sábado, abril 27, 2013

Jumento do DIa


  
Miguel Maduro, equivalente a ministo

Devido ao trauma provocado por Miguel Relvas ou por causa do complexo de inferioridade académica Pedro Passos Coelho foi buscar uma vedeta académica disponível para se enterrar com o governo para substituir o seu velho amigo e sócio. Era de esperar que Miguel Maduro fosse diferente de Relvas, mas ao fim de duas semanas já se percebeu que o novo ministro não teve nenhuma cadeira de preparação para ministro e em matéria de métodos não se ganhou nada com a escolha de um novo miguel.

Até ao momento só se lhe ouviram banalidades para além de parecer alguém problemas ao repetir dezenas de vezes a palavra consenso. Mandar uma carta ao líder da oposição a tempo de ser publicada no Expresso é um golpe baixo para o qual não é preciso saber onde fica Yale, qualquer arrastadeira de Miguel Relvas teria tido a brilhante ideia.

Como político até parece que Miguel Maduro foi à Lusófona pedir a equivalência a Miguel Relvas.

Consenso com tiques fascistas


O governo reviu o memorando em negociações secretas com a troika sem ouvir o PS que era parte do memorando e ninguém ouviu Cavaco falar em consensos. O governo decidiu cortar mais de quatro mil milhões depois de Vítor Gaspar ter decidido que deviam ser revistas as funções do Estado e ninguém ouviu Cavaco apelar ao consenso. O governo cortou pensões e salários sem qualquer negociação e Cavaco Silva apelar a qualquer debate público ou consenso.

Isto nã quer dizer que Cavaco não seja a favor de consensos mais alargados, quando o PS governava com maioria absoluta Cavaco devolveu por várias vezes ao parlamento diplomas que este tinha aprovado com o argumento de que as matérias em causa justificavam um consenso mais alargado, mesmo quando a votação ia para além do PS mas não incluía a direita. Desde que a sua família política governa com uma maioria absoluta menos representativa do que a do PS Cavaco Silva nunca mais se lembrou de consensos.

Lembrou-se agora e a ideia nem sequer foi sua, foi a direita que percebendo o desastre eleitoral que se avizinha e receando a implosão social decidiu transformar o PS no seu air bag apelou ao consenso. Foi a pedido do governo que este “p”residente que cada vez mais é um presidente de inciativa governamental se lembrou do consenso.

Há pouco dias o governo atacou violentamente o Tribunal Constitucional e de seguida foi a Belém, tanto quanto se saiba Cavaco não falou em consensos, perante o comportamento do governo limitou-se a recordar que tendo maioria absoluta no parlamento tinha todas as condições para governar.

Numa semana Cavaco mudou de opinião o regime parlamentar deve auto-eliminar a diversidade de ideias e de projectos em torno do consenso das ideias, ideologia e projecto político de dois partidos que nunca representaram a maioria dos portugueses e que neste momento perderiam as eleições. Para Cavaco a democracia conduz a más soluções, deve ser eliminada a discordância e a diversidade para assegurar a eficácia das decisões do governo. Isto é, o PS deveria abdicar do seu estatuto de partido da oposição para passar a ser uma espécie de ala liberal da direita parlamentar.

Porquê? Porque o consenso consegue melhores resultados do que a diversidade, porque um país consegue mais progresso sem oposição, porque em situações difíceis não faz sentido pensar em eleições, porque o melhor governo é aquele que Cavaco Silva ajudou a eleger.

Já aqui se disse que um dia destes o Gaspar ou outro ministro viria sugerir que em nome do sucesso do ajustamento e do regresso ao mercado o melhor seria adiar as eleições legislativas. Não é difícil de adivinhar que no mesmo dia Durão Barroso viria dizer que aceitava a ideia, o seu comissário dos assuntos monetários aplaudiria e o Abebe Selassie diria que não estranhava nada, estava habituado a isso na Etiópia. O estranho é que tenha sido o suposto presidente de todos os portugueses a defender uma tese que pode conduzir a esta conclusão.

