sábado, dezembro 29, 2012

O Natal do Pedro e da Laura

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O Pedro tem dois natais, um oficial sem a Laura, passado no silêncio do seu gabinete austero, decorado com um presépio da Vista Alegre onde há vaca e burro, o que não deverá ser entendido como uma homenagem a este modesto Jumento. Nesse Natal o Pedro explica que é uma bênção divina estarmos de barriga vazia e tolhidos pela fome, estamos melhor de saúde, mais elegantes e como para o ano vão haver rabanadas com fartura toda essa fome ajuda a empaturra-nos.
 
No outro Natal o Pedro e a Laura imaginaram o que será a casa dos pobres, o marido está bêbado e bate na mulher, o avô falta porque foi metido à força num lar da Santa Casa e os putos ranhoso anda à bofetada disputado a única rabanada que está na mesa. Na impossibilidade de se armar em padre franciscano e ir passar o Natal junto dos pobrezinhos, Passos Coelho optou por mandar uma mensagem aos miseráveis para lhes dar a entender que sabe quão difícil é a sua existência.
 
O primeiro-ministro, mais troikista do que a troika, que se está lixando para os votos dos portugueses que sofrem com as suas decisões, que acha que governa um povo de piegas decidiu sofrer uma mutação, agora é um miserável entre os miseráveis, aqueles que no ano passado ficaram à míngua por terem abusado do pecado do consumo, são agora filhos de Deus e merecedores do céu, só ainda não têm lugar porque este brilhante governo ainda tem muito por conseguir, a seu tempo o Gaspar fará a sua previsão de quem quando pode entrar no paraíso terrestre cheio de oportunidades e de rabanadas.
 
Portugal não tem um primeiro-ministro eleitoralista, o homem governa com rigor e até se está lixando para eleições. Tem um primeiro-ministro louco, um primeiro-ministro que em vez de ver os melhores abandonarem Portugal, imagina uma imensa fila de gente a regressar ao país, a escolher as oportunidades como se estivesse a fazer compras no Pingo Doce no 1.º de Maio dos 50%, um país rico e cheio de oportunidades.
 
Tem um primeiro ministro louco porque é um bipolar em estado muito avançado, um bipolar que numa comunicação fala de riqueza e de um mar de oportunidades, e depois arma-se em pobre da Madre Teresa de Calcutá, imagina pobres dividindo o pap-seco que substituiu o bolo-rei. É um primeiro-ministro louco porque não percebe que o pior que pode fazer a um pobre de verdade é armar-se em falso pobre, é uma ofensa para os mais de dois milhões de pobres portugueses ser tratado como miserável por alguém que vive na abundância, que nunca fez nada na vida, que recebeu mais em prendas de Natal do que muitos portugueses ganham em muitos anos, ver um primeiro-ministro que defende que os pobres devem ser ainda mais pobres vir agora chorar pela pobreza que ele próprio ajudou a promover.
 
Só um primeiro-ministro louco actua desta forma, porque um primeiro-ministro que produz mensagens com este nível de bipolaridade é irresponsável e está acendendo o rastilho da conflituosidade social. Só um primeiro-ministro louco parece interessado em conduzir o país para um conflito interno de proporções muito superiores à que os chefes das polícias promovidos pelo seu governo alguma vez conseguirão conter.
  
Este primeiro-ministro é louco e tem uma visão idílica da pobreza, acha que ser pobre é comer só uma rabanada. Não ó Pedro, não ó Laura, ser pobre é ter o filho doente e não ter dinheiro para os medicamentos, é amanhã a criança ir para a escola com um buraco na sola dos ténis, é ter de pagar a renda e não se ter recebido o ordenado, é a EDP ir cortar a energia e não haver dinheiro para pagar a conta, é estar-se desempregado e não se ter dinheiro para o bilhete de autocarro necessário para ir procurar emprego. Ser primeiro-ministro, não se perceber nada disto, decidir-se uma política brutal e depois escrever mensagens destas é pegar fogo a um país.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
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"rent a fun", Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Em manutenção [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Vítor Gaspar
 
Na Europa, num país sacrificado por austeridade, com um governo que dizia resolver os problemas cortando nas gorduras, há um país que apesar de aumentos brutais de impostos, de aumentos de taxas moderadoras, de aumentos nos transportes, de cortes nas prestações sociais e de uma redução brutal nos rendimentos de funcionários e pensionistas , revela-se incapaz de produzir um OE viável, não acerta numa previsão e não tem competência para controlar o défice.

Esse governo tem um ministro das Finanças que anda por aí armado em mago da economia, que passa o tempo em Bona dando conferências e que dedicou uma conferência em Nova Iorque dedicou o tempo a falar mal de um governo do seu próprio país para promover o auto elogio e realçar as suas opções. Agora o país está à beira do desastre, o ministro perdeu o bom humor e anda mais desaparecido do que o Paulo Portas.

Apareça Gaspar, dê a cara, assuma as responsabilidades, fale da sua política com o mesmo rigor que falou do anterior governo, vá lá, tenha coragem! Ninguém lhe fará mal, mas se mesmo assim tiver receio traga o seu batalhão de guardas pessoais da GNR, vá lá, dê a cara pelas consequências das suas políticas, assuma o falhanço das suas opções, ou então faça o que já devia ter feito, demita-se e sugira ao seu amigo Passos que faça o mesmo, aproveitem que ainda vão a tempo de passar o ano em Massamá.
 
«"Tomando como referência valores acumulados dos três primeiros trimestres de 2012, o saldo situou-se em -6.929 milhões de euros, correspondendo a -5,6% do PIB (-8.528 milhões de euros no período homólogo de 2011, -6,7% do PIB)", afirmou esta sexta-feira o INE no destaque publicado com as contas nacionais trimestrais por sector institucional.
  
Nos 12 meses terminados no terceiro trimestre, o défice das Administrações Públicas teve uma melhoria de 0,1 pontos percentuais, comparando com o ano terminado no segundo trimestre de 2012, atingindo 3,5% do PIB.» [CM]
   
 As vítimas do Artur
 
Quando se fala das vítimas do Artur alguém refere as duas pessoas que o senhor matou em cima de passadeiras de peões e que deixou ao abandono ou tentou deixar? Não senhor, fala-se de jornalistas finos e de ricaços que se reúnem em palacetes para discutir a crise que lhes é alheia, pelo menos na perspectiva das medidas de austeridade. Os que morreram na passadeira e que não mereceram mais do que ligeiras penas suspensa é populaça, gente inferior. O verdeiro escândalo não está em saber como é que alguém mata dois cidadãos em cima das passadeiras numa pequena localidade e a justiça o trata com meiguice, o escândalo que até põe a PGR a acompanhar o assunto foi o Artur ter mostrado ao país como muita dessa intelectualidade que se passeia nas televisões, colóquios e seminários nem valem a gravata de seda que exibem.
  
