sábado, outubro 20, 2012

Uma maravilha


O ajustamento está a correr às mil maravilhas, Portugal exporta em barda, as PPP ficaram quase à borla, o governo é coeso, a produtividade subiu como nunca se viu apesar do fim do investimento privado, o negócio das marmitas está em alta, Passos Coelho não precisa de se juntar aos governantes da Grécia e da Espanha para descrever os impactos sociais negativos da austeridade, Portugal abastece a Inglaterra de reformados, o sôr Álvaro ainda não perdeu o sentido de humor, o Presidente da República está tão tranquilo que tem uma agenda menos agitada do que a do presidente da Junta de Freguesia de Belém, aliás, se este fosse Presidente da República por inerência não se daria pela diferença, o OE está aprovado pela troika ainda antes de se aprovado pelo parlamento, o Gaspar continua a não ter pressa quando fala, o dinheiro abunda nos cofres do Estado.
   
Quem diria que as coisas poderiam vir a correr tão mal, a Grécia é o que se sabe, a Espanha está a caminho, a Itália lá chegará, mas há na Península Ibérica uma aldeia que resiste e mostra ao mundo que a Merkel tem razão, quanto mais austeridade melhor, se não se respeitar a Constituição melhor ainda e se o governo só tiver um ministro, o das Finanças, melhor ainda. Passos Coelho vai ser a próxima Madame Teacher, pelo preço da crise o Passos fez dois favores ao país, resolveu a crise financeira e mudou o país sem ter incomodado os portugueses com debates chatos e pouco produtivos, o grande pensador neo-liberal achou mais prático pensar pelos portugueses, as eleições, o parlamento ou a Constituição são cenas que não lhe assistem.
   
Graças a um governo de gente superior e brilhante, a que se juntou esse verdadeiro Deus do Pingo Doce que tentou adoçar a economia com a sua ideia da TSU, o país já superou a crise, está quase a crescer e a criar emprego, em Setembro do próximo ano já iremos ao mercado comprar grelos de nabos, euros e outras verduras, é o Gaspar e se o Gaspar o diz é mais do que certo, não vale a pena fazer modelos e previsões, se está na sua folha de cálculo muito simplesmente acontece.
   
Isto está a correr tão bem que talvez fosse uma boa ideia acabar com a democracia, esquecer a Constituição, com gente brilhante como o Passos, o Relvas e o Gaspar realizar eleições é perda de tempo e de dinheiro, tudo o que fazem não tem alternativa, tudo o que defendem tem a aprovação incondicional da Europa e o elogio dos rapazolas da troika. Nunca um governo deste país teve políticos tão elogiados, decisões tão apoiadas e perspectivas tão boas, tudo sem que tivesse sido alvo de qualquer debate eleitoral, sem que conste em qualquer programa de governo, sem qualquer conhecimento prévio de Cavaco.

Umas no cravo e outras na ferradura-


 
   Foto Jumento
 
 
Convento de Santa Marta, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Estábulo [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Carlos Costa
 
O modesto governador do Banco de Portugal teve finalmente um raciocínio brilhante, devemos continuar a ser mais troikistas do que a troika custe o que custar, os opinion makers devem apoiar a austeridade e o povo deve ficar manso na esperança de que a Europa adopte as medidas que sempre foram condenadas pelo governo português e pelos seus apoiantes, em cuja primeira linha sempre esteve Carlos Costas. Devemos engolir doses cavalares de austeridade para ver se isto aguenta até que a Europa nos salve com as políticas de o próprio Costa nunca foi apoiante. Lindo!
 
«"Estamos num momento de definição para a União Europeia e esta não é a altura para desistir. O que interessa e o que é essencial é que os membros da União Europeia consigam resolver as inconsistências e as falhas do modelo europeu", afirmou Carlos Costa.
   
"Para isso, o futuro da UE tem de ser construído numa maior e mais profunda integração, que deverá assentar em quatro pilares: a união bancária, a união orçamental, uma integração económica mais forte e uma melhor contabilidade e legitimidade democrática", defendeu o governador do Banco de Portugal.» [DN]
   
 A posição política de Paulo Portas
 
Convenhamos que ao substituir Seguro como líder da oposição Paulo Portas tirou o tapete ao secretário-geral do PS e neste aspecto o PSD devia estar grato ao CDS, os portugueses estão divididos pois não sabem contra quem devem protestar por causa deste OE.
 
 Será Deus

Para tudo o que o Gaspar propõe não há alternativa.  
Para todos os OE apresentados pelo Gaspar não há qualquer margem para alterar.  
Todas as medidas propostas pelo Gaspar são indispensáveis.
Gaspar é o salvador infalível da Pátria, tão infalível que até agora tudo decidiu e decide impedindo o governo de governar e nada acerta.

 Investimento angolano na comunicação social

Os angolanos andam, andam e ainda compram as arrastadeiras do (dr) Relvas.


  
 Regular funcionamento
   
«Um Orçamento do Estado cuja primeira medida - o aumento de 7% da TSU para assalariados - apresentada a 7 de setembro pelo primeiro-ministro como vital e reiterada três dias depois pelo ministro das Finanças é abandonada a 22 do mesmo mês, após repúdio generalizado e a maior manifestação das últimas décadas, para ser "substituída" por uma "simplificação" dos escalões de IRS que já fora anunciada a 11 de setembro. Um Orçamento do Estado que na terceira apresentação de medidas, a 3 de outubro, inclui um aumento brutal do IMI com fim da cláusula de salvaguarda - assegurando um encaixe de cerca de mil milhões de euros e lançando o pânico entre os proprietários - e a 15 de outubro, na apresentação da versão "fixada", já recuperou a cláusula de salvaguarda.
   
Um ministro das Finanças que, desde que se tornou claro, a meio do ano, que todas as suas previsões (e portanto todas as suas medidas) falharam nunca fala do valor do défice previsto para o ano em curso, quando mais dar-se ao trabalho de tentar explicar porque se enganou tanto, limitando-se a certificar que é preciso redobrar a receita - aumentar enormemente impostos em todas as frentes e portanto continuar a "reforma estrutural", a única em curso, do empobrecimento dos portugueses - para continuar, diz ele, o "ciclo virtuoso" e "o sucesso do ajustamento". Um ministro das Finanças que apresenta as suas propostas como inevitáveis e indiscutíveis, sem possibilidade de alteração pelo Parlamento sob pena de fim do financiamento do País, e estende o seu juízo de irrelevância ao Presidente da República, afirmando que não se dá ao trabalho de "estudar" o que ele escreve no Facebook.
  
Um primeiro-ministro que vai ao Conselho de Estado a 22 de setembro para supostamente defender a sua medida "vital" (a da TSU) e é relegado para o papel de espetador pelo PR, que convoca o ministro das Finanças para a explicação, e depois faz comunicado a informar que a TSU foi à vida, inaugurando uma nova instância de poder executivo em Portugal. Um primeiro-ministro que tem tal mão no Governo que todas as semanas os Conselhos de Ministros vêm descritos com detalhe na imprensa e o líder do outro partido da coligação "reserva" publicamente a sua opinião e a do partido sobre o Orçamento que aprovou enquanto ministro, num circo de sonsice, cálculo e deslealdade, para depois dizer que "valoriza a estabilidade". Um primeiro-ministro que não assume o fim da coligação mas ri-se indecorosamente, no Parlamento, do líder do outro partido da coligação. Um primeiro-ministro que, perante a evidência de que a sua política de austeridade está a arruinar o País e a admissão pelo FMI de que as fórmulas usadas para sustentar a respetiva eficácia estão grosseiramente erradas, reforça a austeridade.
  
