sábado, abril 20, 2013

Jumento do Dia


  
Álvaro Santos Pereira

Ouvir o ministro da Economia responder aos jornalistas sobre a sua saída começa a ser um exercício deprimente, o ministro responde sempre com aquele ar tresloucado de quem está a olhar para a Ursa Menor lembrando o antigo ministro da Informação de Sadam Hussein. Invariavelmente responde que está tratando de medidas para promover o crescimento, ele que era um liberal fala agora de planificar o crescimento como se fosse o responsável pelo plano quinquenal da ex-URSS dos tempos de Estaline.
 
Este ministro tem um conceito de dignidade muito elástico, só isso explica que ainda não se tenha demitido, até porque o seu regresso a Vancouver será, no mínimo, problemático. As universidades da AMérica do Norte não têm o hábito de emprestar professores e não é líquido que o regresso seja automático, para além do ridículo de ter sido remodelado ou ter-se demitido por ter concluído que tinha menos competências governamentais do que o cavalo da estátua equestre de D. José I.
 
A crer nos jornais este ministro já foi humilhado em pleno conselho de ministro pelo Gasparoika, que o gozou perguntando-lhe qual das três palavras não tinha percebido. Já foi encolhido Por Paulo Portas como se a sua cabeça tivesse ido parar às mãos dos canibais da Nova Guiné. Agora convive diariamente com um Paulo Portas que já não esconde a ninguém a sua intenção de ficar com a pata da economia depois desta ser promovida na orgânica do governo.
 
Sem dúvida que este homem tem um estômago à prova de úlceras, já não engole apenas sapos, por aqui que se vê já engole crocodilos do Nio se for preciso para se mantar no governo.

A encenação oportunista


A direita tenta a todo o custo manter a aposta na destruição dos direitos sociais e do estado social a coberto de um ajustamento que é mais digno do Chile de Pinochet do que de um país democrático da Europa. Vítor Gaspar foi a escolha ideal para este processo, extremista, com um total desprezo pelos custos sociais, ambicioso e ávida de fama e currículo, está disposto a tudo, a sacrificar os portugueses para provar as suas teses.
 
É óbvio que tudo falhou, é óbvio que o primeiro desvio colossal era falso, que os quatro mil milhões de despesa a mais não é mais do que os quatro mil milhões de receitas fiscais que se perderam devido à incompetência do ministro da Finanças. Mas depois de terem destruído a economia portuguesa tentam auto alimentar a austeridade como condição para a vingança contra democracia portuguesa.
 
A tentativa cínica de prender o PS a um acordo revela pouca consideração intelectual por Seguro, o que vindo de Passos Coelho quase dá vontade de rir. Nunca passou pela cabeça de Gaspa negociar seja com quem for, aquele que nem com os colegas do governo aceita qualquer diálogo e que parece não hesitar em gozar com o ministro da Economia defende agora o diálogo com a oposição? Acredita quem quiser.
 
Os bardamerdas que a troika tem mandado ao país ainda há um mês atraso elogiavam os supostos progressos do ajustamento português, todos os indicadores eram uma maravilha. Agora que já não conseguem esconder a realidade querem modernizar o estado, isto é, querem encobrir os prejuízos que provocaram ao país, não querem confrontar a EU, o BCE e o FMI com os prejuízos que resultaram para Portugal da incompetência e imbecilidade dos seus técnicos.
 
Os bardamerdas que durante um ano e meio esqueceram quem assinou o acordo e desprezaram uma das partes, repararam de repente na importância do consenso político. Enquanto pensaram que estavam tendo sucesso vinha a Portugal só para beber uns copos com o Gaspar, agora que estão perdidos e correm sérios riscos de verem as suas carreiras profissionais associadas a um desastre económico de grandes dimensões transformaram-se em mansos, deixaram de fazer chantagem e são modelos de diálogo.
 