E só o Artur é que é burlão, só ele é que anda a burlar o país, é ele que anda a burlar todo um povo, foi ele que burlou uma nação e desviou as ajudas comunitárias destinadas à formação profissional, foi o Artur que enriqueceu com o dinheiro dos contribuintes destruído pelos amigos do pessoal do BPN? Querem ver que o Artur é o responsável pelas burlas de toda essa gente, burlas que conduziram o país à miséria? É o Artur que faz as previsões que acompanham os orçamentos do Vítor Gaspar? Foi o Artur que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição que hoje tem um papel meramente decorativo na ordem constitucional portuguesa?
  
Pois é, esse maroto do Artur é mesmo um grande burlão, todos os outros são os burlados!
  
Como diria o Scolari "e o burlão é o Artur?".

 Mensagem de retribuição ao Pedro e à Laura
   

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"Caro Pedro,
 
Antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que tiveste em prescindir dos poucos momentos em que não tens que carregar o país às costas, para pensar um pouco em nós e nos nossos natais.
 
Retrataste com a clarividência de poucos a forma penosa como atravessamos esta quadra que deveria ser de alegria, amor e união. És de facto um ser iluminado e somos sem dúvida privilegiados em ter ao leme da nossa nau um ser humano de tão refinada cepa.
 
Gostava também de ser interlocutor de alguém que queria aproveitar o espírito de boa vontade que a quadra proporciona para te pedir sinceras desculpas…a minha mãe.
 
A minha mãe é uma senhora de 70 anos, que usufruindo de uma escandalosa pensão de mil e poucos euros, se sente responsável pelo miserável natal de todos os seus concidadãos. Ela não consegue compreender onde falhou, mas está convicta de que o fez…doutra forma não terias afirmado o que afirmaste. Tentarei resumir o seu percurso de vida para que nos ajudes a identificar a mácula.
 
A minha mãe nasceu em Alcácer do Sal começou a trabalhar com 12 ou 13 anos…já não se recorda muito bem. Apanhava ganchos de cabelo num salão de cabeleireiro, e simultaneamente aprendia umas coisas deste ofício. Casou jovem e mudou-se para a cidade em busca de melhor vida. Sem opções de emprego a minha mãe nunca se acomodou e fazia alguns trabalhos de cabeleireira ao domicilio…nunca se queixou…foi mãe jovem e sempre achou que por esse facto era a mulher mais afortunada do mundo. Arranjou depois emprego num refeitório de uma grande fábrica. Nunca teve qualquer tipo de formação mas a cozinha era a sua grande paixão.
 
Depois de alguns anos no refeitório aventurou-se no seu grande sonho…ter um negócio próprio de restauração. Quis o destino que o sonho se concretizasse no ano de 1974…lembras-te 1974? O ano em que te tornaste livre? Tinhas o quê? 10 anos?
 
Pois é…o sonho da minha mãe tem a idade da democracia.
 
O sonho nasceu pequeno, com pouco mais de 3 ou 4 colaboradoras. Com muita dificuldade, muito trabalho e muitas noites sem dormir foi crescendo e chegou a dar trabalho a mais de 20 pessoas. A minha mãe tem a 4ª classe.
 
Tu já criaste empregos Pedro?  Quer dizer…criar mesmo…investir e arriscar o que é  teu…telefonemas para o Relvas a pedir qualquer coisa para uma amiga da Laura não conta como criar emprego. A minha mãe criou…por isso ela não compreende muito bem onde errou. Tudo junto tem mais de 40 anos de descontos para a segurança social. Sempre descontou aquilo que a lei lhe exigia. A lei que tu e outros como tu…gente de tão abnegada dedicação, se entretém a escrever, reescrever, anular, modificar…enfim…trabalhos de outra grandeza que ela não compreende mas valoriza.
 
Pois como te digo, a minha mãe viu passar o verão quente, os tempos do desenvolvimento sem paralelo, o fechar de todas as fábricas da região, os tempos do oásis, as várias intervenções do FMI, as Expos, os Euros, do futebol e da finança…e passou por isto tudo sempre a trabalhar como se não houvesse amanhã. A pagar impostos todos os meses e todos os anos. IVA, IRC, IRS, IMI, pagamentos por conta, pagamentos especiais por conta, por ter um toldo, por ter a viatura decorada, por ter cão, de selo, de circulação, de radiodifusão…não falhando um único desconto para a sua reforma, não falhando um único imposto. E viu chegar as condicionantes da idade avançada sem lançar um queixume. E foi resolvendo todos os seus problemas de saúde que inexoravelmente foram surgindo, recorrendo a um seguro privado, tentando deixar para aqueles que realmente necessitam, o apoio da segurança social. Em mais de 40 anos de contribuição não teve um dia de baixa, não usufruiu de um cêntimo em subsídios de desemprego. E ela dá voltas e voltas à cabeça e não há forma de se recordar onde possa ter falhado. Mas certamente falhou…
 
Por isso Pedro, quando eu lhe li a tua carinhosa mensagem, que certamente escreveste na companhia da Laura e com um cobertor a cobrir as vossas pernas para poupar no aquecimento, ela comoveu-se, e cheia de remorsos pediu-me que por esta via te endereçasse um sentido pedido de desculpas.
 
Pediu também para te dizer que se sente muito orgulhosa de com a redução da sua pensão poder contribuir para que a tua missão na terra seja coroada de sucesso.
 
És de facto único Pedro. A forma carinhosa como te referes aos sacrifícios que os outros estão fazer, faz-me acreditar que quase os sentes como teus. Sei que sofres por nós Pedro. Sei que  cada emprego que se perde é uma chaga que se abre no teu corpo…é um sofrimento atroz que te é imposto…e tudo por culpa de quem? De gente como a minha pobre mãe que mesmo sem querer tem levado toda uma vida a delapidar o património que é de todos. Por isso se a conseguires ajudar a perceber onde errou ficar-te-ei eternamente agradecido. A minha mãe ainda é daquele tipo de pessoas que não suporta a ideia de estar a dever algo a alguém...ajuda-nos pois Pedro.
 
Aceita por favor, mais uma vez, em nome da minha mãe, sentidas desculpas. Ela diz que apesar de reformada e com menos saúde vai continuar a trabalhar para poder expiar o tanto mal que causou.
 
Continua Pedro..estás certamente no bom caminho, embora alguns milhões de ingratos não o consigam perceber.
 
Não te detenhas…os génios raramente são reconhecidos em vida.
 
Um grande abraço para ti.
Um grande beijo para a Laura.


Nuno Barradas
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 Best Fails 2012



  
 Artur e outros burlões
   
«Shakespeare, lembrava ontem Rui Pereira no Correio da Manhã, pôs a verdade na boca de um bobo. Podia também ter escrito que não há fúria na terra como a dos jornalistas gozados.
   
Sim, o sentido de humor faz muita falta. Se o usássemos mais veríamos como esta parábola do Artur nos faz o retrato, na sua genial redução ao absurdo. Com o seu "nós lá na ONU" e o seu discurso ouvido com reverência e sem contraditório, Artur faz alguma diferença de António (Borges) e o seu 'nós lá na Goldman Sachs" ou "nós lá no FMI", o "nós lá na troika" de Abebe (Selassie), ou o "nós lá no BCE" de Vítor (Gaspar)? Num caso é falso e nos outros é verdade, direis. Mas é o lugar de onde se fala que conta, ou o sentido que faz o que se diz, sua verdade e efeito?
   
