sábado, dezembro 03, 2011

O crowding out do parlamento

Quando os economistas se armam em deuses a instituição parlamentar tende a desaparecer, resvala para o nada, sofre o efeito crowding out da mesma forma que sucede ao investimento quando o Estado aumenta a despesa pública. A instituição parlamentar chegou a um ponto que um dia destes basta um qualquer rejeitado pelas universidades públicas matricular-se no curso de gestão da Lusíada para ir à Assembleia da República

Se o presidente do FED de Nova Iorque falasse a um congressista em pleno Congresso dos EUA nos termos em que o governadorzeco do Banco de Portugal se dirigiu ao um deputado eleito pelos portugueses teria sido demitido nesse momento. O mesmo sucederia a qualquer ao presidente do BCE se falasse nos mesmos termos a um deputado europeu. Mas o nosso Carlos Costa, um modesto licenciado e professor de economia que ninguém conhecia antes do desastrado Teixeira dos Santos o ter desencantado para um dos mais desejados tachos do país, acha que pode chamar o que lhe apetece aos deputados, comportando-se como um labrego em pleno parlamento.

Este senhor, que já se esqueceu que foi o partido do deputado que desrespeitou que fez dele gente deveria ter vergonha e nem falar em público. Num país onde desde o mais modesto juiz ao Presidente da República estão sujeitos à austeridade decidida pelo governo, os rapazolas do Bando de Portugal vivem à grande e à francesa à custa dos dinheiros públicos enquanto o seu governador anda por aí a exigir ainda mais austeridade para todos.

Usam o argumento da independência em relação ao poder para praticarem regimes de vencimentos próprios de um país risco, como se a sua independência fosse superior à dos tribunais ou da Presidência da República. Esta gente oportunista devia evitar falar em público e é pena que não haja no parlamento alguém que no momento em que o Carlos Costa ofendeu o parlamento e os portugueses tenha tido a coragem de o meter na rua.

O Gaspar goza com o parlamento e um dia destes manda um soldado da Brigada Fiscal representá-lo no parlamento, o novo rico do Banco de Portugal chama o que lhe apetece aos deputados, qualquer merdolas ou amanuense deste país sentem-se com austeridade para desprestigiar a sede da democracia e desrespeitar os que foram eleitos pelo povo. E estes abdicam da sua dignidade e comportam-se como assalariados dos partidos em cujas listas foram eleitos.

A democracia portuguesa está em piores condições do que as contas públicas e parece que há neste país quem ache que a melhor forma de resolver o desequilíbrio das contas do Estado é defecando em cima dos princípios democráticos.
 
PS: Porque será que tudo o que respeita aos vencimentos, pensões e mordomias do pessoal do BdP é de uma total opacidade, ao contrário do que sucede com todas as instituições públicas? Será para que os portugueses desconheçam como o senhor Carlos Costa e respectiva gente abusa dos dinehiros públicos enquanto deixa os vigaristas do BPN e outros a fazerem das suas em total impunidade?

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Quiosque da Av. da Liberdade, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Cortiços, aldeia de Monsanto [A. Cabral]
   
Jumento do dia


Pedro Passos Coelho

Passos Coelho apressou-se a elogiar os militares que salvaram os seis pescadores, mas é pena que seja hipócrita e se esqueça de dizer que ainda há poucos dias decidiu tirar-lhes os subsídios porque ganham mais do que os do sector privado. É evidente que no sector privado não há militares, mas de um ex-gestor do lixo que só começou a trabalhar aos quarenta e mesmo assim teve que ser o ti Ângelo Correia a empregá-lo não se pode esperar que tenha neurónios muito ágeis.
 
Felizmente que os pescadores de Caxinas foram encontrados e salvos, isso sucedeu graças a gente que trabalhou muitas horas seguidas, em horários e tendo como única preocupação a vida alheia. Essa gente que deu o seu melhor são desses "sacanas" dos funcionários públicos que ganham mais do que os outros e levaram o país à falência, essa gente que trabalhou sem horas nem descanso até ter encontrado e salvo os seis pescadores são funcionários públicos e a maioria deles vão perder os subsídios porque um governo sacana assim o decidiu.
 
Duvido que este economista de habilitações de qualidade duvidosa possa sentir orgulho como político, eu sinto-o como funcionário público garças aos "filhos da escola". Se fosse o primeiro-ministro sentiria vergonha e não teria lata para aparecer em público a aproveitar-me da situação.
    
«Pedro Passos Coelho felicita ainda "todos os que estiveram directamente envolvidos nas operações de resgate dos tripulantes" da embarcação, "em especial as mulheres e os homens da Marinha e da Força Aérea Portuguesa, que foram incansáveis durante os dia de busca e resgate".

