sábado, julho 14, 2012

Doidos, doidos, doidos andam os ministros


Ainda não perdi a esperança de ver um porco andar de bicicleta, mas enquanto nenhum suíno conseguir juntar experiências práticas que resultem no conhecimento necessário para que o reitor da Lusófona conceda as equivalência necessárias para que lhe seja entregue o diploma de condutor de velocípedes, vamo-nos divertindo com um governo em que os ministros dão sinais evidentes de loucura, isto já não é um governo, é o ensaio para uma coreografia da famosa canção infantil “doidas, doidas, doidas andam as galinhas”.
  
Ligo a TSF e ouço Paulo Portas teorizar sobre a resposta de peixeira do primeiro-ministro ao presidente do Tribunal Constitucional dizendo que um membro do governo discutir as palavras do magistrado seria falta de sentido de estado. Ligo para a SIC notícias e a parte em que Portas falava de sentido de Estado. Fiquei a pensar com os meus botões se a a jornalista (cheira-me que foi uma rapariga da SIC a montar a notícia) saberá andar de bicicleta ou se também vai pedir equivalências na Lusófona.
  
Agora que a mentira com que Passos Coelho justificou o corte dos subsídios estava já desmontada veio Paulo Portas usar para explicar aos seus militantes na Madeira porque é contra cortes no sector privado, até foi mais longe e disse que eles sabiam que os funcionários públicos ganham mais do que os do sector privado, bem com tantos conhecimentos de economia não nos admiraremos se o pessoal do CDS da Madeira vier todo à Lusófona pedir as equivalência e voltam todos para a Madeira licenciados em economia. O que o Portas não explicou foi porque razão é a favor de cortes nos subsídios dos pensionistas do sector privado.
  
Este governo está a sofrer um aprofunda evolução, até aqui uma boa parte dos seusministros mostravam ser imbecis, agora evoluira para os loucos e não me admiraria nada se estes rapazolas que andam sempre de bandeirinha portuguesa na lapela, como se fossem os únicos portugueses que por aqui andam, quando forem chamados a cantar o hino nacional comecem a berrar:

Doidos, doidos, andom os ministros
 Para pôr o ovo lá no buraquinho
 Raspam, raspam, raspam
 P'ra alisar a terra
 Picam, picam, picam
 Para fazer o ninho

Arrebita a crista o galo vaidoso
 Có-có-ró-có-có
 Canta refilão
 E todo emproado com ar majestoso
 É o comandante deste batalhão.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Aqui nasceu o C.F. Os Belenenses, Belém, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Banco [A. Cabral]
    
Jumento do dia


Nuno Crato

Começa a ser evidente que o ministro da Educação demitiu-se das suas funções de controlo da qualidade do ensino universitário privado até perceber que essa demissão lançava ainda mais suspeitas sobre a licenciatura muito duvidosa concedida pela Lusófona a Miguel Relvas e que a comunicação social começa a recolher provas de que a avaliação de Miguel Relvas poderá não ter passado de uma farsa mal ensaiada.

Sabendo-se que o ministro Crato despreza a qualidade do ensino e aposta tudo em esperar que mais avaliações e avaliações mais exigentes estimulam os alunos a aprender mais independentemente das escolas e dos professores, é estranho que tenha assobiado para o ar quando o país ficou a saber que andam por aí doutores com canudos que valem menos que um rolo de papel higiénico.
     
«O Ministério da Educação e Ciência (MEC) admitiu ao DN ser "natural que a Universidade Lusófona seja em breve novamente auditada", ainda que não assumindo uma relação entre essa auditoria e o caso da licenciatura de Miguel Relvas.


Em resposta enviada ao DN, o gabinete de Nuno Crato informou que "a Inspeção Geral do Ensino Superior realizou em 2009 uma auditoria à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, no âmbito das Auditorias Sistemáticas ao Ensino Superior Particular e Cooperativo".» [DN]

Vamos votar Coelhone

O Diário Económico da Ongoing do pessoal das secretas e de outros negócios menos públicos está a escolher o melhor CEO português. O Mexia lidera a votação logo seguido por Jorge Coelho. Não seria um gozo se o Coelhone ganhasse? Vamos votar Coelhone aqui! Se for preciso faz como o Cunhal fez quando votou em Mário Soares para Presidente da República, tapa os olhos e vota Coelhone, só para gozar com o pessoal das secretas.

Conselho Científico da Lusófona reuniu de emergência

Para actualizar os créditos a Miguel Relvas tendo em conta a actualização do seu currículo profissional. Aguarda-se o doutoramento em ciências políticas.

O competente, o político pouco confiável e a anedota

Há uns meses atrás o competente deste governo era o Gaspar, o político pouco confiável era o Relvas e a anedota era o sôr Álvaro. Agora o competente é o sôr Álvaro, o político pouco confiável é o Gaspar e a anedota é o Miguel Relvas. É um facto que o ajustameno está a fazer-se de forma mais rápida do que o esperado.
  
