sábado, dezembro 10, 2011

A Voz

Na casa dos segredos há uma personagem que sinistra que é um misto de director de turma e de guarda prisional, põe e dispõe sobre a vida dos desgraçados que se sujeitaram ao concurso que lhe devem obediência total. É mais ou menos o papel que o Vítor Gaspar tem vindo a desempenhar no governo.


É fácil imaginar, por exemplo, a voz a mandar o Passos Coelho a inventar o desvio colossal:

Voz: Esta é a Voz, Passos C vá ao confessionário.
Voz: Esta é a Voz, Passos Coelho tem uma missão. Tem de convencer os portugueses de que há um desvio colossal.
Voz: Esta é a Voz, missão bem sucedida, pode continuar a fazer de conta que é primeiro-ministro.

A Voz tem o poder de infligir castigos, até arranjaram um menir digno do Obelix que os concorrentes têm de carregar cada vez que não acertam no penico. Imaginem:

Voz: Esta é a Voz. Relvas não estava autorizado a dizer que o OE era negociável, carregue com o menir até quando puder voltar ao parlamento para dizer que afinal não há almofadas.

De vez em quando toca um telefone vermelho e a voz faz perguntas de cultura geral, foi assim que soubemos que a Cátia sabe tanto de geografia como o Miguel Relvas sabe de integração europeia, a algarvia descobriu que África é um país da América do Sul enquanto o banqueiro off-shore está convencido de que a Noruega é o 28.º Estado-membro da EU, talvez por isso o Passos C tenha descoberto que na EU há um mínimo denominador comum, com tal só pode ser o 1 deve ser a Noruega. Imaginem o telefone a tocar e a Assunção C a correr para o atender:

Voz: Esta é a Voz, diga o que é a PAC.
Assunção C: São aqueles comilões amarelos dos jogos que comem bolinhas!
Voz: Errado! PAC é política Agrícola Comum.
Assunção C: Desculpa voz, dá-me outra oportunidade, pergunta-me sobre ambiente que é uma coisa de que já aprendi umas coisas.
Voz: Esta é a Voz. Então dê um exemplo de espécie em extinção.
Assunção C: Essa eu sei Voz, são os portugueses, quanto mais vêm a cara do Gaspar menos pica têm, eh, eh, eh. Até o meu marido já se queixou de que ou saio do governo ou não chego aos 12 filhos.
Voz: Esta é a Voz. Assunção C, vá carregar o menir.

De vez em quando a Voz estimula umas paixões ou promove a paz entre concorrentes desavindo convidando-os para jantares a dois. Não é difícil de ver a Voz juntar o Passos P e o Paulo P em jantar íntimo quando se percebe que o Paulo em vez de se dar com os do quarto do Pedro opta por se juntar aos do outro quarto.

O maior castigo que pode ser infligido a um concorrente é a expulsão da casa quando este violar gravemente as regras da casa. Está-se mesmo a ver um dia destes a Voz interromper a rotina da casa para anunciar:

Voz: Esta é a voz, Passos P faça as malas imediatamente e saia da casa, acabou de ser expulso pela Voz, aliás, pelo Gaspar que o vai substituir.

Na Gala a Teresa Guilherme anunciará as novas regras, os portugueses poderão expulsar qualquer membro da casa excepto o Gaspar.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Voando sobre um mar de calçada, Lisboa
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Barco [A. Cabral]
   
Jumento do dia


Pedro Passos Coelho

Certamente a pensar nos grandes matemáticos com que aprendeu aritmética na Universidade Lusíada e influenciado pelo que tem aprendido de política económica com o Gaspar o primeiro-ministro acabou de inventar um novo conceito em aritmética, o "mínimo denominador comum". Isto é, em 27 o acordo da Cimeira chegou a um máximo de opiniões comuns e a este máximo o chefe da família dos Batanetes designa por "mínimo denominador comum".

Bem, Harvard que se cuide, o próximo Nobel da economia vai para Massamá, para o zero à esquerda em matemática que descobriu a existência de um mínimo denominador comum que é um!

PS: Será que o matemático que tem por tarefa da implosão do ensino para que multipliquem os Passos Coelho já lhe terá telefonado a ensinar-lhe os conceitos básicos da aritmética, designadamente as operações aritméticas com fracções. Esperemos que na próxima cimeira o homem de Massamá já saiba que existem os máximos denominadores comuns e o mínimo múltiplo comum.

