sábado, setembro 18, 2010

Um país (des)governado por sondagens

O governo governa em função das sondagens, o presidente preside em função das sondagens, a oposição opõe-se em função das sondagens, os magistrados investigam em função das sondagens, até o presidente da FPF escolhe seleccionadores em função das sondagens neste país deixaram de haver projectos, é impossível pensar no longo prazo e sem maioria absoluta até a duração da legislatura depende das sondagens.

Veja-se o caso de Pedro Passos Coelho, fez dezenas de entrevistas e subiu nas sondagens, deu uns tiros nos pés e desceu nas sondagens, agora volta a dar dezenas de entrevistas na esperança de subir nas sondagens. Em quatro semanas apresentou dois projectos de revisão constitucional, deu o dito pelo não dito e volta a dizer o mesmo, não gostava do estado social e transformou-se no seu maior defensor, ele que dizia que não se guiava por sondagens quando estas lhe eram favoráveis tornou-se num toxicodependente de sondagens.

Quem governa este país são os centros de sondagens, os resultados das últimas eleições deixaram de ter legitimidade a desde o momento em que foram publicadas sondagens prognosticaram resultados eleitorais diferentes, os deputados não passam de paus mandados sem qualquer legitimidade, apenas estão lá até que estejam reunidas condições políticas para dar expressão eleitoral a sondagens que sejam do agrado da oposição. O PSD usou-os para apresentarem um projeccto de revisão constitucional sem os ter ouvido, só faltou irem ao gabinete de Jaime Gama com a farda da DHL.

Pobre país este que é incapaz de enfrentar os problemas e em vez de encontrar soluções vive num ciclo de palhaçadas em que os políticos vão dando piruetas para depois irem conferir através de sondagens se o público aplaudiu as suas últimas macaquices.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Castelo de Almourol

PORTUGAL VISTO PELOS VISITANTES D'O JUMENTO

Barcos tradicionais do Tejo [Imagem de A. Cabral]

JUMENTO DO DIA

Jorge Costa, deputado do PSD

Gostei de ver o deputado Jorge Costa com um ar muito sério e preocupado acusar o governo de atraso na decisão de suspender a construção da linha do TGV até ao Poceirão. Quem o visse falar era capaz de pensar que o deputado não sabia que esta decisão é tão velhinha quanto o PEC acordado com o seu partido e que o que agora ocorreu foi apenas a publicação da decisão no Diário da República.

Irrita ver estes burgueses da política falarem no pressuposto de que os portugueses são idiotas, ainda não perceberam que os verdadeiros idiotas são eles.

FUGIR PRÁ A FRENTE À MODA DE MADAÍL

«Receita. Pegue num incompetente. Depois de ele ser incompetente, elogie-o. Depois de elogiar o incompetente, despeça-o por uma razão qualquer (por dizer palavrões ou por se bronzear com lâmpadas ultravioletas, tanto dá). Até agora a receita é vulgar, de prato menor. A seguir é que vem a haute cuisine. Embarque para uma capital europeia, não sem antes apregoar: "Vou contratar o Ferran Adrià, o alquimista das cozinhas." Mas ele não está no El Bulli? Espante o povo: "Aí é que está: contrato-o só para fazer dois jantares!" Só para dois jantares? "Nem isso, ele não precisa de entrar na cozinha. Faz o menu por telefone." Sente-se com o Ferran Adrià por longas horas, para que a notícia do encontro se espalhe. Deixe que façam o refogado do acontecimento: diz-se que o sonho do Adrià era acabar a carreira, um dia, a fritar sardinhas, e se ele já disse que está disposto, porque não agora? Polvilhe com cepticismos: mas o real El Bulli deixa? mas tem lá jeito cozinhar à distância? mas quem perde tempo a fritar sardinhas quando tem cozinha molecular para tratar?... Saia do encontro com ar esperançoso e diga: "Alea jacta est", ou qualquer outra coisa que não se entenda. Espere que o El Bulli se pronuncie. E quando ele fizer um manguito desconstruído, ponha ar de quem fez tudo que estava ao seu alcance. Contrate o primeiro que lhe apareça, com toda a tranquilidade. » [DN]

Parecer:

Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

OS LACAIOS DO 'SOCCIALISMO'

