sábado, novembro 03, 2012

Ajudar incompetentes e gandulos?


Seguindo o mais puro raciocínio do liberalismo económico tão do agrado dos imbecis que nos governam e de alguns empresários mais oportunistas que o apoiam tudo o que é feito em prol da competitividade apenas se justifica porque se pretende ajudar empresários, incompetentes, corruptos, gandulos ou oportunistas.
 
Veja-se o caso do grande Ulrich, que tanto se desdobra em declarações de poio a tudo o que sejam sacanices que se possam fazer ao povo, porque motivo está tão enrascado? Não lhe faltou quem investisse no BPI, o país foi um paraíso para o crédito ao consumo ou imobiliários, cobrou juros muito acima da média europeia e pagou salários bem inferiores, fartou-se de se encher com comissões e ainda se socorreu da zona franca da Madeira para ajeitar os impostos. Se com todas estas benesses o BPI está quase sem lucros e a precisar de ser recapitalizado isso só pode justificar-se pela má gestão do banco, pela incapacidade dos seus gestores terem lucro em condições de maior competitividade. Se o senhor Ulrich precisa da ajuda do Estado é porque como banqueiro não vale grande coisa.
Quem ouve a nossa direita falar fica com a sensação de que todas as empresas portuguesas estão falidas ou à beira da falência, que carecem dos negócios corruptos do Estado ou que só sobrevivem se em vez de assalariados puderem contar com escravos. Mas não é assim, há muitas empresas de formação que nunca precisaram nem precisam da ajuda dos Miguel Relvas da política para fazem negócios, que não metem os Catrogas nas administrações, nem vão ao Ulrich pedir dinheiro para os seus negócios.
 
Aliás, o próprio governo destes liberais tem um discurso contraditório, num dia elogia o desempenho dos exportadores e chama a si o louro do trabalho alheiro atribuindo à sua política o aumento das exportações. No dia seguinte propõe-se roubar um vencimento a cada trabalhador para o entregar ao patrão para que este seja competitivo. Se os que exportam e os muitos que apesar da crise e dos disparates governamentais ainda são competitivos começa a ser evidente que o que este governo pretende não é estimular a competitividade, promover a multiplicação de empresários competentes e competitivos.
 
A política deste governo de liberais da treta nada tem que ver com os empresários competitivos, as suas políticas visam ajudar os enrascados e entre estes em especial os velhos amigos, os que deixaram de ter negócios corruptos com o Estado, os que só são capazes de ter lucros com escravos, os que esgotaram os seus recursos usando o cartão visa nas casas de putas.
 
Não admira que quando muitos empresários rejeitaram a ajuda da TSU porque a sua consciência o impedia de roubar os seus próprios trabalhadores, os nossos governantes não tenham esquecido a raiva em relação aos empresários cuja competitividade não depende de políticos corruptos. O primeiro-ministro atirou-se ao Belmiro de Azevedo em plena conferência de imprensa e o Moedas ameaçou-os com a concorrência dos empresários que não pagam salários e que iriam sobreviver com a ajuda das políticas governamentais selectivas.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
   Foto Jumento
 

Render da guarda no Palácio de Belém
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento



Ilha de Bolama, Arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau [Morgas]
 

   
O estado em que estamos [A. Cabral]   

Jumento do dia
   
Vítor Gaspar
 
Quanto tempo tardar´o senhor Vítor Gaspar a prestar os devidos esclarecimentos sobre o negócio do BPN em que estranhamente o Estado foi lesado em pelo menos 12 milhões de euros? Ou Vítor Gasparr mais o apêndice do António Borges explicam muito bem esta situação e demonstram que havia razões técnicas para o preço pelo qual foi vendido ou pedem a demissão.
       
 Uma pergunta ao senhor Ulrich

Excelência, se a coisa der para o torto e o povo não aguentar a austeridade que defende e isto resvalar para a pancadaria e no pressuposto de que com  toda a sua riqueza vai a tempo de fugir, prefere ir de carro ou de avião? É só para não perder a oportunidade de lhe ir fazer adeus e limpar a rua do seu xixi feito do melhor champagne..

 Eu também quero entrar no negócio das privatizações

  

Começa a perceber-se a veia privatizadora e liberal, o mais troikismo do que a troika em matéria de privatizações. Só no BPN o Estado perdeu pelo menos 12 milhões. Mas podemos estar descansados, como acabou a impunidade o processo já deverá estar a caminho do Ministério Público e muito em breve o sindicato dos magistrados tomará posição e deverá ser o Marques Mendes a informar que foi o governo a solicitar a investigação.


