sábado, julho 11, 2009

Que solução?

Com ou sem crise financeira internacional a economia estava, está e estará em crise, será incapaz de aumentar significativamente a riqueza dos portugueses, principalmente dos mais carenciados, não gerará recursos e poupança para modernizar a actividade industrial, não tem níveis de produtividade de eficiência capaz de tornar competitiva no plano internacional. Que soluções?

A solução mais fácil é a defendida pelo PCP e de forma mais sofisticada pelo BE, aumenta-se tudo, pensões, salários, subsídios de desemprego, rendimento mínimo, financiando-se esta fartura repentina com aumentos de impostos sobre aos mais ricos. Aumentam-se os impostos das empresas enquanto estas tiverem a pouca vergonha de apresentarem lucros, reduzem-se os spreads da banca, enfim, persegue-se o lucro. Quem quiser que aposte nesta solução.

A outra solução seria conter rendimentos o que passaria por acordo a médio prazo entre entidades patronais e sindicais. Só que os nossos empresários apenas tinham em reduções salariais e os sindicalistas apostam na solução do parágrafo anterior. O PCP e o BE nunca aceitariam acordo que pudesse representar a negação da luta de classes, essa pira sacramental que levará ao paraíso humano.

Uma terceira solução seria recuperar o velho escudo (com tanto velho que anda na política o escudo até pareceria uma jovem de 18 anos!) e regressar às desvalorizações e ao tempo da inflação com dois digitas. Com taxas de inflação na ordem dos 30% é possível conseguir aumentos de vencimentos na ordem dos 20%, o que durante dois meses dá uma enorme sensação de fartura. Entre desvalorizações e taxas de inflação elevadas, os trabalhadores seriam felizes, cada vez mais pobres e felizes, o próprio PCP festejaria a recuperação da soberania perdida. Só que com os actuais níveis de endividamento Portugal ingressaria de imediato na unidade de cuidados intensivos do FMI.

Uma quarta solução seria melhorar a qualificação dos portugueses apostando num aumento de produtividade e de investimento tecnológico a médio prazo, Só que esta solução depende dos professores, o mesmo é dizer que só passaria depois de Mário Nogueira pedir a autorização de Jerónimo de Sousa. Já sabemos a resposta, só seria aceitável se todos os professores fossem felizes, isto é se houvesse emprego para todos, se a avaliação fosse simples e assente na auto-avaliação, se os horários fossem reduzidos e se o Mário Nogueira fosse ministro de Estado e da Educação.

Passemos à solução seguinte. O problema é que não há mais nenhuma, talvez o melhor seja emigrar e deixar cá os Mários Nogueiras, os Cavacos, as Ferreira Leite, os Louças, os Pintos Monteiros, os Varas, os Jerónimos de Sousa, os Belmiros de Azevedo, às Manuelas Moura Guedes, aos Coelhones, aos Loureiros, aos Palmas, aos Valentins Loureiros, aos Pretos, aos Santaas Lopes e muitos outros, ou seja, fugir e deixar o país entregue à bicharada.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Cascais

JUMENTO DO DIA

Vítor Constâncio

A independência do Banco de Portugal tem um preço, o respeito da independência das instituições da democracia e dos deputados que representam o povo por mais idiotas que eles sejam. Constânio não percebeu isso e usou a sua posição de governador do bdP para atacar toidos os partidos, o mesmo é dizer que o parlamento.

AVES DE LISBOA

Felosa-comum [Phylloscopus collybita]

FLORES DE LISBOA

Parque das Nações

O PRESIDENTE FRACTURANTE

«Parece que o Presidente da República acha que não devem ser aprovadas leis fracturantes até ao fim da legislatura. O Presidente da República não explicou, de preferência exemplificando, o que poderia ser uma lei fracturante ou se tinha notícia de que uma viria a caminho. Tão-pouco esclareceu por que motivo, a existirem leis que, de acordo com o que normalmente é entendido por fracturante, suscitassem diferenças de opinião na sociedade (e muito haveria a dizer sobre esta cansativa expressão, que indicia da parte de quem a usa um pouco democrático desgosto pelo confronto de ideias), não haveriam elas de ser aprovadas desde que isso sucedesse de acordo com as regras democráticas. Ou seja, fossem aprovadas pelas instâncias que têm legitimidade para o fazer, incluindo o próprio Presidente, que, como é sabido, tem de promulgar as leis para que entrem em vigor. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Fernanda Câncio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