"O seu esforço, que teve como resultado o resgate com vida de seis pessoas, é um motivo de orgulho para todos os Portugueses", congratula-se.» [DN]
  
 Uma música dedicada aos bárbaros do norte e aos piolhosos do sul da Europa
 
"Libertad " (Chile 1994) Nana Mouskori uma cantora desse país chamado Grécia a que alguns porcos que aprenderam a tomar banho há meia dúzia de anos e alguns piolhosos que enriqueceram depois do 25 de Abril se referem como se fosse uma qualquer Burundi na Europa..
  

 
 Feministas ucranianas contra prostituição no Euro 2012
  
  
 Pensamento do dia


Tradução:
Dois homens, um atrás do outro.
Devíamos ter percebido logo que o Euro
Nos iria enrabar a todos!

 Pobre parlamento
 
O governador do Banco de Portugal, um senhor que ganha mais do que o presidente do FED e dirige uma instituição que há décadas que fica de fora de qualquer medida de austeridade foi ao parlamento tratar um deputado de forma inaceitável. Em vez de mandar o senhor governador para o olho da rua Eduardo Cabrita, que presidia aos trabalhos da comissão parlamentar, lá foi dizendo que  "há regras de serenidade que a todos se aplicam e que espero sejam seguidas por todos".

A questão aqui não é a de regras de serenidade mas sim de respeito pela instituição parlamentar e por aquilo que os deputados representam, a vontade dos eleitores. O senhor governador foi arrogante e mal educado e não só deveria ter sido expulso das instalações da Assembleia da República como todos os deputados se deveriam ter reunido na exigência da sua demissão do cargo público que exerce.
 
Hoje foi a vez do governador ter sido uma besta com um deputado, amanhã com quem se irá o governador armar em besta, com o primeiro-ministro ou com o Presidente da República.
    
Senhor governador do BdP, demita-se, vá à vida, desapareça, desempate a loja!
      
 

 E usar a cabeça?

«É noite, há gente que acorre para um amontoado de homens que se debruça, na calçada, sobre algo. Alguém grita: "Chega, pá." E aparecem polícias, que rodeiam os homens debruçados. É, explica quem filmou e testemunhou, o vídeo que regista o espancamento, por polícias à paisana, e a detenção, pelos polícias fardados, de um jovem estrangeiro, na sequência da manifestação do dia da greve geral. De imediato contextualizado pela PSP como reacção a um ataque "violentíssimo" do detido, aliás um "anarca alemão procurado pela Interpol" e com ficha no seu país, a um polícia, polícia esse hospitalizado em consequência da agressão.

Esta tão assertiva versão da PSP, que anunciou no entanto a abertura de um inquérito, foi reforçada pelo ministro da Administração Interna, que elogiou a actuação da polícia durante a manifestação (apesar de ressalvar igualmente o inquérito à mesma) e pelo director nacional da corporação, que chegou a lamentar que os jornalistas quisessem saber do jovem detido e ninguém perguntasse pelo estado de saúde do polícia "barbaramente agredido", "muito mais importante".

Ao contrário do gabinete de comunicação da PSP, do seu director e do ministro da tutela, sou avessa a antecipar conclusões de inquéritos ou a "saltar para conclusões". Mas, neste caso, não tenho remédio: quando se anuncia um inquérito oficial e ao mesmo tempo se explica que correu tudo de acordo com as regras, parece inevitável concluir que o dito não é para levar a sério. Aliás, é comum: perante incidentes em que pode estar em causa abuso de autoridade ou excesso do uso da força, PSP e GNR teimam em pespegar com a versão dos envolvidos nos seus comunicados oficiais, demonstrando assim a importância que dão à lei e à verdade dos factos.

E sendo isto tão claramente assim, não pode deixar de espantar que os media continuem a reproduzir aquilo que só pode, até confirmação, ser usado com muitas aspas. O detido, que segundo se noticia foi posto em liberdade depois de presente em tribunal, será mesmo "procurado pela Interpol"? E rotulam-no como "anarca" porquê? Perguntaram-lhe qual a ideologia que defende? Mais: se todos os polícias envolvidos no corpo a corpo com o rapaz estão à paisana e devemos concluir que a ter existido uma agressão foi a um deles, não se deve perguntar o que o levaria a atacá-lo? Aproveitando o ensejo, ocorre também questionar o enquadramento legal da presença de agentes à civil, armados (pelo menos com bastões) no meio de manifestações. São o quê, infiltrados? É suposto tratar as manifestações como ocorrências suspeitas, onde se espera o cometimento de crimes?

"Nós não andamos com bastões nem com pistolas nem com algemas para mostrar mas para usar se for necessário", diz o director nacional da PSP. Apesar de infelizes, as declarações são exactas: a polícia tem, num Estado de direito, o monopólio do uso da força. Mas, como todos nós, usando a lei - e, de preferência, a cabeça.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
 Regresso às aulas

«Questionado sobre a opinião de um gestor de empresas, no quadro da última greve geral, o líder da CGTP, Carvalho da Silva, reagiu deste modo: “(Ele) é licenciado em gestão e marketing. Eu acho que o deviam levar à universidade e retirar-lhe o diploma".

