sábado, outubro 27, 2012

Isto vai acabar mal


Quando quase um milhão de portugueses vai para a rua por ódio a uma política económica decidida pelo ministro das Finanças e este reage com cinismo, dizendo que os portugueses são o melhor povo do mundo e poucos dias depois impõe um OE que conduz muitos desses mesmos portugueses à miséria, ao mercado paralelo e à emigração, o mínimo que se pode dizer é que esse ministro não só não tem muita consideração pela inteligência dos seus concidadãos, como revela uma ignorância total em sociologia.
   
A mesma ignorância parece revelar o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) que apenas conhece a violência subversiva e organizada que não receia ou as pequenas sessões de porrada provocadas por pequenos grupos extremistas em manifestações. Ignora a violência da iniciativa das polícias, como a que ocorreu no Chiado e continua impune, ou situações de descontrolo de massas populares não organizadas. Situações como as que ocorreram em Paris ou mais recentemente no Reino Unido são pura e simplesmente ignoradas pelas autoridades.
   
Para esta gente os portugueses são um imenso povo de “cornos mansos” a quem se pode tirar o emprego, tirar a casa e forçar à emigração que continuam mansinhos e obedientes. O Gaspar já tem planos B, C e D, todos eles para resolver a crise aumentando a austeridade sobre os que não são ricos e tudo continuará feliz e contente, indo à missa ao sábado e à bola no domingo.
   
Para o caso de ser necessário meter na linha os mais agitados o Macedo garante aos deputados do PSD que podem ficar tranquilos, a PSP e a GNR vão sorrir de contentes por terem perdido direitos em barda mais 10% do vencimentos acrescidos da perda dos subsídios, ele garante uma gorjeta de 100 euros para fardamento e um aumento de 2% no subsídio de risco.
   
Esta gente não parece ter a mais pequena ideia das consequências sociais do que estão fazendo, não imaginam quantos desses polícias com que contam para se protegerem já passam fome, estão com a família feita em cacos e se arriscam a perder a casa. Não imaginam do que é capaz um cidadão que perdeu tudo e vê os filhos passarem fome ou que a família se desfez em consequência das medidas de austeridade. Estes estarolas nem reparam que há bairros inteiros, localidades e mesmo zonas de grandes cidades que estão à beira do colapso social.
   
Estes idiotas nem sequer fazem uma abordagem minimamente séria do problema, limitam-se a levar um tal Macedo que sabe Deus como não está à altura de ser ministro, falar aos deputados para que estes fiquem tranquilos pois os agentes da autoridades vão ficar felizes graças a uma gorjeta que ele fez o favor de inscrever no OE. Nem imaginam que estão a conduzir o país para o colapso social se é que neste momento e com a aprovação do OE este já não é inevitável.
   
Têm a certeza de que com meia dúzia de polícias, descontentes, mal remunerados e arruinados vão conseguir travar uma situação de descontrolo social? É bom que tenham pois pela forma como andam a brincar às austeridades, aos aumentos brutais de impostos, aos golpes das TSU e a outras experiências é a isso que se arriscam.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
  
 
   
Cria de Cisne no Parque Eduardo VII, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Lousã, aldeia de xisto [J. Ferreira]   

Jumento do dia
  
Francisco José Viegas, homem cansado
 
Cansou-se depressa, imaginem se o trabalho tivesse dio algum.
 
«Tal como os seus novos colegas de Governo, Barreto Xavier não parou para prestar declarações à comunicação social. Pouco antes, o seu antecessor, o escritor e editor Francisco José Viegas, abandonara já a sala, acenando de longe para as câmaras e dizendo quase sem abrandar o passo: “Foi [uma experiência] muito gratificante. Agora vou descansar.”» [Público]
   
 O Ricciardi também já mora em Massamá?
 
[via CC]

Ó Ri, quando é que vens aqui ao Palheiro comer um fardito da nossa palha? Por este andar ainda os banqueiros vão tratar o Pedro por "ó meu!".
 
 Para pensar
 
 

  
 Mais um ano para quê?
   
«Alguma coisa se passa. Agora que está à vista nas economias europeias o falhanço das políticas drásticas de austeridade, começa a ser difícil encontrar os pais da criança.
   
De um lado, vemos o FMI a lançar veementes "alertas"(!) contra os riscos da austeridade excessiva, como se o próprio FMI não tivesse participado activamente na definição de todos e cada um dos programas de austeridade. Do outro, vemos a Comissão Europeia igualmente a lavar daí as suas mãos, ao ponto de o próprio Durão Barroso ter vindo jurar que a Comissão nunca (!) impôs a nenhum Estado-membro qualquer medida de austeridade. Pelo contrário, garantiu ele, as medidas de austeridade foram todas decididas livremente pelos Governos. Por este andar, ainda os vamos ouvir dizer que os Governos é que resolveram impor estas políticas excessivas de austeridade contra a vontade do FMI e da Comissão Europeia e apesar todos os seus lancinantes avisos e da sua esforçada resistência...!
   
