sábado, junho 18, 2011

Algumas notas dispersas sobre o novo governo

O fim do cavaquismo

Não deixa de ser curioso que a primeira página do Expresso destaque a recusa de três cavaquistas em participar no governo, segundo o semanário Eduardo Catroga e Vítor Bento terão declinado o convite, uma notícia equivalente ao “agarra-me senão bato-lhe. A verdade é que o cavaquismo está ausente do governo, como esteve ausente da segunda semana da campanha eleitoral.

Os universitários

Passos Coelho tem um tique em comum com José Sócrates, possuidores de diplomas universitários que não valem o custo do papel em que são impressos parece ter um fraquinho por doutores com currículo académico, Sócrates fundamentava todas as suas medidas em estudos de catedráticos, Passos Coelho transformou o governo numa reitoria. Vai ser interessante ver o ministro das Finanças a explicar as suas propostas a Passos Coelho como se estivesse a explicar a coisa a uma criança de quatro anos.

Muito apreciados na direita portuguesa são os diplomas tirados do outro lado do Atlântico, o Moedas tem-se armado em economista com um MBA pago em Harvard, um curso acessível a um aluno mediano de uma boa escola portuguesa desde que tenha dinheiro para pagar, o futuro ministro da Economia anda há meses a dar lições ao país desde a sua universidade da divisão de honra das universidades americanas. E até o Paulo Macedo à falta de melhor exibe uma pós graduação em fiscalidade mais um daqueles cursecos que as universidades vendem a quadros de empresas.

Agricultura

É curioso que ao referirem-se ao currículo da futura ministra da Agricultura os jornais apontem para um facto muito relevante, a senhora tem três filhos. Para se perceber bem a relação entre o número de filhos e a pasta da agricultura teremos de nos recordar de quando o falecido Salgado Zenha era ministro das Finanças do IV governo provisório e disse que se tinha apercebido da carestia de vida quando foi com a esposa ao mercado, imagino que a sensibilidade para a agricultura tenha surgido na futura ministra quando começou a ter que alimentar tanta boca.

Saberá Deus porquê Paulo Portas tem a mania de ter sempre ao seu lado uma mulher modelo, no governo de Durão Barroso o modelo de todas as virtudes era Celeste Cardona, agora a super-mulher que inspira o líder do CDS é Assunção Cristas por quem se apaixonou durante a campanha contra o aborto assunto que como todos sabemos tem muito que ver com a agricultura, até porque estamos num tempo em que os agricultores aguardam pela ajuda europeia por causa dos prejuíos na produção de pepinos e tomates.

Saúde

Por falarmos em abortos temos Paulo Macedo na Saúde, não porque esteja a avaliar o futuro ministro mas porque sendo ele um admirador de São Josemaria Esccrivá de Balaguer vai pôr os nervos em franja aos que defenderam a despenalização do aborto. Curiosamente Paulo Macedo é filho do falecido artista plástico e poeta Moita de Macedo, homem de preocupações sociais que era neto de um republicano e deputado à I Assembleia Constituuinte e governador civil de Santarém.

Apresentado como uma vedeta da gestão veremos se consegue fazer o milagre que fez na DGCI, transformar parcos resultados recorrendo à propaganda.

Economia

O futuro ministro da Economia distinguiu-se pelos artigos que ignorando as circunstâncias usava os indicadores económico para diabolizar José Sócrates. Certamente não vai voltar a escrever artigos com a mesma falta de rigor pois o seu futuro colega das Finanças não gostaria, vai é ter que mostrar que um ministro que desconhece o país e habituado aos valores de uma sociedade bem diferente da Europa consegue entender-se em Portugal até porque tanto quanto se sabe não tem qualquer experiência que não seja a de professor numa universidade americana.

