sábado, fevereiro 19, 2011

O que Teixeira dos Santos não esperava


A actuação do ministro das Finanças lembra-me uma velha anedota que como costume por estas bandas usa uma personagem alentejana. Passo a contar, era um alentejano que certa vez foi convidado a voar num avião de acrobacias, no fim do passeio contou a sua experiência: “Quando o avião subiu para cima já estava à espera de me mijar, quando desceu a pique já estava à espera de me cagar, o que não esperava era que o avião desse a volta e a merda me caísse em cima!”.

Quando o nosso ministro se esqueceu de controlar a despesa já estava à espera de que o défice aumentasse, quando não se preocupou muito com a gestão do fisco já estava à espera de que a receita caísse, o que ele não esperava era que viesse a instabilidade dos mercados e tivesse de suportar as consequências do que fez antes.

Os esforço desesperado feito por José Sócrates e Teixeira dos Santos para conseguir vender a dívida portuguesa foi notável, mas não seria necessário se o nosso ministro tivesse feito as contas a tempo e fosse capaz de prever o que era evidente, que uma economia com uma dívida soberana quase equivalente ao PIB e um crescimento deste quase nulo estaria numa situação de grande vulnerabilidade.

O esforço de Sócrates para promover as exportações merece elogios mas se o ministro das Finanças o tivesse alertado para o desequilíbrio externo crescente e em vez de andar a promover infra-estruturas para o turismo interno investisse na exportação talvez agora a situação não fosse tão grave.

Não é por acaso que uma boa parte dos cursos de economia são dedicados a cadeiras relacionadas com a compreensão dos modelos económicos e com a previsão. Os cursos de economia são um pouco como os de meteorologia, ajudam a perceber o clima mas a sua grande utilidade é para prever as tempestades. De nada serve passarmos o tempo a ouvirmos grandes economistas dizerem que a nossa situação económica é grave, no ponto e qu estamos qualquer dona de casa com a quarta classe é capaz de o fazer, tal como uma vez o falecido Salgado Zenha disse que se apercebeu de como as coisas estavam caras num dia em que foi ao mercado com a esposa.

De um economista e muito mais ainda de um ministro das Finanças espera-se que tenha capacidade para prever a crise e antecipar-se. Ora, a actual situação da economia portuguesa é um daqueles temporais cuja aproximação é visível na linha do horizonte, qualquer estudante do primeiro ano do curso de economia, até da antiga universidade Independente, era capaz de prever a actual situação.

Por isso é quase ridículo ver Teixeira dos Santos falar da actual crise alertando para os muitos meses difíceis que virão, como se fosse um socorrista no meio das ruínas provocadas por um terramoto inesperado, o ministro é em grande parte responsável pelo que se está a passar pois está no cargo há cinco anos, não pode vir agora dizer como o nosso amigo alentejano que não estava à espera de uma cambalhota e de a merda lhe cair em cima.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

E se levassem a leilão o minsitro das Finanças?

IMAGEM DO DIA

Na onda [A. Cabral]

JUMENTO DO DIA

José Magalhães, secretário de Estado da Justiça

José Magalhães, um ex-PCP que chegou à ribalta nos governos de Sócrates por se dizer que sabe distinguir um bite de um byte, sempre teve jeito para caga milhões e agora decidiu "vender" o cartão do cidadão, o tal cartão que deixou muita gente sem votar nas presidenciais. Agora ficamos à espera que o cartão do cidadão apareça como oferta na compra de um pacote de margarina Vaqueiro ou, quem sabe, se autorizem as grandes superfícies a lançarem cartões brancos do cartão do cidadão.

«"Os cidadãos têm enorme vantagem em utilizá-lo e teremos campanhas de difusão do cartão e até preços promocionais", disse José Magalhães à margem da cerimónia do Centenário do Registo Civil Obrigatório em Portugal.

O responsável lembrou que a existência de um chip no cartão "permite assinar documentos, substitui a presença física nas repartições da administração pública e permite trabalhar à distância". "Tudo faremos para que as pessoas percebam que aquele papel é muito diferente de um papel plastificado", concluiu.» [DN]

ADIVINHA

Quem é o economista conhecido que dantes dizia em roda de amigos que emigraria se Cavaco Silva chegasse a Presidente da República e que nas últimas eleições foi um dos mandatários nacionais do mesmo Cavaco Silva?

A DIREITA E LOUÇÃ

É divertido ver como a direito descobriu o lado mau do BE e decidiu unir-se na luta contra o bloco, a mesma direita que dava saltos de alegria quando o bloco crescia eleitoralmente e ultrapassava o PCP, a mesma direita que no tempo de Durão Barroso escolhia Francisco Louçã como líder da oposição, a mesma direita que promoveu os bloquistas até à exaustão nos seus órgãos de comunicação social.

Há algum país da Europa onde se abra a página online de um semanário de direita como o Expresso e se dê logo de caras com os artigos de opinião de um bloquista como se estivéssemos a consultar o Esquerda.Net? Há por essa Europa fora alguma televisão pertencente a um militante número um de um partido que tenha tantos comentadores da extrema-esquerda?

Compare-se o peso dos comentadores do BE nas televisões privadas com o dos de qualquer outro partido e tirem-se conclusões. Porque sucede isto? Porque a maior parte do discurso do BE é inspirado no ódio das correntes mais conservadoras e extremistas do marxismo-leninismo e do trostskismo às correntes social-democratas, ódio que para todos eles, sejam os do BE ou do PCP, é uma questão de honra ideológica, com prioridade sobre qualquer outra luta política.

Um BE apostado em dividir o PS e crescer à custa do seu eleitorado era útil à direita que se desfez em mimos no apoio a Francisco Louçã, as suas piadolas eram mais eficazes na erosão do PS do que os disparates de Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, Passos Coelho ou Paulo Portas. Compare-se o carinho com que a comunicação social tratava Manuel Alegre nos tempso em que este e os seus miques faziam oposição a Sócrates com a forma como o mesmo Alegre foi tratado na campanha presidencial.

