sábado, novembro 19, 2011

Capitalismo de miséria

Desde que gente como o Gaspar e o Álvaro apareceu no governo palavras como desenvolvimento, bem-estar ou progresso desapareceram do léxico económico, agora fala-se de empobrecimento, de redução salarial, redução de feriados e, de vez em quando, de crescimento lá para 2013 se tudo correr bem.

A política económica destes rapazes não considera qualquer objectivo que se relacione com a ambição dos trabalhadores, visa apenas um crescimento económico orientado para os lucros. Estes ilustres académicos, um modesto intelectualmente e vaidoso no currículo, o outro modesto no currículo e vaidoso intelectualmente, têm o maior desprezo por qualquer dimensão social da economia, tudo se mede por competitividade e esta mede-se pelos lucros das empresas.

Não parece muito mas Portugal ainda é uma democracia e estes rapazolas sabem muito bem que daqui a três anos irão a eleições e se o Batanete da Rua da Horta Seca não parece poder ter grandes ambições políticas, já o Gaspar com aquele ar feiote e de sem-abrigo poderá ser muito mais ambicioso do que parece e com os tiques salazaristas que vai adoptando é melhor que o Passos Coelho se cuide. O Gaspar sabe que vai ter de enganar os portugueses e a única forma de o fazer é apresentando resultados ao nível do crescimento económico.

Para o Gaspar desde que ele e os seus familiares estejam bem empregados está tudo bem, os portugueses podem deixar de ter quaisquer expectativas para além de terem um trabalho mal remunerado em Portugal ou emigrar. Não admira que na linguagem económica do Gaspar não exista qualquer relação entre crescimento e tecnologia, boa gestão ou valor acrescentado. Em vez disso naquela cabecinha feiota a única relação com crescimento são salários miseráveis, para ele os portugueses devem conformar-se em serem trouxas pois foi para isso que vieram a este mundo.

Em tempos Mário Soares acusou a esquerda conservadora de defender o socialismo de miséria. Agora é a direita que governa e defende um capitalismo de miséria, um capitalismo há muito esquecido. Também neste capítulo o Gaspar se revela uma cópia de Salazar, a sua ambição para os trabalhadores portugueses é que sejam pobres mas lavadinhos.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento

  
Pormenor de flor silvestre da Quinta das Conchs, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Aldeia de Arcos, Montalegre [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Assunção Cristas

A ministra da Agricultura (que pela forma como fala do sector mais parece a ministra das couves-galegas) encontrou uma bela desculpa para justificar o aumento do iva aos produtos alimentares para bebés, qu é tempo de alimentar as crianças com fruta. Este é um argumento que revela ignorância e incoerência, ignorância porque nem todos os alimentos em causa poderão ser substituídos por fruta que, aliás, vem com tantos produtos químicos que por vezes merece menos confiança do que a embalada, incoerência porque em tempos foi o CDS que defendeu a descida do iva nas fraldas artificiais, um produto altamente poluente que também justificaria o regresso às fraldas em tecido de algodão, que como se sabe provocam menos alergias.
 
Esta intervenção da ministra, que sabe tanto de agricultura como de lagares de azeite, tem a vantagem de se perceber porque razão não se aumentou o iva sobre o vinho, é para incentivar nos portugueses a voltar a alimentar as crianças com sopas de cavalo cansado.

«Assunção Cristas desvalorizou hoje a subida do IVA na alimentação para bebés, afirmando que as alturas de crise são alturas para "voltar a dar fruta em estado natural às crianças".

Assunção Cristas, que está no Parlamento a debater o Orçamento do Estado para 2012 na especialidade, respondia às críticas do deputado socialista Miguel Freitas, que está contra o aumento do IVA nos alimentos infantis.

"Basta falar com pediatras ou nutricionistas para perceber que boiões de fruta, de carne ou de peixe não é exactamente o que se deve dar aos bebés", respondeu.

A ministra acrescentou que "as alturas de crise são também alturas para os pais reflectirem sobre o que dão às crianças e voltar a dar fruta em estado natural, que não tem IVA". E rematou: "não vejo ninguém da área da saúde com essas preocupações".» [DN]
 
 A procissão das virgens

  
Algumas personalidades, desde o Procurador-Geral ao latifundiário do PSD que é seu inimigo fidagal, ficaram indignadas com a fuga de informação no caso Duarte Lima que permitiu que quando o juiz Alexandre chegou a casa do conhecido anjo do cavaquismo as torradinhas ainda tivessem a manteiga a pingar. Se os sorridentes rapazes da troika ainda por cá andassem teriam ficado admirados com tão rara fuga de informação.
 
Vá lá, deixem de se armar em virgens ofendidas, não só esta é a prática usual na nossa justiça, só que ao contrário do que tem sucedido nalguns processos as fugas de informação foram mais tardias e democráticas, tanto serviram o arguido como os jornalistas. Noutros casos até temos ficado com a impressão de que alguns jornalistas receberam cópias de todos os processos.