Aceitar este diálogo é aceitar que a situação da economia portuguesa nada tem que ver com o experimentalismo de economistas de meia tigela apoiados por um primeiro-ministro que mete dó. Aceitar o diálogo é partilhar as culpas e salvar a pele da troika e do Vítor Gaspar.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 photo Sintra_zpsb297372f.jpg
  
Sintra
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
 photo Paccedilo-darcos_zpsd9b0536e.jpg
   
Paço d'Arcos [A. Cabral]
   
 Azar é....

 photo Azar_zpscab0a0cc.jpg

Azar é escever um prefácio num  momento em quee se podia vender o peixe do sucesso e o livro acabar por ser vendido num momento em que já se sabe que esse peixe não passa de tainha dos canos.

 O PREC - Processo de Refundação do Estado em Curso

Começa a perceber-se o que é a refundação do Estado inventada pelo Gaspar, aparentemente decidida por Passos Coelho, e aparentemente desenhada por Portas, é um processo contínuo que evolui à medida que o Gasparoika vai falhando na execução orçamental. Começou por ser um corte de 4.000 milhões, grosso modo o desvio das receitas fiscais de 2012, agora cresce todos os meses em função dos resultados da execução orçamental. Este PREC nada tem que ver com a eficácia do Estado ou o reequilíbrio das contas públicas, serve apenas para esconder a incompetência do Gasparoika.

A verdade é que esta combinação entre experimentalismo, imbecilidade e incompetência a cobaerto dos apoios e chantagens da troika levaram o país a uma situação pior do que aquela em que estava. Quanto mais tempo esta gente estiver no governo menos vai sobrar do estado social, estamos perante gente sem escrúpulos que considera que se no fim da legislatura tiverem destruído o estado terão feito uma grande coisa.
 
 Este Passos é um engraçadinho

Agora que se prepara para mais cortes brutais vai lançar uma operação de propaganda oportunista com o conselho de ministros para o crescimento e o fomento industrial. Longe vão os teempos em que um vaidoso Gasparoika se dava ao luxo de gozar com os colegas que se lembravam de sugerir a discussão de medidas para o crescimento em reuniões do conselho de ministros.
 
 A dúvida do dia
  
Além da sua agenda das bicas e de fazer de dama de companhia a Cavaco Silva o super-ministro da Economia ainda tem algum dossier?
 
 Ministro ou professor oportunista?

Nunca Portugal teve um ministro com tantas presenças em seminários. O Gasparoika vai a tanta conferência para convencer os investidores ou está aproveitando o cargo para testar as suas teses e vai a tanta conferência para falar da experiência a que está sujeitando os portugueses, sem que estes tenham dado autorização ou sido questionados sobre essa experiência, tudo para engrandecer o currículo pessoal? Vítor Gaspar está no cargo para resolver os problemas ou para cumprir com objectivos pessoais, enriquecendo o seu currículo e assegurando-se que fica bem visto junto dos credores do país tendo em vista um futuro alto cargo?


  
 Com quem choras
   
«Na Síria não há uma coisa destas todos os dias. Há várias coisas destas todos os dias." Li isto no Twitter. Não me lembro quem disse: se um dos jornalistas que reportam sobre o pavor quotidiano no país de Assad, se um árabe ou cidadão do Médio Oriente. Surgiu quando, na ressaca do ataque de segunda, vários tuiteiros nacionais falavam perplexos da sua tão maior empatia face ao pavor causado por duas bombas deflagradas numa rua de Boston que ao de mil em Allepo.

"Racismo"?, perguntava um. Sê-lo-á decerto para alguns. Mas poucos países tão multirraciais como os EUA - e ainda não sabíamos de que cor eram os mortos e feridos e já estávamos em choque com o facto de terem morrido ali, naquele momento, naquela cidade, daquela forma. Já olhávamos em horror para o sangue no passeio onde explodiram as bombas antes de sabermos de quem era, e não faz nenhuma diferença agora que sabemos, nem faria se os três mortos fossem negros, de origem paquistanesa, mexicana, ou síria, em vez de uma chinesa e dois americanos "brancos". Talvez tenha então muito mais a ver com o onde que com o quem.

