sábado, fevereiro 23, 2013

Que se troike a troika


De repente ninguém tem culpas, o comissário dos assuntos monetários escreve aos ministros para que se calem com os erros do multiplicador para que as responsabilidades sejam exclusivamente dos países, a presidnete do FMI desapareceu de cena e o senhor do BCE limita-se a pedir mais austeridade. Os canalhas que dirigem as instituições da troika ensaiam uma estratégia que visa ilibarem-se de responsabilidades, esquecendo que o que estão fazendo em Portugal é tudo menos uma operação de ajuda, emprestaram dinheiro a juros dignos superiores ao que qualquer investidor consegue ganhar nos mercados financeiros, instalaram em hotéis de luxo Portugal um rebanho de contratados à pressa promovidos a experts a troco de comissões chorudas pagas pelo país e impõem uma política que passa pela venda dos interesses portugueses e pelas medidas que entendem ser as necessárias para assegurar que Portugal lhes paga o empréstimo, os juros e as comissões.
  
A troika tem responsabilidades e deve assumi-las, o governo português não passa de paus mandados que fizeram tudo o que qualquer imbecil enviado pela troika mandou.
  
1. O programa económico da troika é pouco sério

Os dirigentes do FMI já assumiram que erraram tecnicamente ao considerarem parâmetros no modelo conduziu a uma recessão muito superior à esperada. A consequência desse erro foi a destruição de riqueza, de emprego e o aumento do défice, aumento que a troika quer compensar usando os mesmos pressupostos errados e as mesmas medidas inadequadas.
  
2. Os técnicos da troika são incompetentes
  
Chamar técnicos à rapaziada que a troika mandou para aconselhar o governo é uma ofensa à inteligência, os pensionistas da América Latina e os gaiatos que contrataram à pressa limitam-se a copiar o que viram noutros países e a fazerem propostas idiotas. Nalguns casos é mais o que aprendem com a Administração Pública que supostamente ajudam do que o que ensinam. Os técnicos da troika não estão à altura das exigências de um país europeu, a prova disso é o famoso relatório do FMI sobre cortes do Estado, é uma obra-prima da fraude intelectual, da incompetência e da arrogância de idiotas.
  
3. Os responsáveis da troika comportaram-se de forma pouco digna
  
A troika assinou um memorando com os partidos que representam uma maioria alargada e ouviram não só todos os partidos e forças sociais. Mas quando perceberam que tinham um governo obediente disposto a ser pau mandado ignoraram todas as partes e elegeram o ministro das Finanças como único interlocutor. Se o FMI tem uma longa tradição de intimidade com ditadores e muitos dos seus técnicos são pensionistas de países onde subsistiram ditaduras até muito recentemente, o mesmo não se pode dizer dos quadros da União Europeia, BCE e Comissão, a EU assenta na democracia e as ditaduras não são aceites.
  
4. A troika actuou de má fé em Portugal
  
Com um governo de paus mandados a troika decidiu transformar Portugal num campo de testes das teorias económicas de gente cinzenta que tem crescido nos gabinetes escondidos da Comissão e do BCE.O que a troika impôs a Portugal foram experiências para testar teorias não validades por ninguém como é o caso da desvalorização fiscal, de que a troika não desiste.
  
5. A troika tem praticado a ingerência nos assuntos internos
  
A troika tem tratado Portugal como uma ditadura africana dos anos 50 do século passado, as declarações do representante do FMI sobre o estado social sõ um exemplo disso. A troika tem participado sistematicamente em semináros, dando opiniões que são claros gestos de ajuda política. Um outro exemplo disso são as intervenções chantagistas de um tal Simon O'Connor, porta-voz do comissários dos assuntos monetários, que sempre que Vítor Gaspar está em dificuldades políticas vem intervir em público fazendo chantagem sobre os portugueses, para que estes aceitem as imposições do ministro. Um bom exemplo disso foi a comunicação que fez chantageando Portugal para que ou aceitava o golpe da TSU ou não recebia dinheiro de um empréstimo feito ao abrigo de um memorando onde aquele golpe não constava.

A troika tem tido em Portugal um comportamento criminoso e todos os que em determinado momento assinaram o memorando ou o apoiaram devem equacionar a hipótese de denunciar as responsabilidades da troika e exigir aos seus técnicos e dirigentes que assumam a responsabilidade pelo que fizeram, mandaram fazer ou exigiram que fosse feito em Portugal. A troika e Vitor Gaspar, que não passa de uma marioneta local, devem assumir as suas responsabilidades bem como as consequências financeiras dos seus erros, incompetência e abusos.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Tavira
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Porto de pesca de Maputo [Thomas Selemane]   

Jumento do dia
  
José Manuel Viegas
 
José Manuel Viegas achou que o país é muito pudico e ficou muito ofendido com o seu vai "tomar no cu", a versão tropical do nosso querido "vai levar no cu" e corrigiu as suas declarações, agora acha que o governo é também vítima da máquina fiscal, portanto, ele pretendia mandar tomar no cu o seu colega Núncio, mas sim a máquina fiscal.
 
Na opinião deste ex-governante a máquina fiscal multa quem quer e lhe apetece, adopta as leis que bem entende e fixa as multas como lhe apetece e pela solidadriedade que manifesta com os ex-colegas até se fica com a impressão de que os inspectores do fisco perseguem os governantes.
 
Não era de esperar que José Manuel Viegas pedisse desculpa aos muitos que ofendeu, aos que dão a cara para cobrar os impostos e para aplicar as leis que os governos adoptam. Também não era de esperar que pedisse desculpa aos portugueses pelas políticas que aprovou, era de esperar que, pelo menos, fosse competente e inteligente para saber que a lei que agora usa para se armar em grande defensor das liberdades cívicas é uma lei aprovada pelo parlamento e que foi proposta depois de levada a Conselho Ministros, processo que é antecedido pela aprovação de uma reunião de secretários de Estado em que o próprio Viegas terá estado representado pelo seu chefe de gabinete.
 
É pena que os políticos portugueses sejam tão corajosos para tramarem e ofenderem os portugueses e tão cobardes e incompetentes na hora de assumirem as suas próprias responsabilidades. Fazem as leis, dizem asneiras à comunicação social e quando as coisas correm mal pegam-se uns com os outros para depois fazerem as pazes dizendo que a culpa é da Administração Pública. Maus tempos aqueles em que vivemos, com governantes pequeninos, mal educados, incompetentes, palermas e sem sentido de Estado.
 
«Naquela que foi a sua primeira entrevista desde a polémica, além de se dizer surpreendido "pela reação escandalizada" ao seu post, o ex-secretário de Estado da Cultura garante que a sua postura não é de ataque ao Governo mas sim à máquina do Estado.