Quem ao longo destes anos deu dezenas de entrevistas com base no que s«ia saindo em jornais não tem agora o direito à indignação. Será que o senhor Palma concorda?

 A Ordem criminosa do Mundo

     
 

 Os muros de Berlim

«Hoje, finalmente, todos reconhecem que a crise das dívidas soberanas na zona euro é sistémica. Já é um progresso. Mas, se a crise é sistémica, o erro na resposta europeia à crise é sistemático.

E assim continuará enquanto não houver a lucidez e a coragem de tirar todas as consequências políticas do reconhecimento da natureza da crise que enfrentamos, ou seja, enquanto os países do euro não derem provas convincentes de que farão tudo o que for necessário para superarem solidariamente esta crise, salvaguardando a integridade e a estabilidade da zona euro - e com ela o próprio projecto europeu.

Reconhecer a natureza sistémica da crise não implica negar a fragilidade estrutural da economia e das finanças públicas dos países mais atingidos, nem ignorar as singularidades da situação de cada um. Tal como não implica pretender a dispensa do rigor e da disciplina orçamental para quem quer que seja. Mas implica abandonar de vez a história da carochinha que a propósito desta crise tem sido contada. E é aí que reside boa parte do problema. Uma crise sistémica só pode ter uma resposta sistémica. Mas não haverá condições políticas para essa resposta se os países da zona euro não partilharem minimamente a compreensão da crise e se não tiverem consciência do seu interesse comum na sua solução. Para isso, é preciso derrotar a visão redutora da zona euro que só consegue distinguir entre países cumpridores e indisciplinados ou entre países dadores e beneficiários. Se assim não for, não haverá resposta sistémica, o euro não terá solução e o projecto europeu estará seriamente ameaçado.

Reconhecer a natureza sistémica da crise implica pôr de lado a versão simplista de que esta crise teria sido causada pela irresponsável indisciplina orçamental dos chamados países periféricos (conceito, aliás, em permanente evolução...) como se o comportamento das agências de ‘rating' não fosse anómalo e como se a reacção dos mercados, medida pelos juros, fosse determinada por uma racionalidade objectiva e não por um monumental movimento especulativo que, a pretexto da situação de alguns países, muito diferentes entre si, identificou como oportunidade as fragilidades da zona euro.

Implica, também, afastar a ideia de que o problema se resolve generalizando e levando ao absurdo políticas nacionais de austeridade para "acalmar os mercados", como se os mercados estivessem disponíveis para premiar uma zona euro em recessão ou para recompensar a determinação com que os países mais frágeis se dispõem a mergulhar numa espiral recessiva e de empobrecimento. Não funcionou na Grécia mas há quem queira insistir na ideia, desta vez confiando tais programas a governos "tecnocráticos", de legitimidade diminuída mas livres do desagradável "enviesamento para a despesa" que os bancos centrais dizem ser próprio dos governos com políticos escolhidos pelo povo, isto é, da democracia. Uma resposta sistémica precisa de mecanismos novos de coordenação e governação económica, é verdade. Mas precisa também de instituições democráticas e de uma política económica mais inteligente.

Finalmente, é preciso escolher. E abandonar de vez a espantosa "teoria dos muros" como estratégia de contenção dos efeitos de contágio da crise das dívidas soberanas na zona euro. A "teoria dos muros", ou das "vedações", ou das "cercas" - tão acarinhada por Berlim - nasceu quando a zona euro disse ao Mundo: "nós não somos a Grécia!". A ideia era "deixar cair a Grécia", imaginando que seria possível suster os efeitos de contágio erguendo um muro virtual em defesa dos demais países do euro, sobretudo dos mais pressionados, incluindo através de uma mais intensa intervenção do BCE. Depois da Grécia, da Irlanda e de Portugal, a Europa percebe nos juros dos mercados de dívida soberana as fendas que ameaçam fazer desabar outros muros, enormes mas frágeis, a começar por Itália e por Espanha. Talvez seja altura de concluir que a "teoria dos muros" não está a resultar.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  
 Os salários privados em mil e um mundos

«A proposta da troika de cortar salários no sector privado é de quem não conhece a economia portuguesa. E de quem, reivindicando-se amigo do mercado, é centralista e gosta de governar por decretos. Ainda bem que a ameaça de agravar o défice público e o crédito malparado impediu uma asneira.

Perdida a batalha da taxa social única, eis que a troika volta a atacar na mesma frente, desta vez com a ideia de cortes salariais no sector privado, pressupõe-se que por decreto ou pela via da revisão da Lei, criando ainda mais tensão social.

Claro que é preciso alterar a legislação laboral para permitir que se possa reduzir salários. Não faz sentido, neste como noutros domínios da vida portuguesa, ter leis que não funcionam e estão desajustadas da realidade. Só agrava o já tão frágil Estado de Direito.