Se o doutor em matemáticas não estiver com paciência para aturar os alunos da Lusíada, o que se compreende, sugere-se a Passos Coelho a consulta da Wiki, a coisa está bem explicadinha.
 
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje em Bruxelas que "só o tempo dirá" se o "mínimo denominador comum" acordado na cimeira de líderes europeus será suficiente para recolocar os países da zona euro numa trajetória de crescimento.» [Expresso]
 
 A crise segue dentro de momentos

A direita europeia decidiu institucionalizar a solução brutal adoptada para Portugal e Grécia mesmo percebendo que os mercados não acreditam nestas soluções como se percebe pela evolução das taxas de juro. O que a direita europeia decidiu foi que a resposta à crise é a recessão.
 
É evidente que a crise segue dentro de momentos, os mercados sabem que podem continuara a ganhar fortunas imensas com juros altos aplicados à dívida soberana de uma zona Euro incapaz de deixar de ser refém desses mesmos mercados.
     
 

 Qual não é o espanto

«Na terça-feira, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, admitiu na TVI a presença de polícias à paisana na manifestação de 24 de Novembro, acrescentando: "Está previsto na lei, não sei qual é o espanto." Ao entrevistador, é pena, não ocorreu perguntar qual lei.
 
De facto, o Estatuto do Pessoal da PSP prevê a possibilidade de este ser "temporariamente dispensado da identificação", quando "na formalização de acções policiais determinadas pela autoridade judiciária competente" e quando para isso autorizado pelo director nacional. Esta dispensa, porém, tem a ressalva de que "quando não uniformizado em acções públicas o pessoal policial [se identifique] através de quaisquer meios que revelem inequivocamente a sua qualidade". E o ministro confirmou na entrevista o que é de mero bom senso: qualquer agente da PSP à paisana tem de se identificar se tal lhe for exigido - por qualquer cidadão.

Ora, vendo agentes à paisana a espancar uma pessoa com bastões, a deputada Ana Drago solicitou-lhes a identificação - sem sucesso. O ministro escusou-se a comentar isso, mas frisou que "à paisana" não é o mesmo que "infiltrado" ou "encoberto" e recusou o epíteto de "agentes provocadores" por estar "à margem da lei". É certo: a lei portuguesa não admite agentes provocadores. E só a Polícia Judiciária pode, nos termos do "Regime jurídico das acções encobertas para fins de prevenção e investigação criminal", infiltrar agentes, e apenas na investigação de crimes graves.

Sendo a PSP, como a GNR, a um tempo polícia de segurança e de investigação criminal, pode usar agentes à paisana na investigação criminal. Precisamente a natureza, explicou a PSP, dos paisanos na manif. Mas que tipo de investigação criminal se fará em manifestações? Será assim tão óbvio que o exercício de um direito fundamental implica cometimento de crimes, e que a polícia fardada, especialmente treinada para essas situações, não chega para manter a ordem? Ou a ideia seria, como há quem assegure, colocar ali observadores, para "identificar" eventuais "movimentos perigosos"? É que, azar, por aí também não dá: quem tem legalmente a competência de produzir informação especulativa são os serviços de informação, e só eles.

Resumindo: nada do que Macedo e a PSP disseram nestas duas semanas contribuiu para espantar o espanto. Continuamos sem saber o que estavam agentes descaracterizados a fazer na manif, com que esteio legal e instruções e se o ministro - o Governo, portanto - tinha disso conhecimento ou deu ordens nesse sentido. E continuamos sem explicação para o facto de alguns terem sido (a PSP admite-o) agredidos pelos colegas fardados. É que ou não estavam a fazer mal nenhum e então a polícia de choque bate a eito (é suposto?) ou apanharam com motivo (desde logo, que faziam na primeira linha da manif?). Espantoso, mesmo, é que tão pouca gente se espante com tudo isto.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
 A união faz a força?

«Nasceu na segunda-feira e já tem nome: chama-se “união”. De seu nome completo, “união orçamental”. Para os amigos, “união de estabilidade”.
 
