sábado, outubro 06, 2012

Asfixia democrática


A tese fascista para superar as crises financeiras sempre foi a negação da democracia, os fascistas sempre gostaram de usar as crises financeiras para eliminarem as democracias com o argumento do que os ajustamentos económicos são inviáveis se o povo se puder pronunciar. Por isso o povo deve ser exaltado, exibido de forma chauvinista como sendo mais capaz, melhor ou corajoso do que os outros, de preferência os vizinhos geográficos ou de situação financeira.
  
Mas esse povo simpático não tem conhecimentos técnicos para apoiar as soluções acertadas mais acertadas. Por isso pode ser o melhor povo do mundo mas deve deixar a quem sabe a tarefa de endireitar o país, assim como a política é para os políticos (nem que sejam formados pela Lusófona) a economia é para os economistas. É este o primado dos técnicos por oposição ao primado da democracia que o país está vivendo, Manuela Ferreira Leite disse a brincar que para resolver os problemas da economia isso implicava suspender a democracia durante dois meses. Vítor Gaspar parece partilhar da mesma tese como é homem que aprecia soluções mais robustas, parece que quer suspender a democracia pelo menos até ao fim da legislatura.
 
O que o país está a sofrer não é um ajustamento económico, é sim um ajustamento do regime democrático, Gaspar decidiu colocar um cartaz dizendo “ a democracia segue quando eu entender que há condições para isso”. O mais troikismo do que a troika ou o custe o que custar do Passos Coelho não é mais do que uma forma intelectualmente pobre de assumir uma ideologia fascista que julga que seres superiores podem transformar um país e um povo em bichos da seda.
  
Vítor Gaspar já promete livrar o país da troika mas a verdade é que o grande problema de Portugal não é um problema de soberania, essa não foi perdida com o memorando mas sim quando chegou ao poder um governo que a troco das suas ambições meteu a bandeira nacional ao contrário. O grande problema deste país é o processo de destruição da democracia para dar lugar a uma suposta superioridade ideológica e técnica de Vítor Gaspar.
   
Mais tarde ou mais cedo os portugueses vão perceber que a economia está bem pior do que estava ou, nas melhor das hipóteses, os seus problemas foram iludidos e, em contrapartida, o país que tínhamos foi reformatado por Vítor Gaspar sem que a sua ideologia ou o seu programa tenham sido colocados à discussão dos portugueses. 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

Pisco-de-peito-ruivo [Erithacus rubecula], Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Escadaria [A. Cabral]   
A mentira do dia d'O Jumento
 
  

 

Jumento do dia
   
Cavaco Silva
 
Se um dia tiver de ser escolhido uma data para simbolizar o percurso político de Cavaco Silva é muito provável que seja escolhido este 5 de Outubro, o último celebrado num dia feriado, pelo menos enquanto o país não se livrar deste quarteto formado pela troika mais o governo de Passos Coelho.

Cavaco começou por pedir a mudança da cerimónia para um local mais resguardado do povo e sem a presença desse povo incómodo e perigoso que é o português, para a Praça do Município ficou apenas o hastear da bandeira. Quis o destino que depois de muita atrapalhação Cavaco Silva hasteasse a bandeira ao contrário.

Feita a figura triste do hastear da bandeira seguiu-se a cerimónia para os convidados ilustres, loge de povo feio, pobre, mal cheiroso e que cospe para o chão, o ambiente estava bem composto com os representantes oficias da República, de fatos bem engomados e gravatas de seda. Não ficava bem a Cavaco dedicar o discurso às vacas da Ilha Graciosa e, talvez porque no seu tempo as escolas abriam a 6 de Outribro, optou por dedicar o discurso à abertura do ano escolar. Em Portugal não é uma crise financeira muito desejada pela direita extremista, o povo não sofre, o progresso social não está a se eliminado para o país regressar ao século XIX, nada disto sucede e o Presidente dedica o seu discurso aos jovens, o futuro de serviço dos políticos sem grande coragem.
 
 Música para os dias que correm
 

Vamos aproveitar enquanto o exercício da liberdade ainda não viola nenhum artigo do Código Penal.

PS: a colocar vídeos destes ainda o Gaspar vai dizer que 'O Jumento' é o melhor blogue do mundo.
       
 Governo de iniciativa presidencial

A esquerda quer livrar o país deste governo.

O PSD adora o governo na AR, não simpatiza cá fora, detesta-o quando ninguém os ouve e odeiam-no na intimidade.

O CDS quer sair mas perdeu a chave.

A única entidade que gosta deste governo, vá lá o diabo saber porquê, é Cavaco Silva.

