sábado, julho 28, 2012

Há imagens que dizem tudo

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
Navio-escola "Sagres"
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Ponte de Lima [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Assunção Cristas
 
Parece que a ministra tem o fetiche do castigo, uma ministra que acha que deve recusar apoios a agricultores porque não fizeram seguros confunde o exercício da pasta governamental com o papel de pedagoga dos agricultores, papel que ninguém lhe encomendou.

Compreende-se que um agricultor que não tenha feito seguro não possa exigir maiores apoios do que aquele que fez um seguro, o que não é inaceitável é que seja discriminado porque não fez um seguro e por isso não recebe qualquer apoio. Aliás, a senhora dificilmente poderá comportar-se desta forma tão judaico-cristã como se aprende nas nossas sacristias pois se os dinheiros forem comunitários são regidos por regulamentos comunitários e não é a ministra a dizer quem é ou não elegível para receber apoios.

Alguém faz ao país o favor de demitir esta incompetente?

«O Governo não irá apoiar financeiramente os agricultores do Douro que viram as suas culturas destruídas pelo granizo, soube o Expresso fonte oficial do Ministério da Agricultura.
  
Ontem à noite em entrevista à TVI, a ministra da Agricultura deixou claro que só os agricultores que tinham seguro de colheita teriam acesso aos apoios que viessem a ser concedidos.
  
"Não se pode beneficiar quem não teve o cuidado de fazer os seguros", disse Assunção Cristas.» [Expresso]
   
 Voltou


 A venda do Pavilhão Atlântico
 
Sabendo-se que o genro de Cavaco Silva comprou o Pavilhão Atlântico em saldo, que vai recuperar o investimento enquanto o diabo esfrega um olho e que Cavaco Silva está, tal como Vítor Gaspar, protegido da austeridade enquanto pensionista do BdP a dúvida agora está em saber quantos vencimentos me vão custar o Pavilhão Atlântico.
  
Cabendo a Cavaco Silva a promulgação dos OE e sabendo-se da tentação deste governo para medidas inconstitucionais os portugueses estariam mais tranquilos se o governo não tivesse vendido um pavilhão (que ninguém o obrigou a vender) a um familiar de quem muitas vezes tem a faca e o queijo na mão.
  
Neste país onde uns sofrem com austeridade e outros enriquecem mais facilmente do que nunca e cabendo ao governo  e ao Presidente da República quem vai passar fome e quem vai comprar um BMW novo seria mais saudável para a democracia que este tipo de negócios não se realizassem ou caso fosse mesmo necessário que os preços fossem outros. Assim sendo ficamos com a sensação de que alguém foi autorizado a cortar os subsídios e a desculpa de Cavaco para não mandar o OE para o Tribunal Constitucional foi mesmo muito esfarrapada. Até nos podem dizer que o genro do Cavaco Silva é um comerciante como qualquer outro, pois é, mas o facto é que Portugal já teve outros três presidentes eleitos, todos eles com família e não há memória nem de negócios com acções da SLN nem de vendas de património público a preço de saldo aos seus familiares. Da mulher de César não se espera apenas que seja honesta, exige-se que pareça.
  
Este país está mesmo a bater no fundo, começa a ser difícil encontrar alguém de confiança
 
 Boicotar o Millennium-BCP por uma questão de higiene nacional

Era capaz de ser cliente de alguém que defende que lhe devem cortar subsídios depois de lhe cortarem dez por cento dos vencimentos, de lhe aumentarem as contribuições sociais? É evidente que não, não só compraria nada como designaria tal besta por filho da puta, com o devido respeito pela sua desafortunada mãe.

Ora, é isso que o presidente do Millennium BCP defende ao meter-se onde não é chamado e criticar os juízes do TC por terem libertado os funcionários e pensionistas de serem os únicos a carregar com o fardo da austeridade brutal.

Se é funcionário público ou pensionista e é cliente do Millennium BCP pense duas vezes, pense bem se não é parvo ao estar a ajudar sacanas que usam o poder dos seus bancos para o tramarem. Seja inteligente, boicote este banco!

Ver um dirigente de um banco que ao longo de anos poupou nos impostos, que beneficiou de esquemas duvidosos para se escapar ao cumprimento das suas obrigações fiscais vir defender que uns devem ser tramados para que o seu banco volte a ter lucros chorudos e as suas acções a valerem mais do que um pacote de açúcar é de ir ao vómito. Ainda por cima este senhor sabe que por tradição os funcionários públicos são clientes da CGD, isto é, ao tramarem os funcionários do Estado não atingem os seus clientes.