 

Sobre o défice do nosso falar

«Nós conhecemos o hábito anglo-saxónico da declaração pública, lida e curta, quando um político é apanhado de calças na mão. Lá está, esta expressão "de calças na mão" é inimaginável numa declaração dessas: elas têm de ser sucintas e claras, sem dar margem a que a intenção, que é minorar os desgastes, tenha efeitos contrários. Discretos, é o que se pede do declarante e da declaração. Admira-me que essa técnica da ponderação das palavras não tenha sido esta semana importada pelo Governo. O seu homem-forte, Miguel Relvas, está envolvido numa situação que eu, porque não sou político nem tenho de importar hábitos anglo-saxónicos, posso descrever assim: foi apanhado de calças na mão. Não me interessam agora as peripécias da sua licenciatura - na última quinzena o mais falado assunto nacional (daquele povo feliz e sem preocupações...) -, bastam-me as consequências: não há restaurante em que não se oiça o cumprimento, tão banal entre nós, "olá, doutor", a ser varrido com risinhos: "Homem, não me ofenda!" Perante esse gozo espalhado - repito, não me importa se justa ou injustamente - Relvas deveria só dizer coisa lida e pensada. Não deveria dizer, como disse ontem: "Norteei a minha vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente." Em circunstâncias destas, nem o grande, simples e sábio, e que às vezes até se recolhe nas celas do mosteiro de Singeverga, professor José Mattoso se podia permitir tal frase.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  
Uma questão de justiça

«O Acórdão do Tribunal Constitucional que declara a inconstitucionalidade da eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas, por violação do princípio da “igualdade proporcional”, é uma decisão notável e corajosa, que honra e prestigia o Tribunal Constitucional como instância de defesa dos direitos constitucionalmente protegidos dos cidadãos e dos valores estruturantes do nosso Estado de Direito.
  
Como tive ocasião de escrever aqui (4/11/2011): "A eliminação, dita transitória, dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos, dos trabalhadores das empresas públicas e dos pensionistas constitui uma injustiça brutal e intolerável na distribuição dos sacrifícios. Para além da medida ser discriminatória, violando grosseiramente os princípios da igualdade e da equidade fiscal, é chocante o modo como atinge pessoas com rendimentos muito baixos (...). E as coisas estão ligadas: a escolha de um universo tão restrito conduziu a uma enorme violência no esforço imposto aos grupos atingidos, em claro desrespeito do princípio da proporcionalidade". Foi esse também, no essencial, o entendimento do Tribunal Constitucional - e dificilmente poderia ser outro.
  
E que não haja confusões: a decisão do Tribunal Constitucional - tomada por uma maioria clara, indiferente aos alinhamentos partidários - não criou um problema ao Governo, o que fez foi resolver um problema que o próprio Governo tinha criado a milhões de cidadãos vítimas de uma injustiça brutal! E ao contrário do que precipitadamente sugeriu o primeiro-ministro, na entrevista que resolveu dar à porta do musical de Filipe La Feria, também não é verdade que o Acórdão determine este ou aquele caminho alternativo: o Tribunal limitou-se a afirmar, e bem, que a crise financeira não suspende os princípios constitucionais da igualdade e da proporcionalidade. E isto significa apenas que o Governo, sejam quais forem as suas opções - que só a ele competem e só a ele responsabilizam - não está dispensado, nem pela crise, nem pelo Memorando da ‘troika', do dever de respeitar a Constituição e promover uma justa distribuição dos sacrifícios. Que isto seja para o Governo uma "dificuldade inesperada" é que deve ser considerado uma surpresa...


Mas se a intervenção do Tribunal Constitucional, requerida por um conjunto de deputados, qualifica a nossa democracia e as instituições do nosso Estado de Direito, a escandalosa omissão do Presidente da República quanto ao uso dos seus poderes de fiscalização da constitucionalidade fica a constituir mais uma página negra deste seu desastrado mandato. O facto é que o Presidente sabia - ele próprio o disse em público! - que a eliminação dos subsídios dos funcionários públicos e dos pensionistas violava um "princípio básico de equidade fiscal". Sabia, mas resolveu não fazer nada!


Alega agora que não podia pedir a fiscalização preventiva da constitucionalidade porque isso, além de inédito, iria "deixar o País sem Orçamento" num momento delicado. Fraco argumento: nem esta situação tem precedentes, nem é verdade que o País fosse ficar "sem Orçamento". Mas mesmo que se aceitasse o argumento do Presidente quanto à fiscalização preventiva, nenhuma razão pode justificar que o Presidente, consciente que estava desta tão grave violação dos princípios constitucionais, se tenha abstido de promover a fiscalização sucessiva da constitucionalidade, tal como o fizeram os deputados. Era esse o seu poder e era esse o seu dever como Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  

Ao que o PSD chegou

«O grupo parlamentar do PSD-Madeira entregou hoje no Parlamento Regional um voto de protesto condenando a Presidente da Assembleia da República por ter recebido e se ter mostrado "solidária" com o deputado do PTP, José Manuel Coelho.
  