Nos Negócios Estrangeiros

Sabendo-se que Cavaco Silva é um apreciador de bolo-rei, tão apreciador que come esta iguaria lisboeta de forma compulsiva, é certo que o Presidente da República vai ter de degustar as fatias com mais cuidado, desta vez vai sair-lhe a fava.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Vespa com ferrão, Quinta das Conchas, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Vespas sem ferrão [A. Cabral]
  
Jumento do dia


António Costa

Os mega piqueniques organizados por Belmiro de Azevedo no Parque Eduardo VII não sõ novidade nenhuma, são uma iniciativa de marketing que de forma oportunista pretende ser este ano uma acção de defesa da produção nacional. Oportunista porque a rede de distribuição de Belmiro de Azevedo está longe de nas suas práticas comerciais defender ou promover a produção nacional, compra a quem lhes vende mais barato e entrega o produto à porta e o resto é treta.
 
A iniciativa deste ano é uma acção que pretende aumentar ou fidelizar a clientela, clientela que depois vai encher os sacos de legumes importados de Espanha, de roupas importadas da China e de outros produtos comprados ao melhor preço nos quatro cantos do mundo.

Mas parece que António Costa ignora o marketing de Belmiro e apresenta a iniciativa como apoio à produção nacional, chegando ao ponto de incomodar os lisboetas para ajudar o dono da SONAE.

«Começou por ser uma manhã de caos, mas a confusão prolongou-se pelo resto do dia. Uma das principais artérias de Lisboa, a Avenida da Liberdade, esteve ontem condicionada ao trânsito e os condutores não pouparam nas buzinadelas e nos protestos. O motivo? A montagem do Mega Pic-Nic, iniciativa que decorrerá no sábado.

Quem ontem desesperou nas longas filas de trânsito deve hoje, e nos próximos dias, evitar o eixo central do Marquês de Pombal-Restauradores. O condicionamento de trânsito vai manter-se até domingo, dia em que a circulação automóvel na Avenida da Liberdade e nos Restauradores estará completamente cortada.

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) já reagiu com palavras duras ao sucedido, considerando que os cortes ao trânsito constituem um "desrespeito da câmara pelos seus habitantes". Segundo um comunicado enviado às redacções, o ACP considera que o Mega Pic-Nic não passa de uma acção de marketing - a iniciativa é de um hipermercado - o que torna a situação insustentável.

"Em vez de zelar pelo bem- -estar da comunidade, [a câmara] parece estar mais concentrada em promover festas populares para um hipermercado. Um evento, por mais importante que seja, não pode em circunstância alguma prejudicar a vida das pessoas", lê-se no comunicado.
 
Parafernália campestre O ACP contesta ainda os critérios que terão levado a autarquia a permitir os cortes de trânsito: "[...] não se percebe outro critério que não financeiro para instalar uma parafernália campestre na Avenida da Liberdade quando esta artéria foi muito recentemente intervencionada para atrair lojas de topo. A cidade de Lisboa é de todos e não pode nem deve ser alugada a terceiros para prejudicar a vida dos automobilistas."» [i]

 Ajude o(s) Jumento(s) 

Precisamos cerca de 5 Voluntarios,Masculino / Feminino

Dia 25 Junho é dia de ajudar a Associação dos Jumentos!

Precisa-se pessoas para ajudar a :

Cortar silvas á volta da cerca electrica

Reconstruir Mangedora
  
alguem que tenha alguma experiência em Pedreiro
 
Se tiver alguma disponibilidade no dia 25 Junho e possa ajudar a Associação Burricadas para que os Jumentos tenham um local mais limpo e em condições,não hesite em contactar:
 
Diogo Pimenta; 965 462 296
 
Mesmo que não tenha experiência,toda a ajuda é bemvinda.
 
Ajude quem Ajuda!!!
 
Para quem ainda não conhece o Burricadas ,saiba mais em: http://www.burricadas.org/
 
Encontra tambem aqui no FB o Grupo: https://www.facebook.com/group.php?gid=164852483526561
 
Pode ainda ver o Album da ultima visita guiáda á Associação Burricadas em : https://www.facebook.com/media/set/?set=a.221197311232181.65504.100000257402175
 Ao (próximo) ministro da Agricultura

  
 Amor entre bastões, ontem em Vancouver


Ao que parece a jovem caiu durante um motim.
 