NÃO DEITAR FORA O BEBÉ COM A ÁGUA DO BANHO

«Pelo Outono de 2008, estava o sistema de crédito nas sociedades capitalistas a derreter-se, após o "crash" Lehman Brothers, e a economia dita real a afundar-se, e era ver a Esquerda, em regozijo, visualizando o fim do Capitalismo que, por mistério, escapara à Grande Depressão nos anos 30 e, olvidando, convenientemente, a derrocada do sistema soviético, a conversão da China e a liberalização da Índia(1). (Escrevi então um artigo intitulado "Mais uma morte do Capitalismo", com o patrocínio da Funerária Portuense).» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Por Fernando Braga de Matos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

MAIS UM DIPLOMA PARA VETAR?

«O diploma reequaciona as situações em que o levantamento do sigilo bancário pode ser feito pela administração tributária sem depender da prévia autorização do contribuinte.

O texto final hoje aprovado inclui duas medidas, do PCP e do BE, acolhidas na discussão na especialidade.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Depois do aviso dado pro Cavaco Silva o governo está em gestão apsar do que dispõe lei e o Parlamento é uma sala de estar dos deputados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-s por mais um veto do presidente, é para fazer a dúzia.»

SARAMAGO APOIA ANTÓNIO COSTA

«"Espero que seja presidente por muitos anos mais. Espero que isso aconteça. Oxalá! Mas é preciso fazer com que isso aconteça. As coisas não acontecem por si mesmas. É preciso fazê-las acontecer", afirmou José Saramago.

"Espero que isso venha a suceder, a tempo de ganhar as eleições e a tempo de continuar o magnífico trabalho que tem vindo ser desenvolvido pelo Município de Lisboa", acrescentou.

O escritor e militante comunista falava na Câmara de Lisboa durante a assinatura de um protocolo para a produção de um filme sobre a relação entre José Saramago e Pilar del Rio, com o título provisório de "União Ibérica".» [Diário de Notícias]

Parecer:

Isto é um terramoto na Soeiro Pereira Gomes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Jerónimo de Sousa se vai tomar uma atitude ou se vai ser cobarde e fazer de conta de que não soube de nada.»

BE CONTRA PRESENÇA NO AFEGANISTÃO

«Fernando Rosas destacou que, com a participação aprovada quinta-feira no Conselho Superior de Defesa Nacional, Portugal irá participar "já não em tarefas de logística ou de saúde" mas sim "numa missão de guerra com 150 homens dos comandos".

"Uma guerra que está a ser desenvolvida totalmente à margem de qualquer autorização prévia da Assembleia da República que é excluída deste processo a título prévio de pronunciamento e quando muito é de vez em quando informada no seu decurso através da comissão de Defesa", disse.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Mas não vai tão longe como o PCP que trata a Al-Qaeda e os Talibãs como libertadores.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Fernando Rosas o que pensa da resistência Afegã, aposto que não responderá.»

ALEGRE RECUSA-SE A CANDIDATAR-SE

«Assunto arrumado. Manuel Alegre recusa em definitivo integrar nas próximas legislativas as listas de candidatos a deputados do PS. "Não foram criadas as condições para ir nas listas", disse ontem ao DN. Mas ressalvando: "Obviamente tomarei posição pelo PS e contra o PSD."

O "não" definitivo de Alegre surge na sequência de algumas notícias dando conta de pressões da direcção do PS, de que o principal interlocutor seria o líder da bancada parlamentar socialista, para recuar na decisão que anunciou em 15 de Maio passado, em Lisboa, após uma reunião com apoiantes seus. A saber: mantinha-se militante do PS (ou seja, não partiria para a formação de um novo partido) mas recusava ser recandidato a deputado nas próximas eleições legislativas.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Depois da forma como se comportou deveria candidatar-se pelo BE.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Loução porque não convida Alegre, assim não se estragavam duas casas de família.»

