sábado, julho 03, 2010

Banalidades

Uma das coisas que mais impressiona no nosso debate político é o baixo nível intelectual das discussões e o facto de uma boa parte do que se diz não passam de banalidades, se muitos dos debates fossem feitos na tasca da esquina ninguém sentiria a diferença. Um bom exemplo disso foi a posição do secretário-geral do PSD a propósito das SCUT, o PSD chamou os jornalistas para Miguel Relvas, com aquele ar de Macário Correia da capital, dizer de cima de um palanque devidamente decorado com a imagem do PSD versão Fomentivest que “ou pagam todos ou não pagam nenhum”, a versão intelectual do “ou há moralidade ou comem todos”.

Veja-se o caso de Manuel Alegre, o seu discurso político está para a poesia como a música clássica está para a música pimba, o seu discurso de candidato presidencial não passa de uma mistura de bojardas de extrema-esquerda com a linguagem de um cristão novo que não perde uma oportunidade para elogiar tudo o que Sócrates decide, ele que durante cinco anos alimentou páginas de jornais e aberturas de telejornais aproveitando todas as oportunidades para afundar o primeiro-ministro, só se calando quando os magistrados tentaram queimar Sócrates na praça pública levando mesmo vozes do PS a dizer que “há sempre quem se cale”.

E o que dizer do discurso de Cavaco Silva? Descontando as baboseira que de vez enquanto diz, lembrando as do Almirante Américo Tomaz, o Presidente da República é um especialista em não comentar ou em comentar quando se espera que fique calado. Compare-se a pressa com que entreviu quando se soube que a PT pretendia comprar a TVI com o seu silêncio quando estava em causa a venda da Vivo. Finalmente veio dizer que cabia ao governo defender o interesse nacional usando a golden share, algo de que se esqueceu no negócio da TVI.

Passos Coelho decidiu seguir ficar calado sabendo que quando abre a boca ou entra mosca ou sai asneira, agora comporta-se como um político ventríloquo, quando quer prometer não liberalizar o despedimento manda o seu coordenador da revisão constitucional fazer essa promessa, quando quer que os seus autarcas fiquem descansados que os respectivos eleitores não pagarão portagens manda o Relvas dizer que “ou pagam todos ou não pagam nenhum”, quando não quer que se saiba o que disse fica calado e só depois sabemos que já se reuniu com o amigo Paulo Portas para lhe prometer um gabinete ministerial para comprar submarinos.

Quando o país carece de soluções ouvem-se atoardas, quando o país precisa de um discurso sério ouvem-se banalidades, quando o país carece de lideranças temos dois candidatos presidenciais que parecem os velhos dos Marretas, quando país carece de seriedade aparece o Freitas do Amaral a apoiar Cavaco depois de este lhe ter comprado pelo menos um parecer jurídico que de nada serviu pois o Tribunal Constitucional mandou-o para o cesto dos papéis.

Falta por cá um Rei Juan Carlos para lhes perguntar "por qué no te callas?".

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Ponte Vasco da Gama, Lisboa

PIERLUIGI COLINA NO MUNDIAL DA ÁFRICA DO SUL

Stephanie de Sakutina/Agence France-Presse/Getty Images[]

«FEELING FRISKY: Former soccer referee Pierluigi Colina posed at Loftus Versfeld Stadium in Pretoria, South Africa, Thursday, one day before Brazil and the Netherlands compete in the World Cup quarterfinals.» [The Wall Street Journal]

JUMENTO DO DIA

Pedro Passos Coelho

Parece que Pedro Passos Coelho não tem segurança nas sondagens e já reuniu duas vezes com Paulo Portas para fazer negócios políticos. Faz todo o sentido mas revela falta de transparência da parte do líder do PSD que parece não ter coragem de assumir em público os negócios que anda a fazer em privado. Aos poucos Passos Coelho vai-se transformando numa marioneta de interesses e isso começa a ser cada vez mais evidente.

«Passos Coelho e Paulo Portas já se encontraram para conversar pelo menos duas vezes desde que Passos chegou à liderança do PSD e há duas conclusões já fixadas na estratégia pré-eleitoral dos dois partidos. Portas chegou a pensar numa coligação pré-eleitoral, mas Passos não está disponível. O líder social-democrata quer ir a votos sozinho e lutará por uma maioria absoluta, embora reserve ao CDS o estatuto de "parceiro natural".