Mas este indecoroso "jogo do empurra" teve ao menos o mérito de permitir uma revelação importante. Na verdade, Durão Barroso revelou esta semana no Parlamento Europeu que foi a Comissão Europeia - e não o FMI - quem propôs, no âmbito da 5ª avaliação do Programa de Assistência Financeira, que fosse dado mais um ano a Portugal para cumprir as metas do défice. Trata-se, em bom rigor, de uma dupla revelação. Por um lado, como resulta claro do ênfase posto por Durão Barroso, a Comissão Europeia pretende descolar da ideia, aliás correcta, de que tem sido mais exigente do que o FMI na elaboração dos actuais programas de austeridade. Por outro lado, a declaração do Presidente da Comissão Europeia confirma um facto de que apenas se suspeitava: o Governo português, de Passos Coelho, mesmo sabendo do desvio colossal que tem nas contas do défice de 2012, não tomou, durante a 5ª avaliação do Programa, nenhuma iniciativa para propor uma adequação do calendário das metas orçamentais previstas para este ano e para os anos seguintes. Teve de ser a Comissão Europeia a fazê-lo!
   
É obviamente patético o argumento de que é melhor assim para "salvar as aparências", na medida em que a "flexibilização" das metas pode ser apresentada como um "reconhecimento" da "troika" a quem "está a cumprir". Ninguém é tão parvo como isso: é óbvio para todos que a revisão das metas orçamentais se tornou indispensável não porque o Governo esteja "a cumprir" seja o que for mas justamente pela razão contrária: porque o Governo, apesar de todos os sacrifícios pedidos aos portugueses "além da troika", está muito longe de conseguir cumprir as metas do défice em 2012 e, se nada fosse feito, menos ainda seria capaz de cumprir as metas anteriormente fixadas para 2013. É o manifesto falhanço do actual Governo que obriga à revisão do calendário inscrito no Memorando inicial.
   
Mais importante, porém, é que esta passividade negocial do Governo junto da ‘troika', fundada na lógica serôdia de obediência à senhora Merkel, tem consequências desastrosas para o interesse nacional. O problema é este: dada a dimensão colossal do desvio que Vítor Gaspar tem nas contas da execução orçamental de 2012, o simples adiamento por um ano das metas do défice - "oferecido", sabe-se agora, pela Comissão Europeia - chega tarde e é manifestamente insuficiente. A melhor prova disso é que o Governo ficou com um duplo caderno de encargos entre mãos, claramente condenado ao fracasso e simplesmente inaceitável por qualquer pessoa de bom senso: fazer um orçamento para 2013 que será insuportável do lado da receita e fazer um orçamento para 2014 que será impraticável do lado da despesa. Não há economia, nem Estado Social, que resistam a um programa louco como este. Nem creio que haja Governo, em democracia, que o possa executar.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.   

 Leite com chocolate
   
«Há nos EUA uma expressão muito usada na política: pork. Este pork, ou seja, carne de porco, refere situações em que se desperdiça o dinheiro público para benefício de clientelas. Em Portugal não temos palavras assim, tão despachadas e carregadas de ironia, para designar ocorrências típicas da política.
   
Para o facto, por exemplo, de o Governo ter anunciado a restrição das viagens gratuitas para os trabalhadores das empresas de transportes e pela calada garantir aos magistrados que mantêm essa benesse. Ou para a manutenção, na mesma corporação, dos subsídios de habitação de 620 euros mensais não sujeitos a impostos (que incluem magistrados jubilados e implicam mais de 20 milhões de euros/ano), quando não se ensaiou nada em retirar a integralidade dos subsídios de Natal e férias a todos os trabalhadores do Estado.
   
Difícil apontar melhor exemplo de gorduras e mordomias que este anacrónico subsídio de habitação concedido aos magistrados. Mas quando no início de 2011 foi discutido o respetivo estatuto, o PSD não só não propôs a abolição do abono, como se opôs a que fosse taxado em sede de IRS, considerando tratar-se de "uma dupla penalização", pois o então Executivo previa já uma diminuição de 20% no montante. Dupla penalização, claro, não será uma sobretaxa sobre o IRS ou taxar subsídios de doença e desemprego.
   
Aliás, quando o País, na retórica atual do PSD, balançava indefeso à beira da bancarrota, os sociais-democratas não só obstaculizavam estas racionalizações de recursos como bradavam (ouve-se ainda o eco indignado) contra qualquer aumento de impostos ou baixa das deduções fiscais. Rasgavam as vestes ante a proposta de aumento do IVA em produtos alimentares tão essenciais e saudáveis como os refrigerantes e o leite com chocolate - os mesmos que nem um ano após anunciavam o aumento do da restauração para 23%. E os autointitulados democratas cristãos, o que guinchavam, no fim de 2010, com o congelamento das pensões? Ainda zumbe nos ouvidos. Mas ei-los, no OE 2012, a aprovar, sem tugir, o esbulho de dois subsídios aos pensionistas (e no OE 2013 o de um subsídio mais um corte médio de 5% mais o maior aumento de impostos da história).
   