A mesma direita que promoveu Louçã ficou agora irritada, veremos se é agora que vai desmamar a extrema-esquerda e se o "brilhantismo" do grande líder do proletariado do Holmes Place vai sobreviver.

IGUAL AO LITRO?

«São três raparigas e três rapazes. Adolescentes. Não especialmente bonitos, ou elegantes, ou fashion. Escolhidos para parecerem normais, posam, sorridentes, abraçados, para a foto numa sala de aula. E dizem: "Ela/ele é lésbica/gay e estamos bem com isso." São dois cartazes da rede ex aequo, uma associação de jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero). Os cartazes foram produzidos com apoio da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, um organismo governamental, e o projecto em que estão inseridos, o de combater o bullying homofóbico e transfóbico nas escolas, recebeu financiamento europeu. Inclui, além dos cartazes, uma brochura com perguntas e respostas e um estudo conduzido pelo ISCTE a partir de um inquérito nas escolas.

Tudo a condizer com aquilo que parece ser a orientação constitucional, legal e governamental - combater a desigualdade com base no género e na orientação sexual, o preconceito e a discriminação. Isso mesmo é reiterado pela presidente da CIG, Teresa Fragoso, ao Público: "Os materiais estão dentro da linha oficial do que se defende no Plano para a Igualdade de Género." Mas, na semana em que o Parlamento voltou a aprovar, com votos do PS, BE e PCP e em nome da igualdade, a lei da identidade de género, que agiliza os processos de alteração de nome e género para transexuais e que fora vetada pelo Presidente, ficámos a saber que o Ministério da Educação se recusou a colaborar com o projecto. Mais precisamente, que considerou não dever ser agente da distribuição dos cartazes e brochuras por "dever de neutralidade em matérias que possam ser consideradas ideológicas".

É certo que, aos media, o gabinete da ministra Isabel Alçada alega a inexistência de "um pedido formal". Mas como se explicam então as reuniões tidas entre a rede e o ministério, e o facto de nestas a rede ter sido aconselhada a contactar directamente, por sua conta e risco, as escolas para a distribuição dos materiais?

Pode ser, claro, que nem toda a estrutura do ministério esteja informada das orientações políticas do Governo ou, para usar as palavras de Francisco Assis a propósito da lei da identidade de género, das "convicções do PS nos diferentes domínios". Mas pode ser também que o Governo não saiba exactamente o que pensa sobre este assunto, ou seja, as suas próprias convicções. Convém é que perceba que, se a defesa da igualdade for uma ideologia, a inversa também é verdadeira. E afectar "neutralidade" nesta matéria é optar pela ideologia da desigualdade - a que acha que, como responderam algumas escolas à rede, dizer que ser homossexual é igual a ser heterossexual é "promover a homossexualidade". O que até é verdade: trata-se de, simbolicamente, promover os homossexuais de discriminados a iguais. Isso mesmo que, julgava-se, o Governo defendeu quando propôs que casais do mesmo sexo tivessem acesso ao casamento civil. Este Governo. Foi, não foi?» [DN]

Autora:

Fernanda Câncio.

O PAÍS ONDE UM NÃO É IGUAL A UM

«Em 1928, o surrealista belga René Magritte pintou um cachimbo e escreveu: "Isto não é um cachimbo". E não era, era a pintura de um cachimbo. Ontem, milhares de jovens foram para as ruas belgas comer batatas fritas. Mas não comiam batatas fritas, faziam uma revolução contra o facto de hoje, sexta-feira, baterem o recorde mundial de país sem Governo (250 dias). Adoptaram as batatas como símbolo revolucionário de unidade. O país está dividido em valões e flamengos, duas línguas, mas o mesmo gosto pelas batatas fritas. Diz o preconceito que alimenta as anedotas que todos os belgas, seja ele valão ou flamengo, andam pelas ruas segurando um cone com batatas fritas. E se o segura com a mão esquerda e lhe perguntarem pelas horas, ele, valão ou flamengo, ao consultar o relógio espalha as batatas fritas pelo chão. Diz ainda a anedota que, pouco depois, o belga de novo com o seu cone de frites, se voltarem a perguntar-lhe pelas horas, ele, valão ou flamengo, não se deixa enganar: faz um manguito... e espalha as batatas pelo chão. Mas, pelos vistos, não chega aos valões e flamengos o destino comum de vítimas de anedotas, continuam divididos e por causa disso sem Governo. Os jovens de ontem, idealistas, tinham uma palavra de ordem, em flamengo e em francês: "Een=Un", um igual a um. Mas, em 2005, quando houve o concurso do maior dos belgas, Magritte ficou em 9.º (na Valónia) e em 18.º (na Flandres).» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

ESPERTEZA SALOIA

«Segundo Raul Proença o termo "esperteza saloia" tem origem na "sistemática atitude de desconfiança" dos assim denominados habitantes dos arrabaldes de Lisboa. Conta um juiz que era hábito, em caso de conflito, o saloio consultar dois advogados, apresentando a um a sua versão e, ao outro, a do opositor, de forma a avaliar melhor as suas hipóteses.

No entanto, o pouco apreço dos alfacinhas pelos saloios, o escárnio teatral e a imagem do camponês simplório cultivador de hortas, foram tornando a expressão numa denotação depreciativa dirigida àqueles que se julgam mais espertos do que os outros. A esperteza saloia resultando assim invariavelmente no oposto do desejado. Ou seja, na revelação da tramóia, da mentira ou da dissimulação e na ridicularização do seu autor.

