sábado, janeiro 14, 2012

O governo anda a brincar com o fogo

Ao ritmo a que o governo faz asneiras o jornal Expresso devia poupar nas sondagens, a última que dá conta de uma subida do PSD não resiste à imagem de um velhinho guloso a “abicha cinquenta mil dele” enquanto Passos Coelho tenta convencer-nos de que não teve nada a ver com o assunto. Esta poderá ter sido a última semana deste governo, daqui para a frente teremos desgoverno.

O Batanete da Rua da Horta Seca começa a fazer lembrar o ministro da informação de Sadam, nem patrões, nem sindicatos aceitam a meia hora de trabalho escravo mas o ministro insiste enquanto pergunta ao país porque não existe uma multinacional dos pastéis de nata. O rigoroso Gaspar espetou-se e fez um orçamento que levaria qualquer aluno de economia ao chumbo em política económica, desta vez foi o próprio a inventar um desvio colossal e começa a ser evidente que as previsões para 2012 não passaram de meros palpites optimistas.

Quem tivesse passado às 13 horas de ontem pela esplanada do Martinho da Arcada, em Lisboa, teria visto um único cliente (um!) enquanto o balcão estava meio, algo que só num dia feriado seria possível. Não é preciso ser economista para ver que a economia está a afundar-se e que a contracção económica vai ser superior aos 2,8% do Gaspar, aos 3% da Comissão ou aos últimos 3,1% do Banco de Portugal, depois de terem promovido o pessimismo desdobram-se agora em mentiras optimistas.

A capital definha, os restaurantes fecham, o pequeno comércio vai fechando as portas e são muitos milhares de lojas fechadas, a classe média adopta os hábitos da classe operária dos anos 60 e vai de marmita para os empregos. Já não são apenas os pobres a revoltarem-se, agora são todos e até os empresários já começam a recear o pior, já não se vê o centrista da UNICER a fazer contas aos lucros que conseguirá com trabalho escravo ou o presidente da CIP a multiplicar propostas de cortes dos direitos dos trabalhadores.

Sente-se medo e revolta, no mercado, na mercearia, na rua, no autocarro ouve-se um povo revoltado, em todo o lado sente-se o medo do que pode acontecer num país que gente incompetente transformou numa panela de pressão. Dizem que o povo é manso, que por cá não sucederá nada como na Grécia, mas a verdade é que começa a ser mais difícil entrar no ministério das Finanças do que numa base da NATO, parece que o ministro Gaspar anda cheio de medo e as medidas de segurança foram reforçadas. Afinal há quem não esteja assim tão convencido da brandura do povo. Num país onde os governantes nunca tiveram medo de andar na rua começa a ser difícil ver um, há poucos meses era fácil ver o ministro da Administração Interna beber a bica no Martinho ou cruzar-nos com o ministro da Justiça nas arcadas do Terreiro do Paço, hoje os ministros andam escondidos do povo.

Compreende-se a cobardia dos governantes, ouve-se gente a falar baixa, entre o ranger dos dentes são audíveis os sinais de revolta, personagens como o governador do Banco de Portugal ou o Eduardo Catroga andam na boca de toda a gente, são os símbolos vivos da injustiça social, do abuso, do oportunismo.

Este governo evoluiu da incompetência para a irresponsabilidade, entregue a gente pouco sociável, que sempre viveu enfiada nos livros do Milton Friedman, o governo achou que podia transformar os portugueses em cobaias de estudos destinados a produzir artigos para revistas de economia. Transformaram-nos em ratinhos de laboratório com que o Gaspar ou o Álvaro se divertem a brincar, querem empobrecer o país ajustando-os a um modelo imaginário e decidiram fazer engenharia social, pensaram que lhes bastaria aumentar o orçamento das polícias para ficarem descansados.

Agora enfrentam uma realidade explosiva em consequência da irresponsabilidade, brincaram enquanto regaram o país com gasolina, agora com decisões como o assalto aos dinheiros da EDP estão a brincar acendendo fósforos. Veremos quais vão ser as consequências de tanta brincadeira.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento 


Igreja de Nossa Senhora da Penha de França, Lisboa   
Jumento do dia


Braga de Macedo

Pobe Braga de Macedo, agora que tudo lhe estava a correr tão bem.

«Ana Macedo, artista plástica, fez uma exposição em Maputo em Julho de 2011 que beneficiou do apoio do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), cujo conselho directivo é presidido pelo seu pai, Jorge Braga de Macedo. A história vem contada no Expresso online pelo comentador político e jornalista Daniel Oliveira.

O jornalista concluiu neste caso estar-se perante um "comportamento eticamente inaceitável". E deixou duas perguntas: "Com que critérios usou dinheiros do Estado (pouco ou quase nada, tanto faz) para apoiar a carreira da sua própria filha?Como explica o mais despudorado dos nepotismo na gestão da coisa pública?"» [DN]

 Há gente com sorte

Mesmo sem saber quem é o ou a assessora de imprensa do Álvaro há motivos para começar a felicitar a personagem. Quando se percebeu que o Álvaro estava a ser uma desgraça alguém se lembrou de promover a assessora a vogal do Instituto do Turismo de Portugal, agora que a desgraça se confirma começa a ser tempo de promover o ou a assessora de imprensa do Álvaro, talvez para um lugar de administração da EDP.

