sábado, dezembro 01, 2012

Ai aguentam, aguentam


Quando os funcionários públicos perderam 10% dos seus vencimentos, todos os outros portugueses ficaram calados, muitos aprovaram pois por um motivo ou outro odeiam o Estado. Somos um pais de empresas pouco competitivas e que fugimos ao pagamento dos impostos, mas exigimos ao Estado uma qualidade que não temos nas nossas empresas e queremos que o Estado nos dê aquilo a que nos furtamos a pagar.
 
Os meus amigos pensionistas deram-me palmadinhas de conforto nas costas, que a medida era justa. Mas quando cortou os subsídios aos funcionários e pensionistas os meus amigos substituíram as palmadinhas pelo ranger de dentes, ranger de dentes que aumentou de intensidade quando souberam que lhes ia ser igualmente aplicado o corte de 10%.
 
Mas se os pensionistas entraram no clube dos inúteis da sociedade portuguesa o sector privado ainda vivia fora da austeridade, Portugal passou a ser um país com dois sistema, de um lado o sector dos produtivos e do outro os dos inúteis, odiados pelos liberais do governo e eleitos para serem as vítimas da sociedade. Haviam estudos a provar que eram malandros e que ainda por cima ganhavam mais, enfim, eram uma espécie de gregos a viver em Portugal.
 
O Cavaco, um dos nossos colecionadores de pensões a cujo rendimento juntou o conforto de lucros asiáticos nas suas acções de uma empresa falida e gerida por criminosos, achou que não se tinha de preocupar com os direitos dos nossos “gregos”, estes eram ricos e não seria a eles que se referia quando dizia que haviam limites para a austeridade. Havia coisas mais importantes a tratar, como a libertação do Estado, de que a venda em regime acelerado do Pavilhão Atlântico foi o exemplo simbólico. Tudo estava a correr bem, o homem das finanças da campanha presidencial e emissário junto da candidatura de Passos Coelho já ganhava 50.000 na EDP e o Pavilhão Atlântico ficou na família a preço de saldo.
 
Só que a Europa arrastou os pés, os preços dos combustíveis subiram, os portugueses encolheram-se nas lojas, as exportações começaram a cair e o Álvaro não percebeu que os estivadores não tinham medo dele. As contas afundaram-se e estavam criadas as condições para o Gaspar seguir com a sua estratégia de transferência de riqueza, em vez de baixar a TSU, aumenta o IRS e baixa o IRC. A desvalorização fiscal dos trabalhadores para criação de lucros artificiais às empresas que não souberam ou não quiseram ser competitivas continua em marcha.
 
Afinal a estratégia do Gaspar não era lixar a Função Pública, era lixar todos os portugueses e quando se percebeu a manobra é o ai Jesus. Os mesmos jornalistas que escreviam artigos sugerindo uma ditadura do Gaspar, um salazarismo começado por “g”, estão agora indignados, vão provar da mesma receita que aprovaram quando era para consumo exclusivo de funcionários públicos. Todos os que apoiavam o Gaspar com ar de grande sacrifício, até parecia que sofriam todos de um abcesso no dente do siso, estão agora revoltados com o excesso de austeridade.
 
Sejam bem-vindos à austeridade. Aqueles que apoiaram o corte de mais de 30% do rendimento aos funcionários e pensionistas certamente que aguentam mais austeridade, como diz o Fernando Ulrich  "Ai aguentam, aguentam". E agora é a vez de os patrões exigirem que no privado hajam condições idênticas no Estado, aí não há cartões visas para despesas pessoais, carros de serviço nas garagens do supermercado, prémios no fim do ano, ou outras benesses.
  
Os portugueses estão caindo que nem patinhos na estratégia de Passos Coelho de impor o seu modelo neo-fascistas divindo os e lançando deliberadamente o país na maior crise financeira da sua história.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
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Arco da Rua Augusta, Lisboa
   
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Saudades dos preços antigos[A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Jerónimo de Sousa, aliado dos donos da EDP
 
Começa a ser tempo de os dirigentes do PCP terem o discurso de um presidente de uma das antigas repúblicas da ex-URSS, um líder de um pequenote partido vir dizer quem fica e quem não fica no seu governo está mesmo a precisar de um tratamento psiquiátrico nos antigos campos da Sibéria.
 