O padrinho, dizem, preferia chamar-lhe "compacto orçamental" mas não soava tão bem e, afinal, manda quem pode. Os pais da criança, é claro, confessaram-se radiantes e sorriram para os ‘flashes' das fotografias. Merkel e Sarkozy, simpaticamente, convidaram os amigos para a festa de apresentação. Um bonito gesto. Naturalmente, vieram todos. Ninguém podia faltar a tão feliz ocasião e um convite destes não se recusa. Como sempre acontece, os amigos trataram de encontrar parecenças. Sai ao pai ou sai à mãe? A opinião foi unânime: é a cara chapada da mãe.

Depois surgiram os primeiros desentendimentos. A começar pelo nome próprio do rebento - que, lamentavelmente, não convenceu. Por uma razão simples: porque é impróprio. De facto, chamar "união", ou até "união orçamental", ao que foi proposto no início da semana por Merkel e Sarkozy - em cimeira, aliás, rigorosamente privada e exclusiva - é querer "vender gato por lebre".

Pode ser que, nas actuais circunstâncias, a força político-económica desta lenta "locomotiva" franco-germânica esteja em condições de impor, ao menos aos parceiros do euro, boa parte do seu sistema de "disciplina orçamental reforçada", feito de regras rígidas (de preferência inscritas nos tratados e nas constituições, como se lavradas em pedra), vigilância externa, transferências selectivas de soberania e sanções automáticas. Mas seria uma perigosa ilusão confundir o regresso à rigidez do velho pacto de estabilidade, agora em versão mais musculada, com a instituição dos mecanismos, democraticamente legitimados, de integração política em matéria de governação económica e orçamental que reconhecidamente faltaram, desde o início, na construção do euro - e que tantos têm identificado como uma das suas principais debilidades sistémicas.

Não há como fugir ao problema de fundo: hoje todos reconhecem a natureza sistémica da crise das dívidas soberanas na zona euro mas muitos divergem quanto à identificação concreta da falha sistémica que é necessário corrigir para devolver tranquilidade aos mercados. Manifestamente, para Merkel a chave resume-se à imposição de uma reforçada "disciplina orçamental" - e aí a vemos, imagine-se, a acusar os que defendem alguma das variantes de ‘eurobonds' ou um BCE com funções de "credor de último recurso" de não estarem a "compreender a crise". Como se a sua alternativa - a reafirmação, em tom mais solene, de regras que já existem, acompanhada da criação de um sistema de sanções mais "intimidatório" - pudesse, só por si, fazer a diferença nestes mercados em polvorosa!

Sem dúvida que a responsabilidade orçamental tem sempre de fazer parte da equação. Mas uma mera "disciplina orçamental reforçada" ficará sempre longe de suprir as falhas sistémicas de governação económica na zona euro e fará muito pouco pela confiança. Porque, em bom rigor, não poderá garantir resultados. Só pode assegurar mais austeridade e mais recessão.

Bem sei, há ainda a regra não escrita. Aquela que acena com a contrapartida de um "fechar de olhos" alemão para permitir ao BCE, seja lá em que esquema for, uma maior intervenção de emergência nos mercados, sobretudo em defesa da Espanha e da Itália, não se sabe muito bem até quando e até onde. Bem vistas as coisas, é nessa misteriosa regra não escrita que, em segredo, todos ainda vão depositando alguma esperança, pelo menos como forma de comprar algum tempo de acalmia em plena tempestade. Mas não podia haver melhor reconhecimento de que o problema sistémico da zona euro é outro. E de que melhor seria uma verdadeira união, tão responsável como solidária. Que fizesse toda a força que é preciso, na direcção certa.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
     
 Chover no molhado

«Admitamos que, por um qualquer milagre do Além, a senhora Merkel acorda um dia destes bem-disposta e aceita o que o bom senso há muito sugere: o BCE cria as condições para poder emitir moeda; os títulos de dívida nacionais são substituídos por ‘eurobonds’; e, para evitar a chantagem dos mercados, o mesmo BCE decide comprar todos os títulos que estejam sob pressão.

Provavelmente a calma voltaria. Sendo assim, de que estamos à espera?

Visto o problema do lado dos países endividados, é óbvio que a emissão de ‘eurobonds' cairia como sopa no mel. A análise dos mercados passaria a incidir sobre apenas uma moeda, o euro, e não sobre tantas quantos os países emissores. Mas subsistem dois problemas: primeiro, a taxa de juro média subia, o que a Alemanha sempre rejeitou; depois, alguns países tenderiam a "aliviar" as reformas estruturais, o que não é desejável para ninguém.