Se alguém imaginava que da cabecinha do homem acabaria por sair uma ideia para salvar a economia desenganou, ao ouvir o ministro falar como se o pastel de nata pudesse vir a ser a BMW de Portugal percebeu que estamos perante alguém que brevemente estará de volta às lides universitárias no Canadá. Tem sorte, é pouco provável que encontrasse emprego numa universidade portuguesa, a não ser, eventualmente, naquela coisa onde o Passos Coelho estudou.
    
 

 A filha de Braga de Macedo e o nosso dinheiro

«Sabemos que Braga de Macedo foi ministro das Finanças de Cavaco Silva e que é militante do PSD, pelo qual foi deputado. Sabemos que foi nomeado por Passos Coelho para definir a política externa económica deste governo, à qual Paulo Portas não ligou pevide. Sabemos que depois disso foi escolhido, com Eduardo Catroga, Celeste Cardona e Paulo Teixeira Pinto, todos do PSD e do CDS, para o Conselho de Supervisão da EDP. Sabemos que é Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT). Não sabemos, nem em princípio teríamos nada que saber, que tem uma filha, Ana Macedo, que é artista plástica.

Ana Macedo fez, em Julho do ano passado (só agora tive acesso a essa informação) uma exposição em Maputo. "Caras e Citações: uma interpretação estética sobre Universidade, Cultura e Desenvolvimento". A exposição teve o apoio do Instituto Camões. E, coisa rara, não foi no seu centro cultural, mas na bonita estação de caminhos-de-ferro (que tive oportunidade de conhecer) . Teve o apoio do Instituto Camões. Continuo a não ter nada para dizer. É excelente que o Instituto Camões apoie e divulgue os artistas plásticos portugueses (deixo de fora deste texto qualquer consideração sobre a qualidade da exposição, que aqui não vem ao caso, até porque só vi as fotos da dita ). E o facto da artista ser filha de quem é não a deve prejudicar. Portugal é pequeno e a probabilidade de alguém ser filho de alguém com responsabilidades em alguma área não é pequena.

O problema vem depois. Além do Instituto Camões, outra instituição do Estado apoiou o acontecimento. Sim, já adivinharam: o Instituto de Investigação Científica Tropical. O mesmíssimo que o pai da artista plástica dirige. Garante um português que vive em Maputo há quinze anos e que conhece bem a vida cultural da cidade que nunca o IICT patrocinou algum acontecimento cultural em Maputo .

Alertado por este post, fui investigar a coisa. Bastaram uns telefonemas e umas buscas na Net. É tudo é feito às claras, como se se tratasse da coisa mais natural do mundo. O apoio do IICT a esta exposição e a esta artista já vem de Lisboa, com uma parceria entre a Faculdade de Letras (no âmbito do seu centenário) e este laboratório do Estado , através do seu projeto "Saber Continuar". Na altura, a artista agradeceu "por esta oportunidade de criar um projeto que se tem revelado propício à partilha de metas comuns de desenvolvimento cultural" . Mas mais ainda: outra exposição Ana Macedo, em Março de 2010, agora sobre Jorge Borges de Macedo (pai do presidente e avô da artista - fica tudo em família), contou com o apoio desta instituição pública, mais uma vez no âmbito do tal projeto "Saber Continuar". E parei aqui a investigação, com a certeza que iria encontrar muito mais nesta frutuosa relação familiar com dinheiros públicos.

É natural que Braga de Macedo goste da sua filha e a tente ajudar na sua carreira. Assim fazem todos os pais. Não é natural que use os nossos recursos para o fazer. O IICT não lhe pertence nem é uma fundação ou empresa privada. É-me desconfortável falar da vida familiar de qualquer pessoa. Até porque odeio que falem da minha. Mas é quem usa o que é de todos para ajudar os seus que expõe a sua família ao escrutínio público. Faz mal duas vezes: a nós e a quem quer ajudar.

Caberá a Braga de Macedo explicar este comportamento eticamente inaceitável. Com que critérios usou dinheiros do Estado (pouco ou quase nada, tanto faz) para apoiar a carreira da sua própria filha? Como explica o mais despudorado dos nepotismo na gestão da coisa pública? E mais não digo, que começo a ficar cansado de tanto desplante. » [Expresso]

Autor:

Daniel Oliveira.
  
 Liberdade e responsabilidade

«O "caso" Maçonaria revela a existência em Portugal de muita gente que ainda não aderiu à democracia. Dos comentários na Internet ao Governo, passando por muitos políticos, jornalistas e comentadores, não tem faltado quem revele uma visão persecutória, salazarenta, que nada tem a ver com um Estado de Direito. Os mais trogloditas excedem-se no insulto e na sordidez; outros, que se pretendem civilizados, defendem posições tão radicais quanto totalitárias.

O princípio fundador da democracia é a liberdade. A liberdade de agir e pensar, de construir uma vida autónoma, de fazer escolhas. Esta liberdade tem como únicos limites os que são impostos pela convivência em sociedade e traduzidos em lei. Assim, pertencer à Maçonaria, a um clube, a uma seita, a um grupo de jantaristas, é do foro exclusivamente pessoal e a sociedade nada tem a ver com isso. Se alguém usar essa condição para cometer um crime, então a polícia e a justiça tratam do assunto. Em suma, liberdade e responsabilidade.