«"O país não está condenado ao rotativismo, da alternância sem alternativa", protagonizada "pelos partidos da troika". Jerónimo pediu eleições antecipadas, excluindo socialistas de uma solução de Governo.» [DN]
    
 Parece que fiz bem

Que me desculpem os meus amigos do PSD mas ainda não consigo olhar para o Passos Coelho e ver ali um primeiro-ministro, aquilo são ideias coladas com cuspo, argumentos de ocasião, o nível intelectual da sua conversa está ao nível da discoteca. Por aquilo que vou lendo fiz muito bem em não perder tempo a ver a entrevista que deu à TVI. Iria com mais esperança ouvir o merceeiro da esquina cantar ópera do que ouvir uma entrevista de Passos Coelho a falar do meu país, os meus concidadãos podem muito bem votar nele, mas eu nunca verei nele um líder político, só não percebo porque razão não acabou com a fantochada e em vez de dizer que o Gaspar era o n.º 2 dizia logo que o ministro das Finanças é mesmo o n.º 1 e que ele não passa de um Carmona sem farda e sem galões.

 Acabem lá com o recreio
 
Vá meninos, acabem lá com o recreio e expliquem aos portugueses como é ue vão brincar aos governos nos próximos meses. Digam lá se vão brincar aos professores e aos alunos e se estes pagam, não pagam ou co-pagam, está na hora de brincar aqui nesta turma de atrasados e ainda não sabe como querem brincar.
 
 Ser cliente do BCP é ajudar a direita mais conservadora

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 Obviamente
   
«O que é que deve levar à demissão de um primeiro-ministro que dispõe de uma maioria, se não estável, pelo menos que, com maior ou menor algazarra, protesto e ranger de dentes lhe viabiliza o Governo?
  
Não há de ser por, como já vi Soares dizer e escrever, porque lhe chamam gatuno na rua. Nem por, discurso sim discurso sim, evidenciar que quando distribuíram a sensibilidade andava de fisga às andorinhas (e ainda pergunta, o pobre, se tem um problema de comunicação); ou por sonhar com um país do homem-novo, onde toda a gente cria empresas em loop, sem salário mínimo nem "direitos adquiridos", e o Estado é um guichet para sem-abrigo.
  
Não será por assinar textos lacrimosos no Facebook - logo ele, que chama piegas aos portugueses -, por dizer que não se preocupa com a contestação porque as manifs portuguesas são pacíficas, nem sequer por (ainda que nos ferva o sangue) defender que "o desemprego é uma coisa por que infelizmente temos de passar". Tão-pouco por humilhar com gosto parceiro de coligação e presidente - não se pusessem a jeito.
  
Nem há-de ser por ignorar as censuras e avisos dos barões do partido, por passar a vida a mandar as culpas de tudo e um par de botas para o antecessor, ou por dizer que não é de fazer promessas - quando faz tantas e tão contraditórias que ninguém, muito menos ele, se pode lembrar de todas.
  
Nada disso. A demissão de um primeiro-ministro é algo de muito sério. Não se exige por desfastio, ao não lhe irmos com a cara ou as ideias, mas só e apenas quando se torna claro que é incapaz e indigno. Quando fica evidente que chegou ao poder através de um colossal e calculado embuste, negando o que tencionava fazer (Catroga, um dos autores do programa do PSD, revelou agora que o aumento de impostos foi rasurado do documento). Quando anuncia medidas incendiárias num dia para as retirar semana e meia depois; quando todas as suas previsões - todas, sem exceção - falham sem que sequer o admita ("tenho noção da realidade", escandaliza-se ele). Quando aumenta brutalmente os impostos e, perante o que todos menos ele e o seu Gaspar previam, a queda da receita fiscal, fala de "surpresa orçamental" - para a seguir voltar a fazer o mesmo, em pior. Quando toma medidas inconstitucionais e a seguir se queixa do tribunal que lho diz e o culpa por ter de tomar mais - e mais inconstitucionais. Quando se recusa a aproveitar a aberta da Grécia e a renegociar o acordo com a troika, mas não se incomoda em rasgar todos os compromissos assumidos com os eleitores e se prepara para, após anunciar a venda ao desbarato de todos os ativos nacionais, trucidar até o pacto social que funda o regime.
  
