segunda-feira, março 04, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
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  "Que se lixe a troika", 2 de Março, Lisboa
   
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As pontes [A. Cabral]   

Jumento do dia

Jorge Barreto Xavier, Bollywoodista
 

É uma pena que o secretário de Estado não tenha ido a Los Angeles em ve de ter ido à Índia, em vez de dizer que ia fazer filmes indianos sugeria trazer Hollywood para Portugal. Enfim, com este governo a imbecilidade anda à solta.
 
«O secretário de Estado da Cultura disse à Lusa que quer levar a produção cinematográfica da Índia para Portugal e que a produção de cinema nacional só é possível se for captado investimento estrangeiro.
  
"Na produção cinematográfica, os espanhóis estão mais avançados, através de incentivos fiscais, na presença da produção de cinema indiano em Espanha. Nós já temos, este ano, trabalho de produtores cinematográficos indianos em Portugal com filmes que vão ser desenvolvidos na região do Douro e no Alentejo", disse à Lusa Jorge Barreto Xavier, que acompanha o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, na visita à Índia, que começa hoje em Nova Deli.» [Notícias ao Minuto]
 
 Aviso
 
Se o Gaspar voltar a gozar com os portugueses que se manifestaram dizendo-lhes que são o melhor povo do mundo não sei o que me vai dar. Já não há pachorra para o humor negro de gente como o Ulrich ou como o Gaspar.
 
 Cobardia
 
Depois de uma semana frenética com todas as personalidades da direita que estão no poder a multiplicarem-se em aparições públicas montadas para darem ares de normalidade assiste-se agora ao seu total desaparecimento. Não se vê rasto do governo, da Presidência da República ou dos deputados da direita e quanto à troika até parece que se tem de comunicar o seu desparecimento à competente brigada da Polícia Judiciária.
 
 O vómito tem muitas formas

Pegar nas palavras de uma qualquer manifestante para denegrir milhões e desvalorizar o pensamento político dos adversários, defendendo um governo cuja únoica legitimidade vem do voto de muitos eleitores que enganou nao é próprio de um jornalista honesto. Não estamos perante honestidade intelectual, o artigo de Alberto Gonçalves é um vómito. Muito provavelmente está a ver se o governo contrata o 11.º jornalista do DN. Ainda por cima mete o PS no mesmo saco do PSD para disfarçar a sua defesa da direita, agora que se quer salvar o governo da direita e as suas políticas de extrema-direita dá jeito associar o PS.
  
«Questionada por um canal televisivo, uma das organizadoras do movimento "Que se Lixe a Troika" explicou que um Governo que não cumpre o programa eleitoral deve ser demitido, pressuposto que tornaria inúteis quaisquer governos e, consequentemente, quaisquer eleições. Aliás, suspeito que o objectivo não anda longe disso: quando a seguir lhe perguntaram se defendia a marcação de "legislativas" antecipadas, a senhora hesitou e, um bocadinho contrariada, lá acabou por responder que "essa é uma das formas", ainda que o importante seja atender à "vontade do povo". A senhora esqueceu-se de descrever como é que a "vontade do povo" se expressa na ausência de sufrágio universal, embora não custe imaginar que a coisa passaria por um sumário processo "directo" que depositasse a senhora e os heróis/amigos/primos da senhora no poder e merecidamente desprezasse os escassos milhões de reaccionários que teimam em votar no PSD e no PS.» [DN]

 Se não os consegues vencer...

Quando o movimento "que se lixe a troika" convocou a manifestação do passado dia 15 de Setembro o PCP apressou-se a dar ordens a Arménio Carlos para convocar uma manifestação da CGTP para o fim-de-semana seguinte. E quando questionaram Arménio Carlos se iria à manifestação do dia 15 este respondeu com a sobranceria típica dos responsáveis do PCP que iria estar a preparar a manifestação do sábado seguinte.

Desta vez o PCP percebeu e em vez de estar ausente esteve presente em peso, devidamente organizado e com os seus militantes a evitar os habituais slogans e sinais exteriores. Depois de ter sido um dos principais apoiantes do derrube do governo, ajudando a direita a subir ao governo o PCP acha que já limpou a imagem e pode regressar à liderança da oposição ao governo.

Um dia destes ainda vamos ver o Mário Nogueira que batia a pala ao Passos Coelho e ajudava o Alberto João na sua agenda protocolar a gritar contra o despedimentos de milhrares de professores, de que será o responsável moral se tal vier a suceder como parece cada vez mais provável.

Coincidência ou não, o PCP aparece e surgem logo sinais de intolerância com gente com vocação para funções policiais a querer decidir quem pode ou não ir às manifestações do movimento "que se lixe a troika".
 
