, numa conferência no Clube dos Rotários de Vila Nova de Gaia. A intervenção, que marca o regresso do antigo presidente do PSD a temas da actualidade depois da publicação do seu livro, Mudar de Vida, ficou marcada pela defesa de menos impostos sobre as pessoas e as empresas. E por um desabafo, bem expressivo do seu estado de alma face ao estado da política nacional: "Estas seis linhas que aqui trouxe representam aquilo que eu considero uma alternativa de esperança".» [Diário de Notícias]

Parecer:

Manuela Ferreira Leite que se cuide.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à interessada.»

PALERMAS

«O Exército escusou-se a fazer quaisquer comentários sobre o caso, que trouxe à memória o despacho do ministro da Defesa (17 de Janeiro de 2008) que proibiu o CM de se associar ao centenário da morte do rei D. Carlos - uma figura muito ligada ao Colégio Militar.

Para o general Garcia Leandro, que falou ao DN na qualidade de antigo aluno do CM, a presença do orfeão do Colégio Militar em São Bento "não é coerente com o despacho" de Severiano Teixeira, precisamente por aquela cerimónia "poder ter uma conotação político-partidária". » [Diário de Notícias]

Parecer:

É aberrante confundir a visita a um primeiro-ministro no Palácio de São Bento para cantar as janeiras como sendo o envolvimento em actividades político-partidárias.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao general se a sua intervenção não é político-partidária.»

SITE QUE OFERECIA O MELHOR EMPREGO DO MUNDO NÃO AGUENTOU AS VISITAS

«O governo de Queensland lançou um anúncio mundial para o preenchimento de uma vaga no "melhor emprego do mundo", e centenas de milhares de pessoas correram ao site da campanha para se candidatarem, o que provocou um "crash" do site.» [Jornal de Notícias]

GARRY

PICNIC SUPPLIES

CRISE, QUAL CRISE

CAN STOP