  
 Ai aguenta, aguenta
   
«O País aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta!" Que o banqueiro Fernando Ulrich se tenha sentido na obrigação de vir a terreiro para, do alto da recapitalização garantida do seu banco, ameaçar o País nestes termos é revelador. Ao dizer o que disse e como disse, ele foi o porta-voz do misto de desespero e cinismo de uma elite económica e política que vê chegado o tempo da queda das máscaras. Primeiro caiu a máscara da salvação do País da bancarrota, disfarce de uma estratégia que não tem feito outra coisa senão levar o País justamente para a insolvência sem remissão. Depois caiu a máscara dos "efeitos inesperados", com a qual o Governo quis camuflar a sua aposta deliberada no desemprego como chantagem sobre o emprego e os salários e na espiral recessiva como desígnio para uma suposta periferização virtuosa da nossa economia. Nem salvação nem desvios imprevistos - apenas estratégia, fria e implacável, de aplicação do dogma liberal.
   
O Orçamento esta semana aprovado é incumprível e foi precisamente para o ser que o Governo o fez como fez. Na lógica animada pela obsessão ideológica do Executivo, a operação de reengenharia da sociedade portuguesa ainda vai a meio. Vítor Gaspar exprimiu-o com clareza na imagem da maratona e da não desistência aos 27 quilómetros. Ulrich, com menos paciência para metáforas do que Gaspar, foi direito ao assunto: "Ai aguenta, aguenta!" O patamar de austeridade e empobrecimento já atingido não chega para os propósitos da direita económica e social que tem em Passos e na sua equipa os seus políticos de serviço. É tempo de passar à segunda fase do plano. Não é outro o sentido da proclamação da enigmática "refundação" do memorando de entendimento com a troika pelo primeiro-ministro. Flagelado e deixado exausto o tecido social, é agora o tempo de passar ao desmantelamento completo dos serviços públicos e dos direitos sociais. Agora cairá uma última máscara: "Cumprir as metas" em 2013 vai significar 3,5 mil milhões de euros a menos em saúde, educação e segurança social. Tão simples e cruel como isso.
   
Agradeçamos a Fernando Ulrich a clarificação inequívoca do horizonte pretendido por esta operação. Diz ele: o desemprego na Grécia "já está em 23,8% e chegará aos 25,4% no próximo ano. Apesar disso, os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho mais de veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos." O recado não podia ser mais cristalino: os gregos estarem vivos é a prova de que, austeridade em cima de austeridade, um povo pode viver sem direitos, sem proteções, sem mecanismos de equilíbrio, sem nada. Apenas com a vida nua. "Estão vivos" - diz Ulrich - apesar de tudo lhes ter sido tirado (ou, em linguagem mais cara ao banqueiro, de os seus custos terem sido eficientemente minimizados), estão vivos apesar de não terem emprego, de não terem como pagar os cuidados básicos de saúde, de não poderem pagar o crédito à habitação - e se eles estão vivos apesar de tudo isso, não nos venham com lamechices de que o povo português já não aguenta mais austeridade. Ai aguenta, aguenta!» [DN]
   
Autor:
 
José Manuel Pureza.   

 Duas cidades
   
«Este é o pior dos tempos e este é o melhor dos tempos. No Portugal à beira de 2013, transido de pavor e desalento perante o que aí vem, a abertura de História de Duas Cidades, de Dickens (ao qual vale pena a pena voltar para recordar - ou aprender - o que é uma sociedade, a da Inglaterra do século XIX, pré-Estado social), ecoa as duas perspetivas sobre o que está a acontecer. De um lado os que sabem que os aumentos de impostos e os cortes na despesa social vão pôr toda a sua vida em causa, de outro os que, sem sequer disfarçarem, esfregam as mãos perante o que veem como um ajuste de contas com o passado pelo qual, percebemos agora, tanto ansiavam.
   
Um ano e três meses após a posse deste Governo estamos perante a sua, digamos, verdade nua: a determinação de desmantelar o conjunto de políticas que constituem o cerne da construção estatal e social da democracia portuguesa. Há até quem creia que a aparatosa incompetência do ministro das Finanças, a sua incapacidade de acertar uma única previsão ou cumprir uma única meta redobrando a seguir a dose da mesma receita falhada é, só pode ser, parte de um plano diabólico para nos deixar a todos tão de joelhos com sucessivos aumentos de impostos que o corte das funções sociais do Estado nos surja como "única saída". É uma hipótese interessante para explicar tanta arrogante azelhice, mas o certo é que para a decisão que temos de tomar pouco importa que Gaspar e Passos sejam alucinados incapazes de perceber que a receita não funciona ou estejam a aplicá-la precisamente porque conduz o País para a ruína sobre a qual planeiam reconstrui-lo novinho em folha.
  
