sábado, maio 26, 2012

Isto é um governo ou uma associação de malfeitores?


O governo começou mal e não vai acabar melhor, desde o início que esta dupla maravilha formada por Passos Coelho e Miguel Relvas que anda enredada pelas secretas e pela Ongoing, não se sabe muito bem onde acaba a intervenção dos agora governantes e começa a secreta, nem se sabe quando esampos falando de secretas ou da Ongoing. Se considerarmos que apenas se sabe uma ínfima parte de toda a verdade começa a ser legítimo questionar até que ponto muito do que sucedeu antes da queda do governo de Sócrates já não teve a intervenção deste trio, que abarange gente muito activa no ódio a José Sócrates como a jornalista Manuela Moura Guedes.
   
Aos poucos vai-se conhecendo a teia de relações tecida pela dupla que lidera o governo sendo claro que esta teia serviu para conquistar o poder e depois para o manter, tendo tido um papel muito activo nas escolhas de governantes, como se viu no caso Bernardo Bairrão, e na escolha dos mais altos dirigentes do Estado como resulta dos sms entre os amigos Silva Carvalho e Miguel Relvas. 

Percebe-se claramente que a teia montada por Passos e Relvas assentava em dois eixos, agentes secretos, patrões da comunicação social e jornalistas. Não admira que entre os que foram recebidos na São Caetano à Lapa nos dias em que se estava a formar governo estava o patrão da Cofina e o director do DE certamente em representação dos interesses da Ongoing. Compreende-se agora que o núcleo da Ongoing, onde está a mais poderosa célula de agentes secretos, teve um papel determinante
Começa-se a perceber a perceber que foram criadas várias células jornalísticas em diversos órgãos de comunicação social que têm assumido não só a manipulação da informação em favor de um governo incompetente, como também o trabalho sujo de manter vivo o ataque a Sócrates, o ódio de estimação da direita fascista. É também evidente o papel dos blogues, quer na oposição a Sócrates, quer no apoio a passos Coelho, nalguns casos até se percebe como a capa de esquerda encobriu o trabalho sujo de alguns agentes de Miguel Relvas.

Já se conheciam os métodos de ataque ao anterior governo, agora sabe-se como se pretendia eliminar ou pressionar a comunicação considerada hostil, parece que vale de tudo, desde investigações secretas clandestinas a ameaças a jornalista usando informação de muito baixo nível.

O problema do país começa a deixar de ser um problema financeiro para passar a ser um problema de higiene. Se o governo já se tinha revelado incompetente no combate à crise financeira e pouco empenhado na promoção ou defesa do bem-estar dos portugueses, começa agora a perceber-se que os seus métodos não são próprios de gente com formação democrática, assemelham-se mais a uma organização de extrema direita. Mistura com serviços secretos, envolvimento de estruturas que se escondem atrás de organizações privadas, destruição de candidatos a governantes com base em informações falsas, investigações clandestinas a patrões da comunicação social considerados hostis, chantagem sobre jornalistas.

Isto é um governo ou uma associação de malfeitores?

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Despindo o truque da estátua, Rua Augusta, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Contraste [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento


Jumento do dia


Álvaro Santos Pereira

Graças à imaginação idiota do sô Álvaro, o homem do cluster das sandes de courato, o país sempre se pode divertir no meio da desgraça colectiva em que o governo o enfiou. Mas há um pequeno problema, o país paga ao sô Álvaro para ser ministro e não para ser bobo da corte, há muito que os governos portugueses não contam com tal figura.

«O ministro da Economia mostrou estar convicto de que a política de reformas estruturais será suficiente para fazer de Portugal um exemplo de crescimento a nível comunitário. Santos Pereira rejeitou flexibilizar as metas do défice e sublinhou ser um mal menor ter problemas de comunicação.» [Jornal de Negócios]

Miguel Relvas

Aceitam-se propostas de datas para a realização da missa do sétimo dia deste promissor político e poderoso braço direito de Passos Coelho na sua ascensão a primeiro-ministro.

Da série cá se fazem cá se pagam

E era o governo de Sócrates que teria mandado as secretas andar a escutar Cavaco...

Exemplo de resiliência

O de um cadáver político que insiste em impedir que se faça o seu funeral.