Fácil concluir isso se pensamos nos atentados terroristas que mais nos marcaram. Alguém se lembra de dois dos primeiros feitos da Al-Qaeda, em 1998, na Tanzânia e no Quénia? Tem a ver com a nacionalidade dos mortos, dir-se-á. Não: as bombas em Sharm el-Sheikh, a estância egípcia onde em 2005 morreram 88 pessoas, mais de 20 ocidentais, como as de Bali (2002, 202 mortos, dos quais 88 australianos, 27 britânicos, sete americanos e cinco suecos), quase nunca são referidas. O Egipto e a Indonésia não são "o nosso território". É nos lugares que sentimos "nossos" que esse tipo de acontecimento mais nos toca. E não tem sequer a ver com alguma vez termos lá estado, mas com vermo-los como o nosso perímetro de segurança - de paz. Onde baixamos a guarda e esperamos que toda a gente faça o mesmo, como se o que se passa nos outros sítios, nas casas dos outros, não pudesse jamais fazer sentido - ou ter eco - na nossa.

O último filme de Robert Redford, The company you keep/Diz-me com quem andas - traduzido como A Regra do Silêncio -, fala disto. Dos horrores que nos interpelam e dos que não; o que define a justeza e a aceitabilidade da luta; o que estamos dispostos a sacrificar e fazer por causas que consideramos justas. Não é um tema novo. Nem para o liberal Redford nem para a capital do estado mais liberal dos EUA, onde se iniciou a guerra da independência: o terrorista de uns é o combatente da liberdade, o justiceiro dos outros. As nossas crianças mortas e mutiladas, pelas quais juramos revirar cada pedra em busca dos culpados e de vingança, são sempre os danos colaterais aceitáveis, desejados até, de outros. E vice-versa. Diz-me por quem choras, com quem choras - dir-te-ei quem és. E talvez do que és capaz.

(Sim, pode ter sido da América, em nome da América, que isto veio - para parecer feito de fora. Precisamente.)» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Leram a carta?
   
«Vale a pena ler a carta que o primeiro-ministro endereçou ao secretário-geral do PS propondo uma reunião para discutir a “preservação” (!) do “consenso nacional” (?!) no cumprimento do Programa de Assistência Financeira. A leitura não deixa dúvidas:

se Passos Coelho quisesse mesmo reconstruir um consenso não escreveria uma carta daquelas.

Logo a abrir, o primeiro-ministro começa por dizer que o Memorando de Entendimento foi apenas "apoiado" pelos partidos da actual maioria enquanto foi "negociado" e "subscrito" pelo Governo do Partido Socialista - uma óbvia inverdade histórica, visto que o representante do PSD nas negociações, Eduardo Catroga, se gabou publicamente não apenas de ter "influenciado" o acordo mas também de ter sido o PSD a propor a estratégia de consolidação orçamental consagrada no Memorando e de ter "convencido" a ‘troika' a incluir diversas medidas, incluindo a TSU.

De seguida, acreditem ou não, Passos Coelho escreve que o consenso "sempre orientou" o cumprimento das obrigações externas de Portugal - outra escusada falsidade: toda a gente sabe que o Governo optou por marginalizar ostensivamente o PS e os parceiros sociais em todas as sete revisões do Memorando.
Depois, sabendo que o PS subscreveu um pedido de fiscalização da constitucionalidade do Orçamento, o primeiro-ministro tem a feliz ideia de dedicar um parágrafo inteirinho a acusar o Tribunal Constitucional de ter "limitado" os instrumentos disponíveis para o cumprimento do Programa (repare-se: não é a Constituição que limita, é o Tribunal Constitucional...) e também de ter introduzido um "elevado grau de incerteza" quanto às "possibilidades constitucionais de cumprimento" das obrigações assumidas para a estratégia orçamental de médio prazo (leia-se: de cumprimento do Tratado Orçamental).

É com este enquadramento, todo ele cheio de tacto político, que o primeiro-ministro diz ser imperioso "explorar rapidamente novas soluções de política", o que reclama um "diálogo" e um "entendimento" quanto às medidas que devem ser adoptadas, sob pena de incumprimento das obrigações externas e de falhanço no objectivo de regresso aos mercados.

