sábado, julho 06, 2013

Jumento do Dia


   
Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva
 
Esta coligação faz lembrar um casal que se zangou e depois de ter feitos as pazes decidiu encenar uma festa de casamento, a palhaçada é tão ridícula que deu mais trabalho a negociar o prolongamento do casamento do que o próprio casamento. E como é de um casamento que se trata é evidente que as divergências entre os noivos tinham unicamente a ver com o dote. 
  
Portas já dominava uma parte dos dossiers económicos, tinha dois ministros nessas pastas e havia roubado algumas competências ao ministro da Economia. Mas Portas queria mais, queria todos os dossiers económicos menos as dores de cabeça do ministério das Finanças.  A escolha da nova ministra das Finanças foi a oportunidade para Porta fazer mais uma tentativa de ficar com a pasta do Álvaro para o seu mini governo pessoal.
  
Compreendem-se agora as dificuldades de chegar a acordo, Passos não quer que a metade do governo que corresponde às pastas relacionadas com a economia ficassem todas nas mãos de Portas. O resultado revela o envolvimento directo de Passos Coelho nalguns negócios, criou mais um ministério só para tirar a enerdia (EDP) e o ambiente (privatizações das águas e entregou-o a um homem de confiança.
  
Em nome do interesse nacional e com o apoio de Cavaco Silva os líderes da direita passaram três dias a discutir negócios e interesses pessoais. Cavaco está de parabéns, Passos e Portas são dois exemplos da cultura do cavaquismo.
  

Aldrabas em tempo de aldrabões

Uma imagem em vez de um comentário:

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Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor do Parque da Bela Vista, Lisboa
    
 Um sortudo chamado Gaspar

Ao voltar para o Banco de Portugal Vítor Gaspar é um funcionário público cheio de sorte, graças à alteração do estatuto do banco, a única reestruturação feita no Estado o ex-ministro fica a coberto das medidas de austeridade que impôs aos funcionários públicos. No Banco de Portugal os funcionários beneficiam do melhor de todos os mundos, até podem comprar duas casas, uma para residir e outra para férias, com empréstimos de dinheiro dos portugueses a juros simbólicos.
 
E nem sequer vai ser penalizado com mais uma hora de trabalho pois o Gaspar é um funcionário público que ganha dinheiro dos portugueses mas que naquilo que lhe interessa rege-se pelo contrato colectivo dos bancários.

Enquanto sujeitou os portugueses a uma experiência económica digna do laboratório do Dr. Mengele o nosso Gasparoika assegurou-se qu quando fugisse ficaria a viver à custa dos portugueses e sem os limites da austeridade que ele próprio impôs ao país para corrigir os desvios colossais que resultaram da sua própria incompetência.

 Ir tosquiar e sair tosquiado
 
É mais do que óbvio que esta crise política resulta de uma causa absolutamente miserável, a gestão da cobardia, do oportunismo e da ambição pessoal de Paulo Portas, tudo o resto são tretas inventadas pelo líder do CDS para emprestar seriedade e credibilidade à sua canalhice compulsiva.

Há meses que Portas espreitava a oportunidade de lançar esta crise, o que o líder do CDS é dinheiro, poder e votos, quer ser ele a gerir o pote porque já não tem tempo para resolver os seus problemas e depois da queda deste governo nem tão cedo voltará a ter a oportunidade de se aproximar do pote.

Se a crise resultasse dos bons princípios de porte de uma forma ou de outra já estaria resolvida, o prolongamento da situação só resultou de um processo negocial em que se discutiu o preço dos serviços dessa prostituta política que se dá pelo nome de Paulo Portas.
 
 Pobre Cavaco

Um dia destes ainda se engana e dá posse ao jardineiro como ministro da Agricultura.
 
 Dúvida
  
Qual será o papel de Pires de Lima nesta crise política criada pelo CDS para obter proveitos um momento de crise?

      
 Astros e equídeos
   
«No fim do Conselho de Ministros de ontem, Marques Guedes tinha importantes declarações a fazer. Informou-nos que o Governo tinha aprovado novas regras para a classificação dos equídeos e, respondendo a perguntas dos jornalistas sobre a actual solução política, falou sobre astrologia. Afinal, ainda há alguém no Governo que consegue dizer alguma coisa que faça sentido. Mais, sabemos que alguém ainda está a governar, talvez existam assuntos mais importantes do que a classificação equídea mas não se pode pedir muito mais.
  