A proibição de cortes salariais só não gera mais falências e desemprego em conjunturas de inflação elevada como as que se observaram em Portugal entre meados da década de 70 e o início da década de 90. Com inflação alta, os salários são cortados sem dor. As pessoas aceitavam naqueles tempos aumentos de 15% com inflação em valores da ordem dos 30%.


A integração de Portugal no euro significou entrar num regime de inflação baixa, onde um pequeno país sozinho não corrige desequilíbrios com ilusões monetárias. Mas as empresas precisam de ajustar os seus custos aos proveitos, precisam de se adaptar à conjuntura. E a folha salarial é, frequentemente, a única parcela dos custos em que podem mexer.


O que fizeram e fazem os empresários para ultrapassar a ilegalidade de cortar salários?


As grandes empresas, com bons gestores, perceberam logo na altura da entrada de Portugal no euro que tinham de criar uma margem de flexibilidade. E assim proliferou a componente variável dos salários – que pode ser retirada em qualquer altura. Claro que não resolveram o problema todo, nomeadamente o dos direitos adquiridos. Mas esses, no sector privado, só podem pesar pouco neste momento.


As pequenas e médias empresas, é preciso dizê-lo, cometem ilegalidades. São muitos os casos que todos nós já conhecemos de pessoas que aceitaram cortes nos seus salários por acordo (também ele ilegal) com a entidade patronal.


Esta flexibilidade do mercado de trabalho português – que se revelou também noutras crises – mantém-se, como começam a demonstrar as estatísticas dos custos do trabalho. E como a regras de acesso ao subsídio de desemprego se tornaram mais apertadas, essa flexibilidade só se pode ter reforçado.


Obviamente que há abusos. Que haverá empresários que, apesar de estarem sem qualquer problema, vão aproveitar a conjuntura para ganharem ainda mais margem. Mas o País também mudou alguma coisa neste domínio. Os empresários dos Ferraris foram substituídos por gestores de grandes empresas de BMW.

É pena que a troika, símbolo das virtudes do mercado, pareça acreditar tão pouco no funcionamento do mercado. Ainda bem que o medo de perder receita fiscal e aumentar o crédito malparado evitou medidas que apenas criavam mais uma frente de tensão social. A mudança da legislação laboral pode esperar. O mercado está a funcionar.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Helena Garrido.
  
 Ainda mais papistas

«Em Portugal existem, de acordo com o artigo 208.º do Código do Trabalho, 13 feriados "obrigatórios". Desses, oito (mais de 61%) costumam ser designados como "religiosos" - entenda-se católicos. Desejando o Governo reduzir o número de feriados, surgiram desde logo notícias no sentido de que "a Igreja Católica" (entenda-se os bispos) estaria disposta a reduzir dois feriados "dos seus", contra dois "laicos". Houve quem muito se indignasse com esta atitude. Sucede que não cabe a entidades religiosas, que naturalmente procuram obter o máximo de vantagem, poder e prestígio para si e para o seu culto, zelar pelo cumprimento da Constituição e pela dignidade do Estado. E não lhes cabe certamente vincar o óbvio: não há feriados "da Igreja Católica" e feriados "dos laicos". Só há feriados nacionais, vinculando todos e portanto dizendo a todos respeito.

Invoca-se, para alocar os tais oito feriados à propriedade inalienável das autoridades católicas, a Concordata assinada em 2004 entre o Estado português e o Vaticano. Ora sendo certo que o documento elenca os dias festivos católicos reconhecidos pelo Estado (por acaso só seis - por qualquer motivo a Páscoa e a Sexta-Feira Santa ficaram de fora) e remete para acordo específico a alteração dessa lista, não estipula que esses dias festivos têm de ser feriados e muito menos obrigatórios. Leia-se: "A República Portuguesa providenciará no sentido de possibilitar aos católicos, no termos da lei portuguesa, o cumprimento dos deveres religiosos nos dias festivos."

Se dúvida houvesse sobre o carácter soberano da República Portuguesa na gerência dos dias de descanso obrigatório dos portugueses, ei-la, assinada pelo Papa: esta só se obriga a permitir aos católicos, nesses dias, e "nos termos da lei", "cumprir deveres religiosos" - ou seja, ir à missa. Isto significa o quê? Algo que sucede em muitos países, a começar pelos EUA (onde só existe um feriado obrigatório de cunho religioso, o Natal): um membro de um culto reconhecido tem direito a pedir dispensa em dias determinados, cuja listagem é elencada pelas autoridades do país, para o tal "cumprimento de dever" - que naturalmente não implicará sempre faltar o dia inteiro.

Há feriados ditos religiosos com claro estatuto de festas de todos (sobretudo pagã, na sua celebração hedonista), caso do Natal e do 1.º de Janeiro? Há, e devem ser como tal assumidas. Já as determinadas, no espírito da Concordata, só para alguns - os católicos que cumprem deveres religiosos, e quão poucos são (13% em Espanha, por exemplo) - devem funcionar como dias normais para os outros. É isso respeitar a liberdade de culto, a soberania e a laicidade constitucional da República portuguesa - e, pasme-se, a Concordata. Mas o Governo que está escolheu o contrário. E, para vincar o quanto, quer abolir a celebração do 5 de Outubro. Está certíssimo. Com a vantagem de nos recordar que a república acabou, há 101 anos, com a religião de Estado.» [DN]
Autor:

Fernando Câncio.