Havendo ‘eurobonds' terá de haver um BCE com capacidade para emitir a moeda que for necessária para calar as agências de ‘rating'. Nada que hoje em dia já não se verifique em países como os Estados Unidos, a Inglaterra ou o Canadá. Mas atenção! Isto só faz sentido no curto prazo. Ou estaríamos a arriscar um processo inflacionista idêntico ao que se vive nalguns países africanos, em que é preciso um saco de notas para comprar um pão.

Agora a má notícia. Um processo destes pressupõe solidariedade dos países ricos, que teriam de passar a financiar-se a taxas de juro mais altas. E não é crível que o fizessem sem algum sacrifício dos países beneficiários, o que envolveria contrapartidas como a união fiscal e, por reflexo, alguma perda de soberania interna. A solidariedade paga-se com responsabilidade. Veja-se o caso português: os défices e as dívidas teriam de submeter-se à "ratificação" de um qualquer centro europeu.

É aqui que tudo se complica. Como reagir a esta "intervenção" estrangeira? Deixem-me adivinhar: o PSD e o CDS achariam muito bem; o PCP e o Bloco diriam que nos vendemos aos alemães; e o PS... que diria o PS? Não sei. Mas sei uma coisa bem mais importante: se estas forem as regras e nós as rejeitarmos, resta-nos o regressar ao escudo, em nome da independência nacional. Enfim, talvez a resposta esteja na cimeira que hoje decorre e que, desta vez, poderá ser mesmo decisiva. Receio o pior.

Chove em Lisboa.» [DE]

Autor:

Daniel Amaral.
     

 Médicos manda o Gaspar para aquela coisa que cheira mal

«A partir do dia 2 de Janeiro os médicos não farão uma única hora extraordinária, nem sequer as 12 a que actualmente são obrigados, revelou à Lusa o presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).» [DN]

Parecer:

Se todos os funcionários públicos fizerem o mesmo o Gaspar desaparece.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Promova-se uma greve de zelo em todo o Estado e empresas públicas, o Gaspar e os boys que se esforcem e tenham sentido de serviço público.»
  
 Juízes com mão pesada

«Dois dos sete detidos nos protestos ocorridos frente à Assembleia da República no dia da greve geral foram hoje condenados a seis meses de prisão, com pena suspensa por um ano.» [DN]

Parecer:

É lindo ver os magistrados com a mão pesada para aqueles que defenderam os seus interesses. Lindos magistrados e lindos polícias, dão o exemplo de funcionários gasparianos, trabalham que se fartam mesmo maltratados pelo Gaspar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso cínico.»
  
 Passos Coelo consegue excelentes resultados económicos

«Quebra no consumo e desaceleramento das exportações motivaram contracção de 0,6% do PIB, pior do que o previsto.

Os dados divulgados hoje pelo INE revelaram que o Produto Interno Bruto (PIB) português registou uma quebra de 0,6% entre Julho e Setembro face aos três meses anteriores. A anterior estimativa do INE, divulgada a 14 de Novembro, apontava para um recuo de 0,4% da economia no mesmo período.» [DE]

Parecer:

Se o homem queria ser mais troikista do que a troika e defende medidas de austeridade brutais só tem razões para estar contente, esta contracção económica prova que está no bom caminho e que 2012 será o desastre combinado entre ele e o Gaspar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao Passos Coelho e ao Gaspar.»
  
 Começou a decadência do BE
  
«O líder da Ruptura/FER, Gil Garcia, disse hoje que "cerca de 200 bloquistas vão abandonar" o partido e que está convocado um congresso para 10 de Março de 2012 no sentido de formar uma nova força política.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Um dia destes só lá está o primo do Gaspar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  

   Thorsten Jankowski
   




sexta-feira, dezembro 09, 2011

A SimCity dos Batanetes

Os rapazolas que tomaram conta do poder estão a brincar com os portugueses e o país começa a ser uma espécie de SimCity da família dos Batanetes. Fazem-se experiências, testam-se testes, sugerem-se ideias, brinca-se com a vida de milões de portugueses. Por este andar ainda algum filho de um qualquer Gaspar ou Álvaro decide fazer como TPC para as suas aulas do ensino básico um teste de uma qualquer medida, por exemplo de um novo código laboral.