PS: Curiosamente Álvaro Santos Pereira, o futuro ministro da Economia, fez referência aos incidentes no seu blogue 'Desmitos', tendo colocandoo diversas imagens dos accontecimentos. Esqueceu-se desta, talvez tivesse ficado menos horrorizado.
 
 Quadra de Santo António


Chegou-me por email sem indicação do autor.

 O novo governo

Finanças - Vítor Gaspar

Economia - Álvaro Santos Pereira
Negócios Estrangeiros - Paulo Portas
Justiça - Paula Teixeira da Cruz
Administração Interna - Miguel Macedo
Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto - Miguel Relvas
Educação e Ensino Superior - Nuno Crato
Segurança Social - Pedro Mota Soares
Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas
Saúde - Paulo Macedo
Defesa - Aguiar-Branco
  
É cedo para comentar o novo governo, ainda que pareça ser um governo equilibrado, todavia, poder-se-ão colocar algumas dúvidas: Terá Álvaro Santos Pereira um conhecimento da realidade empresarial portuguesa? Estará a inexperiente Assunção Cristas capacidade para gerir um super ministério onde à Agricultura (e as pescas?) se junta o território e o ambiente? Faz sentido o território estar na Agricultura e as autarquias nos Assuntos Parlamentares? Terá Paula Teixeira da Cruz algo mais para além de muita "garganta"? Estará Pedro Mota Soares à altura de ser ministro?
 
Independentemente dessas dúvidas registe-se como positivo ser um governo formado por gente jovem, nele não aparecem alguns dos cotas mais badalados, como Eduardo Catroga e Bagão Félix. É provavelmente o governo mais jovem que Portugal teve e pela primeira vez se aposta numa nova geração de quadros, vemos agora como essas novas ideias se vão entender com uma realidade que também exige experiência e algum bom senso.
 
Mas se a juventude é um traço positivo o mesmo não se poderá dizer da inexperiência da generalidade dos futuros ministros, até parece que Passos Coelho não quis ficar diminuído com a sua experiência e escolheu um governo de gente ainda mais experiente, a generalidade dos futuros ministros não teve qualquer experiência governamental e uma alguns nunca exerceram funções públicas. Num momento de crise era importante combater a ineficácia da máquina fiscal, mas isso implica um bom conhecimento da mesma e o actual ministro vem na linha de ministros que falharam precisamente por causa do seu desconhecimento dos mecanismos do fisco.

É evidente a derrota do Cavaquismo e a vitória de Paulo Portas, Passos Coelho venceu Cavaco Silva graças ao peso de Paulo Portas e este venceu Passos Coelho graças à inexperiência do líder do PSD que ao excluir qualquer acordo com o PS partiu para as negociações em situação de inferioridade, estava nas mãos de Paulo Portas. Paulo Portas não só conseguiu três ministérios num governo reduzido como ficou com uma pasta de prestígio como os Negócios estrangeiros e as duas pastas com maior impacto social, a Agricultura e os Assuntos Sociais. Destas três pastas a menos simpática de um ponto de vista eleitoral é a dos Assuntos Sociais que terá de enfrentar a contestação às alterações da legislação laboral, por outro lado beneficiará do impacto positivo de medidas populistas como um plano de emergência social ou as alterações ao rendimento mínimo. Não deixa de ser curioso que a pasta onde se concentra as mais importantes propostas de Passos Coelho, como a alteração da legislação laboral e as medidas de controlo social acabe por ficar nas mãos do CDS.

Curioso também é o ordenamento do território estar na Agricultura e as autarquias terem ficado com o Relvas, divisão que não faz qualquer sentido e só se entende porque o PSD não prescinde de gerir as autarquias, preservando o seu peso autárquico, até porque as eleições autárquicas serão o primeiro grande teste a Passos Coelho.

Cavaquistas como Eduardo Catroga, Sevinato Pinto ou Vítor Bento, nomes lançados na comunicação social e que mobilizaram apoios, como foi o caso de Vítor Bento que à última hora ainda mobilizou os seus jovens da SEDES para defenderem a sua nomeação. Cavaco Silva ficou fora do governo e, em contrapartida, terá de partilhar as suas competência no domínio das relações externas com Paulo Portas, um político de que se diz nunca ter gostado.
 