Se foi assim que PSD e PP agiram quando, é pacífico na cartilha dos partidos no poder, o País até já devia ter pedido um resgate e tudo, como terá sido nos anos anteriores? Que propostas fizeram, de 2005 a 2011, para combater o que apelidam de "criminoso despesismo do Estado"? Como votaram diplomas governamentais visando conter a despesa pública ou racionalizar recursos?
   
Ah pois é. Portanto, de cada vez que um ministro, secretário de Estado ou deputado do PSD ou do PP se erga para mais uma catilinária contra o anterior governo pelo "estado a que isto chegou" na vã tentativa de nos distrair das enormidades do atual, gritemos todos, a plenos pulmões: "Leite com chocolate." É mais elegante que aldrabões e tem a vantagem de avivar a memória.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
      
 Gaspar, o finório cínico
   
«Quem não teve disponibilidade de tempo ou suficiente abertura de espírito para seguir os trabalhos da comissão parlamentar do Orçamento, ontem de manhã, não sabe o que perdeu. Só por si, a presença do ministro das Finanças é toda uma atração...
   
O ar catedrático de Vítor Gaspar aplica-se a muitos cidadãos; já o misto de um estilo entre o pausado e o cínico andará perto de ser exclusivo, o bastante para ser apreciado pelos seus apoiantes - em número cada vez mais reduzido - e exasperar o mais pachorrento dos membros da legião de críticos em crescimento todos os dias.
   
As projeções orçamentais do ministro das Finanças são um fiasco mês a mês? A decisão de tentar corrigir défices através de novas doses de austeridade pela via da receita tem todos os condimentos para fazer afundar ainda mais o país? Sim, a factualidade negativa não leva o ministro a tergiversar e, por isso, a caracterização do seu perfil passa em muito pela crendice de vão de escada, a obediência cega a interesses terceiros ou, na melhor das hipóteses, a uma inconfessada agenda ideológica para a qual lhe têm dado rédea solta.
  
Se as decisões de Vítor Gaspar legitimam ângulos de análise mais ou menos benignos, difícil é não qualificar alguns dos seus raciocínios de absolutamente cínicos ou despojados de sentido.
   
O ministro das Finanças será um poço de defeitos, mas, até agora, não se lhe conhecem "lapsus linguae". Diz, de modo metódico, o que quer que se saiba ou decifre. E ontem repetiu a graça ao considerar existir "um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar". Ou seja: em tradução livre Vítor Gaspar considerará terem os portugueses a predileção de viver sempre na dependência de um Estado tutor, mas torcendo o nariz à necessidade de sustentar pela via fiscal as despesas de um esquema tão monstruoso. Numa visão desapaixonada, Vítor Gaspar até tem razão atendendo à estafada tendência nacional apologista da socialização dos custos e privatização dos lucros.
  
O que seria a verificação de um comportamento nacional defeituoso peca, porém, pela contradição do ministro. Por um lado, os portugueses (também) rezingam ao excesso de impostos pela ineficácia de muitos serviços do Estado por si pagos e, por outro, é Vítor Gaspar a colocar o dedo na ferida quando admite que "a verdadeira carga fiscal é a despesa pública" e a sua redução "exige repensar funções do Estado e alterar profundamente a estrutura do Estado".
   
Aí está o pecadilho principal: o Governo de que às vezes Vítor Gaspar parece ser primeiro-ministro está em funções há bem mais de um ano e foi até agora incapaz de emagrecer a estrutura de um Estado clientelar. O ministro das Finanças é um dos que tiveram até agora coragem para castigar os bolsos dos portugueses, mas foi incapaz de afrontar os interesses instalados.» [JN]
   
Autor:
 
Fernando Santos.
   
  
     
 Gente corajosa
   
«Cerimónia brevíssima, 15 minutos até o líder do executivo, Pedro Passos Coelho, e os primeiros convidados começarem a atravessar a Sala das Bicas para sair do Palácio de Belém, rapidamente seguidos, em bloco, pelos três novos secretários de Estado, entre os quais Jorge Barreto Xavier, agora com a pasta da Cultura.» [Público]
   
Parecer:
 
Entrar neste governo é mais ou menos a mesma coisa que embarcar num comboio a meio de um descarrilamento ou saltar de para-quedas para um navio em pleno naufrágio. Ainda há gente corajosa neste país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos novos governantes se não querem antes aderir a bombeiros voluntários.»
      
 Começa a ser difícil ser-se deputado gasparista
   
«O semanário "Sol" escreve que o protesto de um grupo de empresários do sector da restauração nas galerias da Assembleia da República, na quarta-feira, é o episódio mais recente da contestação que tem afetado os deputados nas últimas semanas. Mas a contestação já passou a barreira dos insultos e os limites do Parlamento.
  
Um dos casos mais graves aconteceu com Duarte Pacheco, do PSD, à saída da Assembleia da República, no dia em que Vítor Gaspar entregava o Orçamento do Estado. Com centenas de manifestantes a cercarem o Parlamento, o deputado viu o seu carro oficial ser atacado a murro e a pontapé quando tentava sair da garagem.
  