A tese não é nova, neste país já houve quem defendesse que a política era para os políticos e que substituísse a luta de classes pelo consenso do corporativismo. A tese do consenso não passa de uma forma de negação da democracia, é negar que na diversidade de ideias e de projectos se alcançam melhores resultados, o consenso defendido pela direita não é o resultado da luta e debate de ideias, é impor à sociedade um projecto e o consenso que se exige não passa do silêncio ou da concordância sem qualquer debate.

Aquilo que a direita quer impor ao PS e ao país não é um consenso. É o fascismo na versão soft, digamos que é um fascismo democrático. O Gaspar pensou na refundação do Estado e já vamos a meio caminho do novo Estado Novo, já existia um projecto económico, agora parece que começa a ganhar forma o projecto político, ao novo corporativismo chamam consenso. Dizem que faz sentido porque a democracia conduz a piores resultados.
 
Cavaco Silva foi primeiro-ministro durante 10 anos, beneficiou de milhões e milhões de contos de dinheiros da CEE onde Portugal entrou graças a Mário Soares, esbanjou dinheiro que deveria ter mudado o país, à sua sombra cresceu o a corrupção e nasceu uma classe de corruptos cuja carreira culminou no escândalo do BPN. Alguém se recorda de ter apelado ao consenso em torno seja do que for?

Umas no cravo e outras na ferradura



 No domingo há novo comentário de Sócrates

É certo e sabido que Cavaco vai vingar-se em Seguro na próxima semana.

 Governo de Passos infiltrado por socráticos duvidosos
 
Perante o escândalo dos negócios com dinheiro de empresas públicas a estratégia dos spin do PSD é passar a mensagem de que os negócios são do tempo de Sócrates. Como este governo tem ou tinha pelo menos quatro secretários de Estado envolvidos no negócio é caso para dizer que está infiltrado por perigosos socráticos. Um dia destes, quando tiverem de responder pelo desastre económico a que conduziram o país ainda vão sugerir que a escolha do Gaspar terá sido uma sugestão de José Sócrates.
 
Sócrates é o Vasco Gonçalves do século XXI, tudo o que venha a suceder até 2050 é culpa dele.


  
 Cavaco "swap"
   
«2011: Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI.

2013: É indiscutível que a execução do Programa tem revelado consequências gravosas, que se fazem sentir duramente no dia a dia dos portugueses, em especial daqueles que não têm emprego. Mas, com idêntica imparcialidade, devemos também reconhecer os objetivos alcançados.

2011: Sem crescimento económico, os custos sociais da consolidação orçamental serão insuportáveis.

2013: Do mesmo modo que não se pode negar o facto de os portugueses estarem cansados de austeridade, não se deve explorar politicamente a ansiedade e a inquietação dos nossos concidadãos.

2011: Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.

2013: O efeito recessivo das medidas de austeridade inicialmente estabelecidas revelou-se superior ao previsto, provavelmente por falhas nas estimativas. A esse efeito somou-se uma conjuntura económica europeia mais adversa do que era esperado.

2011: É imperativo melhorar a qualidade das políticas públicas. Em particular, é fundamental que todas as decisões do Estado sejam devida e atempadamente avaliadas, em termos da sua eficiência económica e social, do seu impacto nas empresas e na competitividade da economia, e das suas consequências financeiras presentes e futuras. Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo.

2013: O impacto recessivo das medidas de austeridade e a revisão, para pior, da conjuntura internacional têm afetado de forma muito significativa o esforço de consolidação orçamental, nomeadamente a redução do défice e a contenção do crescimento da dívida pública.

2011: Este quadro afetará negativamente o crescimento económico e a qualidade de vida das famílias, a não ser que os responsáveis políticos, económicos e financeiros correspondam, com firmeza e sem ambiguidades, à obrigação que têm de libertar o País desta situação.

2013: Reafirmo a minha profunda convicção de que Portugal não está em condições de juntar uma grave crise política à crise económica e social em que está mergulhado. Regrediríamos para uma situação pior do que aquela em que nos encontramos.