Conclusão: desde a crise da TSU que o governo é, de facto, um governo de iniciativa presidencial, só que Cavaco para poupar na burocracia optou por um trespasse  preço zer.

Enfim, cada um tem o seu pavilhão, os navios têm o pavilhão nacional, o genro tem o do Atlântico e Cavaco tem o parvalhão, perdão, o pavilhão do Passos.

 Ver as coisas pelo lado positivo
 
tudo seria bem pior se o Gaspar em vez de ministro das Finanças fosse meteorologista, o país correria o risco de andar de t-shirt no Inverno e de sobretudo no Verão. Assim andamos cada vez mais tesos mas não nos constipamos.
 
 Livres da troika?

O problema há muito que não é livrar-nos da troika, é livrar-nos do Gaspar, do Passos Coelho, do Cavaco Silva, do Paulo Portas, do Miguel Macedo. do Aguiar Branco, da Assunção Cristas, do Álvaro, do Lambretas, desta gente toda que é incompetente e não para de destruir o país.

Se Gaspar não cair antes de a troika se ir embora ainda vamos ficar com saudades da troika.
 
 Alguém me explica?
 
Não entendo, o Passos Coelho aguenta-se mais tempo no governo do que o Sá Pinto no Sporting, mesmo com piores resultados do que o ex-treinador e com problemas de balneário bem mais graves do que os do clube de Alvalade.
 
 5 de Outubro de 2013
 
No próximo ano o 5 de Outubro será comemorado na sacristia da Igreja da Conceição Velha e não haverá cerimónia do içar da bandeira não vá Cavaco enganar-se e içar a bandeira do Belenenses.
     

  
 Acertar no falhanço
   
«Vítor Gaspar esteve mais de uma hora na quarta-feira a explicar as medidas-chave do OE 2013. À noite, foram às TV a sua secretária de Estado e o secretário de Estado adjunto do PM. Mas hoje, sexta, ainda não se sabe quanto vale mesmo o pacote anunciado e porque é que o Governo considera necessário, apesar da flexibilização das metas do défice, um aumento de impostos que o próprio qualifica de "enorme".
  
Não sabemos quais são os novos cinco escalões do IRS - apesar de essa medida ter sido anunciada a 11 de setembro, quando Gaspar "explicou" a alteração da TSU (prova definitiva do embuste que é dizer que uma medida veio substituir a outra) - e sobre que rendimentos se aplicará a sobretaxa de 4% (incidirá, como a de 2011, a partir de 485 euros?). Como se ignora quanto as Finanças preveem embolsar com os aumentos ao IMI, aos quais retiraram, incrivelmente, a cláusula de salvaguarda que impedia subidas brutais para imóveis em avaliação.
   
Se, como ontem se lia no DN, a sobretaxa de 4% renderá ao Estado 1,1 mil milhões; se as alterações aos escalões de IRS valem mais de dois mil milhões e a manutenção do corte de um subsídio de férias e de Natal a pensionistas e funcionários públicos outros mil milhões; se o aumento médio do IMI nos 5,2 milhões de prédios em avaliação for de 200 euros (a cláusula de salvaguarda fixava 75 euros como limite), e aí se arrecadarem outros mil milhões de euros, a soma ultrapassa cinco mil milhões - fora outras medidas anunciadas e de valor igualmente não divulgado.
   
Ora existindo uma subida da meta do défice de 4,5% para 5% em 2012 e para 4,5% em 2013, o ajustamento, mantendo-se tudo constante, seria apenas de 800 milhões. Mas o défice real de 2012 ficará em 6%, admite o Executivo, que prevê que este seja de 7,5% em 2013, implicando um esforço de 4,9 mil milhões - mais do dobro do valor do corte dos subsídios cujo chumbo seria alegadamente compensado com a medida da TSU, entretanto abandonada. Sendo que o total de ajuste anunciado por Gaspar chega aos 6,9 mil milhões, correspondendo a um défice de 8,7%.
   
Porquê? Se nada mais, o Governo aprendeu um facto doloroso: que é incapaz. Que nem com uma sobretaxa em 2011, nem com o corte dos subsídios em 2012, mais o IVA a 23%, conseguiu chegar perto da meta sem recorrer a receitas extraordinárias. Que a taxa de desemprego que previa em 13,4% no OE 2012 e atualizou em abril para 14,5% era já em agosto de 15,9%. Que a contração do PIB que antecipava de 2,8 para 2012 e reviu em fevereiro para 3,3 foi alcançada no segundo trimestre, antes do efeito recessivo destes anúncios.
   