Um Presidente da República que, viciado na guerrilha e na derrisão, manda bocas no Facebook sobre aspetos essenciais da governação para depois engolir, em silêncio, os insultos calculados do Executivo.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 A criança de 5 anos
   
«Numa escola, uma criança não pode ser castigada por um erro que se sabe que ela não cometeu. Dito isto, passemos ao recreio. Há pais que não pagam o almoço escolar do filho, mas não prescindem das cervejolas que custam o mesmo? Sim, tá bem, adiante... O almoço nas escolas devia ser grátis? Sim, claro, e fechar os olhos às notícias também... A diretora da escola, como mostrou o cameraman, pinta as unhas? Pois, e as jornalistas vão para as reportagens de camisa coçada... Uma deputada da oposição interpelou o ministro pela desgraça da fome? Claro, e deve ter deixado de falar aos colegas que andam de Audi A5 público... Fim do recreio. Voltemos ao tutano: uma criança de cinco anos foi separada dos colegas e levada para uma sala onde não lhe deram almoço, deram-lhe outra coisa, porque os pais não pagaram a alimentação dela. E se calhar lá em casa o televisor é de plasma... Parou! Já disse que acabou o recreio. Estou-me nas tintas para os pais, para a diretora, para o raio que os parta. Aqui é a criança que conta, só ela. Aos cinco anos, elas são finas como jamais voltarão a ser: a castigada e as colegas perceberam que ela foi humilhada. Isso é que conta. E o extraordinário é que esse facto revoltante foi dissolvido em discussões laterais. Aqueles cinco anos segregados, para a sala ao lado e para ao lado do almoço, tornaram-se um mero pretexto. Tantas causas, tão pouca compaixão.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Inevitável?
   
«O principal argumento do ministro das Finanças em defesa do Orçamento que o Governo apresentou para 2013 é o tradicional argumento da inevitabilidade: sem este “enorme aumento de impostos”, alega o ministro, Portugal não será capaz de cumprir no próximo ano a meta do défice fixada na 5ª avaliação do Programa de Assistência Financeira: 4,5% do PIB.
   
Daí que Vítor Gaspar tenha até tirado uma conclusão simples - e simplista: estar contra este Orçamento, disse ele, é estar contra o cumprimento do Programa acordado com a ‘troika'.
   
Conviria, antes do mais, assumir a realidade: o argumento do ministro das Finanças já não convence ninguém, mesmo entre os mais fervorosos apoiantes da actual maioria, por uma única razão: o Governo falhou a meta do défice prevista para este ano. Apesar dos muitos sacrifícios pedidos aos portugueses, a opção do Governo por uma austeridade "além da ‘troika'" conduziu a um falhanço colossal, cuja verdadeira dimensão está ainda por apurar (o défice previsto de 4,5% do PIB ficará este ano, certamente, acima dos 6% ou até talvez dos 7%...). E é este o problema: não há quem acredite que reincidir no erro, agora em dose redobrada de austeridade, vá permitir alcançar em 2013 os resultados que o Governo não conseguiu obter em 2012. A prova está feita: assim não vamos lá.
   
Acresce que a via proposta tem um preço absolutamente insuportável para a economia (onde a recessão será certamente mais profunda do que o previsto pelo Governo), pagando-se em falências, em desemprego e em empobrecimento das famílias. E se é verdade que os portugueses se revelaram dispostos a fazer sacrifícios para alcançar resultados, verdade é também que ninguém está disponível para fazer sacrifícios brutais que não levam a lado nenhum. E essa é a razão da desesperança do País.
   
A resposta do ministro das Finanças, sabemos qual é: a margem de manobra é "inexistente". De facto, armadilhada entre as metas orçamentais fixadas na 5ª avaliação do Programa de Assistência Financeira e este brutal programa de austeridade, absolutamente inviável, mas também já unilateralmente negociado pelo Governo com a ‘troika', a discussão do Orçamento para 2013 corre o sério risco de se tornar esquizofrénica. E só há uma forma de quebrar este círculo vicioso: recusar a discussão enganadora de medidas pontuais alternativas para colocar no centro da discussão, de uma vez por todas, a estratégia orçamental que está subjacente às sucessivas revisões do Memorando e ao Orçamento para 2013.
    
Bem o sabemos, tanto o Governo como a ‘troika' têm procurado branquear todos os falhanços na execução do Programa, para salvaguardar, a todo o custo, a imagem de um país que cumpre, capaz de se transformar na desejada "história de sucesso". Mas a realidade, infelizmente, é outra: a dimensão do falhanço do Governo na execução orçamental de 2012, com as implicações que tem na factura brutal de austeridade em 2013, deveria forçosamente ter conduzido a uma outra negociação com a ‘troika', que desse a Portugal mais tempo para cumprir as metas orçamentais.
   
Pondo as coisas como elas são: se é verdade, como pretende o Governo, que as metas orçamentais definidas na 5ª avaliação do Programa de Assistência Financeira implicam "inevitavelmente" este Orçamento arrasador para a economia, para o emprego e para as famílias, então era estrita obrigação do Governo, no momento certo, negociar outras metas com a ‘troika', envolvendo se necessário os parceiros sociais e os partidos da oposição. O Governo, porém, fez a sua escolha de sempre e preferiu seguir sozinho. Não pode surpreender-se agora por estar isolado com o seu Orçamento.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
     
 O que aí vem
   
«No início, Vítor Gaspar tinha piada. A maneira de falar em tom monocórdico, exasperante de lento e, amiúde, incompreensível, dava-lhe um certo charme. Era o oposto do "homem político" que fala muito, depressa, e tem sempre resposta para tudo, mesmo quando, na maioria dos casos, essa resposta não tem nada que ver com a pergunta. Gaspar era diferente e o povo achou-lhe graça. Mas as piadas, quando se repetem "ad nauseam", depressa se tornam no oposto. Embora fale com frequência, Gaspar só sabe dizer uma única coisa: aumento de impostos. E de tanto os anunciar, passou da piada ao odioso. É certamente o homem mais detestado do País.
   
A última conferência sobre o orçamento revelou, contudo, que além do vira o disco e toca o mesmo, Vítor Gaspar já entrou naquele estado delirante, quando um membro do governo perde a noção da diferença entre ser e estar. Ninguém é ministro, mas está ministro. E esta diferença fundamental, que a língua portuguesa exprime tão bem, nunca se deve perder de vista sob risco de emergir a prepotência. E ela esteve bem patente nessa conferência, no falar de cima, no tratamento arrogante dado aos jornalistas e, como se não bastasse, naquela passagem, patética, mas pérfida, sobre a retribuição ao País dos anos de estudo. É caso para dizer que não se trata de uma retribuição, mas de uma vingança. O homem vinga-se nos portugueses de alguma maldade que lhe fizeram na escola.
   
Vítor Gaspar não tem, aliás, nenhuma razão para imaginar que é ministro e que o será por mais tempo. Este governo tem semanas, talvez meses, mas não anos de vida. Desde logo porque regressámos ao PREC. Temos agora manifestações todos os dias, de praticamente todos os setores de atividade económica, da agricultura à cultura, de grupos de cidadãos que se formam espontaneamente ou de outros que cerram fileiras em torno de organizações sindicais e afins. O movimento é imparável e, a julgar pela ciência da estatística, só pode ter um desfecho. Vai dar tragédia. Um dia destes a violência resultará em feridos ou mortos e, quando isso acontecer, Portugal entrará numa ebulição de consequências imprevisíveis. 
   
Por outro lado, o governo está acantonado. Excetuando alguns poucos acólitos, ninguém o defende. Mesmo o seu interior está minado. Sobretudo no CDS, que se arrisca a perder de vez o pouco crédito disponível. Partido dos reformados, da lavoura, caritativo, liberal na questão dos impostos, moralista na vida pública, perde a face a cada dia que passa. Como alguém já afirmou, este é o governo mais socializante da nossa democracia. No sentido de pôr todos a pagarem os descomunais encargos do Estado. Representa tudo o que o CDS sempre disse combater.
   
