sábado, agosto 28, 2010

Os amigo de Peniche que Portugal tem

A expressão “amigos de Peniche” é uma das mais felizes para caracterizar muitas das personagens que pululam na política portuguesa, basta olhar para o séquito de Pedro Passos Coelho para no seu meio identificar a armada inglesa que lhe foi enviada para libertar o país de Sócrates. Mal as sondagens convenceram Pedro Passos Coelho de que ganharia as próximas eleições, bastar-lhe-ia escolher o momento mais adequado, o exército de apoiantes de Passos Coelho engrossou, não faltando os pitbulls mais agressivos e dispostos a morder em todos os que ousem ofender o líder.

Gente que durante anos andou adormecida, entretida com os seus afazeres públicos ou empresariais, aparece agora empenhada em salvar o país. Os mesmos que muito repentinamente viram em Pedro Passos Coelho o glorioso líder que só Massamá poderia dar ao país estão agora empenhadíssimos em ajudar Portugal.

Tudo o que Sócrates fez ou faz está mal feito, tudo onde o seu rei Midas toca se transforma instantaneamente em ouro. Sócrates foi o idiota que prometeu criar emprego mas foi tão desajeitado que mesmo sem crise internacional criou o desemprego. Pedro Passos Coelho será o salvador que em tempos de crise interna (culpa de Sócrates, claro) e internacional (repentinamente descoberta) criará emprego com uma solução inquestionável pois além de ser de Massamá foi o melhor aluno de curso da Universidade Lusíada (a representante lusa da Ivy League), liberalizando o desemprego.

Estes novos amigo que Portugal ganhou têm solução para todos os males, graças à sua inteligência e empenho é certo de que os males do SNS serão curados, os incêndios florestais darão lugar a prados e florestas verdejantes, os desempregados de Sócrates não só encontrarão emprego como ganharão horas extraordinárias, a despesa Estatal será reduzida e os funcionários Públicos irão em romaria agradecer os aumentos, as SCUT acabarão, o aeroporto da Portela será modernizado e, com um pouco de sorte, até o TGV vai dar lucro.

Enfim, a Portugal não faltam amigos de Peniche trazidos por Pedro Passos Coelho.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Janela na Graça, Lisboa

JUMENTO DO DIA

Fernando Nobre, candidato presidencial

De um candidato presidencial espera-se que discuta questões de regime ou matérias que sejam da competência do Presidente da República. Fernando Nobre parece querer decidir a política fiscal pelo que deve estar enganado, quer se ministro das Finanças e candidatou-se a presidente.

«Em entrevista ao semanário SOL, Fernando Nobre garante que "faria um agravamento de 10%" no escalão máximo de IRS, que foi recentemente aumentado para 45%.

A esse escalão de 55%, explica, estaria sujeito quem ganhasse mais de 40 mil euros por mês.» [DE]

HOJE

A DÚVIDA

Será que o grande repórter Paulo Pinto Mascarenhas denunciar numa manchete do Correio da Manhã a identidade da(o) blogger que no muito respeitável "Albergue Espanhol" tem feito insinuações em relação a Rerro Rodrigues e José Sócrates. Seria uma oportunidade de corrigir a figura triste que fez ao supostamente denunciar a identidade deste modesto blogue, figura triste porque foi o último a saber.

Ficamso todos à espera da grande manchete do Correio da Manhã com o título "elisabethbutterfly é..."

EM QUE PAÍS TEM ANDADO DUARTE LIMA

É o que me apetece perguntar depois de o ouvir dizer na RTP que "não me lembro na minha vida de assistir a uma montagem tão vil e tenebrosa".

Pois, pimenta no cu dos outros para mim é refresco.

PS: As entrevistas de Judite Sousa são como um SNS das personalidades do PSD, sempre que algum está enrascado lá vai ao serviço de urgência da jornalista da RPT.