Demite-se um PM quando é mais danoso para o País mantê-lo no lugar que arriscar outra solução, por fraca e incerta que pareça. Quando cada dia que permanece no lugar para o qual foi eleito cria perigo para a comunidade. Demite-se um primeiro-ministro quando é preciso. É preciso.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 O 13.º ministro
   
«Que o Governo e os partidos da maioria tenham interesse em anestesiar os contribuintes para o maior aumento de IRS de que há memória em Portugal, é compreensível. Que seja o ainda sindicalista João Proença o promotor e facilitador desta habilidade fiscal já é um mistério insondável.
  
João Proença, o serpenteante líder da UGT que ora diaboliza ora pactua com as transformações laborais, sociais e tributárias em curso, começou por oferecer de bandeja o desenlace da confusão gerada em torno da taxa social única: tire-se meio salário a toda a gente, função pública, privados e pensionistas através do IRS, disse. Disse e cumpriu-se, não com meio mas, em muitos casos com mais de uma remuneração mensal. 
  
Perante a maior bofetada fiscal de que há memória, a preocupação seguinte foi disfarçá-la. 
  
Os deputados da maioria ainda tentaram que a sobretaxa de IRS fosse cobrada toda de uma vez, no Natal, como aconteceu em 2011, de modo a suavizar o susto que seria sentido a partir de Janeiro. Mas Vítor Gaspar, que quer os impostos firmes do seu lado o quanto antes, não foi na conversa. E é assim que nasce a ardilosa ideia de distribuir um dos subsídios por doze salários. 
   
Com os patrões do turismo e do comércio a espernear, porque o corte no subsídio de férias prejudica os primeiros e no Natal os segundos, João Proença, uma vez mais, avança com a solução salomónica de cortar meio subsídio em cada um. 
   
Para o ano, os portugueses vão receber meio subsídio de férias e meio de Natal, sendo o resto distribuído de Janeiro a Dezembro. Para muitos, o ano inaugurar-se-á com a ilusão de que nada aconteceu aos seus bolsos, que em muitos casos até engordarão: o que o Governo vai tirar a mais no IRS, o patrão paga-lhes em subsídio. 
  
A medida só vigora em 2013 e, por conseguinte, o Código do Trabalho não é estruturalmente alterado, apenas suspenso. 
   
O filme dos acontecimentos torna claro que a diluição não se faz porque se entende que cada um deve ter a liberdade de escolher quando e como aplicar o seu salário, sem que o Estado esteja a orientar as escolhas ao impor datas para o seu recebimento. A diluição salarial também não é feita porque se entende ser importante aliviar o esforço de tesouraria que recai sobre as empresas em dois períodos específicos do ano. Faz-se porque é preciso que as famílias não sofram um choque quando receberem a sua folha salarial. Faz-se para iludir a redução do rendimento disponível e amenizar o descontentamento. 
   
No fundo, tudo não passa de trocar aquilo que alguns vêem como um paternalismo (o pagamento de subsídio de férias e Natal) por outro paternalismo (o disfarce da violência da austeridade), este mais conveniente aos decisores políticos. 
   
Pelo meio, as Finanças ainda recebem o IRS que incide sobre os subsídios mais cedo do que em período normal, o que ajudará a compor a arriscada execução orçamental de 2013. Mais IRS, mais salário mensal e encaixe antecipado de imposto é uma conjugação de mestre. 
   
Sejamos justos. Com tantas e tão esforçadas iniciativas amenizadoras, João Proença já merecia um lugar à mesa deste Conselho de Ministros. » [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Elisabete Miranda.
      
 As novas propinas no secundário
   
«O Governo pretende agora, a pretexto da “redução da despesa”, agravar ainda mais os encargos a suportar pelas famílias com filhos na área da educação e isto só confirma a total e absoluta insensibilidade do primeiro-ministro.
   