Paulo Macedo vai ter a oportunidade de mostrar na Saúde as suas capacidades de gestor demonstrando que o sucesso nos impostos foi seu e não apenas propaganda e aproveitamento do trabalho alheio. Ficamos à espera que promova seminários de médicos pondo-os a tocar cornetas e que daqui a alguns meses promova uma missa de acção de graças na Sé de Lisboa para agradecer a Deus os resultados da sua gestão.
 
Um dos aspectos curiosos da nomeação para a Saúde são a suposta filiação do ministro na Opus Dei, isso significa que teremos um ministro da Saúde vinculado a uma organização religiosa que exige dos seus muito mais do que a crença, exige uma postura evangélica. Veremos como Paulo Macedo se comporta neste domínio, mas a sua nomeação faz recear a abertura de uma ferida que estava quase fechada.
     
 

 Exemplos a copiar

«A notícia de que candidatos a magistrados foram apanhados a copiar num teste do Centro de Estudos Judiciários e que a turma foi corrida a 10 valores causou já várias reacções indignadas. Desde logo, do bastonário dos Advogados, um profissional da indignação que às vezes até tem razão, do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e até do Conselho Superior de Magistratura. É bom que haja, sobretudo no seio do "sistema judicial", quem se indigne com coisas destas; precisamos de evidências de que o corporativismo não sequestrou o Estado de Direito e que os magistrados estão dispostos a avaliar-se uns aos outros pelo menos com a mesma severidade com que são supostos julgar os erros do comum dos mortais.

A reacção do Sindicato, porém, corta cerces tais ilusões. Responsabilizando "o governo em funções" pelo que apelida de "descredibilização do actual modelo de formação, muito conveniente a algumas entidades", conclui que o caso, "injustificadamente, mancha a honra de todos, prejudica os melhores, e premeia os casos, que constituem excepção, de prevaricadores". Ou seja: estava tudo bem com a formação de magistrados, e, claro, com os magistrados em geral, até ter chegado este terrível Governo (que, valha-nos deus, está de saída).
 
Assim se explica que no que respeita a certificação de mérito os juízes e procuradores portugueses sejam todos de excelência, e ninguém se recorde, assim de repente, de um magistrado castigado em sede de processo disciplinar - a não ser Lopes da Mota, claro, o malvado que "pressionou" os colegas. Desagradável é que tanta gente, de repente ou com vagar, se lembre de tantos casos em que magistrados incumpriram as suas obrigações. Um exemplo? O de Aida dos Santos, cuja morte, em Novembro de 1995, na Cruz Vermelha, originou um processo de homicídio por negligência do qual os arguidos, dois médicos, foram absolvidos em Junho de 2003. Em Outubro de 2004, o Tribunal da Relação, em resposta a um recurso dos filhos da morta, anulava a sentença, considerando que esta não estava fundamentada - ou seja, estava mal feita - e ordenava a sua reformulação. A juíza responsável, por acaso, fora entretanto promovida, nem mais nem menos que para o Tribunal da Relação, onde se apreciam sentenças e acórdãos alheios. Quiçá pela exigência das novas funções, em Maio de 2007 ainda não tinha tido vagar para acatar a decisão dos seus colegas desembargadores. Mas, em 48 horas, arranjou-o, após o DN inquirir o Conselho Superior de Magistratura sobre o escandaloso atraso. A nova sentença suscitaria novo recurso para a Relação, que respondeu, em Março de 2008, informando que o processo prescrevera em 2006.
 
Casos como este são excepcionais? Acreditemos que sim. Mas para tal não podem ser tratados como se fossem a norma. E um copianço num teste não pode ter mais consequências e suscitar mais discursos indignados que a denegação culposa da justiça.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
 Os trabalhos de Passos com o atalho de Nobre

«Como assinalei aqui quando Fernando Nobre deu o seu flic-flac à retaguarda, a jogada de Passos Coelho de candidatá-lo por Lisboa e prometendor-lhe o lugar de presidente da Assembleia da República não valeu um voto e revelou a massa de que é feito o candidato contra os políticos. Agora Coelho tem uma bota para descalçar.