2011: É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos. (...) É altura de os Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

(2011: discurso de tomada de posse do PR, 9 de março; 2013: discurso 25 de abril)» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Uma citação bem a propósito
   
«De uma nação situacionista - é ouvir a apoteose que acolheu Marcelo Caetano no estádio de Alvalade, semanas antes do 25 de Abril -, passámos para um país citacionista - basta ouvir os discursos de ontem no Parlamento. "Comecei a ver há minutos as comemorações na AR e já ouvi citar Shakespeare, Kant, Jaspers, Habermas, entre outros. Não é por falta de erudição que estamos onde estamos...", escrevia no seu blogue, a quente, Medeiros Ferreira, uma das poucas pessoas que conheço capaz de saber quem foram os muitos ontem trazidos aos discursos. Citar génios misturados em textos nossos é imprudente: traz o risco de que seja notório que o bom do discurso não seja nosso e o que é nosso não seja bom. Dito isto (até a última frase, que citei já não sei de quem), há que dizer que trazer o Henrique V, de Shakespeare, para o debate político português (citação feita pelo deputado Carlos Abreu Amorim) foi particularmente oportuno. Na peça de Shakespeare, como enquadrou o deputado, o rei inglês passeou-se, embuçado, entre os seus soldados, antes de uma das batalhas da Guerra dos Cem Anos - quem mandava, Henrique V, queria conhecer quem ia comandar. Claro, o discurso não apelava para igual truque dos governantes portugueses, mas destapou uma das feridas mais graves da nossa democracia: por vezes é nauseante ver como os de cima ignoram tudo sobre os de baixo.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 O erro sistémico de Gaspar
   
«Apesar da propaganda do Ministério das Finanças, os números da execução orçamental no primeiro trimestre confirmam que o Orçamento de Vítor Gaspar mais parece um queijo suíço, com buracos por todo o lado.

Como o próprio Governo reconheceu, o esforço de consolidação orçamental previsto no Orçamento para 2013 assenta em 80% no lado da receita, em resultado do "enorme aumento de impostos" decidido pela coligação PSD/CDS. Assim sendo, é óbvio que este ano o cumprimento da meta de redução do défice depende, em larguíssima medida, do acerto das previsões de Vítor Gaspar quanto à evolução da receita fiscal. O problema, porém, é o mesmo de sempre: os números da execução orçamental mostram que Vítor Gaspar se enganou outra vez.

Vejamos. No caso do IRS, Vítor Gaspar tinha inscrito no Orçamento, para o conjunto do ano, um crescimento da receita de 30,7% mas a verdade é que essa receita cresceu, no primeiro trimestre, a um ritmo muito inferior, de apenas 22,6%. Quanto ao IRC, a previsão para este ano, segundo o Orçamento de Gaspar, era um aumento da receita de 3,9% mas os dados da Direcção-Geral do Orçamento mostram que a receita não está a subir, está, isso sim, a descer e bastante: 10,8%. Finalmente, a receita do IVA, pelos cálculos de Gaspar, deveria subir, no conjunto do ano, 2,2% mas a realidade diz o contrário: a receita do IVA não está a subir mas sim a descer 0,6%.

Em suma, fechado o primeiro trimestre, verifica-se que as receitas fiscais estão a crescer apenas 5,2% quando o Orçamento de Vítor Gaspar foi feito pressupondo um aumento da receita fiscal de 10,2% - ou seja, de quase o dobro! Não adianta ignorar a realidade: Vítor Gaspar enganou-se mesmo. Outra vez. E o Orçamento Rectificativo promete ser, realmente, extraordinário.