A carta, porém, não fica por aqui. Relido o texto, Passos Coelho terá julgado, certamente, que ele se podia prestar a interpretações abusivas. De facto, estando escrito que é imperioso explorar "novas soluções de política" poderia dar-se o caso de alguém pensar que ele e Vítor Gaspar estariam disponíveis para considerar, por exemplo, "novas soluções de política". Para eliminar as dúvidas, o primeiro-ministro acrescentou então o seguinte: "deve ser tido em conta que a nossa margem para negociar com os parceiros europeus e internacionais uma flexibilização adicional dos actuais limites dos défices orçamentais inscritos no nosso Programa de Assistência não é viável". Ou seja: na mesma carta em que convidou o secretário-geral do PS para dialogar, o primeiro-ministro tratou de excluir à partida, por escrito, aquela que sabia ser a proposta principal do Partido Socialista!

Com os termos desta carta, Passos Coelho insiste na mesma lógica que levou ao desperdício das condições excepcionais de consenso político. E a lógica é esta: marginalizar o PS quando se trata de decidir as opções estratégicas com a ‘troika' e notificá-lo depois, nos momentos de apuro, para caucionar ou pontualmente concertar as medidas de execução da estratégia orçamental que foi decidida à sua revelia - e que ainda por cima está errada e não funciona. É óbvio que nada disto é para levar a sério.

Ao que parece, o Governo descobriu agora que são precisos três para dançar o Tango. Lá saberá porquê. Mas é preciso lembrar que o Tango é apenas um "género" de música - tangos, propriamente ditos, há muitos. E o Partido Socialista não pode estar disponível para dançar seja qual for a música.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
  
     
 Qual foi das três palavras a que Passos Coelho não percebeu?
   
«Conselho de Ministros extraordinário realiza-se terça-feira para aprovar na generalidade uma "estratégia para o crescimento e fomento industrial"» [DN]
   
Parecer:
 
Agora que o país está mais teso do que nunca o fundamentalista Gasparoika descobriu as virtudes do crescimento. É óbvio que as medidas para o crescimento é mais fundamentalismo económico, isto é, cor
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Passos se o Gasparoika o autorizou a propor medidas para o crescimento.»
      
 Guiné-Bissau: golpista e traficante
   
«A queixa, entregue na Justiça norte-americana, afirma que Indjai participou numa conspiração para fornecer armas à guerrilha colombiana FARC, considerada terrorista pelos EUA, para armazenar cocaína da mesma organização, para vender armas a ser usadas contra forças norte-americanas, incluindo mísseis terra-ar, e também para colocar cocaína no mercado dos EUA.

Para Preet Bharara, procurador de Manhattan, que apresentou a queixa juntamente com a agência anti-narcotráfico (DEA), Indjai terá usado a sua posição no topo da hierarquia militar guineense para "ser um intermediário", fazendo da Guiné-Bissau "um ponto de passagem para pessoas que se acredita serem terroristas e narcotraficantes".

"Tal como tantos altos responsáveis alegadamente corruptos, [Indjai] vendeu-se a si e ao seu país por um preço", afirmou Bharara em comunicado da procuradoria.

A operação da DEA levou à detenção em águas internacionais, a 4 de abril, de dois narcotraficantes guineenses, Manuel Mamadi Mane e Saliu Sisse, considerados "co-conspiradores" de Indjai, e do almirante guineense Bubo na Tchuto, que foram transportados para Nova Iorque, onde vão ser julgados.» [DN]
   
Parecer:
 
Pobre povo da Guiné-Bissau.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Este Passos mete dó
   
«Não queremos que volte a ser considerada inconstitucional", disse Passos Coelho, durante o debate quinzenal, onde anunciou que até ao final do mês poderá apresentar já algumas medidas, sem prejuízo, contudo, de serem alteradas após consensos com a oposição, sobretudo o PS.

Passos Coelho voltou a responsabilizar a decisão do TC de chumbar quatro normas do Orçamento do Estado pelas necessidade de adopção de novas medidas, afirmando que o Governo "não tem de concordar" com decisões judiciais, mas apenas respeitá-las. Uma posição muito criticada à esquerda, com o PCP e o BE a criticarem o primeiro-ministro por responsabilizar o Constitucional "pelo falhanço" da política do Executivo.