 Loucos à solta

«Aqueles que têm por hábito acompanhar os debates televisivos, invariavelmente sobre a crise, já devem ter reparado que os comentadores de serviço coincidem em regra neste ponto: a solução para os nossos problemas está no crescimento económico.

Já é mais raro ver os moderadores a fazer a pergunta seguinte: e como é que isso se faz? Eis o drama português: todos temos as soluções, mas ninguém sabe como aplicá-las. O tema merece reflexão.

Partamos de 2010 e projectemos o final de 2012. A queda acumulada do produto deverá ser da ordem dos 4,6%. Mas, se isolarmos a procura interna, consumo e investimento, assumindo como neutro o valor das exportações líquidas, a recessão atinge o valor arrepiante de 11,4%. Não me recordo de alguma vez isto ter acontecido. E, o que é pior, tudo indica que as projecções estarão subavaliadas. Para o abismo só nos falta o passo em frente.

A procura externa, que se mede pela diferença entre exportações e importações, atenua depois o desastre, ao apontar para um aumento acumulado de 6,8%. É da diferença entre estas variações de sinal contrário que se obtém aquela recessão de 4,6%. Mas fica uma dúvida: sendo a Zona Euro o destino privilegiado das nossas exportações, e com a maioria destes países em crise profunda, qual é o segredo para exportar tanto e importar tão pouco?

Uma medida francamente positiva foi a do novo presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, ao reduzir em 0,25 pontos a sua taxa de referência. O efeito será benéfico em todos os domínios. E não me venham com o argumento de que, ao adoptar-se essa medida, a inflação pode subir e o euro desvalorizar-se. Não parece que seja grave. Aliás, num certo sentido, até teríamos vantagens: melhorávamos a competitividade e subíamos o PIB nominal.

Agora a resposta à pergunta que ficou lá atrás: com este orçamento é impossível crescer. Não vale a pena iludirmo-nos. Mas a culpa nem será do Governo, porque foi a ‘troika' que no-lo impôs. Quando muito poderá tentar renegociá-lo, se isso ainda for possível. Entretanto, alguém se lembrou de dividir a Zona Euro entre bons e maus, ricos e pobres, inteligentes e mentecaptos. Objectivo: expulsar os intrusos, que só chateiam. A que Otelo acrescentou: a resposta pode ser um golpe militar.

Andam loucos à solta.» [DE]

Autor:

Daniel Amaral.
     

 Justiça portuguesa, a vergonha do costume

«Um segredo tem quase sempre vida curta. Quando os inspectores da Polícia Judiciária chegaram com os procuradores do Departamento de Investigação e Acção Penal (DCIAP) à casa de Duarte Lima na Avenida Visconde Valmor, em Lisboa, o advogado e ex-deputado do PSD não ficou surpreendido. Uma fuga de informação de fonte ligada à investigação retirou todo o efeito surpresa. A notícia da detenção chegou aos jornalistas ainda durante a madrugada de quinta-feira e até Duarte Lima terá tido direito a aviso prévio de que iria ser detido.» [i]

Parecer:

Parece que esta justiça não consegue fazer uma única coisa bem feita.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Já se sente o sucesso do Gaspar

«O indicador coincidente da actividade económica do Banco de Portugal caiu 2,9 por cento em Outubro face ao período homólogo de 2010, segundo os indicadores da conjuntura divulgados esta sexta-feira pela instituição.» [CM]

Parecer:

Alguém acredita que em 2012 a recessão se fique pelos 2,8% estimados pelo Governo? É evidente que os mais de mil milhões da almofada governamental são para compensar a quebra de receitas fiscais que resultarão da espiral de recessão que será desencadeada pela pinochetada orçamental do Gaspar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 João Mota director do Teatro Nacional D. Maria II

«O fundador e encenador do teatro A Comuna, João Mota, aceitou o convite do secretário de Estado da Cultura para ser o diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II.» [DN]

Parecer:

Algo está mal quando um Teatro Nacional vai ser dirigido por alguém que tem 69 anos e está a um de atingir o limite de idade com que se pode trabalhar no Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao secretariozinho de Estado se não arranjou ninguém mais velho.»
  
 Portas derrotou o Álvaro

«AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal - passa a ser tutelada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, que se articulará com o ministro da Economia em termos de orientações estratégicas e acompanhamento da execução.» [DN]

Parecer:

Enquanto Portas ainda vendeu alguns Magalhães fazendo prova das suas aptidões para caixeiro-viajante, o Álvaro limitou-se a encenar episódios da série 'Os Batanetes'.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se a brilhante escolha de Portas a troco do silêncio oportunista de Portas e dê-se uma gargalhada audível pelo Batanete da Rua da Horta Seca.»
  