«Há muito tempo que não lia o Avante!, confesso. Faço mal. É instrutivo ler o Avante!. E divertido, sobretudo para quem aprecia o non sense e não se incomoda com o humor negro. Para quem, por exemplo, ao ler uma notícia na edição de 8 de Julho sobre o primeiro congresso do Partido Comunista Romeno em que se reproduzem as palavras do seu líder (o derrube do regime de Ceausescu em 1989 resultou num "genocídio social") e se anota o "minuto de silêncio" observado "pelas vítimas do capitalismo" (ou seja, as vítimas da democracia que permitiu à Roménia entrar na UE) não se escandalize com a total falta de referências aos pavores do ceausesquismo - das perseguições dos opositores pela Securitate à política de natalidade forçada e às casas de extermínio que eram os orfanatos romenos.» [DN]

Parecer:

Por Fernanda Câncio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ENTRE A HUMILHAÇÃO E O ALÍVIO, AGRADEÇAMOS A BRUXELAS

«Para Alegre, o facto de Portugal submeter a sua estratégia orçamental à avaliação externa "não agrada", porque se trata de "uma competência específica e exclusiva da Assembleia da República". Há, depreende-se, uma inaceitável perda de soberania, que, com o candidato-poeta em Belém, supostamente não passaria. Esta não é a posição do partido de Alegre, o PS, mas é a do seu candidato e de toda a esquerda parlamentar. Pena que esta linha de argumentação ignore que a partilha de uma moeda representa, por si só, uma partilha de soberania - algo que ficou evidente na crise grega, que ameaçou a estabilidade financeira de Portugal e de toda a zona euro, mas já tinha ficado patente muito antes, quando prescindimos do poder de cunhar moeda e de dominar as taxas de juro. Não ouvimos Alegre, nem quem defende posições semelhantes, protestar contra a descida drástica das taxas de juro trazida pelo euro, que permitiu que sucessivos governos (sobretudo do seu partido) se endividassem na década passada para expandir o Estado social e o clientelismo político. Mas agora que a factura do contrato do euro aparece - engordada pela irresponsabilidade gastadora de vários governos e pela incapacidade do Parlamento -, Alegre e a esquerda esquivam-se. Ficamos elucidados. » [i]

Parecer:

Por Bruno Faria Lopes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

À PROCURA DE NOVOS PARADIGMAS

«Sou particularmente sensível ao fenómeno do desemprego. Por duas vezes passei por essa situação, qual delas a mais dolorosa.

A primeira vez com 26 anos; a segunda, com 55. Ambas por motivos políticos. Tinha três filhos e, ao todo, sete pessoas a meu cargo. Deitei mão a tudo: escrevi discursos para empresários, para políticos e, até, de apresentação de um ano lectivo. Traduzi livros em quinze dias. Utilizava máquina de escrever e o ruído que ela fazia, pela noite fora, até madrugada, incomodava a minha mulher e os meus filhos, muito pequenos. Para não perturbar os seus sonos, por vezes fechei-me na casa de banho. Certa ocasião, o meu cansaço era tanto que adormeci.

Nada da minha história é importante. Serve para lhes dizer que é muito difícil, quase impossível, que eu desista das dificuldades, quaisquer que elas sejam. A minha resistência é, afinal, a resistência de qualquer homem normal. Creio. O desemprego comove-me. Sei o que se passa nessa horrível situação. Chegam a evitar-nos, quando nos vêem, talvez receando que lhes possamos pedir dinheiro. Camilo Castelo Branco escarmentou-os muito bem: "Amigos, cento e dez ou talvez mais / eu tive um dia; / porém, ceguei, e desses cento e dez impávidos sacanas / só um ficou." É uma experiência extrema, no interior da qual a solidariedade parece arredia. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

Por Baptista-Bastos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

HÁ TESTEMUNHAS A MAIS NOS JULGAMENTOS?

«O Conselho Superior da Magistratura (CSM), órgão de gestão e disciplina dos juízes, vai avançar com propostas de alteração do Código do Processo Penal (CPP), no que diz respeito à fase de julgamento de um processo. Os juízes, tendo como pano de fundo o processo da Casa Pia, estão preocupados com as possibilidades abertas pela actual de arrastar um julgamento, nomeadamente quanto ao número de testemunhas.

Em declarações ao DN, o juiz-conselheiro Bravo Serra, vice-presidente do CSM, confirmou que o órgão irá apresentar ao poder político um conjunto de propostas para alterar alguns aspectos do CPP em matéria de julgamentos. "O conselho entende que, encerrada esta fase do processo da Casa Pia [julgamento] há ilações que se podem tirar. Para que estas situações não se voltem a repetir", explicou Bravo Serra, referindo-se à morosidade da fase do julgamento. Que, recorde-se, começou em Novembro de 2004, terminando esta semana (segunda-feira) com o depósito do acórdão na secretaria do tribunal.» [DN]

Parecer:

Se o MP avançou com centenas de acusações era evidente que iriam haver centenas de testemunhas e, como se viu, quase todas essas centenas de acusações caíram por terra.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao CSM se não acha que também foram feitas acusações a mais.»