Mas também minado na componente que resta da social-democracia do PSD. Ao exterminar a classe média, o governo está a matar a sua própria base social de apoio. Ao empobrecer a maioria dos portugueses e atirar milhões para o desemprego e a miséria, o PSD está a reduzir drasticamente o seu espaço de manobra. Evidência que alguns dos seus mais destacados militantes já perceberam e por isso se manifestam publicamente contra a política seguida. 
   
E , se as eleições dos Açores foram um primeiro sinal de alerta, as autárquicas revelarão a fratura que atravessa o PSD, com muitos candidatos laranja a terem de se demarcar das medidas do governo. Logo se verá se o povo acredita. 
   
Julgo, por isso, que no curto prazo vamos assistir a significativas alterações no panorama político. A crescente agitação social favorece a criação de novas organizações políticas.
  
Qualquer novo partido que apareça à direita, com um discurso populista, de imediato recolherá muitos votos do PSD e do CDS e, também, alguns do PS. Já há várias cabeças a pensar nisto. O ambiente não pode ser mais favorável. A esquerda radical não é resposta para nada e o PS não consegue ainda apresentar-se como alternativa. Quanto ao argumento da estabilidade, torna-se cada vez mais difícil de aceitar no momento em que os portugueses atravessam uma das maiores instabilidades da sua história. » [Jornal de Negócios]
   
     
 Portas vota no OE contra vontade
   
«CDS vota o documento para 2013 para colocar o país "ao abrigo de quaisquer perigos fundamentais". Líder do partido minoritário da coligação esteve reunido mais de três horas com grupo parlamentar
   
"Não acho que Portugal possa ter uma crise política nestas circunstâncias." Foi com esta frase que Paulo Portas justificou hoje à tarde o voto do CDS ao Orçamento do Estado para 2013, apresentado segunda-feira por Vítor Gaspar. "Quero que Portugal esteja tenha um Governo estável e que esteja ao abrigo de quaisquer perigos fundamentais", sentenciou. "Se Portugal tivesse uma crise ficaria muito perto de uma situação da Grécia", insistiu Portas.» [DN]
   
Parecer:
 
Ao evitar uma crise política Paulo Portas está a lançá-la ainda que não se saiba quando pretende ver-se livre de Passos Coelho, Relvas e Gaspar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar na primeira fila do espectáculo.»
      
 Falidos e mortos de boa saúde
   
«"O que é que interessa Portugal não entrar em falência, se no fim vamos estar todos mortos?", questionou Manuela Ferreira Leite.
   
"Estas medidas não são suficientes para atingir os 4,5%. Como é que vai estar o  pais depois da consolidação? Alguém consegue prever?", perguntou no seminário "Orçamento do Estado 2013", em Lisboa.
   
"Fazer política é prever o que vai acontecer e evitar que as coisas perniciosas que vão acontecer", considera.
  
A antiga ministra das Finanças considera, no entanto, que Portugal deve continuar cumprir o programa. "Nós devemos cumprir, devemos pagar a dívida. Não ha nada pior para o país do que não conseguir cumprir o programa".
  
Porém, Ferreira Leite lançou um alerta sobre o não cumprimento do OE 2013. "Estamos a tentar passar um um atestado de estupidez aos credores, eles estão a perceber que não vamos conseguir cumprir".
   
"Não é possível cumprir a consolidação acordada com a troika neste prazo. Esta consolidação poderia ser menos onerosa e menos pesada para as pessoas", afirmou a antiga líder social democrata, acrescentando que "faltam os elementos para estimular o crescimento", disse a antiga ministra no seminário organizado pela sociedade de advogados Miranda Correia, Amendoeira & Associados.
  
"Este Orçamento é um afundamento total, se não é para cumprir, para que é que se fez este Orçamento?", questionou Manuela Ferreira Leite.» [Dinheiro Vivo]
   
Parecer:
 
Não era Ferreira Leite que apoiava Passos por odiar Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se um caixote de Alk-Seltzer a Manuela Ferreira Leite, a senhora está muito precisada.»
   
 Portugal paga a formação dos enfermeiros da Inglaterra
   
«Há dez anos era uma das profissões que tinha emprego garantido, hoje são obrigados a sair do País para procurar trabalho. Só em Inglaterra, há já 1778 enfermeiros portugueses, segundo dados oficiais do Nursing & Midwifery Council, organização junto da qual têm de se registar para exercer no país. O Reino Unido é um dos principais destinos desta vaga de emigração nos profissionais de saúde, mas não é o único. Os dados da Ordem dos Enfermeiros (OE) mostram que desde o início do ano quase dois mil pediram a declaração necessária para trabalhar no estrangeiro.» [DN]
   
Parecer:
 
Desde que o Gaspar ajude a pagar tudo o que o país gastou com ele....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao governo I«inglês que agradeça ao Gaspar.»
   
 Temos galo-da-Índia
   
«O primeiro ministro criticou hoje indirectamente o presidente francês, François Hollande, por ter revelado um detalhe dos debates dos líderes da União Europeia (UE) durante a cimeira que terminou esta tarde em Bruxelas.
     
Hollande disse de madrugada que os primeiros ministros de Espanha e Grécia expressaram durante a primeira sessão de trabalho dos 27 uma preocupação sobre o impacto social da crise económica nos respectivos países.
   
"A situação social foi invocada antes de mais pelos países afectados", afirmou Hollande, referindo-se especificamente aos chefes dos Governos de Espanha e Grécia, Mariano Rajoy e Antonis Samaras, e sem fazer qualquer menção a Portugal. "Não me cabe a mim falar em nome do primeiro ministro espanhol e do primeiro ministro grego, mas eles descreveram a situação nos seus países", afirmou o presidente francês.
   
Confrontado pelos jornalistas sobre a questão, Passos Coelho recusou entrar em detalhes sobre o teor dos debates dos líderes que, frisou, se desenrolam "à porta fechada". "Seria um péssimo precedente" e "muito pouco construtivo que possam existir versões sobre o que é que um primeiro ministro ou um chefe de Estado possa dizer a propósito desta ou de outra questão", afirmou. Apesar disso, Passos confirmou que "o programa português não esteve em discussão" durante a cimeira. "Eu não trouxe à colação a execução do programa português", salientou.» [Público]
   
Parecer:
 
Ena, armado em caniche da senhora Merkel, o homem naõ gostou de ser tratado da forma como merece, como alguém mais preocupado com a sua ideologia saloia do que com o seu povo..
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Poortugal
   
«O humor britânico está no texto que a revista Economist dedica a Portugal e à tensão política e social que o país vive devido às novas medidas de austeridade anunciadas no Orçamento do Estado para 2013.
    
Muitos portugueses, certamente, vão rever-se na piada bem reveladora do estado do país. “Nos dias felizes anteriores à crise do euro, um governo em Lisboa renomeou o Algarve como Allgarve, esperando com isso atrair touristas britânicos. Agora há quem queira renomear o país como Poortugal [Pobretugal]”
  
Diz a revista que entre protestos e duros editoriais, este humor mordaz é uma resposta ao Orçamento que o ministro das Finanças apresentou ao país a 15 de Outubro.
   
Poucos na sociedade portuguesa, segundo a Economist, concordaram com aquilo que Vítor Gaspar considerou ser “o único orçamento possível” para serem atingidas as metas acordadas com a troika. A oposição ao OE, refere a revista, uniu o povo, os economistas e os políticos. E acrescenta ainda, a propósito das recentes manifestações, que muitos acreditam que “o aperto a que estão a ser sujeitas as famílias não é só desnecessariamente doloroso mas sufoca também o crescimento do país”. » [Público]
   
Parecer:
 
Poor Gaspar, a sua imagem está em queda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se que o rapaz sofra tanto só porque quer pagar os estudos ao país..»

sexta-feira, outubro 19, 2012

Isto é um governo? Não parece


O governo devia agradecer ao ministro das Finanças pelo efeito de encobrimento que a sua actividade proporciona aos diversos ministérios, com excepção do ministério da Saúde os restantes ministro nada fazem mas o país lá se vai entretendo a desfazer ou a elogiar Vítor Gaspar.
   