Sim, talvez num momento em que assistimos à exibição da mais profunda incompetência e do maior desprezo pelos cidadãos por parte de umas pessoas que de políticos só têm o cartão e de governantes só têm a bandeirinha na lapela, tentar um sorriso não seja o mais recomendado.
  
Sim, talvez sorrir não seja a melhor opção quando precisamos de estabilidade e o Governo é o maior agente de instabilidade; quando um primeiro-ministro de um Governo de coligação e em circunstâncias terríveis se comporta como alguém que com a saída do verdadeiro chefe precisa de afirmar a sua autoridade; quando um ministro de Estado um dia diz que a sua presença no Governo é politicamente insustentável e um acto de dissimulação e no outro dia negoceia a sua permanência no Governo ou a do partido que lidera ou um simples apoio parlamentar que seja. Sorrir é capaz de não ser apropriado quando as instituições não estão a funcionar regularmente e a instituição que tem de assegurar o bom funcionamento das outras ainda consegue levantar a hipótese de manter este Governo que exibe este penoso espectáculo a que assistimos envergonhados.
  
Mas talvez, como cantava o Cartola, seja melhor sorrir para não chorar.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes
       
 Um fim trágico como nas tragédias
   
«Palavras, palavras, palavras. Tantas são as palavras que se ouvem nestes tempos de insanidade. Tanta coisa escrita, tanta análise. E eu também para aqui a escrever no meio do enorme absurdo em que se transformou esta democracia gerida por homens com a idade mental de garotos.

Por menos que isto estadistas foram depostos, até assassinados. Por menos que isto foram feitos golpes de Estado e revoluções. Valha-nos a democracia e a União Europeia senão estávamos de novo em ditadura. Mas valha-nos para quê? As respostas são todas más. De nada nos vale a União Europeia quando nós, num acesso de insanidade colectiva, elegemos um boneco de palha como primeiro-ministro e temos outro na calha para lhe suceder.

Durante dois anos tudo foi dito sobre o governo, sobre o programa de ajustamento, sobre a incompetência e impreparação do primeiro-ministro. Palavras, palavras, palavras. As democracias têm esta irracionalidade. Por renegarem a violência e aceitarem apenas o debate e o contraditório permitem que, às vezes, a irracionalidade e o absurdo cresçam até à catástrofe, até à autodestruição do sistema, paralisado em protocolos, regras e etiquetas.

A nossa democracia produziu o mais trágico e o mais patético dos primeiros-ministros. Pedro Passos Coelho é um actor que toda a vida ensaiou o papel de primeiro-ministro e convenceu-se de que é o personagem. Se tivesse ensaiado o papel de cirurgião estava agora a matar gente no bloco operatório convencido que a bata fazia o médico. Este trágico homem vive uma delusão; e não é só ele. Por uma incompreensível insanidade colectiva, colegas, eleitores e jornalistas também confundiram o actor com o personagem e levaram-no até ao cargo. Tratam-no, até hoje, como primeiro-ministro, ao ponto de dele esperarem soluções. É uma tragédia.

Sr. primeiro-ministro, o senhor já não tem mais carreira política pela frente. Duvido mesmo que tenha carreira. Acabou. O sr. não é como o sr. Relvas, que é esperto como um alho, um networker predestinado aos negócios. Nem é como o dr. Gaspar, que tem estudos, que tem currículo e que fugiu como um rato porque tem o futuro assegurado num qualquer gabinete das Finanças do mundo onde o Excel não se cruza com a realidade. Nem é como o outro rato, o dr. Portas (na verdade ninguém é como o dr. Portas) que tem amigos em todo o lado, que é enturmado, que "faz parte". O senhor daqui não tem para onde ir.

Se esta tragédia fosse ficção – e parece que é – eu escrevia-lhe um final trágico como é norma das tragédias. Um suicídio, político ou literal (tanto faz), mas heróico e cheio de dignidade. Como o de Brutus, quando se retirou para a montanha depois de ser derrotado pelas legiões de Octávio e Marco António. Ou como o de Cato, que preferiu morrer a ser perdoado por César.

Imagine-se as ondas de choque por essa Europa fora: “Primeiro-ministro sacrifica-se para não sacrificar o povo”; “Um gesto tão irracional como a política da União”. E a Europa, consternada, começaria a repensar as suas políticas em sinal de luto e respeito por um lutador de uma causa perdida.

