sábado, setembro 15, 2012

Fascismo de discoteca


Andam por aí uns gajos nas discotecas que de dia eram das jotas e á noite e de volta de uns shots saltava-lhes a língua e as ideias e defendiam abertamente tudo o que cheire a fascismo. Mas como o corporativismo era coisa do passado e com social a mais para os defensores de países quase sem estado, como se uma nação fosse um imenso mercado do Roque Santeiro, em vez de defenderem o corporativismo abraçam o liberalismo extremista.
   
Um dos traços mais característicos destes fascistas de discoteca é a necessidade que sentem de afirmar sistematicamente o seu apego à democracia. Dão uma valente bordoada num grande empresário só porque os ousou criticar mas logo de seguida afirmam o seu amor pela liberdade de expressão e pela democracia. Defendem políticas de redistribuição que para serem concretizadas quase precisam do recurso ao exército, elogiam a imensa resignação do povo, mas defendem estas medidas com o ar pesaroso de quem se está sacrificando para salvar o país e a democracia.
   
Quem os ouve e os compara com Salazar vê neles gente modernaça que deseja o progresso do país, mas que tudo fazem em nome da democracia de que são defensores incondicionais. Mas ao lado de Salazar revelam-se bem inferiores.
   
Salazar tinha a coragem de defender em público as suas ideias sem recorrer a etiquetas de social-democrata ou sequer de democrata, dizia logo que era fascista. Salazar era um homem de inteligência superior de reconhecido mérito académico, os de agora são uma procissão de burros, a maioria deles com cursos que nem nas Novas Oportunidades seriam certificados. Salazar percebeu a importância da classe média e promoveu a sua expansão, encontrou uma Lisboa miserável e nos anos sessenta Lisboa era uma cidade de classe média.
   
Mesmo fascista Salazar tinha preocupações sociais, percebia que havia limites para a espoliação dos mais pobres, sabia que um país precisa de uma previdência social. Os de agora não percebem que sem classe média Portugal teria sido um país comunista no pós 25 de Abril pois não foram os Antónios Borges e os amigos da Quinta Patino que deram o peito na Fonte Luminosa. Não percebem que as conquistas sociais resultantes de anos e anos de processos negociais não se jogam para o lixo com base em leis inconstitucionais e só porque um qualquer Josef Mengele da economia quer fazer uma experiência com os portugueses.
   
Salazar usava a PIDE para impor a sua vontade, Estes usam o medo da troika para assustar os portugueses e de vez em quando vão às instalações da polícia de choque assistir a um simulacro de repressão de manifestantes. Salazar respeitava alguns adversários por quem tinha respeito intelectual, estes vingam-se de todos os que ousem criticá-los, quem se meter com eles vê o seu nome a ser sujo na primeira página do Correio da Manhã.
   
Os portugueses já não vivem em democracia, enfrentam um fascismo de discoteca conduzido por tarados, iletrados, imbecis e cobardes.

Umas no cravo e outras na ferrdura -


 
   Foto Jumento
 
 
Lisboa vista desde Cacilhas
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Leme de fragata [A. Cabral]   
 
Jumento do dia
   
Cavaco Silva
 
Cavaco Silva descobriu a forma de nada fazer. Porque será que Cavaco é tão simpático com Passos Coelho, um político incompetente que sempre detestou, o que leva Cavaco a ser tão dócil?
 
«“O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para efeitos do artigo 145.º, alínea e), segunda parte, da Constituição. A reunião do Conselho ocorrerá no próximo dia 21 de Setembro, às 17h, e terá como ordem de trabalhos o tema “Resposta europeia à crise da Zona Euro e a situação portuguesa”, revela a página de internet da Presidência da República.
   
Segundo revelou o Expresso na sua edição online, Cavaco convocou para o Conselho de Estado Vítor Gaspar, para que o ministro das Finanças exponha em primeira mão aos conselheiros não só o enquadramento económico-financeiro do país, como as razões específicas que justificaram a polémica decisão anunciada pelo Governo de aplicar uma descida de 5,75% da taxa social única (TSU) das empresas e um aumento em 7% dos descontos dos trabalhadores para a segurança social.
   
Alguns conselheiros de Estado já manifestaram publicamente duras criticas a esta e outras medidas apresentadas pelo primeiro-ministro, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Soares, Alberto João jardim e Bagão Félix.
   
