sábado, abril 23, 2011

O Cartão de Pobre

Diogo Leite Campos, um especialista em ganhar milhões no fisco, teve a ideia de criar um cartão que designou de débito de serviços, a ideia é em vez de dar dinheiro em apoios sociais entregar um cartão que serviria para pagar bens e serviços essenciais. A ideia parecia estapafúrdia mas Passos Coelho conferiu-lhe dignidade dizendo que merecia ser pensada. Assim sendo, sinto-me na obrigação de dar o meu contributo para este cartão cuja designação proponho desde já que seja “Cartão do Pobre”.

Parece-me que há pobres e pobres, não podemos meter no mesmo saco os gandulos, os desempregados, os velhotes com a pensão mínima e os pobres que muito simplesmente nasceram pobres, são pobres e hão-de morrer pobres. É por isso que não é justo que haja um cartão igual para todos os pobres, não se pode confundir o desempregado com o gandulo ou o pobre que é mesmo pobre com o pobre que teve o azar de ficar pobre.

A ideia não é nova, os bancos emitem cartões de crédito de cor diferente em função da riqueza dos clientes, platina para os mais ricos, dourados para os que têm a mania de que são mais ricos dos que os outros e os indiferenciados para os tesos. Assim sendo o Cartão do Pobre também poderia ser diferenciado em função das cores, de platina para os desempregados pois recebem apoios sociais parcialmente financiados por descontos que fizeram no passado, dourado para os que são pobres apesar de terem trabalhado toda a vida e da cor de burro quando foge para os diversos tipos de gandulos, gentes que é pobre porque não quer trabalhar.

A cores diferentes do cartão de pobre devem corresponder não só os montantes creditados como também o tipo de consumos para que podem ser utilizados. No cartão dos mais tesos não é aceitável que possa ser usado para comprar bebidas alcoólicas, deverá ter um chip que possa conter uma lista de produtos de forma a não aceitar o pagamento de bens de luxo. Por exemplo, se um portador de um destes cartões pretendesse comprar vinho o cartão só funcionaria se fosse um pacote de vinho para utilização culinária, se o produto fosse queijo só poderia ser usado naquele queijo de barra que sabe a sabão e o produto for papel higiénico é impensável que o cartão permita comprar rolos de quatro folhas perfumadas.

Já o cartão dourado permitiria comprar mais umas coisinhas, por exemplo, já poderia permitir comprar uma grade de cervejas engarrafada por mês, no peixe a escolha não se ficaria pelas sardinhas congeladas e permitira comprar uns carapaus frescos, até porque serviria de homenagem ao Presidente Cavaco Silva que, como se sabe, é um apreciador de carapaus alimados. Mas seria impensável, por exemplo, que permitisse o pagamento das prestações de uma máquina de lavar pois se não têm nada para fazer podem muito bem lavar a roupa à mão.

O cartão platina, destinado aos pobres temporários, já permitira um padrão mais elevado de consumo, ainda que com restrições pois as pessoas são como o país, não podem consumir mais do que ganham. Mas tal como o país também poderiam ter alguma margem no acesso ao crédito e os bancos poderiam conceder a estes cartões um pequeno plafond de crédito, ainda que condicionando o tipo de consumo admitido. Por exemplo, o crédito poderia ser usado para comprar umas calças nas Zara mas na Lewi’s nem pensar.

A ideia dos cartões é tão boa que deveria ser generalizada a todos os portugueses, bem vistas as coisas até se poderia dispensar o cartão de pobre e seria o cartão do cidadão a desempenhar essa função. O cartão do cidadão dos gandulos teria uma cor, o dos tesos outra, o dos desempregados outra e por aí adiante. Assim poderia decidir-se, por exemplo, que quem não trabalha numa empresa que exporta e, portanto, não contribui directamente para a balança comercial só poderia comprar carros em segunda mão.

Umas no cravo e outras na ferradura




FOTO JUMENTO


Igreja de São Domingos, Lisboa
JUMENTO DO DIA

Bagão Félix

O bom cristão Bagão Félix deve ter-se esquecido de que era semana santa e quando todos os políticos parecem estar em recolhimento ele parece ter querido aproveitar a oportunidade oferecida pela escassez de notícias para dar nas vistas, quase parece o Louçã dos bons tempos.
  
E o que veio dizer Bagão Félix? Veio dizer que o Estado deve dar o exemplo de austeridade, repetindo o discurso de Pedro Passos Coelho. Só que o reformado do BCP não é propriamente mais do que os outros para andar a dizer o que o país deve ou não fazer, a não ser que considere que a nomeação por Cavaco Silva para o Conselheiro de Estado o tenha levado a pensar que é conselheiro do país.
 
Ainda por cima não se cansa de usar o estatuto de ex-ministro das Finanças quando é sabido que só lá esteve por alguns meses e deixou um défice escondido que se veio a apurar ser bem mais elevado do que o comunicado ao país e a Bruxelas. Bagão Félix poderia ter-nos poupado a esta homilia de Sexta-Feira Santa.
  
«O ex-ministro das Finanças António Bagão Félix defendeu hoje em Vila de Rei que o Estado deve dar o exemplo na aplicação das medidas de austeridade, conquistando assim a compreensão e apoio dos cidadãos a esse esforço de contenção orçamental.