A moção de censura do BE é um caso típico desta esperteza saloia. Louçã e seus apaniguados terão imaginado conseguir o pleno, dando um golpe em simultâneo contra o PC, o PS e a direita e marcando a agenda política durante um mês, ou seja, aparecendo todos os dias nas televisões. Acontece que a operação foi tão inoportuna e vil que em poucos dias o feitiço se virou contra o feiticeiro. Já não bastava a humilhação da estrondosa derrota de Alegre, agora o BE deu mesmo um descomunal trambolhão. Há mesmo quem já o compare com o PRD que se esfumou no mesmo tipo de peripécias inconsequentes. Em resultado, nunca se viu tanto bloquista aflito desdobrando-se em textos, entrevistas e múltiplas explicações que não explicam nada.

Demasiado habituados à benevolência dos "media", onde a espuma e os dichotes enraivecidos de Louçã dão sempre um bom boneco, os bloquistas ainda estão convencidos que conseguem dar a volta por cima. Mas é improvável. Este tipo de política, golpista, calculista, desonesta e sobretudo sem qualquer sentido ou utilidade prática, não é deste tempo. Já ninguém tem paciência para estas cenas torpes.

Raymond Chandler, com o seu estilo económico e sempre direto ao assunto, tem uma frase notável para descrever uma personagem que não me canso de citar. "Passou toda a vida a tentar subir da sarjeta até ao passeio. Nunca lá chegou". É que não se pode chegar ao passeio com os hábitos da sarjeta. E o Bloco, que um dia imaginou que poderia ser o partido renovador da esquerda, tem resvalado cada vez mais para a sarjeta da história onde, efetivamente, nasceu. À época a coisa pareceu uma inovação, ainda que do género quimérico. Marxistas, estalinistas, trotskistas (tendência mandelista, o que quer que isso queira dizer), maoistas, ex-MRPP, ex-PC, sindicalistas, ambientalistas, grupos de género, anti-racistas, juntaram-se numa incrível tropa-fandanga com o objetivo de disputar terreno ao decadente PC e abalar o PS. Mas burro velho não aprende línguas. Esta gente formou-se no pior do esquerdismo e sua cultura dos pequenos chefes e ainda mais das parcas e anacrónicas ideias. Adoradores do estado, do centralismo, do nacionalismo, das hierarquias, com horror à evolução social, cultural e tecnológica e sobretudo tementes da liberdade individual, depressa transformaram a amálgama oportunista num partido retrógrado com o seu amado líder, a sua opacidade e uma notória falta de democracia interna. O processo de decisão sobre a moção de censura foi em tudo similar ao que habitualmente se passa no PC. Os chefes decidem e os militantes obedecem e aderem, mesmo quando acham que a coisa é um disparate, o que no caso se apresenta como uma evidência para toda a gente. "Salvam-se" as poucas vozes dissonantes, repartidas entre os pobre-coitados dos ditos moderados e os trogloditas, verdadeiros fósseis vivos que se reclamam do velho trotskismo e do maoismo. Nestas faunas as nomenclaturas são sempre muito confusas, acrescente-se.

Enfim, este episódio patético vem mostrar que, apesar do novo nome, estamos perante uma velha esquerda, belicosa, intempestiva e sem outra visão que não seja a das supostas grandes glórias do passado as quais, bem vistas as coisas, nunca passaram de enormes tragédias coletivas invariavelmente manchadas de ódio, sangue e derrota. Nos dias que correm, tal como outrora, continuam a cumprir o papel de testas-de-ferro da direita. Que ninguém se iluda. » [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.

CRIANÇA DE CASCAIS ESFAQUEIA A MÃO POR LHE TER TIRADO A PLAYSTATION

«Ao que apurou ontem o CM, o jovem, que emboscou a mãe à porta de casa, armado com uma faca de cozinha, encontra-se numa unidade hospitalar de Lisboa para avaliação psicológica.

A mãe foi internada no Hospital de Cascais, estando fora de perigo. Tudo se passou anteontem ao final da tarde, na Charneca, Cascais. A vítima, de cerca de 40 anos, foi esfaqueada numa das pernas e apresentava ainda cortes na cabeça, nos braços e no tronco.

Segundo soube o nosso jornal, as más notas escolares do agressor levaram a que os pais o castigassem, proibindo-o de jogar Playstation e de aceder à internet. Revoltado, o jovem foi comprar um periférico de acesso à internet sem o conhecimento dos pais. A mãe saiu para ir às compras e foi no regresso a casa que acabou atacada pelo filho. A PSP de Cascais, através das Brigadas de Investigação Criminal, e os bombeiros estiveram no local. » [CM]

Parecer:

Se fosse com a minha ficava alérgico a playstation para o resto da vida. Se tivesse sucedido numa escola estariam agora os sindicalistas a dizer que a culpa era da reforma de Sócrates, da instabilidade nas escolas, do facto de os professores não terem tempo por causa da avaliação, etc., apareceriam uns sociólogos, pedo-psicólogos e outros especialistas e o PSD chamaria a ministra da Educação de urgência ao parlamento, como sucedeu em casa é uma notícia rasca a quem ninguém prestará atenção, aconteceu na casa do vizinho.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

MINISTRO ALEMÃO PLAGIOU TESE DE DOUTORAMENTO

«O ministro alemão da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, está a ser acusado de plagiar 15 autores para a sua tese de doutoramento. A político bávaro já foi chamado a explicar o escândalo à chanceler, Angela Merkel, e a sua demissão pode estar para breve.

A tese de doutoramento do ministro já se converteu num objectivo prioritário dos ‘caça-plágios’ da internet, que têm encontrado um número cada vez maior de citações sem nota de fim de página de autores conhecidos no trabalho de Guttenberg.