A ANEDOTA DO DIA

«"O que colocámos neste contexto de preparação [das eleições], em que os partidos estão a preparar os seus programas e a definir compromissos para a campanha eleitoral, e que para nós é premente, é absolutamente indispensável que se coloquem temas sociais e temas que têm a ver com as condições de vida dos trabalhadores muito em relevo", disse à Lusa o secretário-geral da intersindical, Carvalho da Silva.

Na primeira de uma série de encontros que a CGTP pretende agendar com os partidos políticos com vista a obter compromissos para os programas eleitorais, a intersindical apresentou ao Partido Comunista Português (PCP) uma proposta com dez eixos fundamentais, assentes no emprego, nas políticas económicas, na valorização do sector produtivo e na distribuição de riqueza.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Isto é uma farsa anedótica, o PCP manda em tudo o que a CGTP e agora a central sindical vai reunir com Jerónimo de Sousa apresentar as propostas que este lhes enviou.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

JIRI SUBRT

GO ARMOR

sexta-feira, julho 10, 2009

Léxico político de Cavaco Silva

Se Mao teve o seu livro vermelho e Kadafi o livro verde é tempo de começar a dar contributos para o livro laranja de Cavaco Silva. Aqui fica uma proposta de léxico político:

Transparência nos negócios: entregar as poupanças a um amigo presidente do BPN para que este fixe o preço a que compra e vende as acções, dando-se preferência à compra das acções não cotadas do banco do amigo, assegurando-se lucros superiores a 100% para as poupanças do próprio e familiares.

Cooperação estratégica: elogiar as reformas do governo quando este está em alta e fazer silêncio quando as sondagens são adversas ao partido do governo, principalmente se o partido é dirigido por má moeda ou por moeda com cotação inferior às acções da SLN.

Solidariedade institucional: combinar com Manuela Ferreira Leite o que cada um vai dizer na semana seguinte.

Desenvolvimento económico: evolução da economia que se traduz em riqueza, sendo esta indirectamente medida pelo indicador que contabiliza o número de quilómetros de estradas municipais construídos.

Veto político: equivalente presidêncial dos ovos, vendem-se à dúzia.

Carapaus alimados: iguaria preciosa indicada para repastos com clérigos convidados mas que deve ser servida com parcimónia.

Bolo-rei: bolo seco com frutas cristalizadas e por vezes com uma fava que é especialmente indicado para encher a mula e cujos aromas subtis só são devidamente apreciados se comido sem mastigar.

Assessor: variante de agente secreto rasca, mas de grande utilidade para promover a intriga política junto da comunicação oficial, bem como para divulgar as comunicações oficiais.

EPIS: Associação de empresários amigos presidida por Rendeiro, um conhecido empresário modelo da praça, uma autêntica boa moeda do meio empresarial nacional.

Acções: há as boas e as más, as melhores são aquela cujos preços de compra e de venda são fixados por Oliveira e Costa.

Tabu: momento prolongado de reflexão.

Cimento: matéria-prima cuja unidade de medida era o ecu, mais recentemente convertido em euro.

Genros: designação dada aos doentes tratados em hospitais com recurso a cunhas.

Praia: o local mais apropriado para levar os seguranças a passear.

Má moeda: género de políticos que dão excelentes candidatos à autarquia da capital.

Roteiro da exclusão: passeio político equialente a lavar as mãos com água-benta.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Alfama, Lisboa

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

Cavaco Silva vai receber mais uma vez o senhor Palma do sindicato dos magistrados do Ministério Público que lhe solicitou a audiência com urgência. O senhor Palma vai manifestar ao presidente da República as suas preocupações com a lentidão com que este processo está a ser investigado, estranhando que tenha demorado tanto tempo a ser ouvido Dias Loureiro.

Na sequência de intervenções idênticas relativas a outros processos mediáticos o magistrado vai pedir a influência do presidente no sentido de serem afectos meios, até porque a comunicação social já se queixa de que as investigações são tão poucas que nem há matéria para fugas ao segredo de justiça. Já há quem diga que, ao contrário da justiça americana que já condenou Madoff, a portuguesa parece sofrer de ejaculação precoce, principalmente quando estão envolvidos nomes grandes do PSD e, principalmente, do cavaquismo.

Ao que parece na reunião também se vai discutir o modelo de negócio das acções da SLN compradas pelo então cidadão Cavaco Silva.