Um bom exemplo desta forma inteligente dos Batanetes brincarem à política económica foi a famosa descida da TSU com que enganaram os portugueses na campanha eleitoral. Onde estão o que omo António Borges defendiam uma dscida acentuada? Onde estão os que como Passos Coelho defendiam um aumento do IVA para financiar a descida da TSU? Onde estão os que como Bagão Félix defendiam o seu financiamento com os recursos financeiros da Segurança Social? A verdade é que os Batanetes mudaram de ideias, aumentaram na mesma os impostos, empobreceram em regime forçado os funcionários públicos e esqueceram a indispensável descida da TSU.

Em alternativa à descida da TSU um dos Batanetes, muito provavelmente aquele rapaz com ar de sem abrigo que se dá pelo nome de Gaspar, teve uma brilhante ideia, se decidissem obrigar os trabalhadores a darem mais umas horas semanais de trabalho à borla o resultado era o mesmo, os patrões teriam uma redução de custos. Era mas não é, o idiota que teve esta brilhante ideia esqueceu-se da aritmética, se uma os trabalhadores de uma empresa trabalham mais horas e a empresa produz o mesmo terá de despedir trabalhadores.

Os Batanetes esqueceram-se de que iam levar o país para uma contracção brutal da actividade económica e que lá por fora as coisas tendem a piorar. Isto é, ao emprego destruído pela pinochetada orçamental do Gaspar iam juntar-se os desempregados resultantes do aumento de produtividade que os batanetes decidiram promover pela via administrativas. A tal medida que iria aumentar a produtividade das empresas e salvar o país teria o efeito inverso, iria criar mais desemprego e acentuar a recessão.

Algum Batanete menos burro dos que os outros deve ter-se percebido o buraco em que se estavam a meter e tiveram mais uma brilhante ideia, própria o alto nível do intelecto dos Batanetes, proibir o recurso à meia hora diária de trabalho escravo às empresas que despedirem os escravos. Se assim é apenas as empresas que tenham um aumento das encomendas poderão recorrer à escravidão, isso significa que a medida em vez de aumentar a competitividade das empresas que estão em dificuldades vai favorecer as empresas que não precisam de ajuda. Brilhante!

Começo a achar que seria impossível juntar tantos idiotas num governo.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Cogumelo da Quinta das Conchas, Lisboa
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Castelo de Montalegre [A. Cabral]
  
Jumento do dia



Diogo Freitas do Amaral

Era uma vez um político que contra a vontade de o seu partido insistiu em ocupar o lugar no parlamento, não por insistir em representar os cidadãos que o elegeram mas apenas para cumprir o tempo necessário para poder receber a sua pensão de político, pensão que receberia antes de qualquer português e que poderia acumular com as outras pensões que ainda poderia receber.

Assim poderia começar a história de como uma classe política destruiu uma democracia, classe política de que Freitas do Amaral é um exemplo. Toda a gente sabe que vai presidir à GALP contra a vontade da maioria do seu capital e graças a um governo ultra liberal que nesta coisas dos boys esquece os princípios que impõem aos outros.

Mas Freitas do Amaral parece não perceber que ao rezar publicamente o "Pai Nosso" anti-Sócrates do missal da procissão dos boys do governo só prejudica Passos Coelho, chama a atenção dos portugueses para a nomeação para presidente da GALP de alguém que nunca geriu sequer uma mercearia.

Portugal é uma imensa Feira da Ladra, está cheia de quinquilharia política inútil e em segunda mão à venda por qualquer preço!
«Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, diz que foi José Sócrates que conduziu Portugal para a "tragédia", critica os antigos líderes do PSD e o Presidente da República.» [DN]

 Estarolas e cobardolas

Já se sabia que este governo é formado por estarolas, cada vez se percebe mais que além disso são uns cobardolas. Um bom exemplo disso é o recuo do governo na decisão de aumentar o horário de trabalho em meia hora, ao condicionar esta possibilidade à manutenção do emprego acabou por se criar um incentivo idiota à custa dos trabalhadores. O ministro da Economia teve medo das consequências das suas idiotices, percebeu que num ambiente nacional e internacional de recessão o aumento de trabalho teria como única consequência o aumento do desemprego.

O ministro fez xixi nas calças e apareceu com uma solução, a medida só é viável para empresas que tenham mais encomendas e isso significa que este falso aumento de produtividade terá uma única consequência, a redução da procura de mão-de-obra. As empresas que precisem de trabalhadores vão deixar de precisar graças ao aumento do horário de trabalho.