Esta banalidade de base devia, por esta altura, após 30 anos de democracia, ser ponto assente. Mas não é. Nestes últimos dias temos assistido a uma verdadeira caça às bruxas. Como se todos os males do país derivassem da Maçonaria.

As sociedades humanas organizam-se em grupos por afinidade, interesse e vontade de cooperação. É assim nos partidos, nas empresas, nos clubes ou nas igrejas. Sendo certo que a sociedade deve defender-se das formas organizadas de abuso de poder, para o que, por exemplo, existem reguladores na economia ou laicização do Estado no que diz respeito às religiões, o princípio da livre associação deve manter-se como preponderante.

Ouvir a ministra da Justiça, cuja missão suprema é garantir o Estado de Direito, defender a devassa pública da vida de cada cidadão, é não só um ultraje como uma falta grave que devia merecer um repúdio político exemplar. Não vejo sinceramente como esta ministra pode continuar em funções. E só a debilidade política do PS o impede de exigir a sua imediata demissão.

Do mesmo modo, o primarismo das posições dos dois partidos mais à esquerda demonstra o quanto, por estas bandas, se perdeu qualquer sentido civilizacional e progressivo e, cada vez mais, muitas das suas posições se confundem com a extrema-direita. Ainda para mais tratando-se de partidos que funcionam em regime de seita e patente discriminação de todos os que pensam de maneira diversa.

Mas é na direita que se assiste à maior contradição. Esta direita que se pretende liberal e anti-Estado revela afinal, em cada esquina, que é a corrente política mais estatista e, de facto, mais contrária à liberdade e à autonomia cidadã. Já é grave que se pretenda tornar pública a pertença dos indivíduos a qualquer organização. Muito mais grave é que se faça isso em nome do Estado, ou seja, advogando um verdadeiro totalitarismo não muito longe das ditaduras e uma perseguição típica dos estados policiais.

Mas, não há que ser ingénuo. O "caso" Maçonaria representa um desvio oportunista de algumas questões que, essas sim, deviam ser abordadas séria e profundamente. Refiro, entre outras, a total promiscuidade entre política e negócios. Membros do Governo que saltam para empresas privadas, tantas vezes da mesma área da sua ação governativa; ou das empresas para o Governo. O caso do ministro da Saúde, por exemplo. Alto quadro de um grupo privado da Saúde, tutela agora essa mesma área sem que se tenha considerado a evidente incompatibilidade. Isto sim é gravoso para um Estado de Direito. Já para não falar de se tratar de uma questão de decência, ou, no caso, falta dela.

Dos vários Catrogas, na energia, águas e afins, também estamos conversados.

É assim que em Portugal se perde com demasiada frequência o tempo a tratar de falsos problemas. Sobrando pouco ou nenhum para enfrentar aquilo que realmente mina e bloqueia a nossa sociedade.

Enfim, termino com uma referência para os mais curiosos. Não pertenço, nem nunca pertenci, à Maçonaria. Pertenço sim a uma sociedade muito mais secreta mas, "et pour cause", não digo qual é.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.
  
 Os maus exemplos vêm de "cima"

«A dr.ª Manuela Ferreira Leite, eivada daquela caridade cristã que define o seu doce coração, disse, na SIC Notícias, num curioso programa dirigido por Ana Lourenço, que os doentes com mais de 70 anos, devem pagar hemodiálise. Infere-se, por oposição, o seguinte: quem não tiver dinheiro, que morra!, sobretudo a partir dos 70. Nessa altura, já cá não fazem falta nenhuma. Um pouco assustado, António Barreto confessou ter aquela idade fatal. E, mesmo sem o dizer, o dr. Balsemão tem mais de 70. Os celtas resolviam a questão com a presteza de quem não tem tempo a perder: atiravam os velhos dos penhascos.

Aqui, corta-se nos vencimentos dos reformados, aumentam-se as taxas moderadoras e até os enterros estão mais caros, devido aos impostos. A dr.ª Manuela tem dito coisas que bradam aos céus. Aquela declaração foi uma delas. Já antes, a fim de se pôr uma certa ordem no caos português sugerira a interrupção, por modestos seis meses, da democracia. A senhora esteve à beira de se tornar presidente do PSD e, por decorrência, acaso as bússolas da fortuna andassem avariadas, primeira-ministra. Que susto!, embora este, em que vivemos, não seja menor.

"Contra-Corrente" é o nome do programa em referência, no qual um luminoso conjunto de sábios discreteia sobre o nosso mundo e os nossos destinos. Devo dizer aos meus pios leitores que aguardei, arfante de curiosidade, a opinião dos preopinantes. Nada que as pessoas não soubessem. Com este tipo de programação, repetitiva e inócua, a Impresa não vai lá. Com excepção de Sobrinho Simões, que foi dizendo coisas válidas por acertadas, os outros debitaram mais do mesmo que todos dizem. Até António Barreto só disse banalidades. Vitorino, coitado!, é uma irrelevância.

O tropo que interessava seria a discussão sobre a promiscuidade entre política, negócios e partidarite. A ida em massa, para a administração da EDP, de militantes destacados do PSD e do CDS mereceu umas desatenções embargadas. Entretanto, soube-se que, para a empresa Águas de Portugal, vão dois militantes do PSD. As coisas são como são, mas não deveriam sê-lo, após as veementes declarações de princípio do dr. Passos Coelho, que se antagonizava com os "jobs" concedidos pelo PS aos seus "boys." Na realidade, estamos fartos desta vilanagem endémica. A política tornou-se a questão central do regime; mas, em vez de se abordar e analisar o problema, as minudências transformam-se em campanha de jornais, como o assunto da Maçonaria.