A CULPA É DO GOVERNO

Não há dia que o jornalista Camilo Lourenço se deite a pensar noutra coisa que não seja em mais um argumento para desancar no governo, desta vez peqgou numa sondagem que conclui que "22% dos portugueses não concorda com as medidas tomadas (nem com a urgência das mesmas) para sanear as contas públicas, refere o Eurobarómetro da Primavera". Como não podia deixar de ser, a culpa é do governo porque não explicou as medidas:

«O que explica esta "ligeireza" dos portugueses, sabendo-se que a austeridade tem sido analisada até à exaustão pelos partidos políticos? Simples: a mensagem que o Governo vem passando ao País é de que está tudo sob controlo. O investimento público mantém-se prioridade (veja-se o TGV), não há necessidade de cortes salariais na Administração Pública, os sucessivos défices da conta corrente não assustam o Governo (e também o anterior governador do Banco de Portugal...). Tudo somado, o que o Governo está a dizer ao País é que os problemas existem... mas de Badajoz para lá. Logo, não há necessidade de grandes sacrifícios!» [Jornal de Negócios]

Pois, Camilo Lourenço só sabe fazer as contas que lhe convêm, senão somaria os eleitores do PCP aos do BE e até concluiria que a percentagem nem é assim tão grande. Mas o Camilo está muito pouco preocupado com a verdade ou a inteligência.

UMA DE CADA VEZ

«Há uma mulher no Irão condenada à morte por lapidação. Tem 43 anos, dois filhos (um de 22 e uma de 17), e, dizem- -nos, é culpada de "adultério "e de "envolvimento na morte do marido". Está presa há quatro anos. Este mês, o seu advogado fugiu do país e pediu asilo político. A seguir, a televisão iraniana difundiu aquilo que apresentou como a confissão desta mulher, uma voz sumida sob um véu, irreconhecível.

Não, não é a primeira mulher a ser condenada à lapidação por adultério, no Irão (onde há mais 11 a aguardar a mesma execução) e fora do Irão. Não, não é novidade haver mulheres lapidadas por "relações sexuais ilícitas", algumas delas crianças, algumas delas vítimas de violação. Há imagens dessas execuções na Net, descrições atrozes que nos parecem mentira. Aliás tudo isto parece impossível de tão bárbaro, tão de outro mundo - um mundo onde se mata com pedras nem muito grandes nem muito pequenas para que a agonia dure, onde uma mulher pode ser o alvo de um jogo de acerta e mata por causa desta palavra, adultério, desta noção de que as mulheres são o mal e o corpo do diabo, feitas para castigo e submissão.» [DN]

Parecer:

Por Fernanda Câncio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

JORNALISMO E REMODELAÇÕES

«Foi com grande espanto que li na edição de hoje, 27 de Agosto de 2010, do jornal SOL, na página 6, uma notícia (assinada pela jornalista Helena Pereira) segundo a qual eu consideraria o ministro Vieira da Silva um dos remodeláveis deste governo, com direito a citação e tudo.

Felizmente tenho muito boa memória e particular cuidado quando falo com jornalistas – o que faço sempre em on, pois considero que, em notícias sobre política, o off é não só um perfeito absurdo como um mecanismo que empobrece muito o debate político em Portugal -, pelo que me recordo, naturalmente, do que disse e sobre o que falei com Helena Pereira, a jornalista do SOL que me contactou e de quem, aliás, tenho boa opinião. Nessa conversa não abordámos o tema remodelações; no essencial falámos sobre deduções fiscais e a tensão pré-discussão do Orçamento de Estado. Se a jornalista queria saber a minha opinião sobre remodelações no Governo, poderia ter-me questionado, o que efectivamente não fez.

Estranhamente, na notícia do SOL surjo a falar sobre remodelações, tendo reconhecido, de facto, naquelas palavras um texto da minha autoria. Trata-se, contudo, de um artigo que escrevi para o jornal i, aquando do debate do Estado da Nação, de avaliação de vários ministros, já lá vai um mês e meio. O que disse sobre Vieira da Silva e sobre outros ministros tinha a ver com o contexto específico daquele exercício e em nada se relacionava com hipotéticas remodelações. Na notícia, não só pura e simplesmente não é citada a origem e a data da minha citação (dando a entender que foi uma declaração feita ao SOL esta semana), como se tenta integrá-la num contexto que manifestamente não era aquele em que o texto foi originalmente escrito. Ou seja, ao mesmo tempo que se omite a referência a uma peça de um outro jornal (o que não me parece, desde logo, curial), faz-se uma apropriação abusiva - e que induz em erro - de uma frase descontextualizada. Infelizmente, há muito mais jornalismo feito assim do que se imagina ao ler jornais.» [Léxico Familiar]

Parecer:

Carta enviada por Pedro Adão e Silva ao director do SOL.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

PRESIDENTE ROBÔ

«Sem candidato presidencial que entusiasme cheguei a pensar promover a candidatura de um dos meus robôs humanoides.