"Não se trata de uma crítica a este Governo em particular... o que está aqui em causa não é um governo, é a máquina do Estado", diz Francisco José Viegas, reconhecendo que "obviamente há uma cadeia de solidariedade que é preciso manter quando se é membro do governo". E admite que sente essa solidariedade com pessoas com quem trabalhou. Essa relação faz com a linguagem a usar possa "não ser tão institucional".

Relativamente à linguagem menos institucional que Viegas utilizou no seu post, o próprio recorda "que um blogue é um blogue". E que "há que ver em que contexto eu editei o que escrevi e que assumo.

E ex-secretário de Estado atribui todo o "ruído" à volta da sua expressão a "uma espécie de moralismo da nossa sociedade e do jornalismo em particular". É que, diz, "periodicamente, o país enche-se de moralistas. Mais do que de moralismo, enche-se de moralistas, e eu acho isso surpreendente".» [DN]

 Liberdade de expressão
 
Dantes eram os políticos no poder que usavam as polícias para reprimirem o povo e limitarem-lhes as liberdades políticas. A crer nalgumas almas bondosas do PS agora sucede o contrário, é o povo que quer tirar as liberdades políticas ao poder e, em especial, a políticos exemplares, verdadeiros modelos de virtudes políticas como é o caso de Miguel Relvas, o político mais admirado e amado desde a Lapa ao Copacabana Palace.
 
 A grande dúvida

Quem é o verdadeior primeiro-ministro de quem Passos Coelho não é mais do que um porta-voz: Vítor Gaspar ou Miguel Relvas?

 Ridículo

Ver um Gaspar pequeno rodeado de quatro torres da polícia para o proteger numa reunião à porta fechada onde só estava responsáveis do partido e militantes convidados depois de escolhidos a dedo. Não será melhor pedir o papa móvel ou um dos carros do Obama para que o Gaspar vá de casa para o emprego e do emprego para casa?
 
 Sigur Rós | Sæglópu


Uma sugestão de Catarina Aidos.
 
 Patético
  
Enquanto o país se afunda o Presidente da República cata erros em diplomas.

 Dúvida

Será que os três estarolas da troika já ouviram a canção "Grândola, Vila Morena"?


  
 Não ser Relvas
   
«Não gosto de Miguel Relvas. Mesmo nada. Não gosto do ministro, não gosto do político, deploro o discurso, a pose e o historial. Execro o que fez - não tenho dúvida de que fez - a Maria José Oliveira, a jornalista do Público que ameaçou com revelação de factos da sua vida privada para tentar evitar que ela o questionasse sobre declarações suas no Parlamento a propósito da relação com o ex-espião Jorge Silva Carvalho. Execro o facto de, na oposição, ter afirmado que a família do anterior primeiro-ministro, os filhos, deveriam ter vergonha dele - a vergonha, precisamente, de que o próprio demonstrou não ter pinga, ao manter-se, e ser mantido, em funções quando o próprio presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social diz não ter dúvidas sobre o facto de o ministro ter ameaçado a jornalista. E, por fim, deploro que haja quem o convide para falar de jornalismo, passado, presente ou futuro, depois de tal se ter passado: se a pessoa Relvas não percebe que não pode continuar ministro, que ao menos jornalistas e órgãos de comunicação social evidenciem não lhe reconhecer dignidade para tutelar o sector.
  
Compreendo e sinto a justa fúria que tantos sentem ante um governo que diz governar "lixando-se para as eleições" quando, para ganhar as últimas, garantiu que faria tudo ao contrário do que está a fazer. Compreendo quem se lembra de ver Relvas insurgir-se contra aumentos de impostos e austeridade e desemprego e jurar que tudo seria diferente com o PSD, para agora sugerir que quem está mal que emigre. Compreendo quem se indigne por um ministro que fez uma licenciatura à pala de equivalências estar no mesmo governo que chamou às Novas Oportunidades "certificação de incompetência". Compreendo quem recorda Relvas a vituperar os ministros socialistas quando se insurgiam contra manifestações insultuosas ao ver o PSD clamar por "respeito democrático" pela "dignidade das funções" se tal se passa com os seus ministros - exigindo até ao PS que se lhe junte na reprovação "enfática".

Mas não gosto de ver pessoas acossadas. Aliás, não gosto sequer de ver pessoas a serem humilhadas, menos ainda publicamente - por mais que sejam culpadas de humilhar um país e de desrespeitar a democracia e a Constituição que agora querem como mártires (!) invocar. Daí que, pese tudo o que penso e sinto, me tenha desagradado ver Relvas insultado no chamado "clube dos pensadores", ainda com aquele sorriso apalhaçado com que tentou fazer coro no Grândola com quem protestava. Não gostei de o ver, em pânico, pelos corredores do ISCTE, sob os gritos dos estudantes, à procura de abrigo, de uma porta por onde sair de cena. Por mais que queira isso mesmo, que Relvas saia, que este governo se vá, não deve ser assim. Não decerto por ele, não decerto por eles: por nós, que não somos Relvas. Que não temos da democracia o entendimento oportunista e canalha de quem dela se serve em vez de a servir e honrar.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Que mais nos irá acontecer?!
   
«O jornalismo anda atrapalhado - sem dinheiro e sem entender como ganhar com o online - mas, nestes dias, tem-lhe caído dos céus o melhor dos subsídios: notícias extraordinárias. O mais carismático dos governantes, o Papa, cuja função é marcada pela tradição estrita, quebra um tabu secular. Ainda nesses domínios celestes, surgem dois fenómenos, um asteroide e um meteoro, no mesmo dia e sem nada terem a ver um com o outro. Ontem, o jornal La Repubblica revela escândalos no Vaticano que levaram à renúncia de Bento XVI e a Visão anuncia o fim das ilusões cardinalícias de um dos mais brilhantes bispos portugueses. Um estranho e famoso atleta olímpico, Oscar Pistorius, mata a namorada. No campo da música, ressuscita espetacularmente uma canção datada, Grândola. E Miguel Relvas anda por aí, o que dá sempre notícia (e que não ande, dá sempre: ontem, António Costa vê-se obrigado a defendê-lo contra os ataques violentos de Pacheco Pereira e Lobo Xavier). É o que eu dizia, estes dias são para os jornais como certos anos bissextos para o Barca Velha, uma sucessão de raras circunstâncias que permite um néctar. Pode faltar-nos emprego e crescimento, dinheiro para a renda e esperança para os filhos mas em manchetes vivemos regalados. O estupor de hoje faz esquecer a surpresa de ontem. Percebo a crise em geral, o petróleo está mais caro e crédito não há, mas não vejo desculpa para a crise dos jornais, com tanta, oferecida e excitante matéria-prima.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
  
     
 Ajeitar a lei para ajudar Menezes e Seara
   
«"Sua Exa. o Presidente da República acaba de me informar que a Presidência encontrou um erro de publicação na Lei n. 46/2005, de 29 de Agosto, que estabelece limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das Autarquias Locais", refere a carta enviada pela presidente da Assembleia da República.