"A Assembleia Legislativa da Madeira condena a Senhora Presidente da Assembleia da República pelo facto de, primeiro e em tratamento diferente dos restantes cidadãos, ter indicado aos serviços de segurança do Parlamento nacional que deixassem entrar o cidadão José Manuel Coelho para as galerias reservadas ao público, munido de cartaz e megafone", pode ler-se no texto do voto de protesto assinado pelo líder parlamentar, Jaime Ramos, hoje divulgado.» [DN]

Parecer:

O PSD tropical condenou a segunda figura do Estado português, militante do PSD, porque no exercício das suas funções ter recebido um cidadão português, por sinal madeirense, deputado regional, e vítima da palhaçada da democracia naquela ilha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
Os dez impostos mais absurdos

«O blogue em língua espanhola www.10puntos.com divulgou uma lista com os dez impostos mais absurdos discutidos e implementados no mundo. O site publica diariamente o top 10 de temas light e curiosidades. Esta lista vai desde imposto por ser bonito até aos gases dos animais.
  
Conheça a lista:
1. Imposto por ser bonito. No Japão, Takuro Morinaga, um economista de renome, propôs a implementação de uma taxa a todos os homens solteiros e fisicamente atrativos. A proposta também inclui uma redução nos impostos aos homens menos interessantes fisicamente. Para decidir quem tem que pagar iria existir um júri composto por cinco mulheres.
  
2. Imposto por posse e consumo de drogas. No estado norte americano de Tennessee, entre 2005 e 2009, o governo cobrou uma taxa a todos os que foram apanhados com substâncias proibidas. Foi decidido que as pessoas tinham o direito de consumir e transportar uma certa quantidade de droga desde que pagassem entre três e 200 dólares.
  
3. Imposto sobre produtos com gorduras saturadas. Como medida de controlo para evitar o excesso de peso e obesidade, o governo da Dinamarca anunciou em outubro de 2011 uma taxa adicional sobre alimentos que contêm gorduras saturadas, como manteiga ou azeite.
  
4. Imposto pela emissão de gases por gado doméstico. Os proprietários de pecuária na Irlanda e na Dinamarca são obrigados a pagar um imposto, de não mais de 13 euros, pelas flatulências dos seus animais. Este imposto surgiu no seguimento de um estudo que revelou que os gases emitidos pelas vacas contêm uma grande quantidade de dióxido de carbono.
  
5. Imposto a bruxas e adivinhos. Em Bucareste, capital da Roménia, o governo determinou, em 2011, que as pessoas que se dedicam à adivinhação ou bruxaria devem pagar um imposto de 16% das suas receitas. Em protesto, as pessoas que se dedicam à atividade reuniram-se em frente ao parlamento e ameaçaram lançar maldições e feitiços.
  
6. Imposto sobre a obesidade. Nas Filipinas discutiu-se a proposta de se implementar um imposto sobre os cidadãos que não controlam o peso, como incentivo a que façam mais exercício e uma alimentação saudável. A medida não foi aprovada porque foi considerada discriminatória.
  
7. Imposto sobre chapéus. Entre 1784 e 1811, o governo britânico impôs um imposto sobre uso e venda de chapéus de homem.
  
8. Imposto para descarregar o autoclismo. Desde 2005 que os cidadãos de Maryland pagam três dólares por cada descarga de água feita. O governo estava a ponderar aumentar a taxa mas não o fez por considerar injusto, já que é uma necessidade fisiológica.
  
9. Imposto sobre as janelas. Até ao final do século XVII, o rei Guilherme III de Inglaterra, cobrava uma taxa por cada janela que uma casa possuía. O dinheiro deste fundo serviu para financiar a guerra no país. No entanto, ele não estava sozinho. No México, Antonio López de Santa Anna aplicou o mesmo imposto sobre portas e janelas.
  
10. Imposto sobre tatuagens. No estado americano do Arkansas, desde 2002 que quem quer fazer uma tatuagem tem que pagar uma taxa de 6% sobre o valor total. O valor é pago aos locais especializados que o entregam posteriormente ao governo.» [DN]
   

   




sexta-feira, julho 13, 2012

A fraude das universidades privadas


Nos últimos anos têm rebentados sucessivos escândalos envolvendo universidades privadas (com excepção de escolas da Universidade Católica, do ISPA), escândalos que apresentam traços comuns. É evidente que as cooperativas não passam de esquemas para alguns oportunistas enriquecerem com um negócio fácil e oportunista, estas falsas universidades apenas ministram cursos em que o investimento é mínimo, servem para uma classe onde se misturam professores pouco escrupulosos e políticos em busca de trocos, envolvem sempre nomes sonantes da classe política e movimentam milhões.
  
Estas universidades multiplicaram-se a um ritmo bem superior à capacidade portuguesa em termos académicos e não surgiram para suprir qualquer necessidade nacional mas sim para enriquecer alguns à custa de cursos de qualidade questionável. A mania portuguesa de se ser doutor, mania bem evidenciada na forma como Miguel Relvas se licenciou na Universidade Lusófona foi bem aproveitada por alguns professores menos escrupulosos e ávidos de dinheiro fácil.
  