O Presidente da República escusou-se, entretanto, a responder a questões dos jornalistas sobre a reunião do Conselho de Estado na próxima sexta-feira, explicando apenas que convocou este órgão porque quer “ouvir os conselheiros”. Cavaco Silva presidiu à entrega do Prémio Champalimaud 2012. » [Público]
   
 Coisas estranhas que se passam neste país

Essa personagem estranha chamada António Borges é o grande defensor da desvalorização fiscal, a tentativa de a impor ao governo na negociação foi do FMI no tempo em que ele era o director para a Europa.
  
António Borges é administrador do Pingo Doce, ministro secreto do governo e um grande ideólogo deste fascismo de discoteca que parece ser a ideologia desta gente que nos governa.
  
O grande concorrente do Pingo Doce é o Continente da SONAE do Belmiro de Azevedo, precisamente uma das personalidades que veio a público criticar a desvalorização fiscal.
  
Na entrevista que deu à RTP o primeiro-ministro decidiu sugerir aos clientes do Continente e apenas deste distribuidor que o pressionem para que baixe os preços em consequência da subida da TSU. Poderia ter referido dos os hipermercados mas optou por só referir o concorrente da empresa de que é administrador o ministro secreto António Borges.
  
Cada um que tire conclusões, mas num país a sério em vez de ter saído da residência oficial para casa o primeiro-ministro teria saído em direcção ao Estabelecimento Prisional de Lisboa numa carrinha celular.

 Bardamerda e caladinhos
 
 
 Entradas na caixa do email


 Como pode o Portas dos submarinos emergir?
 
  
Se o Portas se lembrar de levantar o periscópio começa a guerrra anti-submarina e estes amigos vão todos para o desemprego! Portanto, Portas terá que em nome do interesse nacional continuar a ajudar o imbecil a lixar o país.
 
 Ele está...

 
(Via CC)
 
 Músicas do tempo que passa
  
 

  
 A verdadeira oposição
   
«Manuela Ferreira Leite deu uma entrevista à TVI. Foi um momento raro de televisão. Contrastando com os habituais e inócuos salamaleques de comentadores e políticos, a senhora partiu a loiça toda. Confirmou o que muita gente tem dito sobre a ineficácia das medidas do governo e acrescentou alguns temas que poucos têm abordado.
   
No essencial, Ferreira Leite disse três coisas. Que o governo está a destruir o país e, uma vez alcançado o mítico défice abaixo dos 3%, não vai haver capacidade de recuperar e crescer; que o faz por teimosia e incompetência, já que o ministro Gaspar assenta as suas medidas em modelos abstratos e não num conhecimento da realidade económica nacional; que é preciso travar esta política a todo o custo, inclusive com sublevação dos deputados da direita e mesmo com manifestações.
   
Ao ver esta entrevista, um estrangeiro, desconhecedor da realidade política do país, diria que se tratava do líder da oposição. Eu digo, é isto que gostava de ter ouvido da boca de António José Seguro. Ninguém entende esta apatia do PS que se perde em meias palavras e hesitações.
Não se pode, sistematicamente, retirar milhares de milhões de euros da economia e esperar que esta cresça e crie emprego. No tipo de capitalismo em que estamos, não são as empresas que geram riqueza e empregos. São os consumidores. Se o governo baixa os rendimentos dos cidadãos, há menos consumo, de que resulta um abrandamento da produtividade das empresas e mesmo o encerramento de muitas, o que está a suceder a um ritmo alucinante. Como efeito colateral temos o desemprego. Como pode, portanto, um primeiro-ministro anunciar um novo aumento de impostos em nome da criação de emprego? Está a brincar com o povo? Ou tão mergulhado em complexos modelos matemáticos, que não consegue ver a realidade?
   
Neste contexto, há que denunciar o uso incorreto da palavra austeridade para definir a política do atual governo. O que se deve, em grande medida, à incompetência ideológica dos partidos mais à esquerda e, em geral, à preguiça mental. É que este governo não segue uma verdadeira política de austeridade, que até pode ser necessária na conjuntura atual, mas sim de aumento constante de impostos. Nunca um governo em Portugal aumentou tanto os impostos, afetando todos, desde os ricos aos que vivem no limiar da pobreza. Esta gente nem sequer se coíbe de assaltar o parco rendimento dos reformados, numa manobra que Ferreira Leite também denunciou. É que a reforma não é do estado, mas do próprio que contribuiu ao longo da vida. A reforma é calculada segundo aquilo que a pessoa amealhou. Ao confiscar os subsídios, outra palavra perversa pois não se trata de subsídios mas de um rendimento pago em 14 vezes, o governo está literalmente a extorquir o que não lhe pertence. Ou, no mínimo, a aplicar um novo e muito injusto imposto.
   