O CDS recusa-se a votar no senhor. Compreende-se. Nem tal coisa tem nada a ver com a formação do governo, nem o CDS foi tido ou achado para tão estapafúrdio negócio, nem o senhor é votável. Sem qualquer experiência parlamentar, não conhece os regimentos nem o funcionamento da Assembleia. Seria feito em picadinho em todas as negociações entre líderes parlamentares. Sem haver uma maioria absoluta de nenhum partido, isto está longe de ser um pormenor.

O problema de Passos Coelho é que, com tudo isto, começa mal. Não sendo sequer seguro que toda a sua a bancada vote em Nobre, estreia-se como primeiro-ministro com uma derrota parlamentar e a falta a uma promessa eleitoral. É obra! Para compensar a coisa ainda se falou da escolha de Nobre para ministro. Dois péssimos sinais para o exterior. Antes de mais, do próprio: fica-se com a ideia que desde que lhe seja dado um lugar ele está por tudo. Depois, para o novo primeiro-ministro: os ministros não são escolhidos pela sua competência e preparação mas para resolver os problemas políticos da liderança do PSD.

Não vou dizer que lamento esta situação. Acho que Passos merece esta dor de cabeça. Quem procura os atalhos do oportunismo eleitoral mete-se em trabalhos.» [Expresso]

Autor:

Daniel Oliveira.
        

 Copianço é lamentável e desprestigiante, diz o Procurador-Geral

«"As qualidades principais para ser magistrado é a seriedade, o bom-senso e o equilíbrio. Copiar ao nível do CEJ é eticamente censurável, lamentável e desprestigiante", afirmou Pinto Monteiro aos jornalistas à margem do seminário Eurojust que está a decorrer em Lisboa. Pinto Monteiro considerou que esta situação "não abona em nada" à imagem da Justiça, mas disse que "é altura de parar com a especulação".
 
O procurador-geral da República frisou que o Conselho Pedagógico do CEJ é o órgão que "deve tomar a medida conveniente, que é apurar responsabilidades e tirar as consequências" deste caso. Num despacho datado de 1 de Junho e assinado pela directora do CEJ, a desembargadora Ana Luísa Geraldes, a que a agência Lusa teve acesso, é referido que na correcção do teste de Investigação Criminal e Gestão do Inquérito (ICGI) "verificou-se a existência de respostas coincidentes em vários grupos" de alunos da mesma sala.» [DN]

Parecer:

Acrescente-se que é uma vergonha e é também gozar com os portugueses que pagam impostos para que o CEJ funcione.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Chumbem-se os cábulas pois não têm condições éticas para serem magistrados.»
  
 Putin tem uma nova fotógrafa pessoal
 

 
«Segundo o Daily Telegraph, não se sabe qual o nível de experiência que Yana Lapikova tem para ser nomeada para este cargo, mas o blogue que avançou em primeira mão com a notícia publicou uma galeria com fotografias tiradas por Lapikova, incluindo imagens de frutas, do interior de uma prisão e de paisagens em Israel.» [DN]

Parecer:

Está-se mesmo a ver que o próximo passatempo de Putin é a fotografia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se já escolheu.»
  
Temos de ensinar os alemães a serem mais higiénicos

«Após a conclusão de testes de laboratório, as autoridades sanitárias de Hessen estão agora a examinar como é que a estirpe 0104:H4 da E.coli, que pode provocar a paralisação da função renal e até a morte, chegou até aos alimentos, e se na empresa em questão há problemas de salubridade.

"Se as regras elementares de higiene, como a lavagem de mãos após ir à casa de banho, forem acatadas, não existe risco de infecção", sublinhou Harald Kühlborn, porta voz da municipalidade de Kassel, onde a empresa de "catering" tem a sua sede.

Além da contaminação pela via dos alimentos, também é possível que a bactéria se tenha alojado numa peça do trem de cozinha, disse o mesmo responsável.