Passos Coelho lembrou que a argumentação do Constitucional no acórdão fecha o caminho a algumas medidas que antes o Governo tinha equacionado para o corte da despesa estrutural e permanente em quatro mil milhões de euros, reconhecendo que estas questões têm de ser agora revistas.» [DE]
   
Parecer:
 
Não seria mais fácil reconhecer que não tem nem inteligência, nem competência para o cargo e que ainda por cima arranjou um ministro das Finanças desastroso?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se uma caneta a Passos para que escreva a sua carta de demissão.»
   
 A Merkel diz o que quer para o IV Reich
   
«A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje que já não é possível assegurar a qualidade de vida de populações à base de dívidas, devendo os países da zona euro preferir aumentar a sua competitividade.

“Quero um continente de alto rendimento que, no futuro, também possa oferecer bem-estar aos seus cidadãos”, afirmou Angela Merkel, em declarações hoje publicadas no diário alemão Bild, o de maior tiragem na Europa, citado pela agência noticiosa Efe.» [i]
   
Parecer:
 
O Gasparoika diz o mesmo, está bem instruído.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a velha boche à bardamerda.»
   
 Um amigo do Gaspar
   
«Joerg Asmussen, membro alemão do conselho executivo do BCE, deixou esta sexta-feira, em Washington, elogios aos progressos da Irlanda e Portugal nos seus processos de ajustamento e possibilidade de regresso aos mercados, distinguindo estes dois países do que se passa na Grécia.

A Irlanda “está perto do sucesso” no processo de reganhar o acesso aos mercados financeiros, enquanto Portugal está “bem avançado”, afirmou Asmussen, citado pela Bloomberg, acrescentando que a “Grécia é o caso mais difícil”.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Não é com a Irlanda que o rapaz está preocupado, o que está fazendo é um frete encomendado pelo antigo colega. Dizer que Portugal está avançado é brincar com a verdade, é jogo sujo propagandístico do BCE que colocou Portugal à experiência e agora querem iludir a realidade sacrificando o povo português.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
 photo Art-Romanov-5_zps7f15a06f.jpg
  
 photo Art-Romanov-4_zps1b3a4d27.jpg
   
 photo Art-Romanov-3_zps02f51145.jpg
   
 photo Art-Romanov-2_zps94b58d6d.jpg
  
 photo Art-Romanov-1_zps2309bbb3.jpg

sexta-feira, abril 19, 2013

Jumento do Dia


  
Luís Montenegro

Luís Montenegro é um daqueles políticos que acha que no boxe político não há regras que limitem os golpes baixos, para ele o que importa quando argumento é o derrube do adversário. Não lhe interessa a honestidade intelectual dos argumentos ou as consequências do que diz, o que importa é a ilusão momentânea da razão, a sensação de que se derrubou ou fragilizou o adversário.
 
Num momento de despero e para disfarçar as suas culpas Passos Coelho atacou a banca dando um tiro no pé pois foi alvo de várias respostas pouco agradáveis por parte dos banqueiros. Como Passos Coelho não erra também não emendou a mão, agora o PSD usa o seu poder enquanto governo para aliviar as consequências da estupidez de Passos Coelho atacando a CGD.
 
Sucede que no passado a CGD foi alvo das mesmas críticas por parte de responsáveis do PCP e do BE tendo o PSD defendido o trabalho dos seus militantes na gestão do banco público. Agora que está em causa limpar a imagem de incompetência do primeiro-ministro vem Montenegro desancar na CGD porque sabe que os seus obedientes administradores não virão em defesa da instituição pública que administram pois neste país a defesa dos interesses nacionais não é cena que assista a tal gente.
 
Como era de esperar o trabalho sujo coube a Luís Montenegro, todos os regimes têm gente disposta a fazer o trabalho sujo e no PSD o papael de limpa-fundos do aquário, o peixinho que costuma comer a merda que os outros fazem, cabe a Luís Montenegro.

«O PSD considerou hoje que há excesso de aversão ao risco por parte do sistema financeiro e defendeu que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem de dar o exemplo na concessão de crédito às empresas.
  