 
"As pessoas simples até estão dispostas a sacrifícios se perceberem que são para todos e são aplicados de maneira justa", afirmou o economista em Vila de Rei, no encerramento de um ciclo de acções de formação sobre as implicações do Orçamento do Estado nas autarquias. A extinção dos governos civis, de institutos, fundações e a redução do número de deputados são algumas das medidas que, na opinião do economista e membro do Conselho de Estado, ajudariam a diminuir a despesa, mas também a dar o exemplo de que o Estado assume a austeridade no seu funcionamento interno. Bagão Félix deu mesmo o exemplo da extinção de alguns organismos estatais distritais, considerando que o Estado deve reduzir o seu peso.» [DN]

 A GUERRA CIVIL NA LÍBIA

Lembro-me de que antes de o Ocidente ter promovido uma guerra civil na Líbia, com o argumento de que pretendiam proteger os civis, as notícias davam conta de muitos poucos mortos e mesmo esse eram confirmados de forma deficiente, as imagens que nos chegavam era de emigrantes que tentavam abandonar o país. Hoje chegam-nos notícias diárias de mortos civis, imagens de cidades destruídas e de uma situação cada vez mais grave.
  
É cada vez mais evidente que os países europeus e os EUA decidiram "ajudar" a Líbia destruindo-a o que, aliás, pouco lhes importa desde que as instalações petrolíferas fiquem intactas. É uma forma estranha de ajuda, muito parecida À dos países europeus que compram dinheiro a 2% e depois ajudam-nos cobrando mais de 5%. Com amigos destes não são necessários inimigos.

  
 

 A ROLETA PORTUGUESA

«Aterro em Lisboa, onde nunca estive, a 43 dias das legislativas de 5 de Junho. É sexta-feira, início do fim-de-semana de Páscoa, este ano a colar com o feriado comemorativo da revolução que em 1974 derrubou um regime ditatorial de meio século e permitiu a implantação da democracia. Quatro dias de férias aos quais o Executivo demissionário, embrenhado a negociar com FMI e Europa um empréstimo de muitos mil milhões para evitar a bancarrota do País, acrescentou um para funcionários públicos, isentando-os de trabalhar ontem à tarde. Gesto que o presidente do respectivo sindicato classifica de "populista" e "injustificado" mas, vá-se saber porquê, não apela à manutenção de todos nos seus postos.
  
A poucos dias do anúncio das medidas, expectavelmente muito duras, que serão aplicadas como condição da ajuda externa, os hotéis do Sul estão, segundo as notícias, lotados. As habituais comemorações parlamentares da revolução, caracterizadas por discursos cerimoniais e pela distinção entre quem ostenta ou não o seu símbolo, o cravo, na lapela, foram canceladas devido à dissolução da Assembleia. E um dos seus "heróis" desdobra-se em declarações de arrependido, elogiando até a "inteligência" e "honestidade" do ditador Salazar ("Faz falta um político assim"). Qualquer passageiro de táxi reconhece o discurso, mas um recente estudo de opinião atribuía-o à maioria dos portugueses, que considerariam os tempos pré-revolução, apesar de todas as aparatosas (a maior fatia da dívida portuguesa deve-se ao consumo privado) evidências em contrário, como "melhores para viver".
  
Não, não é fácil perceber os portugueses. No início desta semana, 65% dos inquiridos numa sondagem consideravam o Executivo o grande responsável "pelo estado a que o País chegou", e 85% achavam que "devia ter reagido mais cedo à pressão dos mercados" (fazendo o quê, não dizem). Ontem, a mesma empresa divulgou outra sondagem em que, pela primeira vez no último ano, o partido do Governo ultrapassa a principal força da oposição - que cai 11 pontos no espaço de oito dias. E o PR, eleito em Janeiro e cujo discurso de posse, em Março, desencadeou a crise política que levou à marcação de eleições antecipadas, está com popularidade negativa.
 
Com 39% (e a subir) de indecisos na sondagem citada, está tudo em aberto. Tudo menos o programa do próximo governo, em grande parte definido nas condições do empréstimo externo. Não por acaso, os dois principais partidos entretêm-se com acusações mútuas de ausência de ideias e de responsabilidade pela crise, apostando nos casos e sentimentos e tardando nas propostas políticas. Sem nada de concreto a que se ater, o eleitorado é uma montanha-russa. E a roleta do mesmo nome: é que por mais que tente não consigo entender por que raio há-de alguém querer vencer estas eleições.
 
Fora isto, Lisboa é uma cidade muito bonita. Recomendo.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
 AQUELES QUE MOSTRAM QUEM SOMOS

«Numa foto de Tim Hetherington, na Libéria, em Junho 2003, um exausto rebelde debruça-se no jeep, olha a mulher que lhe pousa a mão protectora, como Madona na Pietà. Ele é o combatente mas é por ela que sabemos que a vida há-de continuar. No mês seguinte, outro fotógrafo, Chris Hondros, também na Libéria, mas do outro lado, com as tropas governamentais, apresenta-nos um miliciano que salta e exulta depois de ter mandado um rocket contra os rebeldes - será que a mulher da outra foto acabava de ficar viúva?... Esta semana, Tim Hetherington e Chris Hondros estavam no mesmo lado, o mesmo bombardeamento matou-os, na Líbia. Em 1971, numa praça de Dacca, capital do Bangladesh que acabava de se separar do Paquistão depois de horrível guerra, havia os vencedores, um punhado de vencidos e fotógrafos. Os vencedores quiseram ser fotografados a esventrar os vencidos com baionetas. A maioria dos fotógrafos recusou-se, suspeitando que as mortes eram mero pretexto para as fotos. Mas dois, o francês Michel Laurent e o alemão Horst Faas continuaram a clicar - ganharam o Pulitzer. Faas havia sido o autor de uma das mais comoventes fotos da guerra do Vietname (o seu primeiro Pulitzer, 1965): um aldeão tem o filho morto nos braços e pergunta aos soldados o que adivinhamos ser "porquê?". Laurent iria ser, em 1975, o último jornalista morto na guerra do Vietname. Os fotógrafos podem contar-nos o mundo. Eles são o mundo.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  