Que o que o Artur dizia são disparates, ouvimos agora. Admitamos que sim; que é "o que as pessoas querem ouvir", como ontem o diretor do Diário Económico, António Costa, afirmava no Twitter. Mas há dois anos, quando os media clamavam pelo pedido de resgate para a seguir cantarem loas às "soluções" e ditados da troika, e logo depois, durante a campanha eleitoral, repetirem, sem a questionar, a conversa das "gorduras do Estado", era de quê, factos indesmentíveis, que ninguém queria ouvir, que se tratava? Onde estavam os jornalistas económicos quando PSD e CDS juravam que, uma vez no poder, bastaria "cortar no supérfluo" e nada de aumentar impostos, nada de fechar centros de saúde, escolas, racionalizar o Estado, tudo isso que o Governo anterior fazia, claro, por pura maldade? E onde estão agora, que até o Pedro admite ser a generalidade da despesa do Estado com prestações e serviços sociais, os reconhecimentos de terem sido levados ao engano, os mea culpa por não terem feito "o trabalho de casa"? Onde estão as acusações de burla e os apodos de burlão a quem vendeu a história falsa?
   
Difícil encontrar hoje um analista ou jornalista que não faça pouco das previsões do Vitor, não é? Mas quem não se recorda de ter sido apresentado como "um técnico brilhante e apolítico", "uma infalível máquina de contas", e a sua austeridade como "o único caminho"? E já não se lembram de como o Pedro era "um homem sério", "sensato", "bem falante" (!), que "não enganava ninguém", e o Álvaro um brilhante académico que trazia do Canadá a saída para todos os problemas?
   
Artur mentiu, arranjou uns cartões falsos, pretendeu ser autor de um estudo que não é dele e pertencer a uma organização prestigiada que, de resto, nada faz - para não variar da sua atitude geral - para se defender de tal reivindicação. E assim fez discursos, deu entrevistas e chegou à TV. Foi uma bela partida; se fosse a ele fazia disto tese académica ou reportagem, com o título "Como enganei os media portugueses, como são fáceis de enganar, e como enganam quem os consome". Às tantas ganha o Pulitzer. Merece. Até porque, ao contrário dos outros burlões, e tantos são, não nos fez mal algum.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Então, esse 2018 demora muito?
   
«Em fins de 1997, no aproximar de um aniversário redondo, o cronista brasileiro Joaquim Ferreira dos Santos publicou "Feliz 1958 - O ano que não devia terminar". Um livro cheio de saudades. Em 1958, Oscar Niemeyer traçava Brasília a mando de um presidente sorridente, Juscelino Kubitschek. Nesse ano o Brasil lançou o seu primeiro automóvel, o DKW-Vemag, e foi pela primeira vez campeão mundial de futebol (e com Pelé e Garrincha). João Gilberto com Chega de saudade abria as portas à bossa-nova e Jorge Amado lançava Gabriela, Cravo e Canela. No teatro, Nelson Rodrigues escandalizava, nos jornais, os cronistas chamavam-se Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Sérgio Porto, Millôr Fernandes... Este dizia: "Nostalgia é querer voltar para um lugar que nunca existiu." Está bem, está bem, conversa de quem tem a barriga cheia. Chega de saudade, é???! Quero ver se, daqui a 40 anos, algum português vai lembrar 2012 como o ano que nunca devia ter terminado... A haver evocação, será crítica: como é que os políticos de então (os de hoje), aproveitando a boleia da supressão de algumas datas (5 de Outubro, 1.º de Dezembro...), não decretaram também a supressão de alguns anos? Com a mão na massa de eliminar calendário, faziam-nos passar diretamente de 2012 para 2018 - que é o ano, segundo as últimas promessas, em que isto vai andar melhorzinho. Dava um bom livro: "Feliz 2018 - O ano que não há meio de chegar."» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 2012: o ano dos três orçamentos
   
«Está a terminar o ano de 2012, que foi o primeiro ano orçamental da inteira responsabilidade do actual Governo: foi ele que fez o Orçamento que tem vindo a ser aplicado e é ele o único responsável pela sua execução, de uma ponta à outra.
   
E dificilmente as coisas podiam ter corrido pior: o Governo falhou de tal maneira que o ano de 2012 ficará conhecido como o ano dos três orçamentos.
  
2012, é certo, apesar da relativa acalmia trazida pela intervenção musculada do BCE junto do sistema financeiro e dos mercados, foi ainda um ano de crise e de continuadas incertezas: a situação crítica da Grécia arrastou-se, aumentou a pressão dos mercados sobre a Itália e a Espanha, vários países europeus entraram em recessão técnica na segunda metade do ano. Mas é preciso ter o sentido das proporções: nada disto, por mau que seja, se compara com a surpreendente e profundíssima recessão global de 2009, que nenhum governo do Mundo e nenhuma instituição internacional tinham previsto. Assim sendo, a evolução negativa do quadro internacional, com a expressão que teve, está muito longe de justificar o tremendo desacerto nas previsões do Governo.
   
O facto é que 2012 foi para o Governo, e em especial para o Ministro das Finanças, o ano de todas as surpresas. Começou com a surpresa do desemprego (a previsão inicial do Governo apontava para uma taxa anual de desemprego de 13,4% e a última vai nos 15,5%!) e terminou com aquilo a que o Primeiro-Ministro chamou, na sua entrevista à TVI, a "surpresa orçamental" - materializada na queda das receitas fiscais (sobretudo do IVA) e consequente falhanço da meta do défice.
   
De falhanço em falhanço, o Governo foi apresentando orçamentos sucessivos, a ver se conseguia acertar: apresentou o orçamento inicial em Outubro de 2011, como é da praxe; em Março, ao fim de apenas três meses de execução orçamental, já teve de apresentar um primeiro orçamento rectificativo e em Outubro (com o Orçamento de 2013) apresentou um segundo orçamento rectificativo.
   
O problema é que nem rectificando o Governo acertou. Veja-se o caso do IVA: o Ministro das Finanças começou por prever, no Orçamento inicial, um aumento astronómico da receita do IVA na ordem dos 12,6%, de cerca de 13 mil para 14,7 mil milhões de euros. Em Março, apesar de todos os sinais de queda da receita, fez apenas uma ligeira correcção em baixa apostando ainda num crescimento da receita do IVA de 11,6%, ou seja, um aumento de 13 mil para 14,5 mil milhões de euros. Só em Outubro, finalmente, Vítor Gaspar reconheceu o desastre, passando a prever, apesar do brutal aumento das taxas, uma estagnação da receita do IVA nos 13 mil milhões de euros. Mas nem assim: os dados da execução orçamental até Novembro, revelados pela Direcção-Geral do Orçamento, apontam não para uma estagnação mas sim para uma queda acumulada da receita líquida do IVA de 1,6%, o que significa que a receita está cerca de 200 milhões de euros abaixo da obtida em 2011 - tendência que dificilmente será revertida no último mês do ano. Nem à terceira tentativa o Ministro das Finanças acertou!
  