Pleitear-se a causa de que os detentores de cargos públicos terão de revelar as suas opções filosóficas pode abrir a caixa de Pandora, cujos resultados são imprevisíveis. Só a alusão a esta dissimulada caça à bruxas faz arrepiar. É claro que este fogacho não passa de isso mesmo: um fogacho (como o espaço atribuído a Paco Bandeira, um caso doméstico, com a importância menor que a sua própria natureza merece) para remover das cabeças das pessoas os tormentos que as apoquentam. O jornalismo português entrou numa fase degenerativa perturbadora. A impreparação demonstrada pelos seus empregados é de fugir. Não se trata de jornalistas, embora, certamente, todos agitem como credencial os níveis das graduações. Seria impensável, perante as situações políticas vigentes, as afirmações insanas de altos dirigentes partidários e a pouca-vergonha a que se assiste, no regabofe das nomeações - que uma Imprensa responsável e decente estivesse calada. Mas está.

Pergunto-me e os meus velhos amigos e camaradas perguntam-se: que ensinam, nos cursos de jornalismo, a estes jovens? Tornou-se moda, nas televisões, sem excepção, tratar as pessoas pelo primeiro nome, modo abusivo de se forçar uma intimidade tão absurda, como irrespeitosa, por despropositada. Assim como esta falsa familiaridade está longe de corresponder à teia reticular de afecto, necessária entre receptor e mensageiro, a preguiça no estudo, o desleixo pelo idioma, a ignorância impante fornecem um retrato muito poço lisonjeiro do jornalismo que se pratica.

Os exemplos provindos "de cima" são de molde a fugirmos deles a sete pés. A cultura do facilitismo, do dinheiro e do mais feroz individualismo parece ter adquirido carta de alforria. Quando se fazem exigências atrozes aos sectores mais débeis da sociedade portuguesa, e se tornam públicos os vencimentos faraónicos de alguns sujeitos, procedentes dos partidos "de poder", tudo é permitido. Como se diz nos "Irmãos Karamazov", de Dostoievski. W» [Jornal de Negócios]

Autor:

Baptista Bastos.
  

 Beleza defende corte nos subsídios no Banco de Portugal

«O antigo governador do Banco de Portugal está contra a decisão anunciada pela instituição liderada por Carlos Costa de poupar os funcionários aos cortes nos de subsídios de férias e Natal naquela instituição. Miguel Beleza acredita mesmo que Carlos Costa vai voltar atrás e aplicar os referidos cortes.» [DEhttp://economico.sapo.pt/noticias/nomeacoes-foram-tiros-nos-pes-do-governo_135830.html]

Parecer:

Mais uma evidência.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O Álvaro está "morto" e esquecera-se de o enterrar

«Os patrões estão determinados a reduzir os custos de laborais das empresas. Entre as medidas que apresentaram para substituir o aumento de 30 minutos do horário de trabalho diário, estará uma redução até 20% do tempo de trabalho e um corte de salário proporcional, bem como uma alteração do regime de compensação de faltas.

A meia hora está morta. A proposta de aumento do tempo de trabalho não agrada a sindicatos, nem a patrões, e o Governo parece estar disposto a desistir dela. No entanto, essa medida – que tinha como objetivo reforçar a competitividade da economia durante o período de ajustamento – terá de ser compensada por um aprofundamento das reformas de legislação laboral. Segundo apurou o DN/Dinheiro Vivo, uma das alternativas apresentadas pelas confederações patronais passa pela possibilidade de as empresas avançarem com reduções de horário de trabalho, que incluem cortes salariais proporcionais, que poderão atingir, no máximo, 20%. » [Dinheiro Vivo]

Parecer:

Espectáculo deprimente.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao dsgraçado que se insceva nas Novas Oportunidades, tire um curso de pasteleiro e vá vender pastéis de nata.»
  
 BdP já pagou subsídio de férias

«A notícia está a ser avançada pela Rádio Renascença, que apurou que o pagamento foi feito no início deste mês, sem quaisquer cortes, tal como a instituição definiu.

De acordo com a mesma fonte, o banco central, por norma, paga sempre este subsídio em Janeiro. O que fez de novo este ano, apesar das pressões para aplicar os mesmos cortes do que na Função Pública.

Entre partidos políticos e antigos responsáveis da instituição crescem os apelos para que o Banco de Portugal recue na decisão de manter os subsídios de férias e de Natal aos seus funcionários e reformados.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Ala que se faz tarde.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  
 Temos um novo ministro da informação do Iraque

«O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, recusou, esta sexta-feira, a ideia de um recuo na proposta do Governo sobre o aumento da meia hora diária de trabalho, sublinhando estar "disponível para encontrar possíveis alternativas".

Questionado sobre as recentes declarações de patrões e sindicatos sobre o tema, à margem da apresentação dos resultados do programa de promoção da cortiça InterCork, em Santa Maria da Feira, o ministro respondeu: "Não há recuo nenhum. Nós sempre dissemos que, na questão do aumento excepcional do horário de trabalho, estávamos disponíveis para encontrar possíveis alternativas, portanto não há recuo nenhum".» [JN]

Parecer:

Patético.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o homem para pasteleiro dos pastelinhos de Belém.»
  