Entre as citações sem nota de fim de página encontra-se uma passagem do seu antecessor no cargo, Rupert Scholz. A Universidade de Bayeruth, onde apresentou a sua tese há quatro anos, deu um prazo de duas semanas a Guttenbert para responder às acusações.» [CM]

Parecer:

Azar, não foi o Sócrates!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos nossos puritanos de carácter da direita.»

ESTE ANDA A GOZAR COM O PAÍS

«O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, defendeu a criação de um imposto especial para contribuintes com maiores rendimentos para financiar os sectores públicos de saúde e educação.

"Eu acho que é razoável em Portugal, não onerando aqueles que têm menores rendimentos, que haja taxas especiais e impostos especiais dirigidos ao financiamento dos serviços públicos gratuitos de saúde e educação", disse Carlos César, numa tertúlia realizada na quinta-feira à noite, no Casino da Figueira da Foz. » [DN]

Parecer:

Primeiro dá subsídios aos funcionários melhor remunerados e agora propõe um imposto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Marque-se uma consulta de psiquiatria ao senhor.»

DIZ O ROTO AO NU

«Mas Louçã "teve medo de os matar, ou seja, que a moção fosse aprovada. Ao esclarecer mais tarde que é toda a direita que será censurada, mais uma vez faz um excelente serviço a Sócrates (...) E o país fica com esta aberração no parlamento".» [DE]

Parecer:

É divertido ver o Cunha criticar Louçã em defesa da direita.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

SOARES DOS SANTOS DIZ QUE ESTAMOS EM RECESSÃO

«Não adianta dizer que não estamos em recessão porque estamos". A afirmação é de Alexandre Soares dos Santos.

O 'chairman' da Jerónimo Martins reagiu assim à entrevista do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, ao Diário Económico.

Para o ‘chairman' da retalhista "não vale a pena a continuar a mentir aos portugueses". "Nós sentimos que estamos em recessão: há menos trânsito, menos gente nos restaurantes", sublinhou na conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais da Jerónimo Martins.» [DE]

Parecer:

Esperemos que o Grupo Jerónimo Martins seja gerido com base em indicadores mais rigorosos do que aqueles que Soares dos Santos usa para madar postas de pescada sobre a economia portuguesa. Provavelmente é por isso que as acções do Grupo Jerónimo Martins perdeu mais de 5% na Bolsa no mesmo dia em que foram feitos estes palpites.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso de compreensão, o senhor Soares dos Santos deve andar amargurado por ter chegado ao fim o modelo de crescimento assente no aumento do consumo interno.»

RANGEL DIZ QUE O PSD JÁ ESTÁ PREPARADO PARA GOVERNAR

«"A reunião decorreu sob este sinal de que há de facto em Portugal um partido que está preparado para governar porque aquelas medidas [de austeridade] que são patrióticas apoiou-as e está disponível para fazer reformas que este Governo não é capaz de fazer", afirmou Paulo Rangel.

O eurodeputado falava aos jornalistas no final da reunião entre o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, na qual participou, na sede dos sociais-democratas, Lisboa. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

Isso significa que até aqui não estava, o que não é propriamente um elogio para a sua promotora Manuela Ferreira Leite.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Rangel se está a pensar em si ou em Passos Coelho.»

MEXICANA FAZ GREVE DA FOME PARA SER CONVIDADA PARA O CASAMENTO REAL

«Uma mexicana de 19 anos está a fazer greve de fome em frente à embaixada britânica, na cidade do México. Estíbalis Chávez pretende comover a família Real e conseguir um convite para o casamento do Príncipe William com a "plebeia" Kate Middleston. » [JN]

NÃO OLHES PARA O MEU TRASEIRO, ESTÁS A SER FILMADO

«Uma jovem norte-americana escondeu uma câmara nas costas e saiu pelas ruas de Los Angeles com calças justas. Filmou homens e mulheres a olharem para o traseiro quando passava. Veja o vídeo, que faz sucesso no Youtube.

Duas amigas norte-americanas resolveram tirar a limpo uma dúvida sobre o que acontece enquanto uma mulher "jeitosa" caminha pelo passeio.

Colocaram uma câmara nas calças e saíram para a rua, gravando os olhares, mais ou menos discretos, das pessoas por quem passavam, quando já estavam de costas.» [JN]

EUA: DEIXAM DE CONTRATAR FUMADORES

«O número de Estados norte-americanos que deixaram de contratar fumadores para a área da saúde está a aumentar. Muitos hospitais e companhias de saúde estão a obrigar os candidatos a uma vaga de emprego a realizar exame de urina para detectar a presença de nicotina. Se fumar, é despedido.» [JN]

Parecer:

Isto está a ficar cada vez mais complicado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Escondam esta notícia do Sócrates e do George.»

FREIRA EXPULSA DO CONVENTO POOR CAUSA DO FACEBOOK

«Viva num convento de Toledo há mais de 35 anos, mas o Facebook veio ditar a sua expulsão. María Jesús Galán recebeu ordem de saída por parte das outras freiras por causa do clima de tensão criado pelos hábitos online de Galán, que no ano passado lhe valeram um prémio da junta de Castilla-La Mancha.

Tudo começou quando, ao cabo de 24 anos frente ao arquivo, María Jesús Galán conseguiu vencer a resistência das suas companheiras e adquiriu um computador. Daí à Internet e às redes sociais foi um passo. Com recurso às novas tecnologias conseguiu catalogar e digitalizar quase todo o arquivo do convento, que conta 119 livros e mais de 3000 documentos, indica o ABC.

Graças a este seu labor, o governo regional tinha reconhecido em Maio no ano passado os méritos de Galán - conhecida por “soror Internet” -, pelo seu trabalho de catalogação de documentos e livros da biblioteca conventual, pela contribuição para a difusão destes documentos pela Internet e pela introdução de tecnologias num ambiente tradicional.