Boicotar este canalha é um dever de todos os portugueses livres e honestos, é uma questão de higiene nacional.

«O presidente executivo do Millennium BCP considerou hoje que essa decisão do TC "foi muitíssimo infeliz" e que "vai implicar um conjunto de decisões que podem ter um efeito nocivo na economia de Portugal".


Na conferência de apresentação de resultados semestrais, Nuno Amado referiu que "na minha perspectiva entendo que a posição de partida dos grupos sócio-económicos não é a mesma. E nessa avaliação, faltou algum cuidado."» [DE]

 Jogos Olímpicos


A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres homenageou o Serviço Nacional de Saúde britânico com tema "Tubular Bells", de Mike Oldfield. Cá temos um governo que evidencia um desprezo olímpico pelo SNS.
 
 The Beatles "Hey Jude"
 
    

  
 1ª Carta de S. Paulo aos populares
   
«A epístola que o líder do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros dirigiu esta semana aos militantes populares, por ocasião do 38º aniversário do partido, confirma a estratégia que Paulo Portas escolheu desde o início: estar no Governo com um pé dentro e um pé fora.

Suficientemente dentro para poder reclamar o seu quinhão nos louros, se acaso os houver; suficientemente longe das medidas difíceis para controlar os danos eleitorais, se as coisas correrem mal.
  
Esta esperteza estratégica, consentida pelo primeiro-ministro por razões que a razão desconhece, ficou clara logo na formação do Governo. Para o CDS, ficaram as pastas menos expostas e mais propícias a iniciativas populistas: a Solidariedade Social (com o seu caridoso programa de Emergência Social, amputada das questões laborais e do desemprego), a Agricultura (acrescida das simpáticas áreas do ambiente e do mar) e os Negócios Estrangeiros (com o bónus da diplomacia económica e do AICEP), lugar perfeito para salvaguardar a imagem do líder do partido e justificar, por dever de ofício, as suas prolongadas ausências. Para o PSD e para os independentes escolhidos pelo primeiro-ministro, ficou o resto: todas as áreas de fogo e todas as tarefas difíceis e desgastantes.
  
A relativa ausência do CDS e do seu líder na frente de combate, acentuada pelos sinais de distanciamento do partido e de alguns dos seus notáveis, tem vindo a gerar uma crescente incomodidade face à desigual distribuição do esforço e do empenhamento no seio da coligação. Mas não haja ilusões: não é defeito, é feitio. A carta agora dirigida aos militantes prova que a estratégia do CDS veio para ficar.
  
A mensagem central de Paulo Portas nesta sua primeira carta aos populares é clara: "O nível de impostos já atingiu o seu limite", diz ele. Naturalmente, Portas dispensa-se de explicar que esse limite foi atingido agora, com o CDS no Governo e até na Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, em resultado do brutal aumento de impostos que o próprio CDS concordou em decretar muito para lá do previsto no Memorando da ‘troika'. Fiel à sua estratégia, o que Portas pretende é fazer descolar a imagem do CDS da austeridade fiscal, sobrepondo-lhe a iniciativa da contestação pública a mais impostos, ainda que isso implique confrontar a ‘troika' e o próprio primeiro-ministro. Sendo assim, o verdadeiro recado desta carta de Paulo aos populares - e aos eleitores - é este: nesta coligação, quem se bate contra o aumento de impostos e o excesso de austeridade é o CDS.
  
Este comportamento não será, talvez, de uma lealdade exemplar mas não pode surpreender quem ainda se lembre da campanha eleitoral de 2005. Também nessa altura, caído em desgraça o Governo de Santana e Portas, a campanha do CDS assentou, essencialmente, num exercício de publicidade comparativa com o PSD, em que o CDS se apresentava como "a parte boa" de uma coligação falhada. Quem não se lembra do CDS dizer que, tendo entrado na coligação com apenas 8%, só podia ter 8% das responsabilidades?
  