Com a imposição dos limites ao acesso às universidades públicas multiplicaram-se as universidades privadas, verdadeiros lojas chinesas de canudos universitários em cursos de qualidade científica duvidosa e em áreas onde basta uma sala e um professor para se fazer de conta que se está a ensinar. Os cursos ministrados nestas universidades apresentam três características em comum, são muito procurados pelos serviços públicos, são fáceis e exigem poucos recursos. Primeiro foram os licenciados em direito que não sabem distinguir um decreto-lei de uma portaria, depois vieram os arquitectos e, por fim, os enfermeiros.

As consequências estão à vista, dá-se um pontapé numa pedra e saltam três juristas, os arquitectos são mais do que as mães e os enfermeiros estão à beira de fazer o que já sucede com os psicólogos, estão dispostos a trabalhar gratuitamente só para poderem fazer currículo. O Estado gerido por políticos que se têm servido das universidades privados para encherem a mula ou para inventarem falsas qualificações tem sido o grande responsável pelo oportunismo promovido nestas universidades ao contratar quadros sem avaliar a qualidade das suas qualificações, tratando por igual as médias e os cursos. Não admira que as médias finais nestas universidades sejam superiores, isso confere vantagem aos seus alunos nos concursos de admissão do Estado.
  
Mas este modelo de enriquecimento fácil está com os dias contados, com o mercado saturado e com o próprio Estado a proletarizar os quadros superiores, pagando aos enfermeiros dez vezes menos do que paga ao motorista do secretário de Estado da Cultura, o negócio dos canudos corre um sério risco de deixar de ser rentável, se uma mulher a dia ganha mais do que um enfermeiro é muito provável que a Universidade Lusófona deixe de ministrar cursos de enfermagem e opte por ministrar licenciaturas em serviço doméstico, poderá fazer rir mas certamente um curso superior de mulher a dias feito a sério exigirá mais estudo e avaliação do que a licenciatura do Miguel Relvas.
  
Estas universdidades privadas só têm servido para proletarizar os possuidores de estudos universitários, para enriquecer gente sem escrúpulos, para empregar uma classe política onde cada vez mais reina o oportunismo e para desprestigiar o ensino universitário em Portugal. Mas desiludam-se os que pensam que será fácil combater o fenómeno como fez o bastonário da Ordem dos Advogados ao exigir exames rigorosos, são muitos mais os oportunistas destas universidades em altos cargos do Estado do que professores das universidades públicas, são uma importante fonte de enriquecimento fácil de políticos (recorde-se o caso de Paulo Portas e do Jaguar que era visto a passear por Lisboa).

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


   
Muita sardinha, pouco dinheiro
Imagens dos visitantes d'O Jumento


"Este não precisa de ser recapitalizado" [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento
 


Um dos itens do currículo que mais surpreendeu o lusófono juri pela positiva foi o da experiência do ilustre dr. Miguel Relvas como cozinheiro, devidamente comprovada por fotografia e vídeo:
   
  

Jumento do dia


Paulo Macedo

Se Paulo Macedo acompanhou as notícias sobre a greve dos médicos não só terá reparado que terá sido a maior greve de médicos e que apesar de todos os transtornos os utentes do hospitais manifestaram-se quase unanimemente ao lado dos médicos. Isto significa que os portugueses não são parvos e não aceitarm os argumentos do ministro da Saúde que nos últimos idas tentou condicionar os médicos com ameaças e golpes baixos.

A amarga lição dos professores portugueses

Quando estava em causa uma questão secundária como a avaliação assistiu-se a uma imensa mobilização, ao apoio militante da oposição e das suas autarquias que apoiaram no transporte dos manifestantes no envolvimento da máquina do PCP que se queria vingar da perda de centenas de "funcionários" em consequência do regresso de muitos falsos sindicalistas às escolas.
  
Agora que está em causa o despedimento de mais de duas dezenas de milhares de professores assiste-se à ausência de solidariedade entre professores, ao desprezo da comunicação social, à desmobilização das máquinas dos partidos e das autarquias. Os professores estão entregues a si próprios e perceberão agora que foram usados para derrubar um governo e ajudar a direita a chegar ao poder.

Relvas astronauta

     

Relvas faz a segunda vítima

«Fernando Santos Neves, o professor da Lusófona que despachou as equivalências de que Miguel Relvas precisava para obter a licenciatura em Ciência Política, demitiu-se do cargo de reitor da Universidade no Porto, avançou a revista "Sábado" no seu site.» [DN]

Parecer:

Depois da jornalista do Público demite-se o homem que lhe deu "crédito" na Lusófona.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao ilustre dr. Relvas, já devia estar demitido e ao invés disso já se demitiram duas pessoas por sua causa.»
  
Patos franceses pedem asilo político à Califórnia

«Ativistas em defesa dos animais pediram simbolicamente "asilo político" à Califórnia para os patos franceses. O estado norte-americana acaba de proibir a venda de foie gras, o figado de pato ou ganso, especialmente engordado a pensar no seu consumo.» [DN]
   
Membros do governo baldaram-se à reunião do PSD

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, criticou na quarta-feira os membros do Governo que faltaram à reunião do Conselho Nacional do PSD, considerando que a sua ausência era inaceitável.
  