 AMÊNDOAS AZEDAS PARA PASSOS COELHO

«A seis semanas das eleições legislativas a diferença de votos entre o PSD e o PS volta a diminuir. A distância entre o PSD e o PS foi reduzida em 4%, segundo o último estudo da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença. Na anterior sondagem a diferença era de 7%.
  
PSD arrecada 36,3% das intenções de voto (menos 1% do que a anterior sondagem) enquanto o PS consegue 32,7% (mais 2,3%).
 
O partido que mais sobe nas intenções de voto é o CDS, que consegue 11,3%.
 
O Bloco de Esquerda é o partido que mais desce, alcançando 6,9%, enquanto a CDU recua para 7,8%.
 
Estes resultados apontam para que o PSD não consiga uma maioria absoluta, mesmo coligado com o CDS. Para se conseguir uma maioria absoluta só se os dois maiores partidos se coligassem.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

O mais interessante desta sondagem é a avaliação das responsabilidades da crise e da escolha de Nobre.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Embrulhe-se cuidadosamente e envie-se a Passos Coelho.»

 ASSIM TRABALHAM OS ESPECULADORES

«O “Financial Times” avança que o e-mail enviado por um “banco de investimento internacional” que indica que a reestruturação da dívida grega irá acontecer já no próximo fim-de-semana partiu de um funcionário do Citigroup. A mesma informação é avançada pela agência Dow Jones Newswires, depois de a ver confirmada por dois membros do Governo helénico.
  
O “FT” teve acesso ao documento datado de quarta-feira, pelas 13h42, e cita algumas das suas afirmações: se a reestruturação acontecer “é crucial ver quais serão as condições, sendo que um ‘haircut’ terá um resultado muito diferente de um prolongamento das maturidades”.
  
“Nos últimos dias, as conversações em torno de uma reestruturação/renegociação [grega] têm-se intensificado, apesar dos contínuos desmentidos por parte das autoridades [gregas] e estrangeiras”, revela ainda o documento.
  
Na quarta-feira, os juros da dívida grega no mercado secundário dispararam mais de um ponto percentual nos prazos a dois anos e levaram os juros portugueses também a máximos desde a entrada no euro.
  
O Citigroup recusa qualquer envolvimento neste assunto. “Estamos a cooperar com as autoridades e consideramos não ter havido nenhum delito por parte do Citi ou dos seus funcionários”, escreveu o banco numa declaração citada pelo FT. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

Como diz Cavaco Silva devemos respeitar os mercados...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao "mísero professor".»
  


 GULF OIL SPILL ONE YEAR LATER [boston.com]



    

 

  

  

  
  


 CORNEL PUFAN 
  






 AMNISTIA INTERNACIONAL

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sexta-feira, abril 22, 2011

Um Compromisso Nacional? Não, obrigado

Depois de anos tentando condicionar as opções eleitorais dos portugueses alguns jornais e jornalistas decidiram intervir (ainda) mais activamente na política, agora promovem abaixo-assinados e petições. É o caso do CM com a petição contra o enriquecimento (supostamente) ilícito e, mais recentemente, o Expresso com “Um Compromisso Nacional”.


Enquanto os portugueses reflectem sobre que políticas querem e sobre quem deve governar uns quantos senhores, que se julgam mais capazes e esclarecidos do que os outros portugueses, acharam por bem apelar a um governo de salvação nacional. Dizem mais ou menos isto aos portugueses: votem nas medidas que quiserem e nos políticos que entenderem, mas nós é que sabemos do que Portugal precisa e depois de votarem esqueçam as vossas opções, o país deve ser governado por uma salada política superiormente conduzida por Cavaco Silva.

A coisa vai funcionar mais ou menos assim: quando Sócrates for primeiro-ministro e Passos e Portas vices (como no tempo dos ministros sem pasta da revolução) e estiverem discutindo se deve ou não haver SCUT na Via do Infante e não se entenderem, interrompem o conselho de ministros e telefonam a Cavaco Silva para que este decida. A coisa até poder ser mais sofisticada e os conselhos de ministros poderão contar com um daqueles assessores anónimos de Belém, que durante cinco anos fizeram intriga e até mesmo falsas escutas a Belém, a quem caberá em cada momento dizer sos governantes qual o pensamento de Cavaco Silva ou, se este não tiver opinião sobre o assunto, da dona Maria ou ainda, se o casal presidencial estiver de férias em local incerto por terem dado uma escapadinha, ao Luís Montez, porque aquilo em Belém parece mais uma família real do que a presidência de uma república.