Este governo não só adopta medidas de austeridade brutais que vão destruir emprego como ainda adopta medidas que apenas acentuarão essa tendência.
 PSP prendeu quatro carteiristas em Lisboa

Nenhum deles pertencia à equipa de Vítor Gaspar.

 O estrangeiro é sempre melhor do que nós

Gostei de ler André Macedo no DN, um exercício que  em regra faço com agrado ainda que muitas vezes discorde. Desta vez não discordo, o que se fez no combate à pobreza no Brasil é digno de nota:
 
«Antes, eu fugia da informação dos canais brasileiros porque a tragédia era sempre a mesma: violência e corrupção num círculo vicioso, interminável e monótono. Hoje, ainda há violência e corrupção, muita mesmo, mas também há uma atmosfera geral positiva que reflecte o progresso social dos últimos dez anos no Brasil: 30 milhões de pessoas deixaram estatisticamente de ser pobres - embora não vivam bem -, o que é uma evolução extraordinária. E há ainda a expectativa de que o salto quântico vai continuar graças ao petróleo e às políticas sociais que ele paga. Que grande oportunidade.» [DN]

Mas será que André Macedo também lê os relatórios da OCDE sobe o mesmo tema? Se leu também deve ter ficado admirado com o grande salto dado por Portugal e que foi evidenciado pela OCDE:

«“Sabemos que a desigualdade aumentou consideravelmente, quase 30 pontos percentuais, entre meados de 1980 e o ano 2000. As novas séries estatísticas mostram, contudo, que houve uma inversão de tendência: a desigualdade de rendimentos das famílias caiu 8% entre 2004 e 2008”.

Medidas pelo coeficiente de Gini, as disparidades passaram de 0,38 para 0,35, o que significa que os 10% mais ricos tinham rendimentos quase 13 vezes superiores aos dos 10% mais pobres, e que passaram a ter dez vezes mais.

Esta dinâmica coloca Portugal entre os países da OCDE que mais fizeram para reduzir as disparidades – embora estas continuem a ser tremendas. “Em termos relativos, Portugal reduziu mais as desigualdades em quatro anos do que a Grécia em vinte”, exemplifica a economista da OCDE.» [Jornal de Negócios]

Não basta falar do suposto despesismo de Sócrates, é bom lembrar os resultados. É uma pena o canal internacional da Globo não se tenha referido ao relatório da OCDE.
 Os inflitrados da PSP

  
Ainda que considere que Portugal está a ser governado por gente que quando fala espontaneamente deixa o pé fugir para o bailinho fascista não foi aqui abordada a infiltração de polícias na manifestação junto do parlamento. Não quero acreditar que além de se nesse dia vários membros do governo terem argumentado contra a greve com argumentos próprios de fascistas tenham igualmente recorrido a estratégias fascista de criação de alarme público.
 
Se isso aconteceu significa que todo a cadeia hierárquica da PSP, desde os agentes ao ministro, esteve envolvida nesta manobra, se assim não fosse tê-lo-iam desmentido, apresentado provas em contrário ou penalizado os fascistas da PSP.

De qualquer das formas isto serviu de lição para os que acusaram o governo anterior de usar a polícia contra os manifestantes, na ocasião uma sindicalista oportunista aproveitou-se da ida de agentes da PSP às instalações de um sindicato para assegurarem condições de segurança na estrada para acusarem o governo de invadir um sindicato. Talvez agora percebam a diferença entre ser ou não fascista.
 
Temos um governo formado por gente que tanto se queixou da asfixia democrática e o próprio inventor desta acusação é agora ministro da Defesa:

«O vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco apelou esta quinta-feira ao voto no partido para “restaurar a decência e o respeito” em Portugal e pôr termo ao clima de “asfixia democrático” no país.» [Público]

A verdade é que à primeira manifestação parecem ter recorrido a estratégias que até um inspector da antiga PIDE/DGS teria pudor em usar. Só é pena que grandes referências da nossa democracia não diga uma palavra contra tantos sinais de fascismo e, como Mário Soares tem vindo a fazer, prefiram namorar Passos Coelho.
 
 Adoro ver o Passos Coelho a falar de política económica

Até parece que estou a ver as caretas do Gaspar...