De acordo com dirigentes do PSD que participaram nessa reunião, que se realizou num hotel de Lisboa e terminou na madrugada de quinta-feira, Passos Coelho defendeu que os membros do Governo têm a obrigação de ouvir e de responder perante o partido.
  
Os membros do Governo de coligação com o CDS-PP que são militantes sociais-democratas ou independentes são convidados a estar presentes nas reuniões do Conselho Nacional do PSD, nas quais há uma bancada reservada para eles.» [Expresso]

Parecer:

Isto começa a estar mal, já não se respeita o partido dos sovietes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Parabéns Gaspar

«A economia portuguesa voltou a destruir empregos no primeiro trimestre deste ano e acumula já uma destruição de 6 pontos percentuais face aos níveis que se registavam antes do início da crise, o quarto maior valor neste período.
  
De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), só a Irlanda (9,4 pontos percentuais), a Grécia (9,1 pontos percentuais) e a Espanha (8,7 pontos percentuais) destruíram mais emprego que Portugal (6 pontos percentuais) desde o fim do primeiro semestre de 2008, altura que chamam de pré-crise, uma vez que a falência do banco de investimento norte-americano aconteceu apenas em setembro de 2008 e acabou por dar a face mais visível ao início da crise financeira nos Estados Unidos.» [i]

Parecer:

Uma boa parte do emprego destruído foi a troco de nada, resulta de medidas incompetentes como o aumento IVA no sector da restauração. Quando os produtos alimentares sofrem aumentos do IVA à medida que são transformados, passando da taxa mais baixa na primeira transformação ou para a taxa mais elevada nos restaurantes o IVA aplica-se ao emprego, um aumento do IVA apenas tem como resultado combater esse emprego.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao Gaspar.»
  
Não façam isso!

«Quase duas mil pessoas confirmaram, até hoje de manhã, a sua presença numa manifestação onde vão exigir a demissão do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, convocada através do Facebook para segunda-feira, em frente ao Parlamento.» [i]

Parecer:

Demitir o Relvas é um crime, graças a ele até os desempregados sem de comer conseguem sorrir e até mesmo rir à gargalhada, se o tiram este país entra em depressão, depois vamos rir da cara do Paulo Macedo porque quando fala encolhe a boca ao mesmo tempo que fecha o olho esquerdo?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Apele-se ao bom senso dos portugueses.»
  
Relvas insiste em enterrar-se

«Miguel Relvas reagiu nesta quinta-feira ao caso provocado pela forma como obteve a sua licenciatura na Universidade Lusófona, garantindo que fez tudo “ao abrigo da legislação em vigor”.
  
O ministro acrescentou ainda que, sobre este caso, se “ouvem muitas histórias que não têm razão de ser”.
  
Questionado porque motivo “precisava” de ter uma licenciatura realizada através de equivalências concedidas a partir do currículo profissional, o ministro respondeu que “não precisava”.
  
“Muitos portugueses, colegas seus [jornalistas], pessoas que vão directamente para doutoramentos? É uma regra europeia”, afirmou.»

Parecer:

E em gozar com a inteligência dos portugueses.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Relvas que ao menos tenha a noção do ridículo.»
   

   




quinta-feira, julho 12, 2012

Deus te pague ó ilustre dr. Relvas!


Não entendo a gritaria de alguns políticos contra o ilustre dr. Relvas, vejam lá que alguns até têm a infeliz ideia de pedir a sua demissão. Que me recorde Cavaco Silva ainda invocou os seus conhecimentos de economia para ser eleito, Relvas não prometeu nada, se alguém deve ser demitido é Cavaco Silva prometeu desenrascar-nos com os seus vastos conhecimentos e cada vez estamos mais enrascados. Os gregos choram, os espanhóis tremem de medo, os alemães bebem cerveja e apesar da fortuna mijam-se pelas calças abaixo, os únicos europeus que se divertem, que não perderam o bom hábito de contar anedotas são os portugueses. Não são cornos mansos como muitos insinuam, simplesmente têm fortes razões para passarem o dia a rir, para deixarem de trabalhar só para conseguirem limpar a caixa do correio electrónico, tudo isso graças ao Miguel Relvas.
  
O sôr Álvaro veio do Canadá para nos atazanar o juízo e tirar-nos quatro feriados? Que se dane o sôr Álvaro, nesta semana já perdemos mais do que quatro dias a ler emails como o do jornal de Tomar, a rir à gargalhada com a imagem do Relvas a contar que teve a sua primeira relação sexual aos treze anos graças a uma equivalência. Alguém, deu pelo debate do Estado da Nação, alguém ouviu falar do Silva da Quinta da Coelha, alguém se preocupou com o choradinho do Mário Nogueira ou com o acórdão do constitucional? Não, é o Relvas que nos interessa, que se lixe o subsídio de férias, de dia vamos à Caparica e à noite rimos que nem uns pedidos com as imagens do Relvas, por este andar depois de concluírem que a muralha dos patrões do professor pentelhos da EDP é a única obra humana que se vê da estação espacial, os astronautas vão dizer que o único ruído que lhes chega da superfície do planeta são as gargalhadas dos portugueses.
  