Paulo Portas sabe que tem encontro marcado com esse destino: o dia em que os eleitores, avaliando o Governo, vão também avaliar o desempenho de cada um dos parceiros da coligação. Sabendo isso, desta vez tratou das coisas desde o início e todos os passos do CDS estão calculados em função desse julgamento eleitoral. É certo, diz o povo: "quem anda à chuva, molha-se". Mas há sempre quem tenha a legítima esperança de passar entre os pingos da chuva. E uma coisa é certa: não parece nada que Paulo Portas se esteja "a lixar" para as eleições.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
     
 Qual crise?
   
«O lucro da Galp cresceu 56,7 por cento no primeiro semestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, atingindo os 178 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a empresa. Em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a petrolífera portuguesa refere que este crescimento representa um aumento do lucro em 64 milhões de euros e diz que todos os segmentos de negócio contribuíram de forma positiva para os resultados.» [CM]
   
Parecer:
 
xxx
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
      
 Isto está a ficar bonito
   
«A Grécia deve deixar a zona euro "o mais rapidamente possível" para evitar mais danos no bloco monetário a que a Letónia se juntará em 2014, afirmou hoje o ministro das Finanças letão, Andris Vilks.» [DN]
   
Parecer:
 
Este ainda não entrou no euro e já manda postas de pescada
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Grandes Gaspar
   
«O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza na Europa afirma que a crise e a austeridade está a agravar a situação de crianças e idosos. Em declarações à Renascença, Sérgio Aires, referiu que “os últimos números são de 18%, mas além de se referirem a 2010, reflectem apenas uma parte do problema, pois a linha de risco de pobreza deixa muita gente acima dela por alguns euros”.» [i]
   
Parecer:
 
Nunca um ministro das Finanças foi tão bem sucedido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar quantos mais portugueses pretende ver na miséria para se sentir feliz e realizado.»
   
 Social-democrata, diz-se ele
   
«O presidente da Câmara de Gaia defendeu hoje que "ser social-democrata na penúria" é salvar "o essencial" do serviço nacional da saúde, da escola pública e do apoio social aos mais desfavorecidos, como tem feito o Governo.
  
"O Governo tem feito, do ponto de vista da valoração do seu ponto de vista ideológico, aquilo que é possível nesta altura. Ser social-democrata na penúria em que está o país é salvar o essencial do serviço nacional de saúde, do que é a escola pública e das prestações sociais dirigidas aos mais desfavorecidos", observou Luís Filipe Menezes.» [i]
   
Parecer:
 
Estes senhores da direita ultra conservadora e populista têm vergonha de se assumirem enquanto tal e escondem-se atrás de designações falsas. Querem reduzir o estado ao social e dizem estar a defender o seu essencial ao mesmo tempo que têm um governo e mais alguns palhaços que promovem a caridade institucionalizada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Espanha aprova penas de prisão para gestores públicos
   
«O conselho de ministros espanhol aprovou hoje o projeto de lei da Transparência, Acesso à Informação Pública e Bom Governo que prevê a alteração do Código Penal, de modo a castigar com penas de prisão gestores públicos que prevariquem.
  
O Governo propõe que sejam aplicadas penas de prisão, de um a quatros anos, para quem falsear a contabilidade ou ocultar documentos e informação, que resultem em prejuízos para a entidade pública.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Cá também falaram muito disso mas quando repararam que as penas só se aplicariam do actual governo em diante mudaram de ideias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos Coelho que não seja tão esquecido.»
   
 O Estado não tem gente a mais
   
«O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, disse hoje à Lusa que o tempo de espera entre o pedido e a atribuição da reforma chega a ser superior a um ano.
  
"A demora tem vindo a acentuar-se face ao aumento do número de pedidos", referiu o sindicalista, sublinhando no entanto considerar "inaceitável" que o tempo de deferimento chegue, em alguns casos, a ultrapassar os 12 meses. Para Bettencourt Picanço, a degradação da situação económica e "a precariedade que os trabalhadores sentem nos serviços face às leis orgânicas que vão sendo publicadas" são os principais motivos para o aumento do número de pedidos de reforma.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Dizem que o Estado tem gente a mais mas a verdade é que cada vez mais atrasam intencionalmente a aprovação das reformas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      

   
   

  

   

   

  

sexta-feira, julho 27, 2012

É ódio


A forma como alguns governantes actuam não reflecte apenas as suas opções políticas ou está condicionada por um programa político ou eleitoral, parece resultar de ódio, parecem odiar o seu povo ou pelo menos alguns sectores do seu povo, odeiam tudo o que cheire ao anterior governo e a Sócrates, odeiam a democracia e as suas regras, odeiam a Função Pública, odeiam as energias renováveis, odeiam as Novas Oportunidades, odeiam a Função Pública.
  