"Na verdade, o Decreto que foi enviado do Parlamento para promulgação pelo Presidente da República, e assim promulgado, contém sempre nos seus artigos as expressões 'Presidente da Câmara Municipal' e 'Presidente da Junta de Freguesia', ao passo que a Lei publicada substitui estas expressões por 'Presidente de Câmara Municipal e 'Presidente de Junta de Freguesia'", explicita Assunção Esteves.

A lei da limitação de mandatos autárquicos foi publicada em Diário da República a 29 de agosto de 2005, quando era Presidente da República Jorge Sampaio.

"Venho, assim, trazer conhecimento do facto aos Grupos Parlamentares", refere a carta enviada às várias bancadas do Parlamento.

Contactada pela Lusa, fonte do gabinete de Assunção Esteves refere que a presidente do Parlamento "simplesmente deu conhecimento" aos vários grupos parlamentares do erro para o qual foi alertada hoje pela Presidência e que "irá aguardar" por eventuais iniciativas destes.» [CM]
   
Parecer:
 
Este Presidente é uma pessoa muito cuidadosa, enquanto o pa´s anda preocupado com a recessão parece que em Belém estuda-se o futuro político de Seara e de Menezes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se»
      
 Sindicalismo soviético
   
«Segundo o semanário Sol e o diário Correio da Manhã os dados de Passos Coelho estão a circular através de email e SMS, uma situação que é do conhecimento das autoridades.

Ao Sol, o Sindicato dos Trabalhadores do Impostos confirma que tem conhecimento desta situação há pelo menos 15 dias e alerta para os riscos de fraudes destas novas medidas.

"O comerciantes põe o NIF que lhe é dado pelo consumidor final e não tem competência para fiscalizar se o número pertence de fato àquela pessoa", explicou ao Sol Amândio Alves, dirigente do sindicato.» [DN]
   
Parecer:
 
Ainda bem que temos sindicalistas a velarem pela nossa segurança... não têm a noção do ridículo mas o que seria de nós sem estes guardiães do povo? Que Deus te pague Amândio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e pergunte-se ao sindicalista se o risco de atribuir uma identidade falsa numa fatura ou no que quer que seja só existe desde o princípio de Janeiro.»
   
 Grande Gaspar
   
«A execução do OE de Janeiro está a ser penalizada pela degradação da conjuntura económica que se acentuou no final do ano passado.

As despesas com subsídio de desemprego cresceram 33% em Janeiro face ao mês homólogo e as receitas de IVA recuaram 4%.

Os dados constam do boletim de execução orçamental divulgado hoje pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), numa altura em que o ministro das Finanças admite que é preciso ter "cuidado" com a exceução orçamental. As despeas do Estado com o pagamento de subsídios de desemprego disparou em Janeiro ultrapassando largamente o objectivo fixado pelo Governo no Orçamento do Estado.

Em Outubro passado, o Ministério das Finanças estimou que os gastos com subsídios de desemprego subissem apenas 4,7% no conjunto do ano, mas eles estão a crescer 33%. Este valor não deverá corrigir ao longo do ano, já que o desemprego vai continuar a subir. Ainda hoje a Comissão Europeia estimou que a taxa de desemprego feche o ano de 2013 nos 17,3%, acima dos 16,4% que o Governo tinha inscrito no Orçamento do Estado.

Quanto à evolução das receitas de IVA, Vítor Gaspar espera que no conjunto deste ano a receita cresça 2,2%, mas ela está a cair 4%. A Comissão Europeia admitiu hoje que apesar de a recessão deste ano ser mais forte, a segunda metade do ano mostrará uma recuperação, um facto que o secretário de Estado das Finanças sublinhou hoje de manhã, numa reacção às previsões de Bruxelas.» [DE]
   
Parecer:
 
O que seria deste pobre país se não tivesse o Gaspar para o ajudar a superar a crise.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao Gaspar, que Deus o ajude a imuninar-nos o caminho pedregoso do qual só seremos capazes de sair graças à sua ajuda.»
   
 Da arrogância à pedincha
   
«Paulo Portas, que falava no Luxemburgo, no final de um encontro com o ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros, pediu aos "amigos europeus" para que "olhem positivamente" para o pedido de extensão das maturidades dos empréstimos apresentado por Portugal há cerca de um mês, para que o país possa ter "condições mais favoráveis do ponto de vista da dívida" para terminar o seu programa e recuperar a sua autonomia.» [DE]
   
Parecer:
 
Este é o governo que há poucos meses se atirava ao novo presidente francês em defesa da política de austeridade e que há dias atrás ainda dizia que não queria nem mais tempo, nem mais dinheiro. Este é um governo sem o sentido da dignidade que agora pedincha aos "amigos".
 
Este é o governo que ofendia o povo grego não perdendo uma oportunidade para os rebaixar com comparações idiotas e agora faz o que os gregos nunca fizeram e anda a mendigar pela Europa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se esta degradação humilhante de Paulo Portas.»
   
 O Macedo também teve direito a música
   
«O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, foi hoje recebido na Guarda com vaias e ao som de "Grândola Vila Morena", por cerca de 30 manifestantes, momentos antes de entrar na biblioteca municipal, onde vai participar numa palestra.

A palestra sobre "Automóvel, turismo, segurança - desafios do futuro" está integrada nas comemorações dos 40 anos do programa radiofónico Escape Livre e dos 65 anos da Rádio Altitude.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Este ministros gostam muito da música de José Afonso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Cante-se.»
   
 Manifestação ou encenação
   
«O primeiro-ministro foi recebido em Viena, na quinta-feira à noite, por um pequeno grupo de manifestantes, que não lhe cantou "Grândola Vila Morena", mas convidou-o para uma conversa e Pedro Passos Coelho aceitou.

Durante mais de uma hora, Passos Coelho - que está na capital austríaca para uma visita de 24 horas - escutou críticas de cinco portugueses residentes na cidade e de outro que estuda na vizinha Eslovénia.

Os seis (todos nascidos depois de 1980) tencionavam aproveitar a presença de Passos Coelho em Viena para expressar o seu descontentamento com a situação económica e social de Portugal, como tem ocorrido com frequência nos últimos dias nas intervenções públicas de vários governantes.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Tresanda a encenação de propaganda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
   
 Passos Coelho vai ganhar 250 €
   
«O sistema e-factura já registou a entrada no sistema de milhares de facturas preenchidas com o nome e o número de contribuinte de Pedro Passos Coelho, avança o Correio da Manhã. Um e-mail e uma mensagem escrita que se tornaram virais e onde se apela a que os contribuintes peçam factura em nome do primeiro-ministro estão na base destes registos.