Sim, há uma coisa que Gaspar aprendeu a prever com razoável certeza: que vai falhar. Talvez o seu peculiar sentido de humor - que lhe sugere a obscena anedota de garantir que as desigualdades diminuirão em Portugal graças ao empobrecimento da classe média - ache piada à evidência de que as suas medidas são a um tempo assunção e causa do falhanço. E até tem. Pena é custar-nos tão caro.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Guerra ao país
   
«A conferência de Vítor Gaspar seguiu o mesmo formato esquizofrénico de 11 de Setembro: primeiro a exibição dos espantosos êxitos do "ajustamento", depois a enumeração de medidas descrevendo um fracasso (como é que é a palavra?) "enorme". O fracasso foi enorme este ano e enorme será para o ano, porque nada disto faz qualquer sentido.
      
O Governo tem óbvias culpas no que se passa, pelo menos na alegria ou naturalidade com que apresenta coisas que são a completa destruição de um modo de vida. Mas a verdade é que ele é sobretudo o agente de uma política europeia que, em certos países (noutros não: na Alemanha, na Holanda ou na Finlândia ninguém pensa em destruir o "Estado Social") se arrisca a arrasar as economias e as sociedades que a Europa construiu desde 1945. Em Espanha, parece ser mais do que isso: é a destruição do próprio país, tão laboriosamente construído numa base democrática desde 1978.
   
Já muita gente descreveu o Orçamento de 2013 como um assalto ao país. Parece mais do que isso: parece uma verdadeira declaração de guerra.» [CM]
   
Autor:
 
Luciano Amaral.
      
 Gaspar, o "corydora aeneus"
   
«Especialista afamado em Excel, Vítor Gaspar apresentou as correções aos tiros de pólvora seca dados sobre a TSU. Como o país recusou ser enfiado no experimentalismo para o qual estão reservados animaizinhos (irracionais) simpáticos - as cobaias -, o ministro das Finanças reprogramou o catálogo da austeridade, pôs a fazer figura de parvos os parceiros sociais e o PS (um dos partidos subscritores do memorando da troika), foi ao beija-mão dos credores, como faz qualquer aflito da vida, para se assegurar de que apresentaria alternativas válidas e ontem, sim, fez peito.
   
Retirado o substrato das questões de princípio, a planificação anunciada não contém assim tanta novidade. O programa de Excel de Vítor Gaspar produziu o inevitável: aumento brutal da carga fiscal, especialmente em sede de IRS. A engenharia da redução de escalões associada a uma sobretaxa permite extrapolar a hipótese de os cofres do Estado arrecadarem milhões de milhões. Os bolsos dos portugueses estão exauridos, o empobrecimento será ainda maior, mas há um otimismo não negligenciável: como nunca um país fechou para balanço, haverá sempre uns portugueses a trabalhar e a quem se pode retirar sempre mais uns cêntimos....

O excesso de carga fiscal em sede de IRS não tem, por isso, nada de verdadeiramente novo. Merece ser relevada, tanto quanto alguns esboços de atenuar injustiças e proceder a maior cobrança de IRC ou de taxação de transferências para os off-shores, mas não mais do que isso.
   
A tendência geral será a de se eriçarem os cabelos perante novo saque nos salários já a partir de janeiro, por obra e graça da chamada retenção na fonte. Convém, no entanto, não ignorar algo de muito mais grave.
   
Juntando as folhas de Excel a um ar de "corydora aeneus", o nome científico de um peixinho de aquário conhecido por limpa-fundos, Vítor Gaspar foi mais longe em algo que já se constituía numa bomba-relógio anunciada: a atualização do chamado IMI. E ontem o ministro das Finanças, na tentativa de ser tão eficaz na arrecadação de receita quanto uma "corydora" na aquariofilia, anunciou o fim do chamado período de salvaguarda para quem, dono de uma casinha a ser paga em prestação, verá as matrizes atualizadas. Para 2013 e 2014, o Estado dava ainda uma hipótese de os proprietários respirarem, ao estarem abrangidos por um teto máximo de 75 euros de pagamento sobre o novo valor pelo qual serão notificados. Mas acabou-se! Gaspar nem isso admite. Ou seja: aumentos de centenas, de 200 e 300%, ou mais, no IMI, terão de ser pagos. E ponto final.
   
O que já era explosivo tornar-se-á mortal. Uma família desempregada, alguém herdeiro de um terrenozito numa aldeia, ou paga ou......
   
Isso mesmo: entupida a Autoridade Tributária de processos por falta de pagamentos de IMI por quem não tenha sequer dinheiro para comer, a alternativa será a do Estado lhe ficar com o património. Nada mau para uma política estatizante assinada por pseudoliberais.» [Jornal de Notícias]
   
Autor:
 
Fernando Santos.
   