Uma pergunta a Passos Coelho

Qual o crime ou abuso que justifica a demissão de Relvas, só será considerada a partir do crime de homícidio?

Se o DEO fosse uma canção qual seria a música?


Recebida por email: Occupation?


Angela Merkel arrives at Passport Control at Charles de Gaulle airport, Paris.
- "Nationality?" - asks the immigration officer.
- "German" - she replies.
- "Occupation...?"
- "No, just here for a few days."

   
 

Maldita receita

«De facto, não obstante todo o esforço dos portugueses e da economia, a execução orçamental não está a correr bem, sobretudo do lado da receita - o que ameaça as metas de redução do défice e devia levar a repensar toda esta estratégia de austeridade excessiva, pretensamente expansionista.

A situação é esta: com 1/3 do ano já decorrido, e não obstante o aumento dos impostos, a receita fiscal acumulada diminuiu -3% face ao período homólogo do ano anterior, enquanto o Orçamento Rectificativo (OR 2012) pressupõe um aumento dessas receitas em 2,6% no conjunto do ano. É uma diferença abissal, que faz com que a meta comece a parecer longe de mais.

Este mau desempenho da receita fiscal, note-se, seria ainda pior não fora o facto de a receita dos impostos directos estar a crescer 3,3% (quando o OR 2012 prevê para este ano uma redução de -3,5%). Mas o resultado dos impostos directos é assimétrico: no IRC, a receita está a cair -16,6% (quando o OR 2012 previa que a queda se ficasse pelos -5,4%) e só no IRS a situação é mais favorável, com a receita a subir 9,6% (quando o OR 2012 contava com uma redução anual de -2,6%). Mas atenção: não só este crescimento homólogo da receita de IRS não é sustentável ao longo do ano (face à prevista redução das receitas de retenção na fonte por conta da eliminação dos subsídios) como fica a dever-se, essencialmente, a uma enorme redução dos reembolsos: -68,9% até ao final de Abril. Embora várias razões possam ajudar a explicar essa redução, uma redução tão expressiva resultará, em boa parte, dos atrasos que este ano se verificaram, com grave prejuízo das famílias, no processamento dos reembolsos por parte do Ministério das Finanças. Nessa medida, a melhoria aqui é apenas aparente.

Seja como for, o comportamento negativo da receita fiscal é fundamentalmente devido ao mau desempenho dos impostos indirectos (mais sensíveis ao agravamento da recessão), cuja receita diminuiu -6,7%, quando o OR 2012 previa, para o conjunto do ano, um aumento de 7,4%.

Entre os impostos indirectos, avulta a queda de -7,8% na receita do ISP (bem pior do que os -2,1% previstos no OR 2012) e, sobretudo, a queda de -3,5% na receita do IVA (quando o OR 2012 projectava um crescimento, para o conjunto do ano, de 11,6%!). Um tal decréscimo acumulado nas receitas do IVA, em quatro meses, tem de ser considerado muito preocupante, até porque incorpora já alguma reestruturação do IVA, designadamente o aumento do IVA sobre a energia, decidido ainda em 2011.

É certo, temos de ter presente que o efeito dos aumentos do IVA decididos pelo Governo só será integralmente visível nos dados da execução orçamental referentes a Maio - pelo que só nessa altura se poderá fazer uma avaliação definitiva. Mas não adianta ignorar os sinais que são já evidentes: tudo indica que o Governo estimou mal as consequências recessivas das suas medidas de austeridade "além da ‘troika'" e estimou ainda pior os efeitos da recessão na evolução das receitas fiscais. É por isso que os resultados, manifestamente desastrosos para a economia e para o emprego, se revelam cada vez mais contraproducentes também do ponto de vista da redução do défice. Perante isto, alguma coisa o Governo vai ter de fazer. Para melhor, espera-se. Para pior já basta assim.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  
A oportunidade

«O cenário era previsível. No primeiro trimestre de 2012, a taxa de desemprego em Portugal atingiu 14,9% da população activa, a que correspondiam 819 mil desempregados, mais 130 mil do que no período homólogo do ano anterior.

