sábado, dezembro 15, 2012

A caridade, a solidariedade e a revolução


A direita mais conservadora e a extrema-direita das discotecas e sacristias divide-se entre os que elogiam a pobreza considerando-a um dom de Deus e os que as consideram a consequência do falhanço de gente de menores capacidades ou maus hábitos. Unem-se na forma de a combater, os mais devotos sentem-se mais próximos de Deus estando próximos dos pobres e por isso praticam a caridade, os mais liberais consideram que qualquer solidariedade é um estímulo à sobrevivência e reprodução dos mais fracos e um prémio à preguiça e à ignorância. Os primeiros usam os pobres como meio oportunista de à sua custa comprarem um lugar no céu, os outros compram um lugar na terra porque quantos mais pobres mais barata será a mão-de-obra, mais fácil será obter os lucros de que vivem ou esperam vir a viver.
 
Quando a dona Jonet disse umas alarvidades muitos consideraram umas baboseiras de uma betinha, as críticas dividiram-se entre o gozo e o desprezo. MAS a senhora gostou do protagonismo e depois de recuperada a sua imagem à custa de uma mega operação de gestão de relações públicas conduzida pela Igreja Católica voltou à carga e defendeu a caridade por oposição à solidariedade. Curiosamente quando a dona Jonet deu consistência ideológica às aparentes baboseiras iniciais quase ninguém se indignou. Ninguém reparou que a dona Jonet parece querer assumir-se como a lamparina ideológica de um governo de gente que desde os tempos dos jotas nos liceus gosta de ser democrata em público e de defender as virtudes do fascismo em privado. Veneram Sá Carneiro em público e em privado são devotos de Oliveira Salazar.
 
Ao defender a caridade a dona Jonet defende três coisas. Põe os pobres a render a seu favor e à custa da solidariedade pública sente-se mais próxima do Criador, quando ajudamos o Banco Alimentar contra a Fome também estamos a fazer uma colecta nacional para financiar a casinha da dona Jonet nesse condomínio de bem-estar eterno que é o Céu. Promove valores ideológicos que o próprio Salazar rejeitou e que estavam congelados no fundo de uma mina desde finais do século XIX, é uma tentativa da velha igreja de se aproveitar de uma crise financeira para regressar a um modelo social onde a pobreza estimula o poder do clero e o temor a Deus. Assume-se como orientadora ideológica de um governo de estarolas que não abem muito bem para onde vão, porque vão ou como vão. Alguém tem de lhes dar coerência e consistência ideológica sob pena de vierem a ser considerados amanuenses da troika.
 
DO outro lado da barricada está a extrema-esquerda que se opõe à caridade, qu desconfia da solidariedade e que defende que o Alka-Seltzer de todos os males sociais é a revolução, processo em que se promove a purificação da sociedade eliminando ou reeducando os que se oponham à revolução. Uns defendem a conversão eclesiástica e a condenação ao Inferno dos mais renitentes, os outros colocam Deus à porta do Céu do Socialismo e o diabo armado de AK 47 junto à parede da execução.
 
São as duas faces de uma mesma moeda, o conflito social e a revolução e esse é o problema de gente como a dona Jonet e mais esses facistazinhos de discoteca, estão defendendo valores dos finais do século XIX ou das primeiras décadas do século seguinte, mas ignoram tudo o que o mundo viveu entretanto. Pensam que com meia dúzia de polícias dados a verem filmes às escondidas na RTP conseguem reprimir os mais de dois milhões de pobres que temos se estes se revoltarem com o atraso ou insuficiência da caridade da dona Jonet, ainda não perceberam que os pobres são cada vez mais e, pior do que isso, começam a ter nas suas fileiras cada vez mais gente que era da classe média, gente com menos paciência, mais conhecimentos técnicos e mais capazes de dar coerência ideológica aos sentimentos de desespero. Estes palermas não percebem muito bem que estão conduzindo o país para a beira do abismo.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
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Elevador do Lavra, Lisboa
   
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Garça-branca-pequena (Egretta garzetta) [A. Cabral]   

Jumento do dia
   
Paulo Rangel
   
Compreende-se o papel de Rangel num escritório de nome Cuatrocasas, para defender os inetresses da nação com denodo e sacrifício pessoal o petit deputado tem de ter uma casa no Porto, uma em Lisboa, uma em Estraburgo e outra em Bruxelas, enfim, um condomínio repartido pelos quatro cantos do país e da Europa.

Ainda bem que há uns portugueses com tanta casa e tantos empregos, enche-nos de alegria saber que há quem consiga vencer a crise e apontar a solução aos outros, vamos todos viver à grande e à francea como deputados e advogados.
 