O primeiro-ministro revelou esta semana, na sua entrevista à TVI, a primeira sugestão concreta do Governo no âmbito do processo de reforma do Estado para o corte de 4 mil milhões de euros na despesa pública: a introdução de propinas no ensino secundário. Não deixa de ser espantoso: bem vistas as coisas, a primeira medida do Governo para o corte da despesa é, afinal, mais uma medida de aumento da receita!
  
É muito revelador que o primeiro-ministro, no lançamento da discussão sobre a despesa pública, não tenha começado por propor a eliminação de nenhuma "gordura do Estado" nem tenha avançado com qualquer medida de racionalização da despesa - isso, já se percebeu, era só conversa de campanha. A única coisa de concreto que lhe ocorreu foi sugerir a possibilidade de pedir ainda mais sacrifícios às famílias para aquilo a que chamou o "financiamento partilhado" da despesa com educação - como se as famílias não financiassem já a educação pública através da elevadíssima carga fiscal que têm de suportar.
   
De facto, é em cima da brutalidade fiscal "além da troika" que o Governo desde o início adoptou e do "enorme aumento de impostos" previsto para 2013 (que se prolongará, evidentemente, pelo menos para 2014) que o Governo pretende agora, a pretexto da "redução da despesa", agravar ainda mais os encargos a suportar pelas famílias com filhos na área da educação - e isto só confirma a total e absoluta insensibilidade do primeiro-ministro face às enormíssimas dificuldades que as famílias estão a enfrentar.
  
Certo é que a eventual redução da despesa pública que poderia resultar desta medida seria não o fruto de qualquer racionalização da despesa do Estado mas sim o mero efeito da transição para um outro modelo de financiamento da educação, assente no co-pagamento das despesas pelas próprias famílias utilizadoras do sistema público de ensino. Ao que disse o primeiro-ministro, a nossa Constituição "dá margem" para essa alteração, de implicações obviamente tremendas na garantia de acesso à educação, um dos pilares do nosso Estado Social. Sucede, porém, que isso não é verdade: essa afirmação do Primeiro-Ministro é apenas mais um sinal do seu problema crónico de impreparação.
  
Na verdade, a Constituição estabelece, taxativamente, o carácter não só universal e obrigatório mas também gratuito do ensino básico que incumbe ao Estado assegurar (Artº 74º nº 2 al. a)). Não há, por isso, nenhuma dúvida, à luz dessa alínea da Constituição, de que o ensino básico (até ao 9º ano) é forçosamente gratuito - daí que tenham de imediato surgido interpretações correctivas que indicavam que o primeiro-ministro estava apenas a referir-se ao ensino secundário.
  
Só que a Constituição não determina apenas a gratuitidade do ensino básico, diz também, noutra alínea, que incumbe ao Estado "estabelecer PROGRESSIVAMENTE a gratuitidade de TODOS os graus de ensino" (Artº 74º nº 2 al. e)). Ora, como bem se compreende, se a Constituição manda progredir numa determinada direcção é evidentemente inconstitucional legislar em sentido contrário. Quer isto dizer que, uma vez estabelecida a gratuitidade do ensino secundário, é manifestamente inconstitucional retroceder para um modelo de co-pagamento com propinas suportadas pelas famílias.
  
Esta ideia do primeiro-ministro é apenas mais uma ideia lamentável que, felizmente, não tem pernas para andar.
  
Mas fica difícil saber o que mais devemos lamentar: se um primeiro-ministro impreparado, que desconhece aspectos básicos da nossa Constituição; se um primeiro-ministro insensível, que insiste na receita da austeridade sobre as famílias; se um primeiro-ministro sem visão que, num País como este, não percebe a função dos direitos sociais e admite pôr em causa o mais decisivo instrumento de promoção das qualificações e da igualdade de oportunidades. Mas que tudo isto é lamentável, lá isso é.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
    
     
 Menezes quer estar no copo de água do fim do Estado social
   
«O presidente da Câmara de Gaia disse hoje que "a tal refundação do Estado de que se fala aí não pode significar só um recuo do Estado social", devendo servir para fazer a "descentralização administrativa".
   