 A vez da França

«Em declarações ao canal France 2, o ministro confirmou as notícias de que a França iria perder o seu rating máximo na S&P. A agência deverá hoje comunicar mais cortes a outros países da zona euro, depois de, em Dezembro, ter colocado sob vigilância negativa 15 Estados da moeda única, entre os quais Portugal.» [Público]

Parecer:

É o que dá terem deixado o Sócrates estudar em Paris.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se por novos cortes.»
 

 The 2012 Dakar Rally [The Atlantic]
 
A biker competes in the 11th stage of the Dakar Rally 2012 from Arica to Arequipa, Peru, on January 12, 2012. (Reuters/Philippe Desmazes)
Argentina's Marcos Patronelli races his Yamaha quad as a helicopter flies over during the seventh stage of the 2012 Dakar Rally through Copiapo, Chile, on January 7, 2012. (AP Photo/Martin Mejia)
The burning Polaris of Jose Antonio Blangino of Argentina sits in the sand dunes during stage one of the 2012 Dakar Rally on January 1, 2012 in Santa Rosa de la Pampa, Argentina. (Bryn Lennon/Getty Images)
Spain's Joan Barreda Bort rides his Huqsvarna in the tenth stage of the Dakar Rally from Iquique to Arica, on January 11, 2012. (Reuters/Jerome Prevot)
Kamaz driver Andrey Karginov and co-driver Andrey Mokeev, both from Russia, compete in the truck category in the third stage of the 2012 Dakar Rally between San Rafael and San Juan, Argentina, on January 3, 2012. (AP Photo/Frederic Le Floch)


   






TÍTULO 52

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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Quem parte e reparte....

É bonito ver um tal Costa que é governador do Banco de Portugal apoiar e sugerir mais medidas de austeridades, é reconfortante ouvir Cavaco Silva falar de solidariedade e coesão social, ficamos sensibilizados quando nos recordamos das posições de Manuela Ferreira Leite me defesa dos pobres, admiramos Vítor Gaspar pela firmeza na defesa de medidas duras. Mas estes senhores não estão unidos apenas na luta contra a crise, une-os igualmente o facto de não só não sofrerem com a crise como beneficiarem de pertencer a uma organização mais opaca do que a Maçonaria, menos transparente do que as Máfias e mais solidária do que irmandades como a Opus Dei, o Banco de Portugal.

Há anos que numa lógica de “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é estúpido ou não tem arte” o Banco de Portugal auto isenta-se de qualquer medida de austeridade, mantendo todas as mordomias. Já se sabe que não cortaram os subsídios e preparam-se para fazer o mesmo às pensões, incluindo as pensões absurdas como as de um tal Luís Cunha, reformado desde tenra idade com mais de 7.000 euros. Desta vez o senhor governador, o tal que ofende deputados como se o parlamento fosse a tasca da esquina, ainda sentiu a necessidade de dar umas justificações mirabolantes, disse o homem que apesar de aumentos resultantes do aumento do pessoal conseguiu cortes de mais de 6%, só é pena que não tenha explicado a receita ao secretário de Estado da Administração Pública, um seu subordinado no banco, para aplicar a mesma receita na Função Pública.

A verdade é que Cavaco Silva pode promulgar o orçamento porque está a salvo das suas medidas, o Luís Cunha pode apoiar a austeridade porque está de fora, o Vítor Gaspar pode empobrecer os portugueses porque ele vai regressar ao BdP e ficar a salvo das suas políticas, o mesmo sucedendo com o secretário de Estado da Administração Pública. Por outras palavras, podem travar os portugueses à vontade porque souberam salvaguardar os seus interesses no Banco de Portugal onde o dinheiro dos portugueses serve para alimentar burros a pão-de-ló longe do alcance da vista dos contribuintes.

Agora que tanto se fala da maçonaria e de organizações supostamente secretas compare-se o secretismo dessas organizações com as do Banco de Portugal. Tente-se saber quanto se ganha, como é gerido o fundo de pensões e compare-se com o funcionamento interno da Maçonaria. A verdade é que o secretismo em torno de alguns temas no Banco de Portugal é total, é escondido dos olhos dos portugueses pelos seus responsáveis para que possa manter os seus privilégios independentemente do que suceda no país.

O Banco de Portugal não é inspeccionado por ninguém, a incompetência dos seus governadores e quadros, como se viu recentemente com o BPN e o BPP; é perdoada, o seu governado dirige-se aos eleitos pelo povo como se estivesse numa conversa de bêbados, o Banco de Portugal é uma confraria secreta do Estado mantida com o dinheiro dos portugueses e que subsiste à margem de qualquer controlo. Os seus governadores apoiam sempre os governos que em troca lhes mantém o estatuto de privilégio.