O exemplo mais paradigmático é o do sôr Álvaro, de que dizem ser ministro da economia e mesmo pouco ou nada fazendo ainda pode defender-se de um despedimento no quadro de uma remodelação, argumentando que com o acordo de concertação social assinado com a confederação dos bancários do Sul e Ilhas, a que alguns chamam UGT. O homem faz lembrar aquele bêbado que caiu num depósito de cerveja e de vez em quando vinha à tona pedir tremoços, desapareceu e agora aparece de quando em vez armado em pitbull do governo fazendo o papel sujo do Relvas, o ministro dos Assuntos Parlamentares assume-se como intelectual, cabendo ao sôr Álvaro as bocas pirosas, o que, aliás, até lhe fica bem.
  
Alguém sabe o que está fazendo o Álvaro pela economia portuguesa, o que faz para que os portos sejam mais eficazes, para que desçam os custos de contexto, para reduzir a burocracia dos controlos e licenciamentos estatais e mais uma infinidade de coisas que transformam a vida de um empresário num inferno? Ninguém sabe nem poderia saber porque o sôr Álvaro não faz nada, esgotou as ideias brilhantes que trazia do Canadá, a multinacional do pastel de nata e a transformação do Algarve no centro de dia dos velhos alemães, e calou-se.
  
Quem também não faz rigorosamente nada é a ministra da Agricultura e do etc., a senhor ainda nem sequer adoptou as tais medidas para que os pobrezinhos resistam à nova lei das rendas, como prometeu a Cavaco Silva para que este não vetasse a lei. A senhora não faz e tem o mesmo problema que o Álvaro, não sabe fazer.
  
Do ministro da Defesa já se sabe que foi nomeado para dizer uns bitaites, o da Administração Interna é a cigarra que todos conhecemos, o da Lambreta (um Mota que anda de Lambreta não podia dar grane coisa) até se esquece de perguntar ao Portas de se pode engolir tudo o que o Gaspar lhe serve, o próprio Portas que viajou tanto à conta da diplomacia económica e agora só viaja com o objectivo de ficar longe de Passos Coelho. Aliás, quem parece andar a fazer diplomacia económica é o Relvas que já deu mais de uma volta ao mundo desde que se soube das suas equivalências e passou a ser conveniente deixar de dar nas vistas. Só apareceu para pedir os seus tremoços nos últimos tempos.
  
Até o Gaspar que tinha um importante programa de reestruturação da Administração pública se esqueceu que há muito ministério das Finanças para além do défice. O mais grave é que entregou a gestão do Estado a um tal Rosalino que dava um excelente encarregado  de pessoal de uma loja do Pingo Doce, é uma pena que o Borges ainda não tenha reparado e sugerido a escolha ao patrão Soares.
   
À conta da crise financeira não há governo, o governo é o Gaspar, Passos Coelho não passa de moço de recados do homem a quem Borges designa por timoneiro e mesmo assim é um desastre, cada vez que abre a boca obriga o Gaspar a fazer mais uma conferência de imprensa. Remodelar o governo para quê?

Umas no cravo e outras na ferradura-


 
   Foto Jumento
 

Flor do Parque da Bela Vista, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Minho [A Cabral] 

Jumento do dia

Paulo Portas
 
Mais preocupado com as sondagens, com o seu tacho e com o seu próprio conforto judicial do que com o País Paulo Portas entrou em regime de espectáculo permanente desde que os portugueses vieram para a rua no passado da 15 de Setembro.

Paulo Portas quer air do governo mas tem medo, quer ficar no governo mas tem medo, quer chumbar o OE mas tem medo, quer aprovar o OE mas tem medo, quer demitir o Gaspar mas tem medo, Paulo Portas está preso na teia que ele próprio teceu. Queria ficar com a diplomacia e ficou, queria mandar na AICEP e ficou a mandar, queria substituir o Álvaro e substituiu, quis um super ministério e levou, queria ficar a distribuir a caridade do Estado e ficou. Agora resta-lhe pagar todos os fretes ou sair do governo e sofrer as consequências por rescindir o contrato de fidelização a Passos Coelho que assinou.
   
 Coitadinho do Gaspar
 
Parece que as arrastadeiras tiveram uma nova ideia, transformar o pobe Gaspar numa vítima, ele que está a pagar o que deve ao país pondo a sua elevada competência ao serviço da Nação estará a ser injustamente vilipendiado. Até o ministro que não é ministro mas adora armar-se em ministro veio defender o grande timoneiro do governo, promovendo o Passos Coelho a arrais.
   
Coitadinho do Gaspar, ele que conseguiu esquecer-se de cobrar mais de 4.000 milhões de euros, ele que teve o azar de prever uma recessão muito inferior à real, ele que viu o desemprego crescer exponencialmente, ele que é tão brilhante está a ser criticado pela populaça. Coitado do homem, vejam lá que há por aí até quem diga que é incompetente! O pobre até já pediu a demissão, mas o Passos trá jurado que até iria a Fátima de joelhos implorando-lhe que não o deixasse sozinho com o perverso Paulo Portas.
 
 O destino tem destas coisas

Com este OE a direita quer ter o tempo que recusou a Sócrates e ao país. O PEC IV não era suficiente? Pois não, mas mesmo com este OE brutal a economia acelera em direcção ao incumprimento.
  
A direita que foi o aliado mais fundamentalista da senhora Merkel espera agora que seja o Hollande a salvá-la, o Portas adia a crise e o Relvas di que o OE ainda não está totalmente fechado, todos esperam que o Conselho Europeu salve uma direita que com a tese do custe o que custar do Gaspar lançou muitos portugueses na fome, no desemprego e na emigração.
 

  
 A honra no sítio errado
   
«O primeiro-ministro (PM) no mais recente debate parlamentar afirmou: "Eu pertenço a uma raça de homens que honra os compromissos do país." E continuou num registo onde se identificava a conduta do indivíduo singular com a acção do governante. O que o PM não parece compreender é que as dívidas de um Estado não são as dívidas de uma família ao merceeiro da rua. O lema de conduta do estadista é o "salus populi" (o bem público). A responsabilidade do PM é para com o povo português. Para com a sua segurança e liberdade. A honra do homem e a prudência do estadista não se contradizem necessariamente, mas também não se confundem. Quando o rei de Leão, Afonso VII, cercou Guimarães para quebrar a vontade independentista do jovem Afonso Henriques, foi a palavra de honra do seu aio, Egas Moniz, que fez levantar o cerco. Contudo, o fundador do reino de Portugal seguiu o seu rumo. Mudou a capital para Coimbra e invadiu a Galiza. A honra de Egas Moniz foi salva com a coragem moral e física que o levou a Toledo, colocando a sua vida e a da sua família nas mãos do rei a quem tinha prometido o impossível. Afonso VII perdoou ao homem, comovido pela sua dignidade, e foi obrigado a reconhecer a grandeza do seu primo, o nosso primeiro rei. Invocar a honra para justificar uma austeridade suicidária, em vez de arriscar uma estratégia que permita, em diálogo firme com os nossos aliados e adversários na Zona Euro e na troika, um novo caminho nacional e europeu que salve a esperança, é o erro imperdoável do PM. Se tivesse a grandeza do estadista, teria o país a apoiá-lo, nos sacrifícios internos e na coragem externa. Assim, sem a grandeza do rei, nem a honra do aio, o PM corre o risco de se confundir com a teimosia servil que, na Idade Média, era o atributo dos lacaios.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.   
   