     
 Assalto à mão armada
   
«O conselheiro de Estado e ex-presidente do PSD Marques Mendes diz que o aumento de IRS "não é para fustigar a classe média, é para matar a classe média".
   
O conselheiro de Estado e ex-presidente do PSD Marques Mendes classificou esta noite, em declarações à TVI 24, o aumento de IRS proposto pelo Governo como um "assalto à mão armada" aos contribuintes, que "mata" a classe média.» [DE]
   
Parecer:
 
Quando as vítimas eram apenas os pensionistas e os funcionários não foi um assalto, foi um reembolso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Então não há?
   
«"Face às circunstâncias muito difíceis em que o país se encontra, a estabilidade política é um valor importante. Há um bom clima entre a maioria e o Governo na preparação do Orçamento do Estado", assegurou Nuno Magalhães, numa declaração à Agência Lusa, após a sessão solene comemorativa da Implantação da República.
   
Questionado sobre os discursos do Presidente da República, Cavaco Silva, e do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, Nuno Magalhães destacou que "há um facto, que é Portugal viver sob assistência financeira", sublinhando que essa tónica foi deixada nos discursos do Presidente da República, Cavaco Silva, e do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Esta maioria começa a ser uma anedota.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O corajoso Passos era mesmo necessário em Bratislava!
   
«"Eu fiz-me representar na anterior reunião e não quis deixar, como primeiro-ministro, de estar presente naquela que poderia ser a última reunião antes da maratona negocial que se vai realizar em Novembro", afirmou Passos Coelho, aos jornalistas referindo-se ao Conselho Europeu que irá discutir o quadro financeiros 2014-2020.
   
"E, desse ponto de vista, uma vez que estou aqui a defender os interesses do meu país, acho que era indispensável que cá estivesse e que não me fizesse substituir", acrescentou, depois de ser questionado sobre a sua ausência nas comemorações do 5 de Outubro.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Necessário? Só se for mesmo em Massamá!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Governo reune-se no domingo
   
«“O Conselho de Ministros reúne-se extraordinariamente, domingo, dia 7 de Outubro”, de acordo com um comunicado enviado para as redacções.
   
O motivo da reunião não é avançado no comunicado, mas fonte oficial revelou ao Negócios que em causa está o Orçamento do Estado para 2013. Um documento que tem de ser entregue até ao dia 15 de Outubro.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
E vão reunir a coordenação da coligação antes ou vão reunir-se descoordenados?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
   
 Inveja dos gregos
   
«Durante o fórum "A conversa global", organizado em Paris para celebrar o 125.º aniversário do diário International Herald Tribune, Samaras disse que pedira a Draghi a adopção de "uma política adequada" para assumir o pagamento dos "títulos da dívida ou dos seus juros". 
   
"Pedir-lhe-ia (...) que a Grécia pudesse participar no que vai ser permitido a Espanha, segundo as decisões do recente Conselho Europeu, como não ter de pedir um empréstimo para a recapitalização dos seus bancos e não o fazer através do Fundo Monetário Internacional [FMI], o que tornaria a nossa dívida mais reduzida", disse Samaras. » [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
A estratégia de Passos é dar graxa ao coxo de Bona e ficar à espera de ganhar o que os gregos ganharem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Há limites
   
«Daniel e Laurinda Ribeiro, 54 e 56 anos, respetivamente, confrontam-se há 9 meses com uma situação inédita nas suas vidas: a dependência de terceiros. "Nunca tinha sido dependente de ninguém", desabafa, amargurado, o marido, na casa onde a família vive há cinco anos, no Casal da Mira, Amadora.
   
A história começa quando o casal ficou sem condições para continuar a gerir um café em Leça da Palmeira. "Um fornecedor que nos tinha colocado material no valor de 5000 euros, com o compromisso de lhe encomendarmos o café, quis receber essa quantia, uma vez que os novos arrendatários não chegaram a acordo e deixaram de lhe encomendar o café. Avançou para tribunal e o resultado foi a penhora do carro, o único bem que tínhamos", conta Laurinda.
  
O carro é um Renault Clio, de 1995, cujo valor comercial é quase nulo, mas que, por ser adaptado à deficiência de Daniel Ribeiro, era o garante da independência da família. Desde a decisão judicial, está parado à porta de casa da família, não pode circular, mas nunca ninguém das Finanças ou do tribunal apareceu sequer para levantá-lo.» [JN]
   
Parecer:
 
Um dia ainda nos vão penhorar os ditos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
   
 Vai muita gente para debaixo das pontes
   
«O processo de avaliação do valor patrimonial dos prédios urbanos para efeitos de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) está envolto em forte polémica. Em causa estão os acréscimos brutais dos valores patrimoniais, que com frequência chegam aos 1000% em prédios da década de 60, ou mesmo mais recentes, como reconheceu ao PÚBLICO o presidente APAE - Associação Portuguesa dos Avaliadores de Engenharia, Aníbal Lopes.» [Público]
   
Parecer:
 
Esta gente está a criar a necessidade de um novo 25 de Abril.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelas consequências sociais e políticas.»
   