A experiência tem demonstrado que este particular robô gera uma enorme empatia nas pessoas, sabe falar, pode dar conferências e até participar em debates. É verdade que não responde diretamente às perguntas, mas qual é o candidato que o faz?

Um robô seria aliás o Presidente ideal. Rigorosamente apartidário e independente, não teria estados de alma, não se deixaria envolver em intrigas, não cederia a agendas partidárias ou de interesses privados. O seu comportamento seria irrepreensível. Bastaria introduzir no algoritmo a Constituição para que ele nunca tivesse hesitações sobre o seu cumprimento. Bastaria ainda acrescentar o essencial das regras de conduta e poderes do Presidente para que ele nunca se envolvesse em polémicas e conflitos estéreis. Seria mesmo possível meter-lhe no cérebro artificial os discursos de todos os presidentes anteriores para que ele pudesse gerar os grandes princípios de ação consensual em defesa do desenvolvimento do país, como convém à natureza do cargo.

Um robô Presidente teria ainda a vantagem de colocar Portugal na vanguarda da inovação. Nas reuniões, conferências e visitas internacionais o presidente português seria o foco de todas as atenções mediáticas. No dia em que proferisse um discurso na sede da ONU faria história.

Infelizmente o robô em questão tem já muitos compromissos para os próximos meses e o projeto não é viável. Assim, sem esta participação original, espera-nos mais uma campanha bastante insonsa. Tanto mais que a fragmentação da esquerda, que já vai em quatro candidatos, garante a re-eleição de Cavaco Silva e muito provavelmente logo à primeira volta.

Esta fragmentação é aliás sintomática da dificuldade da esquerda em se constituir como efetiva alternativa social. Sem entendimento possível em vários domínios fundamentais, como sejam as questões europeias e as que se prendem com a liberdade dos cidadãos e redução do peso do estado, a esquerda depende hoje exclusivamente da capacidade do partido socialista em combinar uma agenda social com a outra, decisiva, de desenvolvimento tecnológico. Coisa que o atual governo tem feito, não sem grandes dificuldades e oposições, mas que o futuro não garante. As aves agoirentas já são muitas.

No seu conjunto a esquerda transformou-se num projeto inviável e a melhor garantia de que uma direita minimamente civilizada tem o caminho livre. A estratégia fundamentalista e muito conservadora do Partido Comunista e do Bloco tem vindo a criar as condições para a entrega do poder à direita que, a menos que surja um qualquer Santana Lopes ou se desfaça em intrigas internas, poderá capturar os destinos do país por muito tempo.

As presidenciais são disso mesmo um bom exemplo. O PC, que não acredita no mérito individual, candidata um funcionário simplesmente para garantir tempo de antena para a promoção da sua visão anacrónica do mundo. O PC é cada vez mais uma igreja que anuncia o apocalipse a todo o momento e promete um paraíso lá muito para o fim dos tempos. Convence crentes, mas não cidadãos livres. O Bloco apoia Manuel Alegre com o único objetivo de sabotar o PS, de o fracionar e assim poder crescer mais um pouco à custa dos escombros. O próprio Alegre é um oximoro, fala muito de grandes princípios mas não tem nenhum. Quanto aos outros dois candidatos são episódicos e algo caricatos. Falta-lhes destino.

O comportamento da esquerda, bem expresso nestas presidenciais, poderia dar origem a um livro cujo título seria "como entregar o poder à direita, sem esforço". Resta-nos a sorte de que hoje o essencial da política já não se decide em Lisboa, mas em Bruxelas. E a esperança, para quem a tem, de que a travessia do deserto sirva ao menos para uma renovação do pessoal e das ideias políticas da esquerda. Que bem precisa. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

Por Leonel Moura.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

CONTINUA O ATAQUE A DUARTE LIMA

«A polícia brasileira vai enviar para Portugal uma carta rogatória em que, entre outras diligências, inclui um conjunto de perguntas a fazer ao advogado e ex-deputado Duarte Lima a propósito do homicídio da sua cliente, Rosalina Ribeiro, no Rio de Janeiro. Em Portugal, a PJ ainda não encontrou qualquer indício que justifique a abertura de um inquérito e uma investigação em território nacional.