"Porque há uma coisa que está demonstrada até à exaustão: o aumento das horas de trabalho não aumenta a produtividade". Será mesmo assim? Eis um tema interessante, que vale a pena debater.

Consideremos a produtividade/hora de um empregado e atribuamos-lhe o valor de ‘x', para um horário de trabalho de 8 horas por dia. Se, em determinada altura, o horário passar para 9 horas por dia, o que é que acontece? Presumivelmente, a produtividade/hora mantém-se. Mas se formos acrescentando sucessivamente mais horas, o mais provável é que a média vá diminuindo, que mais não seja por cansaço. A produtividade marginal é decrescente.

Passemos agora ao conceito de produtividade/pessoa, continuando a atribuir o valor de ‘x' a cada hora das 8 horas de trabalho por dia. Se, em determinada altura, o horário for acrescido de uma hora, parece claro que a produtividade/pessoa aumenta, passando de 8x para 9x em cada dia. Aliás, aumentará tanto mais quanto mais horas de trabalho houver. E só não será assim a partir do momento em que a hora adicional tenha produtividade nula.

Quando Carvalho da Silva diz que "o aumento das horas de trabalho não aumenta a produtividade", atenção! Depende do conceito escolhido! E o da produtividade/pessoa é bem mais importante. Agora as estatísticas. Produtividade/hora, com EUA igual a 100: a Europa produz 85 e Portugal 49. Produtividade/pessoa, com EUA igual a 100: a Europa produz 75 e Portugal de 54. Conclusões a reter: na Europa trabalha-se menos do que na América; em Portugal trabalha-se mais do que em qualquer das duas.

Com isto chegamos à famosa meia hora que o Governo tanto insiste em acrescer ao actual horário de trabalho. As comparações atrás mencionadas não deixam dúvidas: a produtividade/hora é tendencialmente decrescente e a produtividade/pessoa já tem horas a mais. Ou seja, se queremos mesmo aumentar a produtividade, o alvo não deve estar nos trabalhadores mas nas empresas que os contrataram. Dito de outro modo: precisamos de mais investimento e de melhor organização. Já tinham pensado nisso?

Esta lição é de borla.» [DE]

Autor:

Daniel Amaral.
  
 Tratar dos "pentelhos"

«Com o precedente aberto pelo ilustre militante do PSD, professor e ex-ministro das finanças Eduardo Catroga, julgo que ninguém levará a mal o título deste texto. Embora a brejeirice não faça o meu género, não consegui encontrar melhor expressão para o tema desta semana.

À época, em plena campanha eleitoral, Catroga fez furor ao afirmar: "em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal, andam a discutir - passe a expressão - pentelhos".

Ora sucede que a frase se aplica na perfeição ao atual governo PSD que Catroga, com o seu argumento peludo, tanto queria eleger. E conseguiu. Mas decorridos seis meses, ainda não se viu uma única medida que possa realmente contribuir para mudar Portugal. Aliás, excetuando o que se associa a maior receita e alguma, pouca, redução na despesa, este governo não mostra vontade de mudar nada. Não são apresentadas medidas, não há no discurso do primeiro e dos principais ministros um único sinal que sugira vontade de transformar positivamente a sociedade. Tudo parece limitar-se a uma eventual poupança casuística. E digo eventual porque umas vezes as contas não estão feitas e, outras, é evidente que estão mal feitas. Certas poupanças saem muito caro. Por exemplo, na educação, na ciência ou no turismo, onde o aumento do IVA na restauração pode resultar em quebras de receita em vez de ganhos, para além de perda de competitividade internacional e aumento do desemprego.

Mas, mais do que estes "casos", em que escasseiam dados, estudos, ponderação, debate, e reina o princípio da "tentativa e erro" e do pode ser que resulte, falta conhecimento e coragem para abordar seriamente os problemas. Em suma, o governo de Passos Coelho ainda não passou dos tais "pentelhos" de Catroga. Das coisas miúdas, simplistas, de curto prazo. Por exemplo: retirar dois subsídios não resolve o problema de fundo que é, como toda a gente sabe, o excesso de funcionários e de organismos públicos. Paga-se menos mas mantém-se a mesma máquina pesada, ineficiente, limitadora da iniciativa dos cidadãos. Não muda nada e se muda alguma coisa é para pior. A redução de salários fará crescer a má vontade, a preguiça e os esquemas paralelos dos funcionários públicos. Pelo contrário, seria importante reduzir substancialmente o número de funcionários, exigir melhor formação, aumentando responsabilidade e salário.

Do mesmo modo, mais meia hora de trabalho não irá resolver a falta de competitividade da maioria das nossas empresas. Porque essa falta deriva da deficiente formação, dos próprios empresários e dos trabalhadores, e sobretudo de uma cultura de mercearia, sem ambição nem visão que não aposta no risco, na criatividade e na inovação. Ou seja, trabalha-se mais mas não melhor.