Esta posição foi assumida pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, na Assembleia da República, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que reiterou que o Estado vai atuar para que os bancos recapitalizados reanimem o crédito à economia.
  
"Continua a haver algum excesso de aversão ao risco por parte do sistema financeiro que é importante que possamos vencer e modificar. É necessário que haja aqui alguma evolução na filosofia que o sistema financeiro tem tido para com as empresas", afirmou o líder parlamentar do PSD.» [DN]

PS: Este importante galardão, sinal de reconhecimento deste humilde palheiro pelos grandes da política portuguesa, passa a partir de hoje a ser colocado online em separado do post "Umas no cravo e outras na ferradura.

Este país é um halloweenódromo


A celebração do Halloween não só se tornou uma moda como até parece que em Portugal é Halloween todos os dias do anos, não há dia em que não nos cruzemos com um morto-vivo ou com uma alma penada e já nem damos por isso, já não distinguimos os do mundo dos vivos do mundo dos mortos, aquela tal linha que os separa desapareceu. Se calhar foi uma vingança dos deuses pelo fim do feriado no Dia de Todos os Santos, sem serem encaminhadas para o além pelas nossas preces as almas penadas acabam por se tornarem em sem-abrigos na vida política portuguesa.
 
Veja-se o caso de Cavaco Silva, hoje nem conseguiria ganhar a junta de freguesia de Belém, poucos portugueses se revêm nele, os que votaram na sua candidatura insinuam agora que se abstiveram como se sentissem culpados de algo muito grave, depois de um seu braço-direita ter andado a conspirar contra a democracia ninguém vê dele o grande defensor dessa democracia. Nestas condições um presidente só o é formalmente, tornou-se um cadáver político, uma alma que terá de exibir os seus pecados até ao fim do seu mandato e quando o seu óleo constar na galeria dos presidentes finados todos os apontarão a dedo como aquele, o tal, aquele que.

Basta ligarmos uma televisão para nos sentirmos no Halloween luso, é uma verdadeira procissão de almas penadas, políticos finados e sem futuro, rejeitados pelos portugueses “morreram” ainda antes de terem nascido, é o caso de “santinhos” deste cemitério luso como o professor Marcelo, o campeão nacional da natação entre cagalhões, ou de Marques Mendes.
 
Como em Portugal o Dia das Bruxas são todos os dias já está a ser preparada uma noite extra desta celebração para as próximas eleições autárquicas, foram a uns cemitérios reavivar os cadáveres, deram-lhes umas pinceladas de pó de arroz e agora querem apresenta-los como debutantes virgens nos bailes de outras autarquias. No Porto deambula um cadáver que em condições normais deveria ter sido um nado-morto mas insiste em recusar a cova, em Lisboa puseram um cadáver do cemitério de Sintra, do cemitério de Santarém seguiu um cadáver para Oeiras. Enfim, nestes tempos difíceis para a CP os seus comboios encontraram nova forma de rentabilização com as carruagens funerárias.

E o que dizer deste brilhante governo merkeliano todo ele um cadáver putrefacto que há muito que morreu e recusa ser enterrado. Tem um ministro das Finanças que não acerta uma para a caixa, que falha tudo, que tem sido um desastre mas o Passos Coelho insiste no seu “melhor aluno da turma”. Tem uma alma penada que já morreu há muito mas o Passos Coelho ainda não sabe se lhe há-de fazer o funeral em Lisboa ou se opta pela cremação em Vancouver. O próprio Passos Coelho que morreu no dia em que escolheu o Gasparoika ainda não percebeu que já devia estar enterrado, uma prova de que não ocorreu um aumento de QI na transformação em morto-vivo.
  