Segundo fonte da polícia brasileira contactada pelo DN, "as perguntas já estão prontas e serão enviadas para Portugal nos próximos dias", dependendo apenas de "questões burocráticas". À semelhança do sistema português, todos os pedidos de colaboração e diligências de investigação solicitadas através de cartas rogatórias têm de ser submetidas a apreciação judicial. » [DN]

Parecer:

Será que as supostas transferências de milhões de euros para contas de Duarte Lima não são motivo de investigação?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se o MP.»

GOVERNO ALEMÃO QUER IMPEDIR PATRÕES DE VIGIAREM EMPREGADOS

«O Governo alemão está preocupado com a privacidade dos trabalhadores e apresentou ontem um decreto-lei que regulamenta a colocação de câmaras de videovigilância no local de trabalho e proíbe que o patrão espie o que os funcionários (ou candidatos a um posto de trabalho) fazem no Facebook.

A medida ganha relevância numa altura em que é prática cada vez mais frequente, um pouco por todo o mundo, os empregadores consultarem a página do Facebook dos candidatos a um lugar na sua empresa para tentar assim descobrir os hábitos privados do futuro empregado.» [DN]

SE CONDUZIR NÃO FUME

«"Fumar enquanto conduz pode matar em dois segundos". É este o mote da campanha de prevenção rodoviária que as autoridades espanholas lançaram este Verão, visando reduzir a sinistralidade rodoviária numa altura de regresso de férias.

A ideia surge suportada na estatística deste Verão: segundo os dados da Direcção Geral de Tráfego (DGT) espanhola, 40 por centos dos acidentes mortais nas estradas foram provocados por distracções. Faltas de atenção que, diz a DGT não se resumem a actos como falar ao telemóvel.» [DN]

HELICÓPTRO USOU A AUTO-ESTRADA

«O Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) abriu um inquérito para conhecer as circunstâncias que levaram um helicóptero de combate a fogos florestais, ao serviço da Protecção Civil, a aterrar e a descolar em plena A24, junto a Castro Daire, com trânsito nos dois sentidos. A manobra causou perplexidade a vários condutores, e um dos automobilistas apresentou uma queixa sobre a manobra, que especialistas consideram ter sido feita sem segurança.

O helicóptero, com o indicativo H22, "aterrou em plena A24, no sentido Viseu, na descida de Mamouros, em plena curva e sem que o trânsito estivesse cortado", contou um dos condutores que conseguiu "evitar a colisão com o heli a muito custo". A aterragem ocorreu a 30 de Julho, quando o heli largava uma brigada de combate a fogos constituída por militares do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro da GNR. O incêndio recebeu o registo 31511 da Protecção Civil e obrigou à repetição da aterragem "desta vez para levantar a brigada", contou outro condutor que terá apresentado queixa junto do INAC. » [DN]

Parecer:

É brincar à segurança.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Construam-se locais de aterragem de helicópteros nas em locais estratégicos das florestas.»

EMEL QUER COBRAR MAIS NO CENTRO DE LISBOA

«A proposta de modelo tarifário apresentada pela Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (Emel), que se encontra em fase de discussão pública até 15 de Setembro, defende a criação de três zonas distintas de estacionamento - actualmente o tarifário é igual em toda a cidade - com preços diferenciados, em que o valor a pagar por uma hora no centro da cidade aumenta para o dobro, saltando dos actuais 80 cêntimos para 1,60 euros.

Embora ainda se desconheça quando esta proposta passará a ser aplicada na prática, pois ainda está dependente de votações na Câmara de Lisboa e na Assembleia Municipal de Lisboa, sabe-se que a área mais cara (zona vermelha) incluirá o Chiado e o Bairro Alto, a Avenida da Liberdade e o Campo Pequeno (ver mapa), limitando ali a apenas duas horas o período de estacionamento.» [DN]

Parecer:

Por este andar pagamos mais à EMEL do que à GALP.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à EMEL qual vai ser o aumento dos ordenados dos seus administradores.»