Facturas de cabeleireiro, restaurantes e oficinas de automóveis deram entrada no sistema do Finanças com o nome e o número de contribuinte de Passos Coelho. Estes dados constam nos e-mails e SMS que os portugueses tornaram virais.

O Fisco disse à publicação que já está ao corrente da situação e que, caso este fenómeno continue a ocorrer, o primeiro-ministro poderá mesmo ser objecto de fiscalização das Finanças. “Existem mecanismos de fiscalização automáticos que disparam quando um contribuinte gasta em facturas mensais mais do que aquilo que declara como rendimento”, explicou.» [i]
   
Parecer:
 
Ele e os membros do governo serão os únicos portugueses a ganhar os 25€ de benefício fiscal por conta das facturas em seu nome.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Até o Alberto já é vaiado?
   
«O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, foi hoje vaiado à chegada à nova sede da Associação de Escoteiros de Portugal, no Funchal.

"Gatuno", "filho da ...", "carneiro", entre outros, foram alguns dos impropérios que alguns populares chamaram ao presidente do Governo Regional em protesto contra as medidas de austeridade, à sua chegada para a inauguração da sede dos Escoteiros, no Bairro da Nazaré, na freguesia de São Martinho.

Depois de inaugurar a sede e de ter relevado o papel do escutismo junto dos jovens, Alberto João Jardim saiu do edifício e foi novamente insultado pelas mesmas pessoas.

O governante resolveu, então, sair do carro e dirigir-se ao outro lado da rua a um grupo de cerca de 20 pessoas e nessa ocasião ripostou: "não vale pena ladrarem, porque ainda não aprenderam a ser cachorros".» [i]
   
Parecer:
 
Isto está a ficar preto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A descoberta de Cavaco foi uma treta
   
«Fonte oficial da INCM explicou ao Negócios que "todos os documentos provenientes da Assembleia da República são lidos e revistos integralmente". Essa revisão é feita "segundo as regras de revisão aceites na publicação destes actos no Diário da República".

Ou seja, quando os diplomas seguem para promulgação, há uma espécie de livro de estilo que indica o que pode ou não ser publicado. De acordo com a mesma fonte, essas regras "são estabelecidas com a entidade que envia os diplomas", que no caso é a Assembleia da República.

Na lei que os deputados aprovaram, a expressão "presidente da câmara" e presidente da junta de freguesia" levantou dúvidas. "No caso em questão, não estando identificada a Câmara ou Junta deve utilizar-se a menção genérica do titular do cargo, ou seja 'o Presidente de Câmara' ou 'o Presidente de Junta'", justifica a INCM.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Esta de a Casa da Moeda alterar o texto da lei e nem Cavaco, nem Seguro saberem é de ir às lágrimas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   

   
   
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sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Queira Deus que o Gaspar continue


Os povos nunca foram muito lestos a perceber a grandeza dos grandes políticos e é isso que justifica a incompreensão que rodeia o Gaspar, esse Messias que regressou a Portugal para com o que aprendeu com a avozinha de Manteigas pagar a imensa dívida que tem para com o país porque estudou na Universidade Católica e em vez de ir fazer o doutoramento a Londres ou a Boston optou pela Nova, ali para os lados de Campolide.
 
As coisas estão a correr melhor do que o esperado, os portugueses deixaram de gastar, uns porque poupam outros, ao mais irresponsáveis, porque deixaram de ter para comer. As empresas desnecessárias estão fechando umas atrás das outras, os restaurantes porque um bom português usa marmita, a construção civil porque a casa portuguesa é uma barraquinha, muito amor, um benfiquista e porrada na mulher q.b., qual apartamentos, direito à habitação e outras idiotices constitucionais das quais só se aproveita a liberdade de expressão do dr. Relvas.
 
É verdade que o crescimento tarda, mas também não se podia esperar antes, como uma vez o nosso grande Gaspar explicou e voltou a explicar ao Álvaro, o pobre ministro da Economia é de compreensão lenta e tarda a entender o que lhe dizem, não há dinheiro para medidas de apoio ao crescimento. Agora já há, a recessão bateu quase nos 4%, a receita fiscal ficou 4.000 milhões abaixo do esperado, o emprego inútil foi combatido com afinco e o desemprego atinge níveis saudáveis que nunca se viram.
 
Agora já há dinheiro em barda para promover o crescimento e o emprego, dinheiro que não havia quando se descobriu um desvio colossal nas contas públicas. Agora já não há desvios e à abundância vai somar-se o corte das gorduras do Estado, vai haver dinheiro à fartazana para fazer crescer a economia portuguesa, o BPI vai crescer, o Millennium vai voltar a crescer, com sorte até o vencimento do Catroga vai crescer, o crescimento vai ser de tal forma que não nos admiraria nada se voltasse a crescer por aí algum BPN.
 
Mas é uma pena que os portugueses ainda não tenham percebido que o Gaspar está a levar Portugal para o bom caminho, infelizmente somos um país de atrasadinhos e nem todos têm o brilhantismo intelectual do Ulrich, a argúcia e curiosidade do Marques Mendes, a visão do futuro do Passos Coelho, o empenho intelectual quase académico do Relvas, infelizmente os portugueses não estão em condições para decidirem o seu destino e é por isso que o Gaspar tem de decidir tudo sozinho. É o Gaspar que sabe quem deve pagar mais impostos, quais as empresas que estão a mais, que portugueses não fazem falta e devem emigrar. O que seria de nós sem o saber do Gaspar?
 
Queira Deus que o país não acabe, queira Deus que o país não caia na guerra civil, queira Deus que o país não resvale para a revolução, queira Deus que o país disponha de todo o tempo no mundo porque um dia, ainda não sabemos quando, mas um dia todos iremos perceber que o Gaspar tem razão. Nesse dia mudaremos o nome deste país para Gasparilândia, plantaremos eucaliptos num das faixas de rodagens das nossas auto-estradas inúteis, voltaremos a viajar de comboio apanhando vento na cara por esse país bucólico, voltaremos a reciclar pneus transformando-os em sandálias, reaprenderemos a coser remendos nas calças,, o país voltará à senda do emprego e do crescimento graças a este verdadeiro menino Jesus de Manteigas.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Cogumelos no meio do musgo, Quinta das Conchas, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Janela [A. Cabral]

Jumento do dia

Artur Santos Silva

 Artur Santos Silva tem razão em quase tudo o que disse depois de os estudantes terem corrido com o falso doutor da sua universidade, só não tem razão quando manda acordar Belém. Tanto quanto se sabe o maior partido da oposição é o PS e o seu líder é Seguro. Tanto quanto se sabe Seguro esteve calado durante todas as revisões do memorando feitas nas sua costas, não discordou frontalmente das medidas mais brutais limitando-se a defender meias doses de inconstitucionalidades, só quando o seu próprio cargo esteve em perigo Seguro deu uns guinchinhos armado em grande opositor.