«Paulo Rangel é o novo sócio director do escritório da Cuatrecasas, Gonçalves Pereira no Porto. O eurodeputado substitui o histórico José de Freitas e define um conjunto de objectivos para a sociedade de advogados na cidade Invicta. "Para os próximos anos, há três desígnios. Primeiro, assegurar uma passagem geracional. Temos hoje um conjunto de advogados que têm entre os 35 e os 40 anos e que têm uma atitude muito diferente dos ‘yuppies' que fizeram crescer as sociedades de advogados nos anos oitenta. Como não houve um crescimento tão rápido, é gente que está habituada a lidar com crise, com clientes exigentes e que aceita crescimentos mais lentos mas consistentes. 
   
Vamos aproveitar estes advogados da Cuatrecasas no Porto, que são já uma marca do escritório, e dar-lhes mais visibilidade e responsabilidade. Vamos aproveitar esta oportunidade para dar esse sinal. É a aposta numa geração preparada para a crise", explica Paulo Rangel em entrevista ao Diário Económico. » [DE]
    
 E para o ano Gaspar

Gaspar prometeu crescimento e criação de emprego no segundo semestre de 2012, elmbram-se? Quem se deve lembrar muito bem é Cavaco Silva pois andou por aí anunciar a boa nova. Depois, quando todo o povo percebeu o embuste fez-se a mesma promessa para um ano mais tarde, agora será no segundo semestre do próximo ano que ocorrerá o milagre. Mas o Gaspar já está a preparar uma terceira tese pois terá percebido que desta vez não enganou ninguém, agora diz que mais importante do que o crescimento é o crescimento sustentado. E quando é que prevês crescimento sustentado, ó Gaspar? Por este andar ainda vai sugerir que o memorando prevê a suspensão de eleições até que o Gaspar considere estarem reunidas as condições para que o povo volte a dedicar-se à política, actividade que como se sabe deve ser reservada a políticos.
 

  
 É matemático
   
«Esta semana, foram conhecidos os resultados de dois estudos internacionais sobre as competências em matemática, ciências e leitura de crianças de nove anos. Quatro mil alunos portugueses de 150 escolas foram avaliados. Os resultados são muito animadores: entre 1995, quando Portugal participou pela primeira vez nestes estudos, e 2011, o ano a que estes últimos se reportam, passou da cauda dos 50 países participantes para o grupo dos primeiros 20: é 15.º em Matemática e 19.º em leitura e Ciências.
  
Matemática - a disciplina na qual estávamos todos convictos, a começar pelo ministro da Educação, de que os estudantes portugueses são uma nódoa. Pois entre os 16 países da UE que entraram no estudo, Portugal ficou, nessa área, em 7.º lugar, logo acima da Alemanha e da Irlanda. Parece mentira, não é? E, sobretudo, parece muito mal a quem repete todos os dias que o nosso sistema de ensino é ineficaz e "facilitista" e que isto só lá vai mudando tudo de alto a baixo, com exames e chumbos e castigos e privatizações e demais cassete. Vai daí, Nuno Crato olhou para os estudos e que viu? Que, ao invés do que pudesse parecer a observadores menos prevenidos, aquilo que estes diziam não era que o seu país progrediu de forma notável no ensino, e que isso deveria ser motivo de orgulho, relevado e louvado, como incentivo às escolas e aos estudantes. Não: para Crato, a conclusão foi, de acordo com o título do comunicado por si exarado, "Estudos internacionais mostram necessidade de melhorar conhecimentos dos alunos em Matemática e Ciências."
  
E como concluiu o ministro tal coisa? Assim: "Em todos os estudos, mais de metade dos alunos portugueses não ultrapassam o nível intermédio de benchmark (melhores práticas), o segundo mais baixo em quatro níveis."
  
É isto falso? Não. É um falseamento. Vejamos o caso da Matemática. 40% dos estudantes portugueses estão no nível intermédio, mas a média internacional é 41%. E se esta é 21% para o nível "fraco", a portuguesa é 17%. Mas há melhor: a média portuguesa é, no nível avançado, o dobro (8%) da internacional (4%), e, no elevado, 32%, superior em oito pontos à outra (24%). Ou seja: sendo verdade que mais de metade (57%) dos alunos portugueses estão nos níveis intermédio ou fraco, 43% estão no elevado e avançado, o que é um resultado muitíssimo superior ao interna- cional (28%). Aliás, no universo do estudo, só seis países têm mais de 50% dos alunos nos dois níveis superiores.
   
Se um ministro deste Governo não hesita, para "vender" a sua ideia para a Educação, em perverter desta forma os resultados de estudos internacionais disponíveis a qualquer um na Net, que nos diz isso de qualquer coisa que o Executivo diga sobre assuntos, como a média das indemnizações por despedimento na Europa, sobre os quais nos falta informação imediatamente disponível? Podemos ser muito maus em Matemática, mas mesmo assim, pelo mais rudimentar cálculo de probabilidades, só podemos concluir que deve ser mentira.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Para que serve um Presidente
   
«O País não aceitará que, uma segunda vez, seja declarada a inconstitucionalidade de um Orçamento deste Governo sem que isso tenha consequências.
   