Os primeiros aumentos de impostos foram vistos como uma estratégia de curto prazo, havia que arrecadar dinheiro rápido, mas hoje já todos perceberam que Vítor Gaspar não tem nenhuma outra solução. A fama de rigoroso e competente ruiu por completo.
   
Se aquilo que Ferreira Leite disse é extremamente oportuno sob todos os pontos de vista e, desde logo, como alerta da incomodidade que vai alastrando na própria direita, o que ela não disse é ainda mais interessante. A senhora é uma conhecida confidente e cúmplice do Presidente da República. Nenhum dos dois gosta de Passos Coelho que veem como um arrivista e um incompetente. Nenhum aprecia que o governo esteja a "destroçar" o país. É por isso legítimo imaginar que nas duas cabeças vai passando a necessidade de se fazer alguma coisa, desde o simples aviso, o que foi feito nesta entrevista, até à bomba atómica com a destituição do governo e, dada a gravidade da situação, substituição por um de iniciativa presidencial. Foi, aliás, particularmente revelador que Manuela Ferreira Leite tenha apelado aos deputados do PSD para votarem contra o próximo orçamento de estado. Não se pode ser mais claro. A partir de agora a verdadeira oposição ao governo está no PSD.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Leonel Moura.   

 Aos empresários: recusem a TSU
   
«Perante as palavras do primeiro-ministro na sexta-feira passada, a sociedade portuguesa tem uma oportunidade de se afirmar de forma livre e justa: ignorá-las. Ou seja, perante um absurdo aumento da taxa social única que transita diretamente dos trabalhadores para os empresários, as confederações da Indústria Portuguesa, do Comércio, Turismo e Agricultura deveriam ir dizer ao Governo que recusam esta transferência e não a vão pôr em prática.
   
Não acredito que a troika seja capaz de continuar a exigir uma coisa que, em conjunto, empresários e sindicatos não consideram justo nem oportuno face às circunstâncias da sociedade portuguesa. Banca, grandes empresas como a PT ou EDP (a Sonae, através de Belmiro de Azevedo, já disse que isto não faz sentido) podem demonstrar que não querem engrossar os seus lucros à custa da cada vez maior pobreza dos portugueses. E o Governo teria aqui uma hipótese de lavar as mãos face à troika enquanto a sociedade portuguesa demonstraria ser capaz de se afirmar como viva e justa.
   
Não há meio termo: ou nos conformamos com este absurdo (perante a complacência cobarde dos empresários) ou a recusamos. Silva Peneda deveria liderar este movimento (com a cobertura política de Cavaco?). Porque do Governo há pouco a esperar: demonstra infelizmente que não sabe o que anda a fazer. Na dúvida, pende para medidas ultraliberais que têm esmagado sucessivamente os mais fracos.
   
Passos Coelho não tem, definitivamente, maturidade para compreender o impacto das medidas a que dá voz. Conseguiu em dez minutos acabar com a paz social do país e, como disse ontem Durão Barroso, dessa forma ameaçar o maior ativo de Portugal - a luta em bloco contra a bancarrota. A culpa não é obviamente dele mas dos tristes congressos do PSD onde demasiadas vezes se usa como critério de liderança do partido quem domina o aparelho (ou os favores políticos de uma vida), mais do que as ideias.
   
Perante isto, Paulo Portas tem uma oportunidade única de se libertar. Por "patriotismo", se quiser repetir o argumento dos últimos dias para justificar o ensurdecedor silêncio com que nega o que sempre disse - que não aceitaria mais aumentos de impostos. A situação política não tem saída: está metido com um ministro das Finanças que cumpriu o seu papel inicial mas desconhece profundamente a forma como a economia real se comporta. Só um cientista louco, aliás, acharia que cortar 7% de rendimento mensal a todos os trabalhadores resultaria em crescimento do emprego... Por outro lado, o líder do CDS tem mais do que provas de que não pode confiar em Passos nem em Relvas. E já percebeu que o Ministério da Economia tem vindo a ser tomado, aos poucos, pelos lobbies do costume - como se viu no caso da Energia, em que a demissão do secretário de Estado era conhecida na EDP ainda antes de ser pública. Não sei francamente se o CDS é inimigo destes lobbies, mas eles impedem o país de se libertar das eternas rendas que contribuem para os gigantescos buracos do Estado...
   