Não é Belém que tem de acordar, é o  Largo do Rato, a verdade é que apesar de tudo Cavaco até tem incomodado mais o Passos Coelho do que o Seguro e se alguém questionou os princípios da política económica do Gaspar foi Cavaco e não Seguro.

O PS é que precisa de acordar e perceber que quando não se é oposição é-se uma espécie de ala de namorados do governo e é esse o papel que até aqui foi desempenhado pela liderança do PS. Ou já se esqueceu de um extremista que para além de tudo o que o governo tenciona destuir ainda sugeriu a destruição total e imediata da ADSE. Pois é, esse extremista não é nem da extrema-direita nem do governo, é um braço direito de Seguro.

«"Algo se passa no palácio de Belém. Nós temos o desemprego no nível que temos, temos o PIB a cair, as insolvências, suicídios de empresários da restauração, vemos com os nossos olhos membros do governo serem ameaçados e o Presidente da República não diz nada? Este clima de exasperação que se sente nas pessoas não merece uma palavra de intervenção, uma palavra responsável do Presidente?", questiona, classificando "este silêncio de incompreensível".

O ex-ministro de Sócrates ironiza e recomenda assim que "alguém envie para Belém" a canção 'Acordai', alertando que a situação pode tornar-se mais violenta: "Estas reacções inorgânicas podem ser explosivas. Por enquanto, ainda só se chama gatuno. Um dia destes, se isto não pára, querem bater no ministro", vinca.

Tendo por referência o protesto desta terça-feira contra Miguel Relvas, o comentador da TVI24 considera que "este clima e estes comportamentos que estão um pouco na margem do sistema democrático também existem porque há um défice de representação politica e de projecção politica dos protestos, dos medos, das raivas, das angústias que as pessoas estão a sentir porque não vêm nenhuma luz ao fundo do túnel".» [DE]

 A ingenuidade do PS

A incompetência do ministro das Finanças é de tal ordem que até parece que foi colega de licenciatura de Miguel Relvas, não acerta numa previsão, não consegue criar um emprego, não para a espiral de recessão e em vez de inverter o rumo e aceitar as suas responsabilidades engana a Europa e o país pedindo mais tempo. Não pede mais tempo para poder aliviar a austeridade e mudar de política, pede mais tempo porque está convencido de que a sua política brutal deve ser prolongada por mais um, dois ou três anos.

A verdade é que Gaspar era o teórico que se opunha a mais tempo ou a mais dinheiro e que estava convencido que a solução era cada vez mais austeridade, promovendo uma eugenia empresarial que visa destruir sectores que ele acha que estão a mais na economia portuguesa. Gaspar estava pouco preocupado com o desemprego ou com as dificuldade, se as empresas estão especializadas no consumo interno e não são nem bancos nem foram vendidas aos chineses então que encerrem, os funcionários que sejam proletarizados e despedidos, os direitos sociais que sejam alinhados com o que existia no século XIX.

Agora a economia está à beira do colapso, Gaspar já pediu mais dinheiro e agora pede mais tempo para poder continuar a despedir, a destruir e a forçar à emigração.

Perante isto o PS festeja aquilo a que designa por pirueta de Vítor Gaspar, qual pirueta? o ministro não disse que ia mudar de política, não prometeu aliviar a austeridade, não jurou passar a repeitar e a cumprir a Constituição., limitou-se a dizer que ia haver mais do mesmo durante pelo menos mais um ano. Primeiro inventou ou criou desvios colossais para justificar as medidas que sempre achou que deviam constar no memorando, agora pretende eternizar estas medidas.

Que motivos terá o PS para rejubilar com esta suposta pirueta.
  
 Uma pergunta
 
Quantos portugueses conseguem ser mais ouvidos do que Miguel Relvas? Quantos portugueses conseguem obrigar a comunicação social a dar-lhes mais espaço do que a Miguel Relvas?
  
Não sejam idiotas, o Relvas pode sofrer de tudo menos de liberdade de expressão e são muitos mais os portugueses a perderem direitos por causa de um governo onde ele é responsável pela condução política do que o Relvas a sentir-se asfixiado por estar impedido de falar.
 
 O pescador, a dívida soberana e os mercados


Já aqui contei a velha anedota do senhor da capital que decidiu dar uma lição de ambição ao pescador que encontrou deitado na praia. Dirigindo-se ao pescador perguntou-lhe porque não ia pescar em vez de estar deitado na areia. Perante um  “para quê?” do pescador insistiu explicando que pescasse mais um dia podia comprar um barquinho, ao que o pescador retorquiu com um outro “para quê?”. O lisboeta insistiu, depois de comprar um barquinho o pescador poderia sonhar comprar um segundo barquinho e algum tempo depois até um terceiro barquinho, ao que o pescador voltou a retorquir com o “para quê?” Com três barquinhos o pescador não precisaria de trabalhar  e até podia vir deitar-se para a praia, explicou o lisboeta. E o pescador perguntou-lhe: “mas então o que é que eu estou fazendo?”
  
Infelizmente o que gente como o Gaspar tem feito lembra a anedota do pescador. Quando Portugal ainda estava nos mercados esta gente barafustou, protestou contra a austeridade, criticou a falta de crescimento, discordou dos orçamentos que esqueciam o investimento. Chegados ao poder impuseram austeridade atrás de austeridade, destruíram emprego, expulsaram portugueses do país, eliminaram direitos e foram ao bolso dos mais pobres sem qualquer cuidado, tudo isso para quê? Dizem que é para não aturarmos a troika e podermos regressar aos mercados.
  
Aqueles que festejaram os juros altos e desdramatizaram e defenderam a vinda da troika dizem agora que tudo o que destruíram foi para voltar aos mercados, isto é, para o país ficar como estava antes do pedido da ajuda. O país está melhor?
  
Não, não está e não é o dia de Carnaval ou o quatros feriados que às vezes até calham ao fim-de-semana que vai atrair o investimento para um país governado por extremistas, incompetentes e irresponsáveis que não percebem ou não querem perceber que as suas políticas vão conduzir ao colapso social. O modelo de crescimento defendido por Gaspar nada tem que ver com progresso, é um modelo onde só há lugar para ricos e pobres, para patrões e mão-de-obra barata.