Numa das suas múltiplas entrevistas após ter recebido o prémio, María Jesús Galán dizia sentir-se “muito orgulhosa” de ser freira no convento Santo Domingo el Real e dizia ainda sentir-se “plenamente realizada” como religiosa.

Acontece, porém, que onde outros viram interesse e diligência, as companheiras de mosteiro de María Jesús Galán viram uma tensão insuportável e um mal-estar crescente.

Na passada terça-feira, chegou a notícia, no próprio mural do Facebook de María Jesús Galán: “Expulsaram-me. Umas quenianas tornaram a minha vida impossível. A inveja pregou-me uma partida e elas ganharam. Hoje, o delegado da Vida Religiosa, junto com a madre prioresa e outras duas freiras, decidiram que eu teria que sair para que ficassem tranquilas as quenianas. Não têm vocação, mas vêm buscar dinheiro para as famílias. Não vale a pena meter o dedo na ferida. Estou em paz e sem nenhum tipo de rancor”.» [Público]

IGOR LIHOVIDOV

LANÇAMENTO DA LINHA LATERAL À MODA DA ARÁBIA SAUDITA

«O artista deste vídeo chama-se Abdulmutalib Al Traidi (Al Ittifaq). Não se sabe se joga algo que se veja, mas consta que gosta de acrobacias sempre que faz um lançamento lateral. As imagens reportam-se ao jogo dos quartos-de-final da Taça do Príncipe da Arábia Saudita, entre a sua equipa e o Al-Ittihad, treinado pelo portuguesíssimo Toni.» [Portugal Diário]

YAMAHA

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

A mania das grandezas

Quando se fala em investimento privado aparecem logo grandes ideias e projectos, empresas tecnológicas, grandiosos projectos nas energias renováveis, obras públicas faraónicas, fábricas de automóveis, etc., etc.. Tudo isso é necessário e nalguns casos estratégico, mas a economia não é feita apenas de grandes projectos com direito a encenações acompanhadas de croquetes e vinho de região demarcada cada vez que se lança uma pedra. E em muitos casos estes projectos traduzem-se em mobilidade de emprego ou no recurso a emigrantes.

Além disso, muitos destes grandiosos projectos que prometem algumas centenas de empregos levarão muitos meses, senão mesmo alguns anos a serem concretizados, têm custos elevadíssimos em contrapartidas como benefícios fiscais e subsídios e exigem mão-de-obra qualificada, muito provavelmente a que menos carece de emprego. Uma boa parte dos nossos desempregados são mulheres e trabalhadores com alguma idade, ainda ontem as notícias davam conta de que o aumento do desemprego nos últimos meses atingiu precisamente as mulheres.

Basta ver a quantidade de lojas, restaurantes e outros pequenos negócios que todos os dias fecham nas nossas cidades, as PME que encerram ou as explorações agrícolas que são abandonadas para se perceber uma boa parte dos nossos desempregados apenas poderão beneficiar indirectamente da criação de emprego mais qualificado, isto é quando a economia recuperar e na hipótese pouco provável desses pequenos negócios reabrirem.

É evidente que não estou a defender que se deve deixar de apostar em sectores que serão indispensáveis para que a nossa economia atinjam níveis que de desenvolvimento que o tipos de indústrias em que se apostou no passado. Mas discordo do desprezo quase colectivo pelas pequenas iniciativas de emprego. Concordo que se encham aviões de empresários em busca de compradores dos nossos produtos e de investidores, mas penso que os gabinetes governamentais deveriam abrir as suas portas aos pequenos investidores e os ministros deveriam arregaçar mais as mangas e aproveitar todas as oportunidades de criar empregos.

A realidade dos desemprego não é única e corre-se um sério risco de o esforço feito pelo Estado para estimular o investimento e o desemprego deixar de fora grupos importantes de desempregados, como é o caso dos trabalhadores menos qualificados e dos jovens licenciados. Uns tornar-se-ão desempregados crónicos e os outros ou emigram ou com o tempo verão as suas qualificações sofrer uma forte erosão em resultado da falta de experiência e da saída de novas gerações de licenciados das universidades.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Gaivota-pequena [Larus minutus], Terreiro do Paço, Lisboa

Felizmente já são poucas as gaivotas que podem ser vistas no Cais das Colunas, uma consequência do desvios dos esgotos da cidade que deixaram de ser lançados no Tejo. No ano passado o Cais das Colunas tornou-se um local previlegiado para observação de aves, para além da concentração de gaivotas junto aos esgotos haviam no local um pequeno grupo de corvos-marinhos a pescar tainhas. Além disso, o facto de ter estado encerrado muitos meses levou a que se tornasse num local de paragem de rolas-do-mar, garças-cinzentas, maçaricos-das-rochas e outras aves.

Esta ave é rara em Portugal e a presença de numerosos espécimes junto ao Terreiro do Paço poderá ter-se devido às condições do tempo que no ano passado levou a que se tivessem observado aves raras em locais onde estas não costumam visitar.

IMAGEM DO DIA

Mesa de pedra, aldeia de Monsanto [A. Cabral]

JUMENTO DO DIA

Augusto Santos Silva, ministro da Defesa

Augusto Santos Silva assinou em conjunto com o ministro das Finanças um despacho determinando que a IGF investigue as razões do aumento exponencial da despesa com remunerações no ministério das Finanças. Augusto Santos Silva esteve de baixa durante o mês de Janeiro?