No ensino passa-se algo de similar. Imaginar que o reforço do português e da matemática, embora importante, possa, por si só, gerar uma maior capacitação dos alunos, é não entender o mundo contemporâneo e muito menos o futuro que espera estes jovens quando terminarem os seus estudos. A ideia de que existem disciplinas-nucleares, ou seja, mais importantes do que outras é não ver que o conhecimento hoje é multidisciplinar, transversal e diversificado.

Vivemos numa sociedade que exige cada vez mais criatividade e inovação. E isso só se consegue com uma formação assente na experimentação, na cooperação e, sobretudo, no desenvolvimento de projetos criativos. Em oposição a isto que é consensual, Nuno Crato achou por bem eliminar a área de projeto no 2º ciclo, quando devia ter feito o seu "upgrade", tal como vai sucedendo um pouco por todo o mundo. Acabar com as aulas de informática também não é boa ideia. Porque se é certo que a maioria dos alunos sabe trabalhar com o computador melhor que os professores (esquecendo os pobres), isso devia levar, também aqui, a um upgrade do formato dessas aulas e nunca à sua eliminação.

Ou seja, Nuno Crato olha para a pilosidade, mas não para o corpo inteiro.

Quanto ao resto é o que se sabe. Medidas avulsas, esquemas mesquinhos para sacar dinheiro aos contribuintes, dança de cadeiras, engenharias financeiras mas que não atacam a essência dos problemas. Só pentelhos, portanto.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.

 Um trabalhador em apuros

«Deixa-me sempre pesaroso (embora só agora tenha assistido a tal coisa) ver o Fisco exigir 750 mil euros de impostos a um pobre trabalhador, mesmo que esse trabalhador seja o homem mais rico de Portugal e um dos 200 mais ricos do Mundo. Ainda por cima, o Fisco assaca a Américo Amorim coisas feias como ter feito, sem licença, obras de engenharia criativa na contabilidade das suas empresas.

A má vontade da Justiça contra Américo Amorim não é de hoje. Já em 1991, o MP o acusara de abuso de confiança e desvios em subsídios de 2,5 milhões de euros do Fundo Social Europeu; felizmente Deus e a morosidade dos tribunais escrevem direito por linhas tortas e o processo acabou por prescrever. Depois foi a "Operação Furacão" e uma investigação por fraude fiscal e branqueamento de capitais, mas tudo acabou de novo em bem e sem julgamento.

Agora as Finanças não compreendem os contratempos hormonais das empresas de Américo Amorim e recusam aceitar como despesas os seus gastos em tampões higiénicos e outras exigências da feminilidade como roupas, cabeleireiros ou massagens. Até as contas da mercearia e festas e viagens dos netos o Fisco acha impróprias de um grupo de empresa só pelo facto de os grupos de empresas não costumarem ter netos.

Um trabalhador consegue juntar um pequeno pé-de-meia de 3,6 mil milhões e o Estado quer reduzir-lho a pouco mais de 3,599 mil milhões. Muito ingrato é ser trabalhador em Portugal!» [Jornal de Negócios]

Autor:

Manuel António Pina.
     

 Os goebelzinhos meteram água

«O Governo ainda não decidiu sobre a hipótese de ser concedida tolerância de ponto no Natal e Fim de Ano, mas "a seu tempo" serão tomadas as medidas necessárias para que "a festa da família" seja "celebrada condignamente".» [CM]

Parecer:

OS pequenos Goebels do governo sopraram ao jornal "i" a generosidade de Passos Coelho mas parece que a manobra não está a correr, os portugueses ainda são orgulhosos ao dispensarem as esmolas do antigo gestor do lixo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 O pequeno Marques Mendes

«Ex-líder do PSD denunciou ontem na TVI24 que as escolas de Gouveia dão o dia de aniversário a pessoal não docente. Se calhar ao fim-de-semana, passa para 2.ª.» [CM]

Parecer:

Compreende-se que um homem pequenino seja dominado por complexos ao ponto de se preocupar com coisas miseráveis.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Marques Mendes porque não vai trabalhar e deixa de nos entreter com palhaçadas.»
  
 Pobre Paulo Bento

«Selecção portuguesa defronta três ex-campeãs europeias. Portugal joga primeiro com a Alemanha e encerra a fase de grupos com a Holanda. 

O sorteio da fase final do Euro 2012 não foi "simpático" para a selecção portuguesa. Portugal ficou no grupo B juntamente com Holanda, Dinamarca e Alemanha, nada mais, nada menos que três selecções que já venceram europeus.» [DN]

Parecer:

Depois da forma como tenho sido tratado neste país sou espanhol!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deseje-se a melhor sorte a Paulo Bento e à sua selecção, que faça pelo menos um pontito.»
  