Desde o segundo trimestre de 2008, quando a crise começou, já foram destruídos cerca de 400 mil empregos, uma loucura. E a tendência é para subir. Números do Eurostat alusivos a Março já referiam uma taxa de 15,3%.

Mas o último destaque do INE trazia elementos novos. A população total baixou, amputada em 34 mil pessoas, o que só pode ser atribuído à diferença entre mortes e nascimentos e aos fluxos migratórios. Mas a população activa baixou ainda mais, ao registar um corte de 73 mil pessoas, e a causa principal só pode ser a emigração. Quando os residentes de um país precisam de emigrar para sobreviver, é porque algo vai mal no Governo desse país.

Também a análise por classes, não sendo nova, arrepia só de ver: 416 mil desempregados são de longa duração, o que lhes confere um carácter estrutural; 247 mil têm mais de 45 anos, o que praticamente os exclui de qualquer emprego futuro; e 116 mil têm um curso superior, o que significa investir em activos qualificados que emigrarão logo a seguir. Confesso a minha perplexidade: estes senhores que nos governam conseguem dormir descansados?

Um olhar sobre os 27 países da União Europeia diz-nos que apenas dois têm um desemprego superior ao nosso: a Espanha e a Grécia. E tudo indica que a situação vai piorar. O investimento cai a pique. O PIB efectivo é muito inferior ao PIB potencial, o que sugere uma clara subutilização. E o principal objectivo deste Governo é publicar legislação que facilite os despedimentos. Falar de desemprego em Portugal é falar de um filme de terror.

Com isto chegamos a Passos Coelho e à sua famosa teoria das oportunidades. Há aqui uma oportunidade fabulosa. Com estes 819 mil desempregados podemos constituir uma empresa, gerar um PIB de 30 mil milhões de euros por ano, afectar metade deste valor a salários e com eles aumentar a receita de impostos e eliminar o défice orçamental. Deus é grande, aleluia! E assim acabam os problemas do crescimento económico e da criação de emprego.

Obrigado senhor primeiro-ministro.» [Diário Económico]

Autor:

Daniel Amaral.
  
Isto vai de mal a pior e a orquestra continua a tocar

«O Conselho de Finanças Públicas diz que não devemos voltar aos "mercados" em 2013. À frente desta instituição está uma considerada economista, a prof.ª Teodora Cardoso, que, sem alvoroço mas com firmeza, nos adverte da gravidade da situação. O Governo diz que não: está tudo no "bom caminho" e não há razões para nos inquietarmos. Não que não há. A OCDE, por seu turno, informa que Portugal tem de pedir mais dinheiro emprestado. O Governo tenta apaziguar os ânimos e tranquilizar-nos com um discurso tonto, que contraria tudo aquilo proveniente de estudos e de pessoas qualificadas.

Não há clareza no que diz o Executivo. Tudo o que diz o Executivo é nebuloso, contraditório, um processo de negação das evidências, que começa a assustar mais do que os sustos diários embutidos por esta gente. Vai-se sabendo, perante os factos e as circunstâncias, que a perturbação política e a barafunda mental dos governantes atinge aspectos medonhos.

O patronato também não sabe o que fazer, depois de ter feito o que fez, com aquela miserável concertação social, na qual João Proença (já arrependido, ao que se deduz pelos seus ziguezagues) expôs um pouco o papel de sendeiro, depois de posar de leão. A incompetência generalizada dos membros do Executivo sobressalta. Veio, agora, o dr. Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, declarar que o ministro da Economia, o romancista Álvaro Santos Pereira, autor desse admirável "Diário de um Deus Criacionista" (dizem que também é professor, valha-nos a Providência Divina!) não percebe nada do que diz e muito menos do que pratica. Está desfasado da realidade portuguesa, acrescenta, grave, o dr. Ferraz.

Pouco a pouco, fomo-nos apercebendo de que este Governo do dr. Passos Coelho é um almofariz de ineptos, e as críticas mais aceradas provêm de gente como a dr.ª Manuela Ferreira Leite, que não perde uma vezada sem ferrar uma picadela nos governantes, por sinal do seu partido. Sabe-se que a dr.ª Manuela detesta o dr. Passos e, acaso, estas ferroadas comportem algum ressentimento; mas que fazem doer, lá isso…
  
Também o Pacheco Pereira (que Eduardo Prado Coelho desprezava, e a quem designava por "o pobre Pacheco") aplica cada sarrafada nos lombos de Passos e sua gente, que dá que pensar. É claro que o Pacheco também sofre de mal do ressentido, e o seu despeito chega a ser ridículo - mas as coisas e os actos são o que são. Nada a fazer.
  