Antes que PSD e CDS sejam a mesma coisa - ou seja, os responsáveis pelo Governo mais odiado dos últimos anos da democracia portuguesa -, talvez não fosse mal pensado pôr Portas a dar a mão a Cavaco e irem à procura de outro líder para o Governo. Uma remodelação certeira: mudar o primeiro-ministro, o seu adjunto, e mais dois ou três. Não precisam de sair todos. Precisamos é de evitar que o caminho seja o do recurso às greves que paralisam o país e nos empobrecem todos os dias.
   
Note-se: desta vez o argumento não é apenas a troika, a dívida do passado, o Sócrates, etc.. É a sobrevivência mental das pessoas - a diferença entre o certo e o errado - e a forma como passam a olhar para a sociedade e a política. Se o presidente da República continuar nos floreados em que é mestre, deitando gasolina para a fogueira e depois queixando-se da dimensão do incêndio, que não se queixe. Desta vez o poder político vai pagá-las na rua. Cavaco incluído - em homenagem à sua parca reforma, que o povo não esquece...» [JN]
   
Autor:
 
Daniel Deusdado.
      
 Cavaco, talentoso ventríquo
   
«Com a idade mudou muito a maneira como manifesto a minha indignação. Adolescente, e nos tempos da Outra Senhora, apedrejei bancos, símbolos odiados de um capitalismo financeiro que vivia com a língua na boca do Estado Novo. Com o correr dos anos fui acalmando, seguindo uma guião que afinal eu sabia de cor e salteado, pois tudo estava dito e explicado na letra da canção "Father and son", de Cat Stevens.
  
Como tenho para mim que votar é um direito (de que não abdico) e não um dever, vou demonstrando a minha indignação face à pobreza franciscana da oferta partidária de políticas e políticos optando por me abster nas eleições.
   
Senti-me um tudo nada desconfortável com esta maneira suave e passiva de exprimir a indignação, até ter a sorte de tropeçar numa frase saída da pena do grande Camilo - "A paciência é a riqueza dos pobres" - que deu cimento teórico à minha atitude pouco ativa.
   
Para evitar confusões, esclareço desde já que nada me move contra formas mais radicais de expressão da indignação, contanto que não resvalem para lá do aceitável, como no caso do inquilino revoltado de Gulpilhares que matou com um tiro a senhoria que o ia despejar.
   
Já não tenho nada contra (na verdade, até achei graça) ao cidadão ribatejano que, indignado com a política de austeridade aplicada pelo Governo, atirou um ovo à cabeça de Assunção Cristas, mas tendo tido o cavalheirismo de falhar o alvo e o bom gosto de usar um ovo são - e não um ovo podre.
   
Um ovo, como também o seria um tomate, é o objeto adequado para arremessar à ministra da Agricultura e até pode inaugurar uma alegre série de arremessos temáticos.
   
Estou a pensar, por exemplo, em protestos que contemplem bombardear Aguiar-Branco com aviões de papel, atingir o ministro Álvaro com mealheiros vazios, lançar miniaturas de submarinos contra Portas, ou atirar moedas (apenas de um ou dois cêntimos) à tola do Gaspar.
   
O Gastão, neste particular das modalidades de expressão da indignação, é o nosso presidente da República, um talentoso ventríloquo que pode dizer o que pensa mantendo a boca fechada, mesmo sem o auxílio de bolo-rei.
   
Cavaco tem a sorte de poder falar através de porta-vozes oficiosos, como o Alexandre Relvas, que acusou o primeiro-ministro de não perceber patavina do que se passa nas empresas, ou a Ferreira Leite, que apelou à revolta dos deputados da maioria contra Passos (que ela, quando era líder do PSD, impediu de ser deputado) e desculpou o seu velho amigo Aníbal, explicando aos romeiros que demandam Belém que nada podem esperar do PR, pois ele está atado de pés e mãos.
   
O PR tem cá uma destas sortes... Se fosse a ele, jogava no Euromilhões, a ver se deixa de ter de se preocupar com o dinheiro.» [JN]
   
Autor:
 
Jorge Fiel.
     
 Análise entrevista: Passos Coelho está reprovado!
   