Sentiu-se ódio na forma como se difamara e destruíram as Novas Oportunidades, no desprezo pela situação profissional dos que lá trabalhavam. Tentou disfarçar-se o ódio com estudos de doutores do Técnico mas todos os portugueses sabiam que depois da humilhação infligida por uma aluna da formação profissional a Passos Coelho em plena campanha eleitoral as Novas Oportunidades estavam condenadas.
  
Passos Coelho e Miguel Relvas nunca superaram alguma inveja de Sócrates e tudo o que possa ser exibido como sucesso governamental do anterior primeiro-ministro tem de ser destruído. Portugal estava a dar nas vistas nas renováveis? Enxota-se a Nissan. As Novas Oportunidades eram elogiadas pela OCDE? Destroem-se as Novas Oportunidades. Os indicadores da educação eram elogiados internacionalmente? Investe-se no privado, aumentam-se as turmas do público, desinveste-se na pedagogia e aposta-se nos exames. Obama elogiou o combate à toxicodependência em Portugal? Asfixiam-se financeiramente as instituições do sector. Portugal era exibido como exemplo de qualidade na saúde pré-natal e nos partos? Encerra-se a Alfredo da Costa. Portugal terá que ser um país novo, terminada a legislatura ninguém poderá encontrar pedra sobre pedra, apenas obra de Passos Coelho que se comporta como os leões, quando conseguem conquistar o estatuto de leões dominantes do bando a primeira coisa que fazem é matarem as crias do antecessor.
  
Este ódio à democracia, esta forma desprezível de se referirem às suas instituições como o Tribunal Constitucional faz lembrar o discurso político dominante no Rossio dos anos setenta, a praça onde se reuniam os que vieram de África e nunca aceitaram a descolonização e a democracia. Alguns inscreveram-se em partidos ditos democráticos mas em privado sempre promoveram o ódio e desprezo pela democracia.
  
Este ódio à Função Pública ou a tudo o que cheire a Estado é muito mais do que uma opção liberal, os liberais não odeiam o Estado, podem discordar do seu peso mas daí não resulta ódio às instituições ou aos que nelas servem. Este ódio ao Estado é próprio de quem não estudou ou conseguiu títulos universitários da treta e não conseguem conviver com os complexos de inferioridade, não conseguem suportar não terem tido a possibilidade de concorrer a funções públicas, até podem ser eleitos para o governo, mas num concurso para uma vaga do Estado seriam humilhados, as suas habilitações são miseráveis e o seu nível intelectual é deprimente. Até os que têm algumas habilitações cheira a frustração, não se doutoraram onde queriam, desde que nasceram que mantêm um conflito com os espelho, cheiram que tresandam a frustração.
  
Portugal não está a ser governado por um programa político e se não fosse o memorando da troika nem se sabe muito bem como estaríamos, estamos a ser governados por motivações pessoais que têm mais a ver com perfis psicológicos do que com as necessidade do país.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
Foto Jumento
 

   
Velas do navio-escola espanhol "Juan Sebastián Elcano"
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Contraste de cores [A. Cabral]   
A mentira do dia d'O Jumento
 

Jumento do dia

dr. Miguel Relvas
 
Um político que gastou 29.000 euros em chamadas telefónicas quando era um mero presidente da assembleia municipal devia ser preso, quanto mais ser o número dois de um governo brutal na austeridade que quer impor aos portugueses. Este dr. Relvas não tem vergonha na cara.
   
 Um má notícia para o que se estão lixando para os portugueses


O Câmara Corporativa promete regressar depois de uns retoques.

 Miguel Relvas
 
O caso Miguel Relvas há muito que deixou de ser uma questão política para passar a ser um problema de higiene política e os problemas de higiene são fáceis de resolver, limpam-se com detergente e neste caso deverá bastar sabão azul.
  
Mas parece que Passos Coelho não pode livrar-se do seu siamês, resta saber quantas revelações sobre os negócios de Miguel Relvas serão necessários para que Passos Perceba que também ele poderá ser vítima do sabão azul.
 
 A venda do Pavilhão Atlântico

Mais uma reforma que contribuirá para o desenvolvimento nacional.