Enviado o Orçamento para 2013 para o Palácio de Belém, a atenção do País volta-se para o que vai fazer o Presidente da República: finge que não vê e promulga, como fez no ano passado, ou cumpre o seu juramento de "fazer cumprir a Constituição" e pede a fiscalização da constitucionalidade? Há boas razões para que, desta vez, o Presidente não reincida no incumprimento do seu dever.
   
A primeira razão é simples e devia ser suficiente: o Orçamento para 2013, tal como o Orçamento de 2012, contém medidas inconstitucionais. Para além de novas disposições de constitucionalidade muito duvidosa, o novo Orçamento mantém, no essencial, as medidas que conduziram à declaração de inconstitucionalidade do Orçamento anterior por parte do Tribunal Constitucional. Por um lado, permanece, apesar de atenuada, uma distribuição desigual, infundada e gravemente injusta dos sacrifícios, em termos que violam o princípio da igualdade proporcional e resultam em penalização acrescida dos rendimentos dos pensionistas e dos funcionários públicos (independentemente, note-se, do seu concreto vínculo laboral: há milhares de professores e outros funcionários contratados que, no mesmo ano em que vão para o desemprego, sofrem uma perda maior de rendimentos com fundamento na "estabilidade laboral" típica do sector público!). Por outro lado, quanto à situação específica dos pensionistas, para além do referido tratamento desigual e desproporcionado - que em certo sentido até se agrava, com as novas regras de tributação extraordinária - permanece a decisão de não pagamento de parte (embora menor) das pensões que lhes são devidas, em violação manifesta dos princípios da segurança jurídica e da protecção da confiança.
   
Acresce uma segunda razão: depois do Acórdão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do ano passado, agora é praticamente todo o País que tem uma dúvida legítima e fundada sobre a constitucionalidade deste Orçamento para 2013. De facto, aumenta todos os dias o coro de juristas e personalidades, dos mais diversos quadrantes políticos, que reclamam a fiscalização da constitucionalidade deste Orçamento, até para desfazer todas as dúvidas e para que não possa repetir-se a situação do ano passado em que a declaração de inconstitucionalidade não impediu a consumação da injustiça na distribuição dos sacrifícios.
   
Mas há uma terceira razão que deve pesar, e muito, na consciência do Presidente: é que ele não pode ser uma segunda vez conivente com o Governo na violação da Constituição - para mais quando se sabe que foi essa sua conivência que, por omissão, permitiu que mais de um milhão de portugueses visse este ano os seus rendimentos substancialmente reduzidos de forma tão injusta.
   
Se o Presidente, perante este quadro, insistir em não fazer uso das suas competências próprias para "fazer cumprir a Constituição", estará a legitimar a pergunta: para que serve, afinal, um Presidente? Em vez de ter a tentação de ele próprio governar, ainda que a coberto das ideias de "cooperação estratégica" ou de "magistratura activa" (agora em suspenso), o que se espera de um Presidente no nosso sistema de governo é que, com isenção e sem cálculos político-partidários ou de popularidade pessoal, assuma as competências que são suas de representação do País, de defesa da identidade e da unidade nacional, de promoção do diálogo político e social e, já agora, de garante das instituições democráticas e do cumprimento da Constituição. Será esperar de mais?
   
A acreditar nos recados que Belém enviou através da última edição do Expresso, provavelmente o Presidente, confrontado com este dilema, poderá acabar por fazer de tudo um pouco: promulgar, para ficar de bem com uns; e pedir a fiscalização sucessiva da constitucionalidade, para ficar de bem com os outros. Veremos se é assim. Mas uma coisa deve também entrar nas contas do Presidente: o País não aceitará que, uma segunda vez, seja declarada a inconstitucionalidade de um Orçamento deste Governo sem que isso tenha consequências.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
      
     
 Paulo Portas corajoso ... em 2014!
   
«O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou que os conselheiros nacionais do partido expressaram que o partido devia ter sido mais ouvido em matéria fiscal e que o Orçamento do Estado para 2014 terá que ser diferente.» [CM]
   
Parecer:
 
Este Portas está reduzido a uma anedota de mau gosto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 Até o Gaspar já é defensor do crescimento
   
«"Há mais de ano e meio pomos em prática um programa ajustamento que reforça o quadro de confiança na nossa economia, um programa com uma estratégia abrangente e equilibrada", afirmou o ministro, numa cerimónia de homenagem ao economista João Ferreira do Amaral.
  
O programa da 'troika' "já deu resultados", disse Gaspar, apontando para "o dinamismo do setor exportador".» [DN]
   
Parecer:
 
Milagre, Portugal exporta mais graças ao Gaspar! Pobre Gaspar, continua a usar uma mentira já esfarrapada que nem os imbecis da troika, nem mesmo o imperador Salassie usam.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o Gaspar de que "não há dinheiro" e perguntem-lhe qul das três palavras tem dificuldade em perceber.»
   
 Cavaco fará a vontade aos portugueses?
   