É por isso que o Banco de Portugal não vai cortar nas suas pensões, da mesma forma que não cortou nos seus subsídios, da mesma forma que ao longo de 20 anos estuda a realidade económica portuguesa mas na hora dos seus gestores e funcionários consulta a situação económica da Suíça e aplica-a internamente. O que se passa no Banco de Portugal é uma vergonha, um abuso e uma falta de respeito e consideração pelos portugueses.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento  


Floreira, Alfama, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Boca de incêndio, Viseu [A. Carvalho]
    
Jumento do dia



Álvaro
 
O Álvaro, o único professor que Passos Coelho defendeu que em vez de ir ou ficar no estrangeiro convidou para regressar a Portugal, teve mais uma brilhante ideia, depois de ter sugerido a transformação do Algarve na Florida da Europa achou que deveríamos exportar o pastel de nata.

Ora aí está a solução dos nossos problemas, porque será que nenhum dos idiotas que vivem neste país não se lembrou disso? Não se lembraram do pastel de  nata nem de outras iguarias portuguesas como as sandes de courato ou das sopas de cavalo cansado.

Como paece que o país carece ideias aqui fica uma sugestão para a nossa cerâmica artista, proque razão não fazem miniaturas do Álvaro, com aquela cara poderá ser um grande sucesso, até poderiam produzir uma versão das Caldas, daquelas que se puxa por um cordel.
 
 
Até se poderiam produzir canecas como a da imagem, fotografada em Óbidos, onde se poderia usar uma caricatura do Álvaro, mas teria de se traduzir o "se queres bebedeira chupa nesta mangueira" para as diversas línguas de forma a internacionalizar o produto.
  
 Gente simpática e obediente
    
A explicação de Vasco de Mello para a escolha dos membros do conselho supervisão da chinesa EDP faz lembrar os condenados à morte precisamente na China que são obrigado a pagar a bala com que são executados. Coincidência das coincidências, os accionistas escolheram personalidades do PSD que fizeram favores a Passos Coelho e ainda incluíram a Celeste Cardona para respeitar o equilíbrio da coligação, mas o accionista privado diz que não, que foram escolhidos livremente e tendo em consideração a sua competência.
    
Esta desculpa vem na linha dos que dizem que o PSD nada tem que ver com as escolhas pois a EDP é uma empresa privada, ainda que Menezes tenha sido mais objectivo ao dizer que Catroga ganha o mesmo que o seu antecessor, alguém ligado ao PS.
 
É evidente que alguém pediu a Vasco Mello para fazer o frete de vir explicar o inexplicável e o que o accionista da EDP fez fazer ver até que ponto vai a promiscuidade entre poder e sector privado. Tinham razão os que defendiam a participação do Ministério Público nos negócios das privatizações.

 Assina esta petição

Petição à Assembleia da República para avaliar a sanidade mental de Alberto João Jardim.

Exma. Sr.ª. Presidente da Assembleia da República Portuguesa:

Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira há mais de 30 anos, tem demonstrado publicamente comportamentos que levantam fortes dúvidas sobre a sua sanidade mental. São conhecidos vários episódios de agressão a simples cidadãos que se lhe atravessam no caminho, chama impropérios a toda a gente, publicamente, utilizando um vocabulário que inclui “filhos da puta”, “bastardos”, “medíocres”, entre muitas outras referências ofensivas. Ainda recentemente, na festa anual do PSD-Madeira fez o gesto do “manguito” para a câmara de televisão da SIC e alguns dias antes tinha defendido a expulsão de um jornalista da Herdade do Chão da Lagoa por parte de Jaime Ramos dizendo que um dia também poderia perder a cabeça.

 Alguns governantes mundialmente conhecidos (Hitler e Estaline, por exemplo) fizeram loucuras terríveis e arrastaram multidões para o abismo por terem perdido a noção da realidade e não saberem distinguir o bem do mal. A sanidade mental é, portanto, essencial para o exercício de funções governativas sob pena de permitirmos que alguém destituído de faculdades mentais mínimas faça uso do poder que a democracia proporciona a quem governa para cometer as maiores atrocidades, má gestão e ofensas.

Os cidadãos abaixo assinados solicitam à Assembleia da República que aprove a constituição de uma junta médica constituída por especialistas do foro psiquiátrico para avaliar a sanidade mental de Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, de modo a evitar que essa possível loucura tenha consequências irreparáveis sobre as práticas democráticas e a vida de muitos portugueses.

Os signatários
 
 Eu não volto a votar em Passos Coelho

Foi uma das campanhas preferidas contra Sócrates, todos diziam que tinham votado em Sócrates e que não voltariam a fazê-lo. Estranhamente parece que ninguém mudou de ideias em relação ao PSD ou ao CDS, ou será que terão receio ou vergonha de assumirem o voto naqueles partidos?

 O BES é como as putas, está sempre com o poder


 À mulher de César não basta ser séria

È evidente que a generalidade das escolhas para a CGD, EDP e outras empresas podem ser consideradas como de gente competente, mas convenhamos que o PSD não é propriamente uma bolsa de gestores e o facto de serem quase todos do partido do poder, ainda por cima respeitando as proporções da coligação, só pode ser entendida como o uso descarado do poder para enriquecimento próprio. Não é corrupção na perspectiva da lei, mas numa abordagem ética tanto é corrupto aquele que recebe dinheiro em troca de um favor como o que passa à frente dos outros empurrado pelo partido.
 
Até pode ser que estamos perante uma coincidência mas muitos portugueses que votaram no discurso anti-boys de Passos Coelho sentem-se agora no direito à indignação porque à mulher de César não basta ser séria, também, o deve parecer.