Era um triste e bonito fim.» [Dinheiro Vivo]
   
Autor:

Pedro Bidarra.
     
 Porcaria na ventoinha
   
«Dava tanto mais jeito, hoje, escrever sobre o Egito. Tanta coisa para dizer, tanta reflexão para fazer, sobre o derrube, pelo Exército, de um presidente que resultou das eleições democráticas pós-revolução de fevereiro de 2011, num golpe que, incrivelmente, tem o apoio da mesma rua moderna e laica que iniciou há dois anos e meio o movimento para destituir o poder militar. Um derrube pelas armas de um Governo eleito democraticamente saudado em nome da democracia? É muito paradoxo junto. Mas é também uma coisa grandiosa, épica, para filmes de Eisenstein, com doses prodigiosas de risco, coragem e esperança. Em contrapartida, aqui a coisa está ao nível dos Malucos do Riso.
  
Uns tristes malucos do riso, de resto, porque o que isto suscita mesmo é tristeza e desalento. A tristeza de ver Portugal ir pelo buraco e o desalento de não saber como o evitar nem ver quem, podendo, o faça. Um Presidente reduzido a bobo palaciano, que dá posse ao que aparece mesmo quando toda a gente sabe que está a acolher uma farsa, e considera que tudo é melhor que eleições - inclusive isto. Um primeiro-ministro que no seu ricto de boca fina e olhar esvaziado se julga um predestinado, decidido a, mesmo abandonado e traído pelo seu sagrado piloto Gaspar, amarrar-se sozinho ao leme do barco para o levar, pelo mapa abjurado por aquele, ao naufrágio final. Um presidente do segundo partido da coligação que se demite com estrondo, anunciando a irrevogabilidade da decisão e explicitando ser incapaz de conviver mais com aquilo que descreve como total desconsideração, sendo a seguir mandatado pelo seu partido para se entender com quem, publicamente, lhe chamou duas vezes mentiroso (no episódio da TSU e neste da nomeação da nova ministra das Finanças). Um líder do principal partido da oposição percecionado como tão fraco e incapaz que não permite a projeção de esperança que levantaria o País. E dois outros partidos dos quais ninguém espera qualquer solução.
  
Sim: somos neste momento um país acabrunhado. Um país que aprendeu à sua custa o que dá acreditar que qualquer coisa é melhor do que o que está. Um país que saiu duas vezes à rua para se fazer ouvir e percebeu que lida com surdos. Um país que vê o défice com o freio nos dentes (10,6% no primeiro trimestre), o desemprego previsto (pelo Governo) de 19% para o fim do ano - este ano que nos garantiram ser o da retoma, depois de ter garantido o mesmo de 2012 -, a dívida a 127,3% do PIB, os juros quase nos 8% e a recessão estimada (por Gaspar; INE prevê pior) em 2,3% e não pode deixar de perguntar porque é que se muito menos era em 2011 apelidado de "bancarrota" isto é, na boca de banqueiros e troika, "sucesso" e "bom caminho", que não pode ser "deitado a perder". Um país que tem todos os motivos para concluir, como os egípcios que anteontem saudaram a queda de Morsi, que às vezes a democracia dá nós que ninguém sabe como desatar.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
   
 O resto do filme
   
«O Governo de coligação PSD/CDS, com a ligeireza própria da adolescência, resolveu entrar esta semana, pelo seu próprio pé, numa animada montanha russa. E enquanto por cá se sucediam, a velocidade vertiginosa, as cenas caricatas - para enorme espanto do País, da Europa e dos mercados - o primeiro-ministro optou por ir a Berlim (!) explicar porque é que o Governo, apesar de tudo, devia continuar. A explicação que deu foi extraordinária: "Não acredito que os portugueses não queiram ver o resto do filme". Manifestamente, o primeiro-ministro ainda não percebeu que é o principal protagonista de um filme deprimente, que só pode acabar mal.

Passos Coelho faria bem em ler com a devida atenção a longa e reveladora carta de demissão do seu mentor e ex-ministro de Estado e das Finanças. Nessa carta, Vítor Gaspar não se limitou a pedir a sua exoneração - optou por fazer o ‘front-loading' das memórias que há-de publicar daqui a trinta anos e reconheceu, desde já, o duplo fracasso da política do Governo. Disse ele: "o nível de desemprego e de desemprego jovem são muito graves" e "o incumprimento dos limites originais do programa para o défice e a dívida, em 2012 e 2013, foi determinado por uma queda muito substancial da procura interna e por uma alteração na sua composição que provocaram uma forte quebra nas receitas tributárias. A repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto ministro das Finanças". Dois anos de austeridade "além da ‘troika'" deram nisto.
O que Vítor Gaspar percebeu é muito simples: não há um final glorioso para este Governo. Na linguagem cinematográfica do primeiro-ministro, isto pode dizer-se assim: este filme não vai ter um final feliz.