É por essas e por outras que, chegados ao fim deste ano dos três orçamentos, podemos não saber ainda ao certo o valor do défice real de 2012 - mas todos sabemos que o Governo falhou. E não se trata, como às vezes se pretende, de um mero problema de melhor ou pior "pontaria" das previsões, num tempo de difíceis incertezas. O problema é outro. A verdade é que o Governo falha nas suas previsões pela mesma razão que falha nas suas metas: porque ainda não percebeu a verdadeira expressão do impacto na economia e nas contas públicas da sua desastrosa opção por uma austeridade além da "troika". E esse, está visto, é um problema que não se resolve com "rectificativos". Nem com este Governo.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
     
 Equidade
   
«É assustador a facilidade com que o Estado se permite quebrar o seu contrato social e nacionalizar o rendimento das pessoas.

Eis uma palavra pouco utilizada em Portugal até que a governação passou a ver na mesma uma oportunidade para tentar obter mais receita fiscal. Os bonitos princípios da equidade e da solidariedade passaram a significar mais impostos. E, no final, mais impostos significam recessão, desemprego e mais pobreza transversal à sociedade.

As vítimas recentes da equidade são os pensionistas. 2013 será o ano em que a equidade apregoada quanto à distribuição dos sacrifícios chegará, sem meias medidas, aos que já não têm força para emigrar, através da chamada Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), aplicável a alguns pensionistas "dourados", ou seja, aqueles que recebem mais de 1350 euros. Em alguns casos, a aplicação deste imposto dito solidário, conjugado com as taxas de IRS, significará que o Estado se permite retirar 70, 80 ou mesmo 90% do rendimento de cidadãos.

Só se aplica aos ricos, dizem alguns protagonistas, curiosamente da direita Portuguesa. Isso é irrelevante! Isto porque a democracia tem limites e estes aplicam-se a ricos e pobres. Julgava impossível que, em democracia, algum cidadão pudesse ver o Estado retirar-lhe tamanha fatia do seu rendimento mas, pelos vistos, estava enganado. Se isto não é confisco, o que é? Se isto não é inconstitucional, o que é? Vivemos tempos de grande exigência, mas a acção do Estado não pode ser ilimitada, sob pena de palavras como "democracia" e "liberdade", que não existem sem o direito à propriedade privada, passarem à história.

Sou da geração que tem perfeita noção de que não vai ter reformas compatíveis com os seus descontos e que, se tiver uma reforma mínima já será uma conquista assinalável. Se tiver saúde, também sei que não me vou reformar aos 65 ou muito menos aos 55 anos, como vi acontecer com muitos dos que se aposentaram ao longo das já quase quatro décadas de festejos que a revolução de Abril mereceu em Portugal. Nada disso me assusta. O que é assustador é a facilidade com que o Estado se permite quebrar o seu contrato social e nacionalizar o rendimento das pessoas. E isso é ainda mais gravoso numa altura em que o último garante de sobrevivência de muitas famílias arrastadas pela crise são precisamente os pensionistas da classe média.

Não se deixem os portugueses enganar com a nobreza do princípio da equidade na boca de um decisor político nos dias de hoje. Isso apenas significa que os pobres continuarão pobres, os remediados ficarão pobres, a classe média passa a baixa e a classe alta gastará muito menos. Portanto, se no discurso teórico estas ideias soam bem e parecem justas, na vida real significam desgraça colectiva.» [DE]
   
Autor:
 
Francisco Proença de Carvalho.
     
     
 Há que manter os cassetetes bem dispostos
   
«Numa nota, o Ministério da Administração Interna (MAI) adianta que na GNR, vão ser promovidos um total de 351 militares, dos quais 178 são sargentos e 173 oficiais.
  
Já na PSP, foram autorizadas promoções para 167 elementos policiais nas categorias de subintendente e comissário.
  
Com esta decisão, o MAI "cumpre o compromisso assumido de dar seguimento aos processos de promoção nas duas forças de segurança até ao final do ano", refere a nota do ministério.
  
O MAI já tinha autorizado este ano 3.115 promoções na GNR e 1.067 na PSP.» [CM]
   
Parecer:
 
Principalmente os oficiais...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
      
 Não queriam ajustamento?
   
«Segundo os dados hoje revelados pelo Instituto Nacional de Estatística a taxa de poupança atingiu os 11,2% (até setembro deste ano), e apenas recuando para o terceiro trimestre de 2003 se encontra uma taxa tão elevada (11,5% à data).» [DN]
   
Parecer:
 
Ora tomem lá mais ajustamento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos indicadores relativos ao ano de 2012.»
   
 O n.º 3 trava RTP
    
«Não foi no último Conselho de Ministros do ano velho, e pode nem ser no primeiro do ano novo. As divergências na coligação sobre o caminho a dar à RTP voltaram a atrasar a decisão sobre o modelo de privatização da empresa.
  
Depois de terem prometido uma decisão até ao final de 2012, Passos Coelho e Miguel Relvas apostavam agora em fazê-lo no próximo Conselho de Ministros, dia 3 de Janeiro. Mas Paulo Portas colocou novos entraves à solução preferida do ministro da tutela e nem sequer vai estar presente nessa reunião. No mesmo dia 3 tem marcado o tradicional seminário diplomático de ano novo. E, na melhor das hipóteses, o Governo só decidirá a RTP no dia 10.

O modelo que está, agora, em cima da mesa da coligação passa pela privatização de 49% da RTP a um operador privado, que assumirá, através de um acordo parassocial, a integralidade da gestão e o cumprimento das obrigações estipuladas para o serviço público de televisão e de rádio. Neste modelo, o vencedor do concurso receberá ainda a verba da taxa de audiovisual (que rondará os 140 a 150 milhões de euros anuais).» [Sol]
   
Parecer:
 
É óbvio que Portas vai ceder, arrisca-se a levar com algum torpedo dos submarinos que comprou.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se em que Portas cede.»
   
 A ONU sem noção do ridículo
   
«Artur Baptista da Silva “não é e nunca foi” funcionário das Nações Unidas nem está autorizado para falar em nome do programa para o desenvolvimento (PNUD), reiterou a organização.

Num comunicado oficial, divulgado quinta-feira em português e em inglês no site do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD confirma que Artur Baptista da Silva “não é e nunca foi funcionário do PNUD, nem porta-voz autorizado para a organização de desenvolvimento global”.» [Público]
   
Parecer:
 
Agora que o Artur é uma anedota é que a ONU vem desautorizá-lo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
     

   
   
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sexta-feira, dezembro 28, 2012

Laureados com os Artures 2012

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Portugal tem um novo herói capaz de levar o vulgar Cristiano Ronaldo a bater com o rabo no chão, se o o jogador do Real Madrid consegue fintar alguns defesas espanhóis mais descuidados, o nosso Artur consegue ludibriar a nata intelectual portuguesa, desde os circunspectos cientistas da economia aos mais exigentes jornalista, tudo isto depois de ter matado duas pessoas em passadeiras e de ter feito um estágio prisional, é obra!
  