Este país está transformado no imenso hallowenódromo, mal saímos à rua corremos um sério risco de ser atropelado por um morto-vivo, aliás, todo o país está a ser atropelado e cilindrado pela alma penada de um governo que só ainda não foi enterrado porque aquele que deveria ser o seu coveiro também deu em alma penada.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 photo Borboleta_zps1fa06ba7.jpg

Borboleta, Lisboa

Jumento do dia
  
Vítor Gaspar
 
Aquilo a que o país assistiu na sequência do acórdão do Tribunal Constitucional é revelador da impreparação e incompetência do ministro das Finanças e da sua equipa, que no caso particular o seu secretário de Estado do Orçamento é de meter dó. Em vez de procurar medidas alternativa a um acórdão mais do que provável, designadamente, no que se refere a cortes salariais não negociados e mal justificados o ministro das Finanças parece ter preparado apenas pequenas vinganças.

O ministro parece ainda não ter entendido que por mais amigos que tenha em Bruxelas ele não foi designado caudilho do país e um Estado Novo só será viável com um golpe de Estado, ora ninguém  espera que o coxo de Bona mais o porta-voz do comissário dos assuntos monetários invadam Portugal para colocar o Gasparoika em São Bento.

Vítor Gaspar insiste em fazer de conta que não falho e faz tudo para queimar tempo para que haja em Bruxelas uma solução para a crise financeira, uma solução que quando pensava que a austeridade era a resposta adequada sempre recusou.
   

 Mais do que as mães

 photo Mais_zps5600f4f8.jpg

Isto não é uma conferência de imprensa, é uma tertúlia. Como o governo ainda não se percebeu se fez merda ou se comunicou mal a ,merda que fez e como o coordenador político é verde e costuma fazer xixi fora do penico optaram por mandar a brigada do reumático. Curiosamente o CDS foi excluído ou, quem sabe, optou por se excluir para emprestar a cara dos seus ministros às decisões do Gasparoika.

Curiosa foi a presença do júnior na conferência de imprensa, ele que ainda mal sabe o caminho para o gabinete já faz promessas como a de que não via haver aumento de impostos.

 O devoto boche da Santinha da Ladeira
 
 photo devoto_zps49f7ec0c.jpg

Compreende-se que quem acha que o Prof. Karamba sabe de economia também seja devoto da Santinha da Ladeira.
  
O problema deste paspalho e de quem lhe pede os fretes é não perceber que nem todos os portugueses se curvam para falar com ele.
 
 Desiludam-se

Se alguém está à espera que o governo tem a intenção de repor os subsídios dos funcionários públicos ou desistiu do corte salarial no sector privado por via da TSU que se desiludam, o empobrecimento dos trabalhadores é a única solução que o Gasparoika contempla para promover a competitividade e o crescimento. O ministro das Finanças é um economista do tempo da pedra lascada e não vai desistir da experiência a que sujeitou o seu país.

A transformação do subsídio de férias dos funcionários em subsídio de Natal visa apenas adar o pagamento para um momento em que se receia o desastre, isto é, o Gasparoika está usando estes subsídios como almofada de segurança da sua incompetência. O povo português está lidando com gente sem princípios, gente que usa o poder de forma vergonhosa e que há muito que merece ser posta na rua.

A prova de que o governo não tem qualquer intenção do subsídio está no facto de não alterar as tabelas de retenção na fonte. O argumento de que assim não se reduz os vencimentos mensas vindo de quem tem por objectivo reduzir os salários dos funcionários públicos é ridículo.
 
 A condição que Seguro esqueceu
  
Qualquer diálogo com o governo só sem a presença de Gaspar e de Passos Coelho.


