sábado, junho 08, 2013

Jumento do Dia

  
João Grancho, avaliador das declarações de Passos Coelho

Este governo está tão desorientado que já são os secretários de Estado a avaliar em público as declarações do primeiro-ministro assegurando que a sua ideia de os professores fazerem greve na data e nas condições sugeridas por Passos Coelho faz sentido.
 
Será que este rapazola não percebe que ao avaliar as declarações do primeiro-ministro, mesmo que seja para as aprovar, está indo muito além do que pode e deve um ajudante do ministro da Educação? Já agora e já que está com as mãos na massa também podia avaliar as declarações do Presidente da República.
 
É evidente que o secretário de Estado não vai levar o merecido puxão de orelhas, as suas declarações vão ser entendidas como graxa, uma instituição nacional a que os secretários de Estado pertencem.

«O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário considerou hoje "muito sensata" a proposta do primeiro-ministro para que os sindicatos dos professores canalizem o seu protesto para a greve geral marcada para 27 de junho.

João Grancho falava esta tarde à margem da sessão final do XXXVIII Encontro Nacional das Associações de Pais, que teve lugar em Gondomar, sob o lema "Paradigmas da Educação".» [Notícias ao Minuto]
   

Tempo de cobardes

Todos os portugueses sabem do ódio de Passos Coelho a tudo o que cheiRe a Estado português ou a funcionários públicos, até parece que o pobre governante tem algum trauma, se calhar ainda tem pesadelos ou então terá chumbado no acesso a alguma universidade pública ou foi excluído nalgum concurso de acesso nos tempos em que coitado andou desempregado. O certo é que em todos os debates o termo usado não é a requalificação, um eufemismo que faz lembrar a inscrição no portão do campo de extermínio de Auschwitz. Mas nem Gaspar nem o seu criado Rosalino admitem a palavra de despedimento, o primeiro garante que em 2013 ninguém será despedido, o segundo que já admitiu que o que estava em causa era o despedimento vem agora dizer que os funcionários serão requalificados.
  
Mas não só os governantes nacionais a dar este espectáculo degradante de grande cobardia, o mal já é internacional e tudo começou com um gesto cobarde do FMI. Esta organização não assumiu a responsabilidade pelos desastres em que se envolveu, esqueceu-se do tempo em que os seus responsáveis apontavam para o sucesso português e para o exemplo que era a cobardia, subserviência e obediência do governo português. Em vez disso sugeriu que a culpa seria dos europeus. O FMI deve estar esquecido de um relatório de refundação do Estado português que não passou de um frete do governo que o Salassié assinou por baixo.
Mas antes do FMI já o governo alemão tinha percebido que Portugal caminhava a passo acelerado para o desastre e sugeriu que a culpa era do Durão Barroso e da Comissão Europeia, esses sim que eram defensores da aUSteridade brutal. A senhora Merkel parece ignorar que o Gaspar até escreve artigos a elogiar os resultados da austeridade que o seu ministro das Finanças divulga no site oficial do governo alemão.
  
Se a troca de piropos entre boches e chernes já não tinha sido um modelo de elegância, o que se viu da parte do comissário Olli, o extremista finlandês que parece defender a austeridade brutal, foi inédito. O comissário gordo e com ar oleoso quase chorava queixando-se do FMI, dava o exemplo da intervenção com os americanos nos Balcãs, dizia o filho da mãe que essa intervenção sim que foi um modelo de colaboração, entraram e saíram juntos.
  
Isto é, o filha da mãe, pobre senhor que não tem culpa e acaba difamada, veio dizer qualquer coisa do género, se a coisa tivesse corrido pior ninguém diria que os culpados pelas mortes eram europeus ou americanos, mas sim os sérvios ou os albaneses. Também em Portugal a culpa não é do filho da mãe, como disseram os rapazolas da troika há bem pouco tempo é o governo português que decide as medidas e se as coisas correram mal é porque em vez de cortar nas despesas optou por aumentar impostos. Enfim, estes sacanas não querem assumir as responsabilidades pelo que fizeram.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Chafariz do LArgo do Mastro, Lisboa
   

 A greve dos professores

É óbvio que a greve prejudica os alunos, só não prejudicaria se os professores se tivessem lembrado de fazer greve em Agosto, época em que um professor exemplar hoje presidente parece achar a mais apropriada para o direito à greve no ensino.

É óbvio que o ministério da Educação pretende despedir professores e vamos assistir ao despedimento de muitos milhares de professores que a troco do conforto de uma carreira sem avaliações foram a tropa de choque da direita hoje no poder.