Alguém acredita que as afirmações de Passos Coelho são dele? É mais do que evidente que o primeiro-ministro sabe tanto de economia como nós de lagares de azeite, o Gaspar pensa e ele diz. É cada vez mais evidente que Passos Coelho se está transformando numa marioneta do Vítor Gaspar e até que o ministro mande o Passos Coelho para o lixo das empresas do Ângelo Correia é uma questão de tempo.

 Adivinha

Sabem qual o serviço do ministério das Finanças dependente directamente do ministro Gaspar que no dia da greve geral estava fechado?

Desiludam-se os que pensam que a adesão à greve foi de 100%, nada disso, os funcionários foram autorizados a ficar em casa e assinaram o ponto no dia seguinte, a adesão à greve foi de 0%! É uma pena que o espertalhão do Gaspar não tenha mandado fazer o mesmo em toda a Administração Pública.
     
 

 Risco mortal

«Na cimeira de Paris, no passado dia 5, Sarkozy e Merkel reconheceram que foi um erro exigir aos bancos que aceitassem uma reestruturação "voluntária" de metade da dívida pública grega. Imposta, contra a opinião do BCE e de 99% dos especialistas económicos mundiais. O caso da violação dos contratos com os bancos, obrigando-os até a renunciarem aos caros mecanismos de redução de risco (CDS), retrata o triste estilo de liderança do Directório germano-gaulês. Na verdade, o seu projecto de transformar a Zona Euro numa masmorra de disciplina fiscal, sem respeito pelas instituições comunitárias, e tratando os povos submetidos à austeridade como gado, é não só uma má ideia política. Pior do que um crime, é um erro, como diria Talleyrand. Na verdade, desde Janeiro de 2010 que o Directório assumiu a condução da crise da Zona Euro. A pobre Grécia, com apenas 2% do PIB, foi acusada de estar a incorrer num "risco moral" (moral hazard), o que significa querer que sejam os outros a pagar os danos dos seus erros ou vícios. Chegados ao ponto em que nos encontramos, com toda a Zona Euro a ser abandonada pelo investimento estrangeiro, com o fracasso de todos os instrumentos e receitas do Directório, com a possibilidade de implosão da Zona Euro, é caso para perguntar se não estão Merkel e Sarkozy a incorrer num gigantesco risco moral que todos corremos o risco de ter de pagar de forma brutal? O grande problema que paira sobre o decisivo Conselho Europeu, que hoje começa, não é a ausência de bondade das propostas do par dirigente. O problema é a sua total falta de inteligência. O Directório pensa mal. Tem ideias tontas. Nada de mais mortífero do que a mediocridade atrevida ao volante da política.» [DN]

Autor:

Viriato Soromenho Marques.
      

 Mendes Bota bota faladura e desbota imagem do PSD
 
«O deputado social-democrata Mendes Bota, eleito pelo círculo de Faro, considerou que a entrada em vigor do pagamento de portagens na Via do Infante (A22), a partir das 00h00 desta quinta-feira, fez da data "um dia triste na história recente do Algarve".» [CM]

Parecer:

Pobre Bota, não lhe serviu de nada a invenção do homem de Massamá.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Mendes Bota se continuar um admirador do seu homem de Massamá.»
  
 Temos caniche!

 
«Paulo Portas exige moderação na linguagem a António José Seguro que acusou Passos Coelho de andar a mando de Angela Merkel.» [DN]

Parecer:

É lindo ver um Portas a proteger o chefe Passos Coelho das ligeiras críticas do Tozé.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida e prolongada gargalhada.»
  
 O competente já tem dúvidas

«Vítor Gaspar garante que não existe qualquer posição por parte do Governo que exclua essa possibilidade.

Ouvido no Parlamento, o ministro das Finanças garante que "a posiçao do Governo tem sido a de afirmar que a possibilidade de existência de eurobonds pode ser considerada num quadro de aprofundamento de integraçao europeia e da união orçamental e politica.» [Dinheiro Vivo]

Parecer:

Demitam este homem antes que ele destrua a economia portuguesa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se contra  a manutenção de Gaspar nas Finanças.»
  
 Quem se queixou de asfixia democrática

«Há duas semanas que os incidentes frente à Assembleia da República, a 24 de Novembro, fazem correr tinta em redes e blogues de movimentos sociais, quer pela carga policial de que os manifestantes foram alvo, quer pela alegada presença de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) infiltrados na manifestação que teriam, segundo testemunhos, provocado alegadamente os incidentes.