Por estas e por outras, entrou já no anedotário nacional a ideia de que "o ministro das Finanças não acerta uma": nem previsões, nem políticas, nem metas, nem resultados. Mas o mais importante é perceber que os erros sistemáticos de Vítor Gaspar são filhos de um erro sistémico: a incapacidade total para compreender a natureza desta crise e a crença cega nas virtudes de uma política radical de austeridade, ao serviço de um preconceito ideológico neoliberal contra o Estado. 
Que se trata de uma crença, embora travestida de verdade científica, mais ainda do que os escandalosos erros nas folhas de Excel, provam-no as intermináveis surpresas confessadas ao longo destes dois anos por Vítor Gaspar: a surpresa de Gaspar com um ajustamento "mais rápido do que o esperado"; a surpresa de Gaspar com queda abrupta da procura interna; a surpresa de Gaspar com o aumento brutal da taxa de desemprego; a surpresa de Gaspar com uma recessão que é o dobro do previsto; a surpresa de Gaspar com a queda das receitas fiscais; a surpresa de Gaspar com os desvios nas metas do défice e da dívida pública e, mais do que tudo, a surpreendente surpresa de Vítor Gaspar com o facto de as políticas de austeridade terem arrastado a zona euro para uma nova recessão. Tanta surpresa só pode ser sinal de pouca Ciência.

A verdade é que as políticas de austeridade radicais, que o Governo de Passos Coelho tem vindo a prosseguir muito para além da ‘troika', estão a matar a economia e a lançá-la numa perigosíssima espiral recessiva, sem se sequer cumprirem o desígnio de assegurar a sustentabilidade das contas públicas. Esta semana, aliás, o Eurostat confirmou que, no final de 2012, muitos sacrifícios depois, o défice em Portugal estava ainda em 6,4% do PIB e que a dívida pública, em vez de baixar, subiu para os 204 mil milhões de euros, atingindo uns impensáveis 123,6% do PIB. Dito de outra forma: só nestes últimos dois anos, a dívida pública portuguesa aumentou 27,6 p.p., ou seja, 42 mil milhões de euros! Gaspar, é claro, deve estar surpreendido.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
  
     
 Agradeçam a Sócrates
   
«Fonte governamental explicou hoje à agência Lusa que a adjudicação da aquisição do aço foi feita esta quinta-feira a um fornecedor da Macedónia, estando a entrega à empresa de Viana prevista num prazo de duas semanas.

"É o primeiro lote do aço que será necessário para que, até 30 de Junho, o contrato esteja em cumprimento", sublinhou a fonte.

O contrato com a empresa de Petróleos da Venezuela (PDVSA), no valor de 128 milhões de euros, foi rubricado em 2010 mas a construção nunca chegou a arrancar devido às dificuldades financeiras e de contratação pública sentidas pelos ENVC.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
É ironia, alguns dos bons resultados do famoso ajustamento não passam de trabalho de José Sócrates. Neese tempo a direita gozava com o governo venezuelano, agora disputam a fila da frente para lhes lamber os ditos cujos....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Até o Rogoff entra no regabofe?
   
«Os autores do estudo no qual foi descoberto o erro de Excel responsabilizam os académicos que descobriram a falha de “politizarem a questão” da dívida. Em dois artigos de opinião no New York Times, Rogoff e Reinhart reiteram os aspectos técnicos da sua pesquisa.  

“Como académicos que somos, vemos este ataque como um triste comentário sobre a politização da pesquisa em ciências sociais”, referem os autores do estudo sobre austeridade.

Para os dois académicos, as críticas de que têm sido alvo sustentam “que se pode ignorar tudo” o que fizeram, defendendo que se está, “de alguma forma, a dar grande ênfase a um erro isolado para as estimativas de crescimento”.

Por outro lado, os académicos admitiram, porém, que as medidas de austeridade, quando mal implementadas, podem afectar os mais desfavorecidos.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
É curioso como este super Gaspar já critica a austeridade, agora já há boa e má austeridade, é como o colestrol!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Rogoff se a austeridade do seu aprendiz foi da boa ou da má.»
   

   
   
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sexta-feira, abril 26, 2013

Jumento do Dia


  
Manuela Ferreira Leite, voz oficiosa do cavaquismo

Para Manuela Ferreira Leite o debate político é feito de coisas vulgares como "enfiar o barrete", para ela Cavaco Silva usou o seu alto estatuto de "p"residente da República para fazer ataques a desconhecidos e ao reagir o PS enfiou o barrete. O problema de Manuela Ferreira Leite é não perceber que todo o país está enfiando o barrete com esta dupla maravilha que é o "p"residente e o primeiro-ministro do PSD.
 