«O estudo da Eurosondagem para o Expresso e a SIC do mês de dezembro coloca aos inquiridos várias questões sobre o tema do Orçamento do Estado para 2013. E as respostas são claras. Em primeiro lugar, a maioria clara entende que Cavaco Silva deve mandar o Orçamento para fiscalização pelos juízes do Palácio Ratton.
   
Depois, caso Cavaco opte por promulgar o documento, uma maioria ainda mais flagrante entende que os deputados devem pedir a fiscalização sucessiva do documento. Em relação ao memorando da troika, a maioria dos inquiridos entende que Portugal devia fazer força negocial para conseguir as mesmas condições que as obtidas pela Grécia.» [Expresso]
   
Parecer:
 
É óbvio que não.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aceitem-se apostas.»
   
 Pobre Mário Nogueira
   
«O secretário-geral da Fenprof anunciou hoje a realização, a 26 de janeiro, de uma "grande manifestação nacional de professores", em protesto contra os cortes na Educação e em defesa da escola pública e dos direitos dos docentes.» [i]
   
Parecer:
 
Bem tenta mobilizar os professores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      

   
   
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sexta-feira, dezembro 14, 2012

Ninguém investe em Portugal?

Há um país na Europa com um governo que defende o empobrecimento dos trabalhadores, que desvaloriza o capital humano expulsando do país toda a sua intelectualidade, que liberaliza os despedimentos e reduz os direitos laborais à sua expressão simbólica, que pensa como se fosse um governo africano e até segue religiosa e obedientemente os conselhos de um senhor que ainda não percebeu que há diferenças entre a Etiópia e Portugal. Este derverá ser um verdadeiro paraíso asiático para os empresárioss que apostam na mão-de-obra barata, com a vantagem de se localizar na Europa. É de esperar uma correria em busca destes novos escravos, o investimento deverá estar a afluir em massa e a crer no que prometiam o crescimento já se fará sentir desde Junho e já se vê a criação de emprego, tal como se tinha prometido para o segundo semestre de 2012, promessa feita por um verdadeiro Rei Mago de nome Gaspar e que Cavaco Silva chegou a apregoar aos quatro ventos.
  
Mas algo corre mal, os esclavagistas não aparecem, o emprego está sendo destruído e até Cavaco já deixou de ser um devoto destes novos profetas, porque será que ninguém quer investir em Portugal? O que haverá de errado para que um país que supostamente está sendo transformado num paraíso para os empresários é encarado por receio pelos capitalistas e até ao momento só o pessoal do Partido Comunista da China investiu? O que haverá de errado neste paraíso empresarial de fazer inveja aos tigres asiáticos?
  
Desde logo o maior erro é pensar que a Europa pode encontrar competitividade na escravidão, nunca será possível um país europeu concorrer em produtos de baixo valor acrescentado com os países do norte de África ou com os países asiáticos. Nunca Portugal será mais competitivo do que o Egipto, a Tunísia ou a Índia. Se a ideia é competir com salários baixo então o que se paga na China não daria para alimentar um escravo em Portugal, isto é, nem com a escravidão se asseguraria a competitividade.
   
O segundo erro cometido por este casamento de incompetência e imbecilidade entre o governo português e o pessoal do imperador Salassie é ignorar que ninguém investe num país governado por doidos e incompetentes que ignoram a importância da estabilidade e da paz política e social, ninguém aposta num país onde o risco de instabilidade é mais próprio de um país africano como o do novo imperador. O governo pode recorrer à chantagem para silenciar temporariamente as centrais sindicais, até pode usar a influência de Belém para fabricar acordos de concertação da treta, mas a verdade é que há muito que os sindicalistas profissionais não representam nada nem ninguém e o risco de implosão social aumenta à medida que o Gaspar avança com o seu projecto paranóico.
   
O governo ainda não percebeu o dia 15 de Setembro, ainda não percebeu que o melhor povo do mundo veio para a rua sem o enquadramento da CGTP ou o estímulo ideológico do BE, veio espontaneamente, sem a mobilização de meses com que o Expresso promoveu a manifestação da geração à rasca, o povo saiu à rua porque estava farto. Mas os ministros estão convencidos de que a paz social depende do orçamento da PSP ou das facilidade que o Ponte venha a dar no acesso às imagens da RTP, ainda não perceberam que contra um milhão na rua o poder nada pode e que da próxima vez haverão mais do que um milhão de portugueses na rua e não exigirão apenas um recuo do governo, exigirão a sua demissão nesse mesmo dia.
  
Por outras palavras, nenhum empresário no seu pleno juízo investe num país onde um povo não se reconhece num governo que governa segundo uma agenda oculta e em quem ninguém votou e que usa um qualquer Salassie para assustar os seus concidadãos, tentando forçá-los a aceitar a ideias de uns rapazolas de extrema-direita. Sò um doido investe num país como Portugal.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
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Um coelho inofensivo (dos que não mordem nem são burros) no Rossio, Lisboa
   
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Monumento à varina, Vila Franca de Xira [A. Cabral]   
 
Jumento do dia
  
João Proença, líder sindical
 
Quando será que o Proença percebe que está a ser um instrumento da extrema-direita das discotecas de Lisboa? Proença ianda não se apercebeu que é uma pastilha que já foi mastigada.
 