 A pradaria começou a arder

E os estarolas do governo, bem como o bem penteadinho do Seguro insistem em não perceber:

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 Eu quero que o Relvas vá tomar no cu

Quando o Gaspar veio assumir que todos os sacrifícios que os pobres e a classe média fizeram apenas serviram para serem consumidos pelos seus erros, quando se soube que todo o OE de 2013 assenta em pressupostos aldrabados e que os cálculos foram feitos com base em números falsos no que respeita às previsões de crescimento, com que se preocupam as elites políticas deste país? Com a liberdade de expressão do Miguel Relvas.

O ministro mais odiado, despreado e gozado deste governo decidiu ir a uma universidade daquelas onde se estuda dizer as suas banalidades, mas foi calado e corrido. Apareceram logo várias personalidades e opinion makers com aquele discurso idiota da liberdade e de que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade doss outros. Mas nenhum destes senhores, desde o Assis ao Artur Santos Silva se lembrou da jornalista do Público que foi perseguida ou de que o Relvas é o potuguês com mais liberdade de obrigar os outros a ouvirem-no.

Cá por mim já estou como o José Viegas e quero que o Miguel Relvas, mas a sua liberdade e a democracia que ele defende vá tomar no cu. Era oque faltava que o Relvas seja agora o barómetro da democracia portuguesa. E os pobres que têm direito à saúde e ficaram sem dinheiro para medicamentos? E os idosos que têm direito à segurança na terceira idade e depois de terem descontado estão perdendo o direito às pensões? E os trabalhadores do Estado que o Gaspar quer tornar em escravos? Os direito de toda esta gente não contam na avalição da democracia?

Relvas não é um político qualquer, é o "político" de um governo que parece odiar os portugueses, que despreza os seus direitos, que não tem consideração pela sua inteligência, que adopta políticas para as quais não tem mandato, que ignora as opiniões e conselhos do Presidente da República. Este Relvas foi beliscado na sua liberdade de expressão, problema dele.
 
 Anda por aí muita besta a precisar de ser castrada!
 
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Mas para esses não é preciso cuidado, já o mesmo não se pode dizer dos burros de quatro patas. Uma iniciativa da APEGA.


  
 Estado de sítio 2.0
   
«Lamento mas não encontro nada a dizer de muito profundo sobre aquilo que já é conhecido como o último caso Relvas. É realmente um assunto menor. Vai um ministro, um ministro qualquer, até um secretário de Estado - o que digo? - um sub-sub-subsecretário de Estado a uma universidade numa altura destas e estamos à espera que ele seja recebido com um colar de azáleas e um ramo de oliveira? Que seja abraçado e elogiado e, quem sabe, beijado, benzido, beatificado?
  
É verdade: com Relvas é pior, é sempre pior, mas isso são coisas que já se espera. Relvas é o símbolo das negociatas, as verdadeiras, as imaginárias, as que foram, as que hão de ser, as que nunca serão. Imagino que nos dias que correm Relvas nem a um infantário consiga ir sem que alguém, por exemplo um bambino mais politizado, faça uma piada qualquer. Um homem que foi visto de truces (seriam bermudas?) no Copacabana Palace ao lado de lindas companhias não pode realmente queixar-se de nada. É sempre culpado, nem que seja de não ter um pingo de bom senso.
  
Mas fosse Relvas ou outro qualquer a visitar uma universidade e a coisa ia dar exatamente no mesmo: berros, palavrões, muita algazarra, empurrões, relativo escândalo. Numa época destas, é isso que se espera no Politécnico da Caparica ou até em Harvard. É normal, é previsível, é académico, de certa forma é irresponsavelmente bom. Não estou a dizer que é bacano grunhir para um ministro. Neste capítulo, os portugueses até são demasiado moderadinhos. Estou a dizer que ficaria mais preocupado se Relvas fosse acolhido sem escarcéu algum. Estou até positivamente convencido de que pior do que não deixar o ministro falar, neste caso, teria sido ainda mais grave (mais confrangedor para ele) deixá-lo mesmo elucidar-nos sobre o que espera do jornalismo nos próximos 20 anos. Digo: 20 anos é muita fruta e, embora Relvas tenha, a palavra é esta, traficado muito com repórteres políticos ao longo duma vida de marinheiro, eu acho que ele sabe tanto do assunto como o Governo de previsões económicas. Como se comprovou ontem, nestum.

O problema é esse. Relvas vai ao ISCTE a convite da TVI. Não o deixam naturalmente discursar. Cercam-no. Passado um pouco, ele pira-se. O moralismo do costume incendeia-se: eis a oportunidade para defender Miguel Relvas, o mártir. Chamam-lhe emboscada televisiva, ratoeira mediática conduzida pela geração rasca 2.0: o homem vitimiza-se, o homem transforma-se numa vítima da liberdade de expressão (logo ele...). Relvas arde na pira dos media e renasce das cinzas. A minha opinião? Bom jornalismo, é isso que faz falta. Já fazia há 20 anos, vai fazer ainda mais nos próximos 20. Sem ele, continuaremos a ter assuntos irrelevantes servidos diariamente como grandes assuntos de Estado. Ontem Relvas, amanhã outro fogacho qualquer. Porquê? Porque é giro. O critério editorial é esse. Chamam- -lhe também informação espetacular. Cuidem-se...» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.   

 Até quando?
   
«Tomei conhecimento do duplo incidente com o ministro Relvas através de uma entrevista televisiva ao ex-ministro socialista Augusto Santos Silva. A indignação deste era tanta, por causa dos maus tratos de que o primeiro teria sido vítima, que julguei ter ocorrido uma nova "Noite Sangrenta" em Lisboa. Pensei que Relvas tinha sido metido numa camioneta, tal como António Granjo, Machado Santos e outros infelizes, assassinados na noite de 19 de outubro de 1921 por marinheiros revoltados. Felizmente, a III República não tem imitado, até agora, a cultura de violência da I. Nos tempos de abundância, Relvas seria uma figura de comédia. Os governados sempre gostaram de encarar alguns governantes com sarcasmo. Mas estes são tempos de escassez e tragédia. Convidar um homem que nunca escreveu uma linha digna de memória futura, e que só diz trivialidades, para uma conferência no Clube dos Pensadores (!) ou esperar que ele possa encerrar um colóquio sobre o futuro da comunicação social, quando a sua tarefa principal no Governo é a de lotear a rádio e televisão públicas, parecem-me dois gestos insensatos. Ficar condoído com o silêncio forçado de Relvas, e esquecer as vozes inteligentes que a sua ação tem afastado do serviço público de comunicação social, parece-me tão despropositado como acusar a poesia erótica de Bocage de pôr em causa as liberdades fundamentais do intendente Pina Manique. Em Berlim, um ministro que plagia uma tese sai do governo em menos de 24 horas. Em Lisboa, um homem cuja vida é um perpétuo faz-de-conta, esgota a agenda política. Só o primeiro-ministro não percebeu, ainda, que o caso Relvas não é uma questão de direitos constitucionais, mas um assunto de higiene pública. Contamina a pouca autoridade do Governo e mina o moral que resta ao País.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.
      