 Jumento na mobilidade especial

  
(imagem enviada por uma amiga)
    
 

 O macaco gosta de banana, gosta, gosta

«Fizeram esta experiência com cinco macacos que talvez se aplique a nós, bichos de hábitos teimosos. Pendurou-se um cacho de bananas no teto de uma jaula e pôs-se uma escada ao lado. Os macacos olharam para as bananas e começaram a trepar os degraus. Quando estavam próximo do fruto desejado levaram com uma mangueirada de água gelada e desistiram. Minutos depois, repetiu--se a experiência, e assim sucessivamente, até que, um a um, os macacos começaram a deixar de subir a escada. No entanto, sempre que um deles - bastava um - cedia à tentação e avançava, todos eles eram atingidos pela água gelada. O grupo finalmente percebeu o mecanismo e passou a impedir que qualquer um deles avançasse. Deixou de ser o medo da água a parar os macacos; passou a ser o medo do grupo a travar o avanço.

Esta macaquice das nomeações políticas para as empresas públicas, semipúblicas ou até privadas é uma espécie de casca de banana em que escorregam todos os Governos. Nenhum deles resiste à tentação de distribuir a fruta da época e de influenciar a distribuição pelos da sua espécie. Nalguns casos, nem sequer é preciso ser muito expedito: o comportamento pavloviano dos acionistas privados faz o trabalho obedientemente sem precisar de pistas e dicas. Alguns deles - como o caso de Vasco de Mello em relação às nomeações para a EDP - até se dão ao trabalho de ilibar publicamente o Governo de qualquer influência ou maldade.

Apesar de comovente e genuí-no, o esclarecimento de Vasco de Mello não vai ao essencial da questão. Ninguém está, de facto, a ver Vítor Gaspar pronunciar o nome de Ce-les-te Car-do-na. Ele não o faria porque já não tem esse poder formal e porque é provável que nem saiba quem é a respeitável administradora. Mas também não o faria porque talvez lhe tenha passado pela cabeça - dele ou de outro ministro - que o que tiver de acontecer acontecerá. E o que tem de acontecer é, nestas coisas das nomeações, muito mais forte do que qualquer outro critério.

Eu não sei, de facto, se Passos ou Portas trocaram cromos na EDP: tu jogas a Celeste, eu meto o Teixeira Pinto. Mas as escolhas que os acionistas fizeram exibem essa maravilhosa coincidência de serem todos do sabor político do poder. Uns mais do que outros, claro. Na lista inicial até lá estava o oportuno socialista Luís Amado, que diplomaticamente recusou por não ter perfil de pau de cabeleira. Haverá aqui um sinal de esperança? Um político que recusa a oferta, uma mangueirada gelada de críticas públicas... talvez os próximos governos percebam que, quanto mais um macaco sobe, mais se vê o rabo.» [DN]

Autor:

André Macedo.
   
 Passos Coelho é um bluff e mentiu aos portugueses

«"Nós precisamos de "despartidarizar" a nossa a administração" - gritava então o Dom Sebastião de Massamá , corria o bonito dia 12 de Maio de 2011. Com os ventos de mudança a soprarem a favor, tudo o que saía daquela boca parecia ser sincero, habituados a ser aldrabados todo o santo dia - de há seis anos aquela parte - era sopinha no mel . Outra pérola do senhor Primeiro Ministro, na altura ainda candidato ao cargo e em data que não me recordo, rezava assim: "eu não quero ser primeiro ministro para dar empregos ao PSD" e "não vamos andar a nomear os boys do PSD".

Pois não, o senhor só quis ser primeiro ministro para poder morar finalmente na capital, farto que estava de viver nos arredores e ter de andar a apanhar secas no IC19. Deixe-se de tretas Dr. Pedro Coelho, porque a começar nas nomeações para a administração da CGD, unidades de saúde e afins, passando pelo trono de luzinhas chinesas onde o "velhote" Catroga, que será certamente para semprerecordado como um dos coveiros dos tempos modernos, se sentará contemplando um ordenado obsceno, a acabar nas recentes nomeações para a empresa Águas de Portugal, o senhor mais não fez do que desfazer tudo que prometeu e dar emprego a quem o andou a "empurrar" para o cargo que hoje ocupa. E neste momento mais não faz do que demonstrar que faltou à verdade, que mentiu. Lamento, mas é o que penso de si neste momento. E não sou o único. O senhor é um bluff, uma desilusão, muita parra e pouca uva.

E sobre estas ultimas nomeações, as contratações de inverno das águas de Portugal, só tenho a dizer-lhe o seguinte: nojo. Asco. Completo e rotundo vómito. Se José Sócrates metia água todas as semanas o senhor é uma barragem que ultrapassou o limite máximo do cinismo e hipocrisia e se encontra prestes a explodir com tudo o que de mau isso pode trazer. Nomear dois "artistas" sem qualquer espécie de critério (um do PSD e outro do CDS-PP - ora aqui está o critério ) sendo que o primeiro, Manuel Frexes, é o presidente da Câmara do Fundão que tem, imagine-se, um processo de muitos milhões contra uma empresa que indiretamente este vai controlar, através da Empresa Águas de Portugal é não só indecoroso como patético. Frexes ia acabar o mandato e depois provavelmente ia tocar bombo para o Rancho Folclórico de Silvares (eu arranjava-lhe este tacho se ele quisesse). Assim está melhor - está garantido.