"Mesmo que o PSD tenha uma maioria absoluta, o CDS e o seu líder terão sempre um papel importante no nosso projeto", afirmou ao Expresso o porta-voz social-democrata. Miguel Relvas diz que "a realidade do país é tão grave e as reformas necessárias tão profundas, que vai ser preciso agregar sectores de opinião e partidos para levar por diante o que tem que ser feito".» [Expresso]

A CAÇA AO HOMEM

«Vinha no carro a ouvir o noticiário da rádio e o assunto principal era a convocatória que um juiz de instrução criminal tinha enviado ao Parlamento para que o primeiro-ministro pudesse ser interrogado no âmbito de uma queixa-crime particular por difamação e injúrias, interposta por Manuela Moura Guedes. E a notícia acrescentava que a Comissão de Ética do Parlamento tinha recusado "levantar a imunidade" parlamentar ao primeiro-ministro, por considerar que ele não é deputado. De seguida, ouviu-se a opinião de vários juristas, os quais, para não variar, não coincidiam nas razões jurídicas, mas apenas na conclusão: a convocatória era perfeitamente deslocada, fruto de uma precipitação do juiz, dando seguimento a um erro do Ministério Público. Depois, dava-se conhecimento dos habituais comunicados da PGR e do Conselho Superior da Magistratura, tentando justificar a argolada e chutando as culpas, subtilmente, de uns para os outros. Enfim, seguia-se a opinião política sobre o assunto de um editor de jornal diário. E, em substância, declarou este, em tom convicto e acusatório: mais um escândalo envolvendo José Sócrates, a gota de água que faltava num copo já a transbordar, etc. e tal.

Fiquei a meditar naquilo: mais um escândalo envolvendo José Sócrates? Que escândalo - a trapalhada jurídica a que ele era absolutamente alheio? O facto de alguém, no uso de um direito que cabe a qualquer um, ter apresentado uma queixa-crime contra ele porque se julgou ofendida?

Recuemos no 'escândalo'. Há seis anos - seis! - que dois procuradores do MP e vários agentes da PJ investigam o chamado 'caso Freeport', prorrogando sucessivamente todos os prazos, arrastando o processo sem que se entenda para quê ou porquê, e fazendo desta investigação, junto com a do 'caso Maddie', a mais cara de sempre do MP. Onde está o escândalo? No facto de se eternizar durante seis anos uma investigação que, só e mais nada, visa apurar se o primeiro-ministro que nos governa foi ou não corrompido, mantendo entretanto vivas as suspeitas sobre ele? No facto de essas suspeitas, e alguns documentos do processo, supostamente em segredo de justiça, terem alimentado durante um ano a fio e em época eleitoral o "Jornal de Sexta" da TVI? No facto de nem o procurador-geral da República, putativo superior hierárquico dos procuradores, ter poderes para lhes ordenar que, concluam o que concluírem, ponham fim à investigação - coisa que não pode fazer porque eles são 'independentes'? No facto de não haver ninguém, instituição alguma, que lhes possa exigir responsabilidades por manterem um cidadão sob suspeita de corrupção durante seis anos, manchando diariamente o seu nome na praça pública, e nisso gastando dezenas ou centenas de milhar de euros dos contribuintes, porque eles são 'irresponsáveis'? No facto de nem sequer poderem ser afastados do processo, como sucederia em qualquer empresa privada, porque são 'inamovíveis'? Será isso o escândalo? Não, o escândalo é que o nome de José Sócrates esteja no processo - com razão ou sem razão, não importa.

Com razão ou sem razão - cada um julgará de acordo com os seus critérios de jornalismo - José Sócrates acabou por se rebelar contra o "Jornal de Sexta" e desabafar que aquilo era "um jornal travestido, de caça ao homem, motivada por razões de ódio pessoal". Disse o que muitos pensavam, mas raríssimos se atreveram a dizer, o que é bem curioso: tinham mais medo do "Jornal de Sexta" do que de José Sócrates. E, quando Sócrates, farto de se ver associado todas as semanas ao escândalo Freeport (onde nunca foi ouvido nem teve a possibilidade de se defender!), reagiu, em defesa própria, foi outro escândalo: tentativa de censura, acto próprio de alguém que "convive muito mal com a liberdade de imprensa". Quer dizer: se ele, insultado quase diariamente aqui e ali (e, como se viu, com o perdão e o apoio da magistratura), resolve reagir em defesa própria, é um censor. Parece assim que as funções de primeiro-ministro comportam muito menos direitos nesta matéria do que as funções de qualquer outro cidadão: o PM, em nome da liberdade de imprensa, só tem o direito de comer e calar. Se ele, reagindo, processa aqueles que entendeu que o ofenderam para lá dos limites toleráveis, é um escândalo, uma ameaça à liberdade de imprensa - que, felizmente, os magistrados não consentem. Mas se é alguém que o processa a ele, é outra vez um escândalo e da sua responsabilidade.

E mais escândalo a propósito da célebre tentativa de compra da TVI. Já aqui disse que também eu acho impossível que o primeiro-ministro ignorasse a negociação em curso. Não sei se teve a ideia, se apenas a incentivou ou consentiu ou nada disso. Mas que sabia dela, tenho poucas dúvidas. Só que isso não é crime e mentir no Parlamento também não. Também já aqui escrevi que as escutas reveladas pelo "Sol" mostraram quanto um certo círculo de amigos ou serventuários de José Sócrates representam a podridão da política e da simples decência. É lamentável, para dizer o mínimo, que o primeiro-ministro precise dos serviços de gente daquela e recorra ao expediente de comprar pequenos-almoços de propaganda política com um futebolista, pagos por uma empresa de capitais maioritariamente públicos (o facto mais grave de todo este caso e que, talvez por envolver um intocável futebolista, não foi seguido nem investigado a sério por ninguém). Mas, em lado algum, no 'processo TVI', existiam indícios, mínimos que fossem, da prática de qualquer crime - a menos que se queira subscrever a tese ad hoc dos magistrados de Aveiro, vendo na tentativa de compra da TVI pela PT, eventualmente para silenciar o "Jornal de Sexta", suspeitas graves de um "crime de atentado ao Estado de Direito" (assim confundindo alegremente Manuela Moura Guedes com o Estado de Direito).