A frase oficial "estamos no bom caminho" não é só um ludíbrio como insultuosa. Estamos no bom caminho de quê? Do precipício, como tudo indica? Ninguém, do Governo, nos explica, nos esclarece, nos ilumina. A tese do "empobrecimento" tornou-se num parágrafo (sinistro parágrafo) do breviário neoliberal, de que Passos Coelho e os seus são cegos defensores. Anteontem, a Direcção-Geral do Orçamento informou que o défice do Estado, nos primeiros quatro meses deste ano, apresentou um saldo negativo de três mil milhões de euros, um aumento substancial, que se avoluma mensalmente, sem que seja travado. O Governo demonstra uma desorientação apavorante.
  
Quando é que isto termina?

Apostila - Acabo de ler, detidamente, o belíssimo livro de narrativas "O Tempo Envelhece Depressa", o último editado pela Dom Quixote depois da morte de Antonio Tabucchi. É um texto vário e extremamente fascinante, uma reflexão sobre o acto de viver e as responsabilidades daí decorrentes. Não conheço, na literatura europeia actual, um autor que consiga criar uma atmosfera tão densa e, até, misteriosa, como Tabucchi. Tenho seguido a sua obra desde "A Mulher de Porto Pim", e considero "O Fio do Horizonte" (que permitiu um belíssimo filme de Fernando Lopes) e "Nocturno Indiano" do melhor que a literatura tem produzido. Tabucchi nunca abdicou da condição cívica e, dezenas de vezes, escreveu artigos severíssimos acerca da questão italiana, zurzindo, implacavelmente, Berlusconi e o que ele considerava ser "uma quadrilha de gente indigna." Um extraordinário escritor e um inesquecível europeu. Hei-de, um dia destes, contar as circunstâncias em que nos conhecemos e trocámos livros.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Baptista-Bastos.
     
    
Não foi no Canal Caveira, foi no Gigi

«O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares jantou com o ex-expião Jorge Silva Carvalho em 5 de agosto do ano passado num restaurante Gigi,  Quinta do Lago, Algarve, avança a "Sábado".


A 15 de maio último, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Miguel Relvas declarou que conheceu Jorge Silva Carvalho "depois de abril" de 2010, mês em que foi eleito secretário-geral do PSD.

"Conheci-o num acontecimento público, encontrámo-nos uma vez, conversámos", disse o governante sob juramento.

Questionado pela "Sábado", Miguel Relvas respondeu: "Os esclarecimentos sobre este assunto foram oportunamente prestados na 1.ª Comissão Parlamentar. Nessa altura afirmei que me tinha cruzado com o Dr. Jorge Silva Carvalho numa festa de aniversário, no Algarve, em agosto de 2011".» [Expresso]

Parecer:

No tempo do Pedro Santana Lopes este tipo de almoços acontecia a meio caminho do Algarve, no Canal Caveira.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se a escolha do Gigi, é mais fino e digno do paladar do senhor da Ongoing, das papilas gustativas do agente secreto e mais apropriado para o alto estatuto de um banqueiro africano.»
  
O patrão do António Barreto espreme fornecedores

«O Pingo Doce abordou ao longo das últimas semanas diversos produtores nacionais com o objetivo de aumentar, por exemplo, entre 2 a 3,5% das suas margens de lucro a partir de maio.

A denúncia partiu do presidente da Centromarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, que não tens dúvidas de que se trata de uma consequência das campanhas de megadesconto.» [Expresso]

Parecer:

Será que também vai reduzir os honorários do António Barreto para ajudar os seus saldos de 50%?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Atónio Barreto se já lhe cortaram os honorários na fundação do Tea Party português.»
  
Que nojo!