     
 Relvas em grande forma
   
«Miguel Relvas encerrou interpelação ao Governo dizendo que é preciso "manter o rumo", não havendo espaço "para ânimos fracos, estados de alma e profissionais da desistência". Palavras que parecem dirigidas ao CDS de Paulo Portas» [DN]
   
Parecer:
 
Até já dá raspanetes ao Portas, até parece que o PSD quer empurrar o CDS para uma crise política.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao (dr.) Relvas se receia o desastre e quer que o CDS o ajude a fugir.»
      
 Qual vai ser a redução de funcionários?
   
«O plano de redução de recursos humanos nas Administrações Públicas será muito superior aos 40 mil postos de trabalho a eliminar até ao final de 2014, como disseram ontem as Finanças.
   
É que este universo diz respeito apenas aos "efetivos", os trabalhadores do quadro. Fontes governamentais indicam que o número global deverá chegar facilmente a 55 mil por causa das metas que apontam para o afastamento de outros 10 a 15 mil contratados, e isto só em 2013. Mas sobre isto as Finanças recusam falar. Não confirmam números e garantem apenas que a redução de contratados será "bastante inferior" a 40 mil trabalhadores a prazo.  
  
A redução líquida de recursos humanos na função pública será operada em duas frentes: através da diminuição de efetivos à razão de, pelo menos, 2% ao ano em toda a administração; e através da dispensa (não contratação) de empregados a prazo. Aos 40 mil referidos, terá de se somar mais algumas dezenas de milhares de casos.» [Dinheiro Vivo]
   
Parecer:
 
Parece que o governo não quer dizer toda a verdade. Ou não sabe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: Pergunte-se ao Rosalino se ainda nao percebeu que não sabe o que está a fazer.»
   
 Ministro da Defesa não tem vergonha na cara
   
«"O ministro vir dizer que os militares não estão descontentes o que me apraz dizer é que o ministro da Defesa Nacional não terá vergonha na cara», frisou o presidente da Associação dos Oficiais após um encontro das associações das Forças Armadas, ontem, onde ficou decidida a realização de um protesto no dia 10 de novembro.» [DN]
   
Parecer:
 
Nem ele, nem alguns dos seus colegas de governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 DN e JN e TSF passam a pertencer a democratas angolanos
   
«Joaquim Oliveira vendeu o grupo Controlinveste, que detém títulos como o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, o Dinheiro Vivo e a TSF, a um grupo angolano, avança a edição online do Diário Económico.» [i]
   
Parecer:
 
É o que dá os talhantes ricos armarem-se em donos de jornais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Temos candidato em Sintra
   
«José Castelo Branco pretende candidatar-se à presidência da câmara de Sintra e já estará a recolher as assinaturas necessárias para oficializar a candidatura.
  
Ao site SapoFama, Castelo Branco afirmou que “os meus fãs da zona querem que eu seja o presidente, e eu sei que fico bem num palácio”.» [i]
   
Parecer:
 
Devia candidatar-se a Vila Real de Santo António onde o PSD o fez rei do Carnaval.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e pergunte-se ao Seabra como se sente.»
   

   
   

  

   

   

  

quinta-feira, outubro 18, 2012

Política económica por tentativas


No OE para o ano em curso o ministro das Finanças apresentou um OE à Chico esperto, aumentava os impostos sobre o consumo, sacava os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas, resolvia o problema orçamental e a austeridade passava ao lado da maioria dos portugueses, muitos estariam secretamente agradados com a ideia de que só o vizinho iria pagar a crise. O ministro das Finanças, um homem que se na liturgia católica houvesse lugar a um virgem masculino daria lugar ao Virgem Gaspar, chamou a si o poder divino de decidir quem em matéria de austeridade ficaria no céu, no purgatório e no inferno. No céu ficariam os muito ricos porque o seu dinheiro é sagrado e os muitos pobres porque não têm dinheiro, no inferno ficariam os funcionários públicos e os pensionistas por terem sido eles os mais pecaminosos e no purgatório ficariam todos os outros.
  
Como os funcionários públicos são uns ricaços e todos os outros se escaparam à austeridade o Gaspar ajeitou as suas previsões quanto ao crescimento e às receitas fiscais, para as determinar bastaria uma velha regra de três simples, se a um IVA a n% correspondia x de receita, a uma taxa de m% corresponderia y. Nada mais fácil. Só que os consumidores não são tão simplório no seu comportamento como pensa o virginal Gaspar e as suas contas saíram erradas, a recessão disparou, o desemprego aumentou exponencialmente e as receitas fiscais caíram abruptamente. A desgraça só não foi maior porque uma boa parte da economia defendeu-se da incompetência do ministro refugiando-se no território libertado da economia informal.
  
Mas apesar daquele ar virginal o Gaspar é um malandreco e se o pessoal fugiu ao IVA não terá como fugir ao IRS. Ainda por cima mata três coelhos com uma cajadada, goza com o CDS aumentando brutalmente os impostos, impede que o pessoal escape pois cobra mesmo que as pessoas não consumam e promove a desvalorização fiscal através do imposto sobre o rendimento, o que vai dar no mesmo que a TSU.
  
Só que o virginal Gaspar revela mais uma vez um domínio da economia que está bem abaixo do meu merceeiro, não só vai falhar conduzindo o país a uma situação que levará o governo grego a dizer que não quer ser como Portugal, como a economia paralela terá o maior crescimento de que há memória.
  
Como todas as entidades prevêem a recessão estará bem acima do previsto, isso significa que o OE para 2013 está aldrabado, as receitas fiscais ficarão muito aquém das despesas pois estão inflacionadas com previsões de crescimento irrealistas e aldrabadas. Mas a desgraça não se fica pelas contas aldrabadas do ministro, uma parte significativa de sectores de actividade económica vão transferir-se para a economia paralela, à semelhança da construção civil e de outros sectores onde os trabalhadores já recebem uma parte significativa dos salários “livres de impostos”.
  
A única forma de as empresas impedirem a saída dos trabalhadores é pagando-lhes uma parte significativa dos ordenados “por fora”, se não o fizerem sujeitam-se a perder os seus melhores trabalhadores que depois de ficarem sem ordenado após pagamento do resgate gaspariano optam pela emigração ou pela mudança para empresas que operam no paralelo. Para muitas empresas a sobrevivência passa pela sua transferência para a economia.
  
O merceeiro do meu bairro faria orçamentos melhores do que os do Gaspar, para uma política económica destas não teria sido necessário gastar tanto dinheiro com a educação do virginal ministro. Esta política não só é um desastre como promove a discriminação entre portugueses e funciona como um forte desincentivo ao investimento e um poderoso estímulo à economia paralela.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
Beco do Castelo, Mour aria, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Sinal da crise [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Vítor Gaspar
 
Vítor Gaspar já não é ministro das Finanças há muito tempo e as suas decisões já não podem ser consideradas medidas de política económica por mais que seja o ar de seriedade que põe quando fala delas, em vez de representar e defender os interesses dos portugueses Vítor Gaspar preferiu assumir o papel de oficial de diligências dos rapazolas da troika que, pelos vistos, já estão desactualizados m relação às ordens dos chefes e insistem em usar Portugal como cobaia de um excesso de austeridade combinada com uma desvalorização fiscal forçada.

Vítor Gaspar já não é apresentado pelos seus defensores como o ministro de um governo democrático, é apresentado pelos seus defensores como um salvador a que devemos obedecer cegamente e é evidente que é ele que manda no governo, e a certeza de que está a promover um novo Estado Novo parece ser tanta que já não se incomoda em humilhar um parceiro da coligação.

Vítor Gaspar parece ser cada vez mais um ditador cujo poder emana da chantagem da troika, já há uem sugira que ou ele ou a saída do euro.
 
Não vale a pena perguntar a Gaspar quais os fundamentos da sua política ou das suas previsões, eles emanam do seu poder e esse poder nada tem que ver com a Constituição ou a democracia que parecem ser cenas que não lhe assistem, o seu poder vem do amigo alemão e do dinheiro da troika, pelo menos enquanto os portugueses acreditarem nisso e não o mandarem ao Tejo.  com roupa e tudo.
   