E porque razão este compromisso é necessário? Parece ter nascido quando se tornou evidente que a direita não contará com a maioria absoluta e Cavaco Silva será confrontado com as consequências políticas das suas estratégias, dos seus discursos e das suas decisões, enquanto as sondagens davam quase 50% ao PSD ninguém se lembrou de o propr. Alguns dos membros desse grupo de anciãos andaram anos tentando influenciar a opinião pública no sentido de votar no PSD ou no CDS e, de repente, diria mesmo muito de repente, são grande defensores de um governo alargado, como a direita parece caminhar para a derrota até já defendem que mesmo que o PSD tenha a maioria absoluta deve integrar o PS e o CDS, andam andam e ainda vão propor que o tal governo integre o Louçã e o Manuel Monteiro.

Todas estas iniciativas de salvação nacional cheiram-me mal, cheiram-me a golpes, a defesa de interesses, porque se toda esta gente estão tão empenhada no bem do país teriam durante anos apoiado as boas soluções e criticado as más e não foi isso a que assisti, cada um defendeu os seus interesses e as suas opções partidárias, criticaram boas soluções só porque não os governos não eram da sua cor e defenderam o que mais lhes interessava ou que era defendido pelo partido da sua preferência. Agora resolveram ser generosos e eu sou um pobre que pensa de forma muito pragmática, quando a esmola é grande até o pobre desconfia.

Estes senhores acham que os portugueses vão votar para o boneco, só para preencher as vagas do parlamento, depois o governo deve incluir os partidos que eles entendem e seguir as políticas cozinhadas por Cavaco Silva e pela dona Maria de mistura com os carapaus alimados. Isto é, andámos a brincar às eleições e às políticos, discutimos as soluções apresentadas pelos diversos partidos só para nos entretermos, e escolhemos os consideramos que melhor nos representam como se o país fosse um imenso infantário e os sábios do Compromisso Portugal fossem as nossas educadoras de infância. No fim são elas que decidem que os meninos Jerónimo e Louçã são traquinas e ficam de castigo, o menino Sócrates deve ir para casa porque está com sarampo e em vez dele

Umas no cravo e outras na ferradura




FOTO JUMENTO


Hora da bucha na Feira da Ladra, Lisboa
IMAGEM DO DIA

[Facundo Arrizabalag/EPA]

«FOR A PERFECT FIT: Master Tailor Lance Sargent Matthew Else, left, took measurements of Guardsman Bortnill St Agne at the Victoria Barracks in London Thursday. The military units involved in the wedding of Prince William and Kate Middleton are preparing their ceremonial duties.» [The Wall Street Journal]

JUMENTO DO DIA


Eduardo Catroga, tutor de Passos designado por Cavaco Silva

É normal que o PSD esteja a negociar com o PS o acordo financeiro, é normal que no âmbito dessas negociações o PSD apresente propostas, é normal que as apresente por carta, email ou outra de outra forma, o que não é normal nem aceitável é que estas cartas cheguem à comunicação social tornando público algo tão sensível como as negociações em curso, é ainda menos normal que estas negociações sejam utilizadas com objectivos eleitorais, é absurdo que cheguem primeiro aos jornalistas do que aos parceiros de negociação.

  
O mínimo que se esperava de Eduardo Catroga, alguém que parece ter sido designado por Belém para ser tutor de Pedro Passos Coelho antes que o "príncipe regente" perca as eleições, era seriedade de métodos. Mas parece que a bandalhice se instalou no PSD desde que alguém achou que devia livrar-se de Sócrates mesmo que isso fosse à custa do.
     
Esta mistura de passismo com cavaquismo desesperado vai levar o PSD à desgraça.
  
«Eduardo Catroga enviou hoje a Pedro Silva Pereira uma carta de seis páginas, colocando uma fasquia alta às negociações entre Governo e a troika para o programa de ajustamento de Portugal.» [DN]
  
Na missiva de seis páginas, Catroga reitera a necessidade de adequar as projecções económicas do Governo, tendo em conta não só as contas das empresas públicas, como as restantes imparidades do BPN e até as medidas adiadas pelo Executivo (como sejam as portagens em quatro Scut).

 MEDVEDEV DANÇANDO "AMERICAN BOY"


 ANTÓNIO CAPUCHO

Não sou um admirador de António Capucho, das suas ideias ou do seu projecto político, mas reconheço nele um homem que dedicou décadas à causa pública, o seu nome nunca foi manchado por suspeitas de enriquecimento fácil, nunca o vimos lutar por cargos e honrarias, serviu discretamente as suas causas e o seu partido. De entre os políticos da direita é um dos que não me incomodaria ver ser escolhido para presidente da Assembleia da República.
 
Enoja-me ver António Capucho ser preterido nas listas do PSD por um homem que dá mais voltas do que um cata-vento, que concorre apenas a uma honraria e diz que não será deputado se não for eleito presidente do parlamento. Quando sabemos que António Capucho foi o primeiro a propor abandonar o Conselho de Estado para ceder o lugar a Pedro Passos Coelho e agora é o mesmo Passos Coelho que diz que o seu gesto de dignidade, a recusa em ser ultrapassado por Nobre nas listas de deputados de um partido de que é militante desde a primeira hora, não passa de uma questão menor ficamos a conhecer o verdadeiro alarve que é o actual líder do PSD.
     
Passos Coelho é um político sem escrúpulos, de pouca inteligência e sem dimensão para o cargo de líder de um grande partido e muito menos de primeiro-ministro. É uma pena que a direita que tanto se preocupou no passado recente com as questões de carácter seja tão pouco exigente em relação a Passos Coelho.
  