O escândalo não esteve no facto de vários jornalistas, utilizando o expediente de se constituírem 'assistentes' no processo-crime de Aveiro aproveitarem para ler as escutas e depois as publicarem, num desvirtuamento do espírito da lei que é chocante e revelador do 'vale tudo' em que se caiu. O escândalo não é o facto de nos dizerem que é tudo uma questão de tempo até que as escutas estejam ao alcance de todos, uma vez arquivado o processo ou deduzida acusação - mesmo que os escutados não sejam parte no processo e a violação da sua correspondência privada não possa ser validada nem usada em juízo. O escândalo não é que Pacheco Pereira tenha andado a consultar escutas que não podem ser usadas em processo-crime porque a Constituição o proíbe e com toda a razão e que, menos ainda, podem então ser usadas para um processo político e para a luta partidária. Não, o escândalo foi que Mota Amaral, contra a vontade de Pacheco Pereira e o entusiasmo do magistrado que enviou as escutas para o Parlamento, tenha tido a dignidade de defender a Constituição contra a tentação estalinista de suspender os direitos e garantias individuais em nome do 'interesse público'.

Faça-se o juízo político, e até pessoal, que se fizer sobre José Sócrates, Mário Soares tem razão quando diz que nenhum primeiro-ministro foi tão perseguido e atacado quanto ele. Tem contra ele a oposição normal, mas tem também toda a magistratura, a quem se atreveu a tentar retirar alguns privilégios, como quinze dias dos dois meses de férias a que tinham direito (já lhos devolveu), e um sem-número de jornalistas e colunistas que vivem numa obsessão com a sua pessoa que é doentia e que os leva mesmo a julgar que quanto pior disserem dele, mais populares serão. É certo que Sócrates se pôs a jeito muitas vezes. Que se meteu em demasiadas trapalhadas e, sobretudo, que se fez rodear de alguma gente infrequentável. Mas há uma diferença no seu estatuto, que é própria das democracias: ele foi eleito e os jornalistas e os magistrados não. Ao contrário dos magistrados, Sócrates não é independente: depende do seu partido e, nas suas funções, depende do Parlamento e do Presidente da República. Não é irresponsável - responde também perante a imprensa, a opinião pública, os eleitores e os tribunais. Não é inamovível: pode ser afastado por nós nas próximas eleições ou na Assembleia da República, a todo o tempo.

Por uma questão de formação, eu prefiro sempre ser governado por aqueles que posso ajudar a escolher e a afastar, com o meu voto. É por isso que sou republicano e não monárquico. É por isso que me sinto mais seguro quando o poder está nas mãos de quem foi eleito do que de quem tem um cargo vitalício ou não escrutinável. E, como dizia Sartre, "daqui não saio".» [Expresso]

Parecer:

Por Miguel Sousa Tavares.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

QUE HORROS, IGUAIS AOS OUTROS!

«Os capitalistas, com um milhão de acções ou 500, fizeram o que lhes apeteceu: votaram por ou contra, segundo o interesse. É esse um dos encantos do capitalismo, o interesse de cada um (em francês percebe-se melhor, "intérêt" é também "lucro"). O Governo, votando contra, seguiu o seu interesse. O interesse de um Governo é o do país que governa, e há bons argumentos nacionais para a PT guardar a ligação à Vivo brasileira. Mas também se pode suspeitar de que o Governo tenha agido no interesse próprio: o uso da golden share terá sido só manobra política para capitalizar com causa popular. Então, o Governo votou "não" por causa de Portugal ou do PS? Tirando a hipótese de uma comissão parlamentar não vejo como deslindar. Mas proponho uma solução quantificável. Quando a golden share for abolida, daqui a dias, se a Telefónica pagar os 7,15 mil milhões já prometidos, a PT não perdeu nada e o Governo marcou uma posição. Se forem menos de 7,15 mil milhões arrecadados, então, o Governo errou. Daqui a dias vamos tirar a limpo. Não me venham é com as perdas morais por o nosso Governo interferir em negócios. Em 2005, por "patriotismo económico", o Governo francês opôs-se a OPA americana à Danone. É certo que é empresa de iogurtes e sabemos a importância que a França dá ao palato. Mas também nós damos importância patriótica às palavras, que é o negócio da Vivo.» [DN]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A MISÉRIA DA CULTURA

«Para começar uma excelente notícia, o jornal 24 Horas fechou. Pelas melhores razões, falta de leitores. É certo que o "estilo" 24 Horas invadiu nestes últimos tempos os chamados jornais "sérios" e portanto a competição aumentou. O Sol, o Expresso ou o Público já não passam sem uma boa intriga. E quanto mais sórdida melhor. Mesmo assim o encerramento deste pasquim é um pequeno sinal de civilização. O povo é sereno.