BUSCAS NA LISCONTI

«A Policia Judiciária está a fazer buscas na Liscont, empresa do grupo Mota-Engil, conhecida através do polémico ' Caso dos Contentores'. As buscas estão a ser feitas no âmbito de um inquérito que corre na 9ª secção do DIAP de Lisboa e tem a ver com eventuais suspeitas de favorecimento na renovação do contrato de exploração do terminal de Alcântara, em Lisboa.

O Ministério Público avançou com uma investigação à prorrogação do contrato de exploração do Terminal de contentores de Alcântara, concedida à Liscont pelo Ministério das Obras Públicas de Mário Lino em 2008, alargando período de exploração por mais 27 anos. A investigação foi aberta na sequência de uma auditoria do Tribunal de Contas. Recentemente, o Tribunal Administrativo de Lisboa decretou a nulidade do contrato.» [DN]

Parecer:

Digo o mesmo que disse ontem em relação Às investigações a uma empresa do grupo SLN, que a investigação deve seguir o seu curso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela conclusão da investigação.»

DEFICIENTES DISCRIMINADOS

«Mais de 400 euros por mês. Era quanto Bruno, 31 anos, pagava todos os meses pelo seguro de vida que precisava por causa do crédito à habitação. O agravamento da apólice era de 1000%, devido à sua deficiência, e superava largamente a bonificação a que tinha direito no crédito. Por isso, acabou por queixar-se à Deco. É por continuar a receber queixas destas que a Provedoria da Justiça alerta para a discriminação de que são alvo os deficientes nos seguros para compra de casa.

O que está em causa, explica Miguel Coelho, responsável pela área dos assuntos judiciários na Provedoria, é o facto de a bonificação a que as pessoas com deficiência ou risco de saúde (por causa de doenças crónicas) têm direito quando fazem um crédito ser completamente "desvirtuada" por terem de pagar seguros de vida agravados por essa mesma incapacidade.» [DN]

Parecer:

Quatrocentos euros por um seguro de vida para aceder a um crédito à habitação que fica hipotecada enquanto a dívida não for paga não é apenas discriminação, é um roubo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questionem-se os bancos e companhias de seguro para que demonstrem os prejuízos que sofreram com créditos à habitação concedidos a deficientes.»

DANIEL DOYEEN

VW

sexta-feira, setembro 17, 2010

Os cortes na despesa não se anunciam

Há poucos dias o país ficou alarmado com o aumento da despesa do Estado, a oposição pediu contas, o PSD exigiu ministros no Parlamento, mas passados uns dias o assunto morreu, o petisco da burguesia política da capital, jornalistas incluídos, são os juros pagos pela dívida pública, assunto que nas últimas três décadas tinha merecido qualquer atenção. Ficou-se sem se saber qual a causa.

Ninguém reparou que uma das causas possíveis poderá ter sido o alarde público que se fez da intenção de cortar na despesa o que deu lugar a um movimento colectivo de antecipações despesistas na Administração Pública. Enquanto o governo decidiu e não decidiu dar instruções aos serviços públicos é muito provável que muitos directores-gerais, presidentes de institutos e autarcas tenham gasto o que podiam antes que fosse tarde.

Há decisões primeiro são tomadas e só de pois são divulgadas, os cortes na despesa são uma delas. Muitos dirigentes da Administração Pública comportam-se alheios ao facto de a despesa pública ser paga pelos contribuintes com impostos ou na hora de cortar nas despesas deve ser o vizinho ao lado a dar o exemplo. A única excepção são as direcções-gerais da Administração Tributárias, o investimento nessas não dá votos e como estão sob a alçada do ministro das Finanças são chamadas a dar o exemplo. O ridículo da situação é que na hora em que o país precisa de combater a evasão fiscal como do pão para a boca os primeios serviços públicos a ficarem sem recursos é precisamente a Administração Fiscal, onde no passado muitos funcionários chegaram ao ridículo de terem de levar de caso o papel higiénico.

Está-se mesmo a ver o que poderá ter sucedido quando governo e PSD começaram a negociar um PEC onde se previa o corte na despesa, muitos directores-gerais anteciparam-se e remodelaram o gabinete, lançaram o concurso de admissão de funcionários, mudaram o carro, compraram fotocopiadores novas, abasteceram o stock de consumíveis, compraram até ao limite do admissível pelas regras orçamentais. É um pouco o que sucede no fim do ano, não há direcção-geral que não gaste o seu orçamento até ao último tostão, é a forma de assegurar que no ano seguinte os orçamentos não sejam alvo de cortes.