«A meio da tarde de quarta-feira, 16 de Maio, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, telefonou à editora de Política do PÚBLICO, Leonete Botelho, e disse-lhe que as perguntas enviadas naquele dia pela jornalista Maria José Oliveira – que há meses investiga o caso das secretas – eram "pidescas", que se sentia "perseguido pelo PÚBLICO" e que iria fazer uma queixa à ERC, iria processar o jornal, iria dizer aos ministros que não voltassem a falar com o PÚBLICO e iria divulgar na internet que a autora da notícia vive com um homem de um partido da oposição, nomeando o partido - o que neste esclarecimento se considera desnecessário.» [Público]

Parecer:

Só mesmo um doente mental pode achar que viver com alguém "da oposição".

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
Ministra quer pedófilos com GPS

«A ministra da Justiça manifestou-se hoje favorável à colocação de dispositivos eletrónicos de localização, como os chips, em pedófilos e defendeu a adoção de legislação para referenciação de abusadores de menores.

"Naturalmente que defendo [a utilização de chips]. Há muitos anos que defendo um sistema que não é exatamente igual à Lei de Megan (em vigor nos Estados Unidos da América), de referenciação de pedófilos", disse Paula Teixeira da Cruz. (A Lei de Megan obriga, nos EUA, as autoridades a divulgarem junto da população a localização de pedófilos condenados por crimes sexuais contra crianças)» [Expresso]

Parecer:

Num dia em que se ficou a saber com quem andam os adjuntos do Relvas a ministra quer saber onde estão todos os pedófilos, equipando-os com chips como se faz aos cães. Não seria boa ideia equipar também os adjuntos do Relvas, os agentes secretos e os próprios ministros porque nunca se sabe se não serão como o Relvas?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»
  
Voltou a existir PS?

«O PS chumbou o projecto de resolução da maioria sobre o Documento de Estratégia Orçamental, esta tarde, na Assembleia da República.

Apesar dos apelos do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, para trabalhar num "consenso alargado", os socialistas votaram contra as recomendações da maioria, depois de ter visto o PSD e o CDS inviabilizar o seu projecto de resolução que repudiava o comportamento do governo no processo de elaboração do DEO.» [i]

Parecer:

Já era tempo de Seguro deixar de dar cobertura a uma política económica de extrema-direita que viola o memorando com a troika.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
O Gaspar engasgou-se

«O ministro das Finanças não respondeu, esta sexta-feira, se defende mais baixas de salários e como sustenta as previsões de crescimento do consumo privado e do investimento do Documento de Estratégia Orçamental, que o PS considerou "uma profissão de fé".» [Jornal de Notícias]

Parecer:

É a segunda vez que Galambas faz com que Gaspar se engasgue, o que não é difícil, as previsões do Gasparoika são pura imaginação.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Isso mesmo Crato, chumba-os todos!

«Ontem, Rui Martins, da Confederação Nacional Independente de Associações de Pais (Cnipe), enviou mensagens escritas, por telemóvel, para outros encarregados de educação de jovens do 9.º ano de diferentes pontos do país. Pouco depois, as respostas começavam a cair, "assustadoras": "Na turma da minha filha só houve uma positiva, se o exame for assim é uma catástrofe." "O meu filho teve a primeira negativa na sua vida escolar." "O melhor aluno da turma, de nível 5, teve 45%."» [Público]

Parecer:

Assim sim, um exame à moda antiga!
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   




sexta-feira, maio 25, 2012

Porreiro pá


Os que julgam que se vai falar do Tratado estão enganados, não porque tudo aqui a que estamos assistindo não seja divertido ao ponto de merecer tal adjectivo, personagens como o Relvas e o sô Álvaro são mesmo uns tratados, mas o que nos trás aqui é o optimismo em torno da economia, o governo ficou excitadíssimo porque a receita fiscal só desceu 3,5%, isto depois de quatro relatórios da execução orçamental sempre a descer, a troika anda feliz porque a recessão já passou o ponto pior, há Poucos dias Cavaco até prognosticava crescimento e criação de emprego no segundo semestre.
  