Dito isto, o assunto que quero abordar é o da falta de dinheiro na cultura. Sendo certo que por estes dias toda a gente se queixa do mesmo, no caso da cultura é diferente. A coisa é crónica. Qualquer pessoa que siga este tema, mesmo que só em títulos, depressa tira duas conclusões. O debate cultural em Portugal raramente é sobre cultura, mas sobre dinheiro. Todos os anos, e sempre que calha, discute-se a distribuição de verbas, mas não se fala do que se vai fazer com elas. Os ministros falam de promover a qualidade, mas não sabem o que é a qualidade.

Apesar das importantes mudanças sociais e tecnológicas das últimas décadas a nossa cultura estagnou, não mostra capacidade de atualizar ideias e modos de fazer. Falta inovação onde há excesso de rotina e repetição. Mas pior, também não há regeneração geracional. Ainda agora, que se instalou nova algazarra a propósito dos cortes do ministério, os nomes que aparecem a barafustar são os mesmos de sempre. E das duas uma, ou esta gente apesar de tanto apoio sucessivo não conseguiu afirmar-se ao ponto de se libertar da dependência dos subsídios, ou trata-se simplesmente de garantir um modo de vida à custa do orçamento de estado. Muito curiosamente, dizem-se independentes…» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Por Leonel Moura.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

NIXON QUERIA LIVRAR-SE DO "FILHO DA P." DO SALVADOR ALLENDE

«
Gravações desclassificadas nos Estados Unidos revelaram a intenção do antigo presidente Richard Nixon (1969-1974) de retirar o então presidente chileno Salvador Allende do poder.

Nas gravações, Nixon aparece a dizer que quer "dar um pontapé no rabo" e derrubar "o filho da p..." do Salvador Allende, que veio a morrer no golpe de Estado liderado por Augusto Pinochet, em 1973.» [DN]

Parecer:

Nixon foi um dos maiores sacanas da política norte-americana.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco Silva se as suas conversas com Fernando Lima também foram gravadas.»

DIRECTOR DA PJ PUXA O TAPETE AO MINISTRO

«O director da Polícia Judiciária (PJ) garantiu que não pode ter havido duplicação de estatísticas nos dados enviados pela PJ ao Ministério da Justiça sobre os crimes com armas de fogo, contradizendo o que tinha admitido o ministro Alberto Martins, para justificar o "apagão" de quase 15 mil registos do site oficial do ministério.

Foi um Almeida Rodrigues determinado que ontem, sem hesitações, em sede de audição da 1.ª Comissão Parlamentar, deixou claro que "a PJ só envia o registo dos crimes que está a investigar" . Os outros casos, que podiam originar duplicação, invocados pela equipa do MJ há uma semana, como o registo do mesmo crime por duas forças de segurança ou as investigações reabertas, têm essa referência inscrita no processo.

"Da parte da PJ", reforçou" não há qualquer possibilidade de duplicar registos" ainda mais porque "os processos são auditados mensalmente". Recorde-se que, conforme noticiou o DN, a eliminação de dados, que o Governo sustenta ter sido um "erro estatístico", foi feita na tabela relativa à PJ.Este alto responsável denunciou ainda que há forças de segurança que registam crimes que não são da sua competência, violando a Lei de Organização e Investigação Criminal (LOIC), e que isso pode contribuir para as duplicações de dados, pois "a PJ não abdica de registar os crimes que são da sua competência". » [DN]

Parecer:

O mais curioso destas declarações é a luta da PJ por mostrar serviço nas estatísticas o que acaba por contradizer o próprio DN da PJ.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acabem-se com as disputas entre forças policiais e com a mania da PJ de mostrar serviço à custa dos outros.»

MAGISTRADOS CONSEGUIRAM O QUE QUERIAM

«Em comunicado dirigido à CMVM o banco justifica a decisão devido ao "imprevisto arrastamento do processo judicial" que "tornou inconveniente para o interesse social o prolongamento da actual situação de suspensão de funções".

Segundo o BCP, Armando Vara terá, no entanto, "direito a receber a quantia correspondente à que lhe seria devida até ao termo normal do mandato em curso".» [DN]

Parecer:

Ainda não acusaram ninguém mas já chegaram a condenações graças aos julgamentos promovidos na praça pública com acusações manhosas e sem direito de defesa dos arguidos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Procurador-Geral.»

O COMBOIO ESPANHOL PAROU EM BELÉM!

«Para o Presidente da República, "o Governo tem todo o direito de utilizar os instrumentos à sua disposição" para defender os interesses do país.

"Desde que se respeite o quadro legal, o Governo tem todo o direito de utilizar os instrumentos à sua disposição para defender o que considera ser o interesse estratégico de Portugal", afirmou hoje Cavaco Silva nas primeiras declarações do Presidente da República sobre a utilização, da parte do Governo, da ‘golden share' na PT para vetar a venda da Vivo aos espanhóis da Telefónica, aprovada por mais de 70% dos accionistas em assembleia-geral.» [DN]

Parecer:

Cavaco falou com dois dias de atraso, isto é, depois de avaliar se a decisão governamental tinha captado o apoio do eleitorado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso amarelado.»