  
 Desculpem qualquer coisinha
   
«Claro que vocês sabem quem são, não estão é a relacionar... Ele, o Kenneth "Oops!" Rogoff, e ela, a Carmen "Oops!" Reinhart, ainda são primos do Vítor "Ai, Onde é que Tinha a Cabeça!" Gaspar. Primos por parte da folha do Excel. Já estão a ver? Não? Outra ajudinha, lembram-se daquele piloto que fala inglês com pronúncia de conhaque, o comandante Frederico "Ups!" Manchique? Esse. Um dia, o nosso "Ups!" dos Boeing avisou da cabina: "Srs. passageiros, por um erro de cálculo meti libras de fuel, em vez de quilos. O depósito está vazio, desculpem qualquer coisinha..." O comandante, que Deus tem, também era um Excel. Bom, então os "Oops!", a Carmen e o Kenneth, professores de Economia em Harvard e antigos quadros do FMI, publicaram em 2010 um rigorosíssimo estudo, um paper como eles chamam. O "Growth in a Time of Debt" foi traduzido para português, pelo "Ai, Onde é que Tinha a Cabeça!" Gaspar, com o título "Gastaram, Não Foi? Agora Dancem!", com a chancela Povo Livre Editora, de Massamá. Esse livrinho dos "Oops!" foi a bíblia que pôs a Europa no caminho da salvação e da austeridade. Por estes dias, porém, diz-se que o tal paper ponderou mal os países estudados e até tinha um erro no Excel (como se o erro não fosse o encanto desta família)! Pura inveja, claro. Um abraço ao professor Gaspar! Ele não me conhece mas fui operado a uma unha encravada por um tio dele, o cirurgião João "Lá me Enganei!" Mendonça. Agora só tenho um rim.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.   
   
     
 A culpa era do Tribunal Constitucional?
   
«Passos Coelho disse que as medidas orçamentais extra seriam, este ano, na ordem dos 600 milhões de euros mas na verdade terão um alcance de 800 milhões de euros (0,5% do PIB).

A verba global será obtida por vários vias: cortes nas despesas dos ministérios (não discriminadas), limitações suplementares na entrada de pessoas na administração pública para substituir os que saiem, reorganização dos fundos comunitários e uma posição mais dura na negociação das PPP (ameaçando os concessionários com medidas fiscais).

O Governo estima que o acórdão do TC custe ao Orçamento do Estado 1200 milhões de euros.Segundo o anunciado por Passos, 600 seriam compensados já este ano e os outros 600 em 2014. Mas afinal, segundo os números divulgados no final do Conselho de Ministro, a incidência das medidas este ano será de 800 milhões.» [DN]
   
Parecer:
 
A verdade é que o governo aproveitou a boleia do acórdão para disfarçar o desvio já registado na execução orçamental. Este OE vai ser um desastre e Passos Coelho cometeu o erro de não se ter demitido enquanto não poderia ser responsabilizado pelo desastre da economia portuguesa em resultado de ter seguido os conselhos de Vítor Gapar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
      
 E o Gasparoika insiste que somos melhor que os gregos
   
«A dívida das administrações públicas ascendeu aos 209 mil milhões de euros em fevereiro deste ano, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, o equivalente a 126,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, a dívida total das administrações públicas era de 208.857 milhões de euros no final de fevereiro, um valor que, em janeiro, era de 208.464 milhões, na ótica de Maastricht que é utilizada pela 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) e pela União Europeia.» [DE]
   
Parecer:
 
Um dia destes estamos pior que o Burundi e o Gasparoika vai insistir em compararmo-nos com os gregos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos gregos se querem o Gasparoika, o rapazola tem muitas cunhas em Frankfurt e em Bona.»
   
 Ladrões azarentos
   
«Um grupo de prostitutas belgas evitou um assalto ao bordel onde trabalham, atacando o ladrão com vibradores. O indivíduo acabou por conseguir fugir, levando apenas 30 euros.
  
O ladrão teria como objetivo roubar o dinheiro que havia em caixa num bordel situado na avenida de Maire, nos arredores da cidade de Tournai, na Bélgica.

A primeira reação das prostitutas foi esconderem-se na parte traseira do edifício, mas antes que o ladrão conseguisse fugir com o dinheiro, as mulheres agarraram tudo o que tinham ao seu alcance para impedir a fuga do ladrão.» [JN]
   
Parecer:
 
É uma boa ideia, em vez de se cantar a Grândola aos ministros deviam atirar-lhes vibradores para que se fossem ... para outro lado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
 photo Olezza-Moiseeva-5_zpseec3082a.jpg
  
 photo Olezza-Moiseeva-4_zps024c0e17.jpg
   
 photo Olezza-Moiseeva-3_zps90656891.jpg
   
 photo Olezza-Moiseeva-2_zpsad984ee6.jpg
  
 photo Olezza-Moiseeva-1_zps3b211fea.jpg