«O secretário-geral da UGT, João Proença, anunciou hoje que vai propôr ao Governo o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros a partir de 01 de janeiro de 2013.» [i]
 

  
 Banqueiro catastrofista só em Portugal
   
«Mira Amaral é presidente de um banco, já foi ministro, gestor de empresas públicas, comenta assuntos políticos e económicos, tem muitas, tantas opiniões sobre quase tudo, mas escolheu ser banqueiro e escolheu logo agora, logo neste momento. Deve ter nervos de aço. Ele podia ter sido outra coisa qualquer na vida, talvez até noutro país, mas não. Foi agora que ele avançou para banqueiro.
  
Mira Amaral é presidente de um banco, interessa-lhe que a economia ande para a frente, que haja mais crédito, mais depósitos, mais negócios, menos recessão, menos depressão. Precisa que o País cresça para que o seu negócio também recupere e os seus acionistas, aqueles que acabam de comprar o BPN, possam receber em dividendos o que investiram até agora. Suponho, imagino, não deliro - é isso que eles querem: ganhar dinheiro. Foi por isso que o escolheram para aquele lugar. Afinal, ele é presidente de um banco. É o vendedor n.º 1 desse banco.
   
Dizia: Mira Amaral é presidente de um banco que, embora pequeno, também depende da confiança. Na verdade, todos os negócios, grandes, pequenos ou médios dependem da confiança: restaurantes, boutiques, agências, indústrias disto e daquilo, agricultura disto e daquilo, vendedores, bancários e banqueiros - todos precisam de confiança. Todos eles sabem que quanto mais confiança houver no país mais clientes e depositantes vão ter. No caso de um banco: menos incumpridores vão aparecer, menos crédito malparado, mais dinheiro pode ganhar, mais cartões de crédito e débito pode vender. O BIC também está em Angola, tem investidores angolanos, mas também está cá, interessa-lhe que isto corra bem, não pior, não muito pior.
  
Mira Amaral é presidente de um banco, mas aconselha as pessoas a fugir de Portugal. "O melhor que os portugueses competentes têm a fazer é votar com os pés", disse, sublinhando, repetindo, vincando - com uma imagem, para se perceber (?) melhor - que se referia aos que têm menos de 40 anos. São esses que devem partir, diz ele. Não é gente qualquer. Menos de 40 anos: os que estão a começar uma vida, talvez queiram carro, casa, investir num negócio, numa ideia, no seu país. Talvez queiram ser clientes do BIC, o banco que até tem um slogan que diz assim: "Crescemos juntos." Não diz: emigramos juntos... ! Não diz.
  
Políticos que mentem e exageram há em todo o lado. Conheço-os, dou-lhes um desconto, voto ou não voto neles. Banqueiros catastrofistas, não. Não vou ao banco perguntar se devo emigrar. Vou à procura de dinheiro para ficar. Crescermos juntos, está a ver?» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo   
     
     
 Em Boliqueime até os ladrões mentem?
   
«"Isto é um assalto e tenho uma arma na pasta", terá dito o indivíduo que, segundo apurou o DN, estaria encapuzado e falava português. Existem, no entanto, informações contraditórias, indicando que ele usaria óculos escuros. Contudo, não chegou a exibir qualquer arma, nem exerceu violência física sobre as pessoas que se encontravam naquela instituição bancária após ter ali entrado como se fosse um simples cliente.» [DN]
   
Parecer:
 
Mentem e conseguem enganar os papalvos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 A Catalina quer regressar à ribalta
   
«O cardeal patriarca de Lisboa nunca recebeu denúncias sobre casos de pedofilia envolvendo sacerdotes feitas pela ex-provedora da Casa Pia. É esta a resposta do diretor do gabinete de comunicação de D. José Policarpo à informação de Catalina Pestana, que diz ter denunciado cinco casos de pedofilia envolvendo padres da diocese de Lisboa. O padre Nuno Rosário Fernandes acrescenta ainda ao DN que o cardeal nunca se reuniu com Catalina Pestana.
  
Em entrevista ao Público na semana passada, e a propósito da detenção do vice-reitor do seminário menor do Fundão, Catalina Pestana afirmou que este caso não era único e que ela própria já tinha denunciado abusos sexuais na igreja de Lisboa. A ex-provedora disse até ter reunido com D. José Policarpo e membros da conferência episcopal portuguesa.» [DN]
   
Parecer:
 
O cardeal que se cuide.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
      

   
   
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quinta-feira, dezembro 13, 2012

Não somos um povo de imbecis ó Salassie!