JARDIM MANUEL PINHO

«No dia em que passa exactamente um ano após Manuel Pinho, ex-ministro da Economia, ter feito corninhos em pleno Parlamento, é homenageado em Aljustrel. O nome do ex-governante será a partir de hoje o nome de um jardim público.

Manuel Pinho esteve precisamente nesta vila das pirites alentejanas há pouco mais de um ano. Nessa altura, não foi visitar as minas e muito menos o jardim onde irá hoje e que agora recebe o seu nome. Foi, sim, para entrar no campo do Sport Clube Mineiro Aljustrelense e anunciar um donatido de 5000 euros da EDP. Um tema que na altura originou forte polémica.» [Expresso]

Parecer:

Espero que no jardim acha uma flor mal cheirosa com o nome de Bernardino Soares.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento o conhecido simpatizante da democracia norte-coreana.»

FERNANDO NOBRE PREVÊ O ÓBVIO

«O candidato presidencial Fernando Nobre revelou hoje, em Coimbra, “elevadíssima preocupação” com o aumento do desemprego em Portugal que, vaticinou, deverá continuar a aumentar.
Segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal voltou a subir, atingindo 10,9 por cento em maio, enquanto na União Europeia e na Zona Euro a média se manteve nos 9,6 e nos 10 por cento, respetivamente.»
[i]

Parecer:

Se falhar as presidenciais tem lugar certo no INE. Depois desta só falta ouvi-lo concluir que Portugal está numa situação insustentável.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se um lugar no INE para o Dr. Fernando Nobre.»

FAÇAM SOPA EM CASA, DIZ A MINISTRA DA SAÚDE

«A ministra da Saúde, Ana Jorge, apelou hoje, sexta-feira, às famílias portuguesas para fazerem "sopa em casa" em vez de gastarem em "fast food", aproveitando a necessidade de contenção económica e como forma de combater a obesidade.

Questionada pelos jornalistas sobre a reunião sobre obesidade que hoje, sexta-feira, mantém no Hospital da Prelada, no Porto, a ministra enfatizou que é necessário "encarar a obesidade em todas as suas vertentes", recusando resumir o tratamento à cirurgia.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Acho bem, até acho que o Conselho de Ministro deveriam ter uma cantina onde os ministros almoçaria sopa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»

MARADONA ATRIBUI VITÓRIA DA ESPANHA SOBRE PORTUGAL À ARBRITAGEM ARGENTINA

«O seleccionador argentino de futebol, Diego Maradona, defendeu hoje, sexta-feira, que Espanha eliminou Portugal, nos oitavos de final do Mundial África do Sul2010, graças ao árbitro argentino Hector Baldassi, comparando um dos auxiliares ao cantor invisual italiano Andrea Bocelli.

"Baldassi não deixou Portugal chegar à área da Espanha porque cada bola dividida era para Espanha. Sou amigo de Baldassi, mas pareceu-me uma arbitragem horrível", afirmou Maradona, cuja equipa defronta sábado a Alemanha, nos quartos de final da prova.

Para o "astro" argentino, a expulsão do português Ricardo Costa, nos minutos finais da partida, foi injusta, além de o golo de David Villa ter sido obtido em fora de jogo.

"Dizem que o (golo) de Tevez foi fora de jogo, mas o de Villa foi um fora de jogo tão grande como este Mundial. O árbitro esteve mal, mas o juiz de linha era o Andrea Bocelli", continuou o "Pibe d'Oro", referindo-se ao tento inaugural da vitória argentina sobre o México (3-1), nos oitavos de final, e ao árbitro auxiliar do Portugal-Espanha, comparando-o com aquele cantor invisual italiano.

Maradona acrescentou que o árbitro do jogo entre a "equipa das quinas" e a seleção "roja" não assinalou "dois ou três agarrões a jogadores portugueses" e que, "como tudo isso se vai acumulando, a Espanha agarrou na bola e fez muitos estragos".» [JN]

Parecer:

Fala quem sabe enquanto os responsáveis da FPF parece ter medo dos senhores da FIFA e ficaram calados, talvez contem com algum tacho como contrapartida.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

RIDÍCULO

«No documento, que resulta de um consenso alcançado ontem, quinta-feira, entre os dois partidos, pode ler-se que "a instalação do dispositivo electrónico de matrícula nos veículos automóveis e seus reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas ou vias equiparadas é facultativa e depende da adesão voluntária do respectivo proprietário".

De acordo com o texto, o "chip" de matrícula passa a destinar-se "exclusivamente à cobrança electrónica de portagens (...), ficando vedada a utilização do dispositivo electrónico de matrícula para quaisquer outras finalidades".

No que respeita ao pagamento das portagens, o texto prevê quatro formas: utilização do dispositivo eletrónico de matrícula, utilização do dispositivo Via Verde, utilização de dispositivo temporário e o pós pagamento", agora sem qualquer custo adicional.» [JN]

Parecer:

Esta ideia peregrina de fotografar para depois mandar a conta da portagem é uma idiotice tão grande que vai haver muita gente por esse mundo fora a rir de Portugal.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

POLVO ADIVIDA A VITÓRIA DA ALEMANHA SOBRE A ARGENTINA

«Já conhece Paul, o polvo que adivinha os resultados dos jogos do Mundial? Pois o molusco já fez a sua previsão para o jogo deste sábado entre a Alemanha e a Argentina.