Algo tem de mudar na cultura da Administração Pública e muito provavelmente na forma como os dinheiros são distribuídos pelos serviços públicos. Há uma cultura de despesismo, as distribuição dos dinheiros obedece aos objectivos eleitorais ou ao peso político dos ministros e não há um controlo rigoroso do que se gasta, os controlos feitos visam saber se as compras obedecem às regras, ninguém avalia as decisões. Nas empresas existem órgãos internos que desempenham esta função mas no Estado os directores-gerais são soberanos e não respondem pelas suas decisões.

Talvez seja a hora de avaliar o desempenho dos famosos “controladores financeiros” designados para cada ministério pelo ministro das Finanças. Talvez devessem ser eles a explicar o que fazem e como a despesa aumentou exponencialmente em dois meses.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Flor do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa

PORTUGAL VISTO PELOS VISITANTES D' O JUMENTO

Estendal (imagem de A. Cabral)

JUMENTO DO DIA

Pedro Passos Coelho

Aos poucos Pedro Passos Coelho dá o dito por não dito e já admite um aumento de impostos, tudo se espera de um líder que em dois meses apresenta dois projectos de revisão constitucional.

«Pedro Passos Coelho já admite aumento de impostos. O presidente do PSD, que tem colocado como condições para deixar passar o Orçamento do Estado de 2011 não haver aumento de impostos e haver fortes na despesa do Estado, fez, na noite quarta-feira, em Bruxelas, uma formulação bastante diferente: ”Não aceitaremos um maior aumento de impostos para o futuro sem que o Governo mostre que realmente está a reduzir a despesa.”

Até ontem, o discurso tinha sido sempre contra o aumento de impostos, nomeadamente através de cortes nas deduções fiscais em sede de IRS, o que o PSD diz ser “um aumento encapotado” da carga fiscal. Pedro Passos Coelho defendeu mesmo, em diversas ocasiões, um forte corte na despesa que permita uma baixa de impostos.» [Público]

AO MAU CAGADOR ATÉ AS CALÇAS EMPATAM

A ministra lembrou de fazer o que nenhum ministro da Educação se havia lembrado, dirigiu-se aos alunos através de um vídeo colocado no site do ministério, não o vi mas acho bem ainda que duvide que venha a ser visto por muitos alunos, mas se tiver sido visto por uma dezena já foi bom.

Mas este país está cheio de maus cagadores que pouco fazem e se dedicam a destruir o que os outros fazem, professores e jornalistas desancaram na ministra. Mas não faz mal, os pais ficaram agradados e não se ouviram alunos a criticar.

A REVISÃO POR RAZÃO ATENDÍVEL

«Sempre disse que o melhor era não rever a Constituição nesta altura. É que às vezes não é aconselhável agitar antes de usar. O PSD não pensou assim e apresentou agora o seu projecto de revisão em versão 2.0. O projecto altera mais de um quarto das normas constitucionais, o que leva a pensar como é que temos conseguido viver assim. Mas a verdade é que temos conseguido. Note-se que esta versão 2.0 tem menos funcionalidades do que a versão 1.0, que não chegou a passar da fase de testes. Assim, ainda a revisão não começou e já desapareceram as propostas de moção de censura construtiva, a responsabilidade política do governo perante o Presidente, a auto-dissolução do parlamento, a eleição do presidente do Conselho Superior de Magistratura pelos seus pares, o poder do bastonário da Ordem dos Advogados de suscitar a fiscalização da inconstitucionalidade de normas e até o enigmático aparentamento de listas nos círculos eleitorais. Do que ficou o melhor é não falar já, não venha ainda a caminho uma versão 4.0.» [i]

Parecer:

Por Tiago Duarte.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

QUERIOZ OFERECEU-SE PARA TREINADOR DA UCRÂNIA

«O treinador português Carlos Queiroz propôs à Federação de Futebol da Ucrânia (FFU) os seus serviços para dirigir a selecção ucraniana, revelou esta quinta-feira à agência Lusa uma fonte dessa federação.

"Os agentes de Carlos Queiroz entraram em contacto connosco e enviaram-nos uma proposta concreta nesse sentido, que deverá ser analisada pelo Comité Executivo da Federação de Futebol da Ucrânia", precisou a fonte, por telefone. » [CM]

Parecer:

Pobre Ucrânia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

MONARQUIA NORTE-COREANA ENTRONIZA HERDEIRO

«Responsáveis e dirigentes regionais do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte (PTCN) têm estado a chegar nos últimos dias a Pyongyang, cidade onde foram reforçadas as medidas de segurança, indícios de estar para breve o início do congresso daquele partido que deve consagrar Kim Jong-un, o filho mais novo do líder máximo do regime, Kim Jong-il, como seu sucessor, atribuindo-lhe um cargo de primeiro plano.» [DN]

Parecer:

è esta monarquia ultra-fascista de que o PCP gosta.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se um comentário a Bernardino Soares, um conhecido admirador dos fascistas norte-coreanos.»