Vivemos num tempo em que ser português parece significar ser imbecil, diria mesmo que intelectualmente inimputável, é como se a falta de dinheiro por parte do Estado tivesse dois efeitos estranhos, um imbecil que pertença ao governo é promovido a sumidade intelectual e o cidadão comum adquire o estatuto de idiota.
Há uns tempos atrás houve quem exigisse participar nas negociações com a troika, quem escrevesse cartas à troika que antes de chegarem aos destinatários estavam publicadas nos jornais, que alertavam a troika para a existência de esqueletos no armário e, por fim, até exigiram a divulgação pública do memorando e depois ainda fizeram uma grande alarido para que fosse traduzido para português.
  
Agora tudo é diferente, o memorando tornou-se secreto, é apresentado aos portugueses não como o resultado de uma negociação mas como uma imposição do imperador Salassie e o primeiro-ministro vem depois sugerir aos portugueses que lhe devem ficar eternamente gratos porque escolheu o limite mais simpático de um qualquer intervalo. Um dia destes virá dizer que é o melhor governante que tivemos porque o imperador Salassie defendeu que um milhão de portugueses deveria ficar na miséria mas devemos reservar um lugar na história de Portugal porque graças à sua intervenção desse milhão uns quinze mil em vez de ficarem na miséria, ficaram remediados. Isto não é assim tão ridículo, a imbecilidade tem a vantagem de eliminar os limites à criatividade e quem acha que ser forçado a emigrar para conseguir ganhar para alimentar os filhos é uma oportunidade na vida pode lembrar-se dos maiores disparates.
  
Há quem queira passar a ideia de que o país deixou de ter governo, que os portugueses devem ser tratados como idiotas e os governantes foram os eleitos para fazerem de porta-voz dos esbirros do imperador Salassie. De repente deixaram de haver negociações, a concertação social deixou de funcionar e o consenso político alargado passou a ser imposição política. O imperador Salassie ordena, o governo comunica as decisões aos atrasados mentais e a senhora Jonet conforta-os com os seus valores ideológicos dignos de uma disciplina de economia do tempo em que as nossas meninas tinham um curso de “formação feminina” no ensino secundário.
  
A democracia foi suspensa, os portugueses estão impedidos de discutir o seu país e o seu futuro, o imperador Salassie até se dá ao luxo de dar raspanetes a todo um povo e até os ameaça dizendo que se querem um Estado social então que o paguem, o rapaz fala como se o empréstimo a Portugal tivesse sido uma operação de ajuda alimentar, esquece que os hotéis de luxo que frequenta e as mordomias em que vive são pagas com os juros altíssimos que Portugal paga à troika e pelas chorudas comissões com que financia o imperador mais os seus esbirros.
  
O senhor Salassie e os outros dois estarolas da troika estão a ir longe demais, o memorando assinado entre Portugal e as organizações internacionais não previa que fossem a seminários dizer postas de pescada, que atribuíssem ao primeiro-ministro os poderes de um Pinochet e que transformassem todo um povo num rebanho de imbecis.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
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Alfam, Lisboa
   
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Aldeia de Monsanto [A. Cabral]   
  
Jumento do dia
    
Abebe Aemero Salassie 
 
Pela primeira vez o Jumento do Dia é um estrangeiro e também pela primeira vez esta escolha começa com um "vai à merda" com todas as letras, as declarações do senhor Salassié só merecem um comentário: "vai à merda Salassié!" e se esse senhor gosta muito de dar raspanetes a países então que os vá dar ao seu.
 
O senhor Salassié representa uma organização internacional de que Portugal é membro soberano, é um mero funcionário de segunda linha dessa organização e não pode nem deve comportar-se como um sargento de um exército de ocupação, até porque o hotel de luxo onde se instala, as ajudas de custo que recebe e as mordomias que tem são pagas pelos milhões de comissões que os portugueses estão pagando por um empréstimo. O senhor Salassie parece estar convencido de que está cá numa operação de ajuda alimentar a um país incapaz de se governar, não, está enganado, está num país a que o FMI fez um pequeno empréstimo a jutos muito superiores à média praticada nos mercados e em cima ainda cobra comissões milionárias para pagar aos alarves que para cá manda.

O senhor Salassie não pode pensar que é um senhor da guerra destacado para Lisboa e que pode falar aos portugueses como se fossem atrasados mentais e como se não tivessem direito a gerir aos seus problemas em democracia, com os seus políticos. O dinheiro do FMI não autoriza o senhor da guerra a decidir que modelo social ou que Constituição Portugal pode ter.

O Senhor Salassie até pode ter o nome de um imperador da sua terra, mas esta terra é um república e quando quisermos voltar a ser uma monarquia não vamos pedir um candidato ao FMI.

Por isso se repete: vai à merda ó Salassie!

«"Se quiserem ter um grande estado providência em Portugal, tudo bem, mas têm de saber como pagar por ele", disse Selassie durante uma palestra na Ordem dos Economistas. "É possível ter um Estado baseado no modelo escandinavo, mas para isso é necessário um setor exportador muito dinâmico. Esse é um debate necessário."
  