 Um governador do BdP muito arrogante
 
«Numa discussão relativa à exposição da banca à dívida soberana portuguesa, o governador do BdP irritou-se com o deputado do PS, acusando-o de "má fé intelectual" num registo pouco habitual em audiências nas comissões parlamentares.

"Se não sabe o que é o 'crowding out', vá aprender!", disse o governador do BdP, num tom alterado, a Galamba.

Após as declarações de Carlos Costa, o presidente da comissão de Orçamento e Finanças, Eduardo Cabrita, notou que na discussão parlamentar "há regras de serenidade que a todos se aplicam e que espero sejam seguidas por todos".

Na sua intervenção seguinte, João Galamba descreveu o comportamento do governador do BdP como "inaceitável", e exigiu um pedido de desculpas: "Penso que o senhor foi deselegante de forma injustificada."» [DN]

Parecer:

este senhor ganha muito mais do que o presidente do FED e os seus empregados vivem à margem da realidade do país e estão isentos de qualquer medida de austeridade incluindo o corte dos subsídios.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o senhor governador do BdP que enquanto os seus viverem acima da média à custa da riqueza alheia não tem o direito de levantar a voz seja a quem for.»
  
 Zorrinho sem opinião sobre constitucionalidade do corte de subsídios

«"Nós confiamos totalmente na apreciação que sobre isso fizer o senhor Presidente da República, seja num sentido seja noutro, nós estamos completamente de acordo", afirmou Carlos Zorrinho aos jornalistas.

O líder da bancada socialista falava à saída da reunião do grupo parlamentar, depois de confrontado com a eventual intenção de deputados do PS em suscitar a fiscalização sucessiva da constitucionalidade dos cortes nos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

O idiota está disponível para concordar com tudo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  





sexta-feira, dezembro 02, 2011

Manhosos, Irresponsáveis, Incompetentes e desonestos

A crítica recorrente feita pela direita e extrema-esquerda a todos os Orçamentos de Estado dos últimos anos foi a de não apostarem no crescimento económico, as ajudas sociais pecaram sempre por defeito, os investimentos públicos foram sempre escassos, os défices foram sempre insuficientes. A direita que insiste em castigar os portugueses com medidas de austeridade próprias de um governo do Pinochet foi a mesma que pediu desculpa aos portugueses por terem deixado passar algumas medidas ligeiras de austeridade e lançaram uma crise política chumbando um PEC cujas medidas se apressaram a adoptar mal chegaram ao poder.

O incrível é que o governo da direita tem um ministro tão incompetente que ainda antes de aprovado o Orçamento de Estado já toda a agente sabia que a previsão de 2,8% de recessão em 2012 não passava de um palpite do ministro. Isto é, todas as expectativas em relação às receitas fiscais constantes deste OE são falas e poderão pecar por excesso. Isso explica que mal o OE foi aprovado o discurso de Passos Coelho foi o da necessidade de medidas adicionais.

Temos portanto uma vedeta no ministério das Finanças que faz orçamentos aldrabados e põe o idiota do primeiro-ministro a assumir que muito provavelmente terão de ser adoptadas mais medidas de austeridade. É evidente que Passos Coelho não está só preocupado com os resultados de um OE manhoso e martelado, está a fazer pressão para que Cavaco não questione a constitucionalidade do corte dos subsídios.

Estamos portanto perante gente manhosa, irresponsável e incompetente e desonesta. Manhosa porque estão a desprezar a Constituição que juraram respeitar não hesitando em atirar os portugueses uns contra os outros. Irresponsável porque quando se sabe que a recessão vai ser superior a 3% as declarações do primeiro-ministro só poderão ter como resultado uma espiral recessiva, se nem o governo acredita no seu OE e confia em Portugal o que dizer dos agentes económicos? Incpompetente porque são incapazes de prever as consequências das suas políticas. Desonestas porque adoptam um orçamento e já têm um orçamento rectificativo na manga.

O mais grave é que os mesmso que não hesitaram em lançar uma crise política para chegarem ao poder, usam agora o poder à margem de qualquer regra constitucional, mandam ajudantes bocejar no parlamento, adoptam os alvos da austeridade em função de sondagens eleitorais e fazem chantagem sobre o país e sobre a Presidência da República precisamente com as consequências de uma crise política.

Os Portugueses começam a perceber que o Governo está a confrontá-los com duas opções, ou aceitam tudo o que o Gaspar entender decidir e apresentar à aprovação da troika muito antes de informar os portugueses, sem qualquer consideração pelos valores constitucionais e pela justiça, ou terão de enfrentar as consequências de uma crise política. Por outras palavras, Passos Coelho está a usar a crise financeira internacional e a vulnerabilidade do país para fazer chantagem sobre Portugal, o seu povo e as suas instituições, ou aceitamos tudo o que ele decide ou o país resvala para a bancarrota.