É óbvio que o ministério mente quando diz que  não pretende despedir professores.

 Ainda há PSD mas a caminho de menos de 20%
 
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 Orgulho do prejuízo
   
«O FMI resolveu dar ao Governo um presentinho de aniversário. É certo que, ao admitir ter sido o programa de resgate da Grécia mal desenhado, não disse aplicar-se o mesmo aos outros, mas como a lógica é de que houve austeridade a mais e que a Comissão Europeia não tinha qualquer experiência em operações do género (nem, já agora, o FMI - nunca tinha "resgatado" um país sem moeda própria) e portanto fez disparate (sendo a palavra certa outra), é lícito inferir que o mesmo se aplica a Portugal. O que vai ao encontro da última desculpa que Gaspar e Passos tiraram da sua inesgotavelmente descarada cartola: aquela que, além de responsabilizar o anterior Governo pelo "estado a que chegámos", lhe atribui também a culpa por "um memorando mal desenhado".
  
Ou seja: a culpa de o País estar como está é de toda a gente - governo anterior, Tribunal Constitucional, agora também troika e, no futuro, quiçá a Virgem Maria, que segundo Cavaco anda também a meter o bedelho nestes assuntos - menos do Executivo em funções vai para dois anos. O que não se entende então é de que "trabalho feito" se orgulha tanto, como anteontem fez questão de nos dizer, o PM. Que orgulho retira de, alegadamente, seguir um plano que agora (antes assumia-o como seu) deu em reputar de malfeito? Não pode ser o orgulho de cumprir as metas - nenhuma foi cumprida, a não ser que fosse sua meta (secreta) chegar o mais depressa possível a 18% de desemprego, a 130% de dívida e a 3% de recessão (a OCDE prevê 2,7% este ano). Não pode ser o orgulho das "reformas estruturais", porque só logrou uma, expressa nos três valores anteriores: o empobrecimento turbo. Não pode ser, sequer, o orgulho de "cumprir o défice": afinal, o único ano em que conseguiu cumpri-lo, aliás até menor que o acordado (graças às receitas extraordinárias que jurara nunca usar), foi aquele em que só governou seis meses - mal começou a fazer orçamentos para anos inteiros a coisa borregou, e à grande. E não pode, claro, ser o orgulho das promessas cumpridas.
  
É orgulho de quê, então? Só pode ser o de, rapazola impreparado, ignaro e sonso, ter conseguido, graças a uma voz bonita, uma notável desfaçatez, um insuportável (mas pelos vistos eficaz) discurso moralista e uma não menos apreciável frieza, alcandorar-se a PM. De ao fim de dois anos de desastre, de tanto mentir, insultar, atentar contra a Constituição e andar ao sopapo na coligação, manter-se ainda em funções. De ter manietado o PR de modo a que este - até 2012 bramando estarmos em espiral recessiva e em 2013 tendo enviado o orçamento para fiscalização constitucional - seja hoje o maior apoiante do Governo. De nunca ter batido o pé aos credores ou tão-só franzido o sobrolho a Merkel.
  
Sim, só pode ser isso. Mais o orgulho de ver um país acabrunhado e calado a ser conduzido para abate, enquanto ao lado outros saem à rua para salvar um parque. E aí, admita--se, tem todos os motivos para estar orgulhoso.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.

 O duplo erro de julgamento
   
«Ao fim de dois anos de Governo de direita, há um largo consenso quanto a um balanço simples e triste: o País está hoje pior do que estava. O que falta acrescentar é que este falhanço prova que Passos Coelho cometeu um duplo erro de julgamento:

enganou-se, primeiro, ao provocar a crise política que empurrou Portugal para a ajuda externa e enganou-se, depois, ao escolher a austeridade "além da ‘troika'" que arrastou a economia para uma terrível espiral recessiva. E ao enganar-se, enganou o País. Com as consequências que estão à vista.

O primeiro erro de julgamento de Passos Coelho foi o de, na ânsia de chegar ao poder, ter desvalorizado as consequências de provocar uma crise política e de empurrar o País para a ajuda externa. Não é que Passos Coelho desconhecesse essas consequências - como já aqui provei, o líder do PSD sabia que um pedido de ajuda externa, em condições análogas às da Grécia e da Irlanda, deixaria Portugal, como ele próprio disse, numa posição em que "daqui a dois ou três anos não estaria em condições de cumprir" (Lusa, 10-2-11). Mas a verdade é que quando a oportunidade surgiu, entre o País e o poder, Passos Coelho escolheu o poder: desprezou o apoio do BCE ao PEC IV, provocou a crise política (dizendo-se contra o aumento dos impostos) e ficou à espera da ‘troika' - e dos votos. Foi por essa altura que começou a ver na ajuda externa vantagens que até então lhe tinham passado despercebidas, sobretudo como ocasião para diabolizar o PS e implementar a sua agenda ideológica neoliberal contra o Estado. Com Durão Barroso na Comissão Europeia, António Borges no FMI e Eduardo Catroga na mesa das negociações, não surpreende que tenha exultado com o programa da ‘troika' e que o tenha adoptado como o seu programa. Agora que falhou, é altura de lembrar que foi Passos Coelho que quis assim.