   
   

  

   

   

  

sexta-feira, outubro 05, 2012

Troikismo a mais e tomates a menos


O que mais impressiona neste governo é o seu excesso de troikismo quando escondidos nos seus gabinetes adoptam políticas bem mais brutais do que as que estavam previstas no memorando e a cobardia em assumir as consequência por essa opção. Quis o destino que fosse num feriado que, independentemente das opções republicanas ou democráticas, comemora valores de ética de dignidade e de coragem que o governo fez uma grande exibição de cobardia.
   
Passos Coelho podia ter optado por ir mostrar as vacas da Graciosa à sua esposa, mas ais ainda corria o risco de as vacas não andarem tão felizes e levar alguma cornada. Até podia ter ido a Paris onde há menos vacas mas, em contrapartida, há demasiado portugueses, esse povo de gente piegas que agora lhe deu para vaiar o governo. Por causa da diáspora há portugueses na Europa ocidental e arredores pelo que restou a Passos ir para um país da antiga Europa de Leste, aí ainda não há portugueses, ninguém o conhece e pode participar numa iniciativa que é tão importante para o país como um congresso da Tupperware.
   
Passos Coelho um cobardolas, o homem que chamou piegas aos portugueses, que é mais troikista do que a troika e que defende uma política brutal custe o que custar é, afinal, um cobardolas que não parece ter tomates para dar a cara perante o povo e para se sentir tranquilo até foge para bem longe do país. Até poderia ter sido obrigado, mas nesse caso ter-se feito representar por Vítor Gaspar, a segunda figura do governo e se este tivesse impedido poderia ser substituído por Portas. Mas não, a nota dominante deste governo é a falta dos dito e o primeiro-ministro cobardolas fez-se representar pelo ministro da Defesa, a quarta figura na hierarquia do governo.
   
Quando o país precisa de coragem o governo opta por uma exibição de cobardia, quando no 5 de Outubro os governantes devem dar um exemplo de dignidade o país assistiu a uma fuga de ratazanas, quando um governo deveria ter a coragem de assumir as responsabilidades foge com medo do povo. Portugal não tem uma governo de uma República, isto é pior que a direcção de uma associação de estudantes do ensino básico.
   
Além de incompetente, dos tiques ideológicos do fascismo, de ministros com diplomas da treta, de defensores dos contribuintes que apreciam roubos fiscais, o governo está cheio de cobardolas.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

Pormenor da fachada da Igreja da Conceição Velha, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Desespero mata [M. Henrique]   
 
Jumento do dia
  
Vítor Gaspar
 
Vítor Gaspar ainda não sabe distinguir um discurso para dar graxa ao senhor alemão e uma intervenção parlamentar onde tem de convencer os portugueses de que o seu extremismo económico de direita é mesmo solução. Que vá para a Alemanha elogiar uma grande manifestação onde se exigia a sua demissão e a sua política era tratada com repugnância é uma coisa, que trate os portugueses como parvos dizendo que é o melhor povo do mundo, pensando que desta forma as pessoas aceitem cortes de vencimentos é outra.

Se Vítor Gaspar fosse inteligente, característica que começa a ser óbvio não ser sua, percebia quão ofensivo é para os que ficaram sem emprego, sem casa, sem dinheiro para cuidar dos filhos com dignidade ouvir o pior ministro das Finanças da Europa e arredores estar a elogiá-lo por ser manso. Quando Vítor Gaspar diz estas imbecilidades está insinuando que somos bons por oposição aos grego, algo que não o dignifica aos olhos do país ou da Europa e que apenas serve para subir na consideração dos extremistas alemães.

Como povo os portugueses não querem ser confundidos com cornos mansos e com discursos destes o ministro arrisca-se mesmo a saber como é salgada a água do rio Tejo e nessa altura talvez perceba que uma coisa é ser marrão e ter boas notas, outra é ser inteligente.
 
 Medo do povo
 
Pedro Passos Coelho fugiu para longe, Cavaco pediu para mudar as comemorações para local mais recatado e onde se saiba quem assiste. Grandes dirigentes que temos, têm medo do povo que supostamente representam. Enfim, esta gente é mesmo muito piegas.
        