Longe vão os tempos em que se acusava Sócrates de optimismo nas previsões e por isso ter conduzido o país à desgraça. Agora já não se acusa o povo de consumir em excesso, contam-lhe mentiras optimistas na esperança de que gaste os poucos tostões que lhe restam. O país tem uma dívida cada vez maior, quase não produz mas está tudo a correr tão bem que um dia destes os mercados ainda nos vão pedir o favor de aceitarmos uns empréstimos.
  
E devemos toda esta felicidade a quem? A Passos Coelho que em boa hora conheceu e aderiu às teses extremistas do Gaspar e aplicou a Portugal a receita do Chile de Pinochet. Ao Miguel Relvas que com sorrisos e amabilidades tem evitado que a comunicação social se transforme em oposição, em vez disso tem sido fundamental para que os portugueses vão para a cama cheios de fome mas convictos de que estão expiando os seus pecados e deles serão as portas do céu.  Aos três idiotas da troika que afundaram a Grécia mas que tiveram a oportunidade de transformar Portugal num caso de sucesso graças à mesma receita.
  
Tudo correu bem, graças às reformas estruturais implementadas pela troika, as exportações de sapatos aumentaram em 2011 por conta das feiras realizadas em 2012, os mármores ganharam mercado graças aos dois feriados que serão transformados em dia de trabalho nacional no ano de 2012, já que os feriados religiosos calharão em fins de semana. A Autoeuropa conseguiu novos modelos que lhe permitiram aumentar as exportações em 2012 porque no acordo laboral de empresa assinado em 2010 se inspiraram nas patacoadas que leram no blogue do sô Álvaro. A generalidade das empresas estão a apostar na exportação porque com a venda da EDP aos chineses é certo e sabido que um dia destes vão ter a energia à borla, por conta das cheias no Yangtsé.
  
Porreiro pá, perdemos os subsídios, pagamos mais impostos, tiraram-nos feriados, temos de festejar a independência do país fora das horas de expediente, estamos desempregados, passamos fome, estamos endividados como nunca estivemos e com juros de 4,5%, as receitas fiscais estão em queda livre, os serviços de saúde estão à míngua, mas somos felizes, a comunicação social só nos dá boas notícias, por mais que o défice aumente está em linha com as provisões, o desemprego é uma bênção para os que tinham uma vida monótona, a dívida aumenta mas a troika empresta mais a 4,5%.
  
Porreiro pá, do Cavaco ao Gaspar do Passos à troika, são cada vez mais os que se revelam mais socráticos do que o Sócrates.

Umas no cravo e outras na ferrdura




Foto Jumento


Museu da Moda e do Design, Rua Augusta, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


À janela na Baixa de Lisboa [A. Cabral]
     
Jumento do dia


Vítor Gaspar

Da última vez que a troika por cá estve o governo informou com voz grossa que a partir daí seriam as autoridades nacionais a divulgar as conclusões da troika, era anunciado o regresso da troika à discrição.

O desemprego aumentou, a recessão não amainou, a receita fiscal continua a descer, a troika regressou e do Vítor Gaspar nem rasto, o ministro que gostava tanta de falar para a comunicação social desapareceu, anda mais escondido do que o Paulo Portas.

E a troika passei-se por Portugal, todos os dias aparece nas televisões, várias vezes ao dia sai informação para a comunicação social. É evidente que daqui a uns dias o Vítor Gaspar vai diculgar as conclusões da troika, vai fazer figura de urso.

Você contava um segredo íntimo ao Miguel Relvas?

Eu não.

O que vai a troika fazer ao parlamento?

Os três manjericos que a comunicação social persegue como se fossem três Irinas Shaiyk não são presidentes de qualquer organização internacional ou líderes políticos ou representantes políticos de quem quer que sejam, são três funcionários intermédios de três organizações internacionais e estão cá para fazerem o trabalho de contabilista, findo o qual elaborarão um relatório em que proporão às suas chefias a entrega ou não de uma gorjeta de quatro mil milhões de euros, a título de empréstimo e pela qual Portugal não só paga a esses rapazes para encherem a mula em hotéis de luxo como ainda terá de pagar juros dignos de especuladores.
  
Não se entende, portanto, o porquê desses senhores irem ao parlamento e serem recebidos pela presidente da AR, que neste momento até é a primeira figura do Estado no país. Estamos perante um caso de sabugisse por parte dos nossos deputados e de arrogância e abuso da parte dos três manjericos.
  