E já que estamos falando de barretes e de quem os enfia não terá sido o próprio Cavaco Silva a enfiar o barrete e irritado com as criticas de Sócrates e receoso de lhe responder decidiu atacar Seguro? Não estaremos perante um ódio racional, mais uma característica que une Manuela Ferreira Leite a Cavaco Silva?
 
Enfim, estes velhinhos da direita à falta de melhor divertem-se a brincar aos barretes com todo um país. 

Fadiga de Cavaco Silva

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Se for feito um estudo de opinião sobre a paciência dos portugueses em relação a essa personagem que durante mais algum tempo vai continuar a exercer o cargo de “p”residente da República a conclusão óbvia é a de que os portugueses sofrem fadiga de Cavaco Silva ou, para usar uma velha alcunha, fadiga de eucalipto.

De um presidente espera-se alguém com coragem política, uma qualidade que Cavaco não evidencia, parece um político amedrontado e mesmo quando se torna agressivo fica-se com a impressão de que é quando se sente fortemente ameaçado. Foi o que sucedeu agora, com o país a ruir, a economia a desabar e sem se saber se a Europa muda a tempo Cavaco decidiu ser agressivo com o PS porque este partido não parece interessado na encenação do consenso.

De um presidente espera-se coerência pois sem essa coerência enquanto político e enquanto homem não se tem norte. Cavaco não tem coerência alguma, umas vezes é contra a austeridade, outras acha-a necessária, umas vezes não recorre ao Constitucional, outras vezes fá-lo, ainda que de má vontade., umas vezes discorda e não acredita nas políticas do ministro das Finanças, outras anda a apregoar o crescimento e o emprego no segundo semestre de todos os anos.

De um presidente espera-se que seja impoluto e que o seu comportamento esteja acima de qualquer dúvida. A verdade é que mesmo estando por nascer o homem mais honesto do que Cavaco Silva, também está por nascer aquele que conseguirá explicar de forma racional os lucros familiares com os negócios de acções da ruinosa SLN.

De um presidente se espera que o seja de todos os portugueses. Quando um presidente ganha as eleições assume a representação dos que votaram nele e dos que não votaram, coloca-se acima dos partidos e do seu passado político. Cavaco nunca o conseguiu, da mesma forma que nunca superou o desprezo que Saramago tinha por ele, não consegue agora superar o desprezo de Sócrates.

De um presidente espera-se um homem de cultura, mas Cavaco parece-se sentir-se mais à vontade junto das vascas do que da gente de cultura, ainda não deixou de ser o estudante de economia que se interrogava sobre o interesse dos seus colegas pela leitura de romances, hábito que considerava estranho.

Não admira que ao fim de anos a imagem de competência, de rigor ou de honestidade estejam a dar lugar à de uma personagem que faz recuar a simpatia pela instituição presidencial aos tempos de Américo Tomas. Os portugueses começam a revelar uma profunda fadiga de Cavaco Silva e isso provocou no “p”residente uma estranha mutação, se com a crise do acórdão do Tribunal Constitucional o governo de Passos Coelho passou a ser um governo de iniciativa presidência, com a cerimónia do 25 de Abril deu-se uma inversão e o país passou a ter um “pr”residente de iniciativa governamental.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Mouraria, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Chaminé [A. Cabral] 
   

 Até mete nojo

Mete nojo ver o partido de Sá Carneiro, Natália Correia, Sousa Franco e muitos outros ser representado na cerimónia comemorativa do 25 de Abril por um antigo militante do PND, aguém que descobriu as virtudes dos partidos democráticos quando já era muito crescidinho. Não admira que o seu discurso bacoco não tenha passado de um julgamento sumário do 25 de Abril, cheiro de referências históricas e chegando a falar de moluscos.
  
Até onde irá este PSD de Passos Coelho, não se sabe mas percebe-se que caminha mais no sentido da extrema direita do que da afirmação dos valores da social-democracia ou mesmo do liberalismo.
  