A empregada do serviço de "catering" já estava contaminada quando preparou os alimentos para uma festa, mas os sintomas da doença ainda não se tinham manifestado.» [DN]

Parecer:

Já deviam ter aprendido Há um bom par de séculos, quando os romanos por lá passaram.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se a falta de higiene dos alemães.»
  
 Capucho aconselha Passos a deixar cair Nobre

«António Capucho, conselheiro de Estado e ex-presidente da Câmara de Cascais, diz que o líder do PSD não pode arriscar uma derrota no Parlamento à custa da escolha de Fernando Nobre para o cargo de presidente da Assembleia da República.

Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, o Conselheiro de Estado deixa ainda um conselho a Passos Coelho para que faça um "teste" às intenções de voto dos deputados do PSD e CDS para, na falta de garantias, procurar um nome mais consensual, de preferência um deputado "laranja" e que, idealmente também tenha o apoio do PS.» [DE]

Parecer:

É evidente que Passos Coelho não pode voltar atrás.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Nobre como reagirá se Passos Coelho o esquecer.»
  

   




sexta-feira, junho 17, 2011

Os cábulas da beca

O país ficou a saber que nesse “seminário” que se chama Centro de Estudos judiciários” onde se forma a auto-eleita casta superior dos magistrados uma turma dedicou-se ao copianço e que descoberta a situação a justiça fez-se os meninos foram todos aprovados. O grave é que ao que parece foi um copianço colectivo, com muitas respostas decalcadas do colega da cadeira ao lado, o que faz recear que o fenómeno não seja isolado e que o professor encarregado de vigiar a prova estava ausente.

Curiosamente, do lado do mundo da justiça só ouvimos falar o bastonário da Ordem dos Advogados, os que habitualmente se apressam a prestar declarações aos jornalistas, os sindicalistas dos magistrados judiciais e do Ministério Público ficaram caladinhos, eles que gostam tanto de opinar desta vez não tiveram opinião.

Também no meio político fez-se silêncio, essa coisa de questionar os magistrados deste país não faz bem à saúde de ninguém e o melhor é trata-los na palminha da mão não vão ficar irritados. Se fosse uma notícia sobre copianço numa turma do ensino básico era o bom e o bonito, até o Porta s interrompia as negociações com Passos Coelho para protestar contra o facilitismos, mas como se trata de magistrados o tempo não está para submergir em águas tão turvas.

Daqui a uns dias o tema será esquecido, a escola do sacerdócio continuará a formar os magistrados cábulas que daqui a uns anos nos vão investigar, julgar e condenar, gente a que somos obrigado a tratar com deferência, a levantar-nos sempre que entram na sala, a trata-los por meritíssimos, a suportar os impostos para lhes pagar muito bem e ainda lhes abonarmos o subsídio de renda vitalício.

O incidente fica para a história, talvez na próxima vez que se discuta o estado lastimável em que está a nova justiça alguém tenha a coragem de dizer que com uma escola de cábulas judiciais não seria de esperar milagres.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Caracóis, Coruche
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Beira interior [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Pedro Passos Coelho

Ao declarar a um órgão de comunicação social estrangeiro que o próximo ministro das Finanças será um independente Passos Coelho está a assumir que o maior partido da direita portuguesa ganhou as eleições sem ter entre os seus quadros um economias à altura ou disponível para servir o país naquela pasta.

 Que Passos se concentre tão bem no governo como Futre na Bárbara

    
 Informação útil

Para aqueles que já começam a sentir a síndrome da abstinência por não terem motivos ou matéria para se atirarem ao Sócrates informo que vai ser criada a Associação dos Anti-Socráticos Anónimos. Esta associação visa auxiliar os que estão viciados em Sócrates e não conseguem conceber a vida sem chamar um nome a José Sócrates, os que não conseguem suportar uma vida cinzenta sem chamar, panasca, corrupto, Hitler ou qualquer outro adjectivo. Na associação poderão trocar experiências, saber como cada um consegue superar o dia a dia sem José Sócrates, para que se torne suportável a sua ausência prolongada.
 Independentes

Com o conceito de independente de Passos Coelho receio que um dia destes o PSD venha a ser liderado por um independente.