O segundo erro de julgamento de Passos Coelho respeita à condução da governação e consiste em ter consentido a Vítor Gaspar a loucura de uma "austeridade além da ‘troika'", que arrastou Portugal para uma grave espiral recessiva. Na sétima avaliação, ao mesmo tempo que revelava _o falhanço de todas as suas previsões e dava conta da necessidade de medidas adicionais, o ministro das Finanças gabava-se de ter aplicado o dobro (!) da austeridade prevista no Memorando inicial da ‘troika' - sem nunca lhe ocorrer que uma coisa talvez tivesse que ver com a outra. E sem que nunca Passos Coelho desse sinais de se lembrar que tinha prometido aos portugueses uma estratégia de combate às "gorduras do Estado" _e não uma estratégia de empobrecimento das famílias e do País.

Os indicadores traduzem com clareza as consequências desastrosas deste duplo erro de julgamento. A economia, que em 2010 cresceu 1,9%, está atolada, pelo terceiro ano consecutivo, numa grave recessão, registando uma queda de 4% no 1º trimestre deste ano. _O desemprego, que era de 12,1% quando o Governo tomou posse, disparou para os 17,8% no passado mês de Abril (945 mil desempregados) e em breve chegará aos 19%.

A redução do défice, apesar da austeridade e dos sucessivos orçamentos rectificativos, falha todas as previsões. E a dívida pública, que era de 94% do PIB em 2010, já vai nos 127%. Apesar da propaganda, todos sabem que a revisão das metas acordada com a ‘troika' não se deve à "credibilidade reconquistada" mas sim à necessidade de acomodar os constantes falhanços do ministro das Finanças; a melhoria nas contas externas não traduz um saudável ajustamento estrutural da economia mas sim a redução conjuntural das importações imposta pelo impacto do empobrecimento na procura interna e a redução dos juros nos mercados financeiros reflecte mais a intervenção do BCE do que a confiança numa dívida pública que continua classificada como "lixo".

Não há volta a dar: dois anos depois, o País está hoje pior do que estava. E vai continuar a piorar enquanto não se puser travão a isto.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
     
 O Fidel da EDP
   
«O antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga acredita que “daqui a dez anos a História vai demonstrar que este Governo e Vítor Gaspar tinham razão. Em entrevista ao Sol, o economista sublinha que “Gaspar foi o homem certo”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O país começa a ficar enjoado com a prosápia dos pentelhos deste idoso guloso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Haja alguém que diga a Catroga para deixar de chatear o país, que se retire e vá cuidar dos netos.»
      
 O taliban da Comissão critica o FMI
   
«O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, acusou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI) de "lavar as mãos e deitar a água suja para os europeus", com as críticas aos resgates à Grécia.

Segundo a edição 'online' do Financial Times, Olli Renh, responsável pela gestão dos dois resgates à Grécia, comparou o duro relatório do FMI sobre a gestão do primeiro resgate à Grécia, de 110 mil milhões de euros, com uma brecha no princípio transatlântico "entrar juntos, sair juntos" desenvolvido na guerra dos Balcãs nos anos 1990.» [DN]
   
Parecer:
 
Digamos que o taliban finlandês se sente enrascado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «ELe que mande o ollibuul do O'Connors morder o FMI.»
   
 Eu ainda sou do tempo
   
«Um trabalhador dos CTT que integrou um piquete de greve no Centro de Produção e Logística da empresa em Taveiro, em Coimbra, teve esta sexta-feira de receber tratamento hospitalar após um incidente com agentes da GNR.

O coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, Henrique Santos, conta à agência Lusa que, "num momento de maior tensão", na última madrugada, o trabalhador foi atingido com gás de um ‘spray’ accionado por elemento daquela força de segurança.» [CM]
   
Parecer:
 
Eu ainda sou do tempo da asfixia democrática, de quando os líderes do PSD ouviam as queixas dos sindicatos e acusavam o governo de asfixia democrática.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
   
 Quem se mete com o governo leva
   
«O PSD afastou esta sexta-feira a recondução de Alfredo José de Sousa como Provedor de Justiça, por considerar que não dá garantias de isenção e imparcialidade, defendendo que este cargo deve ser ocupado por outra personalidade.