Falemos então do resto filme, porque afinal é em nome dele que este Governo sobrevive e conta com o patrocínio do Presidente da República. O que está no guião dos próximos capítulos é mais do mesmo: cortes nas pensões; despedimentos e cortes de salários na função pública; cortes nos serviços públicos e na protecção social. Aquilo a que se chama "reforma do Estado" é, recorde-se, um pacote de austeridade de 4.700 milhões de euros (!), que apenas promete mais recessão e desemprego. E a ele se seguirá ainda um novo programa de austeridade - dito programa cautelar - porque, no fim das contas, com os fundamentais da economia todos no vermelho, o tão falado "regresso pleno aos mercados" continua a ser uma miragem.

É esta, e não outra, a agenda do Governo que PSD e CDS insistem em salvar. Uma agenda cada vez mais longe dos compromissos eleitorais firmados com os portugueses. Sem dúvida, a aritmética parlamentar, assente numa coligação que já não é o que era, associada à conivência do Presidente da República, podem garantir a sobrevivência desta "coisa" que dá pelo nome de Governo. Mas não em nosso nome. Ninguém pediu para ver este filme. E muito menos disse que o queria ver até ao fim.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.

sexta-feira, julho 05, 2013

Jumento do Dia

  
Paulo Portas

Mais uma vez Paulo portas usou Portugal e os portugueses para atingir os seus objectivos pessoais, para Paulo Portas não está em causa o país, o povo, os reformados ou os contribuintes, não está em causa mais ou menos austeridade. Para Paulo portas a única coisa que em cada momento importa é quanto ele ganha ou quanto ele perde, e quando se dis "ele" é mesmo ele, não é o seu partido.

Manobras oportunistas

Aquilo a que o país assiste é ao juntar de todos os exércitos do oportunismo luso numa espécie de manobras militares e o tiro de partida foi dado por Gaspar. A carta do ex-ministro das Finanças, que ele julgou que seria elogiada como um gesto de dignidade digno de quem foi educada pela avó Prazeres, de Manteigas, não passou de uma manobra canalha, tão canalha que o pobre diabo precisou de se vitimizar de seguida, soprando para a comunicação social que, coitadinho, até lhe cuspiram quando foi às compras sem segurança.
  
Aquele que há poucos dias gabava os sucessos e prometia o céu aos que aceitassem tomar banho nos chuveiros do seu Auschwitz, de repente, decidiu fazer uma exibição de honestidade e foi-se embora sem pagar o imenso investimento que o país fez nos seus estudos. A manobra de Gaspar é de puro oportunismo, ele sai porque sabe bem a desgraça a que conduziu o país e tudo o que fez nos últimos meses, incluindo o simulacro de ida aos mercados, foi mais a pensar em si do que no país.
  
Ainda que o seu gesto possa interessar à oposição, a manobra de Paulo Portas é digna de um canalha e em vez de uma exigência de eleições antecipadas a esquerda deveria ter exigido a continuação do governo e dito a Paulo Portas que Roma não paga a traidores. Enquanto o povo vive em dificuldades dois sacanas, Gaspar e Portas, andam à muito a tratar das suas vidas. Todas os passos de Paulo Portas nos últimos meses visam ficar com a pasta da Economia, isto é, com o acesso à distribuição dos dinheiros e às respectivas comissões.
  
Sabendo dos riscos que corria, Paulo Portas foi canalha ao ponto de andar a piscar o olho à esquerda, desta forma se as suas ambições conduzissem a eleições antecipadas teria a porta aberta a uma coligação com o PS, podendo beneficiar do conforto judicial que representa estar num governo num momento de crise nacional.
  
Paulo Portas e Vítor Gaspar não passam de exemplos de personagens para quem as ambições pessoais estão acima de quaisquer considerações de ordem nacional, não hesitando em penalizar em penalizar milhões de portugueses, em destruir milhares d empresas ou de forçar muitos milhares de portugueses a abandonar o seu país a troco da mesquinhez das ambições pessoais.
  