È natural que num país onde os políticos que vencem são os que melhor mente, onde um Presidente compra acções ao preço da uva mijona e vende-as ao preço do caviar, isso para não referir as trocas de imobiliários onde um traste se pode trocar por uma vivenda novinha em folha, um burlão deve ser tratado com respeito, a capacidade de burlar Portugal e os portugueses é uma das mais apreciadas.
  
É por isso que o Artur não só merece a gratidão nacional como é digno de todas as honrarias e homenagens públicas. O Jumento não quis ficar a atrás, como se fosse o último a chegar à maga promoção dos 50% do Pingo Doce, e instituiu um novo prémio, os americanos têm os Óscares para os que se distinguem na ficção cinematográfica, nós que vivemos num país que é todo ele uma grande encenação, um reality show, temos os Artures, o prémio para os que neste reality show que é toda a nossa vida nacional se distinguem do comum dos cidadão pela sua capacidade de burlar o vizinho e melhor singrar na vida.
  
A três dias do fim do ano aqui ficam os distinguidos com os Artures 2012:
  
Na categoria Coragem Política: o Artur vai para …  Cavaco Silva
  
O Cavaco que corajosamente enfrentou a asfixia democrática de Sócrates, que se candidatou a presidente assegurando que estava por nascer aquele que seria mais honesto do que ele e que ofereceu os seus préstimos de professor de economia aos eleitores, esse mesmo Cavaco Ganhou as eleições e perante um parlamento laranja prometeu respeitar e fazer respeitar a Constituição. Passados quase dois anos os portugueses esperam ansiosamente que Cavaco ache oportuno cumprir com a sua jura.
  
Na categoria Banca: o Artur vai para …  Fernando Ulrich
   
O banqueiro do BPI, um conhecido doutor que não acabou ainda a sua licenciatura, é um dos mais firmes apoiantes da política extremista de Vítor Gaspar o que se compreende, o empobrecimento forçado da classe média é uma transferência de riqueza para os mais poderosos que nenhuma ditadura fascista tinha ainda ensaiado. Ficou famoso com o “ai aguentam, aguentam” quando se questionava se os portugueses suportariam mais medidas brutais do Gasparoika. O problema é que o Ulrich sabe do que fala, como banqueiro sabe as contas de muitos dos seus clientes que ele deseja ver sacrificados pelo Gaspar, entre um reembolso de TSU e os lucros dos seus depósitos o Ulrich prefere a TSU, até porque o dinheiro do BCE está barato e ele não precisa de clientes tesos. Se calhar não é bem assim e como muitos clientes devem ter percebido a imensa burla de que estavam a ser vítimas devem ter mudado de banco, o que é uma pena, o divertido Ulrich desapareceu de cena.
  
Na categoria Trabalhador exemplar: o Artur vai para … António Barreto
  
Seria uma grande maldade usar o nome de António Barreto insinuando que o prémio o promovia a Barrete, o passado intelectual de António Barreto, que ultimamente tem vindo a ser reforçado com artigos de pensamento mais militante da esposa, merece mais. A fundação a que preside não tem como objectivo usar os lucros que o Soares dos Santos conseguiu a vender latas de petinga em tomate na manipulação política, não senhor, quando em plena campanha das legislativas as mercearias do hipermerceeiro que emigrou para a Holanda (agora tem dupla nacionalidade, ele e os filhos são portugueses, mas o dinheiro é holandês)
  
Na categoria Imprensa: o Artur vai para …Marques Mendes
  
Marques Mendes tornou-se em pouco tempo um verdadeiro jornalista de investigação, num país onde os magistrados fazem escutas e os jornalistas as divulgam, Marques Mendes foi o único que descobriu novidades sem recorrer a escutas e as divulgou sem violar o segredo d justiça. O problema é que não há conhecimento de o governo se ter queixado de os seus edifícios ou arquivos terem sido violados, sinal de que desde as famosas escutas a Belém a segurança melhorou. Se assim é como é que o pequeno Marques Mendes, que teria de levar um escadote para ouvir através de uma fresta do gabinete do Passos Coelho em São Bento, correndo um sério risco de os pavões lhe darem umas bicadas no traseiro, consegue saber tudo?
  
Na categoria Comércio: o Artur vai para … para o Soares dos Santos
  
O merceeiro luso-neerlandês, luso pelo nascimento e neerlandês pelo capital, destacou-se por decidir medir forças com os sindicatos promovendo uma mega promoção de 50% que ia dando cabo das suas lojas. O problema é que o Soares dos Santos devia estar internado pois terá confundido o Belmiro de Azevedo com o líder da CGTP, argumentou com o feriado do primeiro de Maio para fzer a sua manobra publicitária, mas era a concorrência do Continente que ele combatia.
  
Na categoria Privatizações: o Artur vai para … Miguel Relvas
  
O Miguel Relvas, perdão, o dr. Relvas, tem o dom da alquimia invertida e tudo onde mete a mão se transforma em merda, que o digam os responsáveis e donos da Lusófona, desde que o Relvas lá se doutorou que a credibilidade daquela universidade está a um nível que já justificaria o seu financiamento com recurso ao pirilampo mágico, até porque o seu mais famoso doutor é um verdadeiro pirilampo mágico da política. É o que deve estar a pensar o German Efremovich, lembrou-se de pedir ao Relvas para apadrinhar os seus investimentos em Portugal, investimentos cujas garantias bancárias pareciam um diploma de licenciatura da Lusófona, e o resultado foi o que se viu, em vez de ficar a ver aviões ficou a ver navios.
  
Na categoria Estatística Aplicada à Economia: Vítor Gaspar
  
Acreditar numa previsão do Vítor Gaspar é a mesma coisa que comprar um daqueles anéis que os ciganos nos querem vender nas Porta de Santo Antão ou no Martim Moniz, aliás, as previsões económicas que sustentam os orçamento do ministro das Finanças parecem-se mais com uma montra de uma ourivesaria de pechisbeque do que com previsões económicas. Só não se percebe porque razão um tal Pedro Brás Teixeira quem em três dias escreveu dois artigos na imprensa dizendo que sabia que os indicadores apresentados pelo Artur eram falso, nunca os tenha denunciado antes do escândalo e, mais difícil ainda, nunca tenha escrito um único artigo dedicado à falsidade dos indicadores do Gaspar.