Numa palestra intitulada "A crise económica portuguesa: diagnósticos e soluções", o economista etíope disse que há "margem para reduzir as ineficiências no setor público".» [DN]
    
 Será que o projecto de revisão da Constituição é do FMI?

O país vive em golpe de estado permanente, tem um governo que ganhou as eleições de forma legítima mas que graças a dois grupos parlamentares que mais parecem dois rebanho de ovelhas cegas governa de forma ilegítima. Para esta direita as eleições são uma fantochada para enganar o povo, depois governa-se com base num programa oculto e recorre-se à chantagem dos credores para impor um Estado Novo ao país.
  
O governo pede à troika para colocar no programa as idiotices políticas de Passos Coelho e dos seus ministros mais influente, depois vem dizer ao povo que está no memorando e que ele é tão simpático que até opta pela versão mais dócil. Até quando o povo português vai suportar este embuste?

 Palhaçada

A mesma troika que elogiava o consenso e a concertação social entre o governo e a central sindical dos bancários manda os parceiros sociais à fava e aceita alterações do memorando em ouvir todas as partes e desprezando o famoso consenso social e político. O imperador Salassie deve achar que vivemos na Somália!
   

  
 Que Parlamento é este?
   
«Há dias, na TVI 24, o prof. Paulo Morais fez um requisitório violento sobre a corrupção, e os interesses que se entrelaçam nos deputados do "arco do poder." Segundo disse, de manhã encontram-se, jovialmente, nos escritórios de advogados e, à tarde, vão ao Parlamento representar aqueles que lhes pagam.
  
Paulo Morais ferrou-lhes o nome a fim de marcar a ignomínia do procedimento. A corrupção só acabará quando eles forem varridos. Tarefa acaso difícil, mas não impossível e ao alcance da nossa cidadania. A urgente necessidade dessa empresa corresponde ao facto de "a nossa democracia estar moribunda". Paulo Morais, professor universitário no Porto, raramente é chamado pelas tv's; no entanto, o que diz, pelas verdades que comporta, atroa os ouvidos.
  
É mau para a democracia atacar o Parlamento, asseveram cândidas almas. Que fazer, então? Deixar que os vendilhões se assenhoreiem do templo, e dar cobertura à bandalheira indicada pelo prof. Paulo Morais? Aceitar, de ânimo leve, que gente honrada, como outro que se não cala, o prof. Medina Carreira, seja enxovalhada por uma Justiça escabrosa e por jornalistas de baixo jaez e duvidoso estilo? As cumplicidades estabelecidas possuem ramificações tenebrosas. Medina Carreira foi, obviamente, vítima de uma perversidade sórdida, mas não fica imune da infâmia quem, sem curar de saber a veracidade dos factos, tratou de transformar uma insídia numa aparente verdade.
  
Este jornalismo de faca na liga talvez não prolifere; mas anda por aí, e os seus mosqueteiros (e mosqueteiras) são aplaudidos com desenvolta leviandade. A sociedade portuguesa sofre do mal do tempo, dizem. Contudo, a brutalidade das transformações, por muito aceleradas que sejam, não justificam as cedências e as baixezas a que assistimos. Quando Luís Marques Mendes, em outra barricada, condena Vítor Gaspar, por este nos tratar como "atrasados mentais", essa desordem e essa perturbação têm muito a ver com a consciência do descaso e com a admissão do imoral como norma.
  
Criticar o Parlamento e os que tripudiam sobre a nobre função de deputado, para sobrepor as suas conveniências aos imperativos sagrados do bem comum, não só amolga a democracia: também vilipendia aqueles que a traem. Andamos excessivamente preocupados com tratar delicadamente os que vão para a Assembleia apenas para tratar da vidinha. É tempo de dizer, com o prof. Paulo Morais, que (entre os demais) os drs. António Vitorino e Paulo Rangel já estiveram juntos, de manhã, no mesmo escritório de advogados, a defender causas e proveitos comuns; e, "separados", à tarde, na Assembleia, a pleitear questões aparentemente opostas. Talvez não haja conflito de interesses, mas o assunto causa engu- lhos, e atiça, certamente, suspeitas de ordem moral. Naquele extremo cume da extrema consciência [Camus] manifesta-se uma razão superior.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
   
 Cardidade e solidariedade
   
«Acompanhei com distanciamento a polémica sobre as declarações de Isabel Jonet, no mês passado, acerca da necessidade do empobrecimento em Portugal.
  
Afinal de contas, ela tem feito um trabalho admirável no Banco Alimentar contra a Fome e todos devíamos estar-lhe gratos por isso. Uma pessoa que faz um trabalho de natureza prática não tem de ter um pensamento sofisticado sobre a pobreza e a desigualdade. Não devemos esperar que Isabel Jonet, depois de um dia de trabalho no Banco Alimentar, passe os serões a ler John Rawls ou Amartya Sen. Por isso, as críticas que então lhe foram dirigidas pareceram-me claramente excessivas e mesmo deslocadas. Agora, mudei de opinião.
   