"É preciso inverter a lógica centralista e secular, que, no nosso país, é muito forte, a bem do país", afirmou o autarca, que falava no encerramento de uma ação de apresentação do Programa PME Digital, no centro empresarial de S. Félix da Marinha, naquele concelho.» [DN]
   
Parecer:
 
A hora dos gulosos, até parece que o dinheiro já sobra para os autarcas endividados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
      
 O prémio dos bons alunos
   
«As novas condições acordadas para a ajuda à Grécia não deverão ser estendidas aos outros países sob programa, indicou hoje um alto responsável europeu, descartando assim um cenário de Portugal beneficiar de regras mais vantajosas no seu empréstimo.» [DN]

«Está a ser vedado o acesso de Portugal e Irlanda às melhorias oferecidas à Grécia no quadro dos empréstimos europeus do fundo de resgate. As garantias dadas tanto pelo primeiro-ministro Passos Coelho, como pelo ministro Vítor Gaspar e até pelo próprio presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, sobre um tratamento igual das vantagens aplicadas à Grécia não passaram de um "mal-entendido", explicou hoje um alto responsável europeu, próximo das negociações.
   
Em causa está uma decida de juros em 10 pontos base, a extensão de maturidades máximas até 45 anos e um período de carência para o pagamento de juros de 10 anos, o que na prática diferem para a próxima década o serviço desta dívida junto dos nossos parceiros europeus. O princípio de igualdade de tratamento entre países sob programa não passou o crivo dos técnicos na preparação do Eurogrupo de segunda-feira em Bruxelas e cabe agora a Vítor Gaspar defender esses benefícios para o país.
   
"Não é possível supor da declaração do Eurogrupo de segunda-feira passada que todos os benefícios estendidos à Grécia sejam estendidos a Portugal e Irlanda", explica esta fonte. No quadro dos empréstimos do Fundo Europeu de Estabilidade financeira (FEEF) "a Grécia é um caso único", defende. O facto de, em Julho de 2011, Portugal e Irlanda terem beneficiado de uma melhoria dos termos de crédito do FEEF não serve de exemplo, explica, porque houve uma decisão específica do Eurogrupo nesse sentido. E isso não está agora em cima da mesa, remata. O DE já tinha reportado a surpresa que o debate sobre a extensão daqueles benefícios a Portugal estava a causar em Bruxelas, com fontes europeias a alertar para uma colagem à Grécia.» [DE]
   
Parecer:
 
Pobre Gaspar... anda a lixar os portugueses para lhes agradar e depois fazem-lhe uma coisa destas? Mais vale fazer barulho como os gregos do que ser o melhor povo do mundo, não é ó Gasparzinho?

É caso para perguntar: querias, não querias? Para salvar a pelo ao Gaspar e ao Passos Coelho era uma maravilha, depois de lixarem o país ainda apareciam como os grandes salvadores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 PSD menos troikista do que a troika
   
«Um projeto de lei do PSD e CDS sobre a reorganização administrativa prevê que a localização da sede das freguesias alvo de fusão seja decidida pela assembleia de freguesia a eleger em 2013.
   
No projeto de lei da maioria que apoia o governo, a que a agência Lusa teve hoje acesso, define-se que as assembleias de freguesias saídas das próximas eleições locais terão um prazo de 90 dias, após a instalação dos órgãos autárquicas, para tomar uma decisão quanto à sede da junta das freguesias agrupadas.» [i]
   
Parecer:
 
É uma pena que o Relvas não seja ministro das Finanças, o ajustamento seria adiado para depois das próximas legislativas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 É fácil discutir o Estado social, diz Bagão
   
«O conselheiro de Estado Bagão Félix criticou hoje a discussão política do Estado social, considerando-a "estúpida" e "fácil" por atingir "pessoas que não têm possibilidade de erguer a sua voz", como os idosos, os desempregados ou os doentes.
  
"O Estado social discute-se porque é a parte do Estado que tem mais a ver com as pessoas que são velhas, reformadas, desempregadas, estão doentes, estão sós, têm incapacidades, pessoas que não têm voz, não têm 'lobbies', não abrem telejornais, não têm escritórios de advogados, não têm banqueiros", disse o conselheiro, na abertura de uma conferência sobre a crise promovida hoje, em Lisboa, pela Fundação Liga.
  