Esta mama que não tem fim à vista. A partidarização de tudo o que é empresa e entidade publica. Uma eterna dança de cadeiras a que assistimos a cada mudança de cor política no governo é a prova de que Portugal é um país de tachos, de políticos sem vergonha ou carácter, sem objectivos que ultrapassem o do agradar aos padrinhos e agradecer a correligionários, aos cúmplices e amigos de lutas partidárias, e que nada têm a ver com o espírito de entrega e serviço público que deveriam demonstrar. A política portuguesa é uma fraude e fede. Estes políticos não querem ser metidos todos no mesmo saco, mas nasceram todos da mesma ninhada.» [Expresso]
Autor:

Tiago Mesquita.
  

 Depois do CDS é o PS a defender cortes dos subsídios no BdP

«Carlos Zorrinho falava aos jornalistas no final da reunião do Grupo Parlamentar do PS, que procedeu à análise da presente situação económica e social do país e em que se decidiu deixar um desafio concreto à administração do Banco de Portugal.

"Em nome do PS, quero instar o Banco de Portugal a adoptar uma solução idêntica a uma já tomada pela Assembleia da República, que não era obrigada a suspender o pagamento dos 13º e 14º meses aos deputados, mas fê-lo, propondo uma alteração para que isso seja possível. Tal como fez a Assembleia da República, quero instar o Banco de Portugal para que fizesse o mesmo, porque os portugueses não compreenderão que haja neste momento dois pesos e duas medidas em relação ao esforço que o país precisa de fazer", disse o presidente do Grupo Parlamentar do PS.» [DE]

Parecer:

Parece que foi preciso o CDS tomar posição para o PS tenha vindo defender o mesmo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
 Os nossos empresários foram bem amestrados

«Passos Coelho garantiu hoje que o governo não interferiu nas escolhas dos accionistas da EDP. “Os chineses viam com interesse que a eleição dos novos orgãos ocorresse rapidamente, tendo pedido a opinião do Governo sobre as pessoas”, explicou durante a sessão de encerramento da iniciativa Made in Portugal, organizada pelo Diário de Notícias.» [i]

Parecer:

A escolha da Celeste Cardona foi brilhante!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Pobre Álvaro

«O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, destacou hoje a importância para o país em alcançar um acordo de concertação social e garantiu que o Governo tudo fará para o concretizar na reunião de segunda-feira.» [i]

Parecer:

Até o ministrozinho da Vespa já disputa as suas pastas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso com ar condoído.»
  
 Passos Coelho em queda livre junta-se a Louçã

«Num mês, Passos Coelho passou de melhor para pior. Em Janeiro, Coelho é, juntamente com Francisco Louçã, o líder partidário com pior avaliação para os portugueses na sondagem da Aximage para o Correio da Manhã. Em Dezembro, o primeiro-ministro português ocupava o primeiro lugar.

No barómetro de Dezembro, Passos Coelho tinha sido classificado com 9,7, numa escala de 0 a 20. Era a mais elevada entre os líderes dos cinco maiores partidos de Portugal. Em Janeiro, a classificação desceu para 8,5 e iguala a nota de Francisco Louçã, o político que tem tido a pior classificação desde que José Sócrates deixou de estar à frente do PS.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Louçã tem sérios motivos de preocupação, ficou muito mal acompanhado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
         


 

 Segurança Social concorre com a DGCI ... em propaganda

«O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social conseguiu recuperar no ano passado 540 milhões de euros de dívidas contributivas de empresas e empregadores.

Em declarações à Lusa, à margem da Apresentação do Ano Internacional das Cooperativas, o ministro da Solidariedade e da Segurança Social afirmou que "em 2011 o Governo conseguiu recuperar 540 milhões de euros em dívidas contributivas de empresas e de empregadores à Segurança Social, mais 16% do que o valor arrecadado no ano de 2010, na ordem dos 467 milhões de euros".» [i]

Parecer:

Parece que a Segurança Social não quer perder competências na cobrança de dívidas para uma gorda chamada DGCI e trata o cão com pêlo do próprio cão, propaganda à Macedo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorrio.»
  
 O que é feito do NIF - Núcleo de Informática Forence da DGITA

«Havia na extinta DGITA um Serviço, NIF - Núcleo de Informática Forense, capacitado para atender às mais diversas solicitações no âmbito da Computação Forense.


O sucesso daquele serviço esteve ligado aos processos mais mediáticos, desde a Operação Furacão aos Submarinos, passando pelo BPN e outros.

Estávamos em presença de um serviço altamente qualificado em termos técnicos e humanos, com os únicos certificados em Computação Forense no País, e ao mesmo tempo discreto, (embora apoiando activamente o DCIAP, a PJ, a ex DGCI e a ex DGAIEC, nunca se viram públicas alusões ou publicitações à sua intervenção).

A AT foi criada e onde paira aquele Serviço? Por muito que se procure, não se vê qualquer alusão à sua permanência ou até existência!»
A dúvida recebida de um leitor d'O Jumento.

Uma possível resposta: provavelmente ninguém da DGCI se interessou ou se manifestou interessado em chefiar o serviço, um núcleo é pouco convidativo, o pessoal do gabinete do dg da DGCI prefere divisões (mesmo que inúteis) ou direcções de Serviços.