Esta postura só merece uma resposta dos portugueses e das instituições democráticas que ainda funcionam.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Baixa de Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Chaminé antiga, Montijo [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Passos Coelho

Nunca na história da democracia portuguesa um primeiro-ministro do mesmo governo do Presidente da República promoveu um conflito institucional tão cedo como aquele que está a ser criado por Passos Coelho. Nunca um primeiro-ministro foi tão descarado na tentativa de impedir o Presidente da República de desempenhar as suas competências com independência e isenção.

Passos Coelho tem-se desdobrado em declarações que visam pressionar Cavaco Silva a não enviar o OE para o Tribunal Constitucional, Passos Coelho sabe que o OE tem medidas brutais e inconstitucionais, sabe que os constitucionalistas do seu próprio partido partilham desta opinião e sabe que Cavaco Silva foi o primeiro a expressar a sua discordância e a avançar com argumentos que põem em causa a constitucionalidade da medida.

Agora resta esperar para ver se Cavaco é coerente ou se aceita a cobardia de se sujeitar às pressões de Passos Coelho, é a diferença entre ser num presidente da democracia ou um Américo Tomás banana dos tempos dos presidentes do conselho.
 
 Uma musica dedicada aos bárbaros do norte e aos idiotas do sul
 

  
  
Alguns políticos do Norte da Europa e alguns dos ranhosos que por cá andam deviam ter mais respeito a falar de um país como a Grécia. Com gente desta nem a EUropa nem Portugal têm grande futuro.
 
 Grande Sócrates
 
O homem desapareceu, fugiu do país, ignorou-nos, mas a direita ainda faz xixi nas calças só de ouvir o seu nome e o Seguro ainda não sabe se há-de fazer oposição ao governo ou à sombra do seu antecessor. Quem deve estar cheio de saudades é o Cavaco Silva, depois do que tem passado com o Passos Coelho já deve ser capaz de dar valor aos cinco anos de convivência com o ex-primeiro-ministro e tem boas razões para torcer a orelha por ter ajudado Passos Coelho a chegar ao poder. Mais uns OE incompetentes do Gaspar e quando deixar Belém a família Silva vair ter que viver dos rendimentos pois fica só com a pensão do Banco de Portugal, a única instituição portuguesa onde o dinheiro abunda e ninguém tem a mais pequena ideia do que é a austeridade.
  
 Unir os portugueses a pedido do Gaspar?

Depois de ter imposto um OE com medidas inconstitucionais ao PSD e ao país o ministro das Finanças assume cada vez mais um discurso de Presidente do Conselho e apela à unidade do país, muito provavelmente em torno da sua visão messiânica.

O ministro das Finanças tem um conceito deficiente de democracia e não percebe que os países se unem nos jogos de futebol ou quando são invadidos e não em torno de uma política que visa favorecer alguns e empobrecer outros. Este tipo de apelos são mais próprios de ditaduras fascistas do que de democracias, em democracia não se tenta eliminar as diferenças ou as discordâncias com falsas unidades.
 
É muito mau que em pleno século XXI um ministro das Finanças tenha tantos tiques em comum com o famoso ministro das Finanças do Estado Novo, muito mau e muito perigoso para a democracia. Só assim se entende este apelo à união, isto é, a que se abdique de fazer oposição às suas medidas, algo só possível e realista numa ditadura.
 
 Um ministro incompetente, um OE aldrabado e um primeiro-ministro complexado

Um bom orçamento depende de duas coisas, da qualidade técnica das medidas adoptadas e do rigor das previsões. É evidente que este OE tem medidas de qualidade duvidosa pois são reconhecidamente inconstitucionais, basta que uma parte dos deputados ou o Presidentes da República cumpram com a sua obrigação para que o OE fique de pernas para o ar ao serem declaradas inconstitucionais algumas das suas medidas mais importantes.

Mas se as medidas são de má qualidade técnica as previsões são uma desgraça. Senão podemos chamar incompetente ao Gaspar por causa da constitucionalidade duvidosa das suas decisões, algo que não preocupa um economista que não parece conhecer as mais elementares regras do nosso regime democrático, já teremos que chegar a essa conclusão quando ainda antes de aprovado o OE o próprio governo já reconhecia que a recessão em 2012 seria maior, muito maior, do que a prevista. Como o Gaspar não gosta de ser aldrabão teremos de concluir que a sua previsão resulta de incompetência técnica.

O mais grave é que a recessão não vai ser superior aos 2,8%, mas sim muito superior e não vai ser assim por causa da conjuntura externa mas sim pelo impacto das medidas recessivas. A incompetência é tanta que aprovado o OE é o governo que não fala de outra coisa senão da eventual necessidade de adoptar mais medidas de austeridade.

Até quando teremos de aturar gente que não respeita as regras democráticas em nome da tecnocracia e depois se revelam tecnocratas incompetentes? Os portugueses não têm culpa de Passos Coelho ter tirado um curso da treta, sentir um complexo de inferioridade aos economistas de Vancouver ou da Católica e fazer tudo o que qualquer economista incompetente lhe manda.
 