«1. Reprovado. É a única avaliação que podemos fazer da entrevista de hoje à noite de Passos Coelho à RTP. Foi a pior entrevista de sempre de Passos Coelho, desde que é líder do PSD. Apareceu cansado, com pouca dinâmica, o seu olhar - captado pelas câmaras (a realização esteve aqui muito bem) - revelava medo e insegurança. Atipicamente nervoso, Passos Coelho conseguiu a proeza de durante uma hora não dizer nada de novo, muito menos de útil. Os jornalistas - aguerridas e objectivos - conduziram bem a entrevista, impedindo, tanto quanto possível, que Passos Coelho fosse bem-sucedido na sua estratégia (evidente!) de fugir às perguntas e dizer apenas aquilo que lhe convinha.
   
Posto isto, importa mencionar que a entrevista comportou três partes. Primeiro, a resposta de Passos Coelho à utilidade e ao mérito da descida da taxa social única; a segunda parte, consistiu na resposta de Passos Coelho às questões relativas à avaliação da troika ao desempenho do executivo; finalmente, a terceira parte, incidiu sobre matérias mais políticas em sentido estrito, como a possibilidade de efectuar uma remodelação governamental no curto/médio prazo e as relações com o parceiro de coligação, o CDS/PP. Estas as três partes mais relevantes da entrevista. Analisemos cada uma delas.
   
Passos: o mentor do "terrorismo social"?
   
2. Comecemos, então, pela justificação de Passos Coelho às novas medidas de austeridade. Ficámos a saber na entrevista que o Governo não irá recuar - o que abre inevitavelmente caminho para o PS (se for consequente) apresentar uma moção de censura ao Governo, como prometido esta tarde por António José Seguro. Quais foram, então, os argumentos de Passos para defender a baixa taxa social única? Esta medida irá permitir às empresas portuguesas tornarem-se mais competitivas, gerando mais emprego; além disso, é uma medida equivalente à desvalorização fiscal (que, por força das regras do Direito da União Europeia, não está ao alcance do Estado português actualmente) aplicada por Mário Soares na década de 80, aquando da primeira intervenção do FMI, ao permitir uma baixa dos salários e, por conseguinte o poder de compra dos portugueses. No entanto, tem como contrapartida o aumento da competitividade das empresas, sendo um medida mais duradoura do que a desvalorização fiscal. Daqui resultam três pontos a reter:
   
Primeiro, afinal, ao contrário daquilo que vinha sendo afirmado, a baixa da TSU para as empresas não é uma medida temporária - é uma medida para manter, talvez mesmo para além da vigência do programa de assistência económico-financeira. O que confirma a minha tese: Passos Coelho não está a implementar este programa para cumprir o memorando com a troika - ele acredita nestas medidas e está a aproveitar a conjuntura para aplicar as regras económicas dos seus gurus ultra-liberais. Aliás, Passos Coelho confessou que anunciou logo na sexta-feira para evitar que o país se entusiasmasse excessivamente com o anúncio de aquisição de dívida pública portuguesa pelo BCE. Hoje mesmo, foi o próprio responsável pela delegação do FMI que desvendou que a descida da TSU foi decisão, pura e exclusivamente, do Governo. E quem foi o inspirador desta ideia "genialíssima"? António Borges. Passos Coelho respondeu sem responder. Ao dizer que é uma medida equivalente à desvalorização da moeda, Passos Coelho utilizou o argumento de quem? De António Borges, pois claro, em entrevista há poucas semanas a um jornal português. O único que deverá ser responsabilizado pelo "terrorismo social" que a TSU vai gerar é Passos Coelho;
   
Em segundo lugar, Passos Coelho afirmou que a competitividade das empresas vai aumentar com a descida da TSU. Ora, o jornalista da RTP recorreu às declarações sucessivas de Passos Coelho, de há um ano para cá, muito críticas em relação a esta medida. E a verdade é que Passos Coelho não conseguiu justificar a sua contradição: foram 15 minutos penosos para o Primeiro-ministro. Ficámos com a sensação que Passos Coelho decorou muito bem um texto, escrito por alguém, e limitou-se a debitar. Sem acreditar numa palavra daquilo que dizia! E isso é grave num Primeiro-ministro! Depois, não é verdade que a redução da TSU seja igual à desvalorização cambial: é que descer o valor do dinheiro para todos afecta todos os factores de produção. Atinge toda a economia. A descida da TSU é mais terrorista socialmente: porque retira aos trabalhadores para reforçar a tesouraria das empresas (ou os lucros das grandes empresas) sem nenhum benefício imediato para a economia. Passos Coelho tentou iludir os portugueses. Porquê? Já toda a gente percebeu que esta é uma medida rídicula...Não há um português que a defenda, excepto Passos Coelho e a sua entourage!
    