Desde quando funcionários com poderes de nível administrativo são recebidos e entram com ar arrogante num parlamento nacional da Europa? Já nos bastou o espectáculo que há poucos anos nos foi dado por um juiz desta praça. 

O Passos não ouviu o Moniz

O Miguel Relvas não vai passar à história no dia em que for demitido por Passos Coelho, é um cadáver político a partir do dia em que o Moniz o dispensou. Quando o grupo que a par da Cofina é parte do negócio da RTP e que tanto se empenhou na eleição de Passos Coelho diz que Relvas está a mais é porque o ministro está mesmo a mais. Se Relvas ainda não foi demitido é porque devido a qualquer motivo Passos não teve oportunidade de ouvir Moniz ou, o que seria muito razoável, aguarda que Cavaco Silva regresse ao país para lhe dar a conhecer a demissão do seu inseparável mas inconveniente amigo.
   
 

Miguel Relvas: o empecilho de Passos Coelho

«1.A história das ameaças de Miguel Relvas a uma jornalista prossegue. Para além de um relacionamento estreito com a personagem chamada Jorge Silva Carvalho, Miguel Relvas tentou silenciar a jornalista que investigava as relações promíscuas e altamente atentatórias do Estado de Direito de Miguel Relvas com Jorge Silva Carvalho. Este é um episódio que mancha a democracia portuguesa e deve deixar envergonhado qualquer democrata: uma ditadura usa os dados pessoais dos cidadãos para controlar e chantageá-los politicamente. A nossa democracia, corporizada por políticos como Miguel Relvas, alia-se a interesses privadas e a personagens como Jorge Silva Carvalho para obter informações sobre a vida privada dos opositores políticos para os diminuir politicamente. Mudam os métodos; mantêm-se os objectivos e as práticas. Não há nada pior do que viver numa democracia liderada por pessoas com o carácter (ou falta dele) de Miguel Relvas e Companhia. Eu tenho medo desta gente: medo do seu "poder oculto", que através de ligações a empresas privadas e a organizações secretas têm acesso a informação que o Estado(pelo menos, um Estado que se respeite) deveria preservar e defender contra qualquer intromissão. Medo desta gente que se auto-convenceu que goza de uma impunidade ilimitada, podendo afastar, subverter a legalidade democrática conforme os seus interesses e conveniências privadas.

1.1. Entendamo-nos: Miguel Relvas não apresenta apenas defeitos, não é um "monstro" qe nasceu para assustar e amedrontar a nossa democracia. Devo, aliás, confessar que Miguel Relvas já mostrou qualidades políticas e legislativas: a reforma administrativa que empreendeu, no governo de Durão Barroso, ao nível das comunidades intermunicipais e Urbanas reflecte uma filosofia acertada. Todavia, o problema de Miguel Relvas - insistimos - é a sua falta de sentido de Estado, a sua deturpação da noção de interesse público e o seu comprometimento com interesses empresariais muito duvidosos. Relvas encara a política como a arte do domínio de certas pessoas ou categorias de pessoas que exercem um papel central na democracia, sobretudo na formação da opinião pública. A sua continuidade no Governo, após o episódio gravíssimo do Carvalhogate, só prova que Relvas será sempre um empecilho no governo de Passos Coelho.

2. Por último, esta ideia de remeter o processo para a ERC é muito original: como se sabe, a ERC é uma entidade reguladora (teoricamente) independente, mas o Governo intervém no processo de designação dos seus membros. Aliás, se verificarmos com atenção, os membros designados pelo executivo são pessoas próximas de Miguel Relvas. Por conseguinte, esta ideia do Governo (e da bancada do PSD) de rejeitar a audição de Relvas no Parlamento, remetendo o caso para a ERC é a forma encontrada para matar o assunto subtilmente. Aproveito, ainda, para acrescentar que a opinião divergente da directora do Público face à posição do Conselho de Redacção não causa estranheza: há redacções sobre as quais Miguel Relvas tem quase um poder paternal sobre elas, resultado de muitos anos a acarinhar jornalistas - Relvas considera que a melhor forma de conquistar e perpetuar o poder é dominar os jornalistas. Atenção: não assevero que os jornalistas do Público (ou o seu Conselho de Redacção) se encontram numa posição de subserviência face a Miguel Relvas, mas sei, por conhecimento pessoa, que há muito boa gente, no meio da comunicação social, que tem pavor (que se confunde em certos casos com admiração) de Miguel Relvas. Nós já conhecemos a decisão da ERC: nada se irá provar. E vamos continuar todos felizes e contentes, até à próxima jogada de Relvas, Silva Carvalho; Carvalho, Relvas - a dupla que melhor define o que é a nossa democracia actualmente.» [Expresso]