ALEGRE UNE CRÍTICOS DE LOUÇÃ NO BE

«O empenho de Francisco Louçã em unir a esquerda nas presidenciais está a ter o efeito perverso de dividir o Bloco. Críticos internos, que contestam o apoio do partido a Manuel Alegre, prometem agora aliar-se numa lista alternativa a apresentar na Convenção Nacional, no início de 2011.

A tensão interna estava em crescendo desde que, em Janeiro, a Mesa Nacional aprovou, com dois votos contra, o apoio ao histórico socialista na corrida a Belém. O movimento Ruptura/FER, uma tendência interna, patrocinou um abaixo-assinado a pedir uma convenção extraordinária para reconsiderar a estratégia. Só que a petição não passou na Comissão Política. E o verniz do Bloco estalou.» [DN]

Parecer:

Finalmente Manuel Alegre dá um contributo palpável para unir a esquerda.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

CUBANOS DEIXAM DE TER TABACO SUBSIDIADO

«Depois das ervilhas e das batatas, chegou a vez do tabaco. O Governo cubano anunciou, nas páginas do principal jornal ao serviço do regime, que o tabaco deixará de constar das cadernetas de abastecimento como artigos subsidiados pelo Estado. Ao contrário do que sucedia há décadas, os cubanos com mais de 55 anos terão de pagar preços de mercado por cigarros e charutos a que até agora tinham acesso por apenas 25% do seu custo real. A medida insere-se nas "etapas graduais com vista à eliminação de subsídios", como se lia no Granma, jornal que funciona como porta-voz do regime comunista cubano. Os cigarros "não são uma necessidade primária", acentua o jornal, sem fazer referência a questões de saúde.» [DN]

Parecer:

Lá se vai mais uma grande "conquista de Abril" dos cubanos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Chico Lopes.»

'PUTA DEPUTADA'

«Gabriela Leite venceu todos os preconceitos e decidiu contar como abandonou o curso de Sociologia da Universidade de São Paulo e uma vida de classe média para se tornar prostituta. Agora, é candidata ao Congresso nacional, com o slogan ‘Puta Deputada’, refere a agência Lusa.

No início da década de 90, Gabriela Leite fundou a Rede Brasileira de Prostitutas, que já conta com 32 associações pelo Brasil, e no Rio de Janeiro, criou a organização não governamental Davida para lutar pelos direitos das prostitutas.» [CM]

DESCOBERTA RÃ MINI

«Dois investigadores da Universidade da Malásia descobriram esta nova espécie de minirrãs em 2004, mas só agora ela foi divulgada.

Indraneil Das, um dos investigadores afirmou que no início pensaram tratar-se de um exemplar jovem que ainda viesse a crescer, mas que acabaram por perceber que se tratava de uma nova microespécie.

Este anfíbio, com cores entre o laranja e o vermelho, pode medir, em idade adulta, entre 9 e 11 milímetros e foi descoberta no Parque Nacional de Kubah, no estado malaico de Sarawak, na ilha de Bornéu.» [Expresso]

"DUARTE LIMA TEM DE DEVOLVER O DINHEIRO"

«Se continuar em silêncio sobre o paradeiro do dinheiro que Duarte Lima terá recebido de Rosalina Ribeiro, o ex-deputado do PSD estará a prejudicar-se, acredita José Miguel Júdice. "Ele devia explicar as coisas, é do interesse dele", defende o advogado da filha de Lúcio Tomé Feteira, Olímpia de Menezes, em declarações ao i. "Já se confirmou que recebeu dinheiro da cliente [Rosalina Ribeiro] e se não o declarou é porque não é dele. Não sendo dele, ou é da Rosalina Ribeiro ou é da herança", argumenta Júdice, acrescentando que, ao manter o dinheiro, Duarte Lima estará a "levantar suspeitas" em relação ao seu envolvimento no caso do homicídio da portuguesa, em Dezembro do ano passado no Brasil. » [i]

Parecer:

Fala-se muito da morte e pouco do dinheiro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Duarte Lima se recebeu os milhões a título de honorários.»