  
 Perder tanto e encolher os ombros
   
«A crise dos espanhóis vai desembocar em resgate financeiro mas não é por já termos essa desgraça que me regozija vê-la estendida a outros. Mais, até estou mais preocupado com eles do que connosco. Há dias, quando a seguir a outras regiões (Múrcia, Valência, Castilla-La Mancha...), a Catalunha, asfixiada com a dívida mais alta de Espanha, pediu ao Governo central para resolver o endividamento dela, logo vozes mais cínicas perguntaram: "Ah, agora já não falam de referendo para a independência?" Apressaram-se, esses críticos irónicos, não suspeitando da força que tem, em momentos difíceis, o apelo da fuga para a frente: ontem, o Parlamento catalão aprovou uma Fazenda pública catalã como única autorizada a recolher impostos na região. Decretar, gerir, recolher, sancionar, tudo relacionado com impostos na Catalunha deixará de estar dependente do Governo central - um dos cortes mais radicais da ligação com Madrid foi ontem encetado. O mundo dos nossos vizinhos está perigoso. Com a memória fresca dos Balcãs, talvez já há quem veja guerras civis (justificando-as, haverá quem lhes chame étnicas), mas não vou por aí. Provavelmente não haverá guerra, mas isso não basta para não haver tragédia. A tragédia mais provável de Espanha é a indiferença com que uns acolherão o facto de deixarem de ser do país de Don Quijote e outros, do Parque Güell. Perder e nem se dar conta. Pior, perder, dar-se conta e nem se importar.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
     
  
     
 Os drs Relvinhas assaltam o Estado
   
  
   
Parecer:
 
Como era de esperar o dr. Macedo transforma o Estado num centro de emprego das equivalências do PSD, qualquer militante do PSD que tenha tido qualquer cargo recebe uma equivalência a gestor público no sector da Saúde.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
      
 Numa universidade pública o Relvas não seria dr
   
«O presidente do Conselho de Reitores garantiu hoje que seria impossível numa universidade pública obter uma licenciatura fazendo apenas algumas cadeiras, numa referência clara ao polémico processo de Miguel Relvas na Lusófona.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Nem sequer em muitas privadas dirigidas por gente honesta e que não transige com a bandalhice. O Relvas pode ser imbecil, ter cara de político pimba e dar ares de repelente para melgas, mas esperto suficiente para ir à Lusófona.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Relvas e fez mesmo alguma cadeira.»
   
 Isto está a correr "bem", diz a OCDE
   
«Portugal vai falhar na redução do défice orçamental, de acordo com as previsões da OCDE, hoje divulgadas. O défice deste ano será de 4,6% e no próximo ficará pelos 3,5% do PIB. A organização admite, contudo, que as Finanças devem começar a flexibilizar a sua abordagem de redução do défice.
  
Enquanto o Governo afirma que vai chegar aos 4,5% em 2012 e 3% em 2013, a OCDE avisa que os riscos para a consolidação orçamental são maiores agora.
  
A pressão sobre a atividade explica. "Há riscos de uma recessão mais profunda do que a projetada, sobretudo por causa à contínua contração do crédito".» [Dinheiro Vivo]
   
Parecer:
 
Enfim, só boas notícias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao ccompetentíssimo Gaspar.»
   
 Chegou a vez da Alemanha
   
«A Moody's baixou na quarta-feira as perspetivas de 17 bancos alemães e várias filiais, de "estáveis" para "negativas", dias depois de ter cortado a perspetiva do Estado alemão e do fundo de resgate europeu.» [DN]
   
Parecer:
 
Agora é que isto vai ficar divertido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Relvas é viciado no telemóvel?
   
«Mais de 26 mil euros, concretamente 26.463, foi quanto a autarquia de Tomar gastou em 2009 com o telemóvel atribuído a Miguel Relvas, na qualidade de presidente da Assembleia Municipal de Tomar.
  
Estes e outros números são revelados na edição de hoje da revista Visão, que fez as contas e concluiu que no total, ao longo de uma década, o município tomarense pagou mais de 30 mil euros de telemóvel à conta do atual ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.
  
Entrando em mais detalhe, além da conclusão de que Miguel Relvas está viciado no uso do telemóvel, a Visão adianta que só em 2009, ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas, a autarquia de Tomar pagou mais de 7400 euros. Em média, 367 euros foi o valor da fatura mensal do telemóvel que esteve atribuído a Relvas até 27 de Junho do ano passado.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Isto nem dá para outro comentário senão um "filho da puta!"