 Tal pai, tal filho

«Duarte Lima usou o filho, Pedro, como testa-de-ferro no negócio imobiliário que burlou o BPN em cerca de 48 milhões de euros e que levou ontem à detenção do advogado.

Segundo o SOL apurou, os investigadores seguiram o caminho do dinheiro e encontraram transferências da conta bancária de Pedro Lima para as do pai, à data do negócio, em 2007.

Formalmente, o negócio em causa – a aquisição de 35 terrenos no concelho de Oeiras, próximos do local para onde chegou a ser equacionado o novo edifício do Instituto Português de Oncologia – foi feito através da Homeland, um fundo de que são sócios o BPN, Pedro Lima e Vítor Igreja Raposo, um empresário de Bragança do sector da construção civil, que foi deputado do PSD por este distrito entre 1991 e 1995 (quando Duarte Lima foi líder parlamentar).»

Parecer:

Enfim, para esta direita oportunista a família sempre foi a célula da sociedade.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso cínico.»
  
 Uma treta

«"Na revisão do memorando está prevista uma nova medida que determina que o Governo irá preparar, até ao final de 2012, uma revisão dos escalões salariais do sector público, incluindo as entidades que estão fora do perímetro de consolidação orçamental", afirmou Hélder Rosalino, numa conferência promovida pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

Aos jornalistas, o secretário de Estado explicou depois que o que está em causa, em primeiro lugar, é a realização de um estudo "sobre as tabelas salariais que hoje são praticadas, fazendo uma análise entre o sector privado e sector público".

Depois, "de acordo com as disponibilidades que existirem, num processo negocial, poderão eventualmente promover-se algumas alterações. Sendo que 2012 e 2013 não são anos propícios para fazer isso", disse. "Eventualmente em 2014 pode tirar-se algum proveito desse trabalho", acrescentou.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

O que o governo fez foi usar a troika para branquear uma sacanice do primeiro-ministro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  

 A Trip to Bhutan [The Atlantic]










  

   




sexta-feira, novembro 18, 2011

Viva Portugal?

O esforço exigido ao país é de tal forma grande que ou os responsáveis têm como princípio orientador a equidade e a justiça e todos os intervenientes colocam o interesse nacional acima dos interesses de grupo ou em vez de uma Nação este país se transforma num galinheiro, para não dizer num bordel ou mais propriamente num infantário onde estão os filos das colaboradoras do dito bordel.

Infelizmente o Governo desprezou estes princípios e os empresários sentem-se estimulados a não terem limites no banquete que lhes está sendo servido com a eliminação de direitos laborais, já faltou mais para que algum idiota proponha que se celebre o Dia de Natal no 25 de manhã e o dia de Ano Novo à tarde, fazendo-se a festa da passagem do ano ao meio dia. Vale tudo, o Gaspar decidiu dar o exemplo sendo ele a tirar a pele aos do Estado e por mais que digam que não é evidente que a seguir serão os patrões menos escrupulosos a escalpelizarem os trabalhadores do sector privado, no mercado de trabalho vivem um ambiente onde uns dizem mata e outros acrescenta esfola.

É por isso que Cavaco Silva já quase desistiu de apelar à unidade dos portugueses contra a crise e ouvir um Vítor Gaspar dizer que precisa do empenho de todos só pode merecer uma imensa gargalhada. Já todos os portugueses perceberam que o Governo da direita quer fazer de uma vez o que não conseguiu fazer em mais de trinta anos, quer rever a Constituição fazendo de facto ou com a abstenção destrutiva do banana que lidera o PS, quer rever a legislação laboral eliminando três décadas de progresso social, quer ainda vingar-se de todas as frustrações que sentiu desde o 25 de Abril.

Concordar com o aumento do horário de trabalho em nome do aumento da produtividade? É uma treta, uma boa parte dos lucros adicionais vão ser esbanjados como o foram no passado, as grandes empresas vão distribuir os resultados sob a forma de dividendos agora isentos de impostos, os outros vão comprar casacos para as putas que lhes servem de amantes e carros de luxo para a família.

Continuar a preferir a banca nacional? Isso significa apoiar uns sacanas que compraram os bancos nacionalizados com recurso a cambalachos, durante duas décadas exploraram o mercado em regime de oligopólio, quando sentiram as primeiras dificuldades exigiram que se pedisse apoio ao FMI e agora que estão enterrados porque não souberam gerir os seus negócios querem que sejam os contribuintes a emprestarem-se o dinheiro livre de encargos. Com sacanas destes a melhor forma de ajudar o país é recorrer à banca estrangeira, esta não se mete descaradamente na política interna e quando estiver com dificuldades vai chatear a Merkel ou o Sarkozy!