O contrato eleitoral entre os partidos da maioria e o País foi quebrado. PSD e PP não submeteram a escrutínio o aumento incessante de impostos e o desmantelamento do Estado social. Pelo contrário: sabendo que isso implicava um resgate, Passos e Portas rejeitaram o PEC IV por "não aceitarem" subir mais impostos e (não esquecer esta parte) cortar mais nos apoios sociais. Não sabiam, Passos e Portas, que a esmagadora maioria dos gastos do Estado, juros da dívida à parte, são despesas sociais e salários com elas relacionados? Devem demitir-se por manifesta e inaceitável impreparação. Sabiam? Agiram de má-fé. Mentiram.
  
Todos os políticos mentem e prometem o impossível - diz o coro do costume. Bom, nesse caso esta é uma belíssima ocasião de nós, o povo, tornarmos claro que mentiras e promessas vãs não são aceitáveis. E em que cidade queremos viver. A de Dickens, onde se trabalha por meio pão, a escola é para quem pode pagá-la, os pobres doentes morrem na rua e os "vadios" vão para os trabalhos forçados, ou a que construímos - construímos, sim - em 38 anos de democracia. Só por isso, por nos fazer presente que o que temos não caiu do céu, não esteve cá sempre e pode perder-se se nada fizermos, este pior dos tempos pode ser também o melhor.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
      
 Milagres e aazares
   
«Almada Negreiros dizia que os povos têm qualidades e defeitos e aos portugueses só faltam as qualidades. Almada tem razão. As nossas qualidades são escassas, os defeitos são muitos e pesados. Destaco um. Os portugueses não gostam de pensar. Pelo menos aquele pensar racional que assenta no conhecimento científico. Dominam os palpites, o acho que, o parece-me que. Os poucos estudos que se fazem não servem para nada. Quem mais precisaria deles para tomar decisões não os lê, não tem tempo, nem paciência. Está em reunião.
   
É por isso que os governos, entidades e empresas falham sistematicamente as suas previsões. A coluna positiva é empolada, a coluna negativa desvalorizada. É tudo aleatório. Vide o mais recente produto da fantasia nacional: o orçamento do estado para 2013. O governo prevê uma recessão de 1%. Este ano foram quase 3… 
   
Esta incapacidade de pensar científico não é uma mera incompetência, que seria mais fácil de superar, mas uma maneira de ser, um modo de funcionamento, uma cultura. Os portugueses não apreciam a lógica, não são pragmáticos, não olham para as coisas objetivamente. Veja-se a endémica dificuldade com a matemática. Criámos, ao longo dos séculos, uma cultura do improviso e do desenrasca, suportada pela crença no sobrenatural que leva uma ministra a rezar para que chova. Ou um gestor a promover uma missa para agradecer, ao além, os lucros obtidos pela sua empresa. O país oscila entre os milagres e os azares. 
   
O governo falhou todas as metas e previsões porque, embora se apresente como tecnocrata e use uns modelos topo de gama, tem revelado uma impressionante inépcia. Exemplo. Não se pode baixar o rendimento dos cidadãos, subindo em simultâneo o IVA na restauração, e esperar que muita gente acorra aos restaurantes gerando mais receita fiscal. Não dá. Não se pode reduzir drasticamente o rendimento dos portugueses, ou seja, a sua capacidade de consumo, e esperar que as empresas prosperem. 
   
Se o objetivo é fazer uma purga social e económica, então a receita Coelho/Gaspar tem sido um sucesso. Cada vez mais portugueses são expulsos da economia e mais empresas fecham. 
   
Falta, contudo, explicar como é que este brusco empobrecimento geral vai levar à riqueza no futuro próximo. Onde estão os estudos sobre o impacto social e económico destas medidas e as suas implicações no futuro próximo? Ou será que tudo não passa de palpites e o famoso modelo "xpto" do ministro Gaspar é afinal um baralho de cartas Tarot?
   
A ausência de uma abordagem objetiva e científica dos problemas não é exclusiva do governo. Na classe política predomina o emotivo face ao racional. O debate parlamentar, que devia ser um paradigma de excelência, é genericamente medíocre. Raramente se superam os trocadilhos e os insultos. A argumentação é pouco ou nada fundamentada e assenta, sobretudo, numa cada vez mais vaga ideologia. O PSD ainda é social-democrata? O PS ainda é socialista? O PC ainda é comunista? O Bloco ainda é trotskista? E o que quer isto dizer no tempo da Internet e das redes sociais? Alguém explica? 
   