 E agora?

Foram vários os opinion makers que perguntaram aos organizadores da manifestação e agora? Que propostas trazem? Ai não têm nada para propor, então é legítimo o governo de Passos Coelho continuar a ser incompetente, a tentar impor ao país o modelo de sociedade que discutiram entre os shots das discotecas. Até parece que quem quer ter o direito de se manifestar tem de apresentar alternativas, como se uma manifestação fosse uma eleição.

Não deixa de ser curioso que os que são grandes defensores do parlamentarismo e da suposta legitimidade do governo fantoche exigem soluções para o país num contexto de democracia representativa, fica-se com a sensação de que a manifestação devia ter terminado transformando o Terreiro do Paço no plenário do parlamento com poderes constitucionais.

Os cidadãos que se manifestaram não são líderes partidários, gestores da UNICER ou donos do Pingo Doce para terem de chamar a si o dever o dizer o que deve o país fazer, foram cidadãos comuns, muitos sem quaisquer habilitações que muito simplesmente dizem basta a uma política que lhes expropria o pouco que ganham enquanto os banqueiros andam felizes porque voltam a ter lucros e nada se fez para que sejam condenados pelo que fizeram ao país e aos seus próprios bancos.

Se defendem tanto a legitimidade parlamentar de um governo que enagnou os eleitores, que engana o país com falsos desvios e que mês sim, mês não inventa mais um golpe de direita na sociedade portuguesa então não é aos manifestantes que devem perguntar "e a gora" ou que propostas têm, é ao governo que devem questionar se pretende continuara  ser incompetente, a destruir empresas e a conduzir o país ontra a vontade da maioria.

O direito à manifestação é um direito constitucional e não está condicionado à apresentação de bilhete de entrada onde sejam indicadas propostas ou alternativas. Quem tem e exerce o poder é que tem a obrigação de ter propostas, algo que este governo não parece ter. Um governo que substitui o golpe da TSU por um aumento brutal de IRS tem tudo menos propostas.


  
 Avaliação? Que avaliação?
   
«1 Eu percebo que uma visita a Lisboa é sempre agradável. Está um sol bonito, é fácil arranjar mesa nos restaurantes e há pouco trânsito nas estradas.

Não admira que os elementos da troika aterrem com um ar alegre e bem disposto na Portela. Qual de nós desprezaria uns dias de férias? Está bem. Há umas reuniões com uns tipos não muito contentes com o memorando que está a ser seguido e umas manifestações na rua, mas a maioria das conversas é com a rapaziada do Governo que gosta mais do dito memorando do que os próprios senhores da troika.

Agora, é capaz de ser um bocado despesista trazer a equipa troikista a Portugal. Dizem que é para avaliar o plano, ver como as coisas estão a correr. Para isso não era preciso darem-se ao trabalho de cá vir: está tudo a correr de acordo com o plano.

O plano, o plano que era tão bom, tão bom que mesmo que a troika não o tivesse sugerido Passos Coelho o tinha imposto. Melhor, o plano era genial, mas era preciso mais. Mais dureza, mais austeridade, mais revolução. A malandragem que tinha vivido entre taças de champanhe e viagens a Cancun tinha de ser castigada, os sectores que alguém decidiu serem obsoletos tinham de ser rapidamente extintos. O homem ou se transformava em homem novo, em herói do trabalho (nada de profissões supérfluas tipo pedreiro ou historiador) ou seria dispensável.

Não era preciso incomodarem--se a vir cá: o processo está em curso. Podíamos mandar uma folhinha de Excel com os dados da recessão, com os números do desemprego, com os volumes de investimento, com as falências, com a quantidade de portugueses a emigrar. Pois, são os resultados do plano. A realidade, a realidade que tantas vezes tem sido confrontada com planos revolucionários e que teima em ganhar-lhes sempre.

Dizem-nos que esta avaliação é a mais importante.

Qual avaliação? Isto não é avaliação nenhuma. A avaliação está aí, para toda a gente ver. Vê-se nas ruas, ouve-se nos telefonemas dos amigos desesperados, sente-se nos rostos com medo, mede-se nas filas dos institutos de emprego e nas das embaixadas dos novos eldorados.

Qual avaliação? Isto é como ir fazer um exame e nem se ter lido o manual. Até pode ser que o professor passe o aluno, mas aí percebemos logo que não é o aluno que está a ser avaliado: é o professor que sabe que não ensinou a matéria.

Não é de agora, mas já percebemos que a troika não avalia o programa, avalia-se a si própria. O pior é que as boas notas que dá a si própria reflectem-se na vida de milhões de homens e mulheres. Uma coisa do género: a minha boa figura é mais importante do que umas centenas de milhares de desempregados.