O ZÉ VAI REDIMIR-SE

«José Sá Fernandes quer impedir a abertura dos hipermercados em Lisboa aos domingos e feriados à tarde. "Ainda não há decisão mas vou-me bater na câmara para que continue tudo como está: hipermercados fechados aos domingos e tardes de feriado", afirmou ao i o vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Sá Fernandes - responsável pelo Ambiente Urbano, Espaço Público, Espaços Verdes e Abastecimentos - defende que o alargamento do horário dos hipermercados pode pôr em causa a sobrevivência do pequeno comércio e sustenta que "são dias para olhar para o céu e não para dentro de grandes superfícies". » [i]

Parecer:

Depois de ter prejudicado muitos pequenos comerciantes, quase levando-os à falência com as providências cautelares que o tornaram em personalidade pública, o Zé parece querer redimir-se.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

POUCA HONESTIDADE INTELECTUAL

A borboleta do Albergue Espanhol ficou muito ofendida e desapontada porque terá sido mal interpretada sobre o que escreveu relativamente a Ferro Rodrigues. Vejamos o que escreveu:

«Depois do post anterior pus-me a pensar... Então, se António Guterres ficou conhecido por ser católico e mesmo nada eficaz quando foi preciso meter os boys na ordem e Eduardo Ferro Rodrigues teve fama de... well, you know... até que o caso ficou arrumado, Sócrates tem fama de quê, sabem?»

Pois é, a borboleta (que daqui a uns tempos voltará inevitavelmente à condição de verme) nada insinuou em relação a Ferro Rodrigues oú mesmo em relação a Sócrates:

«Escrevi que Eduardo Ferro Rodrigues acabou mais notado aos olhos dos portugueses pelo escândalo que o envolveu em tempos do que por causa da sua liderança no PS e aqui cairam logo o Carmo e a Trindade, como se tivesse sugerido sequer o seu mais ínfimo envolvimento no caso, coisa que não fiz em momento algum!»

Esta borboleta além de muto mazinha ainda nos quer fazer passar por estúpidos.

NO "IT's PR STUPID"

Gostei da defesa que Rui Calafate fez de Duarte Lima, quer pelos princípios que defende, quer pela frontalidade de defender um amigo que neste momento vêm muitos outros amigos a acobardar-se.

Tem razão quando escreve:

«Duarte Lima, ontem, explicou muito bem que há um tempo mediático e um tempo da justiça e que por vezes são conflituosos. Os especialistas em Direito têm uma visão que se baseia no processo que conduzem. Os especilistas em comunicação baseiam-se na reputação e no universo mediático.»

O problema é que Rui Calafate parece ter dois critérios quando analisa o momento da justiça, em relação aos amigos parte do pressuposto de que provarão a inocência, quando estão em causa aqueles de que não gosta de nada serve ter havido uma investigação exaustiva, para esses o momento da justiça não conta:

«O Freeport que passou mais a ser conhecido como código de pseudo-corrupção na política do que pelas suas lojas vazias e pelo escândalo de ali se ter construído aquele mono nas barbas do Tejo.O que fica das notícias de acusação a Manuel Pedro e Charles Smith é simples: Portugal é um país onde só existem corruptores... »

Para os amigos conta a presunção e a convicção da inocência, para os outros serão sempre culpados mesmo que a justiça nem sequer os acuse. Conclusão, Rui Calafate reduz o momento da justiça às suas opiniões e estas são determinadas pela amizade e simpatia.

PILGRIM

sexta-feira, agosto 27, 2010

Pilim

Olho para o que se discute por essa blogosfera passiana e fico desiludido, não vejo uma única proposta para resolver um dos muitos problemas do país, ninguém reflecte como modernizar e emagrecer a burocracia estatal, ninguém sugere uma medida para promover a criação de empresas, nada leio sobre o combate à evasão fiscal.

Com tanto candidato a assessor governamental a engrossar as listas de autores de blogues da direita seria de esperar o explodir de novas ideias, de propostas de projectos, de soluções criativas. Não faltam domínios onde há muito por fazer, onde pouco ou nada se fez ou onde seria possível fazer melhor. Há sectores a pedir soluções, desde os que foram quase varridos pelo desarmamento pautal (têxteis), os que sofrem do excesso de delapidação dos recursos naturais (pesca), dos que enfrentam uma forte concorrência internacional (novas tecnologias), os que enfrentam as consequências de profundas mutações geográficas e sociais (florestas), os que carecem de uma grande modernização nos métodos e na gestão (agricultura).