Paul tem dado os prognósticos para todos os jogos da Alemanha e nunca falhou, tendo mesmo acertado na derrota da selecção alemã frente à Sérvia e a vitória frente à Inglaterra.

Para saber qual o palpite de Paul, os tratadores põem duas caixas de plástico com comida, sendo que uma tem a bandeira alemã e a outra com a do adversário.

Desta vez, Paul aposta na vitória da Alemanha contra a Argentina, mas, apesar de ter escolhido de imediato a caixa da Alemanha, demorou cerca de uma hora a entrar, o que, segundo os tratadores, indicará que será uma vitória difícil. » [Portugal Diário]

Parecer:

Uma coisa é certa, nestas coisas do futebol os polvos abundam e costumam acertar muitas coisas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pela confirmação.»

GLASTONBURY FESTIVAL 2010 [Boston.com]

G20 PROTESTS IN TORONTO [Boston.com]

TRINE BJORNSTAD

OFF

sexta-feira, julho 02, 2010

Isto é um país ou a bomba de gasolina de Boliqueime?

«"Hoje é assunto de que não devemos falar. Temos aqui cerca de 50 jovens chefes de cozinha e que eu fiz questão de, na pessoa deles, homenagear a gastronomia portuguesa e ajudar a projetar essa gastronomia por esse mundo fora", afirmou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém.» [Diário Económico]

Foi nestes termos que Cavaco Silva evitou comentar o negócio da Vivo, isto é, entre falar do maior negócio da economia portuguesa das últimas décadas o presidente da República optou por dizer aos portugueses que está tentando salvar o país vendendo pastéis de bacalhau aos esquimós.

É evidente que Cavaco deve evitar falar de negócios, mesmo quando esteja em causa uma decisão governamental que tenha por consequência a sua não realização, é também evidente que o inventor nacional das golden shares se sinta incomodado com tema quando se sabe que o líder do seu partido falou dessas golden shares como se tivessem sido uma invenção do PS. Só que por um negócio de muito menor dimensão, a tentativa de compra da Media Capital pela PT, Cavaco não só falou como falou demais.

A diferença entre o negócio da Vivo e o negócio da Media Capital é evidente, no primeiro poderia estar em causa o interesse nacional, no segundo estavam em causa interesses político-partidários, no caso da Vivo eram os accionistas que queriam vender, no caso da Media Capital eram os cavaquistas do PSD que receavam a venda. A conclusão é óbvia, quando estavam em causa as estratégias políticas de Manuela Ferreira Leite que via no trabalho de Manuela Moura Guedes a sua sobrevivência política Cavaco não perdeu tempo a tomar posição, agora que está em causa o interesse do país o presidente da República descobre que este interesse reside nos pastéis de bacalhau.

O país fica com a impressão que quando espera que Cavaco fale este fica calado e quando acha que este deve ficar calado o presidente decide falar. Devia ter ficado calado na questão das escutas mas falou de forma lamentável em plena campanha eleitoral, devia ter ficado calado em relação ao processo BPN e falou para defender o seu amigo Dias Loureiro, devia ter ficado calado quando promulgou o casamento gay e falou de economia. Por outro lado, quando se espera que Cavaco fale a resposta é sempre um “não posso comentar”.

Mas pior do que comentar ou não comentar é a total ausência de grandeza dos argumentos que usa, um presidente da República não pode justificar que não está presente nas cerimónias fúnebres de um prémio Nobel da Literatura dizendo que vai mostrar os Açores aos netinhos ou já tem o cozido no fogão, da mesma forma que não pode dizer que está mais preocupado em vender pastéis de bacalhau do que com o negócio da Vivo, isto é um país, não é a mercearia e bomba de gasolina para bicicletas a motor de Boliqueime.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Azulejos do Palácio dos Marqueses de Fronteira

JUMENTO DO DIA

Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência

Pedro Silva Pereira, em resposta ao PSD, diz que nenhuma força política portuguesa disse que o negócio era bom, argumento ridículo para justificar o veto a um negócio decidido pelos accionistas. Acontece que o governo também não explicou em que medida o veto defendeu o interesse nacional.

«Notou ainda Silva Pereira que a "posição do PSD contribui para um consenso político nacional sobre a forma como esta proposta surgiu", na noite anterior à assembleia-geral de accionistas da PT e concluiu que "não houve nenhuma força política em Portugal a dizer que o negócio era bom e devia ser feito".» [DE]

OPERA COMPANY OF PHILADELPHIA "FLASH BRINDISI" AT READING TERMINAL MARKET

FALTA DE CORAGEM

As posições de Sócrates e de Pedro Passos Coelho em relação às SCUT revela que os dois líderes partidários estão numa partida de jogo eleitoral em que cada um evita perder votos. Passos Coelho refugia-se na posição cómoda de é gratuito para todos ou para nenhum na esperança de que seja gratuito para todos ou, no caso inverso, seja Sócrates a suportar os custos. A maioria dos autarcas empenhados na revolta contra as portagens é do PSD e o que Passos Coelho pretende é que os seus eleitores beneficiem de borlas.