 Conversa de amigos


 Onde estará Passos
 
Em Portugal comemora-se o último dia 5 de Outubro com dignidade, em Malta encontram-se Rajoy, Hollande e Monti. Onde vai estar PPC? Vai para Bratislava para um encontro de que ninguém vai falar e que é o equivalente europeu de um encontro de concessionários da GALP.
 

  
 Afinal até somos ricos
   
«Há um ponto que fará toda a diferença no aumento de impostos anunciado por Vítor Gaspar: embora os rendimentos mais baixos sejam protegidos - uma boa decisão -, os rendimentos médios vão ser penalizados como nunca. Haverá quem suba de escalão sem perceber porquê e, por causa disso, veja evaporar-se mais uma fatia de dinheiro. Uns terão mais azar do que outros, claro, mas não é apenas isso que está em jogo. Para efeitos fiscais, uma parte da classe média passará a suportar uma fatura muito mais pesada numa altura em já lhe sobra pouco espaço para respirar.
   
Na perspetiva do Governo as classes média e média-alta passam a pagar impostos de ricos. São eles os novos ricos de Portugal. Para efeitos fiscais são suecos. Para efeitos práticos... bom, isso é irrelevante. Nunca na nossa história recente uma declaração de IRS tinha conseguido tamanha engenharia social em benefício do Estado. Mas há mais. O fim das deduções na saúde, na educação e para quem tem casa própria dará mais uma talhada nos orçamentos. Acabou-se o tempo das devoluções: o dinheiro vai para o Estado e já não volta. Depois há ainda o aumento do IMI, que implicará uma pressão sem precedentes sobre as famílias. Junte-se a isto os impostos indiretos, já nas nuvens, além dos que vão subir, como os impostos sobre o pecado - tabaco e luxos -, e ainda o custo dos combustíveis e chegamos a um quadro perfeito. É verdade, falta somar a sobretaxa sobre mais de meio subsídio de Natal. E se tudo correr mal... enfim, já sabe.
   
Não se trata por isso de ajustar mais o consumo. As pessoas terão de mudar de vida. A algumas resta subsistir. Se em cima disto algumas empresas decidirem propor cortes salariais de 10%, 20%, muita gente perderá três, quatro salários em pouco mais de um ano. Multipliquemos isto por dois (duas pessoas) e veja-se o resultado surreal. Será possível aguentar? As dívidas, infelizmente, não se vão embora. Como pagá-las é a pergunta que milhares de pessoas com emprego se vão confrontar pela primeira vez na vida. Estudaram, trabalharam, compraram casa e carro - uns loucos estes portugueses, não é? - e agora isto. O sufoco.
  
É verdade que a progressividade dos impostos aumenta em 2013 - paga mais quem tem mais, o que é justo. Mas as desigualdades não vão ser reduzidas pela subida do nível de vida dos mais pobres, mas porque a classe média ficará mais próxima da base da pirâmide salarial. Há qualquer coisa de sinistro num país assim. Daqui para a frente chamar a esta gente classe média é uma mentira. Os novos ricos (fiscais) serão, em muitos casos, os novos pobres (reais). Diz Gaspar que o futuro de Portugal passa por aqui. Não sei de que país estará ele a falar. Em certo sentido agora somos todos funcionários públicos: trabalhamos para o Estado. Mas sorria, sorria - os mercados estão a olhar para si. Vá, não dê mau aspeto.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.   

 O cão de Pavlov
   
«O mesmo Parlamento que foi informado em segunda mão do novo pacote de austeridade vai hoje derrotar duas moções de censura ao Governo. A ideia de que os deputados devem ser a fonte das leis, em particular das que têm implicações sobre a bolsa dos cidadãos, parece ser antiquada para as fações que governam os povos por essa Europa fora. O principal teórico deste Governo, Miguel Relvas, explicou que tudo tem o seu tempo. O Governo fala primeiro com a troika, e depois lá atura os impertinentes deputados. É uma ideia ignóbil? Julgo que sim. Continuo a pensar, como pensavam os súbditos que se tornaram cidadãos, nas revoluções do século XVIII, que "sem representação não há impostos" (no taxation without representation). Mas Relvas tem razão. A subversão do poder legislativo não é o resultado da temporária chantagem dos credores. Faz parte do famoso "Pacto Orçamental", que coloca os deputados dos países europeus numa posição secundária em relação à aprovação dos orçamentos nacionais. Significa isto que o PCP e o BE têm razão ao propor as suas censuras ao Governo? A razão não se esgota na legitimidade. A eficácia e utilidade são indispensáveis. A melhor censura ao Governo implica propor alternativas ao nível europeu, que é onde radica esta crise. Os deputados prestariam um serviço ao País se discutissem, abrindo-se aos contributos da sociedade civil, uma nova estratégia para a Europa. Que o Governo não pudesse ignorar face à Comissão e ao Conselho. Que os nossos deputados ao Parlamento europeu pudessem usar para fazer pontes e alianças. O nosso inimigo é o garrote europeu imposto por Berlim. Uma censura, duplamente inútil, não vai mudar uma palha. O tempo em que bastava à oposição salivar contra o Governo, como o cão de Pavlov, está definitivamente ultrapassado.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.
      