Quanto a trabalho objetivo realizado pelos deputados, também pouco se sabe. Onde estão os estudos? Onde está a investigação séria que suporta debates, posições e decisões? No "site" do parlamento não está certamente. É admirável e muito elucidativo que dos 230 deputados só 17 apresentem aí páginas pessoais. E mesmo essas… As dos cinco deputados do Bloco reenviam para o "site" do grupo parlamentar, ou seja, não são pessoais. Um deputado do PSD tem um vírus na página e esta é, felizmente, bloqueada. As restantes não têm o mínimo interesse. Biografias, fotos e uma ou outra intervenção irrelevante. Dinamismo e informação útil zero. 
   
Não admira. Os partidos preferem os comícios, se possível com caldo verde. Os chamados "gabinetes de estudos" não estudam nada, servem para gerir vaidades. 
   
Portugal está com um grave problema. Um dos maiores de sempre. Agravado pelo facto do governo fazer o que lhe mandam e a oposição não fazer nada. Ninguém se mostra capaz de pensar com objetividade sobre a forma de sairmos desta deplorável situação. Para a maioria, trata-se de um azar que só se resolve com um milagre.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Leonel Moura.
     
 Ricos proprietários
   
«1. Um proprietário que tenha uma bela casa, com valor fiscal de um milhão de euros, vai pagar uma taxa de solidariedade de pelo menos 5.000 euros este ano e 10.000 euros de 2013 em diante. Um grande proprietário, que tenha um portefólio de dez, 20 prédios, no valor de nove milhões de euros, não pagará taxa de solidariedade nenhuma, apesar de ser bem mais abastado do que o primeiro. Faz sentido?
   
Não faz, mas é o que resulta do novo "pacote para os ricos" que entrou esta semana em vigor. A nova lei vem dizer, entre outras coisas, que quem tenha imóveis destinados à habitação com um valor patrimonial tributário igual ou superior a um milhão de euros terá de pagar uma taxa extra, em sede de imposto de selo. Esta taxa será de 0,5% ou 0,8% este ano e de 1% de 2013 em diante, e acumula com o IMI. Contudo, faz incidir a tributação sobre cada prédio, em vez de recair sobre o conjunto dos valores patrimoniais tributários dos prédios afectos à habitação. 
  
Ou seja, quem tenha uma rica propriedade, é castigado. Quem seja um rico proprietário fica de fora, desde que cada imóvel individualmente considerado não toque no limite mágico do um milhão de euros.
   
Corolário desta habilidosa forma de legislar: o importante não é taxar os ricos, é fazer parecer que os ricos são tributados. 
   
2. Depois de um ano de perseverante pressão junto da ministra Assunção Cristas, as associações de proprietários lá conseguiram que os senhorios passem a pagar uma taxa de IRS à cabeça, de 28%, em vez de englobarem as rendas com as pensões ou salários. Ao lançar-se mão de uma taxa especial, e não liberatória, são concedidos aos senhorios todos os direitos que tinham até aqui, nomeadamente a possibilidade de deduzirem ao IRS as despesas com obras nos edifícios, o IMI e o imposto de selo. 
   
Argumentam as associações de proprietários e o Governo que ninguém sai prejudicado deste processo. Quem paga IRS sobre os restantes rendimentos acima de 28% sai a ganhar, e tem até um estímulo a passar a colocar os prédios no mercado legal (numa honesta admissão de que há muito e bom senhorio a receber rendas clandestinamente). Quem paga IRS abaixo de 28% pode sempre "optar" por englobar as rendas, como até aqui. Mas trata-se de uma retórica falaciosa. 
  
Primeiro, os senhorios que peçam para englobar as rendas, serão obrigados a englobar todos os outros rendimentos que aufiram nesse ano, nomeadamente juros de depósitos, certificados de aforro e outras poupanças, dividendos e mais-valias mobiliárias. Depois, será preciso que, todos os anos, antes de entregarem a declaração de IRS, façam as contas para ver se pagarão mais ou menos de 28% de IRS para fazerem a escolha. E, optando pelo englobamento, que declarem ao Fisco quanto já pagaram de juros a título de retenção na fonte nos restantes rendimentos sujeitos a taxas liberatórias e especiais. 
   
Se para os cidadãos mais informados o cálculo do IRS já é um pequeno quebra-cabeças, imagine-se o que isto representará para pessoas com baixo nível de literacia financeira e pouca habilidade a manusear simuladores electrónicos. 
   
Corolário de mais esta habilidade tributária: os senhorios mais abastados, que declaram as rendas, terão um alívio jeitoso na sua factura fiscal. Os mais remediados têm o privilégio da escolha: ou pagam mais IRS ou metem-se no cabo dos trabalhos.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Elisabete Miranda.
   