 Para mais tarde recordar


     
 

Togas da tanga

«O Centro de Estudos Judiciários (CEJ) fez um exame a 137 candidatos a juízes e procuradores do Ministério Público. Isto é, examinou gente que no futuro vai investigar para que se faça justiça e gente que vai fazer justiça. Os examinadores do CEJ consideraram que "a esmagadora maioria dos testes tinha muitas respostas parecidas ou mesmo iguais". Copianço generalizado, pois. Ou quase generalizado, já que talvez tenha havido quem não tenha aceitado a trafulhice. Perante a impossibilidade da destrinça - entre os aldrabões e os outros -, o CEJ decidiu-se pela justiça salomónica: pegou na espada e rachou ao meio os 20 valores máximos do exame: deu nota 10 a todos (como a média costuma ser 13 ou 14, o 10 serviu de sanção). E foi assim que de pequenino se não torceu o pepino destes futuros magistrados. Dificilmente se podia ter encontrado solução mais injusta: os trafulhas, que deviam ter tido 0 (e convidados a ir vender cautelas premiadas aos donos de fortunas ilícitas), tiveram 10; os alunos dignos, que deviam ter tido a sua verdadeira nota, tiveram a nota do arranjinho; e o CEJ, que não soube prever o problema, não foi obrigado a fazer novo exame. Ah, já me esquecia: o teste era sobre Investigação Criminal! Depois admirem-se que os filhos destes exames, não sabendo investigar, se safem fornecendo a jornalistas, rafeiros como eles, fugas ao segredo de Justiça. São fugas nota 10.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
   
 Um presidente instantâneo

«Interessa-me pouco que Fernando Nobre venha a ser ou não presidente instantâneo da AR mesmo que, por via disso, se torne em segunda figura do Estado e lhe passe a caber substituir o presidente da República em caso de impedimento ou vacatura do cargo. Nessa matéria estou como Alexandre O'Neill: seja Nobre ou seja outro o presidente, "acaso o nosso destino, tac!, vai mudar?".
 
Ao longo dos anos, abundantes figuras e figurões chegaram à vida política portuguesa, aí permaneceram uns tempos e partiram sem deixar memória ou rasto. Curiosamente, ao contrário de outras instituições, a presidência da AR tem sido exercida por figuras não só com um longo passado parlamentar como, provavelmente também em virtude da natureza pouco conflitual da função, consensuais dentro e fora do hemiciclo.
 
Ora Nobre chegará (se chegar, a procissão ainda vai no adro) a presidente da AR sem qualquer experiência parlamentar, com um nebuloso e errático passado político, notável não propriamente pela coerência, e em resultado de uma negociata pré-eleitoral de bastidores.
 
Por muitos motivos, designadamente o próprio desprestígio dos partidos, a AR é provavelmente hoje a instância política mais desprestigiada da democracia portuguesa e só a imagem dos seus presidentes tem obstado a que esse desprestígio seja ainda maior. Aquilo de que a AR menos precisará neste momento é de um presidente ainda com menos prestígio do que ela.» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
     

 Catroga nas Finanças

«Eduardo Catroga está no topo das prioridades de Passos Coelho para o próximo Governo. O ex-ministro das Finanças de Cavaco tem sido um dos mais assíduos colaboradores do futuro primeiro-ministro e foi, ao que o Económico apurou, sondado para regressar ao ministério das Finanças 16 anos depois de ter saído do Terreiro do Paço. Ainda ontem. Passos Coelho passou parte da tarde a falar com Eduardo Catroga. O economista deverá decidir nas próximas horas. Numa entrevista publicada hoje no Financial Times, Passos Coelho assume que o próximo ministro das Finanças será um independente.
 