Esta posição foi transmitida pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República.

"Já tive ocasião de comunicar ao PS que o PSD não irá propor a recondução do atual Provedor de Justiça. Sabe-se, já o dissemos nos dias anteriores, que o senhor Provedor de Justiça, a nosso ver, exorbitou os seus deveres de isenção e de imparcialidade no exercício do cargo e, portanto, colocou-se numa circunstância que não permite o apoio do PSD à sua recandidatura", declarou Luís Montenegro.» [DN]
   
Parecer:
 
Era de esperar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Montenegro se já sabem quem vai propor.»
   
 O bom aluno está com medo de chumbar?
   
«"O esforço dos portugueses já foi ao limite do aceitável. É altura de sermos com o esforço dos nossos parceiros internacionais", disse o deputado durante o debate do Orçamento Rectificativo. "Reclamar o estatuto de país cumpridor é saber levantar a voz", declarou.

Antes, João Almeida tinha defendido que "de nada vale essa revisão das metas se na economia já estão produzidos os efeitos" da austeridade. O CDS quer que as flexibilizações concedidas pelas autoridades internacionais sejam feitas "em tempo útil".» [DE]
   
Parecer:
 
A tese do bom aluno falha quando se pede uma prova mais fácil com medo de chumbar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Gaspar hilariante
   
«O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou hoje que "o comportamento do investimento é muito preocupante", mas argumentou que foi prejudicado pelas "condições meteorológicas" no primeiro trimestre do ano, que prejudicaram a construção civil.

"Naturalmente, o comportamento do investimento é muito preocupante, sendo, no entanto, que o investimento no primeiro trimestre deste ano é adversamente afetado pelas condições meteorológicas nos primeiros três meses do ano que prejudicaram a atividade da construção", afirmou Vítor Gaspar.» [i]
   
Parecer:
 
O melhor aluno da turma arrisca-se a passar a ser o pior doente do Júlio de Matos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 "E o palhaço sou eu?"
   
«Portugal joga esta sexta-feira, 6 de Junho, com a Rússia. É um jogo de futebol. Mas o ministro da Economia e do Emprego acredita que os portugueses precisam de se juntar numa outra equipa. A equipa “Portugal para as exportações”.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Este sôr Álvaro é um pensador...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Deus errou
   
«“Tenho maior gosto em discutir erros, mas apresentar uma lista de erros seria demasiado demorado. Deixe-me apontar-lhe apenas um que parece importante”, disse Vítor Gaspar aos jornalistas, a margem de uma conferência-debate em Lisboa, quando questionado sobre os erros que cometeu enquanto responsável pela pasta das Finanças.

“O erro de que falo é que pensei que se poderia dar prioridade à consolidação orçamental e à estabilização financeira sem uma transformação estrutural profunda das administrações públicas. Neste momento, é claro que um esforço muito mais concentrado, desde o primeiro dia, na transformação das administrações públicas teria sido mais apropriado”, afirmou o ministro das Finanças.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O grave destas declarações não está no facto de Gaspar admitir erros, de admitir que nada fez no na reforma do Estado ou de que deveria ter começado pelo despedimento em massa de funcionários públicos. O grave está no facto de um ministro das Finanças falar como se fosse ele o primeiro-ministro. Dizer que não começou pela reforma do Estado é dizer que era a ele que cabia decidir o que fazer e por onde começar, como se o primeiro-ministro fosse um banana e os outros ministros meros palhaços.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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sexta-feira, junho 07, 2013

Jumento do Dia

  


Quem ouve Gaspar dizer que a troika não falhou fic confuso, não percebe se está perante o ministro do governo de um país soberano ou se quem fala é um representante do comissário Olli. Já havia o ollibull em Bruxelas, agora temos o Gaspar em Lisboa?
 
Gaspar está defendendo os interesses no país ou preparando uma candidatura a um cargo na Comissão, isto é está preocupado com os portugueses ou a preparar a sua própria emigração?

«"Tenho consequentemente amplo material para aprender com os meus próprios erros. Mas não é verdade que o programa esteja a falhar, o programa já assegurou a geração de capacidade de financiamento por parte da economia portuguesa, o programa já assegurou um ajustamento estrutural orçamental de grande dimensão, o programa assegurou o retomar do financiamento de mercado muito antes do que era previsto no programa", afirmou Vítor Gaspar.