Jonet dá esta semana mais uma entrevista, desta feita ao jornal i, onde declara: "Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social". De forma cuidadosa, admite que necessitamos tanto de uma coisa como da outra e até considera errada a diminuição dez algumas prestações sociais. Na verdade, se Jonet tivesse dito que precisamos tanto de caridade como de solidariedade, eu concordaria. Mas ela disse algo subtilmente diferente, ou seja, que a caridade é preferível à solidariedade. Isto é, que a benevolência individual trata melhor os problemas da pobreza e da injustiça do que a solidariedade socialmente organizada através do Estado.
   
Estas declarações - que Jonet dirá sempre que foram mal interpretadas, como se quem fala publicamente tivesse o monopólio da interpretação daquilo que diz - recordaram-me aquilo que se contava aqui há uns anos sobre as aulas do filósofo libertarista (ou neoliberal) Robert Nozick. Este escreveu uma famosa obra, intitulada "Anarquia, Estado e Utopia", na qual atacava a ideia de justiça social considerando que, na verdade, qualquer esquema solidário ou distributivo implicava interferir na propriedade e liberdade dos mais ricos, o que significava tratá-los instrumentalmente e isso era indefensável de um ponto de vista moral. Pois bem, enquanto ensinava estas teorias, Nozick faria correr entre os estudantes uma caixa-mealheiro onde estava escrito "Contribuições para a pobreza em África". A ideia era clara: a caridade substituía com vantagem a solidariedade.
  
Quando Isabel Jonet vem agora dizer que a caridade é preferível não podemos desligar-nos de um contexto político no qual o Governo pretende impor um corte devastador no Estado social, em especial nas prestações sociais. Ou seja, os discursos de Jonet e do Governo funcionam em tandem. Eles fazem cada um por si aquilo que Nozick fazia em simultâneo na sua sala de aula. Ao dizer que a caridade é preferível, Jonet está também a dizer, de forma sub-reptícia, que o Governo tem razão em cortar na solidariedade.» [DE]
   
Autor:
 
João Cardoso Rosas.
    
     
 As coisas que o Ricciardi sabe
   
«O Departamento Central de Investigação e Penal (DCIAP) está a investigar indícios da prática do crime de abuso de informação privilegiada por parte de alguns administradores do Banco Espírito Santo Investimento (BESI) nos processos da 8.ª fase de privatização da EDP e da 2.ª fase de privatização da REN, ocorridos no final de 2011 e no início de 2012. O procurador-geral adjunto Rosário Teixeira, responsável pela investigação do DCIAP, entende que existem indícios de que alguns banqueiros do BESI, instituição de que é chairman Ricardo Salgado, realizaram operações de aquisição de acções das empresas a privatizar (EDP e REN) nos dias anteriores à decisão do governo de adjudicar a venda de 21,35% do capital social da EDP e 25% das acções representativas do capital social da Rede Eléctrica Nacional (REN) às empresas China Three Gorges e State Grid.» [i]
   
Parecer:
 
O Ricciardi não era o tal que telefonava para o Passos Coelho e até o tratava por tu?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Peçam ajuda a Passos Coelho, pode ser que ele ajude na investigação e no fim da impunidade.»
      
 Terá bebido um copito a mais?
   
«O candidato do PSD à Câmara do Porto, Luís Filipe Menezes, admitiu hoje coligar-se com o PS, caso os socialistas desistam e o venham a apoiar, abrindo a porta à colaboração de “qualquer outro partido”.» [i]
   
Parecer:
 
O pobre passou-se.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Interne-se o homem.»
   
 Ena!
   
«A divulgação das buscas à residência e ao escritório do fiscalista Medina Carreira, na passada semana, no âmbito do caso Monte Branco, vai ser investigada, garantiu ao PÚBLICO a Procuradoria-Geral da República (PGR).» [Público]
   
Parecer:
 
Enfim, vão gastar dinheiro aos contribuintes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos resultados das aturadas investigações.»
   
 A presidente do Parlamento é apenas jurista?
   
«A presidente da Assembleia da República (AR), Assunção Esteves, defende em comunicado enviado ao PÚBLICO esta quarta-feira que a imunidade parlamentar de que gozam os deputados não se aplica ao ex-director de informação da RTP, Nuno Santos.

Assunção Esteves argumenta que “a imunidade pelo proferimento de opiniões, no exercício de funções ou por causa delas, assiste aos deputados”.

A presidente da AR responde assim ao pedido de Nuno Santos para que se pronunciasse sobre a protecção que é dada aos cidadãos chamados a depor em comissões parlamentares, depois de considerar que está a ser alvo de um julgamento sumário por declarações prestadas no Parlamen» [Público]
   
Parecer:
 
O que a presidente do Parlamento disse até os dois GNR que fazem guarda de honra ao Parlamento eram capazes de dizer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Assunção Esteves que fale como presidente do Parlamento de uma democracia e não como assessora jurídica.»
     

   
   
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