Para Bagão Félix, a vulnerabilidade destas pessoas é que faz com que seja "relativamente fácil" discutir esta reforma, que na sua opinião está a ser conduzida de uma forma "estúpida" porque é colocada como se fosse uma questão de estar a favor ou contra essa reforma do Estado social, quando "infelizmente o filme não é a preto e branco", mas tem coloridos.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
E se há coisa que caracteriza este governo é a divisão dos portugueses e a cobardia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprovem-se as críticas.»
   
 Mais um sucesso do gasparismo
   
«A taxa de desemprego em Portugal voltou a subir em Outubro para os 16,3%, recorde que já tinha sido registados em Agosto. De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, o desemprego em Portugal aumentou 0,1 pontos, contrariando a queda de Setembro. Os dados do gabinete de estatística europeu mostram um aumento de 2,6 pontos em relação a Outubro de 2011.
   
O Eurostat coloca Portugal no grupo dos países com as maiores subidas no desemprego em relação a 2011, acompanhando Grécia, Espanha e Chipre. Em Espanha, a taxa de desemprego registada pelo Eurostat para Outubro mostra uma subida de 0,4 pontos face a Setembro, para os 26,2%, o resultado mais elevado da Europa, maior do que os 25,4% da Grécia registados em Agosto, o último mês disponível.» [Público]
   
Parecer:
 
Grande Gaspar!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tire-se o cavalo da estátua equestre do D. José, no Terreiro do Paço, e no seu lugar instale-se o Gaspar.»
   

   
   
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sexta-feira, novembro 30, 2012

Os Rapanui, Gungunhana e os portugueses

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Quando observo a política do gasparismo adoptada pelo Passos Coelho, um sério candidato ao estatuto de Carmona dos tempos modernos, recordo-me dos Rapanui, os polinésios que deram o nome à “Ilha Grande” (Rapa Nui), a que os espanhóis chamaram depois Ilha de Páscoa. Quem visitar Portugal daqui a alguns anos vai estranhar que num país de um povo de analfabetos existam tantas escolas com ar de terem sido modernas escolas públicas.
 
Tudo o que se entendeu como progresso em mais de duas décadas está a ser transformado em regime acelerado em monos. Um país onde os licenciados são forçados a emigrar não precisa de universidade, numa economia onde a aposta é em trabalho escravo não aposta na ciência e em cientistas ou investigação, se a prioridade é criar um exército de andrajosos dispostos a trabalhar por um ordenado abaixo do mínimo de subsistência tudo o que era progresso se transforma em despesa inútil. Até a despesa em saúde deixa de fazer sentido, com tantos desempregados pouco importa se alguns morrem ou ficam doentes.
 
É óbvio que ao fim de duas ou três décadas de gasparismo os portugueses enfrentariam um problema de extinção, tal como sucedeu com os Rapanui, escolas públicas, pontes ou mosteiros como os de Mafra seriam as nossas estátuas para que viesse cá depois se apercebesse de que aqui até existiu uma civilização, um povo de navegadores como os Rapanui, mas que vítima da imbecilidade dos seus líderes acabaram por se extinguir.
 
Isso só não vai suceder porque estamos no século XXI e Portugal não é uma pequena ilha perdida no meio da imensidão do Pacífico, pode ser um país perdido na imensidão da incompetência do Passos Coelho mas ainda aterram aviões, quanto mais não seja para que a senhora Merkel venha fazer fotografar ao lado dos nosso líderes amestrados, enfim, poderia ter ido tirar fotografias para o Zoo de Bona mas deve ter achado que os indígenas lusos davam mais votos, como a Alemanha nunca teve um império colonial dá jeito que os nossos governantes sejam exibidos como os seus Gungunhanas.

É essa a grande diferença entre nós e os Rapanui, enquanto os polinésios quase desapareceram admiramos as suas estátuas que passam a imagem de um povo orgulhoso e digno. Os portugueses não chegaram à extinção mas são exibido como um povo guerreiro que um dia ousou sonar com progresso mas que devido a líderes oportunistas e ambiciosos foram entregues sem resistência. Ao menos o Gungunhana lutou, cá conspiraram contra o país para chegarem ao poder e entregarem o país sem resistência ao ocupante estrangeiro.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
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Baixo-relevo do Cinema Eden, Praça dos Restauradores, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Tempo invernoso na aldeia de Monsanto [A. Cabral]
 
Jumento do dia
   
Alberto da Ponte
 
O nosso amigo Alberto da Ponte deve ter levado um grande stock de cerveja para a RTP, só assim se entende que esteja a garantir sigili num inquérito conduzido por gente da RTP, escolhida e a mando da administração da RTP. Sò mesmo um doido fala na certeza do respeito desse sigilo.
 