No dia-a-dia, também alguns deputados já começaram a ser contestados e ameaçados. O eurodeputado Paulo Rangel, por exemplo, saiu do seu veículo para auxiliar uma senhora que tinha acabado de chocar com outro condutor e os curiosos que se juntaram à volta, quando o reconheceram, começaram a insultá-lo, tendo sido chamada a polícia para evitar o agravamento da situação.» [DN]
   
Parecer:
 
Quem não quer ser urso que não lhe vista a pele.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereçam-se capacetes aos deputados.»
   
 Negócios desemperelhados...
   
«Fernando Ulrich, do BPI, atirou-se ao BES por causa da privatização da REN e da EDP. Tudo por causa dos protestos de José Maria Ricciardi junto do primeiro-ministro pela escolha sem concurso da Perella para a assessorar a Caixa na privatização da REN e da EDP. Ulrich foi mais longe e disse que quem protesta fica a ganhar. Isto é, o BES ficou com a assessoria do governo nas privatizações da ANA e da TAP.
  
O QUE É A PERELLA A empresa de assessoria foi constituída em 2006 por ex-quadros de topo da Morgan Stanley, da Goldman Sachs e da Merril Lynch. A Perella é uma instituição reputada com base em Londres e Nova Iorque e conta com a assessoria de mais de 280 mil milhões de euros em transacções no sector energético.
  
De acordo com o “Expresso”, tem 28 partners na área da assessoria estratégica – a que está a assessorar o CaixaBI –, entre os quais Paulo Pereira, que trabalhou 20 anos na Morgan Stanley. Fundou a Perella juntamente com duas estrelas da alta finança: Joseph Perella, ex-vice-chairman da Morgan Stanley, e Peter Wein-berg, ex-CEO da Goldman Sachs International. Paulo Pereira assessorou a Sonaecom na oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Portugal Telecom. Formado em Economia na Católica e com MBA do INSEAD, foi aluno do social-democrata e ex-líder do departamento europeu do FMI António Borges, consultor do governo para as privatizações, de quem se tornou amigo.» [i]
   
Parecer:
 
Cheira a palha
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à responsável por acabar com a impunidade.»
   
 Portugal no seu melhor
   
«Contudo, porque necessitava de receber tratamento hospitalar, a equipa da Cruz Vermelha meteu-se a caminho. Só que, devido à inclinação do terreno e ao facto de o piso estar molhado, a ambulância "patinava", acabando por ficar retida no local.
   
E foi durante o pedido de ajuda que o mal-entendido se gerou. Assim, em vez de um reboque, acabou sendo deslocado para o local um helicóptero com uma equipa médica.» [JN]
   
Parecer:
 
Um reboque caído do céu!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   

  

   

   

  

sexta-feira, outubro 26, 2012

Não!


O governo é competente?
Não!
Os ministros estão minimamente preparados?
Não!
Sabem o que estão fazendo?
Não!
O OE 2013 assenta em previsões honestas?
Não!
O OE 2013 é execuível?
Não!
Do OE 2013 pode-se esperar crescimento no final de 2013?
Não!
E criação de emprego?
Não!
O governo vai ser remodelado em breve?
Não!
Algum ministro além do Gaspar tem poder neste governo?
Não!
Os resultados do excesso de troikismo têm sido positivos?
Não!
Há razões técnicas que justifiquem esta política?
Não!
O governo vai mudar de estratégia económica?
Não!
O governo pode assegurar que volta aos mercados em 2013?
Não!
O governo está certo de que não precisa de um segundo resgate?
Não!
Os amigos do Gaspar na troika vão assumir responsabilidades?
Não!
Os portugueses estão melhor com este troikismo do que estariam com o PEC IV?
Não!
A coligação ainda existe?
Não!
O país tem um Presidente da República?
Não!
Portugal tem uma Justiça digna desse nome?
Não!
Ainda há algum jornalista independente em Portugal?
Não!
Há esperança para Portugal?
Não!

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
Líquens na Quinta das Conchas, Lisboa
    
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Cada pássaro no seu bordo [A. Cabral]   
A mentira do dia d'O Jumento
 

Jumento do dia
  
Paula Teixeira da Cruz
 
Quando foi notícia a realização de buscas a um ex-governante do PS  ministra da Justiça declarou que tinha acabado o tempo da impunida. Quando o alvo da notícia foi Passos Coelho a ministra encomendou uma declaração de inocência à PGR que foi prontamente emitido e a própria ministra apressou-se a comentar o caso declarando a inocência do seu primeiro-ministro. Todavia, não esclareceu porque razão o ministro Relvas não teve direito a certificado de inocência no mesmo caso.

No dia seguinte o país ficou a saber que a ministra assegurou ao sindicato dos magistrados do MP que mais tarde, na calada dos corredores parlamentares voltaria a dar o passe nos transportes públicos à borla para os magistrados.

Esta ministra desta república da bananas ainda continua ministra.