 Cortar na despesa
 
Na próxima remodelação Passos Coelho deve ter em consideração o custo dos ministros e despedir o Vítor Gaspar, o curso do Relvas ficou bem mais barato aos portugueses e os resultados são mais ou menos os mesmos, asneiras por asneiras então ficamos com as mais baratas e divertidas.
 
  É só isto que arranjam?


 Nem mais tempo, nem mais dinheiro

Era o que diziam o Gaspar e Passos Coelho, o aprendiz de economia. Quanto a tempo já o terão pedido à troika face ao falhanço orçamental do ano em curso. Agora andam em busca de um cukpado para poderem justificar mais dinheiro, isto é, um segundo resgate que quando os efeitos deste OE se sentirem será mais do que inevitável.
 
 O logro fiscal
  

Já aqui usei o exemplo preço do tabaco por mais de uma vez, imaginem que quando o SG Gigante custava 6$50 contra os actuais 4,20€ um governo decidia que quem fumasse continuaria a beneficiar dos 6$50 e que novos fumadores passariam a pagar o preço actualizado. Agora os antigos fumadores estariam a pagar 0,0325€ por cada SG Gigante, enquanto os outros pagariam os actuais 4,20 €. Se por determinação da troika ou má disposição de um Gaspar apostado em irritar o CDS o OE decidisse actualizar os preços os antigos fumadores teriam um aumento de 1.292%!

Seria um escândalo, um aumento de 1292% escreveriam os nossos jornalistas, o Paulo Portas ficaria indignado, o CDS reuniria a comissão política, Cavaco mandava mais um bitaite no Facebook e o Gaspar, ainda que a contragosto, exibiria a sua famosa condescendência para com um povo que ele considera ser o melhor do mundo só porque o tem de aturar enquanto não perder a paciência.
Foi mais ou menos isto que sucedeu com o aumento do IMI que para o património imobiliários cuja avaliação não é feita há décadas vai continuar a equivaler aos velhinhos 6$50 do SG Gigante. Isto significa que em muitos prédios convivirão cidadãos que vivendo em casas próprias iguais terão impostos com diferenças superiores a 1.000%. Até se poderá dar o caso de dois jovens funcionários públicos, a quem cortaram 30% do rendimento, sejam precisamente os que pagam o IMI actualizado.
Mas o país ficou todo contente porque o Gaspar cedeu um pouco, não só ficou contente como vai pagar mais IRS para que os pobrezinhos possam continuar quase isentos do IMI. O CDS até se manteve no governo pois no meio do terramoto fiscal ainda pode exibir uma redução fiscal em consequência da sua presença no governo, até se vão ouvir vivas ao CDS e ao Paulinho das Feiras.
Pois é, os grandes proprietários imobiliários da capital podem ficar descansados, à liberalização das rendas não irá corresponder uma liberalização do IMI. E como os jornais já escrevem que por causa dos escalões vão pagar mais IRS até pode ser que alguma alma caridosa sugira ao governo uma dedução com o argumento de quem vai suportar este aumento do IRS dos senhorios serão os arrendatários. E enquanto há Paulinho no governo há esperança.
Seria uma injustiça se ao palacetes de Sintra e de Cascais, as vivendas super luxuosas da Quinta Patino ou da Quinta da Marinha, ou os apartamentos luxuosos como os dois apartamentos que Duarte Lima possui no Edifício Valmor, em Lisboa, os solares do Minho, os apartamentos dos primeiros tempos da Quinta do Lago ou de Vilamoura, todo esse imenso património imobiliário de tanta gente necessária ao país fosse sujeito a actualização do IMI.
Não, essa pobre gente que o CDS tanto aprecia e que o Gaspar tudo faz para que não sejam vítimas da austeridade deve continuar a fumar o SG Gigante a 6$50, seria uma injustiça fumarem aos preços actuais, passando a pagar agora o que os outros sempre pagaram.
 
Neste país pode-se reduzir os funcionários públicos a empregadas domésticas, mas os IMI da Quinta Patino ou da Quinta da Marinha são intocáveis, a bem da coligação! Depois admiram-se das revoluções.

   


  
 Vítor Gaspar, o anti-Nobel primário
   
«Leram as justificações do comité sueco ao atribuir o Nobel de Economia? É um ataque claro a Vítor Gaspar, só pode. O comité ditou para a ata: "Este ano, o prémio recompensa um problema económico central: como associar diferentes agentes o melhor possível." Se era para sublinhar exatamente o que Gaspar não sabe fazer - ele que até o seu Governo desune -, não se podia ser mais acintoso. Vítor Gaspar é perito em desassociar o melhor possível até os agentes que nem diferentes são e pertencem ao mesmo governo. Se houvesse um anti-Nobel de Economia, era ele. Os americanos Alvin Roth e Lloyd Shapley ganharam o prémio pelo seu trabalho sobre como as diferentes escolhas podem ser feitas sem precisar dos preços (dinheiro) como mecanismo. O trabalho deles, todos os jornais já falaram disso, dedicou-se a pensar como os novos médicos se distribuem num hospital e os estudantes numa escola, os casais se encontram para dar certo, os órgãos transplantados chegam aos doentes... Enfim, coisas da vida. Da vida, área que o nosso ministro das Finanças desconhece (e, suspeito, tem raiva de quem conhece). Vítor Gaspar lê aquilo das "diferentes escolhas que podem ser feitas sem precisar do preço como mecanismo", e afasta logo a ideia com a soberba lenta que o caracteriza. Tudo que foge ao acerto de contas é-lhe indiferente. Mas esse não é o problema maior. O problema maior é que, depois, ele não acerta as contas.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.   

 Tribalismo de credores
   
«Há muitos sintomas de que a União Europeia vai perdendo vigor todos os dias. Um desses sinais, bem visível, é o aumento do separatismo. Aqui ao lado, a Catalunha ultrapassou o País Basco na busca de uma independência que poderá ter no referendo de dia 25 de novembro um ponto de viragem. Quer seja na Espanha, na Grã-Bretanha, onde a Escócia tomará uma decisão em 2014, na Bélgica, com os separatistas flamengos, ou na Itália, com o Tirol meridional, em todos estes casos é curioso notar que estas pretensões independentistas abandonaram o registo do desagravo das ofensas históricas para repetir os argumentos de superioridade moral e económica do diretório contra os países do Sul. Estas regiões afirmam querer a independência por acharem que o resto dos Estados a que pertencem não está à altura dos níveis de produtividade e riqueza dessas regiões. Assim como a chanceler Merkel tem a ilusão de que a Alemanha pode ser algo mais do que um país sujeito à tutela russa, em caso de colapso da União Europeia, também os catalães, os flamengos e os tiroleses esquecem-se de que só dentro da União Europeia a sua legítima voz cultural e os desejos de autonomia política poderão ser abordados de forma pacífica e democrática. O separatismo, transformado em bandeira da falta de solidariedade, não irá ter sucesso, mas poderá aumentar ainda mais a desordem europeia. O pensamento preguiçoso dominante desconhece que só o federalismo europeu garantiria os direitos culturais e individuais das minorias nacionais e dos seus membros. O separatismo irá conduzir não a novas independências, mas a um tribalismo que só promete mais violência e mais submissão.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.
      
 O que aí vem
   
«Talvez por razões ideológicas ("o programa da ‘troika' é o nosso programa e queremos ir ainda mais longe"), talvez por causa de um contexto internacional que lhe escapa, talvez pela situação de "bom aluno" em que se colocou prescindindo de capacidade negocial face a uma ‘troika' que já não acredita nas suas próprias soluções, talvez porque os protagonistas são menores e nunca se poderia esperar uma visão de estadista da dupla de "amigos para todas as ocasiões" composta por Passos Coelho e Relvas, talvez porque se quebrou a confiança interna e a coligação está desfeita, ou talvez por uma mistura de todas estas coisas, o Governo não tem um caminho de futuro a oferecer aos portugueses, limita-se a repetir soluções que são causas dos nossos problemas e o OE para 2013 é a confirmação disso mesmo.
   