Bem fez Pedro Silva Pereira que abandonou a sala no momento em que esta criatura começou a falar, não se percebeu se foi protesto ou uma manifestação da bexiga, em qualquer caso qualquer das duas manifestações eram adequadas para esta personagem que ainda h´poucos meses se derretia a dar graxa a Relva, percorrendo o país em seminários de elogio ao livrinho de Miguel Relvas, o Livro Verde da Reforma da Administração Local.

 A assessora Pepsodent?
 
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O dinheiro dos contribuintes dá para tudo, até para abrilhantar o sorriso do secretário de Estado da Cultura. Esta gente é tão incompetente e imbecil que nem sequer têm a noção da estupidez.
 
 A nova estratégia dos incompetentes

Falar de crescimento para justificar a destruição do Estado Social, primeiro destruíram a classe média, agora querem que sejam os pobres a financiar a redução do IRC e da TSU.
 
 Constatação
  
Nunca a ultra direita parlamentar aplaudiu tão histericamente um Presidente da República e nunca o discurso de um Presidente foi interrompido por protestos numa cerimónia do 25 de Abril.

 O discurso do "p"residente

Portugal não tem um governo de iniciativa presidencial mas sim um presidente de iniciativa governamental. O Gasparoika decide, o Passos Coelho divulga, e o "p"residente usa os poderes presidenciais para pressionar a oposição a aceitar.
 
 Um avental cheio de humor

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 Não quererão a nossa louraça?
   
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«A esgrima deu à Venezuela a primeira medalha olímpica no ano passado, em Londres, mas presume-se que não tenha sido essa a razão que levou o agora presidente Nicolás Maduro a escolher para ministra do Desporto uma praticante dessa modalidade.


Além de atleta premiada, Alejandra Benítez Romero foi modelo fotográfico. É bela e sensual mas, acima de tudo, é uma ‘chavista' convicta.

Alejandra, de 33 anos, participou em três Jogos Olímpicos, é campeã da América do Sul em sabre e vice-campeã pan-americana na mesma especialidade. É também uma mulher de convicções. Conheceu Hugo Chávez em 1999 e, afirma, "ficou impressionada". A partir daí tornou-se sua apoiante e em 2012 protagonizou mesmo um anúncio de campanha eleitoral. Viveu em Paris e entrou no mundo da moda. Posou nua em 2008 e em 2010 lançou um catálogo de fotos picantes. A ideia, diz, foi "mostrar que a beleza física é também pureza".» [CM]
   
Parecer:
 
Até parece que escolherem primeiro....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Maduro se não quer trocar a sua ministra com a nossa Paula Teixeira Pinto, ainda leva a Assunção Cristas como (e com) brinde.»
      
 Milagre! Temos um cristão novo no governo!
   
«O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse hoje, em Bruxelas, estar "inteiramente de acordo" com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, sobre os limites da política de austeridade, no sentido de esta não ser, por si só, suficiente.

Questionado, à margem de uma conferência sobre estabilidade e integração financeira, sobre declarações de esta semana, de Durão Barroso, que muitos entenderam como uma viragem de discurso de Bruxelas, no sentido de se terem atingido os limites da austeridade, Vítor Gaspar salientou que "o presidente da Comissão Europeia destacou logo no princípio da resposta" citada que "é crucial que os países com programa sejam capazes de reduzir os seus níveis de endividamento, equilibrar os seus orçamentos e assegurar a estabilidade financeira".» [DN]
   
Parecer:
 
Haja vergonha na cara!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Falhou, agora converteu-se, é caso para vomitar por nojo.»
   

   
   
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quinta-feira, abril 25, 2013

Jumento do Dia


  
Cavaco Silva, "p"residente da República


Aquilo a que Portugal assistiu nas comemorações do dia 25 de Abril não foi o discursos equilibrado e de defesa da unidade nacional proferido por um Presidente da República, aquilo a que um país estupefacto e surpreendido viu foi um comício da direita conservadora, bem mais à direita do que os velhos discursos de vitória das maiorias absolutas, quando o PSD enchia a Fonte Luminosa.
  