  
Na categoria Piroseira: o Artur vai para … Passos Coelho
  
Pior do que Portugal ter um primeiro-ministro incompetente, aldrabão ou, como dizem os mais simpáticos, impreparado, é ter um primeiro-ministro piroso, não porque ande na Manta Rota em casa alugada (sem fatura?) e vá para a praia em xanatas, mas sim por mandar mensagens por telemóvel pelo Facebook lembrando dificuldades que nunca teve e tempos difíceis que nunca viveu. Filho de médico em África no tempo do colononialismo abastado e mantido durante anos pelo Ângelo Correia Passos Coelho não deverá ter a mais pequena ideia do que são dificuldades, fazer de dona Jonet da política é uma burla que nem ao Artur lembraria. Esta burla é mesmo do domínio do piroso, do pimba, enfim, só lembraria a um devoto das Doce.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
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Cogumelos na calçada, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Aldeia de Monsanto [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Pedro Braz Teixeira
 
Pela segunda vez esta vedeta da gestão vem escrever artigos de opinião sobre o Artur, no primeiro usou o Artur para atacar o Sócrates, desta vez não o fez mas os responsáveis da edição online do "i" interpretaram-lhe os sentimentos e decoraram um artigo sobre o Artur com uma fotografia de José Sócrates que, como se sabe, é o patrocinador do Artur.

Alardeando os seus grandes conhecimentos o Pedro Braz vem pela segunda  vez em poucos dias dar um ar de quem sabe muito de indicadores e assegura que uma boa parte dos indicadores usados pelo Artur eram falsos. O que o Pedro não explica é porquê ficou calado quando esteve frente a frente num debate com o Artur e porque esperou a denúncia pública para vir escrever artigos sucessivos sobre o Artur.

Também se poderia perguntar o porquê de tanta colagem da imagem de Sócrates a alguém com quem nada tem que ver, mas isso já é do foro íntimo do senhor Pedro e como este modesto blogue não é uma sala de espera da consulta de psiquiatria isto é matéria que não merece qualquer reflexão. Se o Pedro quiser continuar a ver fantasmas o problema é dele.
 
«Conheci pessoalmente Artur Baptista da Silva no passado dia 17 de Novembro, em que ambos fomos convidados para intervir numa palestra, subordinada ao tema “Há alternativas ao euro?”, promovida pelo Movimento Internacional Lusófono. Aquele orador apresentava-se como coordenador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A sua intervenção estava pejada de números, metade dos quais estavam errados.» [i]
   
 Em guarda com a parlapatona Lagarde
 
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 Grande Artur

Depois de ter morto duas pessoas em passadeiras e de estar preso por burla o Artur conseguiu enfiar o barrete a um grande jornalista que o convidou para a entrevista, bem como a muitos outros que viram a entrevista com interesse sem que dessem pelo logro. Agora e graças a dicas é fácil descobrir coisas do Artur, antes de o CM falar das passadeiras já este modesto Jumento sabia desses factos, até porque já residiu na terra em que tal sucedeu.
  
Mas a verdade é que agora é fácil gozar e escrever artigos a desfazer no discurso económico do Artur, desfazendo os seus indicadores como escreveu um distinto professor da Universidade Nova. Mas foi preciso toda a gente saber da burla para que o distinto professor da Nova escrevesse com ar de quem tinha percebido logo perante o que estava.
  
O Artur é um burlão? É sim senhor, mas então porque razão ninguém reparou?

Ninguém reparou porque a verdade é que vivemos num país onde a burla é a forma de vida de muita gente. O Artur é burlão porque enganou um jornalista e gozou com um país dizendo que era um alto quadro da ONU, agora querem linchá-lo e até a PGR anda ocupada com o assunto. Mas não foi o distinto Marcelo, um professor de verdade e não propriamente um dr da Lusófona, que inventou um famoso almoço que até começou com uma vichyssoise?

Não será uma burla o pequeno Marques Mendes combinar com alguém do governo, muito provavelmente o próprio Passos Coelho o que vai revelar no seu programa e depois fazê-lo com o ar de quem assaltou os gabinetes para descobrir segredos governamentais.
  
A verdade é que quem ouve Marcelo apanha-o inúmeras vezes com a boca na botija, enquanto isso o Artur falou, falou e muito bom e reputado economista ouviu-o com admiração. Será que a PGR também acompana com atenção o programa do professor Marcelo?

 Uma dúvida

Porque razão o assessor do governo para as privatizações só aparece nalguns negócios? Porque razão o António Borges foi tão activo em negócios como a EDP ou a CIMPOR e agora quase desapareceu?
 
 E agora, já sem a tanga...
 
 
 Grande Artur!
  
Digamos que o Artur está para a Política Económica como o Relvas está para a Ciência Política, o divertido disto é que um é burlão e o outro é ministro, o primeiro está sendo observado pelo Ministério Público enquanto o segundo faz encontros com potenciais compradores de grandes empresas portuguesas sem ter competências para negociar essas empresas. Mas burlão há só um, o Artur e mais nenhum.

Andam andam e ainda vão descobrir que ao contrário do que sucede com o Relvas o Artur tem mesmo uma licenciatura das de verdade!

 Dúvida

O Gaspar teve férias escolares e desapareceu?


  
 O fabuloso senhor Artur
   
«Faz dia 5 de janeiro exactamente um ano em que escrevi nesta coluna sobre uma médica de Lisboa que assaltara uma ourivesaria de pistola de pressão de ar, embora tivesse usado gás- -pimenta para aturdir a funcionária. Percorri a notícia do jornal (que contava a história) até ao fim e ainda fiquei a saber que o assalto acontecera na Ourivesaria Antiquorum - "uma das mais caras de Lisboa" - e no penúltimo parágrafo acrescentava-se que a dita médica sofria de problemas psiquiátricos.
  
No dia seguinte a ter lido esta notícia, outro jornal apresentava a história sob um ângulo notável. A médica, afinal, não era uma médica qualquer, era a médica de Armando Vara, o famoso socialista e ex-banqueiro amante de robalos. Lida a prosa, percebia-se que, em fevereiro desse ano, Vara ultrapassara outros doentes num centro de saúde graças à ajuda desta médica que, esclarecia-se mais tarde, não era, na verdade, sua médica pessoal (é médica legista, trata de cadáveres). Apesar desta pequeníssima contradição sobre a falsa médica de Armando Vara, a notícia mais do que compensava o deslize ao contar que a assaltante tentara apoderar-se de três pulseiras e de duas argolas de ouro e que, num incrível volte-face clínico (médico que vira doente), padecia de um infeliz nódulo pulmonar.
  
No dia seguinte, a história continuou o seu périplo e aterrou num telejornal. O repórter recuperara a informação avançada pelos dois jornais, mas omitira os problemas psiquiátricos para nos levar onde queria. O assalto não era um simples assalto desmiolado, era consequência da crise e a prova de que a pobreza atinge toda a gente - o jornalista dizia, com algum rancor, "até as classes sociais ditas altas!" Neste ambiente de faroeste, contava a peça, são vários os casos de gente licenciada que se vê atraída para o mundo do crime. Números para defender a tese? Zero. Exemplos? O de um engenheiro que assaltara uma velhinha para comprar, ao que parece, um pacote de leite...
  