     
 Notificado como deve ser!
   
«As Finanças notificaram no mesmo dia um contribuinte com um total de 115 cartas registadas com aviso de recepção. A primeira reacção de Ângelo Lopes Afonso foi um enorme susto, mas logo a seguir surgiu o alívio e uma grande vontade de rir. É que, depois de passar cerca de uma hora e meia nos CTT a assinar as cartas, este taxista constatou que, afinal, o conteúdo da resma de envelopes era precisamente o mesmo.» [CM]
   
Parecer:
 
Acontece.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 A grande novidade do dia
   
«A agência de notação financeira Fitch acredita que Portugal vai demorar mais tempo do que o previsto a regressar aos mercados de financiamento internacionais e que necessitará mesmo de um segundo resgate.
   
"O nosso entendimento é que Portugal vai receber mais ajuda oficial antes de regressar aos mercados", afirma a agência de notação financeira Ficth, em comunicado.A agência justifica o entendimento de que Portugal vai demorar mais tempo a regressar aos mercados do que Setembro de 2013 (o objectivo inicial) com as fracas perspectivas económicas, a dimensão do ajustamento orçamental e a natureza "frágil" da dívida soberana da zona euro.» [DE]
   
Parecer:
 
Parece que só a Fitch é que não percebeu que a última coisa que o Gaspar quer é que Portugal volte aos mercados antes de ele poder da o seu golpe na sociedade portuguesa, à margem da Constituição e da vontade do povo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acordai!»
   
 De vento pela popa a caminho do abismo
   
«A taxa de juro implícita na dívida portuguesa a 10 anos está a subir 31 pontos base para 8,505% e regista uma nona sessão consecutiva de agravamento segundo as taxas genéricas da Bloomberg para o mercado secundário. A emissão a 10 anos acumula uma subida de 95,2 pontos base desde dia 22 de Outubro, quando renovou um mínimo desde o primeiro trimestre de 2011 nos 7,556%. 
   
A taxa de juro a cinco anos ascende 50,6 pontos base para 7,035%, enquanto a taxa de juro a dois anos avança 45,1 pontos base para 5,682%. 
   
A subida dos juros portugueses ocorre no mesmo dia em que as taxas implícitas na dívida Alemanha estão em alta, com os dados do emprego nos EUA a promoverem o apetite dos investidores pelo risco. A taxa das obrigações alemãs a 10 anos (“bunds”) avança dois pontos base para 1,47%. » [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Obrigado grande Gaspar!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se ao ministro das Finanças.»
   
 Já nem o Youtube suporta as mentiras do PSD!
   
«Um vídeo divulgado pelo PSD nas redes sociais foi removido, segundo o YouTube, «por violação da política do YouTube relativa a spam, esquemas e conteúdo comercialmente enganador».
   
«É preciso que Portugal produza, exporte, gere riqueza. É preciso que todos os portugueses participem. É preciso que Portugal não pare! Não deixe que pensem por si». A mensagem publicada esta tarde na página dos sociais-democratas no Facebook remetia para um vídeo que elencava as medidas propostas pelo Governo para a dinamização da economia. 
   
No entanto, o filme já não se encontra disponível no YouTube, onde estava alojado. Em seu lugar, surge uma mensagem embaraçosa: «Este vídeo foi removido por violação da política do YouTube relativa a spam, esquemas e conteúdo comercialmente enganador».» [Sol]
   
Parecer:
 
Pobre sôr Álvaro, já nem o Youtube o leva a sério.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 A Merkel não manda aqui
   
«O movimento "Que se Lixe a Troika"convocou hoje uma manifestação para o dia 12, segunda-feira, em Lisboa, sob o lema "A Merkel Não Manda Aqui", para repudiar a presença em Portugal da chanceler alemã.

A concentração está marcada para as 16:00, no Largo do Calvário, seguindo o protesto para os jardins de Belém, frente à Presidência da República.
  
Os autores da iniciativa defendem que a presença de Angela Merkel em Portugal, a 12 de novembro, deve merecer "todo o repúdio" da sociedade, em particular num momento social e economicamente crítico como o que o país atravessa.
   
"Nas vésperas de uma greve geral internacional contra a austeridade e os governos que a implementam, diremos nas ruas à sua passagem: Que se Lixe a Troika, a Merkel Não Manda Aqui", lê-se num comunicado hoje emitido.» [DN]
   
Parecer:
 
Lá estaremos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a Merkel à fava, para não dizer à bardamerda pois ainda que feiosa e com de cheirar a cavalo ainda é uma senhora.»
   