Se a Presidência da República, agora mais pequena na sua dimensão política do que avizinha junta de Freguesia de Belém, tivesse encomendado o discurso a um assessor de Passos Coelho teria feito um discurso mais equilibrado e com pontes para o diálogo e para o consenso. Mas Cavaco optou por um discurso extremista, pela defesa da destruição incondicional do Estado Social e a chantagem moral sobre a oposição.
 
Este foi o pior discurso proferido por alguém no desempenho do cargo de Presidente da República, um discurso paupérrimo, fraco no plano intelectual, sem dimensão ética ou política, impróprio para quem representa todos os portugueses, revelando uma incoerência inaceitável no cargo. Este é um presidente que dá sinais óbvios de acantonamento na direita, sinal da sua fraca dimensão política, aquilo que o país viu não foi um Presidente a falar para o país, foi a Dona Maria a desancar na cozinheira porque lhe queimou os carapaus que estavam a frita.
 
Este discurso não surpreende, primeiro atacou o PS e um ex-primeiro-ministro do PS no prefácio de um livro que alguns compram a título de frete, agora estendeu o seu ódio ao PS ao seu líder actual, sinal de frustração. Frustração não só porque Seguro não lhe tem sido obediente, mas acima de tudo por se estar a sentir destruído pelas entrevistas de José Sócrates.
 
Cavaco Silva é um político que já morreu mas insiste em fugir ao seu enterro até ao fim do seu mandato. Se o seu fim foi anunciado pelo seu discurso de vitória, acabou por ser José Sócrates a destrui-lo de vez. Cavaco Silva é um político pequeno e sem dimensão para o cargo, é incapaz de distinguir pos seus sentimentos pessoais dos de presidente e tenta transformar os seus ódios pessoais em ódios nacionais.
 
José Sócrates conhece Cavaco como pouco e tem o condão de irritar Cavaco, irritava-o quando o elogiava, irritava-o quando lhe recusou o protagonismo que Cavaco pretendia, irrita-o agora dizendo o que todos pensam mas poucos dizem, desmonta-o enquanto ser humano, enquanto político e enquanto “p”residente da República.
 
Cavaco recusou-o a comentar as acusações de Sócrates porque enquanto “p”residente não comenta comentadores, mas não resistiu ao ódio e optou por vestir-se como líder da direita para poder atacar indirectamente José Sócrates. Como uma vez lhe disse Defensor de Moura este “p”residente não olha as pessoas nos olhos e como não parece ser capaz de enfrentar José Sócrates olhando-o nos olhos e respondendo às acusações graves que lhe fez, optou por se vingar no PS.
 
Cavaco demitiu-se hoje de Presidente da República, vestiu o fato de militante da ala direita do PSD e conduziu o país à beira da rotura. Cavaco Silva destruiu a unidade nacional e será responsabilizado pelos portugueses, se queria ficar na história acabaou de o conseguir, da pior forma mas é um facto que o rapaz do Poço de Boliqueime cumpriu o deu destino triste.
 
É uma vergonha para muitos democratas que Cavaco Silva, o antigo accionista da SLN e cliente de Oliveira e Costa, tenha escolhido o dia 25 de Abril para fazer um discurso destes. Deveria tê-lo reservado para a próxima reunião do conselho nacional do PSD.

A vingança do dia 25 de Abril


Quis o destino que Cavaco chegasse a Presidente da República e uma das suas primeiras decisões foi homenagear Salgueiro Maia, aquele que recusou a pensão ao capitão de Abril para a entregar ao inspector da PIDE não teve a coragem de manter a sua postura e aproveitou-se do estatuto presidencial para limpar a nódoa. É como se o mesmo Salgueiro Mai que enfrentou de peito aberto as balas do tanque do brigadeiro fascista nem precisasse de tanta coragem para enfrentar um Presidente que não teve medao das tropas de Abril e para ficar assustado bastaram os seus fantasmas.
 