«O presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, afirmou hoje que o inquérito sobre o caso das imagens visionadas pela PSP na empresa é interno e que as pessoas responderam "sob sigilo".» [DN]
 

  
 A nossa falta de jeito para o crime
   
«Se bem percebi, uma inspetora da PJ, tendo programado um crime de morte, deixou o telemóvel em casa, para que as antenas não lhe seguissem o percurso, e do Porto para Coimbra não foi pela A1, para as portagens não a denunciarem. Tudo bem, serviu-se dos saberes profissionais. Depois, meteu 13 balázios na avó do marido com uma 9mm que roubara a uma colega, pistola de calibre das distribuídas aos inspetores da PJ, e deixou no local do crime as cápsulas, de um lote que, seguido, foi dar à PJ-Porto. Para mais, nem arrombou a porta da morta nem a casa ficou desfeita simulando um roubo. Enfim, tudo mal, a inspetora apontou para si o crime. A confirmar-se tudo isto, atazana-me esta dúvida: o que tramou a inspetora foi ela conhecer truques que um bom polícia conhece ou ela foi traída por mostrar tanta tolice que só podia ser de um polícia português? Digo isto porque a tolice à portuguesa começa a ser uma marca do nosso ADN. Por isso saúdo as minhas duas colegas do Público que acabaram o seu texto de ontem sobre o caso da inspetora com uma autoironia soberba. Sobre os repórteres que dão de barato os bitaites de vizinhos de crimes, escrevem elas dessas testemunhas: "Aos jornalistas dizem que se quiserem que passem outra vez à noite, depois dos telejornais. Nessa altura já saberão mais do caso." O jornalismo português, sobretudo a reportagem, precisa mais de profissionais assim, que saibam desmontar a realidade do reality show.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.   
   
     
 Quem não chora não mama
   
«O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, revelou hoje no Congresso que o juro do empréstimo de 40 mil milhões concedido por Bruxelas ao sector financeiro espanhol será inferior a 1%.
    
Em junho, quando anunciou o pedido de resgate à banca, Bruxelas tinha dito que o empréstimo teria um juro entre 3% e 4%. Nessa altura, o porta-voz dos Assuntos Económicos da Comissão Europeia, Amadeu Altafaj, indicou que o crédito poderia ser alvo de uma taxa de juro entre 3% e 4%, valores que qualificou de "razoáveis".» [Dinheiro Vivo]
   
Parecer:
 
E como o Passos nem chora, nem mama, nem protesta leva pela medida grossa, ele é que é mais troikista do que a troika, ele é que anda a lamber a senhora Merkel e os portugueses é que pagam.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Passos se está cheio de dinheiro para pagar quatro vezes mais e ainda perdoar os juros à banca.»
      
 Um bombom
   
«Esta decisão foi anunciada pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa sobre as conclusões da reunião semanal do executivo.
   
Marques Guedes afirmou que os trabalhadores da função pública terão dispensa de comparência ao serviço nos dois dias: "Não é em alternativa, é cumulativa, no dia 24 e no dia 31, e é o dia inteiro."
   
O secretário de Estado da Presidência justificou esta decisão com o facto de o Natal e o ano novo este ano calharem em terças-feiras.» [CM]
   
Parecer:
 
O governo esqueceu o discurso do ano passado e deu uma gorjeta aos pobres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se ao senhor primeiro-ministro.»
   
  
 Quem mente?
   
«Nuno Santos acusa a administração da RTP de ter condicionado o resultado do inquérito sobre os factos ocorridos há duas semanas, na sequência da greve geral do dia 14. Em comunicado divulgado esta quinta-feira, o ex-diretor, que apresentou a sua demissão na semana passada, diz que o inquérito não reflete "a verdade dos factos" e apresenta "lamentáveis juízos de valor".
   