O ministro, que respondia aos deputados durante o debate do Orçamento Retificativo que decorre hoje na Assembleia da República, justificou ainda as previsões mais negativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), dizendo que "existem alguns problemas com essas previsões", como não incluírem as medidas do retificativo e as medidas de natureza fiscal apresentadas recentemente, não justificando no entanto a manutenção de um cenário macroeconómico ainda mais antigo que este.» [CM]

Mais ou menos austeridade? (2)

O facto de em maior ou menor grau ser necessário adoptar um programa de austeridade não dispensa a preocupação com todos os problemas do país e, acima de tudo, com a necessidade de tornar o país mais eficaz a todos os níveis. Mas o governo português não se ficou pela aplicação de austeridade, pretendeu adoptar um programa mais “arrojado” do que o contemplado no memorando de entendimento e até inventou desvios colossais para dar início a um ataque aos funcionários públicos que vai desaguar no maior despedimento selvagem na história de Portugal e, muito provavelmente, da Europa Ocidental.

O governo optou pelo três em um, regressar aos mercados, reformatar o país sem ter sido mandatado pelos portugueses e satisfazer os pequenos ódios de Passos Coelho. Para isso contou com a colaboração da troika que fez tábua rasa do memorando limitando-o às metas inicialmente estabelecidas. A Comissão Europeia foi mesmo mais longe e colocou o ollibull (o pitbull do comissário Olli Rehn), um tal Simon O?Connors a fazer ameaças sistemáticas ao povo português, sempre que este se manifestou contra o Gaspar o ollibull convocou uma conferência de imprensa para ameaçar o país com o não envio da próxima tranche financeira.

Portugal transformou-se no campo de testes das novas armas económicas da extrema-direita das escolas de economia, o programa de austeridade experimentado em Portugal é desproporcionalmente brutal e em dois anos destruiu mais tecido económico do que será possível criar numa década. Políticos fracos e economistas menores mas ambiciosos foram a combinação ideal para se formar um governo que prescindiu da soberania nacional emprestando o seu povo para experiências mengelianas no domínio da política económica. De nação passámos a ser um anexo nos papers de economistas duvidosos..

Tudo o que cheirava a Sócrates transformou-se num ódio de estimação do governo, quase todos os ministros e secretários de Estado praticaram o tiro à obra de Sócrates. A formação profissional, o Magalhães, a aposta na ciência, os investimentos em energias renováveis, a aposta na investigação, a simplificação e modernização do Estado, a modernização das escolas, tudo o que significava modernizar Portugal foi destruído em nome de um projecto de país que supostamente está na cabeça do grandioso líder Passos Coelho, uma espécie de co-adopção do Catroga e do Ângelo Correia .

A austeridade brutal não passa de um instrumento usado por Passos Coelho para impor a sua concepção ao país, um país onde os jovens qualificados estão a mais e devem emigrar, os funcionários públicos devem ganhar pouco mais do que uma empregada doméstica, os professores devem ser desvalorizados. Tudo o que é Estado ou Estado social deve ser destruído em favor de uma economia privada assente na mão de obra barata e pouco qualificada. Um país miserável, de gente miserável, com empresários miseráveis e governado por políticos igualmente miseráveis.

A austeridade é mais do que um meio ou do que uma opção ideológica, é um instrumento de transformação acelerada de um modelo de sociedade europeu num outro modelo que parece resultar de uma espécie de ódio a Portugal e aos portugueses. Portugal está para além do debate entre mais ou menos austeridade, este país não é um case study de política económica mas sim de experiências humanas e sociais que vão muito para além dos manuais de economia.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Candeeiro, Baixa de Lisboa
   

 Dúvida

Será que o Gaspar continua a gostar da palavra colossal como disse gostar na famosa explicação do desvio colossal inventado por Passos Coelho? Deve gostar tanto que desde então não para de provocar desvios colossais entre as estimativas da receita fiscal, do desemprego e da recessão e os valores reais. São desvios colossais tão grandes entre aquele que existe entre o melhor e o pior aluno da turma.

 Originalidade portuguesa
 
Graças a Cavaco Silva o país corre um sério risco de passar da estabilidade à crise social e de regime sem que tenha tido qualquer crise política. É o resultado do rolhismo presidencial.
 
 A  refundação do Estado
  
Adicionem o prejuízo dos swap, ao desvio da receita fiscal e ao descontrolo despesista das autarquias e vão perceber para que vai servir o despedimento selvagem de muitas dezenas de milhares de funcionários públicos.
 