   
   

  

   

   

  

sexta-feira, novembro 02, 2012

Gaspar, o espertalhão


Desde que Vítor Gaspar chegou a ministro das Finanças que a política económica é errática, quando seria de esperar pois está balizada por um memorando de entendimento com a famosa troika. Os objectivos da política económica do Gaspar não duram um semestre e às vezes até mudam em menos de um mês, como sucedeu com a TSU. Os Orçamentos de Estado estão aldrabados pois assentam em falsas previsões que inflacionam as receitas fiscais, dando depois lugar a desvios colossais.
 
Com Vítor Gaspar como ministro das Finanças é impossível acreditar nos instrumentos financeiros do Estado, não se pode confiar nos objectivos da política económica, não se pode confiar no discurso político pois se num dia o ajustamento é um sucesso, no dia seguintes diz-se que não há alternativa a um aumento brutal de impostos. Apresenta-se um orçamento com a garantia de que no segundo semestre do ano seguinte haverá crescimento e criação de emprego, mas ainda antes do seu debate no parlamento já se diz ser necessário um plano B e a destruição de conquistas civilizacionais que levaram décadas a construir.
 
Portugal não tem uma política económica coerente em que os cidadãos e os investidores possam confiar, não tem um projecto político transparente em que o país possa acreditar. O país anda ao sabor de um projecto político de um ministro inexperiente, que aparente um total desprezo pelo sofrimento que inflige aos seus concidadãos e que até ao momento se tem revelado um falhanço.
 
O mais curioso é que a troika confia neste ministro, elogia orçamentos falhados, faz chantagem para que sejam aceites políticas desastrosas e diz que não há alternativas Às ideias erráticas. Chega mesmo ao ponto de revelar desprezo pelos partidos da oposição, incluindo um dos signatários do memorando, e ao contrário do que garantia quando o memorando foi assinado pela troika agora despreza os valores constitucionais do país. Com Vítor Gaspar como ministro parece que a troika revela o mai dos desprezos pelo país, acha que pode fazer o que quer porque tem alguém que consegue impor a sua vontade ao país.
 
Para sobreviver o ministro das Finanças conta com a má imagem e pouca credibilidade do primeiro-ministro. A ideia da TSU foi de Víotr Gaspar mas acabou por ser o Passos Coelho a levar com as culpas, depois foi o Gaspar que convocou uma conferência de imprensa para dar ares de que com a sua inteligência ia esclarecer as argoladas de Passos Coelho.
 
Vítor Gaspar tem sido exímio em fazer passar para Passos Coelho a responsabilidade pelas suas argoladas, tem tido a arte de manipular o primeiro-ministro. Não foi Vítor Gaspar que inventou o falso desvio colossal, foi Passos Coelho, coube ao ministro explicar o que o primeiro-ministro não conseguiu explicar. Tem sido assim com todos os truques, como o golpe da TSU ou o aumento brutal do IRS que serve para encobrir o falhanço colossal do OE 2012.
 
Passos Coelho é o primeiro-ministro ideal para o projecto de Vítor Gaspar, não percebe nada de política económica e engolde tudo, é manipulável e dá a cara pelos erros alheios, é vaidoso e gosta de anunciar novidades mesmo quando são brutais, tem uma imagem de fragilidade intelectual que faz dele um excelente mata-borrão para as asneiras alheias. É por isso que apesar de o país estar à beira do colapso graças às ideias e idiotices de Vítor Gaspar este continua a dar ares de grande inteligência enquanto o primeiro-ministro é um cadáver político que ninguém quer reclamar.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
   Foto Jumento
 

Orquídea do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Barcelos [A. Cabral]   
 
Jumento do dia
  
Marques Mendes
 
O ainda e malfadado primeiro-ministro é um homem que só funciona com tutores  tem um tutor de carreira que é o Ângelo Correia, um totor para os negócios em António Borges, um tutor para coisas que ninguém sabe que é o Dias Loureiro, o Relvas é o tutor para a sua carreira académica e agora o Ganda Nóia é o tutor para a comunicação institucional.

Passos Coelho deixou de falar ao país depois de ter ficado com o peito em pedaços por o ter dado às balas da famosa TSU, agora é o Ganda Nóia que dá as novidades e um assessor governamental confirma. O Chefe Gaspar mandou rever as funções do Estado, Passos Coelho obedeceu mas como não pode dizer que quer dar um golpe na Constituição chamou ao golpe de Estado refundação do memorando, mas quando percebeu que há tribunais, polícias e militares e que não é tempo de se darem golpes de Estado percebeu que tinha de fazer algumas reestruturações no Estado.