Comprar português em lojas portuguesas? Nem pensar, comprar no Pingo Doce para depois o merceeiro criar uma fundação e comprar uns quantos intelectuais para entrar na política e influenciar as eleições em seu favor para que depois nos venham cortar subsídios ou aumentar as horas de trabalho? Para quê comprar marcas portuguesas se são as empresas portuguesas que mais exigem que se regresse ao regime laboral do século XIX? Entre o ex-comunista que lidera a CIP e os gestores da Auto-Europa prefiro os segundos, do primeiro vem uma proposta de esclavagismo, dos segundos vem capacidade de diálogo e bem-estar social. Uns são empresários, os outros são sacanas com empresas.

Com esta política mata-se o sentido de Nação, um dia destes só somos portugueses quando formos à bola e com alguns seleccionadores como os que tivemos no passado ainda corremos o risco de ter que festejar a vitória da Equipa B do Brasil.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Flor do Parque da Bela Vista
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Fim de tarde no Tejo [A. Cabral]
    
Jumento do dia


Fernando Ulrich, banqueiro

Ainda há poucos dias os banqueiros diziam cobras e lagartos do Governo, até se foram queixar a Bruxelas. Agora o Ulrich quase tem um orgasmo dó de pensar no Gaspar! Não há nada como uma reunião até altas horas da noite com o Pedro e com o Gaspar, reunião de cujas conclusões e negócios pouco ou nada se sabe, para que o Ulrich fique neste estado pós nupcial. Ridículo.

«Eu gosto muito de ouvir o nosso Governo que está a fazer um óptimo trabalho. Gosto muito de ouvir o nosso ministro das Finanças, que é muito brilhante, competente e até tem mais sentido de humor do que os senhores da troika. Agora ter de ouvir senhores funcionários que não sei bem se são de quinta ou de sétima linha não eleitos democraticamente virem cá dizer-nos o que temos de fazer, por favor poupem-nos», declarou Ulrich no congresso ‘O imperativo do Crescimento’ organizado pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal no Teatro Camões, em Lisboa.» [Sol]
 
 Mais uma mentira, a 36ª


É preciso um primeiro-ministro ter mesmo muito pouca vergonha nas trombas para dizer ao país com ar dramático que vai retirar os subsídios aos funcionários e pensionistas (aos ricaços que ganham mais de 1.000 euros) durante dois anos para depois comunicar esta medida a Bruxelas como definitiva.

Se restavam dúvidas estas são tiradas pelo comunicado da troika, Passos Coelho não fez uma promessa eleitoral, divulgou uma medida na qualidade de primeiro-ministro, usou a mentira para enganar os portugueses e fazer passar uma política de empobrecimento dos portugueses em duas fases, agora os que dependem do Estado, depois os que trabalham no sector privado.

 Portas esconde-se há mais de três meses

 
O CM estranhou não se voltar a falar de Duarte Lima e manipulou a imagem deste anjo do cavaquismo para o mostrar como seria se andasse por Lisboa disfarçado. O CM acertou em cheio e antes que o Lima deixasse crescer a barba foi detido.
 
Será que o M vai fazer o mesmo a Paulo Portas, outro conhecido desaparecido que quase não se vê desde que voltou ao Governo?

 Quem manda o sapateiro tocar rabecão?

Nunca se leu um relatório sobre serviço público de televisão com tantos disparates como o do grupo de trabalho liderado por João Duque. Defender a RTP internacional no ministério dos Negócios estrangeiros ou que o governo pode e deve manipular a informação em defesa da nação só pode ter saído de gente ignorante como o Duque ou de jornalistas como o José Manuel Fernandes.

 Quem terá dado o relatório do João Duque à criança?


 Pobre Duarte Lima

A sua queda em desgraça foi tão grande que até conseguiu algo quase impossível em Portugal, ser detido por burla no caso BPN.
    
 

 Dois mamilos e um sexo

«Galileu disse: "E, no entanto, [a Terra] move-se." Aliaa Almahdy fotografou-se, mostrando ter dois mamilos e um sexo. Galileu bateu-se contra os donos das ideias oficiais que diziam que a Terra estava imóvel no centro do Universo e que o Sol andava à volta dela. Aliaa vai contra os donos dos corpos das mulheres, que os querem tapados. Galileu é de há quatro séculos, Aliaa é de hoje. Galileu teve de queimar as pestanas nas lentes dos telescópios. A egípcia Aliaa usa espelhos para provar a sua tese: "Olhem-se ao espelho. Porque detestam o vosso corpo?", lança às compatriotas. Galileu escreveu tratados. Aliaa fotografou-se: nua, olhando-nos de frente, só com collants e sabrinas - em foto a preto e branco, com toque vermelho nas sapatilhas e no laço dos cabelos negros. Para não ser morto na fogueira, Galileu aceitou dizer no tribunal da Inquisição que estava errado, para depois balbuciar a verdade no "e, no entanto..." O blog onde Aliaa expôs a sua nudez chama-se Confissões Calmas. Os heróis individuais não gritam, se calhar sentem medo. Mas são heróis como nunca uma multidão vociferante o é. Os heróis individuais são os mais legítimos porta-vozes do que tem de ser. Falam baixinho e a Terra entra nos eixos. Fotografam-se e mostram o mais natural que temos. Ai dos adversários dos heróis individuais, acabam por perder e nem podem esconder que foram vencidos pela razão.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  
 Só nos saem é Duques