A carta de António Capucho ao PSD de Cascais merece ser lida pois é uma lição de inteligência e de dignidade:
  
«Caros amigos e Companheiros,
 
Tenho a obrigação moral e política de transmitir o seguinte ao Presidente e Vice-Presidentes do PSD-Cascais, ao Presidente da Câmara e aos Vereadores do PSD.
  
Fui ontem perguntado telefonicamente pelo Presidente do PSD sobre a minha disponibilidade para encabeçar uma lista à Assembleia da República e ser proposto para uma Vice-Presidência deste órgão de soberania.
  
Acrescentou que seria ele a encabeçar a candidatura ao Conselho de Estado, eventualmente Pinto Balsemão seria o segundo e depois se veria a possibilidade de me acrescentar à lista. Neste âmbito, referi-lhe a minha plena concordância com tais opções e que não levanto qualquer problema se ficar de fora, designadamente se o PSD tiver outra situação para acolher, seja a Manuela Ferreira Leite, o Luís Marques Mendes, ou outra personalidade de projecção equivalente.
  
Quanto à Assembleia, recusei liminarmente apresentar-me às eleições se não tivesse subjacente a candidatura à respectiva Presidência, salvo se fosse entendido que um dos militantes que antes referi seria mais apropriado para o efeito. Mas não poderia aceitar ser Vice-Presidente de Fernando Nobre por uma questão de coerência. Se o Partido deseja a minha candidatura ao Parlamento não pode ignorar - desculpem a imodéstia - que fui Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro dos Assuntos Parlamentares e Líder Parlamentar, para além de todos os outros cargos que o meu curriculum atesta. Fui cabeça de lista em Setúbal e em Faro, ganhei eleições para o Parlamento Europeu contra o PS com João Cravinho, e obtive por três vezes mais de 50% dos votos nas eleições para a Câmara de Cascais.
  
Consequentemente, não aceito a minha secundarização face a alguém que não tem curriculum político minimamente comparável, sem ignorar, porém, as qualidades pessoais e o resultado eleitoral que conseguiu, mas que não me parece transferível para o PSD em termos significativos.
  
Assim, esclareci o Dr. Passos Coelho que, sem prejuízo da minha amizade pessoal com Fernando Nobre e até de lhe ser devedor de várias atenções (vai transferir para Cascais a sede da AMI e integrou a Comissão de Honra da minha candidatura), tenho reservas sobre o convite que lhe foi dirigido para encabeçar a lista de Lisboa e, muito em especial, discordo vivamente do convite para presidir à Assembleia da República.
  
Fernando Nobre é uma personalidade representativa da sociedade civil muito estimável e que admiro, nomeadamente pelo trabalho que tem desenvolvido na AMI, mas inconsistente politicamente, como abundantemente demonstrou na última campanha eleitoral e as televisões já começaram a evidenciar impiedosamente, relembrando algumas afirmações comprometedoras e as incoerências em que está a cair.
  
Nomeadamente penosa é a afirmação peremptória de que nunca seria candidato à Assembleia da República, invocando então razões de coerência e de independência. Por outro lado, não podemos esquecer que Fernando Nobre foi o mandatário da candidatura do BE ao Parlamento Europeu, nem podemos ignorar as posições deste Partido contrárias à União Europeia! Como é que agora pode integrar as listas de um Partido que defende a integração europeia, e ser proposto para segunda figura do Estado, sem que isso seja tomado como mais uma grave contradição e incoerência? Acresce que, durante a campanha presidencial, o candidato Fernando Nobre abundou nas críticas demagógicas e virulentas ao Presidente da República e aos Partidos.
  
De resto, tenho as maiores dúvidas que a inclusão de Fernando Nobre nas listas do PSD se traduza numa mais-valia eleitoral. Pelo contrário: o cidadão comum olha para esta operação como uma 'caça ao voto' e creio que a generalidade dos eleitores que nele apostaram estão à nossa esquerda e são críticos dos Partidos. Serão provavelmente poucos os que vão acompanhar o candidato nesta transumância. Basta atentar nas redes sociais bem como nos fóruns das televisões e das rádios, para concluirmos sobre a hostilidade muito generalizada à candidatura legislativa. Não é por acaso que a página de Fernando Nobre no Facebook foi encerrada... Os próximos dias vão provavelmente confirmar este crescendo crítico também nas nossas hostes, facto que me leva a acreditar que, com Fernando Nobre, é negativo o saldo entre os que captamos de novo para as listas do PSD e o conjunto dos nossos tradicionais apoiantes que se afastam, indignados com a opção em causa.
  
E não se diga que tenho qualquer reserva de fundo quanto ao alargamento das nossas listas a independentes representativos da sociedade civil. Ao longo da minha carreira política sempre me pronunciei nesse sentido e levei à concretização de muitas situações em conformidade, não só para a Assembleia, como para as Autarquias e até o Governo da República. Mas este caso é manifestamente desajustado e excessivo!
  
Mas, mais grave e chocante é o inexplicável compromisso de candidatar Fernando Nobre à Presidência da Assembleia (candidatura cujo desfecho está longe de ser garantido, mesmo com uma maioria parlamentar do PSD). Estamos a falar da segunda figura do Estado, que pode ser chamado em qualquer momento a substituir o Presidente da República, caso em que teríamos um político sem preparação e anti-europeísta no cargo cimeiro do Estado. Estamos a falar de um cargo que, para além das funções meramente protocolares, exige uma experiência parlamentar sólida (não é por acaso que sempre foram eleitos para o efeito personalidades com larga e consistente experiência política e parlamentar). Por outro lado, proporcionar a Fernando Nobre um mandato na Presidência da Assembleia, significa catapultá-lo para a candidatura seguinte à Presidência da República. Se ele decidir avançar, o PSD estará então em condições de lhe negar o apoio?
  