 Aquele sorriso cínico
  
Quem viu as imagens do périplo autárquico de Passos Coelho, primeiro em Bragança e depois em Odivelas, deverá ter reparado no sorriso nos seus lábios, quando de referiu, em Trás-os-Montes, indirectamente ao despedimento de funcionários públicos ou quando qui mais perto chamou a si o estatuto de novo da verdade. Era um misto de atrapalhação labial que denuncia a insegurança de quem não se sente de muito boa fé com o cinismo de alguém que parece sentir gozo nos sacrifícios que consegue infligir aos que trata como inimigos.
Em Bragança, talvez por sentir mais em casa, sorria cinicamente enquanto perguntava a uma hordazita de arregimentados pelo aparelho partidário se queriam que os seus impostos baixassem ou se não era preferível reduzir a despesa pública, que nos dias que correm significa despedir funcionários públicos. É o novo discurso de Passos, promete aos patrões reduzir o IRC a troco do seu apoio ao despedimento selvagem no Estado, depois promete aos trabalhadores do sector privado que descerá o IRS, só faltará pedir aos funcionários públicos que sobreviverão para ficarem calados e não serem solidários com os seus colegas e amigos, senão mesmo com os seus familiares.
E diz isto sem o mínimo de sentimentos ou de seriedade, fá-lo usando um sorriso cínico de quem sente gozo no que está fazendo, na manipulação do medo e dos sentimentos mais baixos da populaça e de alguns empresários, apoiado por gente estranha como o esqueleto louro que foi dar entrevistas para Nova Iorque. O político que na oposição tinha um ar sofrido e pedia desculpa por deixar passar uma medidas de austeridadezita, agora que impõe a miséria total e absoluta a centenas de milhares de portugueses sorri com ar cínico, com ar de gozo.
O que vimos em Bragança não foi um primeiro-ministro preocupado com o seu povo e empenhado em minimizar os custos e sacrifícios, foi um político sem sentimentos e sem escrúpulos perguntando à populaça que o apoia se queria continuar a pagar impostos ou se queriam pagar menos à custa da miséria alheia. Isto não é procurar a razão para governar, é promover o ódio e a divisão de uma nação, isto é dizer a uns portugueses que o seu bem-estar depende de o ajudarem a levar outros à miséria, isto não é promover o consenso nacional, isto é empurrar o país para a tragédia.

Estamos perante alguém que governa a pensar no país ou perante um político que perdeu a noção da verdade, que é incapaz de aceitar a derrota do seu projecto e que não hesita em assumir velhos ódios para os reimplantar na sociedade actual?

 Cavaco Silva fez prova de vida

Cavaco reapareceu para fazer prova de vida, dizer banalidades sobre o relatório do FMI e para sugerir que os professores só podem fazer férias nos fins de semana e nas férias, já que em aulas ou nos exames é sempre a vida dos alunos que está em causa.
 
Mas regista-se a preocupação de Cavaco Silva com o alunos e com o seu futuro, a crer num processo disciplinar de que foi alvo enquanto foi professor da Universidade Nova nesse tempo o futuro dos seus alunos da Nova não parecia preocupa-lo tanto.
 
Recorde-se este momento exemplar de Cavaco Silva, que faz do Presidente uma autoridade moral em matéria de professorado, num post do blogue Random Precision:
 
«Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universidade Católica.

Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.

Como é natural, as faltas às aulas – obviamente às aulas da Universidade Nova – começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova, na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.

Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.

Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.

Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.

Até que, ninguém sabe bem como nem porquê,... desapareceu sem deixar rasto... 
E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.

Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz, sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.

E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.

Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas “gaffes”, a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.

De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof. João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.

A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...»
       
     
 Zanga de comadres ou arrufos de namorados?
   
«uestionado sobre o documento do FMI, no qual são também apontadas divergências entre o Fundo e os seus parceiros europeus da 'troika' - Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) -, o porta-voz dos Assuntos Económicos alegou que o relatório foi elaborado "por alguns técnicos do FMI" e não reflete uma "posição oficial" da instituição, com quem, asseverou, o executivo comunitário mantém uma "relação de trabalho construtiva", incluindo no programa de assistência a Portugal.

Sublinhando que Bruxelas discorda de várias (e importantes) conclusões do documento, como a questão da reestruturação da dívida grega, Simon O'Connor garantiu ainda que o mesmo não alterará a forma de trabalho no seio da 'troika', considerando que a UE e o FMI estão a trabalhar muito bem, incluindo nos casos dos outros países sob programa de assistência financeira, designadamente Portugal e Irlanda.