"Os inquiridores da RTP dependem do Conselho de Administração, o que torna evidente a necessidade de uma entidade imparcial para apurar a verdade", lê-se no comunicado. No mesmo documento, o jornalista exorta uma "entidade imparcial, seja a ERC, o Sindicato dos Jornalistas ou a Comissão da Carteira Profissional do Jornalista" a conduzir um inquérito que apure a verdade. Para isso, Nuno Santos manifesta a sua "total disponibilidade" para prestar as declarações julgadas necessárias.» [DN]
   
Parecer:
 
Aceitam-se apostas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se no pessoal do Relvas como sendo os mentirosos.»
   
 UGT ameaça governo
   
«O secretário-geral da UGT ameaçou hoje cortar relações com o Governo se o Executivo alterar o modelo contributivo da Segurança Social, descendo unilateralmente as pensões, ou recorrer ao fundo de estabilização financeira como garantia para empréstimos do Estado.
   
"Dadas as nossas responsabilidades perante os trabalhadores e perante o país, se o Governo não respeitar a autonomia do regime contributivo da Segurança Social e o quadro constitucional e legal que o rege, a UGT assumirá a rutura das relações com o Governo", afirmou João Proença em conferência de imprensa.» [DN]
   
Parecer:
 
Parece que a UGT já começa a perceber este governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Proença se ainda não o tinha percebido quando assinou o acordo.»
   
 Abaixo assinado para demitir Passos
   
«Com a acusação de estar a "fazer caminhar o País para o abismo", 78 personalidades exigem ao primeiro-ministro que se demita. Entre as razões está a "aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável", que consideram que "não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão".
   
A acrescentar, diz o manifesto, o Orçamento é de "duvidosa constitucionalidade", para além de agravar de forma "incomportável da situação social, económica, financeira e política". Daí que os signatários exijam "pelo interesse nacional" ser dever de Passos Coelho "retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências".» [DN]
   
Parecer:
 
A verdade é que faria todo o sentido pedir também a demissão de Cavaco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se mais um abaixo-assinado.»
   
 Até tu ZÉ?
   
«“Há limites ao nível daquilo que é politicamente aceitável em certos esforços que estão a decorrer na Europa”, afirmou em Bruxelas, perante uma plateia de empresários europeus e asiáticos.
  
“Por vezes olhamos para a política económica, esquecendo outro importante elemento da decisão económica racional, que é manter aceitáveis a condições políticas e sociais para a implementação de qualquer programa”, acrescentou.
   
“Sabemos em certos Estados-Membros há problemas graves ao nível da aceitação dos programas que estão a ser desenvolvidos nos países”, como é o caso de Portugal, “ao nível das reformas”, reconheceu Barroso.» [DN]
   
Parecer:
 
Ó Zé, essas preocupações sociais são cenas que não assistem ao Gaspar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Zé se ainda está interessado no lugar de "Carmona" do Gasparismo.»
   
 Greve dos estivadores custou 1.200 milhões
   
«O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou hoje que cada mês de greve nos portos tem um custo de 400 milhões de euros, o que significa que os últimos três meses causaram prejuízos de 1.200 milhões de euros.
   
Questionado sobre o custo das greves dos estivadores, que se sucedem há três meses nos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro, o governante disse que "segundo as estimativas, 400 milhões de euros são os custos por mês de greve".» [i]
   
Parecer:
 
É uma pena que os estudiosos que agora calculam os custos de uma greve tenha sido incapazes de perceber que esta greve iria suceder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se tanta incompetência»
   
 Portugueses continuam a cortar no combustível
   
«O consumo de gasolina diminuiu 9%, em Setembro, uma queda que ainda assim é inferior à verificada nos meses anteriores, quando as quedas superaram os 9%, de acordo com os dados divulgados pela Direcção de Energia e Geologia (DGE).
   
No caso do gasóleo, a queda foi de 9,6%, no mês em análise, o que representa um acentuar da tendência, já que em Agosto a descida tinha sido de 9%, segundo a mesma fonte.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
MAs que belo ajustamento, ainda vamos andar de alpargatas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar qual é a perda em receitas fiscais, IVA e ISP.»
   

   
   
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