JUMENTO DO DIA

Elisa Ferreira

Se há coisa que não falta em Bruxelas são casas por alugar, é rara a rua onde não se conseguem ofertas de casas, quem quiser ir viver para Bruxelas quase pode escolher o sítio onde quer morar através de um mapa e só depois procurar uma casa livre.

Se Elisa Ferreira pretende demonstrar a sua total entrega à candidatura ao Porto não é abandonando a casa que o faz, é renunciando ao mandato no Parlamento Europeu.

AVANTE: ÓDIO E DOR DE CORNO (1)

A quem quiser ter uma lição sobre como se destrói um adversário incómodo recomendo uma visita ao Avante, não é tão eficaz como nos tempos da Sibéria mas é o que se pode arranjar num partido que em público se diz democrata mas em privado recorre a métodos próprios dos fascistas:

«Foi ele António Chora, o dirigente sindical da Autoeuropa, que fez questão de se apresentar no Solar dos Presuntos (local do repasto) para declarar solenemente ao Pinho, ao jantar e a Portugal que «o ministro fez muito pela indústria do País».

Tão salvífica prestação valeu ao Chora um lugar à esquerda do ministro, pois claro, e o destaque da sua presença no jantar em todas as reportagens do evento, enquanto ao Diário de Notícias dava a possibilidade de titular o seu relato com a ribombante afirmação «Manuel Pinho fez jantar de despedida com trabalhadores».

A confirmá-lo, ali estava o Chora a brindar, animadíssimo, entrechocando copos com o próprio governante.Acontece que António Chora não é um simples operário entre os milhares da Autoeuropa: é sobretudo porta-voz da Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa, papéis que lhe granjearam relevo nacional, no exercício dos quais conquistou inesgotáveis receptividades na Comunicação Social e aberta simpatia nos patrões e comentadores afins.» [Avante 09-07-2009]

Depois de ultrapassado pelo seu-exmilitante agora militante do BE, depois da raiva sentida pelos elogios públicos da generalidade da comunicação social ao líder da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, depois de ver a sua manobra na empresa denunciada como uma estratégia que coloca os interesses partidários acima dos trabalhadores e do país, resta ao PCP a tentativa de destruição moral do António Chora. Os fascistas não fariam melhor do que um tal Henrique Custódio a quem coube o trabalho sujo.

António Chora cometeu dois crimes puníveis com a Sibéria, abandonou o PCP e colocou os interesses dos trabalhadores acima da mesquinhez da estratégia partidária de Jerónimo de Sousa, por muito menos está a Sibéria cheia de esqueletos.

AVANTE: ÓDIO E DOR DE CORNO (2)

O PS começa a estar aliviado, desde que o PCP foi ultrapassado pelo BE este partido tornou-se o inimigo número um de Jerónimo de Sousa, acabaram-se os tempos de farsa, quando Louçã e Miguel Portas eram tolerados nas manifs e até apareciam de braço dado com a elite sindical do PCP:

«Muito progrediu o BE desde a sua criação. Já vai longe, pelos vistos, aquele bernsteiniano «movimento» descrito na Declaração «Começar de Novo», empenhado em enriquecer «instrumentos de participação directa dos cidadãos na vida política», tão crítico do «impasse do sistema político português», que sublinhava que «as principais decisões não se tomam em sede parlamentar ou sequer no governo». » [Avante 09-07-2009]

AVANTE: OS TALIBÃS E A AL-QAEDA JÁ SÃO LIBERTADORES

O PCP já se esqueceu do que disse quando as tropas russas foram expulsas do Afeganistão deixando um governo fantoche entre à resistência afegã. Agora que o Ocidente combate terroristas o Avante descobre que afinal a Al-Qaeda e os talibãs são libertadores:

«As tropas de Obama iniciaram mais uma ofensiva militar no Afeganistão para tentar liquidar a resistência contra a ocupação estrangeira e se possível fazer alastrar o conflito ao Paquistão, um Estado possuidor de armas nucleares. A chamada «operação paz duradoura» que sustenta a agressão militar dos EUA e da NATO resulta de um acto unilateral que afronta a Carta das Nações Unidas e os princípios do Direito Internacional. » [Avante 09-07-2009]

AVES DE LISBOA

Periquito-de-colar [Psittacula krameri]
Local: Parque Eduardo VII

AVES DE LISBOA

Belém

CRSCE E APARECE

«À medida que envelhecemos, vamos sendo obrigados a lidar com as condescendências dos mais jovens. E vai-se criando a urgência de arranjar novas formas de insultá-los.