Sócrates está agarrado às promessas eleitorais generosas que fez e à própria história das SCUT que são uma invenção do governo de António Guterres.

Só que o futuro do país não pode depender de estratégias eleitorais ou de jogadas manhosas quando está em causa a estabilidade económica do país. Haja seriedade.

ASSIM NÃO GANHAMOS CARLOS!

COINCIDÊNCIAS

Depois de anos sem receber a Fenprof de Mário Nogueira o presidente da República recebeu Mário Nogueira no mesmo dia em que Maria de Lurdes Rodrigues lançava um livro com a presença de José Sócrates. Longe vão os tempos em que Cavaco usava as reformas de Maria de Lurdes Rodrigues para se gabar do esforço reformista de Portugal quando discursava nas suas deslocações ao estrangeiro. É o grau zero do cavaquismo.

ANÚNCIO DE UMA DERROTA

«No princípio do ano lectivo, escrevi aqui sobre uma experiência-piloto francesa para lutar contra o absentismo escolar. Nos arredores de Paris, Créteil, zona própria para estes testes tal como as pastilhas antitabágicas se experimentam com fumadores, escolheram-se seis turmas de três liceus. Deu-se uma bolsa de 2 mil euros a cada uma, bolo que poderia chegar a 10 mil euros no fim do ano, caso os alunos cumprissem o desafio. Que era: garantir que a turma toda não tivesse faltas (bastavam as de um para todos perderem o prémio). Gostei da ideia nova, sobretudo por levar a turma a convencer um colega a não sabotar o interesse comum (os 10 mil euros seriam gastos em projectos colectivos, como viagens escolares e material informático). Houve quem se opusesse à experiência, entre outras razões por se ir pagar o que era um dever, mas eu sempre preferi o náufrago que estrebucha àquele que se deixa ir. Esta semana, foram anunciados os resultados da experiência: derrota em toda a linha. Os professores não aderiram, os alunos não se motivaram e, talvez por causa da publicidade, houve até alguns que fizeram gala em faltar. Já foi anunciado que a experiência não vai repetir-se para o ano. Por ironia, o parlamento francês, anteontem, votou para que os abonos sejam retirados às famílias de alunos faltosos. Depois da cenoura, o pau de marmeleiro.» [DN]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

CALIFÓRNIA GREGA

«A recente divulgação pela CMA, uma empresa internacional especializada na informação sobre risco de crédito, de um substancial aumento da probabilidade de incumprimento da dívida soberana da Grécia (para praticamente 70%), colocou de novo sobre pressão os mercados financeiros. Nessa mesma informação, Portugal aparece também no ‘top ten’ com uma probabilidade de incumprimento de 25%.

Naquele ‘ranking' divulgado pela CMA há, no entanto, um elemento muito interessante e que terá passado praticamente despercebido: o Estado da Califórnia está imediatamente acima de Portugal com uma probabilidade de não pagamento de 26%.

É conhecida de muitos a situação calamitosa das finanças públicas daquele Estado norte americano (que caso fosse independente seria a sexta maior economia do mundo), tanto a nível do défice público, como da dívida acumulada. No entanto e apesar das agências de ‘rating' reflectirem essa realidade nas respectivas notações, a verdade é que não tem sido notícia nos mercados, apenas agora, quando se aproximam as eleições para Governador é assunto da política interna norte americana e muito mais numa perspectiva do combate republicanos - democratas, medidas fiscais e de relançamento económico do que numa óptica de salvação de uma eventual bancarrota.» [DE]

Parecer:

António Gomes Mota.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

QUEIROZ JÁ TEM OS PATINS POSTOS

«Luís Aragonés, antigo seleccionador espanhol, de 71 anos, é apontado no país vizinho como estando na iminência de suceder a Carlos Queiroz no comando da selecção portuguesa. Segundo o jornal ‘A Marca’, de Madrid, a FPF já procura um substituto para Queiroz, cujo trabalho tem sido severamente criticado após a eliminação do Mundial da África do Sul.» [CM]

Parecer:

Depois dos resultados e com um conflito com o balneário faz todo o sentido devolver Queiroz ao Manchester.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Ferguson se aceita devoluções.»

SÓCRATES DIZ QUE NÃO ATROPELOU OS DIREITOS DOS ACCIONISTAS DA PT

«O primeiro ministro, José Sócrates, garantiu que "ninguém atropelou os direitos dos accionistas" da Portugal Telecom (PT), com a decisão do Governo de impedir a venda da participação da empresa portuguesa na Vivo à espanhola Telefónica.

"O Governo fez o que devia fazer para defender os interesses estratégicos de Portugal e da Portugal Telecom", salienta José Sócrates num artigo de opinião publicado hoje no jornal Público.

Na quarta feira, os accionistas da PT aprovaram por 76 por cento a proposta da Telefónica de compra da participação da empresa portuguesa na Vivo por 7.150 milhões de euros, mas o Estado usou os seus direitos especiais de accionista, com a "golden share", para impedir o negócio.