Provavelmente não, depois de o ter apoiado para segunda figura do Estado... E mesmo que o PSD decida apoiar outro candidato, com perfil mais adequado para suceder a Cavaco Silva, é evidente que terá pela frente em Fernando Nobre um adversário forte, por nós promovido.
  
Concedendo que é irreversível a inclusão como cabeça de lista de Lisboa, pergunto-me se, em lugar da polémica candidatura à Presidência da Assembleia, não seria mais adequado a abertura para uma pasta da área social no Governo e/ou a candidatura ao Conselho de Estado?
  
Qualquer das soluções adequa-se melhor ao perfil de Fernando Nobre!
 
Ainda estaremos a tempo deste ajustamento? Creio que o próprio Fernando Nobre, após conhecimento das reacções adversas que se multiplicam, nomeadamente vindas daqueles que nele confiaram, talvez queira repensar a situação!
 
Em suma, o PSD, preterindo militantes prestigiados e com perfil muito mais adequado para a Presidência da Assembleia, acolhe nas suas listas em lugar de destaque e com perspectivas de promoção a segunda figura do Estado, uma personalidade independente sem perfil adequado, muito polémica, sem consistência nem coerência política e de duvidosa atractividade eleitoral, tudo com o pretexto de alargar as listas a independentes e dar voz a um prestigiado representante da sociedade civil. Poucos serão os eleitores que acolhem esta justificação e muitos serão os que simplesmente classificam a operação como uma lamentável 'caça ao voto'.
  
Não posso pactuar com esta opção nem deixar-me subalternizar depois de tudo o que fiz nos passados 37 anos ao serviço do meu País e do PSD.
  
Prefiro ficar de fora.
 
Sem embargo, formulo votos sinceros de grande sucesso à candidatura do PSD à Assembleia da República. Tudo farei para que Pedro Passos Coelho seja o próximo Primeiro-Ministro de Portugal.
 
Com um abraço amigo,
António d' Orey Capucho» [Sol]

 E AGORA SENHOR GOVERNADOR?

No passado dia 16 de Fevereiro o governador d Portugal tomou a iniciativa de dizer que Portugal já estava em recessão, fê-lo numa entrevista ao Diário Económico e a notícia espalhou-se como um incêndio.
 
«Depois do aviso, a confirmação. O governador do Banco de Portugal considera que Portugal já está em recessão: o país cresce menos e depende das exportações, argumenta numa entrevista ao “Diário Económico”. » [RR]
 
Na ocasião a direita, ansiosa por ver o país afundar-se,  festejou enquanto os jornalistas amigos fizeram a notícia chegar aos quatro cantos do mundo. Num momento em que as dúvidas sobre a situação financeira do país se centravam nos problemas de crescimento, uma recessão significava que Portugal seria obrigado a um pedido de ajuda externa. Apenas Basílio Horta contestou a afirmação irresponsável e assassina do governador do Banco Portugal:
  
««O país não está em recessão económica. É verdade que, durante este ano, nós crescemos 1,4 por cento, ao contrário do que o Governo pensava e até o Banco de Portugal. Nós estamos a crescer mais do dobro do que as previsões que estavam a ser feitas», sublinhou Basílio Horta, apesar de ter havido um decréscimo do PIB de 0,3 por cento no último trimestre.» [TSF]
 
Quando alguém com a credibilidade que é suposto um governador do Banco de Portugal ter diz que o país está em recessão há consequências económicas graves, os investidores retraem-se, as empresas receiam o futuros, os credores externos receiam pelos seus empréstimos. Foi isso o que aconteceu e num momento em que Portugal estava no centro das atenções estas declarações do governador significavam um atirar da toalha ao chão.
  
Hoje o Banco de Portugal diz que a economia portuguesa cresceu isto é, o governador ou falou sem conhecimento ou mentiu deliberadamente para alcançar objectivos que só ele sabe:
  
«A atividade económica voltou ao crescimento, em termos homólogos, em março mas o consumo privado voltou a apresentar uma quebra no mesmo mês, indicou hoje o Banco de Portugal.



De acordo com os indicadores de conjuntura hoje divulgados, o indicador da instituição que mede a atividade económica teve um crescimento de 0,1 por cento em março, face a igual mês do ano anterior, depois de dois meses sem registar qualquer variação.» [i]
  
Com a economia portuguesa e com a vida dos portugueses não se brinca, se o governador do Banco de Portugal foi incompetente, irresponsável ou falou levianamente da economia portuguesa provocando graves prejuízos ao país deve demitir-se. O cargo de governador do Banco de Portugal é para gente séria, rigorosa e que quando fala sabe do que está a falar.