Mesmo no Estado há tanto por fazer, ainda que isso implique enfrentar grupos corporativos que não abdicam de viver bem à custa dos impostos pagos por gente que vive muito pior. Temos uma ensino fraco, uma justiça lenta, evasão fiscal por todos os lados e uma imensa burocracia instalada com o objectivo de cravar comissões e taxas, não falta por onde começar.

Em vez de soluções vejo manifestações de alegria por tudo quanto é desgraça que sucede e um grande empenho em sectores onde há muitos lugares de administrador que poderão vir a ser preenchidos. Vejo gente a imaginar-se em grandes cargos ou a beneficiar de grandes negócios na saúde, gente que apenas pensa em pilim.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Alvéola-cinzenta [Motacilla cinerea], Quinta da Bela Vista, Lisboa

JUMENTO DO DIA

Manuela Moura Guedes, beneficiária da segurança social

A rigorosa Manuela Moura Guedes deve ter uma doença estranha que lhe permite estar meses de baixa durante os quais vai à praia, dá entrevistas e tem uma intensa actividade social, não imagino qual seja a não ser que a alergia ao trabalho seja considerada doença.

Mas interrompeu as férias, melhor, a doença, para dar uma entrevista ao DN que merece a pena ser lida do princípios ao fim, ficamos a conhecê-la melhor ou, pelo menos, quase tão bem como o José Eduardo.

(...)«

Desmente o quê? As negociações, os 600 mil euros?
Eles gostam é de fazer títulos. Estas revistas auto-apelidam-se de jornalismo. É asqueroso.

(...)

No início do Verão, disse que, se a saúde o permitisse, voltaria à TVI em Setembro. Mantém?
Não quero falar disso. Depende daquilo que acabou de falar.
Da opinião do médico?
Sim. Tenho de me sentir bem para voltar ao "local do crime".
E sente-se bem?
Claro que me sinto muito melhor, mas tenho de ter a certeza de quem me acompanha.

(...)

Que foi...
Pode parecer um pouco pretensioso, mas sempre carreguei nos ombros a responsabilidade e a angústia de alertar as pessoas. Mas, a partir do momento em que escolhem o seu destino estando alertadas...
Está a falar de quem?
Do povo português. As pessoas estão mal, mas querem continuar dessa forma. Fiquei surpreendida, mas ao mesmo tempo aliviada. Eles sabem, já não tenho de ser responsável por eles. Isso tirou-me um pouco o fascínio do jornalismo mas deu-me paz de espírito. Já sinto algum distanciamento. A minha forma de fazer jornalismo mudou com isso.
Quer dizer que voltará de uma forma diferente?
Se calhar. Já conheço melhor os destinatários. É um povo mais complicado, menos reactivo, conformado. Por isso, sim, seria naturalmente diferente. Muito menos inquieta porque não carrego esse peso, essa inquietação. O meu jornalismo seria diferente. Aliás, será diferente. Tenho alguma esperança de que não tenha morrido. A minha "morte" foi francamente exagerada na avaliação financeira.»
[DN]

A ESPERANÇA QUE VEIO DO FUNDO

«Quando lhes chegou a primeira sonda - ao fim de 17 dias perdidos a 700 metros de profundidade -, mandaram uma mensagem. Bastava ser sinal de vida para Santiago do Chile, a 900 quilómetros de distância, explodir de alegria e buzinas, como aconteceu. Mas a mensagem era mais do que isso: "Estamos bien en el refugio los 33", dizia. Jornalista há décadas, quem me dera ter sabido sempre responder tão bem a "o quê?" e "quando?" (condensados em "estamos bien"), "onde?" ("en el refugio") e "quem?" ("los 33"). A boa informação precisa também de resposta a "porquê?". Pois essa foi a resposta mais brilhante: sendo tão sucinto e exacto o bilhete dizia que o milagre aconteceu porque aqueles 33 homens são sobreviventes. No sentido dos que forçam o destino. Foi, pois, uma mensagem de esperança, a dos mineiros. Isto é, fiquem para trás os 17 dias e fixemo-nos nos quatro meses que faltam, com a broca furando seis metros ao dia, até ao resgate de todos. É possível, garantem-nos outros bilhetes em sentido inverso. Carolina para o pai, Franklin Lobo, 53 anos, que foi internacional de futebol: "Queria mandar-te uma bola, mas não cabe no buraco." Os irmãos de Victor Zamora, de 33 anos: "Fartamo-nos de rir com que o que estás a ganhar em horas extraordinárias." Einstein, no aeroporto de Nova Iorque: "Raça? Humana." Esta última parece não ter a ver com o caso, mas tem: sou eu, orgulhoso dos meus. » [DN]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ESTUDO PROVA QUE AS MULHERES CONDUZEM MELHOR