«Ontem fiz uma critica ao relatório sobre a RTP. Dei-me ao trabalho de o ler, coisa que não aconselho a ninguém. Mas levei a sério a existência deste grupo de trabalho. Dedicado ao texto, escaparam-me as declarações do coordenador do grupo, João Duque. Defendeu o grupo por ele dirigido que a RTP Internacional deveria ser tutelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em entrevista, o gestor acrescentou que a informação deste canal deve ser "filtrada" e "trabalhada" e que se o governo "quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade porque estamos convencidos que o faz a bem da Nação porque foi sufragado e eleito para isso".

Paulo Portas, que foi jornalista e é ministro dos Negócios Estrangeiros, já se distanciou, talvez um pouco enojado, destas declarações.

Por mim, dei por perdido o meu tempo a ler e escrever sobre este relatório. Suspeitava que João Duque não sabe rigorosamente nada sobre comunicação social. Se soubesse, nunca poderia ter escrito aquele relatório. Ontem fiquei a saber que a sua familiaridade com a liberdade de imprensa e o Estado Democrático é também nula. O que não me espantou, já que foi o presidente do ISEG que apresentou, há umas semanas, Angola como um exemplo a seguir por Portugal.

O que me preocupa? Que pessoas que nem o mais básico das regras da democracia conhecem sejam convidadas pelo Estado para dirigir um grupo de trabalho que tem como função apresentar propostas para o serviço público de comunicação social. Diz muito sobre quem nos governa.» [Expresso]

Autor:

Daniel Oliveira.
  
 A União Europeia ainda existe?

«Os acontecimentos recentes na Europa e em especial na Grécia, Itália e em Portugal levam-nos a esta questão de fundo: será que a União Europeia (UE) continua a existir se for completamente esvaziada do seu significado?

Há três sinais inequívocos do desaparecimento do espírito que norteou a União Europeia até aqui. Os seus alicerces enquanto projecto de integração europeia, de fortalecimento das democracias nacionais e de fonte de bem-estar social estão todos postos em causa. A proeminência da Sra. Merkel na UE hoje, a queda de governos democráticos em nome da agenda alemã e o fim do Estado social em grande parte da Europa são indicadores de que a União Europeia tem vindo a ser totalmente desvirtuada, abandonando os princípios que têm estado na base do apoio ao Projecto Europeu desde a sua criação em 1950.

É claro que sempre se soube que em muitos assuntos a Europa não falava a uma só voz. Mas nem sempre a mesma voz dominava; havia coligações variáveis entre países, e todos tinham algum peso nas decisões que eram tomadas. Agora, e sem rodeios, o líder do grupo parlamentar da CDU, o partido de Merkel, veio dizer que "A Europa está a falar alemão, não a língua mas a aceitação das políticas pelas quais Angela Merkel lutou durante tanto tempo e com tanto sucesso". De facto, desde o agravamento da crise do euro, só há uma voz que fala pela Europa, e não é a de Durão Barroso. É a de Angela Merkel. Não deixa de ser paradoxal ver os europeístas mais convictos a defender que seja a Alemanha a salvar o euro. Parece que a única forma de salvar a Europa é torná-la num clube em que a Alemanha impõe todas as regras. Mas então a União Europeia não foi criada em larga medida para conter o poder alemão no continente Europeu? E agora a solução para a UE é entregar a liderança à Alemanha? Há razões históricas suficientes para temer tal cenário, e é confrangedor ver a impotência de todas as instituições europeias perante tal cenário.

A Alemanha mandará se Merkel quiser, mas entretanto as democracias afundam, uma a uma. É preciso ver que a UE foi um sucesso primeiro que tudo porque tratou de consolidar e não de se substituir às democracias nacionais. A UE foi pensada para fortalecer os Estados-nação europeus, para lhes facilitar soluções comuns para problemas nacionais. Os sucessivos alargamentos, e muito em especial os alargamentos ao Sul da Europa, e às novas democracias do Centro e do Leste Europeu foram formas de ancorar os regimes políticos ainda frágeis numa narrativa de pertença a um clube de democracias prósperas. Embora Portugal aí esteja numa situação diferente, na medida em que houve eleições recentes que sancionaram o programa da troika, a queda do governo da Grécia e de Itália são pois sinais alarmantes da negação desse circulo virtuoso.

A partir do momento em que a pertença à Europa obriga à substituição extemporânea de governos legitimados por ministros tecnocratas que têm como única e exclusiva missão impor programas delineados por Angela Merkel, é todo o edifício da democracia que estremece. É claro que Papandreou era errático e que Berlusconi se tinha tornado grotesco. Mas a preponderância dos factores externos nas suas quedas não augura nada de bom para a saúde democrática destes países, nem de todos os países da Zona Euro.