«O aumento das despesas remuneratórias dos militares no passado mês de Janeiro, em quase 10% e apesar das medidas de contenção salarial, levaram a Inspecção-Geral de Finanças a entrar no Ministério das Finanças e nas Forças Armadas para tentar perceber como é que isso sucedeu. A ordem consta de um despacho conjunto assinado no passado dia 10 pelos ministros das Finanças e da Defesa. » [DN]

O ESTRANHO CASO DO SÁBIO DESPERDIÇADO

«Medeiros Ferreira já foi ministro dos Negócios Estrangeiros (um Governo Soares, 1976) e pertence àquele restrito grupo de portugueses que nos faz perguntar o contrário do insulto de que tantas vezes temos ganas: mas que faz este tipo na comissão política (ou no Governo, ou no Parlamento)? É, Medeiros Ferreira hoje não é um político activo, e é um absurdo. Se calhar é porque ele não quer, mas não deixa de ser um desperdício. Se eu fosse líder de um desses partidos que governa ou quer governar insistiria em oferecer uma cadeira ao velho açoriano: "Você senta-se aqui, ouve-nos e no fim, por favor, destrua-nos as asneiras que decidimos." Felizmente, Medeiros Ferreira tem um blogue (Córtex Frontal) e podemos ir lá desencantar as tolices pátrias. Mas, lá está, bebemo-las depois de cometidas, quando o País podia poupar-se a elas. A última foi a de Passos Coelho e o seu preciosismo em dizer que iria abster-se na moção de censura do Bloco de Esquerda. Pergunta Medeiros Ferreira: "Não seria mais rigoroso Passos Coelho ter declarado apenas que o PSD não aprovará a moção de censura do BE?" De facto, ninguém conhecendo o teor da moção, quem garante a Passos Coelho, que não pertence ao círculo íntimo de Louçã, que o PSD não leva nela mais tareia que o PS? E, se assim for, o PSD abstém-se? O que diz Medeiros Ferreira é óbvio. E que falta nos fazem tipos que digam coisas óbvias.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

ESQUERDA

«Há sempre uma esquerda à esquerda da esquerda. É a história da esquerda. A esquerda nasceu liberal no século XVIII, mas logo apareceram então esquerdas à esquerda dessa primeira esquerda (jacobinos, babouvistas…).

No século XIX apareceu a esquerda socialista e social-democrata, à esquerda das anteriores, e no século XX a esquerda comunista, ainda mais à esquerda. Mas à sua esquerda teve de nascer o esquerdismo.

A derrota histórica do comunismo e do esquerdismo não acabaram com este jogo de caixinhas chinesas. E Portugal é agora vítima disso. O espectáculo que a esquerda parlamentar portuguesa dá por estes dias é notável: um Governo de esquerda, do Partido Socialista, é ameaçado por uma moção de censura de um partido de esquerda, o Bloco de Esquerda, que, naturalmente, acusa o Governo de ser de direita; mas, como é evidente, não podia faltar a ameaça de outra moção de censura do outro partido de esquerda, o Partido Comunista, tentado a provar que é ainda mais de esquerda do que o resto da esquerda. No outro dia, foi possível ver João Semedo (ex-comunista e agora do BE) convidar o PC a "convergir com o Bloco de Esquerda" não numa moção de censura conjunta mas apresentando outra moção de censura. Quem pode não ficar fascinado com tudo isto?

O BE está obviamente a punir-se na carne pelos seus lamentáveis "desvios de direita", que alguns dos seus membros alimentam e que tiveram a sua mais recente materialização no apoio a Manuel Alegre em conjunto com o PS. Alguns no BE sonham em entrar para o "arco da governação", transformando-se numa "ala esquerda" do PS. Já vimos sinais disto na corrente legislatura, em que um intelectual ‘gay' e próximo do BE se transformou em deputado do PS para fazer avançar a agenda ‘gay' do BE. Mas é evidente que a concretização final desse passo só poderá ocorrer com uma cisão do BE. O PS, claro, espera-os de braços abertos. É também essa a sua missão histórica: reciclar antigos radicais de esquerda cansados de não terem influência. Mário Soares começou por ser comunista; Jorge Sampaio, João Cravinho ou Eduardo Ferro Rodrigues, esquerdistas; José Magalhães, Pina Moura ou Mário Lino, comunistas...

Pior é estas querelas de família terem consequências nacionais. Da moção de censura não resultará nenhum quadro parlamentar recomendável: não vai passar e continuaremos a ter um governo minoritário, agora com as relações completamente envenenadas com o resto da esquerda; caso passasse e houvesse eleições, arriscávamo-nos a ficar na mesma, fosse com o PS ou com o PSD. Uma boa parte da esquerda nunca gostou da democracia liberal. Porque haveria de querer ajudar a nossa a funcionar?» [DE]

Autor:

Luciano Amaral.

O "MOMENTO PRED" DO BE?

«Por dar este passo logo depois da campanha das presidenciais, este partido está a desdizer todas as promessas de cooperação ensaiadas com o PS até há dias no apoio à campanha do Manuel Alegre. Se a moção fosse bem sucedida, levaria provavelmente ao regresso da direita ao poder, coisa que o BE afirma rejeitar. Mas como já foi dito por muitos comentadores, esta iniciativa acaba por contribuir para a sobrevivência do Governo. Apesar das vociferações de Passos Coelho, o compromisso assumido aquando das duras negociações orçamentais impede que, para já, o PSD esteja disponível para derrubar o Governo. Será preciso que algo de fundamental mude para que este posicionamento se altere, e isso dá algum alívio ao primeiro-ministro.

A questão é saber se esta moção constituiu o "momento PRD" do BE? Em 1987, o PRD decidiu colocar uma moção de censura ao executivo minoritário de Cavaco Silva. Esta moção, embora tenha sido "bem sucedida" na medida em que levou ao derrube do Governo, também foi o início do fim do partido-sensação que havia sido criado dois anos antes, em 1985. Porque nas eleições que se lhe seguiram, e como a moção de censura tinha sido contra-corrente à vontade do eleitorado, o PRD foi dizimado nas urnas, o PSD conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e o PS recuperou o seu indiscutível lugar de primeiro partido da esquerda do espectro partidário.» [Jornal de Negócios]

Autora:

Marina Costa Lobo.