Um pretendia currículo e não hesitou em usar o apoio da troika para transformar os portugueses em anexo de testes de artigos de professores de Harvard que nem souberam fazer contas. O outro mais não quer do que andar perto do pote pois sabe que depois deste governo chegará o fim da sua já longa carreira política recheada de canalhices e traições pessoais.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Torre Vasco da Gama, Lisboa
    
 A culpa da crise é de Sócrates

A crise foi lançada depois de Portas se ter animado com a promoção das vendas do Magalhães, percebeu que o computador tinha mais futuro do que os pastéis de nata do Álvaro e decidiu ficar com a pasta da Economia.

 Ainda bem

Ainda bem que a direita superou a sua crise de repartição do poder e do acesso às comissões, agora que espera um empurrão europeu Portas decidiu e conseguiu chegar-se ao pote, vai ser ele a mandar nas benesses do Estado e da UE às empresas, deixando ao PSD o odioso do governo, Passos abana a árvore e Portas apanha a fruta, isso se não apanhar também com um enxame de vespas.

A direita que leve o que está fazendo até ao fim, como diria o senhor Silva, até ao pós-troika, pode ser que fim saia disto bem entroikada.

 Uma crise política original

Ainda não vai a meio e já ninguém está interessado em saber como vai acabar. Isto não é uma crise, é um negócio de comissões.
 
 A crise é uma oportunidade para Cavaco
 
Mostrar como é capaz de gerar consensos  ... dentro da coligação. Ou será antes uma culigação?
 


 O fadário português
   
«Vítor Gaspar foi embora compulsivamente. Era preciso ter um espírito coriáceo incomum para aguentar o que aguentou. Um cerco infernal de insultos, execrações, vitupérios rodeou uma actuação cuja doutrina em que se escorava era tão absurda como apavorante: tínhamos de rastejar na miséria, no empobrecimento e na dor, para renascer, como a Fénix, na felicidade e na fortuna. Não digam que o não disseram: Passos Coelho alertou-nos, com a convicção de um fanático e a obstinação de um anacoreta.
  
A história destes dois anos é um fadário. A intrusão de modelos estrangeiros suscita, inicialmente, rejeição e repulsa, mas, progressivamente, acabam por ser admitidos com resignação. Pensavam eles. O tiro saiu pela culatra. Nunca Portugal se tinha levantado em massa como o fez. No armorial das nossas indignações aprendemos a conhecer o poder de que dispúnhamos.
  
Mas há o inevitável cansaço, insidioso, viscoso e denso. Passámos demasiado tempo num tempo semelhante. Foi ontem, foi muito longe. A memória faz emergir coisas excessivamente dolorosas. É preciso não esquecer que morreu muita gente, punida pela razão singela de querer ser livre. Um dos mais belos livros que fala dos dias claros, Alvorada em Abril, do Otelo, ilumina, ainda hoje, muitos de nós, para essa construção justa, de coragens insólitas e exaltações grandiosas. O festim foi curto. "Qual é a tua, ó meu/ Andares a dizer/ Quem manda aqui sou eu..." Rematou a marcha de José Mário Branco, melancólica por já não podermos pertencer e defender a cultura do interdito. A sociedade fora chamada pelas classes dominantes, acordadas do susto e recompostas para julgar e castigar o nosso modesto grito de subversão. Desde aí, sobrenadamos nesta impossibilidade trágica de ser felizes. Pedro Passos Coelho resulta de um desenraizar dos ensinamentos e dos padrões com os quais vivemos. Não sabe, nunca soube, por impreparação e alarmante incultura, que abria a caixa de Pandora. Vítor Gaspar representou-se-lhe como uma espécie de guru, ainda não totalmente riscado da nossa tragédia. Extirpar o desígnio maléfico do programa imposto vai levar décadas. A pouca atenção dada aos excluídos e a indiferença moral que nos foi inculcada não é um plano recente: nasceu há muitos anos e foi cuidadosamente apensa a uma ideologia. 
  
Gaspar, tão elogiosamente referido pelo fatal Catroga e pelo inexcedível Beleza, deixou sementes do ódio. A senhora que o substituiu não poderá proceder à reforma deste pensamento e muito menos à inversão da sua acção, pela impossibilidade que a dinâmica dos factos impõe. Trocar alguém ou um governo por outro alguém não é factor tributário de "mudança". Talvez melhore, mas não resolve. Está por fazer a narrativa do que nos tem sido ocultado, e a releitura crítica destes dois últimos anos de vassalagem de um Governo a outro. Gaspar foi embora ou não?» [DN]
   
Autor:

Baptista-Bastos.
   