A palhaçada disto tudo está no facto de essas reestruturações estarem já no memorando com a troika e se não foram feitas é porque o governo assim o decidiu. É o caso, por exemplo, da reforma das autarquias de que o Relvas se esqueceu ou da cobranças das contribuições que o Marco António parece preferir que fiquem por cobrar do que sejam cobradas pelo fisco pondo fim a uma imensa máquina estatal que nada faz.

Isto não é governar, é uma palhaçada e o espectáculo até já tem bobo da corte a quem cabe alegrar o povo com umas novidades governamentais.
 
«O Governo começou há uma semana um conjunto de reuniões com alguns técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para preparar a reforma do Estado, revelou um membro do Governo, confirmando a informação revelada ontem à noite pelo ex-líder do PSD, Marques Mendes, no programa 'Política Mesmo', da TVI 24.» [CM]
 

  
 Perguntas à Pitonisa de Passos
   
«Marques Mendes é uma espécie de pitonisa do Governo (para quem não sabe, a Pitonisa era a sacerdotisa do oráculo de Delfos, na Grécia antiga, que, em êxtase, traduzia para os comuns mortais as profecias dos deuses). Foi ele a revelar que o FMI está em Portugal para ajudar o Governo na reforma do Estado, tendo já visitado dois ministérios: o da Administração Interna e o da Defesa.
  
Gostaria de perguntar a Marques Mendes que mais sabe ele, na sua direta relação com os 'deuses' que valha a pena partilhar connosco, simples mortais. Por exemplo, se a iniciativa partiu da troika? Se do FMI? Se do próprio Governo? Se foi por isso que Passos Coelho escreveu ao PS? Se o fez mandado pelo FMI? Enfim, se o Governo ainda existe...
  
É que ter um Governo que se propõe tomar medidas de fundo das quais os outros partidos, os parceiros sociais e os próprios cidadãos tomam conhecimento através de um comentador que, por mero acaso, é ex-líder do PSD, começa a ser um pouco ridículo. A seriedade de processos também se mede nestas pequenas coisas. » [Expresso]
   
Autor:
 
Henrique Monteiro.   

 Passos+Relvas+Dias Loureiro
   
«Parece que discutir o Orçamento do Estado é a coisa mais importante para o futuro do país, mas não é bem assim. Insisto num ponto: a maioria dos portugueses não saem do transe em que estão (pós TSU) por não terem confiança em quem está ao leme deste barco. Os sacrifícios não adiantam se não há um rumo e uma moral coletiva. Cada dia que passa é menos um e o ar torna-se irrespirável.
   
Por isso é relevante trazer à liça um facto que tem espantado os corredores da política em Lisboa - a de que Dias Loureiro é uma figura cada vez mais próxima e influenciadora das decisões do primeiro-ministro. Ora, com o currículo como o de Loureiro (figura atolada no escândalo BPN e na utilização de offshores como poucos), trata-se de um despudor total. Uma espécie de exibição de um poder despótico, sem controlo nem respeito pelos cidadãos.
   
Clarificando as coisas: teremos então a tríade "Relvas-Borges-Dias Loureiro" como conselheiros para as privatizações, nomeações estratégicas e alterações legislativas? Se é assim eu prefiro que o Governo caia, por muitos riscos que possam existir de imediato para o país. Porque, com estas cabeças, evidentemente a defesa do bem público não está garantida. Jorge Sampaio, com menos caos social, pôs Santana Lopes na rua, e bem.
    
Não há ilusões de que os sacrifícios estão para durar, mas é preciso acreditar em alguém - e está difícil. António Costa preferiu o conforto da tática política do que assumir-se como natural líder da Oposição, que é, desde a saída de Sócrates. Passou pouco mais de um ano e, afinal, já teria o país na mão. Mas agora não pode avançar.
   
Isto gera o maior obstáculo de todos: nem eleições salvam a situação porque Passos e Seguro parecem intransponíveis. Sem eles teríamos à frente do PSD e PS provavelmente Paulo Rangel e António Costa. Mas os dois jotas não saem da frente. Portanto, isto só parece resolver-se através de Cavaco, mas o presidente da República continua apenas a enviar sinais de fumo aos índios. E não avança - com Miguel Cadilhe, Rangel ou alguém em quem confie.
   
Daí a gravidade de misturar o problema do Orçamento de Gaspar com o caos de liderança. A questão não está apenas na austeridade mas na credibilidade. O atoleiro em que o primeiro-ministro nos meteu depois da TSU de 7 de setembro coloca os portugueses entre a espada e a parede - e eles estão a escolher a espada, a luta, o caos social.
   