UMA ESCOLA DE SUCESSO EM VISEU

«A secundária Alves Martins, em Viseu, conseguiu que 27 alunos entrassem em Medicina, o curso superior com a média mais alta no País. Um feito do qual poucas escolas do País se podem orgulhar.

Os 27 alunos da escola do interior foram colocados nas faculdades de Medicina das universidades do Porto (com a média mais elevada a nível nacional), de Coimbra e Lisboa. Um feito que deixou a escola "orgulhosa", diz o director Adelino Pinto, para quem este "sucesso mostra que é sinónimo e resultado de bons alunos, bons professores e boas práticas".

Mas na secundária houve ainda outros oito alunos com médias suficientemente altas para entrarem em Medicina, mas que optaram por Medicina Dentária, Medicina Veterinária e Nuclear.

Adelino Pinto assume, visivelmente satisfeito, que "é praticamente uma turma que entrou em Medicina, ainda por cima estando a falar-se de estabelecimentos » [DN]

Parecer:

Se os professores ganham todos pela mesma tabela, se o orçamento financia as escolas de igual modo e se os portugueses não estão distribuídos regionalmente em função da inteligência o que explicar o sucesso de umas escolas e o insucesso de outras?

Há muito por explicar no ensino público,, não basta atirar as culpas para cima dos alunos e dos pais.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se o fenómeno.»

MOVIMENTO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA RTP

«Um movimento anti-privatização da RTP está a ser criado e lançará um abaixo assinado, disse hoje, quinta-feira, à Lusa, o socialista Arons de Carvalho, promotor da iniciativa que contesta o fim do serviço público admitido na proposta de revisão constitucional do PSD.

“É um erro tremendo e é contrário a todo o modelo europeu. Não há um único país da Europa sem um serviço público de rádio e televisão e em nenhum país europeu está a ser proposto o fim do serviço público de rádio e de televisão, estão, pelo contrário, a ser reforçados esses serviços”, afirmou o antigo secretário de Estado socialista Arons de Carvalho, que com o deputado do PS Marcos Sá estão envolvidos na criação do movimento.» [JN]

Parecer:

Uma iniciativa de Arons de Carvalho.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Apoie-se.»

MOURINHO TREINADOR A DIAS?

«Ter José Mourinho como seleccionador de Portugal nos jogos frente à Dinamarca e Islândia, em Outubro, é o desejo de Gilberto Madaíl, que nesta quinta-feira se vai reunir em Madrid para tentar obter o acordo do treinador e do Real Madrid.

A notícia foi avançada esta manhã pelo jornal “Record” e confirmada pelo PÚBLICO, junto de fontes ligadas ao processo. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol já chegou à capital espanhola e confirmou, citado pelo "Record", que está em Madrid para "tratar de Mourinho e de outros assuntos".» [Público]

Parecer:

Depois aluga-se um treinador para mais dois jogos?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Mourinho quanto recebe à hora.»

GOVERNO DECIDE DESCIDA DO PREÇO DOS MEDICAMENTOS

«O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, um decreto-lei que baixa em seis por cento o preço dos medicamentos e que prevê também cortes no valor das comparticipações. A descida vai ser suportada pela indústria farmacêutica.» [Público]

Parecer:

Se os preços podiam descer qual o motivo que para que não tenham descido mais cedo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»

MAIS UMA EMPRESA DO GRUPO SLN A SER INVESTIGADA

«O Ministério Público está a investigar um conjunto de operações associadas à CNE – Cimentos Nacionais e Estrangeiros, uma empresa participada da Galilei, antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Em causa estão queixas de dolo, falsificação de documentos, irregularidades associadas ao agendamento de assembleias gerais, entre outras. As denúncias partiram da Galilei e do revisor oficial de contas, J. Monteiro & Associados, estando também nas mãos do Ministério das Finanças. Depois do BPN, as autoridades policiais investigam, agora, uma sociedade que pertencia ao universo do grupo, que foi alvo de intervenção pública, e que chegou a ter como presidente José Oliveira Costa, que se encontra detido. » [Público]

Parecer:

Agora que parece haver uma acalmia na justiça só tenho a comentar que a investigação deve seguir o seu curso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela conclusão da investigação.»

PIETER BOS

WWF SINGAPURA