Salientando que a PT "é uma empresa muito importante" para Portugal e a sua participação na Vivo "é um activo estratégico de sucesso no mercado brasileiro", Sócrates frisa que "a internacionalização da PT e a sua presença no Brasil é absolutamente fundamental para a economia portuguesa".» [DN]

Parecer:

Pois não, atropelou os direitos e mais um pouco atropelava os próprios accionistas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «É fácil ser nacionalista com o dinheiro dos outros.»

QUEIROZ NÃO SE DEMITE

«O seleccionador nacional, Carlos Queiroz, insistiu hoje, na chegada a Lisboa, que Portugal "dignificou e prestigiou" o futebol português no Mundial 2010, rejeitando de novo o cenário de demissão do cargo.

"Está absolutamente fora de causa (a demissão). Se o seleccionador nacional tem de demitir-se porque perdemos 1-0 com a Espanha nos oitavos de final do Mundial, então alguma coisa estará muito mal no trabalho que estamos a fazer", afirmou o técnico, minutos depois da comitiva portuguesa ter aterrado no Aeroporto de Lisboa.» [DN]

Parecer:

Pudera, está a contar com uma indemnização.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Queiroz quanto é que quer.»

TELEFÓNICA MANTÉM OFERTA

«A Telefónica não desistiu de comprar a Vivo, um activo de importância vital para a sua estratégia de expansão no mercado da América Latina, e, já ao final do dia de ontem, anunciou o prolongamento do prazo da sua oferta de 7,15 mil milhões de euros, na tentativa de contornar o veto do Estado português, o único obstáculo para assumir o controlo da operadora brasileira.
Sabendo que o Tribunal de Justiça da União Europeia vai pronunciar-se sobre a golden share no dia 8 de Julho e que daí sairá, provavelmente, o fim dos poderes especiais do Estado na Portugal Telecom, a companhia espanhola mantém a oferta em cima da mesa, mas alargando agora o prazo de aceitação para o dia 16 de Julho. Num comunicado emitido no regulador espanhol, a Telefónica diz considerar que "o veto [do Governo português] é ilegal" e anuncia que "amplia o prazo da oferta até às 23.59 (hora de Lisboa) de 16 de Julho de 2010".»
[DN]

Parecer:

Sempre é melhor comprar a Vivo a bom preço do que a PT ao preço da uva mijona.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Venda-se enquanto é tempo.»

VICE PROCURADOR-GERAL EM SITUAÇÃO ILEGAL

«O número dois da Procuradoria- -Geral da República, Mário Gomes Dias, pode estar, desde o dia 15 de Junho, numa situação ilegal que poderá manter-se por mais alguns meses. Este magistrado atingiu naquela data a idade da reforma (jubilação) o que, de acordo com a lei, deveria ter como consequência o fim da sua comissão de serviço. No Parlamento está uma lei à espera de aprovação que pretende ul- trapassar o problema. O Sindicato do MP pediu uma intervenção urgente do procurador-geral, Pinto Monteiro, e do Conselho Superior do MP.

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) recordou, ontem, que nos termos do Estatuto, os procuradores que atinjam a idade da reforma cessam imediatamente as comissões de serviço. Ora, Mário Gomes Dias exerce o cargo de vice-PGR neste regime. Por isso, ou até à aprovação de uma lei que está em discussão no Parlamento, o número dois da Procuradoria não pratica qualquer acto ou qualquer acção sua pode ser, posteriormente, colocada em causa nos tribunais.» [DN]

Parecer:

O que diria a Procuradoria-Geral da República se fosse o titular de um cargo noutra instituição.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Procurador-Geral da República.»

CAVACO JÁ RECEBE O MÁRIO NOGUEIRA

«Segundo Mário Nogueira, o Chefe do Estado não se limitou a ouvir as preocupações que os sindicalistas lhe levaram. "Além de ouvir, o PR teve uma participação muito activa. Não foi sequer o ouvir e no fim pôr uma ou outra questão, foi um interagir, colocar questões para perceber o que estava a ser dito, como é que coisas estavam a ser feitas, perceber se estava a haver diálogo e como estava a haver", afirmou.

A Fenprof espera agora que esta "sensibilização" do PR "possa permitir questionamentos importantes", numa das discussões que "normalmente há entre a Presidência e o Governo".» [DN]

Parecer:

Muito estranho.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se aposta em conflitos no sector da educação.»

TELEFÓNICA ENGANOU-SE AO IGNORAR OS INTERESSES ESTRATÉGICOS DO GOVERNO

«"A Telefónica estava enganada se acreditava que podia seguir com a oferta sem ter em consideração os interesses estratégicos expressados claramente pelo Governo português”, afirmou ao “Financial Times” José Sócrates.

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu ao “Financial Times” o uso da “golden share” para bloquear a compra da participação da Portugal Telecom na Vivo. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

O problema é que ninguém os ouviu.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Sócrates quais são os interesses estratégicos do governo para a PT, bem como para todas as empresas onde existem golden shares.»

LESZEK KOBUSINSKI