Estas condescendências, sempre bem-intencionadas, podem ser verbais (cotas) ou comportamentais ("O senhor quer que eu o ajude a atravessar a rua?"). A única coisa que as une é pedirem vingança. Violenta.

A que mais me provoca, emocionalmente, é a afirmação de juventude relativa: "O Senhor Miguel deve conhecer isto muito melhor do que eu, que só tenho 37 anos..."

Dá-me sempre a noção que - já não sendo nenhumas galinhas primaveris, como dizem os ingleses (no spring chickens) - querem agora ser novos à nossa custa.

Tanto faria eu ter 90 anos: haveria sempre um jovem de 78 a tremelicar-me que, apesar de já ter ganho um Nobel da Medicina, não tinha a certeza se seria boa ideia tomar uma Aspirina para a dor de cabeça: "Porque o Doutor Miguel, que já tem muitos mais anos disto, é que sabe, porque dores de cabeça não deve ser coisa que lhe tenham faltado, então com os copos, ha ha ha..." (breve intervalo para estrangulamento).

Então insultemo-los assim: são embriões. São fétinhos, com acento e tudo. São óvulos e espermatozóides. São bebés; precisam de uma mudança de fralda; estão com sono; são iguais à mãezinha. São néscios e nexinhos; nascituros e turrinhos.

A fórmula do "cresce e aparece" tem de ser actualizada. Ninguém nos pode chamar velhos e sobreviver.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Miguel Esteves Cardoso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O QUE VAI RASGAR MANUELA FERREIRA LEITE?

«Em declarações aos jornalistas, a meio de uma sessão do "Fórum Portugal de Verdade", a decorrer num hotel de Lisboa, Manuela Ferreira Leite foi questionada sobre que políticas sociais pretende "rasgar" - expressão que utilizou há duas semanas referindo-se a "todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social".» [Diário de Notícias]

Parecer:

O problema não está em saber o que iria rasgar, mas sim o que iria fazer.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à idos senhor se sabe o que vai fazer.»

ESTE PROCURADOR-GERAL ESTÁ CADA VEZ MAIS ANEDÓTICO

«O procurador-geral da República considerou hoje, quinta-feira, em Coimbra, que "não há ninguém inocente" no que respeita à lentidão da justiça em Portugal, e que magistrados e cidadãos são igualmente culpados.

Pinto Monteiro admitiu que a lentidão judicial é um factor de insegurança para os cidadãos e não deixou "impune" o Código de Processo Penal, alegando que este permite uma série de expedientes judiciais.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Pois, agora a culpa da lentidão da justiça é do cidadão...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a competente gargalhada.»

MINISTÉRIO PÚBLICO TENTAR DAR OEIRAS AO PSD?

«O Ministério Público pediu hoje a condenação de Isaltino Morais a uma pena efectiva de prisão superior a cinco anos e a inibição do exercício de cargos públicos durante o mesmo período de tempo. Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, abandonou hoje de manhã o tribunal, durante as alegações finais, em protesto contra a forma como o procurador do Ministério Público, Luis Elói, apresentava a sua tese.» [Público]

Parecer:

Já não confio neste Ministério Público, Isaltino pode ser um malandro mas a verdade é que o trabalho dos investigadores não permitiu provar grande coisa para além das suspeitas iniciais.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Diga-se ao PGR que em Portugal condena-se com provas e não com base em suspeitas.»

FERREIRA LEITE SACODE CASO CTT DO CAPOTE

«A Manuela Ferreira Leite recusou-se a comentar as notícias que sugerem que o PSD pode ter recebido dinheiro proveniente dos negócios alegadamente fraudulentos praticados nos CTT durante a administração de Carlos Horta e Costa. "A época em que estamos é propícia a esse tipo de notícias", afirmou ontem a líder do PSD, numa referência à pré-campanha eleitoral.» [Público assinantes]

Parecer:

Compreende-se.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Ferreira Leite porque não suscita o debate em torno da questão da corrupção.»

PAOLO INSELVINI

NABU