Graças a Miguel Relvas o povo português esqueceu a troica, está-se borrifando para a crise, as dificuldades de acesso ao crédito não é problemas, enquanto nos rirmos por conta dos 160 créditos que a Lusófona deu ao dr. Miguel Relvas andamos de barriga cheia, não queremos saber se o BCP nos dá crédito ou se o que o Gaspar diz merece qualquer crédito. Um dia destes uma dedicada esposa pergunta ao marido o que quer para o jantar e este responde “uma coisa leve, talvez uma anedota sobre o dr. Miguel Relvas” e faz como o outro quando dá de comer ao filho, depois de um bom par de anedotas sobre o Relvas ninguém reparou que o prato estava vazio e ficaram todos jantados.
  
Este governo sem os altos conhecimentos que o dr. Relvas tem dessa difícil ciência que é a ciência política, arte que em Portugal tem como decano o Professor Adriano Moreira, seria uma desgraça, veja-se o que sucedeu com o aumento do défice. Passos Coelho engasgou-se, o Gaspar ficou sem saber o que dizer, o Portas escondeu-se em parte incerta, Cavaco disse que já não há cu que aguente tanta austeridade. O único homem  tranquilo, o único que fez uso de conhecimentos científicos aprendidos graças à combinação da gestão do banco off shore de Cabo Verde com a gestão dos ranchos folclóricos dos templários foi o nosso ilustre dr. Relvas. Esclareceu os jornais que o aumento do défice estava previsto, o oportuno esclarecimento foi primeira página de toda a comunicação social e o país regressou à sua boa disposição.
  
Relvas não tem motivos de vergonha, pode dizer à sua filha que tirou o curso durante a semana, algo que Sócrates nunca poderia fazer, o ex-primeiro-ministro só tinha filhos varões. Na casa do ilustre dr. Relvas andam todos felizes, não têm mãos a medir com tantos recortes de imprensa. Até no gabinete já se pensa em suspender a blogosfera de direita para que se possam contratar todos os bloggers pois são necessários no gabinete do dr. Relvas, até já há quem pense em contratar o pessoal do Arrastão para ajudar a tratar as notícias sobre o dr. Relvas.
  
O país deve agradecer ao dr. Relvas, o impacto resultante de tanta alegria na actividade económica é bem maior do que os que resultaria de uma vitória no europeu. Até a receita fiscal está a aumentar em consequência do aumento da colecta de IVA sobre as comunicações electrónicas e a cerveja ao fim do dia para trocar as últimas sobre o Relvas. Por isso não se entende tanta animosidade contra o ilustre dr. Relvas, em vez dos 160 devia ter levado os 200 créditos, tinha sido poupado à chatice dos quatro exames e ainda ficava com uns trocos para começar o mestrado!

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Sala de audiência no antigo Tribunal da Boa Hora, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Valença [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento 
   
 
De entre as muitas actividades curriculares que permitiram a Relvas ter mais créditos do que os que Portugal recebeu da troika está a sua passagem como bombeiro voluntário. Aliás, foi esta passagem que leva o PCP a quase não incomodar o ilustre dr. Miguel Relvas, limitando-se Jerónimo de Sousa a dizer que "canudos há muitos", expressão típica de um velho metalúrgico que desdenha quem os tem. 
  
Mas a imagem explica a muita simpatia que o PCP tem por Miguel Relvas, simpatia extinsível a todo o governo que ajudou a que fosse eleito, mas especialmente pelo ilustre dr. Relvas. Na imagem vê-se uma fotografia do ilustre dr. Relvas poucos minutos depois de ter salvo das chamas o gato Gaspar, do militante comunista Honório Novo.  

Jumento do dia


Mário Nogueira, líder da FENPROF

Se há alguém neste país que não tem autoridade moral para atacar a política deste governo para a educação é Mário Nogueira, faz mais sentido pedir a aopinião ao cavalo da estátua equestre de D. José Primeiro no Terreiro do Paço.

Mário Nogueira organizou centenas de esperas a José Sócrates e à ministra da Educação para os vaiar, promoveu manifestações a torto e a direito, inventou invasões policiais de sindicatos, fez tudo o que estava ao seu alcance para derrubar o governo do PS, seguindo as instruções do seu partido, onde é membro do comité central.

Mário Nogueira sabia o que esta direita queria, conhecia o seu projecto constitucional, sabia o que estes liberais pretendiam, mesmo assim não esmoreceu no seu apoio à direita, gesto que ficou celebrizado pela sua ida à Madeira para ajudar o governador local. Não escondeu a sua alegria com o novo governo, ninguém se esquece da quase vénia que fez a Passos Coelho. No início apoiou todas as medidas que condenou, aceitou a avaliação tal como estava, elogiou o encerramento de escolas, não se opôs às mexidas curriculares, era só sorriso e diálogo.

Agora que é evidente o objectivo do governo o líder da FENPROF e do PCP não sabe o que fazer, ajudou de forma activa ao despedimento de milhares e milhares de professores, os contratados foram a sua tropa de choque e agora não tem outro remédio senão verter lágrimas de crocodilo pelo seu despedimento em massa. Mas esquece que tudo o que fez conduziu a este resultado, Mário Nogueira vai ser o autor moral do despedimento colectivo de professores.