O porta-voz do comissário Olli Rehn comentou a propósito que a 'troika', que agrupa Comissão, BCE e FMI, "não existia há três anos", e foi "erguida" de um momento para o outro para responder a uma situação de emergência, "sem precedentes", e revelou que o executivo comunitário também irá divulgar (em data ainda por definir) o seu próprio relatório sobre o trabalho com os seus parceiros da 'troika'.» [DN]
   
Parecer:
 
Como era de esperar o extremista O'Coonor, uma espécie de pitbull com duas patas de trazer por casa do comissário Olli Rehn, veio discordar. Compreende-se, foi ele que deu sempre a cara pela chantagem e pelo desrespeito pelos povos da Grécia e de Portugal. Digamos que este rapazola é um ollibull.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o pitbull do Olli à bardamerda.»
   
 Ruas da Baixa mudam de nome
   
«A toponímia das ruas da Baixa, Avenida da Liberdade e da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, sofreu durante a noite de hoje uma intervenção satírica, para assinalar os dois anos das eleições legislativas que deram a vitória ao PSD de Passos Coelho. A Avenida da Liberdade despertou esta manhã como Avenida Miguel Relvas, identificado como "herói da liberdade de expressão".

Dizem os promotores não identificados, num email que chegou ao DN, que se trata do "genuíno sentimento dos portugueses [que] é plasmado nesta singela homenagem confirmando o divórcio entre «o que se diz no espaço público» e «o sentimento genuíno dos portugueses»", citando assim Passos Coelho.

O nome do primeiro-ministro passa a "nomear" a Praça dos Restauradores, por se tratar do "restaurador da independência financeira de Portugal". Já o ministro da Economia substitui Fontes Pereira de Melo na toponímia como "grande obreiro da reindustrialização de Portugal".

A Rua da Betesga passou a chamar-se "Rua Carlos Moedas", o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, apresentado como "zeloso guardião do ajustamento de Portugal". O ministro das Finanças rebatiza a Rua Augusta, como "grande inspirador do Portugal novo". Por fim, António Borges, o conselheiro responsável pelas privatizações, nomeado pelo Governo, "substitui" a Rua do Ouro, por ser "o grande ideólogo da competitividade de Portugal"» [DN]
   
Parecer:
 
O Gaspar devia ter dado o nome à rua do Crucifixo ou, o que seria uma ofensa para o bicho, poderia ter emprestado o seu nome ao cavalo da estátua equestre do D. José, no Terreiro do Paço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 E quem pagou foi o TC
   
«O principal rombo no Orçamento do Estado (OE) deste ano – e a necessidade de um OE retificativo - não foi provocado, como tem dito o Governo, pela decisão do Tribunal Constitucional (TC), que obrigou a repor os subsídios de férias de funcionários e pensionistas, mas sim por um novo desvio colossal na receita de impostos devido à recessão e pelo reconhecimento de novas dívidas e despesas das câmaras e regiões que no orçamento de outubro não apareciam, mas que agora surgem na fatura a pagar por todos os contribuintes.
  
A reposição dos subsídios, considerada ilegal pelo TC, vai custar 1274 milhões de euros ao OE face ao plano inicial do Governo PSD-CDS. No entanto, segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que assessora o Parlamento, as duas maiores alterações de impacto mais negativo (do lado da receita e da despesa) que constam do orçamento retificativo (OER) são: o impacto da recessão na receita fiscal, que rondará 1562 milhões de euros a menos face ao OE original, e o pagamento de dívidas em atraso e outras despesas (novas) por conta das câmaras e regiões, no valor de 1395 milhões de euros adicionais.» [DN]
   
Parecer:
 
Vigaristas!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se um governo que desrespeitou a Constituição e o Tribunal Constitucional.»
   
 Boas notícias para o Gaspar
   
«Autoridade monetária não mexeu nos juros, mas reconhece que situação económica na moeda única se degradou.

O Banco Central Europeu (BCE) mantevea taxa de juro de referência da zona euro em 0,5%, mas não exclui a hipótese de vir a cortá-la nos próximos meses.

É que, como admitiu Mario Draghi na conferência de imprensa após a reunião de governadores, a situação na zona euro tem vindo a degradar-se ao longo do ano.» [DE]
   
Parecer:
 
Com mais recessão e desvios colossais tem a oportunidade de fazer mais uma experiência com os ratinhos portugueses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo pior.»
      
 Passos o Restaurador
   
«A crise atual está a colocar tudo em causa, incluindo o futuro de Portugal como país, defende o fundador do CDS e antigo ministro de José Sócrates em entrevista à Antena 1.