Por último, a severidade da política de austeridade a que UE obriga é contrária ao espírito fundador da mesma. Para lá de todos os belos discursos sobre a bondade do Projecto Europeu, este foi criado com base na promessa da convergência de todos os países daquilo que é um dos marcos mais fortes da identidade europeia: o bem-estar social. Em Portugal, a aprovação integral deste orçamento de Estado para 2012 vai ditar o fim definitivo dessa narrativa, tal como já aconteceu na Grécia, e terá talvez que acontecer nos restantes países da Europa do Sul. Com um Estado na bancarrota, sem transportes públicos de qualidade, sem Educação e sem Saúde, o que restará de Europeu em Portugal?» [Jornal de Negócios]

Autor:

Marina Costa Lobo.
     

 A queda de um anjo

«Duarte Lima foi preso nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira em Lisboa pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, no âmbito de um processo de branqueamento de capitais que está a correr no Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Pedro Lima, filho do advogado e ex-deputado, também foi detido, estando ambos a ser investigados pela participação num esquema de compra de terrenos em Oeiras, que em em 2007 defraudou o BPN em quase 44 milhões de euros.» [CM]

Parecer:

É o que acontece neste país, quando se cai em desgraça até a justiça se lembra de o ser.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso cínico.»
  
 Benetton elimina cartaz com o papa

 
«A Benetton decidiu retirar uma fotomontagem publicitária com o papa a beijar na boca o imã da mesquita do Cairo, após protestos do Vaticano.» [DE]

Parecer:

Faria mais sentido a imagem de um padre a beijar uma das muitas crianças abusadas e que o papa ignorou durante tanto tempo e apesar das muitas denúncias..

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 O Gaspar já está a preparar o ambiente para 2013

«Para cumprir – custe o que custar. O ministro das Finanças avisou ontem os portugueses de que devem estar preparados para mais medidas de austeridade orçamental no próximo ano, que considera como “ano decisivo” para recuperar a credibilidade externa.

Vítor Gaspar indicou que o governo está a apostar as fichas todas em 2012 e sinalizou pela primeira vez que o país precisará de mais assistência financeira externa depois do final do programa da troika, em meados de 2013.» [i]

Parecer:

Ele sabe muito bem que está a mentir nas projecções e que o seu Estado Novo vai muito para além das contas públicas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Este Gasparoika saiu melhor do que a encomenda.»
  
 Saneamento na hora

«O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, conta divulgar o nome do novo director artístico do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) “ao longo da próxima semana”, lê-se numa breve nota enviada à imprensa. “Competirá à administração do TNDMII em funções, em conjunto com o novo director artístico, definir e assegurar todas as questões respeitantes à programação do teatro.”

A substituição do ainda director artístico do teatro, Diogo Infante, foi anunciada quarta-feira, depois de o teatro nacional ter enviado para jornais, rádios e televisões um comunicado em que anunciava a suspensão da programação para 2012, caso o secretário de Estado não encontrasse uma solução para aumentar o orçamento do teatro para o próximo ano.» [Público]

Parecer:

Este secretário de Estado é muito eficaz.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o saneamento.»
  
 A desbunda

«O presidente Confederação da Indústria Portuguesa, António Saraiva, considera que a redução de salários no sector privado não é a melhor solução para aumentar a produtividade, defendendo antes o aumento do tempo de trabalho.» [Público]

Parecer:

estes patrões falam de cores salariais e de aumentos de horários de trabalo como se o país tivesse regressado ao século XIX.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se se alguém perguntou aos trabalhadores o que pensam das soluções.»
  
Tudo em família na justiça

«Em declarações à margem do colóquio "Um orçamento com a troika" na Universidade do Minho, em Braga, Marinho Pinto exigiu ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho explicações sobre "o que se passa" no Ministério da Justiça.

"O Sr. primeiro-ministro deve explicar o que se passa com o Ministério da Justiça para ser entregue a um escritório de advogados de Lisboa", disse.

Esta exigência do bastonário foi proferida depois de ter dito "manter os mesmos termos" que usou quando acusou a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, de "nomear amigos e familiares" para cargos do Ministério que lidera.

O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) justificou a acusação exemplificando com a nomeação do advogado João Correia, que segundo Marinho Pinto é "cunhado da senhora ministra", para coordenador da Comissão da Reforma do Processo Civil. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

A ministra da Justiça não confia nos boys do PSD?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se junto da JSD.»
  
 Mas o Sócrates não tinha ido para França?

«Economista-chefe do Citigroup diz que se a UE e o BCE não agirem Espanha e Itália podem estar muito perto do incumprimento.» [DE]

Parecer:

A crise que Sócrates provocou por essa Europa fora.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  

 Dangerous work: "The Mine" in Guatemala City [Boston.com]