Éramos a última esperança, não era? Podia ser que as outras cobaias não fossem as cobaias certas. Nós até tínhamos fama de calmos, de sofredores calados, de pau para toda a obra. Nem assim. Pois, não há cobaia que consiga sobreviver quando lhe dão com uma marreta de duas toneladas na cabeça.

Qual avaliação? Isto é gozar com a nossa cara. Mas a falta de vergonha não tem limites. Que ninguém fique surpreendido se o ministro das Finanças acompanhado dum funcionário troikista nos vier dizer que passamos em mais este exame. Num acto de incomensurável modéstia, pode aceitar uns pequenos ajustamentos no plano, nada de substancial, uns detalhes. Até pode ser que nos dê os parabéns, que nos congratule pelo facto de o nosso esforço estar a dar resultados. Pode ser mesmo que nos ache assim tão estúpidos, tão cegos, tão incapazes duma reacção.

2 Segundo alguns, o facto de termos na lei de limitação de mandatos um "de" ou um "da" atrás da presidência da câmara ou da junta faz toda a diferença. Ou seja, parece que sendo "da" câmara já não há problema nenhum: já não é preciso renovação nenhuma da classe política, já não há problema nenhum com as cumplicidades inevitavelmente geradas com longos períodos no poder. Fica tudo bem.

Um presidente pode ser doze anos presidente "da" Câmara de Oeiras, mais doze anos presidente "da" Câmara de Sintra, mais doze anos presidente "da" Câmara da Amadora, mais doze "da" de Cascais e mais doze "da" de Lisboa.

Claro que sim. Não há problema nenhum. E nós comemos gelados com a testa e vamos votar em gente que nos quer aldrabar desta maneira.

Continuem assim e até aqui, em Portugal, Grillos com dois eles cantarão.

3 O maior inimigo da democracia não são as más escolhas populares, são as não escolhas. O maior perigo para uma comunidade é a indiferença, a apatia, a resignação. Uma comunidade que não protesta, que não se manifesta, está morta, já nem de escolher é capaz. Uma comunidade que protesta, que se indigna, pode estar cheia de problemas, mas ainda está viva.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.   
   
  
     
 O Marcelo pode ficar descansado
   
«- Com a sua saída para a SIC, fica em melhores condições para competir pelas audiência com Marcelo Rebelo de Sousa...

- Eu não vou estar em competição com ninguém, muito menos com uma pessoa que estimo imenso e de quem sou amigo. Cada um tem o seu espaço e a sua maneira de ver. Não vou entrar em nenhum tipo de competição.» [CM]
   
Parecer:
 
Convenhamos que se Marques Mendes tentasse vencer o professor Marcelo só se fosse em salto em altura, como se sabe em matéria de debate político ambos são especialistas em golpes baixos mas aí o pequeno MM está em vantagem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Segurança social, um caso de incompetência
   
«De 2000 a 2011, a perda de receita estimada com este tipo de fraudes ascendeu aos 52 mil milhões de euros, o que equivale a cerca de dois terços do valor do resgate da troika a Portugal.
  
As contas apresentadas pelo 'Correio da Manhã' foram feitas pelo economista Eugénio Rosa, com base nos relatórios anuais da Segurança Social, e mostram a diferença entre o valor previsto das contribuições para os cofres públicos, em função dos ganhos salariais, e o que efetivamente a Segurança Social cobrou. A diferença nos milhões resulta da evasão e fraude contributivas, além de isenções, explica o economista.» [DN]
   
Parecer:
 
A segurança social está cheia de institutos onde os boys do PSD e do CDS ganham fortunas para manterem uma máquina obsoleta, incompetente e ineficaz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Limite-se a Segurança Social à entrega dos subsídios e fundam-se as contribuições no fisco.»
   
 Suíça comunista?
   
«A iniciativa contra os 'fat cats' (gatos gordos, numa tradução livre), proposta por Thomas Minder, presidente de uma companhia suíça que produz pasta de dentes, foi apoiada por 68% dos votantes, segundo as projecções da SF1, citadas pela agência de informação financeira Bloomberg.

De resto, outras sondagens realizadas antes da votação, como a da consultora GFS já apontavam para este desfecho.

A proposta dá aos accionistas das empresas do país helvético o direito de votarem anualmente a remuneração que deve ser paga à gestão, eliminando os bónus de assinatura, bem como pacotes de indemnização e incentivos extra em operações de fusão.

A iniciativa também inclui regras para punir os executivos que violem estes termos e que poderão enfrentar penas de prisão até três anos.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Imagine-se o que por aí se diria se alguém se lembrasse de levar uma propostas destas a referendo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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