 

 A GENTE FALA DAQUI A SEMANAS

«Piqué, futebolista do Barcelona, no fim do primeiro dos quatro jogos que o destino juntou, num par de semanas, o seu clube e o Real Madrid, lançou aos adversários: "Españolitos, já vos ganhámos o vuestro campeonato espanhol." E acrescentou: "Españolitos, agora vamos ganhar a Taça do vuestro Rei." Esta chama-se Copa del Rey, jogou-se ontem e ainda não conheço o resultado. O que sei é que o dono de um passaporte espanhol, recente visita do Palácio Real de Madrid, onde, orgulhoso, recebeu os parabéns do Rei Juan Carlos por ter sido campeão mundial por Espanha, esse Piqué gritou "españolitos" ao português Cristiano, ao brasileiro Marcelo, ao francês Benzema e ao togolês Adebayor. Se calhar só picardias, mas que bebem num problema fundo, a divisão de Espanha. Calculem o que custa essa divisão quando o Estado central tem de privilegiar (leia-se, comprar) a unidade nacional com benesses a regiões e a línguas, já para não falar nos gastos extras de segurança porque as diferenças em Espanha se pronunciaram muitas vezes de forma violenta. Servem os "españolitos" lançados por Piqué para lembrar, neste Portugal acabrunhado, que somos um País pelo menos com uma sorte, a unidade. Divisão funda, assim de repente, só me lembra a que me querem apresentar como sendo a de Sócrates e Passos Coelho. E mesmo essa terrível divisão é a prazo. Daqui a semanas estão a preparar o próximo Governo, como todos sabem. Sobretudo eles.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.



 PASSOS COELHO CONTRA TOLERÂNCIA DE PONTO

«O Governo decidiu conceder tolerância de ponto aos trabalhadores que exerçam funções não essenciais nos serviços da administração central e dos institutos públicos no período da tarde desta quinta-feira, por ser quinta-feira santa.
 
No final de uma visita a uma delegação da Cruz Vermelha Portuguesa, na Parede, no concelho de Cascais, questionado pelos jornalistas se concorda com esta decisão, Pedro Passos Coelho respondeu: "Creio que o Governo fez mal quando concedeu esta tolerância de ponto." » [CM]

Parecer:

Recordo-me de que a última directora-geral nomeada pelo PSD que passou pelo meu serviço tinha o hábito de juntar às tolerâncias de ponto oficiais e legais aquelas que concedia ilegalmente. Se fosse com ela além da tarde teria tido a manhã.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos Coelho que comece a pensar maior do que o autarca de São João da Madeira.»

 OTELO: DAS FP25 PARA O ELP?

«Em entrevista ao "Jornal de Negócios", o "capitão de Abril" sublinhou que "precisávamos de um homem com inteligência e a honestidade do ponto de vista do Salazar, mas que não tivesse a perspectiva que impôs, de um fascismo à italiana (...) Alguém que fosse um bom gestor de finanças, que tivesse a perspectiva de, no campo social, beneficiar o povo, mesmo e sobretudo em detrimento das grandes fortunas".» [DN]

Parecer:

Pobre Otelo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 MARCELO COMEÇA A FICAR NERVOSO

«"O PS está a subir um pouco, o PSD a descer outro tanto. É preciso travar e inverter esta tendência. Já não pode deixar aproximar mais porque começa a ser perigoso." O alerta, dado ontem em declarações ao DN por Marcelo Rebelo de Sousa, mostra como os dados das sondagens fizeram disparar os sinais de alarme no PSD.» [DN]

Parecer:

Ele que espere umas semanas e vai ver...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo dia 5 de Junho.»

 UMA MUÇULMANA NA CAPA DA PLAYBOY
  
  
«Sila Sahin, de 25 anos, natural da Turquia. assume a decisão de se despir para a famosa publicação como uma forma de reagir à repressão que sofreu durante a infância. "Queria sentir-me livre", diz a jovem que aparece em 12 páginas da edição alemã da Playboy.
  
A reacção da família é que foi péssima: considerando que o acto é uma ofensa à sua religião, todos os familiares cortaram totalmente relações com a jovem modelo. "Só espero que um dia os meus pais voltem a falar comigo", confessa Sila. Mas não se mostra arrependida - e diz sentir-se como "uma Che Guevara a lutar pela liberdade de escolha".» [DN]

 ANTÓNIO CAPUCHO ECUSOU-SE A FICAR ABAIXO DE NOBRE

«Segundo o "Sol", António Capucho recusou convite de Pedro Passos Coelho para ser candidato a vice-presidente da Assembleia da República, abaixo de Fernando Nobre. Numa carta que, na semana passada, enviou aos responsáveis do PSD de Cascais e da autarquia, Capucho revela as razões da sua recusa em integrar as listas de candidatos do PSD.» [DN]

Parecer:

Pobre Capucho, depois de se ter esforçado tanto a apoiar o Passos Coelho leva com esta paga, rebaixado por um "cristão novo" do passismo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»

 TEIXEIRA DOS SANTOS NÃO FOI CONVIDADO PARA DEPUTADO

«Vieira da Silva afirmou hoje que o ministro das Finanças não foi convidado para integrar as listas dos socialistas. E confirmou que Amado saiu por vontade própria.
  
Vieira da Silva falava aos jornalistas no final da Comissão Política Nacional do PS, que aprovou as listas de candidatos a deputados, depois de interrogado pelos jornalistas sobre os motivos das ausências nas listas de Teixeira dos Santos e de Luís Amado, ambos ministros de Estado do atual Governo.» [DN]

Parecer:

Uma boa notícia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Arranje-se-lhe uma prateleira mais prateada do que dourada pois não merece melhor.»