"Estamos numa das situações mais graves que Portugal viveu ao longo dos seus 900 anos de história. Só comparo esta situação em gravidade, em perigo para existência de um país chamado Portugal, à crise de 1383/85, que felizmente acabamos por ganhar com a batalha de Aljubarrota, e aos 60 anos [1580-1640] de ocupação castelhana através dos Filipes", diz Freitas do Amaral.» [Expresso]
   
Parecer:
 
O destino te destas coisas, no dia em que alguém mudou a Praça dos Restauradores para Praça Passos Coelho vem Mira Amaral alertar para o risco de perda da independência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o governo dos Vasconcelos!»
   
 Sousa Tavares não pede desculpas a Cavaco
   
«Miguel Sousa Tavares afirmou em entrevista à RTP, concedida na quarta-feira à noite, que não irá pedir desculpa a Cavaco Silva, e que nem o faria se tal lhe valesse o arquivamento do processo-crime que lhe foi instaurado pelo Ministério Público por ter qualificado o Presidente da República de "palhaço". "Não vou fazê-lo", disse o escritor, que voltou no entanto a considerar ter cometido um "deslize em relação ao Chefe de Estado" durante a entrevista ao Jornal de Negócios.

"Nada na vida é a feijões. Quem se expõe, corre riscos e deve estar preparado para pagar por eles", argumentou. "Se for condenado, paciência".

A Procuradoria Geral da República abriu um inquérito a Miguel Sousa Tavares na sequência da sua entrevista ao Negócios, considerando essa declaração susceptível de configurar um crime de ofensa à honra do Presidente da República.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
E faz bem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que se demita e peça desculpas aos portugueses por muitas coisas que fez, como por exemplo o seu comportamento no caso das falas escutas.»
   
 A anedota do dia
   
«O PSD afirmou, esta quinta-feira, que a dose de austeridade desenhada pelo executivo de José Sócrates era maior do que a atual e sustentou que o atual Governo apenas pretendeu ir além da troika no plano das reformas estruturais.» [JN]
   
Parecer:
 
Afinal em matéria de palhaços havia outro... Este Moreira da Silva dava um excelente bobo da corte, alvez o D. Duarte Nuno o contrate quando o país se livrar da filoxera.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Autarcas gulosos
   
«"Muitas autarquias já não estavam a contar pagar, não se apetrecharam para isso, e podem agora ter alguns problemas em termos burocráticos ou administrativos, mas só isso", disse aos jornalistas o também presidente da Câmara de Viseu.

Na sua opinião, alguns municípios podem até ter dificuldades em fazer o pagamento, mas estas estarão relacionadas com as suas situações financeiras, que já vinham do passado.

Segundo Fernando Ruas, "a partir do momento em que o Governo disse que não havia subsídio de férias, as autarquias estavam a preparar-se para dar um destino àquele montante, que era montante a mais".» [CM]
   
Parecer:
 
Em ano de eleições o dinheiro dos subsídios dava um jeitão!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Vamos todos ao Tio Ângelo Correia pedir emprego!
   
«"Sei o que é estar desempregado." A frase é do primeiro-ministro, proferida ontem na Amadora, durante a apresentação do candidato autárquico do partido, Carlos Silva.

Perante um forte dispositivo policial, Passos Coelho ouviu apupos e vaias, a avenida Santos Matos foi cortada ao trânsito e Passos respondeu: "As eleições que vêm aí são distintas, mas as coisas estão interligadas. Eu não tenho medo das autárquicas, eu não tenho medo das europeias, não tenho medo dos portugueses, nem do seu julgamento."» [CM]
   
Parecer:
 
E saberá o que é trabalhar?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Governo esqueceu-se da secretária de Estado do Tesouro
   
«“O conselho de ministros determinou a demissão de gestores públicos, a cessação da designação em regime de substituição de vogal de instituto público ou ainda o afastamento dos cargos de direção ou de responsabilidade na área financeira de personalidades que tenham estado envolvidas na negociação de contratos de instrumentos financeiros derivados de natureza claramente especulativa e ou contratualmente desequilibrados”, lê-se no comunicado enviado no final da reunião do Governo.

Esta decisão surge na sequência do relatório elaborado pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, que concluiu pela existência de contratos deste tipo, de que resultaram prejuízos avultados e riscos significativos para o erário público, explica o Governo na sua página oficial.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Agora é um organismo dependente de um secretário de Estado a fazer este tipo de inspecções. Cpostumava ser a IGF....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se que para que não subsitam dúvidas os contratos negociados pela secretária de Estado do Tesouro, nos tempos de gestora pública, sejam apreciados por uma entidade independente.»
   

   
   
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