 Ex-Mister Wonderful
   
«Vítor Gaspar foi apresentado à opinião pública no início de 1991 pelo extinto semanário “O Independente”. Tinha então 30 anos e era uma estrela em ascensão no Ministério das Finanças. Caracterizado pelo jornal de Paulo Portas como Mr. Wonderful, Gaspar era o negociador português na construção da União Económica e Monetária, sendo então classificado em Bruxelas como o “génio da economia portuguesa”, segundo o francês “Libération”.
   
Infelizmente para Portugal, a genialidade de Vítor Gaspar não perdurou. O verdadeiro assalto fiscal sobre o trabalho e o património da classe média ontem anunciado pelo ministro das Finanças é a última prova do falhanço da política económica de Gaspar e renega tudo aquilo que o PSD de Passos Coelho e o CDS de Paulo Portas garantiram na campanha eleitoral de 2011. Aumentar a taxa efectiva média do IRS 13% e triplicar a taxa sobre o património é querer matar a base social de apoio daqueles dois partidos: a classe média.
   
Vítor Gaspar decretou ainda que ser rico em Portugal é crime. Só pode ser essa a conclusão, a partir do momento em que o Estado passa a ter direito a ficar com 56% do rendimento de um contribuinte. Gerar riqueza, principal função de uma empresa, também continua a ser visto como um pecado pelo Estado, visto que o IRC vai aumentar.
   
Quando há muito já se atingiu a exaustão fiscal, e o cerne do problema se encon- tra na despesa pública, é verdadeiramente extraordinário que o ministro das Finanças não anuncie uma única medida de corte na despesa pública e vá novamente mais longe do que precisava na arrecadação da receita. A 11 de Setembro Gaspar anunciou que o novo regime da TSU, conjugado com outras medidas fiscais, permitiria arrecadar mais 1,6 mil milhões de euros que o que Memorando da troika especificava. Ontem, e apenas com as medidas em sede de IRS, o Estado anunciou esperar arrecadar mais 2 mil milhões de euros. Fora os aumentos do IMI, de taxas sobre transacções financeiras, tabaco e bens de luxo...
  
Vítor Gaspar não está interessado em restaurar a prosperidade de Portugal. Quer eliminar a pouca que ainda resta para alimentar um monstro chamado Estado. Assim não vamos lá.» [i]
   
Autor:
 
Luís Rosa.
   
     
 Do que terá medo Cavaco?
   
«A pedido do Presidente da República, que invocou razões de segurança, as comemorações do 5 de outubro não terão lugar, como habitualmente, nos Paços do Concelho da câmara de Lisboa.
   
O Pátio da Galé [que tem sido palco dos desfiles da Moda Lisboa] é o local escolhido para os discursos por ser mais "resguardado" e por ser um pátio interior que pemitirá controlar todas as entradas, ao contrário do que aconteceria na praça aberta dos Paços do Concelho.» [DN]
   
Parecer:
 
Não teria sido melhor acabar com as comemorações em vez de as recusar ao povo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
      
 A anedota do dia
   
«Paulo Portas, afirmou hoje que há a fazer um "trabalho significativo, redobrado, para encontrar as medidas de redução de despesa" que permitam "moderar ou aliviar" a "carga fiscal".
   
"Quanto aquilo que o senhor ministro e das Estado das Finanças designou por aumento enorme de impostos, só há uma coisa a fazer: é um trabalho significativo, redobrado, para encontrar as medidas de redução de despesa, sobretudo do Estado consigo próprio, que permitam moderar ou aliviar essa carga fiscal", afirmou Paulo Portas aos jornalistas.» [DE]
   
Parecer:
 
Parece que Paulo Portas perdeu a dignidade por uma questão de patriotismo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 Ingerência estrangeira
   
«Mario Draghi, presidente do BCE, voltou hoje a elogiar o "progresso muito, muito significativo" que Portugal tem realizado durante o programa de ajustamento e considerou que o País goza de uma "situação política forte no geral".