SANTANDER TOTTA ANDA A PASSEAR O DINHEIRO PARA FUGIR AOS IMPOSTOS

«A revelação sobre a existência no universo Santander Totta de veículos (sociedades) usados, alegadamente, para fazer planeamento fiscal foi feita em Maio, em tribunal, por Isabel Ramos de Almeida, ex-directora do Santander, no quadro de um diferendo laboral movido por Jorge Dias, chefe da sucursal do banco no grão-ducado, contra a equipa liderada por Nuno Amado, e no qual prestou declarações na qualidade de testemunha do banco. Jorge Dias explica em declarações ao PÚBLICO que aqueles fundos eram investidos em condições anormais, e que nunca passou as declarações fiscais dos rendimentos dessas aplicações, porque a administração do banco, que geria os activos, apesar dos múltiplos pedidos, nunca o informou sobre quem eram os beneficiários económicos últimos.

O actual gestor do BCP, António Ramalho (ex-administrador do Santander Totta), que foi o mentor dos veículos, designados Ptif e Taf, onde estão domiciliados os 350 milhões de dólares, declarou que os fundos foram colocados junto de investidores norte-americanos, o que obrigaria o banco a comunicar ao fisco os rendimentos auferidos pelos titulares. Já o Santander Totta afirma que o Ptif e Taf não eram propriedade exclusiva do banco e pertenciam também a investidores que podiam ser norte-americanos ou outros quaisquer. E, assegura o banco, cabe ao emissores dos dois instrumentos financeiros, que actuaram como paying agent (a entidade que pagaria os dividendos), o JPMorgan e o Deutsche Bank, enviar as declarações tributárias à Reserva Federal norte-americana, já que seria da sua responsabilidade pagar dividendos aos investidores. Mas Jorge Dias assegura que essa era uma tarefa da sucursal luxemburguesa, por ser aí que os fundos estavam domiciliados. E garante que nunca emitiu qualquer declaração de natureza fiscal.

A documentação existente indica que os 350 milhões de dólares, Ptif (150 milhões de dólares) e Taf (200 milhões), foram colocados no início da década passada pela administração de Horta Osório numa conta da sucursal do Luxemburgo, onde a taxa de IRC é reduzida, e que a sua movimentação foi feita como se pertencesse a um cliente normal. Nos anos seguintes, a verba seria triangulada entre praças financeiras, respeitando as datas de vencimento dos pagamentos acordados com os titulares das duas sociedades. A casa-mãe emprestava os 350 milhões de dólares à sucursal luxemburguesa, a uma determinada taxa de juro, e, esta, por sua vez, aplicava-os junto da sede (tipo depósito a prazo), através da sala de mercados de Lisboa, à mesma taxa, acrescida de um spread (que dava à sucursal a margem de lucro e à sede um custo adicional). Depois, a sucursal do grão-ducado transferiria os juros vencidos para a de Londres, que por sua vez os encaminhava para a conta as Caimão [onde não há tributação de lucros].

Numa altura em que as taxas de juros em dólares, em termos de mercado, rondavam entra um e dois por cento, a tomada de fundos decorria a taxas muito superiores, entre sete e oito por cento: mais 500 ou 600 por cento do que as taxas normais de mercado. » [Público]

Autor:

Será o único banco a proceder desta forma?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

MIRA AMARAL JÁ TENTOU METER O PSD NA ORDEM E NÃO CONSEGUIU!

«Mira Amaral disse hoje no colóquio "Produtividade Portugal" "que cabe à sociedade civil pôr os partidos políticos na ordem. Eu já tentei e não consegui no PSD, por isso todos temos alguma culpa no cartório". » [Jornal de Negócios]

Parecer:

Acontece mais ou menos o mesmo que com Mira Amaral, é mau de meter na ordem.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

RENDEIRO SÓ TEM DIREITO A 25,19 EUROS DO BPP

«O antigo presidente do BPP reclamou junto da instituição um montante próximo dos 4,25 milhões de euros, mas na lista entregue pela comissão liquidatária ao tribunal são reconhecidos 25,19 euros. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

Muito pouco para quem queria 4,25 milhões.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mais uma gargalhada.»

PRESIDENTE DA CIP DIZ QUE SALÁRIOS PREJUDICAM A COMPETITIVIDADE

«António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defendeu hoje no colóquio “Produtividade Portugal” que o peso dos salários em Portugal é excessivo e que isso pesa negativamente na competitividade das empresas portuguesas.

“Os nossos salários penalizam a competitividade das empresas”, disse o responsável, durante o colóquio organizado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), que decorre em Matosinhos.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

O homem tem toda a razão, se Portugal regressasse ao trabalho escravo as empresas, pelo menos algumas, seriam mais competitivas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Outra gargalhada.»

LACÃO VAIDOSO

«O Ministro dos Assuntos Parlamentares admite, que há uma divergência entre o que pensa sobre a redução do número de deputados e o calendário do Governo.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Lacão não passa de um acidente governamental e deveria poupar os portugueses a estas divergências.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Lacão que defenda as suas opiniões nos locais próprios limitando-se a fazê-lo enquanto ministro quando estiver mandatado para representar o governo em relação às propostas que apresenta.»

DEPOIS DE CASA ROUBADA...

«O Governo aprovou hoje um diploma que determina a extinção do número de eleitor e a sua substituição pelo número de identificação civil, mas a alteração só irá produzir efeitos a partir de 01 de Janeiro de 2013.