   
 Austeridade em público, borlas em privado
 


(Gentileza do CC)

Se eu fosse magistrado sentiria uma imensa repugnância de mim próprio ao saber que há crianças a ir a pé para a escola por falta de dinheiro para o passe enquanto a ministra comprava os meus serviços oferecendo-me borlas nos transportes públicos. Sentiria nojo de ser um magistrado a quem cabe defender a legalidade e os valores constitucionais e ver que para mim havia um tratamento especial, que uma proposta de OE seria corrigido às escondidas dos olhos do grande púb,lico para que eu pudesse continuar a beneficiar de uma gorjeta miserável.

Mas como não sou magistrado e muito menos sindicalista não tenho de me envergonhar de ir a congressos de luxo patrocinados por bancos que estão a contas com a justiça ou de andar à borla em transportes públicos pagos com impostos de gente que ganha muito menos do que eu. É tão bom não ter bicos de papagaio!

Mas resta-me a revolta de ser cidadão de um país onde um sindicato de magistrados pede aos seus sócios para esconderem dos olhos do público que vão receber uma gorjeta do poder, gorjeta que será paga com os impostos de gente pobre a quem são cortados apoios sociais. Uma revolta que chega a ser vergonha de ser português, vergonha de viver num país onde todos os dias se viola o segredo de justiça ao mesmo tempo que os magistrados pedem segredo para coisas miseráveis como estas.

É triste ver gente que nem ganha assim tão mal e que estão entre os melhor remunerados do Estado estarem a receber às escondidas uns passes de borlas em transportes públicos, já não há fronteiras morais e a austeridade está a levar a um salve-se quem puder onde todos se atropelam.

Um nojo.


  
 65 mil razões
   
«Num só ano, Portugal viu atravessarem as suas fronteiras 65 mil jovens, entre os 25 e os 34 anos. Só espero que nenhum dos membros do Governo, ainda em exercício, venha repetir exortações a esta hemorragia, pois há limites para a indigência moral e intelectual que até os membros deste Governo não estão autorizados a pisar. Se a UE fosse uma verdadeira União, essa saída não seria dramática. Nos EUA, todos os anos dezenas de milhões de cidadãos mudam de estado, e isso é um factor do desenvolvimento global do país. Uma união federal tem mecanismos de solidariedade e de transferência de fundos através do orçamento do governo comum (que não existe na Europa) que permitem manter o equilíbrio entre os estados e as regiões mais ou menos produtivos. Contudo, os portugueses percebem, à sua custa, que no ponto em que UE se encontra reina a competição mais brutal entre os Estados. Que o diga o nosso sistema fiscal, que vê milhares de milhões de euros de impostos das nossas empresas mais prósperas fugirem para a Holanda. Partilhamos a mesma moeda, mas acedemos ao crédito com taxas de juro que vão do pânico de quem paga para emprestar à Alemanha até aos valores proibitivos que sangram os países "ditos da periferia". Num país como Portugal, a perda de capital humano não tem mecanismos de compensação. Não se trata de mobilidade social. É a fuga legítima, por parte de quem tem força e coragem, do navio com o casco perfurado em que a política do Diretório, e dos seus delegados em Lisboa, transformou Portugal. Querem uma razão contra o absurdo desta desgovernação? Há pelo menos 65 mil razões, capazes de darem o seu testemunho pessoal e único.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.   
   
  
     
 Castelo Branco concorre a Sintra
   
«Acabar com as lojas chinesas, cobrar taxas a turistas, acabar com a criminalidade em Sintra e promover festas no concelho. São estas as principais medidas que José Castelo Branco quer ver implementadas, caso em 2013 se torne no próximo presidente de câmara da vila onde mora.
  
"A minha prioridade vai ser prover a falta de emprego no concelho", explica ao nosso jornal Castelo Branco, que promete apoiar o comércio tradicional. "Há lojas de chineses por todo o lado. Quero acabar com esse tipo de lojas, que estão a dar cabo do comércio tradicional. Vou criar postos de trabalho, mas os comerciantes vão ter de baixar os preços", avisa.» [DN]
   
Parecer:
 
Não é difícil fazer melhor do que o Seara.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 O dr. Relvas vai deixar de ser doutor?
   
«O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, ordenou hoje à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) que reavalie, no prazo de 60 dias, todas as licenciaturas atribuídas com recurso à creditação da experiência profissional, podendo as mesmas vir a ser declaradas nulas.
   
Na sequência da auditoria realizada pela Inspeção Geral da Educação à Universidade Lusófona, iniciada em julho após a polémica em torno da licenciatura de Miguel Relvas e concluída esta semana, o ministro fez uma advertência formal à instituição, considerando que esta não cumpriu os procedimentos legais de creditação profissional.
   
"No prazo de 60 dias, a ULHT deverá reanalisar todos os processos de creditação de competências profissionais (...) No caso de não haver fundamentação suficiente para a creditação profissional ou inexistindo registo de conclusão de unidades curriculares, deve a ULHT disso extrair todas as consequências legais, incluindo a possível declaração de nulidade" das licenciaturas atribuídas, refere o despacho do ministro da Educação, hoje divulgado.
   