«Quando se sentam atrás do volante, elas são mais seguras, menos agressivas e, mesmo quando têm um azar, os acidentes em que se envolvem são por norma pouco graves. Esta a conclusão de um estudo sobre tráfego realizado em Nova Iorque e divulgado na semana passada.

Os números foram divulgados pelo jornal New York Times (NYT). E basta um exemplo: 80 por cento de todos os acidentes em que resultaram peões mortos ou gravemente feridos registados em cinco anos na "Grande Maçã" envolveram condutores homens.» [DN]

PORTUGUESES SÃO OS QUE MAIS DISCORDAM DO COMBATE AO DÉFICE

«Mais de um quinto (22%) dos portugueses está “completamente em desacordo” com a afirmação de que “as medidas para reduzir o défice e a dívida públicos não podem ser adiadas”.

É a percentagem de respostas negativas mais alta de toda a União Europeia que, consistentemente, é acompanhada da mais baixa percentagem (59%, com os portugueses aqui a empatarem com os búlgaros) dos que “concordam inteiramente” com a urgência de por travões ao endividamento público. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

Por cá o défice é progressista.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

GOVERNO GREGO PEDE AJUDA DOS CIDADÃOS NO COMBATE À EVASÃO FISCAL


«De acordo com o comunicado, os vídeos deverão ser executados tendo em conta o tema “Os cidadãos ajudam à consciência dos contribuintes”.

Os cidadãos interessados deverão submeter ao ministério vídeos (com duração máxima de 60 segundos) que “exponham uma ideia, uma história ou uma mensagem que contribua para o fortalecimento da consciência dos contribuintes e da luta contra a evasão fiscal”, pode ler-se no comunicado.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

E por cá o que se faz?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao ministro das Finanças.»

ANDAM VERMES NA BLOGOSFERA

O "Albergue Espanhol" não é um blogue qualquer, é um blogue respeitável e que respeitava onde está gente que pensa bem e que conta com o envolvimento de muitos apoiantes próximos de Pedro Passos Coelho.

O problema é que anda por lá uma borboleta, metamorfose de um qualquer verme rastejante, que mete tanto nojo que até João Villalobos veio assegurar que tal verme não corresponde a nenhum dos bons nomes identificados:

«Apenas para dizer ao Filipe Nunes Vicente, a quem sempre tive na conta de pessoa inteligente, que as suas animosidades pessoais não justificam no meu entender que ande a espalhar levianamente insinuações na caixa de comentários do Câmara Corporativa sobre a identidade dos membros deste Albergue. Posso assegurar ao Filipe sob a minha palavra de honra que a Elisabeth Butterfly não é pseudónimo de nenhum dos outros autores da casa. E espero que seja quanto baste para ficarmos por aqui, quanto a supostas identidades.»

O problema é que o tal verme que neste momento atravessa a metamorfose enganosa de borboleta é um dos mais activos autores, declarou o seu valioso apoio a Pedro Passos Coelho e ligou o esgoto do seu casulo directamente para aquele blogue:

«Depois do post anterior pus-me a pensar... Então, se António Guterres ficou conhecido por ser católico e mesmo nada eficaz quando foi preciso meter os boys na ordem e Eduardo Ferro Rodrigues teve fama de... well, you know... até que o caso ficou arrumado, Sócrates tem fama de quê, sabem?»

Como diz o povo "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és".

KONSTANTIN LEYLAK

AMNISTIA INTERNACIONAL