"Sobre Portugal, esse é um caso onde... é um exemplo de progresso significativo tal como já disse antes. Ocorreu um progresso muito, muito significativo. A situação política em geral é forte", referiu Draghi durante a habitual conferência de imprensa que procedeu a reunião da política monetária, hoje realizada na Eslovénia.» [DE]
   
Parecer:
 
Se é grave um banco central nacional meter-se na governação ou o inverso por ser um desrespeito pela independência dos dois, muito mais grave é a ingerência do Banco Central Europeu na política interna de um país, jogando com o prestígio de uma instituição que deve servir para favorecer uma facção política.

Não consta do estatuto do BCE o poder do seu presidente poder intervir na política interna de um país, a Europa é uma união de iguais e não de países maiores ou países menores tutelados por altos funcionários. Infelizmente Mario Draghi é uma besta que tem um grande desconhecimento em duas matérias que pouco parecem importar aos financeiros, a educação e a democracia. É mal educado porque acha que os portugueses são idiotas e dão mais importância ao que diz do que aos dizeres impressos nos rolos de papel higiénico. É pouco democrata não só porque ignora a separação de poderes como usa o estatuto que tem para de forma abusiva tentar uma ingerência na política interna portuguesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor Draghi à bardamerda.»
   
 Quando a honra se lava com palhaçada
   
«O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, afirmou hoje que o Governo tem o "firme compromisso" de reduzir a despesa orgânica do Estado no Orçamento do Estado para 2013.
   
"Dado que há uma deterioração da situação económica externa e da situação económica interna, são necessários esforços adicionais, que representam compromissos internacionais. Mas também é verdade que este Governo e esta maioria têm o firme compromisso de finalizar, até à conclusão do processo orçamental, um esforço redobrado na redução da despesa, sobretudo a despesa orgânica do Estado consigo mesmo", afirmou.» [i]
   
Parecer:
 
O Gaspar borrou em cima do CDS e aumento brutalmente os impostos, o CDS esqueceu-se da profissão de fé que fez e agora fala em cortar a despesa. Qual?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Falta de coordenação?
   
«O desconforto na bancada do CDS já não é escondido. Seis deputados não se levantaram a aplaudir Passos Coelho no final do discurso do primeiro-ministro no debate das moções de censura do PCP e do BE. Entre os deputados que permaneceram sentados estava o vice-presidente da bancada e porta-voz do partido João Almeida que permaneceu sentado nas filas mais atrás e só se sentou na fila da frente (lugar habitual) depois.
   
Além de João Almeida, os deputados José Manuel Rodrigues (que saiu da vice-presidência da bancada no mês passado por discordar da política do governo), Vera Rodrigues, Michel Seufert, Abel Baptista e Isabel Galriça Neto. O deputado José Ribeiro e Castro levantou-se para aplaudir e depois sentou-se.» [i]
   
Parecer:
 
Isto está mal, parece que a coligação vai ter de contratar um daqueles animadores da TV que exibem um cartaz a dizer "aplausos" para o pessoal bater palmas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Gaspar continua a perdoar aos ricos
   
«Vai ser "um enorme aumento de impostos". Disse-o o ministro das Finanças, Vítor Gaspar na apresentação das medidas que, supostamente, devem responder à exigência do Tribunal Constitucional de uma maior equidade na repartição de esforços orçamentais. 
   
Isso obrigou o Governo a devolver um subsídio aos funcionários públicos e aos pensionistas. Mas olhando para as linhas grossas do novo pacote, a grande fatia do esforço continuará a incidir sobre os assalariados e os pensionistas, agora do sector público e do privado.
   
As medidas anunciadas - apesar de, segundo Gaspar, corresponderem a "uma distribuição mais equitativa do esforço de consolidação orçamental" entre sector público e privado e rendimentos do trabalho e capital - não prenunciam essa repartição mais equitativa. Sem qualquer medida do lado da despesa, a factura global - a julgar pelos números dados - será mais elevada, ainda que o Governo sublinhe que a esmagadora maioria dos assalariados, privados e públicos, ficarão melhor do que com as mexidas na TSU. » [Público]
   
Parecer:
 
Este Gaspar odeia a classe média.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Marque-se uma consulta no psicólogo.»
   
 Bananice política
   
«O ministro Paulo Portas afirmou hoje que “valoriza a estabilidade de que Portugal precisa para enfrentar os desafios difíceis”, mas diz que é preciso um trabalho “redobrado” para reduzir as despesas do Estado para aliviar a carga fiscal.» [Público]
   
Parecer:
 
Portas engoliu um sapo para acompanhar a digestão da sua dignidade enquanto líder do CDS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se de pena.»