 A tabuada de Gaspar
   
«Os portugueses começam a ter suores frios só de pensar que o ministro das Finanças pode carregar a qualquer momento na tecla F5 do seu computador para actualizar os gráficos de Excel e descobrir uma nova surpresa. A última apareceu ontem: dá pelo nome de recessão e onde antes aparecia 1% aparece agora 2%. Não sei se Vítor Gaspar perdeu o sono quando actualizou estes números, mas a insónia é capaz de ser o menor dos seus problemas. Primeiro, porque estes novos números significam que a actividade económica do País, que já está em apuros, vai contrair-se ainda mais do que o previsto. Depois, porque traduz mais um erro de cálculo do Governo que, ao confundir cautela com optimismo, acabou por desenhar um Orçamento para 2013 que não antecipou a velocidade a que o desemprego aumenta nem o ritmo a que a economia encolhe. Por fim, porque cada vez que Gaspar anuncia uma nova conta furada, apresentando a seguir a factura que o País tem de pagar pelo erro cometido, a já frágil esperança dos portugueses apaga-se mais um pouco - e, aos poucos, a fúria propaga-se. 

Não é fácil fazer previsões económicas num tempo tão incerto e cheio de dificuldades. É quase tão impensável como pedir a um neurocirurgião para dirigir uma operação montado num carrossel. Não se espera por isso que o Governo antecipe o futuro com o rigor de um ponto percentual, porque não é futurismo que se espera dele. É realismo que se pede. E é competência que se exige. Gaspar montou uma equação complexa para antecipar a economia dos próximos anos, mas desvalorizou a variável mais importante de todas: a realidade. E essa é a variável que está a furar todas as previsões, que está a inundar os centros de emprego, que está a levar os portugueses a cantar em protesto, que está a ameaçar as ruas com novas invasões populares. 

O governo não pode virar as costas a esta realidade, com a mesma facilidade com que um ministro abandona uma sala depois de um grupo de estudantes o impedir de falar ou que um primeiro-ministro garante que o desemprego não lhe tira o sono. Por isso, quando um ministro assume que voltou a falhar previsões, não pode assumir que os portugueses vão dar a isso pouca importância, encolher os ombros e seguir com as suas vidas. Porque já são demasiadas previsões falhadas e erros demasiado importantes para serem ignorados. A realidade dos portugueses é demasiado séria para ser levada a brincar. E não pode tremer cada vez que se pensa que alguém no Terreiro do Paço vai actualizar gráficos de Excel no computador.» [DE]
   
Autor:
 
Helena Cristina Coelho.
     
 Gaspar tem de regressar à casa de partida
   
«O País está numa espiral recessiva e os portugueses já mergulharam numa espiral depressiva, porque o Governo decidiu gerir o País sem sair do gabinete, porque Vítor Gaspar pôs-se a jogar ao monopólio e assumiu o papel da ‘banca' e, ao mesmo tempo, de jogador, lançou os dados e foi avançando, mas está agora perto de cair na prisão. O Governo só tem uma saída, é regressar à casa de partida e abrir um verdadeiro processo político de renegociação do acordo com a ‘troika'. Um ‘reset'. Para garantir que os últimos 18 meses e o regresso aos mercados não foram um fim em si mesmo.

O programa de ajustamento desenhado em Abril de 2011 esgotou-se, foi executado ao limite, levado ao extremo do suportável. Ultrapassou a linha que separa a austeridade do empobrecimento estrutural e permanente. Uma recessão de 3,8% no último trimestre de 2012 não está em linha com as previsões do Governo, não está em linha com nada nem com ninguém, talvez se aproxime rapidamente da linha dos gregos. Chegou a hora de Vítor Gaspar mudar as regras do jogo que tem jogado, não com os portugueses, como devia, mas com os credores internacionais, a ‘troika'.

O Governo tem, por isso, uma oportunidade única. Quando Vítor Gaspar anuncia que Portugal deverá ter mais um ano para cumprir a redução do défice público para valores abaixo de 3%, está apenas a prolongar a agonia de uma economia e de um povo. Será contraproducente. Será, aliás, a segunda vez no espaço de meses que Portugal negoceia o prolongamento das metas de redução do défice. Como se vê, não chega sequer para compensar os desvios de uma economia que não resiste a um ajustamento suportado em aumento de impostos. Nem o reescalonamento - mais um eufemismo - do reembolso do empréstimo. São aspirinas, que adiam o inevitável. 

O Orçamento de 2013, já aqui o escrevi, não é exequível. Já não era em Outubro, é menos ainda em Fevereiro. Gaspar comprou tempo, não comprou o suficiente. E a revisão das projecções para este ano, uma recessão de 2%, é ainda optimista. Gaspar continua a acreditar que o mundo não mudou assim tanto. Já mudou. 

O Governo não precisa, ainda, de pedir mais dinheiro. Se não fizer essa renegociação, agora, já, aí sim, será inevitável um novo resgate, venha ele a ter a configuração que tiver, com mais dinheiro e mais austeridade. Uma renegociação política do acordo com a ‘troika' interessa a Portugal, interessa à ‘troika'. E só faz sentido se for ambiciosa, se o Governo considerar medidas de excepção para um momento de excepção. Sem pôr em causa a necessidade de fazer o ajustamento das contas públicas.
A reestruturação da economia está em curso, a austeridade está a produzir uma reestruturação mais rápida e mais profunda, surpreendeu um ministro que foi avisado a tempo, e com tempo. Tem, agora, de garantir que os recursos financeiros que deixaram de ser canalizados para os sectores protegidos da economia cheguem aos sectores expostos à concorrência. Não estão a chegar, não há projectos porque não há nenhum investimento que garante uma taxa de rentabilidade suficiente para pagar o custo desse financiamento. Hoje, nem as PPP são financiáveis àqueles juros. Gaspar tem, agora, de garantir incentivos de choque para promover o investimento empresarial privado, ao mesmo tempo que terá de manter o objectivo de redução do peso da despesa pública corrente em percentagem do PIB.

Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar têm, por isso, a partir de 25 de Fevereiro a última oportunidade para causar uma última boa impressão. Vão dar razão a António José Seguro? É justo reconhecer as razões do líder do PS nesta questão, quando, em Julho do ano passado, afirmava em entrevista ao Diário Económico que a sua alternativa à política do Governo era mais tempo para fazer o ajustamento. É a vida. O País é mais importante.» [DE]
   
Autor:
 
(Como é divertido concordar com o director do DE que durante tanto tempo foi um ideólogo oficioso do Gaspar e das suas opções extremistas!) António Costa
   
  
     
 Estranha correlação
   
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o ministro adjunto, Miguel Relvas, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, estão à beira do alerta máximo de segurança. Este nível de ameaça de risco, avaliado pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS) e comunicado à PSP, determina um grau elevado de proteção dos governantes.» [CM]
   
Parecer:
 
Há uma elevada correlação entre a incompetência e o risco de segurança, sinal de que os portugueses estão fartos de incompetentes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos portugueses que os agridam violentamente cantando a Grândola Vila Morena, música extremamente violenta para ouvidos da extrema-direita.»
      
 Afinal a nossa Igreja não era assim tão exemplar
   
«O presidente da Comissão Instaladora da Rede de Cuidadores confirma a existência de relatos de assédio sexual que envolvem o ex-bispo auxiliar de Lisboa Carlos Azevedo, hoje noticiados pela Visão, mas sublinha à Lusa que "não confunde homossexualidade com abusos".

Álvaro de Carvalho explicou que a associação de defesa de crianças vítimas de maus-tratos está focada nas abordagens, seduções e abusos de menores" e que "não assobia para o lado se tal se verificar com adultos", contudo, salientou que "esta matéria, por aparentemente não existir conduta criminosa, não foi objeto de denúncia ao Ministério Público (MP)".

O responsável da Rede de Cuidadores, organização não-governamental que em dezembro denunciou ao MP casos de abusos sexuais alegadamente cometidos por sacerdotes ou responsáveis de instituições católicas, disse à Lusa que assinala o facto de "a Igreja continuar a dizer que não há casos de cariz sexual".» [DN]
   
Parecer:
 
Durante demasiado tempo a Igreja Católica tentou passar a imagem de que os casos que a atingiam noutros países não aconteciam em Portugal. Agora percebe-se que a Igreja estava convencida de que tudo poderia continuar como estava.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
   
 A Cândida andava a meter o bedelho onde não devia?
   
«O "Público" escreve hoje que "foi uma pergunta da Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, à diretora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, a questioná-la sobre a eventual existência de um inquérito naquele departamento do Ministério Público que levou a magistrada, que será substituida no cargo em Março, a abrir um inquérito já este ano às atividades da Tecnoforma, uma empresa que teve o atual primeiro-ministro como administrador entre 2006 e 2007. A ligação de Pedro Passos Coelho àquela empresa é mais antiga, tendo o político sido consultor pelo menos a partir de 2001".

Segundo o jornal, "uma fonte do DCIAP adiantou que meses antes foi aberto um outro inquérito no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra às atividades da mesma empresa, que terá sido favorecida por Miguel Relvas, então secretário de Estado da Administração Local, na atribuição de financiamentos (2003 e 2004) para a formação de funcionários das autarquias.

O jornal adianta que "o processo aberto em Coimbra tem por objectivo investigar o financiamento na formação de centenas de funcionários das autarquias da região Centro que alegadamente iriam trabalhar para aérodromos e heliportos municipais, a maior parte dos quais sem qualquer atividade".» [DN]
   
Parecer:
 
Percebe-se agora o porquê da alegria do sindicato patrocinado pelos banqueiros falidos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O Gaspar vai concorrer com o Santana Lopes
   
«A agência que gere o crédito público, o IGCP, conta lançar nos próximos três meses novos instrumentos de financiamento do Estado dirigidos aos investidores de retalho. Apesar de não ter entrado em detalhes sobre os produtos a ser lançados em breve, o presidente do IGCP deu os exemplos da Irlanda, de França e de Itália na estratégia para atrair a poupança dos investidores de retalho.

No caso irlandês, a agência que gere o crédito público do país criou uma marca própria para o retalho e tem dois tipos de produtos. Além de angariar depósitos entre um a dez anos com taxa fixa e variável, Dublin oferece ainda títulos de dívida, conhecidos como ‘prize bonds'. Estes instrumentos não pagam juros mas dão direito aos seus detentores a entrarem em sorteios semanais e mensais. Todas as semanas, a Irlanda premeia um investidor com 20 mil euros, dá cinco prémios de mil euros, 500 de 100 euros e cerca de 8.000 prémios no valor de 50 euros. Já o sorteio mensal contempla um investidor com um milhão de euros. "É um produto peculiar que poderá fazer sentido explorar", referiu o presidente do IGCP.» [DE]
   
Parecer:
 
Vamos ter o tesouro a fazer concorrência aos jogos da Santa Casa, digamos que também para boas causas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Razão tinha o Sócrates com o ensino de inglês
   
«"Aproveitem a oportunidade de estudar. Não desistam. Não desperdicem o que está hoje ao vosso alcance e que dará os seus frutos quando mais precisarem". Foi com um apelo sentido ao investimento dos jovens na sua educação que o Presidente da República colocou um ponto final no discurso que proferiu esta manhã no Palácio de Belém, em Lisboa, a fechar o encontro da associação Empresários Pela Inclusão Social (EPIS).

"O tempo [de crise] deve ser aproveitado para ir mais longe. Educar e aprender", afirmou ainda o chefe de Estado para logo a seguir acrescentar: "Portugal é um dos países onde é maior o retorno em educação."» [Expresso]
   
Parecer:
 
Cavacco tem toda a razão no que diz aos jovens, só se esqueceu de lhes dizer que estudem muito bem o inglês e partam porque com governantes como ele este país vai ficar pouco recomendável para os nossos jovens mais capazes e habilitados. O país vai ficar boma mas apenas para os calões, para os que seguirem o exemplo desse grande símbolo da liberdade de expressão que é o nosso Relvas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Coitado do Guedes
   
«O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros deplorou hoje a “triste confusão” feita por “grupos minoritários”, que têm perturbado iniciativas onde participam membros do Governo, entre o “direito de se fazerem ouvir” e o “silenciar os outros”.

“Há de facto alguns fenómenos nos últimos dias em que tem havido uma triste confusão entre o direito que todas as pessoas têm de se fazer ouvir, inclusive nos seus protestos, com o direito a silenciar os outros. Porque esse direito a silenciar os outros não existe em relação a nada nem a ninguém numa sociedade tolerante e democrática como a nossa”, disse Luís Marques Guedes, no final da reunião do Conselho de Ministros.» [i]
   
Parecer:
 
É lindo ver um governo que respeita tanto a Constituição  os direitos dos portugueses etar tão empenhado nos direitos dos seus membros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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