Em terceiro lugar, Passos Coelho tentou a habilidade de desafiar Belmiro de Azevedo a descer os preços dos produtos, em virtude da redução da TSU. Ele sabe muito bem que isso não vai acontecer. E se acontecer não será devido à redução da TSU: será apenas porque, como os portugueses não têm dinheiro, a procura diminui; ora, quando a procura diminui, os preços tendem a descer. Mas tal será mau também para os produtores primários (que Passos Coelho tanto queria defender).
   
3. Já quanto à segunda parte (avaliação da troika), Passos Coelho tentou convencer os portugueses com a ameaça de descermos aos infernos. Isto é, os portugueses têm de passar por todos estes sacrifícios porque, caso contrário, a Pátria morre. Isto como sinal de esperança e motivação é muito, muito curto.
   
4. Por último, a questão da remodelação governamental e das relações com o CDS. Iremos desenvolver este ponto em próximo texto. Para já, afirmamos que as respostas fugidias de Passos Coelho indiciam que a coesão na coligação já viveu melhores dias. Vamos esperar pelas declarações de Paulo Portas.
  
Nota da entrevista: 8 valores» [Expresso]
   
Autor:
 
João Lemos Esteves.
     
     
 O doutorado em Basketball II falou
   
«O ministro da Economia e do Emprego desafiou esta sexta-feira a oposição a dizer "qual é a alternativa" à política que está a ser seguida pelo Governo, que reafirmou ser a única que permitirá alcançar a consolidação orçamental e criar emprego.
   
"Fala-se muito em crescimento e emprego mas não ouvimos ainda nenhuma proposta alternativa. Gostaria muito de ouvir a oposição a dizer qual é a alternativa. Se a alternativa da oposição é conduzir à situação a que fomos conduzidos até Maio de 2011, ou seja estarmos a um pé de darmos mais um passo e cairmos na bancarrota", então é a "alternativa do desastre", afirmou.» [CM]
   
Parecer:
 
Este homem está no limiar da imbecil.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor à bardamerda e pergunte-se qual das três palavras não ouviu, talvez se reccorde do tempo em que foi gozado pelo Gaspar..»
      
 As medidas intensificaram o debate, diz o Gaspar
   
«O ministro das Finanças português disse hoje ao Eurogrupo que as novas medidas de austeridade apresentadas pelo Governo provocaram uma "intensificação do debate político e social" em Portugal.» [DN]
   
Parecer:
 
E o debate visa considerá-lo incompetente e desrespeitador dos valores constitucionais, visando pô-lo no olho da rua.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Derrube-se o governo.»
   
 Pobre Mário Nogueira
   
«O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, defendeu hoje a demissão do ministro da Educação, Nuno Crato, considerando que a ação do ministério "tem sido mais prejudicial às escolas do que favorável".» [DN]
   
Parecer:
 
Deve ser difícil pedir a demissão de alguém que apoiou e que ajudou a ser ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      

   
   

  

   

   

  

sexta-feira, setembro 14, 2012

O último a sair que apague a luz


Os empresários que pretendam negociar com os seus trabalhadores, que optam pela concertação social, que queira paz social dentro das suas empresas que fujam deste país, o governo acha que os trabalhadores não passam de labregos a quem se cortam salários sem qualquer negociação.
  
Os melhores alunos das nossas universidades que pretendam seguir uma carreira académica que procurem outro país para prosseguirem os seus estudos, por cá o governo odeia gente qualificada no Estado e tudo faz para que fujam do país.
   
Os empresários que apostem em produtos de alto valor acrescentado que invistam noutros países, por cá temos um governo que defende a desqualificação dos trabalhadores, apenas protegendo (e mal) os que ganham o ordenado mínimo, isto é, apenas os trabalhadores sem qualificações merecem a preocupação de um governo para quem apenas o voto conta e quanto mais ignorante for o eleitor mais facilmente consegue o seu voto através do populismo.
  
Os empresários que tencionem manifestar as suas opiniões em público que procurem outro país, neste o governo não admite que um empresário critique as suas medidas e é o próprio primeiro-ministro que recorre à televisão para em directo tentar atirar os consumidores contra quem tiver ousado criticá-lo em público. Por cá governa um Mugabe que não hesita em perseguir empresários.
  