Autor:

João Lemos Esteves.
     

Mais uma do maroto do Clinton

«O ex-presidente esteve num casino de Monte Carlo e assistiu à gala da revista AVN, especializada em conteúdos pornográficos e assistiu à entrega de prémios como Melhor Cena de Sexo.

Foi uma das vencedoras da noite, Brooklyn Lee (melhor nova estrela), que deu a conhecer ao mundo a presença de Clinton no evento ao colocar no seu twitter uma imagem em que surge a abraçar o ex-presidente.

A imagem do ex-presidente dos EUA entre duas atrizes porno está a causar um enorme reboliço no twitter, pois foi uma das mulheres que colocou a foto na rede social.» [DN]
   
Governo mexe no crédito à habitação

«Este "regime temporário" proposto pelo PSD destina-se a famílias com "menores recursos que estão a passar dificuldades com o desemprego ou com outra redução significativa do rendimento", ou seja, "pessoas que estão mesmo necessitadas", nas palavras do deputado António Leitão Amaro, a quem coube apresentar as iniciativas do PSD numa intervenção no plenário da Assembleia da República.

Assim, segundo a proposta social-democrata, o banco ficaria "obrigado a reestruturar a dívida antes de poder executar a casa" e, nos casos em que essa reestruturação for inviável, "a família tem direito garantido à habitação", através de "soluções variáveis" a acordar entre banco e devedor.» [DN]

Parecer:

O governo parece ignorar que o grande penhorista de habitações em Portugal é o fisco.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se se vão estender estas medidas às dívidas fiscais.»
  
Este governo gosta muito de pressionar

«O Conselho Económico e Social (CES) aprovou ontem o seu Parecer sobre o Documento de Estratégia Orçamental 2012-2016. Apesar de ter passado sem nenhum voto contra, a redação do documento final não foi fácil.

A versão preliminar - redigida por João Ferreira do Amaral - foi divulgada pela comunicação social, enervando o Governo, que decidiu intervir ativamente, pedindo aos parceiros sociais para moderarem a linguagem do parecer.» [DN]

Parecer:

Parece que o Relvas não é uma excepção, é mesmo cultura do governo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
Sinais de que a recessão está a passar

«O consumo de combustíveis rodoviários em Portugal caiu em Março 7,4%, uma tendência que se arrasta desde Abril do ano passado. Ou seja, o consumo de combustíveis está a cair há 11 meses consecutivos.» [DE]

Parecer:

Onde estarão os sinais de retoma da troika?

Como é que estes três estarolas podem falar em fim de recessão?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos três estarolas.»
  
Patético

«O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares diz-se "pressionado" pelo jornal Público. "Tenho o direito, devo exigir que me seja dado mais de 30 minutos para responder a uma questão que me é colocada por uma jornalista, 24 horas depois de ter estado no Parlamento. Senti-me pressionado e foi nessa base que me insurgi. Não falei com a jornalista em causa. Não houve acusações, é algo que repudio em democracia".» [DE]

Parecer:

O país quer saber se a jornalista difamou o ministro ou se o ministro merece levar um grande pontapé no traseiro e este queixa-se de que 30 minutos era pouco tempo. É evidente que Relvas quer afastar o debate do importante e isso só pode conduzir a uma conclusão.

A estratégia de Relvas é tão velinha como fazer o serviço de cócaras, só tem um pequeno problema, Relvas só achou que tinha motivos para se queixar da jornalista uma semana depois do fax e da notícia, coincidência das coincidências só depois de o Público o acusar de chantagem sobre o jornal e sobre a jornalista.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o traste.»