As pessoas falam de desperdícios que são simbólicos mas não fazem a mínima ideia de que isto não se resolve com as pequenas coisas. Todavia, cada um daqueles elementos de "despesismo" corresponde a uma ética. Repare-se: há 26 mil carros nos serviços públicos de todo o país. Faz sentido? E as reformas eternas, cumulativas, de quem esteve na política e tem muitos outros rendimentos? E há ainda as PPP e muitas outras rubricas da despesa... Tudo coisas em que é preciso tempo para se cortar bem. Mas já não se acredita que aconteça. Não há uma visão nova, fora do quadrado. É sempre a mesma receita: impostos.
   
Claro, o risco de tudo isto transbordar de forma incontrolável é o da saída do euro. Mas é exatamente por isso que creio valer a pena lutar já, para evitá-la. Porque, com jeito e seriedade, é possível renegociar com a troika, com os credores, tentar pensar no crescimento por via de menores aumento de impostos e não tanto pela lógica de despejar dinheiro em "setores", "empresas" (como sonha o Álvaro) ou através do investimento público, como quer a Esquerda. Para isso é preciso alguém, dentro da democracia, com uma ideia. E uma moral.
   
Sábado, fim da tarde: os noticiários da rádio passam Miguel Relvas a pedir sacrifícios aos portugueses: "Precisamos, acima de tudo, de espírito patriótico, trabalho e determinação". Isto no dia em que se soube que, da sua turbolicenciatura, fazem parte disciplinas que à data nem sequer existiam. "Espírito patriótico, trabalho e determinação"!!!, diz ele. Não há moral coletiva que resista a este Governo. Nem fígado.» [JN]
   
Autor:
 
Daniel Deusdado.
     
     
 Mais uma argolada de Passos
   
«O deputado socialista Pedro Marques comparou hoje o convite para o diálogo dirigido pelo Governo ao PS a "uma farsa", manifestando "indignação" por técnicos do FMI estarem a estudar cortes, que passam pelas "funções sociais do Estado".
   
"É uma farsa com um mau guião. O Governo diz que quer convidar o PS para um diálogo sério e afinal sabemos que já estão em Portugal os técnicos do FMI e até se conhecem com detalhe áreas onde cortar a despesa, que, na grande maioria têm a ver com cortes nas funções sociais do Estado", disse Pedro Marques à Lusa.
   
O deputado socialista referiu-se à informação veiculada pelo ex-presidente do PSD Luís Marques Mendes, na TVI24, na quarta-feira à noite, de que o Governo está a preparar a reforma do Estado anunciada pelo primeiro-ministro com técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) que já estão em Portugal, tendo tido reuniões nos ministérios da Administração Interna e Defesa.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Lá se vai o pretendido consenso e mais uma vez a troika esquece o memorando foi assinado por três partidos e não apenas pelos amigalhaços da extrema-direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se o governo e a troika à bradamerda.»
      
 Já nem o presidente da CGD respeita o homem de Massamá
   
«O ruído em torno do Orçamento do Estado para 2013 estendeu-se a uma outra medida avançada por Passos Coelho no primeiro dia de discussão parlamentar: a criação de um banco de fomento que teria como objectivo o financiamento das pequenas e médias empresas (PME).
   
Pedro Passos Coelho disse na Assembleia da República que já tinha dado instruções à Caixa Geral de Depósitos para avançar com o processo. Ontem, Faria de Oliveira, presidente da instituição afirmou“ não ter indicação nenhuma” nesse sentido.
   
Esta atitude de Faria de Oliveira é inédita, já que “entala” o primeiro-ministro numa altura em que os históricos do PSD se distanciam cada vez mais da política orçamental e económica do actual governo e que a própria privatização do banco estatal tem sido reiteradamente discutida na praça pública.
   
Esta também não seria a primeira vez que o Estado, único accionista da CGD, dá instruções concretas para o avanço de um instrumento deste tipo que acaba por nunca sair do papel. O ex-primeiro ministro José Sócrates também quis avançar com a constituição de um instrumento semelhante para Angola, a ser criado entre a própria Caixa e a Sonangol, que acabou por não chegar ao terreno por não haver capital.» [i]
   
Parecer:
 
A coisa está a icar feia para o governo incompetente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Governador do BdP quer reflexão profunda sobre gestão do Estado
   
«"Exige-se também uma reflexão profunda sobre o modelo de organização e gestão do sector público, que permita encontrar soluções indutoras de ganhos de eficiência na produção dos bens e serviços públicos, minimizando desta forma os impactos sobre a sociedade da redução dos recursos afectos às principais áreas de despesa", afirmou Carlos Costa, na abertura do ano lectivo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
A poucos dias de se ter sabido que gastou 40 milhões na sede do Banco de Portugal o senhor governador tinha o dever de andar caladinho e com o rabinho metido entre as perninhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que se cale e deixe o país em paz.»