Os estudantes que pretendam seguir carreiras altamente qualificadas cujo maior empregador seja o Estado que procurem países governados por gente bem formada, por cá querem expulsar médios, enfermeiros e outros profissionais, querem pagar-lhe trezentos euros, tirar-lhe benefícios sociais, deixar de lhes pagar subsídios e ainda aumentar a TSU.
   
Os cidadão avessos a ditaduras do tipo do Zimbabwe de Robert Mugabe devem procurar um países democrático com um governo de gente bem formada, por cá quem se mete com os governantes leva, os empresários são difamados, os bispos são perseguidos por jagunços da comunicação social, respira-se um ambiente de ditadura de fascistas de discoteca.
   
Os que pretendam viver num Estado moderno onde se possa descontar com a certeza de que nenhum governo decide desviar esse dinheiro para o dar a amigos políticos que fuja, neste país o Estado social está a ser destruído por canalhas sem princípios e de nada serve ter descontado toda uma vida porque esta gente considera os idosos fardos descartáveis.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

Arraiolos
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Estes não precisam de ser recapitalizados [A. Cabral]   
   
A mentira do dia d'O Jumento
 
 

Jumento do dia
  
Passos Coelho.
 

Passos Coelho deu a pior entrevista dada por um primeiro-ministro português de que há memória, o país viu um primeiro-ministro patético, exibindo um nível intelectual infantil e próximo do imbecil senão mesmo do deficiente mental, uma pessoa mal formada que não hesita em lançar portugueses contra portugueses e em particular contra um empresário.
     
Os portugueses viram um governante incapaz de dizer algo capaz de resistir à próxima pergunta dos jornalistas, a debitar sucessivamente números aldrabados que os jornalistas desmontavam sucessivamente, alguém incapaz de justificar as suas decisões.
   
Portugal ficou a saber que tinha um primeiro-ministro que nem para cabo de mar das Ilhas Selvagens está preparado. Os portugueses perceberam que Passos Coelho não é um problema político, é um problema do foro psiquiátrico, ou é ele que está doido ou é o país que o vai ficar se não se ver livre dele muito urgentemente.
 
O país ficou estupefacto ao saber que para este (malogrado) primeiro-ministro ser mais poderoso não é ser um dos muito ricos que estão fora das medidas de austeridade, o governo é corajoso com os mais fortes porque cortou os subsídios aos pensionistas que recebem mais de mil euros por mês. Para este imbecil ser poderoso em Portugal é ser pensionista e receber mais de mil euros. Isto é um atentado à dignidade dos portugueses, muitos passarão a ter vergonha de dizer que são concidadãos deste idiota.
  
Se foi Cavaco que criou as condições para que esta personagem enganasse o casting chegando a primeiro-ministro, então que faça um favor ao país e corra com ele.

      
 Selvajaria social!


 Só pode ser anedota
 
 
Vamos todos ao DE votar no imbecil!
 
 Ferreira Leite está enganada

Cavaco não está em Belém para lavar a consciência dos deputados cobardes do seu partido e muito menos para lavar o rabinho do Santinho de Massamá com água de malvas, Cavaco está em Belém para cumprir e fazer cumprir a Constituição, coisa de que parece andar esquecido. Se Manuela Ferreira Leite pede aos deputados para votar contra o OE também deve exigir a Cavaco que questione a constitucionalidade das medidas do governo.
 
 Prof. Cavaco Silva faça um favor ao seu país
 
Ajude-o a livrar-se do Passos Coelho!
 

  
 Uma consolidação que maximiza os efeitos recessivos
   
«A forma como o actual Governo está a fazer a descida da despesa, os aumentos de impostos e as alterações à TSU maximizaram os efeitos recessivos da consolidação, comprometendo a promessa de retoma do crescimentoem 2013, anunciada no calor deste Verão.
As medidas de consolidação orçamental têm sempre efeitos recessivos. Não vale a pena ter ilusões sobre isso. No entanto, medidas com efeitos equivalentes na redução do défice podem ter efeitos recessivos na economia muito diferentes.

A diminuição da despesa, quando é feita pela redução de salários ou transferências sociais, reduzindo o rendimento disponível, conduz à redução do consumo, com um efeito multiplicador elevado na redução do PIB. 

Uma diminuição de despesa idêntica realizada na diminuição da despesa do Estado em bens pode ter um efeito recessivo muito mais moderado, se incidir em bens importados, como combustíveis, compra de automóveis, equipamentos, medicamentos e consumíveis hospitalares, material militar, etc. 