Desorientado e perdido tenta agora colar-se aos médicos, mas tem um problema, os sindicatos dos médicos são sindicatos, não estão a mando dos Mários Nogueiras e outros profissionais do sindicalismo para quem as mordomias sindicais estão acima do interesse dos professores e quando as perderam não hesitaram em ajudar a direita mesmo que isso resultasse no despedimento de milhares de colegas. A língua portuguesa tem uma palavra para designar este tipo de gente, canalhas.
  
«Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, acusou ontem o Governo de preparar o maior despedimento colectivo da história, atirando para o desemprego quase todos os contratados. "Desempregados vão ficar praticamente todos os contratados, entre 15 mil a 20 mil professores", disse, em conferência de imprensa no Porto, estimando ainda que "entre sete a oito mil professores dos quadros ficarão com horário zero".
  
Segundo os dados do Ministério da Educação e Ciência, em 2010/11 havia 36 mil docentes a contrato. N ano lectivo transacto, o número terá diminuído mas dificilmente chegará aos 20 mil a que alude Nogueira.
  
Confrontado pelo CM com esta disparidade de números, o líder sindical afirmou estar apenas a referir-se aos cerca de 20 mil professores que foram reconduzidos e contratados no ano lectivo passado, a maioria com horários completos. Nas contas do responsável sindical não entram assim os contratados via bolsa de recrutamento e oferta de escola. Segundo o dirigente, medidas como a criação de 150 mega-agrupamentos, o aumento para 30 do número máximo de alunos por turma e a revisão da estrutura curricular vão "retirar 25 mil horários de trabalho das escolas". Mário Nogueira apelou por isso à participação na manifestação de professores de amanhã, em Lisboa, para "mostrar indignação contra o que está a acontecer". O protesto está agendado para as 14h30, do Rossio até à Assembleia da República.» [CM]

Kim Jong-un já tem a sua canção


A melhor que recebi por email


Dantes mandavam a PIDE



Usar uma ovelha ranhosa para atacar toda uma classe em dia de greve revela que ainda há gente que é alérgica ao exercício da liberdade.
   
 

TÍTULO 10

«Portugal está, novamente, dividido entre "eles" e "nós." Como no tempo do fascismo nada temos a ver com decisões, não partilhamos o que nos impingem, desconhecemos o que engendram, ignoram-nos e desprezam-nos. Não há que escapar à expressão das palavras. A pátria transformou-se numa instância de encerramento para a maioria dos portugueses, e quem reina perverteu completamente a natureza do 25 de Abril. O poder do PSD-CDS não é um meio, mas um fim. Uma cegueira e uma surdez patológicas caracterizam este governo, cuja classe a que pertence já manifesta, ela própria, sinais de embaraço e de inquietação.
  
Demonstrações de protesto e de cólera acompanham os governantes, para onde quer que vão. O Presidente da República não escapa à ira. É refém da teia reticular com a qual se cumpliciou, esquecendo os compromissos de honra e a qualidade imparcial das funções que exerce. As vaias de que é objecto representam não só um ricochete pelas conivências em que se enredou, mas uma acusação reiterada às máscaras sob as quais se pretende ocultar.
  
O imbróglio do ministro Miguel Relvas, doutor em forma tentada, que alguns (entre eles o Marcelo Rebelo de Sousa) intentam confundir com o caso Sócrates, não só abala as estruturas do Executivo como se estende à sociedade portuguesa para se inscrever num capítulo da amoralidade. Entre as ambiguidades das declarações de próceres da Direita e o silêncio do ministro Nuno Crato, a desagregação atingiu as raias do absurdo. Vamos acreditar em quem?, se a razão dominante nos dirige, violentamente, para patamares que esvaziam a índole de todos os valores.
  
O Tribunal Constitucional, ao considerar falhas de legalidade as supressões dos subsídios de férias e de Natal, colocou o Governo sob a espada de Dâmocles. Qualquer que seja a decisão a tomar, ela será, sempre, contra Passos Coelho. Igualizar o público com o privado equivale a uma tempestade imprevisível, que os patrões temem e a que expressamente se opõem. Aumentar os impostos, como?, se o sufoco já é asfixiante, e as exteriorizações populares começam a chegar a níveis preocupantes.
  
Pedro Passos Coelho e as suas obstinações estão a empurrar-nos para perímetros até agora desconhecidos e, por isso mesmo, perigosíssimos. A situação portuguesa é calamitosa, e as indignações populares renovam-se, em vários sentidos e direcções, quando as coisas parecem calmas e tranquilas. O lugar do trabalho não merece, ao primeiro-ministro e aos seus, o respeito e a supremacia exigíveis. Com a desfaçatez comum a quem não presta contas, e deseja irresponsabilizar-se, após o veto do Constitucional, declarou, impante e malicioso, "agora, a oposição diga o que devemos fazer".
  