 Coisas do diabo

Num dia fica-se a saber de dúvidas no negócio dos blindados Pandur, no dia seguinte saem notícias sobre a licenciatura de Sócrates.

 Tolerância de ponto na véspera do Natal

Depois de nos cortarem no subsídio só se for para iremos ver as montras e as escassas decorações. Isto é mesmo um governo de canalhas hipócritas, reduzem-nos à pobreza, aumentam-nos as horas de trabalho, eliminam-nos os feriados e depois anunciam tolerâncias de ponto aos pares e com um mês de antecedência, mas como são cobardolas e uns 'goebelzinhos' manipuladores mandam os dos seus pasquins dar a notícia. Devem pensar que os portugueses são parvos e ficam imensamente gratos aos sacanas.

 Paulo Portas felicita o futuro Presidente do Conselho


 O Batanete da Rua da Horta Seca no seu melhor

  
 

 A democracia, essa maçada

«A liberdade de imprensa é uma maçada democrática. Outra é o "inalienável" direito à greve, como diria o ministro Miguel Macedo. De facto, a Democracia vem num "pack" constitucional que, se tem virtualidades, não tem menos inconveniências, sendo impossível adquiri-la sem adquirir também monos como esses.

Ora se, para os direitos à greve e à manifestação, há soluções clássicas, sintetizadas com admirável felicidade expressiva pelo director nacional da PSP: "Nós não andamos com bastões, nem com pistolas, nem com algemas, nem com escudos e etc. para mostrar que temos aquele equipamento" (esqueceu-se dos agentes provocadores infiltrados mas não podia lembrar-se de tudo, daí o "etc."), no que toca à liberdade de imprensa, quando a contra-informação não resolve o problema e falta "etc." apropriado, melhor é assobiar para o ar.

Foi o que fez Paulo Portas em relação à notícia do DN de que se terão misteriosamente evaporado, no caminho entre a proposta inicial e o contrato, 189 milhões das contrapartidas oferecidas pela empresa fornecedora das viaturas "Pandur" para o Exército e Marinha, adquiridas quando Portas foi ministro da Defesa. Conta o DN que "nem a Comissão Permanente de Contrapartidas nem Paulo Portas quiseram esclarecer a questão". Foi boa ideia, a questão esclarecer-se-á a si mesma com um ou dois penáltis mal assinalados e o incêndio dumas cadeiras e, para a semana, já ninguém se lembrará dela.» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
     


 A ministra da Justiça enlouqueceu?

«Paula Teixeira da Cruz defendeu que "Portugal precisa de higiene", "não só na política", mas também "no tecido empresarial".

"Peço a vossa reflexão, o vosso empenho, o vosso auxílio neste combate, que é um combate duro, ao qual muitos se oporão e todos nós percebemos porque é que se oporão. Serão sempre os mesmos a oporem-se, mesmo que o direito penal não tenha efeitos retroactivos", afirmou Paula Teixeira da Cruz, sem concretizar.» [DN]

Parecer:

Quando uma ministra da Justiça diz que o país precisa de higiene e pede ajuda à juventude do seu partido para a ajudar a combater o mal da corrupção deixamos de saber se estamos num Portugal democráticos ou nalgum regime apoiado em camisas negras ou mesmo cor de laranja. Vamos ter uma juventude hiteleriana a caçar corruptos tornando o país mais lavadinho? Depois das intervenções mais recentes da JSD é de recear o pior, até mesmo uma imensa rede de jovens bufos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o espectáculo degradante que está a ser dado por uma minisstra incompetente e sem preparação para um cargo tão importante.»

 Quem joga golfe não deixa de vir a Portugal

«Miguel Relvas é claro a afastar a redução das entradas de turistas golfistas por qualquer aumento do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) nesse ramo: "Não acredito que quem joga golfe deixará de vir jogar golfe a Portugal por essas circunstâncias. Essa é para nós uma falsa questão."» [DN]

Parecer:

E os que não jogam vão abandonar Portugal a este governo. Então este governo de diotas quer que se trabalhe mais horas para que a economia seja competitiva e a competititvidade do turismo pode sofrer um auemnto brutal do IVA? Mais burros é impossível.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Alô, está lá? Está despedido!
«Cerca de meia centena de professores que actualmente ensinam Português no estrangeiro já não voltarão às suas aulas em Janeiro próximo: 33 ficarão no desemprego e outros 16 regressarão às escolas de origem em Portugal. São contas feitas por Carlos Pato, do Sindicato de Professores no Estrangeiro, depois de ontem ter sido publicado, em Diário da República, o despacho de reorganização da rede de ensino de Português no exterior, que suprime cerca de 65 cursos.