A redução da despesa teria de incluir diminuições de salários. Mas a consolidação seguida pelo Governo em 2012 centrou-se apenas nas descidas de salários, esquecendo a redução de outras despesas, o que está a ter efeitos particularmente recessivos. 

Também diferentes impostos têm diferentes efeitos recessivos. Aumentos de Impostos sobre o rendimento do trabalho têm um efeito semelhante ao de cortes nos salários e pensões. 

Aumentos de impostos sobre o consumo de bens importados têm um efeito recessivo moderado, enquanto aumentos sobre bens não transaccionáveis têm um efeito recessivo mais acentuado para obter a mesma receita. Também na receita algumas escolhas do actual Governo foram particularmente recessivas, destacando-se o aumento do IVA no sector da restauração como um exemplo de efeitos recessivos mais fortes do que alternativas igualmente impopulares, de impostos sobre bens importados, como os automóveis, electrodomésticos e produtos petrolíferos. 

Por último, também a forma escolhida para a redução da TSU tem efeitos recessivos particularmente acentuados. Ao retirar 2,8 mil milhões ao rendimento dos trabalhadores, é provável que o consumo caia num montante próximo deste. O efeito directo na redução do PIB será de -1 a -1,5%, o suficiente para Portugal passar da inevitável recessão moderada para uma recessão acentuada, com todos os efeitos no emprego e receita que se estão a verificar no corrente ano. 

Tudo depende de como os empresários aplicarem os 2,3 mil milhões transferidos por esta via. Se aplicarem em investimento adicional, contratando mais trabalhadores e expandindo a actividade, podem compensar grande parte do impacto recessivo da redução do rendimento dos trabalhadores. Isso será possível nas empresas que podem crescer nos mercados externos.

Se usarem a maior parte dos 2,3 mil milhões para tesouraria, diminuírem o endividamento, ou para distribuírem mais lucros, o efeito recessivo das alterações na TSU será brutal. 

O facto de cerca de 1,5 dos 2,3 mil milhões concedidos pelo Governo às empresas pelas alterações anunciadas beneficiarem sectores quase exclusivamente dependentes do mercado interno (que exportam menos de 5% da sua produção), enquanto apenas pouco mais de 450 milhões beneficiam os sectores responsáveis por mais de 75% das exportações portuguesas, mostra as limitações desta medida.

Os quadros* abaixo apresentam os 7 sectores mais beneficiados com as alterações às contribuições para a Segurança Social e os 7 maiores sectores exportadores. 

É fácil perceber que a maioria dos apoios vão para sectores dependentes de uma procura interna em queda, que dificilmente vão aumentar as contratações ou fazer novos investimentos em 2013 e nos anos mais próximos. A receita do Governo vai assim acentuar a recessão. Esperemos que isso em 2013 não surja como uma surpresa a justificar medidas adicionais.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Manuel Caldeira Cabral.
   
       
  
     
 No PSD ainda há crentes
   
«A declaração do ministro das Finanças de que o Governo vai procurar "atenuar" as medidas de austeridade criou nalguns deputados no PSD a expectativa de que a proposta do Orçamento para 2013 possa "evoluir, melhorar" até ser entregue.» [CM]
   
Parecer:
 
Pobres deputados, eram a favor das medidas e agora esperam alterações.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 Coitado do sôr Álvaro
   
«O ministro da Economia e Emprego disse esta quinta-feira não ter dúvidas de que Portugal vai contornar a actual crise económica e financeira, lembrando o "enorme legado" nessa área com que o Governo se deparou ao entrar em funções.» [CM]
   
Parecer:
 
O mesmo que em tempos foi humilhado pelo Gaspar quando numa reunião de conselho de ministros se lembrou de propor medidas de crescimento vem agora defender os extremismo do mesmo Gaspar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se pela saúde mental do sôr Álvaro.»
   
 Até tu Saraiva
   
«"Os parceiros sociais não podem ser utilizados para subscrever acordos e não serem escutados, como deveriam ser, sobre um conjunto de medidas necessárias", afirmou hoje António Saraiva, da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), em conferência de imprensa, onde apelou ainda assim ao "acrescido bom senso" das forças políticas e dos parceiros sociais para atravessar a actual conjuntura e reiterou as disponibilidade dos patrões para manter o "diálogo social". "Gostaríamos que o Governo ouvisse mais os parceiros sociais do que tem ouvido", confessou.» [DE]
   
Parecer:
 
Isto está a ficar lindo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demitam-se os imbecis.»