Levanta-se a questão de saber, afinal, o que é a dignidade em política, quando a estratégia da dissimulação se substituiu ao princípio da honra.» [DN]
     

Mário Nogueira preocupado com o rendimento dos alunos

«Mário Nogueira, secretário-geral da Federação nacional dos Professores (Fenprof), referiu esta terça-feira no Porto que prevê um agravamento dos resultados escolares dos alunos, na sequência de todas as medidas tomadas nos últimos anos.» [CM]

Parecer:

quando mandou "incendiar" as escolas seguindo a estratégia do PCP de derrubar o governo para permitir que a direita governasse o líder da FENPROF nunca se sentiu incomodado com o rendimento dos alunos.

Nesse tempo Mário Nogueira era uma vedeta nacional, os jornalistas amigos da direita não o largavam, todos os dias aparecia nas televisões. Agora foi votado ao desprezo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
O IVA sobe três pontos em Espanha

«O primeiro-ministro de Espanha está a explicar esta manhã os resultados da cimeira europeia no Congresso dos Deputados e a anunciar mais medidas de austeridade e de contenção de custos para tentar travar a crise no país vizinho.A redução da prestação do subsídio de desemprego faz parte da lista, tal como o corte do subsídio de Natal.» [DN]

Parecer:

É a troika sem a troika.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
Dossier de Relvas na Lusófona é um barrete

«Os documentos que os jornalistas puderam consultar sobre a atribuição da licenciatura em Ciência Política ao ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares nada dizem sobre as que datas em que Miguel Relvas prestou provas na Universidade Lusófona, os nomes dos professores que o avaliaram ou as notas obtidas nos diferentes momentos de avaliação previstos.
  
Também não se encontra no dossier nenhum comprovativo da realização da cadeira de Ciência Política e Direito Constitucional na Universidade Livre, a única que Miguel Relvas tinha concluído quando apresentou a sua candidatura à Lusófona, em 2006.
  
Apesar de não ter mais nenhuma disciplina feita, a instituição de ensino acabou por dar equivalência a 32 das 36 cadeiras que compõem o curso de Ciência Política e Relações Internacionais, justificando-o com a "elevada experiência profissional que se reparte por três domínios: cargos públicos, funções políticas e nos domínios empresariais e de intervenção social e cultural".
  
O parecer de três páginas - assinado por Fernando dos Santos Neves, então reitor da Universidade, e José Feliciano, na altura diretor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Lusófona - que sustenta estas equivalências tece considerações genéricas sobre a forma como o percurso profissional de Miguel Relvas lhe foi dando competências e conhecimentos nos vários domínios científicos do curso.
  
Nesse sentido, propõe a atribuição de 160 créditos (num total de 180) por todo o percurso de vida do agora ministro, sem especificar que cargo específico dava direito a dispensar a determinada cadeira. Os restantes 20 créditos seriam obtidos com a frequência e avaliação de quatro cadeiras do curso. No entanto, no processo do ministro não constam todos os comprovativos dos cargos exercidos ou as datas durante as quais exerceu essas funções.» [Expresso]

Parecer:

Pobre Relvas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Apele-se a Relvas para que não se demita, com a crise o país precisa de anedotas.»
  
Há 880 mil escravos na UE

«Perto de 880 mil pessoas são vítimas de trabalhos forçados, incluindo exploração sexual, na União Europeia, atualmente, segundo dados hoje divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tem trabalhado com Portugal no combate ao fenómeno.
  
No relatório intitulado "Trabalho Forçado: Um Problema da União Europeia", Portugal é identificado como um dos que tem vindo a empregar medidas como o reforço da capacidade de inspeção para combate ao fenómeno, que se tornou "num problema sério".» [Expresso]

Parecer:

Uma vergonha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Durão Barroso o que a Comissão tem feito neste domínio.»
  
Pobre dr. Macedo

«A greve de médicos teve uma adesão a nível nacional que ultrapassou os 95 por cento, anunciou hoje o dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge Neves.
  
Discursando para as várias centenas de médicos que se encontram concentrados em frente ao Ministério da Saúde desde as 15:00, Mário Jorge Neves disse que, “neste momento, sem demagogia e com todo o rigor, podemos dizer que a greve a nível nacional ultrapassa os 95 por cento”.
  
Especificando por unidade hospitalar, o dirigente da FNAM afirmou que a adesão no Hospital de Santa Maria foi de 98 por cento, em São José de cem por cento e, no Curry Cabral, de 95 por cento.» [i]

Parecer:

Esta greve é o fim da mentira criada em torno da competência de Paulo Macedo, uma personagem vulgar, de inteligência mediana e um espertalhão a gerir a sua imagem quando tal é possível graças a trabalho alheio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se por uma remodelação governamental.»
  
Gaspar estará a dizer a verdade?

«O Ministério das Finanças garante que nenhum membro dos gabinetes ministeriais tem direito a receber subsídio de férias. O esclarecimento foi dado depois de o Correio da Manhã noticiar que o Executivo pagou esta prestação suplementar às pessoas nomeadas para os respectivos gabinetes.» [Público]

Parecer:

Nem os funcionários requisitados ao Banco de Portugal para os gabinetes ou para dirigentes de organismos do Estado?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gasparoika.»