Foi exatamente isto que escrevi há um ano. Factos que são adaptados, torcidos, talvez até inventados, seja nos jornais, nas televisões ou nas rádios, sempre houve. É assim, sempre foi assim, embora mais nuns sítios do que noutros - daí a escolha do leitor, espectador ou ouvinte. Fazer disto - ou do burlão da ONU - um ajuste de contas com o País (somos realmente maus!), com o jornalismo (está morto!) ou com Nicolau Santos não é só exagero, é pequenez. Para mim, a história do burlão da ONU, o fabuloso Artur Baptista da Silva, fez-me suspirar de alívio (não me aconteceu a mim, mas podia...) e ajudou-me a passar um Natal sem ter de falar das outras burlas todas, as que são realmente importantes e que Nicolau Santos e o bom jornalismo (que erram, assumem e corrigem) não deixaram que ficassem ocultas em 2012.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
 Quem me dera entrevistar o Artur!
   
«O jornalista Nicolau Santos cometeu o mais visível dos erros, o erro rídiculo. Não foi o único, mas exatamente por uma das razões de que gosto dele (tem opinião clara), saltaram-lhe ao caminho. NS entrevistou um burlão, dando de barato as credenciais com que ele se apresentara. Foi um erro, não foi um crime. Crime seria, sendo patrão de um programa de debate, NS só levar lá gente de um bordo. Mas lembrem-se das dezenas de Expresso da Meia-Noite, e a variedade de quem se sentou à direita e à esquerda da mesa. Contudo, essa atitude profissional não o livrou da perfídia, nestes dias muito difundida (até entre colegas), de que ele entrevistou o aldrabão porque este atacava o governo. Batam no NS, pelo seu erro, que neste caso ele merece - e é profissional com lombo para aguentar -, mas batam decentemente. E, sobretudo, não se esqueçam do que é, nos jornais, o grande crime: a situação em que nós jornalistas deixámos cair o essencial do jornalismo, fazendo a reportagem quase ausente dele. A prova disso é o pouco que ainda hoje se sabe desse personagem de quem gostaríamos de saber tudo e já: Artur Baptista da Silva. Sem os fornecimentos usuais do Ministério Público e da PJ, sentimo-nos órfãos dos factos... E digo estas coisas sérias com irritação de ter de as dizer. Eu gostava era de acabar o ano falando, agora que ele já não é economista, de uma das poucas coisinhas boas que nos aconteceram: Artur Baptista da Silva, ele próprio.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Com amigos assim...
   
«Pedro, o cidadão, escreveu ontem uma carta sentida aos portugueses, a quem chama "amigos", lamentando as perdas e sacrifícios a que Pedro, o primeiro-ministro, sujeitou os portugueses, os "contribuintes".

Pedro, o cidadão, admite que, no país em que Pedro também é primeiro-ministro, o Natal deste ano não foi um conto feliz. Houve famílias sem a consoada que mereciam, houve muitas mesas com ausências, houve pratos sem a fartura de outros tempos, houve filhos e netos sem os presentes que desejavam. 

E houve portugueses que acordaram no dia seguinte sem trabalho, de barriga vazia, a casa na bancarrota ou as malas feitas para emigrar. É por eles que Pedro reconhece que este não foi o Natal que merecíamos - tem razão. 

Mas depois é por eles que termina a sua mensagem desejando aos amigos "festas felizes" - e é assim que se perde a razão. Esta, sim, foi a mensagem que os portugueses não mereciam. Em três curtos parágrafos deixados ontem no Facebook, numa espécie de mensagem intimista e solidária de alguém que, nitidamente, precisa de amigos, Pedro, o cidadão, reconhece o que já é óbvio para todos há muito tempo. Que este foi mais um dia num ano de sacrifício, que há portugueses que sofrem, que é preciso trocar o pesar pelo orgulho quando se encara um novo dia. 

O que Pedro deixou fora desta carta é precisamente aquilo que os portugueses, os contribuintes, querem saber de Pedro, o primeiro-ministro: quando é que alivia a carga fiscal com que está a esmagar a classe média e os pensionistas, quando é que permite que as empresas criem condições para gerar emprego em vez de se asfixiarem em burocracias e impostos, quando é que garante que os talentos regressam em vez de os incentivar a partir para destinos onde fazem muito pela reputação de Portugal, mas pouco pela sua competitividade.

No dia em que Pedro, o primeiro-ministro, escrever uma carta a responder a todas as interrogações e a dar sinais reais de quando o país pode ter, de facto, um Natal melhor, os portugueses, cidadãos, assinam por baixo. Não é certamente com mensagens assim que Pedro faz amigos. Até porque os portugueses, nos últimos tempos, foram obrigados a ser menos piegas...» [DE]
   
Autor:
 
Helena Cristina Coelho.
     
 Desalento
   
«Uma parte de Portugal parece ter desistido de si próprio! 2012 ficará recordado pela mais baixa taxa de natalidade de que há registo, e pelo aumento das mulheres vitimas mortais de violência doméstica.

Soubemos que mais de 65.000 jovens qualificados abandonaram o país por não conseguirem trabalho, tendo a taxa de desemprego jovem atingido os 39%. Mais do que o ano em que o desemprego atingiu o valor mais elevado desde 1983 (16,3%) e o PIB deverá contrair mais de 3%, 2012 ficará lembrado como o ano em que se trocou o país e a economia real pelos indicadores macroeconómicos, que teimam em não ajustar.

Para cumprir o acordo com a troika, o Governo optou por aumentar brutalmente os impostos. Vítor Gaspar não entendeu que cada aumento de impostos anunciado cava uma cada vez maior redução da receita fiscal no período seguinte. E assim vamos cavando o nosso buraco orçamental à medida que asfixiamos a encomia, gerando uma espiral recessiva demolidora. O FMI admitiu que o défice poderá ficar perto dos 5,7% do PIB.

Não conseguimos nomear um único novo investimento estruturante na economia portuguesa em 2012. A travagem das importações, fruto da redução do rendimento interno, ajudou a colocar o défice externo próximo do zero. Pena que este resultado não se deva a um aumento substancial das exportações, especialmente as de maior intensidade tecnológica.Extravasando a troikoterapia, o Governo nacional deslumbrou-se com a austeridade e o ajustamento na mesma medida em que desvalorizou a modernização do tecido produtivo e o crescimento da economia.

2012 ficará marcado como o ano em que apesar de tomarmos toda a mediação recomendada, a doença se agravou, e o médico não se questiona sobre a eficácia do tratamento prescrito. Acima de tudo faltou-nos uma visão de Portugal para o futuro....

O regresso aos mercados, apesar de fundamental, não chega para mobilizar um país.
  
Vale-nos alguns passos tímidos na Europa, que tem permitido a redução dos juros da divida soberana, e o 15 de Setembro, que ficará para a história como a maior manifestação dos últimos 30 anos, o dia em que 1 milhão de portugueses veio à rua lembrar que não desistiu de Portugal.» [DE]
   
Autor:
 
João Dias.
   