É este "cabresto" que tem dito coisas como estas:

«"A pior coisa que podíamos andar aqui a dizer, todos, ao fim de oito meses, [é] que queremos mais tempo e mais dinheiro. Temos é que cumprir. Sabemos que se gera dificuldades, que temos problemas sociais e para esses temos de ter resposta"»
  
«Para o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares a “frustração dos portugueses é compreensível”, mas “não há alternativa ao caminho” que o Governo está a seguir. “A austeridade tem de ser assumida como o caminho e a solução para o problema a que nós hoje chegámos”, insistiu Miguel Relvas, no final do dia da greve geral, quinta-feira.»
     
Haja alguém que apanhe este gajo e o atire para o meio do tejo, de preferência junto de um cano de esgoto pois isto não passa de um cagalhão político.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Interne-se o famoso dr. Relvas no Júlio de Matos para desintoxicação.»
   
 Vamos ter "Pavilhão Cavaco Silva"?
   
«Luíz Montez, que organiza festivais como o Superbock Superock e tem a produtora Música no Coração, em conjunto com a equipa que actualmente gere o pavilhão, avançaram com um consórcio para a aquisição do espaço. E saíram vencedores. 
  
O Pavilhão Atlântico foi esta quinta-feira vendido a Luís Montez, avançou a TVI24. Uma informação já confirmada pelo Negócios.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Terá sido comprado com algum financiamento do BPN?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao genro de Cavaco Silva se vai mudar o nome ao pavilhão e onde enriqueceu tão depressa.»
   
 Quadros ganham menos no Estado
   
«“A capacidade do governo implementar políticas depende crucialmente da capacidade dos seus funcionários. A urgência necessária para consolidar a posição orçamental significa cortes substanciais de pessoal e de salários ao mesmo tempo que aumenta a carga de trabalho”, diz a OCDE. “Além disso, os salários dos trabalhadores qualificados em áreas como o direito ou economia já estão significativamente mais baixos do que no sector privado antes da crise, enquanto os trabalhadores menos qualificados são pagos com um prémio relativamente ao sector privado”, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no "Economic Survey" publicado esta quinta-feira.
  
"É um problema difícil, porque as contas públicas estão em dificuldades mas, para o Estado ser eficaz a implementar as suas políticas, o que é obviamente crucial para toda a economia, necessita de pessoas muito qualificadas", afirmou à Lusa David Haugh, principal responsável pelo Relatório sobre a Economia Portuguesa, hoje divulgado.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Será que o primeiro-ministro vai ler ou estará lixando-se para saber estas coisas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Não se faça nada, é muito duvidoso que consiga ler e perceber o relatório, deve ser por causa da dieta.»
   
 Banqueiro modelo de Cavaco Silva dá prejuízos
   
«O prejuízo de 641 milhões de libras (820 milhões de euros) registado pelo banco liderado por António Horta Osório compara com a estimativa de um lucro de 314 milhões de libras estimado pelos analistas consultados pela Bloomberg. 
  
A contribuir para este resultado negativo esteve a provisão de 700 milhões de libras para compensar os clientes que compraram seguros de crédito. O Lloyds eleva assim para 4,3 mil milhões de libras o montante total já aprovisionado devido ao mesmo problema. Em causa está a venda de seguros de cartões de crédito e de crédito à habitação em caso de doença ou desemprego. O que foi considerado impróprio, o que está a obrigar o banco a compensar os clientes.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Vida difícil a de emigrante.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A lista negra dos pobres
   
«O Governo estará a preparar a criação de uma lista negra para quem deve mais de 75 euros aos prestadores de serviços essenciais de luz e gás. A notícia é avançada hoje pelo Diário Económico e constará da proposta de alteração do decreto-Lei 172 de 2006, que define os princípios gerais da organização e funcionamento do sistema eléctrico nacional.
  
A partir de Janeiro do próximo ano arranca o reforço da liberalização que implica a extinção das tarifas reguladas e fixadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos para os consumidores domésticos de luz e gás natural. Com o aumento expectável da concorrência, haverá um maior número de clientes a mudarem entre operadores energéticos e as empresas fornecedoras não têm como avaliar o risco potencial do cliente.» [Público]
   
Parecer:
 
A partir de agora teremos a lista negra do barbeiro, do merceeiro ou do homem do talho, uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»