Os próximos meses serão terríveis. O Governo continuará em dissolução, com remodelação ou sem ela, o divórcio em relação aos cidadãos aumentará, existirá um risco real de que o poder caia na rua (por isso este OE, ao mesmo tempo que corta na saúde e na educação, aumenta a despesa nas forças de segurança e nas forças armadas). Quando, em meados de 2013, se verificar que a execução orçamental é um fiasco, a vida útil deste Governo terá terminado definitivamente. Nessa altura terá de ser encontrada uma solução no quadro do sistema político e ela só poderá vir do Presidente. Quais as alternativas de Cavaco Silva?
   
Muita gente tem sugerido um Governo de iniciativa presidencial, uma solução tecnocrática à italiana. Esta ideia - defendida, por exemplo, por Mário Soares - é péssima. O Monti português está por encontrar e um Governo do Presidente na fase actual aumentaria o divórcio do poder em relação aos cidadãos, agravando a situação social e colocando em causa todo o sistema político, incluindo o próprio PR.
   
Outra possibilidade seria um Governo de salvação nacional formado por uma grande coligação (PS, PSD, CDS). Esta solução teria sido interessante há um ano e meio atrás, mas o PSD não quis sequer considerá-la. Com os actuais protagonistas ela é impraticável. Se nem PSD e CDS conseguem entender-se, imagine-se o que seria agora incluir também o PS - que, de resto, já afastou essa possibilidade - na mesma coligação!
   
Resta, portanto, a dissolução da AR e a convocação de eleições antecipadas - o que deve ser feito no início do Verão, para permitir ao novo Governo a preparação do OE para 2014. As eleições serão a única via para restaurar o vínculo entre os governantes o povo. Desta vez, ninguém tolerará falsas promessas. Desta vez, os principais partidos terão de comprometer-se antecipadamente a encontrar uma solução de governabilidade. Caberá ao Presidente esse papel de pedagogia política.» [DE]
   
Autor:
 
João Cardoso Rosas.
   
  
     
 Escola aberrante
   
«O caso motivou o lançamento de uma petição 'online', que hoje de manhã já tinha sido assinada por 1840 pessoas, a exigir o despedimento de Conceição Bernardes por maus tratos a crianças.
   
Num comunicado dirigido aos pais e disponibilizado no sítio de Internet do agrupamento de escolas Dr.ª Laura Ayres, a diretora assegura que "a criança comeu na sala onde ficou, durante a hora de almoço, acompanhada de uma educadora".
   
O episódio, que aconteceu na Escola EB1/Jardim de Infância da Abelheira, em Quarteira, está relacionado com dívidas no pagamento de refeições, situação que, segundo a responsável, não é novidade no agrupamento.» [DN]
   
Parecer:
 
Adoptem as medidas que entenderem contra os pais mas é inaceitável que se use a criança como forma de condenação ou de castigo dos pais, ainda que tal tenha o apoio dos outros pais. Quem numa escola define o que é ou não aceitável em educação são os professores e não as associações de pais pelo que se os professores ultrapassaram o admissível devem responder por isso em processo disciplinar e, se for caso disso, em processo penal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
      
 Portas não viaja com Passos Coelho
   
«Paulo Portas cancelou a viagem de hoje a Bucareste onde ia acompanhar Pedro Passos Coelho na cimeira do Partido Popular Europeu (PPE). O porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou ao Económico que a participação de Portas neste encontro "foi cancelada devido a questões de agenda". A mesma fonte recusou-se no entanto a adiantar que compromissos impediram essa viagem e a revelar a agenda do ministro para hoje e para os próximos dias. 

Paulo Portas deixa assim Pedro Passos Coelho sozinho no congresso do Partido Popular Europeu (PPE), onde vão estar a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, os primeiros-ministros de Espanha, Polónia, Luxemburgo, Hungria, Bulgária e República Checa, bem como dirigentes de partidos políticos da direita dos países membros da União Europeia.

A relação entre Portas e Passos está cada vez mais tensa. O Expresso avança hoje que o primeiro-ministro afirmou ontem, no final da reunião da Comissão Política do partido, não estar disponível para que ele e o ministro das Finanças continuem, durante a discussão do Orçamento de Estado, a "ser cozidos em lume brando".» [DE]
   
Parecer:
 
O mais engraçado é tratar-se de uma reunião do PPE ao qual o CDS sempre pertenceu e a que o PSD aderiu apadrinhado precisamente pelo CDS. Enfim, Paulo Portas terá receado que Passos Coelho se risse na cara dele em pleno congresso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 PSD já tem argumentário contra o Paulo Portas
   
«Pedro Passos Coelho afirmou ontem, no final da reunião da Comissão Política do partido, não estar disponível para que ele e o ministro das Finanças continuem, durante a discussão do Orçamento de Estado, a "ser cozidos em lume brando".
   
A consolidação orçamental não pode estar sujeita a "amuos" foi, segundo elementos da reunião, a mensagem deixada pelo primeiro-ministro, que assim sinalizou esperar que o CDS esclareça se apoia ou não este Orçamento do Estado.
   
A estratégia do PSD passa por  responsabilizar o partido de Portas se este romper com a coligação. "Se o senhor sair, atira o país para um segundo resgate" - o aviso já terá sido, segundo o jornal "i", feito pelo primeiro ministro ao ministro dos Negócios Estrangeiros. Fonte próxima de Passos confirmou ao Expresso: "Se Paulo Portas sair não será poupado. O CDS não vai sair incólume disto".
   
Ontem à noite, no final da reunião da Comissão Política com as distritais do PSD (com a presença do ministro das Finanças), o porta-voz do partido, Jorge Moreira da Silva, inaugurou o discurso que visa endossar as culpas pela eventual queda do Governo ao partido de Portas. Questionado sobre o estado da coligação e sobre se o Executivo tem pernas para andar, Moreira da Silva respondeu: "Convido-vos a colocar essa questão ao CDS".» [Expresso]
   
Parecer:
 
O Relvas não perde tempo, afinal foi para isso que o país gastou tanto para que chegasse a doutor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Por pouco haveria crescimento
   
«O núcleo de estudos de conjuntura da Universidade Católica (NECEP) prevê que a economia portuguesa vai sofrer uma contracção de 2% durante 2013, de acordo com as projecções incluidas na folha trimestral de conjuntura relativa ao terceiro trimestre deste ano, a que o Negócios teve acesso. A previsão corresponde a uma revisão em baixa da projecção anterior, que apontava para uma recessão menos intensa, de 0,9%, no próximo ano.
  
O número adiantado pelo NECEP, organismo dirigido pelo economista João Borges de Assunção, é a referência central num intervalo que admite uma contracção situada entre 1,4% e 2,6%. 
Mesmo no cenário menos negativo, a Católica está mais pessimista sobre o desempenho da economia portuguesa em 2013 do que o Governo que, nas projecções que enquadram a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, atribui uma contracção de 1% à actividade.
  
O NECEP explica a nova previsão com o "agravamento da conjuntura externa" e os impactos do "ajustamento orçamental exigido para 2013" que sublinha ser "superior ao antecipado, não obstante a meta para o défice orçamental ter sido aliviada pela troika". O organismo alerta que as previsões "permanecem envoltas num grau de incerteza excepcionalmente elevado".» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
O mais brutal dos OE e há quem ache que a coisa fique melhor do que em 2012, não andarão a rezar demais?

Ainda assim as previsões da Católica são suficientes para acusar o OE de estar aldrabado nos seus pressupostos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se por 2013.»
   