 POBRE PASSOS

«No final de uma visita a uma delegação da Cruz Vermelha Portuguesa, na Parede, no concelho de Cascais, Pedro Passos Coelho foi questionado sobre o estudo de opinião da Marktest que aponta para um empate técnico entre PS e PSD, com os socialistas um ponto percentual à frente.
  
"Há uma sondagem que foi divulgada hoje e que realmente não é positiva para nós, mas tem um aspecto positivo, que é o de fazer lembrar às pessoas que as eleições nunca estão ganhas" e que é preciso "trabalhar mais para poder ganhar as eleições", respondeu o presidente do PSD aos jornalistas.» [DE]

Parecer:

Ainda há um dia falava como se já tivesse ganho as eleições.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso condescendente.»

 O CINISMO SEGUNDO PASSOS

«No final de uma visita a uma delegação da Cruz Vermelha Portuguesa, na Parede, no concelho de Cascais, Passos Coelho foi questionado sobre a notícia, divulgada hoje pelo semanário Sol, de que o social-democrata António Capucho recusou um convite seu para ser vice-presidente da Assembleia da República, com Fernando Nobre como presidente.
 
"Isso não tem importância nenhuma, não vou perder tempo com questões tão menores", respondeu o presidente do PSD. Quanto ao convite a Fernando Nobre para integrar, como independente, as listas de deputados do PSD e ser candidato presidente da Assembleia da República, Passos Coelho voltou a defender essa decisão.» [DE]

Parecer:

Pobre Capucho, ele que queria abandonar o Conselho de Estado para que o lugar fosse ocupado por Passos Coelho.
 
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se Passos Coelho que o cinismo não dá votos.»

 POBRE CAVACO

«Pela primeira vez desde Janeiro de 2000 (124 recolhas mensais) um Presidente da República tem um saldo negativo de popularidade num barómetro da Marktest. Por outras palavras, nunca como neste mês de Abril um Chefe de Estado teve um número de opiniões negativas superior às opiniões positivas.» [DE]

Parecer:

Ele que queria ficar na história...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se não tem um problema na vértebra A6, seria uma excelente desculpa para se retirar mais a pobre reformada para a Quinta da Coelha.»

 A ANEDOTA DO DIA
  
«Tem fama de bom cantor, mas poucos o viram cantar em público. Esta quinta-feira, porém, os que se deslocaram à delegação da Cruz Vermelha Portuguesa na Parede teve uma oportunidade única de assistir aos dotes vocais de Pedro Passos Coelho. Uma espécie de belcanto à portuguesa [TVI24]
  
Foi pouco mais do que um «trolóró», mas muito afinado, quando um grupo de cantares local animava a visita com um tema minhoto. No final, o líder do PSD agradeceu algo de bom que Portugal ainda consegue dar. Mais do que qualquer palavra, o vídeo revela o que se passou em Cascais.
 
Recorde-se que Passos Coelho é barítono e estudou canto lírico. Quis participar numa ópera e chegou a receber nota positiva num casting de Filipe La Féria para o musical «My Fair Lady».»

Parecer:

Perdidas as eleições Passos Coelho pode voltar a fazer um casting com Felipe la Feria, perde-se um mau político mas sempre se ganha um cantor banal.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada»

 MAIS UM TRUQUE PARA ROUBAR NO MULTIBANCO

«A PSP alertou, quinta-feira, para casos de "cash trapping" nos terminais Multibanco, em que é usado um objecto para bloquear a saída das notas para enganar quem tenta fazer um levantamento e ficar com dinheiro.

Registando casos de "cash trapping" em Coimbra, Lisboa e várias localidades algarvias, a PSP aconselha na sua página na Internet cuidado aos utilizadores de terminais Multibanco, recomendando que verifiquem se há sinais de estes terem sido "vandalizados, alterados ou modificados".» [JN]

 A LIVRARIA BERTRAND DO CHIADO É A MAIS ANTIGA DO MUNDO

«A Livraria Bertrand do Chiado foi reconhecida pelo Guiness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade. O atestado, certificado pelo Guiness Book of Records, está exposto desde ontem à noite no interior da loja.


A livraria Bertrand do Chiado está em funcionamento desde 1732 e o processo de candidatura a livraria mais antiga do mundo obedeceu “a uma rigorosa prestação de provas”. Foi necessário confirmar que a actividade da livraria não foi interrompida ao longo destes anos e para isso contribuíram o historiador contemporâneo e colaborador da LisbonWalker, José Antunes; o sociólogo Miguel Cabrita; Ana Salvado, que no momento da candidatura era subdirectora do Instituto Nacional para a Reabilitação; o escritor, historiador e crítico de arte José Augusto-França, entre outros. » [Público]


 PHOTOJOURNALIST CHRIS HONDROS: AT WORK IN MISURATA, LYBIA [Link]

«Getty Images Photographer Chris Hondros, 41, was mortally wounded Wednesday in Misurata, Libya, not long after filing intimate, striking images of the fighting between rebel and government forces. Tim Hetherington, the director and producer of the documentary "Restrepo," was killed in the same attack. While Hetherington's photos were not available to us, we honor both his and Hondros' intense commitment to creating inspiring, touching, storytelling images with this post. The images that follow were made by Hondros in Misurata, Libya, the last three days of his life. Hondros and Hetherington will be missed by colleagues and millions worldwide who have been impacted through simply seeing their work. -- Paula Nelson (39 photos total)»
 


  

  

  

 

 

  



 VADIM STEIN 
 






 PETA