De acordo com a proposta de lei, aprovada na reunião do Conselho de Ministros e que será agora submetida à Assembleia da República, o número de identificação civil passará a ser o elemento de identificação dos eleitores no processo eleitoral, ficando os cadernos eleitorais de cada assembleia de voto organizados segundo a ordem desse número.» [DN]

Parecer:

Ficamos sem saber muito bem o que estava mal, se o ministro, se o director-geral, se o número de eleitor. Cá por mim e pelo que se tem visto recentemente o núnico número que serve de alguma coisa em Portugal é o número de contribuinte, porque no fisco os portugueses ainda morrem, para o BI os portugueses podem viver até aos duzentos anos se ninguém lhes disser nada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acabe-se com os três.»

NÃO PERCEBI MUITO BEM O ARGUMENTO DA MINISTRA

«A ministra do Trabalho defendeu esta quinta-feira que o desemprego deve-se à situação económica e não ao insucesso das políticas e frisou que o Governo continua "muito preocupado", apesar da diminuição do número de inscritos nos centros de emprego. A responsável governamental reagia ao facto de o número de inscritos nos centros de emprego ter caído 0,5 por cento em Janeiro face a igual período em 2010. » [CM]

Parecer:

Parece que temos uma ministra do "Desemprego" que acha que não existe qualquer relação entre as políticas governamentais e a situação económica e, por conseguinte, o desemprego.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à ministra que mude de emprego.»

TIRIRICA ENGANOU-SE AO VOTAR

«O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca errou e acabou por votar a favor da proposta da oposição sobre o salário mínimo, depois de garantir o seu apoio ao Governo.

De acordo com a Folha de São Paulo, segundos depois de dizer que apoiaria o Governo e o seu partido na discussão sobre o salário mínimo, Tiririca (do Partido da República) votou a favor dos 600 reais (267 euros), apresentado pelo Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), da oposição.» [DN]

Parecer:

Por cá também temos um "Tiririca", que por sinal até é secretário de Estado do Emprego e homem-forte dos governos de José Sócrates, que quando era autarca também votou contra uma proposta que tinha apresentado. O problema é que ao contrário do Tiririca brasileiro que apelava aos eleitores dizendo "vote em Tiririca, pior do que está não fica" já o mesmo não pode dizer o nosso pois desde que chegou à pasta do emprego que o desemprego não para de aumentar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

"CIGANOS SÓ QUEREM PENSAR EM DIREITOS", DIZ O AUTARCA DE VIDIGUEIRA

«O presidente da Câmara da Vidigueira acusou hoje a comunidade cigana que vive na vila, que reconhece como "portugueses carenciados", de quererem obter mais direitos que os outros e livrar-se dos deveres, através da interferência de organizações.

Para a Câmara da Vidigueira "não há discriminações positivas nem negativas. Só há portugueses e todos têm tratamento igual", disse, recusando o que classifica de "tentativa de criar uma minoria para lhes garantir mais direitos que os que têm o resto da população portuguesa".

O autarca reagia às preocupações e críticas do European Roma Rights Centre (ERRC) relativas às condições em que 67 pessoas de etnia cigana vivem nas traseiras das ruínas do castelo da vila.» [DN]

Parecer:

Chamem-lhes parvos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o autarca que dizer estas coisas é politicamente incorrecto e vai ser condenado pelas nossas boas almas.»

DIRECTOR DA PSP SAI DESMOTIVADO

«Oliveira Pereira queria anunciar a decisão de deixar a direcção nacional aos seus comandantes, mas o MAI antecipou-se e lançou comunicado. Sai desmotivado com a falta de condições para gerir a força de segurança. O seu subsituto é Guedes da Silva, que era até agora o braço-direito de Oliveira Pereira. » [DN]

Parecer:

Se todos os portugueses usassem esse argumento só cá ficava o José Sócrates que parece ser o único português cheio de motivação.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deseje-se uma boa reforma ao comandante da PSP que vai beneficiar do estatuto anterior À austeridade e aos cortes de vencimentos.»

RICARDO SALGADO CRITICA DECLARAÇÕES DO GOVERNADOR DO BdP

«Ricardo Salgado diz que é preciso preciso "cuidado" e "moderação" em "concluir que Portugal está em recessão". » [DN]

Parecer:

Ricardo Salgado tem razão, dispensam-se palpites e afirmações de vaidade numa instituição onde se espera rigor e que tem os seus veículos para informar sobre a situação económica do país.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se a crítica.»

FREITAS DO AMARAL PATROCINA NOVA AD

«"O destino dos governos minoritários é, normalmente, acabarem por ser derrubados por uma moção de censura, votada por sectores diversos da oposição", afirma o antigo governante.» [DE]

Parecer:

Ainda o vou ver a "ajeitar-se" a mais um cargo governamental de um governo de direita.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

E OS JUROS CONTINUAM A SUBIR

«A taxa exigida pelos investidores para comprar obrigações do Tesouro (OT) português a cinco anos atingiu hoje o valor mais elevado desde que Portugal aderiu ao euro: 7,07%.

O mesmo acontece com as ‘yields' de longo prazo. Os juros das OT a 10 anos, no mercado secundário, agravam-se hoje até 7,484%. Esta evolução alargou o diferencial face às ‘bunds' alemãs comparáveis para 425 pontos base, um máximo de Novembro do ano passado.» [DE]

Parecer:

E Teixeira dos Santos continua ministro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Sócrates qual a taxa de juro a partir da qual substitui o ministro das Finanças.»

ESPANHA: PROIBIDO FUMAR EM CASA COM A EMPREGADA A TRABALHAR

«Os espanhóis que tiverem uma empregada para as tarefas domésticas vão ter de deixar de fumar em casa enquanto ela estiver a trabalhar. Ao abrigo da nova lei do tabaco é proibido fumar em qualquer local de trabalho.» [Público]

Parecer:

Resultado: despede-se a empregada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Escondam esta notícia do Sócrates.»

135th WESTMINSTER KENNEL CLUB DOG SHOW [Link]

ILINA VIKTORIA

MFW