 Já estudam o impacto da saída de Portugal do euro
   
«Caso a Grécia, Portugal, Espanha e Itália abandonassem a Zona Euro, o crescimento global teria de absorver perdas na ordem dos 17 biliões de euros. As contas partem de um novo estudo de um think tank germânico, o Prognos, citado hoje, quarta-feira, pelo "Spiegel Online". 
   
O instituto Prognos estima perdas de 17,2 biliões de euros no crescimento global que se regista até 2020. O cálculo é feito com as perdas que os credores teriam de assumir e o impacto económico nas principais economias mundiais. 
   
Como salienta o jornal alemão, uma saída da Grécia da Zona Euro teria um "impacto relativamente reduzido sobre a economia mundial". Caso fosse apenas a Grécia a abandonar a união monetária, seria algo que se conseguiria gerir, pelo menos do ponto de vista económico. Isso iria custar 73 mil milhões de euros do PIB alemão entre 2013 e 2020, de acordo com o estudo citado pela publicação alemã.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
É uma questão tempo, mais precisamente de ser declarado o falhanço do exercício orçamental de 2013.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo desfecho inevitável.»
   
 Até tu Álvaro?
   
«"A Europa tem de pensar uma de forma muito diferente da que tem pensado nos últimos anos. Temos pensado de uma maneira demasiado tecnocrata, demasiado técnica e esquecemos muitas vezes as pessoas, esquecemos a política e isso tem de acabar". Assim falou Álvaro Santos Pereira, esta terça-feira ao fim da tarde, rompendo com um discurso concordante do Governo em relação às políticas europeias.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Parece que o estatuto de remodelável lhe soltou a língua.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Nem tu acreditas Manuela?
   
«"Não creio que haja possibilidade de haver alguém que considere que esta situação possa melhorar através do aumento de impostos", considerou a ex-ministra das Finanças, na conferência da Antena 1 e do Jornal de Negócios. "O que se espera é aumento da recessão e do desemprego." 
  
Manuel Ferreira Leite confessou não acreditar "nos objectivos do orçamento", nem "que haja alguém capaz de defender que isso seja possível". "É inviável conseguir-se uma consolidação desta dimensão num prazo de tempo tão reduzido", reforçou. 
   
A ex-governante sublinhou que o ajustamento pelo lado da receita "tem limites", e que "já é impossível aumentar mais". "Ninguém acredita que vai ser cobrado o que lá está”, acrescentou. » [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
E no ano passado?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a MFL se no ano passado tinha acreditado já que não se pronunciou.»
   
 Haja quem nos defenda
   
«O Presidente francês, François Hollande, dirigiu-se "aos espanhóis e aos portugueses, que estão a pagar caro por desavenças de outros". "Chegou a hora de lhes dar uma perspectiva que não seja apenas a da austeridade”, defendeu numa entrevista concedida no Palácio do Eliseu a seis jornais europeus.» [Público]
   
Parecer:
 
Porque o nosso governo é o que mais austeridade defende.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao grandioso Gaspar como se sente destruindo um país.»
   
 O PSD vai analisar a situação política
   
«O PSD anunciou hoje que convocou uma reunião do seu Conselho Nacional para sábado, às 15h30, num hotel de Lisboa, que terá como único ponto da ordem de trabalhos a análise da situação política.» [Público]
   
Parecer:
 
Adiantese a conclusão: a situação política do país está uma bela merda!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao GAspar, fez mais contra o governo do que toda a oposição junta.»
   
 Já não é só a Ferreira Leite
   
«"O CDS/PP deve chumbar o Orçamento de Estado e daí tirar todas as consequências políticas", defende José Manuel Rodrigues, vice-presidente do partido nacional e líder na Madeira.» [Público]
   
Parecer:
 
Parece que o CDS deu ouvidos a Manuela Ferreira Leite.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Haja alguém naquele parlamento que não sofra de surdez.»
   
 Enfermeiro que emigrou escreveu a Cavaco
   
«Pedro Marques, enfermeiro português de 22 anos, emigra quinta-feira de madrugada para o Reino Unido, mas antes despediu-se, por carta, do Presidente da República e pediu-lhe para não criar “um imposto” sobre as lágrimas e sobre a saudade.
    
“Quero despedir-me de si”, lê-se na missiva do enfermeiro portuense, enviada hoje a Cavaco Silva e que tem como título “Carta de despedida à Presidência da República”. 
   
O enfermeiro Pedro Marques, que diz sentir-se “expulso” do seu próprio país, implora a Cavaco Silva para que não crie um “imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade” e apela ao Presidente da República para que permita poder regressar um dia a Portugal. 
   
“Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia”, lê-se. 
   
Em entrevista à Lusa, Pedro Marques conta que vai ser enfermeiro num hospital público de Northampton, a 100 quilómetros de Londres, que vai ganhar cerca de 2000 euros por mês com condições de progressão na carreira, mas diz também que parte triste por “abandonar Portugal” e a “família”. 
   
Na mala, Pedro vai levar a bandeira de Portugal, ao pescoço leva um cachecol de Portugal e como companhia leva mais 24 amigos que emigram no mesmo dia 
   
Mónica Ascensão, enfermeira de 21 anos, é uma das companheiras de Pedro na diáspora. 
   
“Adoro o meu país, mas tenho de emigrar, porque não tenho outra hipótese, porque quero a minha independência, quero voar sozinha”, conta Mónica, emocionada, pedindo ao Presidente da República e aos governantes de Portugal para que “se preocupem um pouco mais com a geração que está agora a começar a trabalhar”. 
   
“Adoraria retribuir ao meu país tudo aquilo que o país deu de bom”, diz, acrescentando que está “zangada” com os governantes, porque o “país não a quer mais”. 
   
Pedro Marques não pretende que o Presidente da República lhe responda. 
   
“Sei que ser político obriga a ser politicamente correcto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho”, lê-se na carta de despedida do filho de uma família de emigrantes que se quis despedir de Cavaco Silva.» [Público]
   
Parecer:
 
Enfim, a educação deste enfermeiro ficou barata ao país pelo que pode partir, o país só precisa do Gaspar e de analfabetos e analfabrutos que o possam compreender.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se vai responder por carta, pelo site ou através do Facebook.»
   
 FMI já faz exigências políticas
   
«Em declarações a uma publicação interna do próprio FMI - a IMF Survey Magazine -, o diretor do departamento europeu da instituição, Reza Moghadam, diz claramente que Portugal poderá estar à beira de perder o tão preciso consenso político "amplo" que teve até agora. Isso pode deitar a perder os sucessos do ajustamento.
   
"Provavelmente, o mais importante em Portugal tem sido o apoio político amplo ao programa, embora manifestações recentes evidenciem que isto não pode ser tomado por adquirido", advertiu Reza Moghadam, um dia antes (domingo passado) de Vítor Gaspar entregar a proposta de Orçamento do Estado na Assembleia.» [Dinheiro Vivo]
   
Parecer:
 
Este senhor está a confundir Portugal com o Irão e mesmo a pedir que o mandem à bardamerda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se os senhores do FMI que Portugal é um país democrático europeu e não propriamente a Líbia., se o senhor Reza Moghadam quer dar lições a um país que dê ao seu. 
  
O senhor Reza sabe muito bem que desde que a troika se apanhou com um governo extremista esqueceu que o memorando também tinha sido aprovado pelo PS e desde então só fala com um ministro.»
   
 Tropa reúne-se à civil
   
«Meio milhar de oficiais,sargentos e praças estão reunidos esta quarta-feira, no hotel de Lisboa que habitualmente serve de quartel-general ao PSD de Pedro Passos Coelho, para "uma tomada de posição" sobre medidas de austeridade que qualificam como afronta à condição militar.» [DN]
   
Parecer:
 
Isto está a ficar cada vez mais feio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver como acaba o gasparismo extremista promovido por um imbecil.»