Anteontem, depois de declarações públicas contraditórias pelo ministro da Administração Interna, o advogado Garcia Pereira enviou um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja aberto um processo-crime à actuação da polícia no dia da greve geral. A assessoria da PGR confirmou ontem ao i que “foram recebidos a participação e os documentos enviados pelo sr. dr. Garcia Pereira” e que “o procurador-geral da República vai analisar a questão” – sem avançar prazos para uma resposta.

Apesar de as alegações já estarem a ser alvo de uma investigação interna pela PSP – ao contrário de acusações semelhantes feitas no rescaldo da manifestação de 15 de Outubro –, até agora a denúncia não gerou desmentidos claros, nem pela Direcção Nacional da PSP nem pelo Ministério da Administração Interna.

Contactado pelo i, o porta-voz da PSP disse ontem que a polícia “não vai pura e simplesmente reagir” às acusações, sobretudo agora que a PGR entrou em jogo. “Temos de esperar pela decisão da Procuradoria para nos pronunciarmos”, disse o comissário Paulo Flor. Questionado sobre o decorrer da investigação interna, o porta-voz da PSP avançou que “já existem algumas conclusões”, para já “sob regime de confidencialidade”, que também não serão avançadas enquanto a PGR não se pronunciar sobre a abertura ou não de um processo-crime aos agentes.» [i]

Parecer:

Até caírem estes estarolas vão fazer de tudo para se manterem no poder.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «O povo que se prepare para dias negros.»
  
 Pobre Passos Coelho

«A palavra mentira, envolvendo membros do mesmo partido, não é muito frequente, sobretudo quando um é primeiro-ministro e o outro presidente do Governo Regional da Madeira. Mas a pergunta que mais se fez ontem – depois de Passos Coelho garantir não ter assumido qualquer compromisso sobre a zona franca da Madeira, sendo negado por Alberto João Jardim –, foi: “quem está a mentir?”.

O deputado social-democrata Hugo Velosa, eleito pela Madeira, deu ao i uma meia resposta: “Não me cabe a mim comentar quem é que está a mentir neste caso, apenas digo que a história depois dirá quem está a prejudicar a Madeira”.

No epicentro deste abalo institucional, com acusações mútuas e revelações de telefonemas entre figuras de Estado, está a Zona Franca da Madeira. O memorando da troika impõe a sua extinção e o Ministério das Finanças assumiu-a. Vítor Gaspar afirmou, em Outubro, que vai “impor uma regra de congelamento de todos os benefícios fiscais, não permitindo a introdução de novos ou o alargamento dos existentes” na zona franca. E revelou então que não tinha aberto negociações com a Comissão Europeia sobre aquele offshore.» [DN]

Parecer:

Ele quer ajudar o Alberto João mas quem nada no governo é o Gaspar...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Mas a crise não era nacional?

«Pedro Passos Coelho defendeu esta tarde “um maior envolvimento” do Banco Central Europeu (BCE) na luta contra a crise do euro, argumentando que é preciso que a autoridade monetária do euro ajude a criar condições de estabilidade nos mercados para que os Governos possam ter tempo para mostrar os resultados, necessariamente demorados, dos esforços em curso de consolidação orçamental e de reforma das respectivas economias.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Que figura triste...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se foi o Gaspar que lhe escreveu o discurso pois como é sabido nada sabe de economia, a sua experiência é na gestão de empresas de lixo e infelizmente Portugal não é uma lixeira.»
  
 Roubaram as esmolas da sé de Miranda do Douro

«A Sé de Miranda do Douro foi assaltada, esta quinta-feira de madrugada,, tendo os assaltantes levado todo o dinheiro existente nas caixas de esmolas, disse fonte da GNR.» [JN]

Parecer:

O Duarte Lima. é de Miranda do Douro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Homens pensam em sexo 19 vezes por dia

«Um estudo norte-americano confirmou a teoria popular de que os homens pensam mais em sexo do que as mulheres, mas não tanto como se pensava. O resultado do trabalho, que será publicado em Janeiro numa revista de sexologia, revela que enquanto os homens pensam 19 vezes ao dia em fantasias e imagens eróticas, as mulheres pensam nesses assuntos 10 vezes num dia. » [JN]

Parecer:

Só? Por aquilo que se tem visto o Gaspar deve pensar muitas mais vezes.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aceitam-se apostas sobre quantas vezes o ministro da Troika pensa em sexo.»