Em causa está a atribuição, pela Lusófona, do grau de licenciatura a 89 alunos, a quem a universidade concedeu entre 120 e 160 créditos - número suficiente para concluir um curso em apenas um ano - por via do reconhecimento da experiência profissional. A licenciatura do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, é um dos casos que terá de ser agora reavaliado.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Apetece apostar que a licenciatura do Relvas vai ser mantida, até porque já recbeu um competente diploma emitido pela justiça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se.»
   

   
   

  

   

   

  

quinta-feira, outubro 25, 2012

Maio de 2013

Quando o desastre nas receitas fiscais eram mais do que evidente o ministro Gaspar desvalorizou o facto, o ministério tudo fez para adoçar a realidade e Passos Coelho disse que seria necessário esperar por Maio para se tirarem conclusões. Em Maio calou-se, meses depois na festa do Pontal ainda falava como se fosse a Alice no País das Maravilhas e agora apresenta um OE em que promove um aumento brutal de impostos, incorrendo na mesma estratégia, previsões aldrabadas para fundamentar receitas fiscais que não vão entrar.

Como a maioria parlamentar continua domesticada pelo medo de perder o tacho e o Presidente da República está mais virado para a veterinária do que para a economia resta-nos esperar por Maio de 2013, nesse mês os portugueses ficarão a saber qual a dimensão do desvio colossal entre a realidade económica e as aldrabices da folha de cálculo do Gaspar e perceberão que em vez do crescimento no segundo semestre terão de enfrentar a maior crise financeira, económica e política da história de Portugal, tudo porque se permitiu que um economista mediano pudesse usar um país para experimentar ideias que nunca mereceram grande crédito no meio académico da economia. É como se um sismólogo em vez de fazer os seus testes num laboratório tivesse optado por fazer explodir um arsenal nuclear só para avaliar as consequências de um sismo.
  
A política brutal de 2012 foi justificada com um desvio colossal, para o corrigir cortaram-se subsídios a funcionários e pensionistas. Ainda 2012 ia a meio e já o ministro das Finanças tinha mais um desvio ainda mais colossal a corrigir, as receitas fiscais estavam muito aquém do estimado com base em falsas previsões. O OE alarga a brutalidade das medidas aos trabalhadores do sector privado é é mais do que óbvio que estamos perante mais um OE martelado e com previsões falsificadas por modelos e pressupostos manipulados. Não admira que o ministro já comece a falar de alterar as funções do Estado, é mais do que óbvio que depois de um corte no rendimento de todos os trabalhadores e de despedimentos em massa no Estado o ministro das Finanças avance com mais uma das sua ideias de Estado Novo, reduzir o papel do Estado no combate à injustiça social e na prestação de serviços básicos.
  
A questão está em saber se são os desvios colossais que têm obrigado o ministro a tramar os portugueses ou se é o ministro a inventar ou mesmo a criar desvios colossais para mais facilmente impor ao país as suas concepções e os seus valores ideológicos. Quando o ministro diz que os portugueses exigem demais do Estado e que teremos de rever as funções do Estado torna-se óbvio que o aumento brutal dos impostos não resulta de uma necessidade mas sim de uma concepção, isto é, ficamos com motivos para questionar se a necessidade não terá sido criada intencionalmente já que a concepção das ideias era anterior.
  
É por isso que depois de o ministro dizer que teríamos de rever as funções do Estado não é difícil de adivinhar que o OE 2013 pode ser intencionalmente aldrabado para que o desvio chegue a ser colossal em meados do próximo ano para que Vítor Gaspar solicite o apoio dos chantagistas da troika para implementar mais uma peça do seu Estado Novo, reduzir as funções sociais do Estado.
  
Não será tempo dde levar as ideias do ministro a eleições? Se é o ministro que manda no governo e quer transformar o país num outro que nada tem que ver com o actual ou com o que resulta da Constituição só há um caminho, Vítor Gaspar toma conta do que resta do PSD, vai a eleições propor aos portugueses o que defende e se as ganhar com uma maioria constitucional tem todas as condições para mudar o país como se fosse um brinquedo da Lego. Enquanto isso não suceder cabe a Cavaco Silva informar Vítor Gaspar que desde Maio de 1926 que muita coisa mudou no mundo, que Portugal é um país que vive em democracia e que esta obedece a regras constitucionais.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

Pernilongo [Himantopus himantopus], Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Góis [J. Ferreira]   
A mentira do dia d'O Jumento
 

Jumento do dia
  
Paulo Portas
 
Paulo Portas desapareceu e od deputados mais críticos estiveram ausentes no parlamento na sessão de apresentação do OE. Vindo de quem prometeu aos eleitores servir de amaciador de um governo de extremistas do PSD o mínimo que se pode dizer de Paulo Portas é que o país acabou de conhecer uma das suas facetas mais escondidas, a cobardia.

Até parece que Paulo portas tem medo de ir ao fundo como ou com algum submarino
 
«João Almeida e Adolfo Mesquita Nunes, os dois deputados do CDS que têm sido mais críticos do ministro das Finanças, não estão presentes no primeiro debate parlamentar com Vítor Gaspar sobre o Orçamento do Estado.
   