Até agora, Passos Coelho apenas tinha falado uma vez sobre o futuro ministro das Finanças, uma peça fulcral no desenho de um Governo que dependerá do cumprimento do memorando de entendimento com a troika, do acerto das contas públicas e da revitalização da economia. No dia a seguir às eleições, numa entrevista à Reuters, o líder do PSD assumiu que o titular das Finanças "terá uma posição determinante no sucesso que viermos a alcançar nos próximos anos", "será alguém tecnicamente muito bem preparado, mas politicamente com todo o suporte para poder desenvolver a sua acção".» [DE]

Parecer:

Pentelhices à parte deve reconhecer-se que na perspectiva do fisco a sua passagem pelas Finanças foi positiva, o mesmo não se podendo dizer, por exemplo, do processo de privatização do BPA. Sendo a gestão do fisco fundamental para a recuperação financeira espera-se que o próximo ministro tenha o bom senso e não faça os disparates que fez Teixeira dos Santos, um ministro de má memória.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Outra vez as agências de rating

«A Fitch Ratings alerta que a notação financeira atribuída a Portugal vai ter em conta a solução que for encontrada para reforçar a ajuda externa à Grécia.

A informação foi revelada por David Riley, principal responsável pela análise à divida soberana na agência de notação financeira, que tem actualmente o “rating” de Portugal em revisão. 
 
A 1 de Abril a Fitch cortou o “rating” de Portugal para BBB-, um nível acima de lixo, tendo mantido a classificação sob revisão com implicações negativas.

Citado pela agência Dow Jones, Riley afirmou ainda que a Fitch não prevê uma divisão da Zona Euro e que a resposta dos responsáveis europeus ao problema da Grécia só agravou a crise.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Parece que o perfume da direita europeia não seduziu os mercados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco Silva se ainda é um admirador dos mercados.»
  
 Protesto original de trabalhadores espanhóis

 
«Ao som do clássico YMCA, um vídeo divulgado recentemente na Internet - e prontamente difundido pelas televisões espanholas - mostra vários trabalhadores da fábrica da ABB em Biscaia (País Basco) a trabalharem completamente nus, apenas com algumas ferramentas a cobrirem os órgãos genitais.
 
Mas apesar de começar com esta nota humorística, o vídeo termina com imagens da luta dos trabalhadores para manterem os seus empregos.
 
Os operários dizem que esta foi a única forma de chamar a atenção para o problema, depois de duas semanas de manifestações e de pedidos de reuniões com os directores da empresa, sem terem conseguido obter nenhuma resposta.» [Público]
     
 O último frete de José Sócrates

«Presidente reunido com o primeiro-ministro ainda em funções, para a despedida dos tradições encontros de quinta-feira. Ao almoço, Sócrates disse adeus aos seus ministros.

O Presidente da República recebeu esta quinta-feira à tarde o primeiro-ministro ainda em funções para aquela que será a última reunião semanal de Cavaco Silva e José Sócrates. Para a semana, Pedro Passos Coelho, que foi ontem indigitado como chefe do Executivo, deverá tomar posse.

Como habitualmente, o encontro de hoje, apesar do seu significado, foi à porta fechada e os jornalistas não puderam recolher qualquer imagem da tradicional reunião de trabalho entre o Chefe de Estado e o primeiro-ministro. Da agenda deve ter constado um único ponto de trabalho: as despedidas de Sócrates a Cavaco, que mantiveram uma coabitação de cinco anos e meio, que apesar da "cooperação estratégica", anunciada e prometida por Cavaco Silva acabou, em vários episódios, de relações muito tensas entre Belém e São Bento, nomeadamente com o estatuto dos Açores e as alegadas escutas a Belém, denunciadas então por fonte do palácio cor-de-rosa. Cavaco e Sócrates devem voltar a encontrar-se no dia da tomada de posse do novo Governo de Passos Coelho.» [DN]

Parecer:

Espero que Sócrates tenha agradecido a Cavaco a preciosa ajuda que deu ao país enquanto foi primeiro-ministro e até já estou a imaginar a Dona Maria a interromper a audiência para dar dois cachuchos a Sócrates.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso cínico daqueles que vemos muitas vezes em Belém.»
  

   






 Axe 2012