Os docentes que irão ser dispensados começaram ontem a ser avisados por telefone. "Vão para o desemprego com um mês de aviso prévio", denuncia Teresa Soares do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas.» [Público]

Parecer:

Por onde andará o Mário Nogueira?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que anda a estudar a agenda de Passos Coelho para lhe fazer esperas com o objectivo de o cumprimentar com vénias e sorrisos.»
  
 Portugal continua corrupto

«Portugal mantém-se na 32.ª posição no Índice de Percepção da Corrupção divulgado hoje pela Transparência Internacional no quadro de 183 países e territórios, com a falta de resolução de megaprocessos envolvendo políticos a contribuir para a ausência de melhorias.» [CM]

Parecer:

E com os políticos a perderem os subsídios a tendência é para um forte aumento da corrupção.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 O 'galo-da-Índia' de Massamá já manda recados a Cavaco

«Pedro Passos Coelho enviou ontem um recado claro a Cavaco Silva: "O Governo não foi eleito para expressar as opiniões do Presidente." Logo a seguir, na entrevista ao ‘Jornal da Noite’, na SIC, disse não querer pôr Mário Soares no mesmo plano de Manuela Ferreira Leite, referindo--se às críticas de ambos ao Orçamento do Estado (OE) de 2012.» [CM]

Parecer:

Isto vai acabar à porrada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pegue-se no capacete e reserve-se lugar na primeira fila do espectáculo.»
  
 Um governo de cobardes

«O Governo mantém a tolerância de ponto para a Função Pública para a véspera de Natal e a tarde do dia 31 de Dezembro, noticia hoje o jornal "i" em primeira página.» [DN]

Parecer:

Tanta conversa, tanta conversa e na hora da verdade fazem xixi pelas calças abaixo, são uns cobardolas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Os tribunais arbitrais são uma vigarice?

«O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, classificou hoje os tribunais arbitrais como «uma verdadeira escandaleira», em que «o Estado perde sempre», mas lembrou que «a ministra da Justiça é sócia fundadora da Associação Portuguesa de Arbitragem».

«É uma verdadeira escandaleira, uma justiça clandestina, em que o Estado perde sempre e o privado ganha sempre», referiu Marinho Pinto, durante um jantar de rotários, em Esposende.

Disse ainda que através das arbitragens se legitimam negócios que configuram «verdadeiros roubos ao Estado».

O bastonário sublinhou que, «curiosamente, a ministra da Justiça é sócia fundadora da Associação Portuguesa de Arbitragem».» [Sol]

Parecer:

Parece.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
  
 Igreja Católica alemã ganha dinheiro com a pornografia
  
«No melhor pano cai a nódoa. E quando se trata de pornografia, todo o cuidado é pouco. É por isso que a Igreja Católica alemã deve sentir-se totalmente manchada de vergonha com a descoberta feita no mês passado: a Weldbilt, uma das maiores editoras germânicas, que vende livros, DVD’s, música e também pornografia, é detida a 100% pela Igreja. A revelação surgiu num boletim da Buchreport, que dizia que a Igreja Católica também produzia e vendia pornografia. E segundo o “Vatican Insider”, do diário italiano “La Stampa”, o assunto deixa muito preocupado o Papa Bento XVI, nascido na Baviera em 1927.

Mas, pelos vistos, este era um segredo mal guardado, pois há dez anos que um grupo de católicos alemães andava a tentar alertar as autoridades eclesiásticas para o facto, tendo sido sempre ignorado. É por isso que, segundo o jornal alemão “Die Welt”, este grupo ficou revoltado com a declaração de um porta-voz da Igreja, quando este afirmou que a “Weltbild tudo fará para evitar a publicação de conteúdos pornográficos”.

Segundo o “Vatican Insider”, a Weltbild é um colosso dos media alemães. É detida há 30 anos por 12 dioceses e também pela Associação das Dioceses Alemãs. A Weltbild é a maior livraria alemã, e a segunda maior no segmento online, apenas batida pela poderosa Amazon. E é fácil perceber este apego dos bispos alemães à Weltbild: a empresa tem um volume de negócios anual de 1,7 mil milhões de euros. O “Vatican Insider” diz ainda que a empresa tem “servido de espécie de banco para a Igreja alemã”.» [i]
    
 António Costa queixa-se de falta de dinheiro

«O presidente da Câmara de Lisboa fez um aviso sério: ou se cortam as horas extraordinárias do município ou, no próximo ano, não há dinheiro para financiar as todas as actividades da câmara. Mesmo este ano, com a quebra de receitas, a câmara teve de fazer das tripas coração para conseguir pagar todas as remunerações.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Para ir passear ao Bali, na Indonésia, à conta da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade já houve dinheiro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a António Costa quantas pessoas viajaram, quantas estrelas tinham os hotéis em que se hospedaram, quanto gastaram em despesas, quanto gastaram os portadores de cartões VISA em nome da CML e quanto receberam em ajudas de custo.»