O governante está esta manhã na Assembleia da República, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), no seu primeiro confronto com os deputados após a entrega do OE para 2013, mas a bancada do CDS será capitaneada por Telmo Correia e não, como habitualmente, por Almeida.
   
Telmo Correia, que não é sequer um dos deputados do CDS na COFAP, foi escolhido pela direção centrista para apaziguar as águas em relação ao ministro das Finanças, depois de semanas de agitação por causa das divergências em torno do Orçamento. Na direção do CDS, Telmo tem sido um dos maiores defensores da manutenção da coligação e de uma via de apaziguamento na maioria.
  
João Almeida, porta-voz do CDS e coordenador dos centristas na COFAP, tem arrasado nas últimas semanas as opções de Vítor Gaspar, mas neste momento está fora do país, numa delegação da Assembleia da República numa conferência no Canadá. Adolfo Mesquita Nunes, coordenador do CDS na comissão de acompanhamento da troika, e presença habitual nos debates com o ministro das Finanças (apesar de ser apenas suplente na COFAP), estava, durante esta audição com Vítor Gaspar, numa reunião da Comissão Parlamentar de Ética, onde é membro efetivo.» [Expresso]
  
 Ministra previdente
 
A ministra da Justiça foi à PJ pedir ao pessoal que se mantenha firme e hirto mesmo que não tenham para dar de comer aos fiçhos ou que fiquem a morar debaixo da ponte, estes últimos até terão passado a noite mais quentinhos porque a ministra lhes prometeu um novo estatuto da PJ, algo que, como é sabido, dá uma excelente feijoada.
 
Mas a ministra foi mais longe e alertou para o risco de aumento da criminalidade, revelando ser uma excelente ministra pois é previdente:
 
«A governante assinalou que, «agora, mais do que nunca, a crise potenciará um aumento da criminalidade», pelo que sustentou a criação «de mecanismos de cooperação entre as polícias».» [Sol]
 
Como a PJ não se costuma dedicar a roubos de super-mercado é de pensar que a ministra está apensar nos crimes de colarinho branco, como, por exemplo, nos negócios das privatizações.
 
Desta vez a ministra da Justiça está de parabéns, será que vai acabar a impunidade como prometeu há alguns dias?
    

  
 Capturado
   
«A TAP, para além de uma empresa estratégica, é uma empresa especial! A existência de um único interessado na sua privatização – o grupo Synergie Aerospace – deixa o Estado português bastante enfraquecido nesta negociação.

Mesmo admitindo que o sr. Efromovich seja a melhor escolha para a TAP, o Estado português parte já "capturado" para esta negociação, o que faz adivinhar um mau desfecho deste processo. Tudo o que dispensamos nesta fase é vender activos estratégicos em saldo. Acreditando que o Governo procura um parceiro que potencie a empresa e assegure a manutenção de Lisboa como o hub de ligação aos demais continentes para onde a TAP voa, e pretende vender-lhe a sua posição ao melhor preço, porque insiste então em avançar com um processo de privatização que se encontra viciado à partida?

Pergunto-me se o Estado alemão quando vendeu a participação que tinha na Lufhtansa o teria feito nestas condições. Tendo a ‘troika' flexibilizado o prazo de cumprimento do défice e não podendo serem utilizadas as verbas das privatizações para abater ao défice publico, o argumento da urgência cai por terra. Questiono-me também se o regulador (INAC) está preparado para exercer a nova missão de assegurar o cumprimento do interesse nacional após privatização, bem como, se não deveria haver uma maior articulação entre a privatização da TAP e da ANA. A experiência internacional demonstra que se optou por privatizar o operador aéreo antes da infraestrutura aeroportuária. Estas razões apelam a prudência e transparência nesta privatização e o bom senso dita a que seja negociado com a ‘troika' a obtenção de um prazo mais razoável. A TAP transporta nas suas asas a internacionalização da nossa economia, a ligação ao mundo lusófono, a promoção do nosso turismo, a atractividade do nosso território e confere uma centralidade geoconómica à nossa periferia europeia. Mais do que vender uma empresa, estamos a procurar um parceiro para potenciar um símbolo nacional e uma alavanca da nossa economia.» [DE]
   
Autor:
 
João Dias.   
    
     
 Os contribuintes vão pagar os maus negócios da banca
   
«Os contornos da proposta são ainda pouco definidos. Haverá uma titularização de créditos (junção de todos os empréstimos) com vista à sua venda, através de um fundo de investimento, nos mercados internacionais. Não se sabe ainda se esta operação terá a garantia do Estado e se será feita com o recurso ao dinheiro que a troika disponibilizou para recapitalização da Banca (ainda sobram seis mil milhões de euros).
   
"Trata-se de uma solução que resolve o problema das imparidades de muitos bancos", afirmou ao CM um responsável por uma das maiores instituições financeiras a operar em Portugal, que considera "que não existe uma bolha imobiliária no nosso País. O que temos é um problema de mercado. A verdade é que hoje em dia praticamente não se vendem casas".» [CM]
   
Parecer:
 
É lindo como este governador que não se cansa de sugerir que se lixem os portugueses, que gasta 40 milhões em obras luxuosas na hora de ajudar os pobres banqueiros deixa no ar a hipótese de o Estado garantir os negócios sujos da banca. Perdeu-se a vergonha na cara e já não há limites para lixar o povo português, está entregue aos bichos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se de nojo e pergunte-se ao governador do BdP quando é que a sua instituição é tranaparente e publica as remunerações dos seus funcionários.»
      