 Maioria-Governo-Presidente
   
«O sonho de Sá Carneiro demorou 32 anos a cumprir-se. Em 1979, com a criação da Aliança Democrática (PSD+CDS+PPM), pretendia resolver um dos grandes problemas do nosso sistema político: o bloqueio do Governo gerado ora pelo Parlamento ora pelo presidente da República. Sá Carneiro esteve perto. Conseguiu a maioria absoluta que daria estabilidade ao Executivo, mas dias depois da sua fatídica morte os portugueses elegeram Ramalho Eanes e não Soares Carneiro, e o sonho ficou em suspenso.

E assim vivemos até 2011. Quando havia maioria de Direita, o presidente era de Esquerda (Cavaco, com Soares em Belém, Barroso e Santana, com Jorge Sampaio). Quando houve maioria socialista (Sócrates), o presidente era Cavaco. Só a vitória desta 'AD' Passos/Portas, de 2011, com Cavaco em Belém, quebrou a tendência dos portugueses em privilegiar equilíbrios no sistema.

A história recente está a provar que os portugueses tinham razões para temer a hegemonia política de um dos lados. A questão é esta: se o presidente da República fosse, nesta altura, Mário Soares (ou Manuel Alegre), Passos Coelho estaria a governar da mesma forma? Não se trata apenas do pacto com a troika, até porque a maioria dos portugueses compreendeu a necessidade das primeiras medidas de ajustamento. O que as pessoas passaram a recusar, desde o célebre 7 de setembro da TSU, foi a entrada em cena de um ideário ideológico que mudou a perceção sobre o PSD e o próprio Passos Coelho. Depois disso perdeu-se a inocência e a paciência. Não apenas sobre Relvas, as suas ligações perigosas, ou os laços entre Relvas e o próprio Passos, mas também o medo que provoca a tríade "Borges--Dias Loureiro-alta finança" ou a venda de muitos dos ativos públicos subordinando-os essencialmente a interesses de encaixe financeiro ou favorecimento de lóbis - e para os quais não se encontra uma visão estratégica, só devastação.

Além disso, a forma como o Governo tem gerido a relação com os pensionistas, ou a redução brutal dos direitos de indemnização dos trabalhadores, deixa uma marca ideológica inapagável. Não pela famosa 'falta de equidade' social, apregoada por Cavaco sem consequências, mas porque Passos Coelho concretizou realmente aquilo que, tantas vezes demagogicamente, Carvalho da Silva anunciou anos a fio: a destruição da classe trabalhadora e dos pensionistas. Às vezes é preciso esfregar os olhos para acreditar que está mesmo a acontecer. Este Governo foi 'para além' dos avisos da Esquerda mais ortodoxa.

É no somatório destes pontos que se nota a falta da válvula de equilíbrio do sistema. Um presidente da República não complacente com as diabruras e incompetências do Governo teria sido um agente de controlo e debate. Além disso, o poder de veto de leis essenciais obrigaria a melhor estudo e justificação das decisões. No limite, o presidente poderia fazer perceber que sabe ler o país e agir em conformidade. Jorge Sampaio demitiu Santana Lopes e as eleições provaram que estava certo. Cavaco forçou a queda de Sócrates e os portugueses mostraram que tinha razão.

Por isso é tão dececionante verificar que, apesar de não serem muitos os poderes do Palácio de Belém, alguma coisa podia ser feita para evitar a agonia da própria democracia. E não está a acontecer. Com um presidente vigilante ter-se-ia gerado preventivamente no Governo outro rigor, outra atitude, e não esta verdadeira lassidão, em que Cavaco Silva é um elemento que representa apenas a sua própria vacuidade. O mesmo Cavaco Silva que apenas há dois anos se indignou em extremo com... o "Estatuto Político dos Açores"...

O "presidente de todos os portugueses" é-o menos, afinal, quando a sua ideologia política está no Governo. E, neste momento, a irreversibilidade da perda de alguns bens públicos não tem recuo, as novas gerações emigram, o capital foge e a paz social, uma vez perdida, vai demorar a regressar. É a aceleração da história, em que todos são responsáveis por ações ou omissões. Daí a questão inicial. Quando se tem uma maioria-Governo-presidente alinhados com um ideário tão claramente afastado do sentido geral dos portugueses, fruto de uma deriva radical não prevista no momento das eleições, fica uma hipótese: talvez Sá Carneiro nunca tivesse tido razão.» [JN]
   
Autor:
 
Daniel Deusdado.
     
     
 Canalha
   
«O ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble afirmou hoje em entrevista ao jornal Bild que o pior da crise da dívida da zona euro "já passou", destacando o compromisso da Grécia e da França para com as reformas levadas a cabo.» [DN]
   
Parecer:
 
Com as eleições à porta até já elogia a Grécia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «A mãe não tem culpa!»
      
 E apresentaram as garantias
   
«Ao fim de nove horas de reunião, Luís Marques Guedes, secretário de Estado da Presidência do conselho de ministros, confirmou que o Governo aprovou hoje a venda da ANA ao grupo francês por 3,08 mil milhões de euros. 
  
Os franceses da Vinci passam assim a controlar 95% do capital social da gestora aeroportuária, responsável pela operação de oito aeroportos em Portugal Continental e Ilhas. Os restantes 5% do capital estão reservados para os trabalhadores.» [DE]
   
Parecer:
 
Desta vez o Relvas não se esqueceu de os avisar para terem as garantias prontas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Quem não quer ser urso não lhe veste a pele
   
«O primeiro-ministro enviou a mensagem de Natal, por telemóvel, há apenas 16 horas, mas este texto conta já com 5.157 ‘likes', 1.552 partilhas e 8.643 comentários, na sua esmagadora maioria críticos e até injuriosos. 
   
"Vou acreditar na democracia quando os cortes e os sacrifícios forem para todos! Até lá, vou acreditar que estou numa ditadura camuflada!'"; "Quando não temos nada de agradável para dizer, mais vale estarmos calados" e "Sr. primeiro-ministro, tenha a decência de não se incluir no grupo de portugueses" são alguns exemplos de uma já muito longa lista de comentários.» [DE]
   
Parecer:
 
O comentário de Passos Coelho mete nojo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A recessão é de apenas 3%?
   
«As compras feitas com cartão multibanco totalizaram 2.360 milhões de euros, entre 1 e 25 de Dezembro, menos 6,1% do que no mesmo período do ano passado, revelou esta quinta-feira a gestora da rede.
  
Este decréscimo foi acompanhado de uma redução no número das operações de compra, que caíram 8,4% na comparação entre este período de 2012 e o do ano anterior, totalizando 55,6 milhões de operações. O valor médio de cada compra foi de 42 euros.
  
Em relação aos levantamentos no multibanco, entre 1 de Dezembro e o dia do Natal, foram feitos 30,4 milhões de levantamentos num total de 2.036 milhões de euros, de acordo com os dados da SIBS. Estes valores significam um ligeiro crescimento em termos de número de operações (0,9%), mas uma queda de 1,7% no que diz respeito ao dinheiro total levantado.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Veremos quando fizerem as contas e compararem os resultados com as previsões do ministro das Finanças se o grande burlão é mesmo o Artur.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   

   
   
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