Quis o destino que o presidente que ajudou a derrubar um governo assuma em plena celebração do 25 de Abril o estatuto de verdadeiro líder do PSD, discursando mais à direita do que o Abreu do PND numa tentativa desastrada e desastrosa de chantagear o PS, tentando forçá-lo ao apoio da destruição do Estado Social. O destino tem destas ironias, o Cavaco que em tempos chegou a irritar Pacheco Pereira com uma violenta guinada à direita volta a fazer a mesma manobra pensando salvar a sua presidência miserável.
 
É uma ironia do destino ver que foi o 25 de Abril, o ódio à sua herança e ao Estado Social que uniu toda a direita, o Presidente achou que devia chamar a sua a liderança de toda a direita e o PSD entendeu oportuno que o deputado que melhor o representava era um antigo militante de um partido que acabou infiltrado pela extrema-direita. A direita, desde o Palácio de Belém ao Palácio de São Bento, apresentou-se unida na celebração do dia 25 de Abril, não só se apresentou unida como com um novo líder e assumindo claramente e de forma objectiva que considera a destruição dos direitos sociais consignados na actual configuração do Estado Social o seu principal objectivo.
 
Finalmente a direita deu consistência ideológica ao velho objectivo de uma maioria, um governo e um presidente, finalmente Cavaco Silva deixou de andar armado em presidente de todos os portugueses e chamou a si o papel de líder dessa direita. Cavaco convenceu-se de que tinha condições para se assumir como o salvador da pátria e só isso lhe permitiu pensar que era nesse estatuto que poderia exigir ao PS que se comportasse como se lhe devesse obediência.
 
A maior vingança de Abril neste ano de 2013 foi finalmente ter tirado a máscara a esta direita órfã do dia 24 de Abril de 1974. Viva o 25 de Abril.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Capitão Salgueiro Maia
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Eólicas [A. Cabral]   
   
  
     
 618 vagas para 80.000 professores
   
«São 80 mil os professores que deverão participar, a partir das 10h00 de hoje, no concurso para o qual o Ministério da Educação só abriu 618 novas vagas nas escolas.

Os professores reclamam os lugares reais que os diretores de escola propuseram ao Ministério e que são superiores a esse número – entre cinco a seis mil. A Fenprof reivindica a suspensão do concurso.

Mário Nogueira, secretário--geral da maior estrutura sindical dos professores (Fenprof), estima que o número de docentes a concorrer deverá ser recorde. "Serão 50 mil professores a contrato, 10 mil do quadro que estão em zona pedagógica – e por isso não têm uma escola atribuída –, mais 10 mil que estão em horário zero ou receiam vir a ficar se permanecerem na mesma escola e outros 10 mil que desde 2009 não puderam mudar de escola", explicou.» [CM]
   
Parecer:
 
618?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Mário Nogueira como se sene quando olha ao espelho.»
      
 O Sôr Álvaro foi promovido a ministro de Estado e das Finanças?
   
«O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou hoje que o Governo pretende fazer um "acordo de estabilidade fiscal e legislativa" com o PS para atrair investidores nacionais e estrangeiros, no âmbito de uma estratégia de fomento industrial do País.

"O mais importante é falarmos com os partidos políticos, principalmente com o Partido Socialista, para fazermos uma espécie de acordo de regime em relação à estabilidade fiscal", disse o ministro no final de uma visita à fábrica da Portucel, em Setúbal.» [DN]
   
Parecer:
 
É o que parece.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 O que mudou entretanto?
   
«Despacho estava em vigor desde 8 de abril para compensar temporariamente o chumbo do Tribunal Constitucional.

O despacho determinava a propibição de novos compromissos sem autorização do ministro das Finanças. Apesar de o despacho de cessação só ter sido publicado tem efeitos desde terça-feira.

O Governo avançou na semana passada que o despacho seria suspenso na terça-feira. Mas ontem, avança o Diário Económico, os serviços ainda não tinham recebido qualquer indicação nesse sentido.» [DN]
   
Parecer:
 
É evidente que nada mudou, o Gasaproika percebeu que não podia manter a vingança contra o país por mais tempo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente.»
   

   
   
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