 A América na Idade Média
   
«A cerca de duas semanas das eleições presidenciais norte-americanas, Mitt Romney demarcou-se, esta terça-feira das declarações de um candidato republicano ao Senado, que afirmou que " a gravidez resultante de uma violação é uma vontade de Deus".
   
Segundo a agência France Press, a gaffe do candidato pelo estado de Indiana, Richard Mourdock, para quem a gravidez resultante de uma violação é "uma vontade de Deus", deu a oportunidade ao presidente Barack Obama de atacar o seu rival Mitt Romney em relação à sua visão sobre os direitos das mulheres, numa altura crucial em que os norte-americanos estão quase a ir a votos (6 de novembro) para escolher o novo presidente.» [DN]
      
 CDS usa suplentes para jogar com o Gaspar
   
«A audição parlamentar ao ministro das Finanças teve um convidado surpresa: Telmo Correia. Coube ao deputado e ex-ministro do Turismo fazer resposta do CDS a Vítor Gaspar, já que o deputado habitual nesta comissão – João Almeida – não esteve presente. "Está em trabalho parlamentar fora do país”, garantiu ao Dinheiro Vivo/Diário de Notícias fonte do grupo parlamentar do CDS.» [DN]
   
Parecer:
 
O Paulo Portas está em local incerto, o grupo parlamentar manda os mais agressivos fazer parlamentar, que fará o CDS na sua tarefa de amaciar o extremismo de Gaspar?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Mais um bocado de barro atirado à parede
   
«O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Luís Pedro Mota Soares, admitiu hoje que a redução do limite mínimo para o subsídio de desemprego pode não avançar por causa da "menor aceitação" por parte dos parceiros sociais.» [DN]
   
Parecer:
 
Este governo alem de merdoso e medroso chega a ser ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 O Gaspar já refere os multiplicadores
   
«A magnitude dos multiplicadores orçamentais é de "cerca de 0,8", afirmou Vítor Gaspar, acrescentando que houve o "reconhecimento de um efeito significativamente maior do que tinha sido considerado anteriormente".
   
O ministro, que fala no Parlamento sobre o Orçamento do Estado para 2013, sublinhou que os resultados da análise feita pelo Fundo Monetário Internacional ao impacto das políticas de austeridade no desempenho económico "já foram tomados em conta no âmbito da quinta avaliação regular".» [DE]
   
Parecer:
 
Mas continua a aldrabar nos dados para poder mentir nas receitas fiscais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo desastre em Maio de 2013.»
   
 O Gaspar é porta-voz da troika
   
«O ministro das Finanças afirmou hoje que os limites do défice e da dívida para este ano e para o próximo estão a chegar ao limite de tolerância da ‘troika’, e, como tal, não existe margem de manobra.
   
"É efetivamente claro na documentação que acompanha o quinto exame regular, que será conhecida brevemente, que os limites para o défice e dívida para 2012 e 2013 encostaram ao limite de tolerância das organizações internacionais", admitiu Vitor Gaspar, durante uma audição na comissão parlamentar de orçamento, finanças e administração pública.» [i]
   
Parecer:
 
O ministro das Finanças começa a exibir sintomas preocupantes, confunde cada vez mais o papel de ministro do governo de um país soberano com o de porta-voz da troika e ainda por cima refere-se à troika como se em vez de entidades fosse um exército romano de ocupação. O discurso do Gaspar faz-nos pensar que estamos na França de Vichy.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Indicadores de crescimento
   
«O consumo de gasóleo em Portugal passou em Agosto a acusar uma queda maior do que a da gasolina, combustível cujo consumo no mercado nacional até essa altura se vinha ressentindo mais da escalada de preços. 
   
O último relatório da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) revela que em Agosto o consumo anualizado de gasóleo se ficou pelos 4,79 milhões de toneladas, menos 9,3% do que um ano antes. Já o consumo de gasolina, com 1,24 milhões de toneladas, apresentava uma quebra em termos homólogos de 9,2%. » [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Não era o Gaspar que prometia crescimento em 202?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o triste destino da economia portuguesa.»
   
 O senhor Ulrich a queixar-se?
   
«Os consultores financeiros, maioritariamente estrangeiros, contratados pelo Ministério das Finanças para o plano de recapitalização e pagos pela banca privada, já “extorquiram” ao BPI 5,3 milhões de euros em apenas 12 meses, segundo afirmou o presidente do banco, Fernando Ulrich.» [Público]
   
Parecer:
 
O senhor Ulrich pensava que seria apenas o Estado a ser xulado por esses falsos consultores da troika? Toca a pagar ao pessoal contratado pelo amigo Gaspar ó Ulrich!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada..»
     

   
   

  

   

   

  


   
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