   
 Quais agentes políticos?
   
«No final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, evitou as perguntas dos jornalistas relativamente às negociações em curso entre o chefe do Governo, Passos Coelho, e o ministro demissionário Paulo Portas, sublinhando apenas que “o momento difícil” que o País atravessa “exige uma responsabilidade muito grande de todos os agentes políticos" na “preservação da estabilidade política que melhor possa defender os sacrifícios dos portugues.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pela forma como este senhor fala parece que andam todos os agentes políticos a comportar-se de forma irresponsável, quando na verdade é que são os líderes do PSD e do CDS que andam a brincar aos papás e às mamãs e que fica prenho com essa brincadeira de mau gosto é o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor ministro que se deixe de manobras de diversão e que comece ele próprio por ser responsável e a melhor foram de o ser é começar por ele próprio em vez de mandar recados a terceiros. Por outras palavras, que vá à bardamerda mais os seus conselhos paternalistas, ou já se terá esquecido de dizer que agora sim que o país está parado.»
  
 E não quererão um aumento do vencimento?
   
«Os sindicatos da educação anunciaram hoje no parlamento que vão propor que o adiamento para fevereiro de 2015 da aplicação das regras da mobilidade especial concedido aos professores do pré-escolar até ao ensino secundário seja extensível ao ensino superior.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Como de costume os professores ficam beneficiados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, julho 04, 2013

Jumento do Dia

  
Paulo Portas

Esta crise artificial que há muito veio sendo lançada cuidadosamente por Paulo Portas visava aquilo que há muito é óbvio, ficar com todo o poder na economia. Essa ambição é evidente em Paulo Portas desde o primeiro dia e agora que se aproxima o momento de prestar contas aos eleitores só resta a Paulo portas jogar todas as cartas na mesa a tempo de salvar o CDS da extinção.
 
Há muito que Portas cercava Passos Coelho e a escolha de Maria Luís Albuquerque não passou do argumento para Portas dar o golpe. O país ficou a saber do baixo nível do líder do CDS, alguém com ambições sem limite e sem quaisquer escrúpulos.

A ópera-bufa

A crise política em curso tem proporcionado ao país o espectáculo mais degradante da sua história, de Vítor Gaspar a Cavaco Silva, passando por Passos Coelho e Portas, temos assistido a sucessivas intervenções patéticas e dignas de gente menor. Pelo meio sabe-se que o marido da secretária de estado a ministra safou-se na EDP e o assunto nem sequer justificou um açoite na senhora.
  
Há pouco tempo Gaspar exibia o seu sucesso numa cerimónia de lançamento de um livro que ele tinha orgulhosamente prefaciado, algo que era o reconhecimento internacional dos extremistas da política económica na sua competência. Pouco tempo antes Gaspar escrevia artigos para o site do ministério das finanças alemão e ia a Bona receber os elogios pelos seus sucessos. De um dia para o outro demite-se e declara o falhanço total da sua política, uma mensagem que só podia ter um objectivo, destruir a economia portuguesa lançando o descrédito junto dos mercados, a sua carta não tinha Passos Coelho como destinatário, mas sim os mercados.
  
Paulo Portas fez mais uma das suas jogadas, confrontado com o falhanço da sua reforma do Estado e em pânico com situação saída da greve geral e da greve dos professores decidiu ser líder da oposição criando uma situação curiosa, demitiu-se sem romper a coligação. A demissão de Portas não passou de uma jogada suja, quando um líder de um partido de uma coligação se demite é para romper a coligação. Não foi o caso, Portas quer uma remodelação e na esperança da abertura europeia quer a pasta da economia para o CDS. Passos Coelho superou a última birra de Portas dando-lhe a liderança do mega despedimento no Estado, agora Portas foge das responsabilidades e quer a liderança de uma pasta mais simpática, quer tratar da salvação eleitoral do CDS.
  
Ao dar posse à ministra das Finanças Cavaco Silv montou uma encenação em Belém digna dos tempos em que o pessoal do PREC desbastou a garrafeira do Palácio de Belém. Se toda aquela gente que participou na cerimónia estivesse com os copos nem se notaria a diferença. Cavaco deu posse a uma ministra cuja escolha tinha levado à demissão de Portas, e tudo foi montado como se desconhecesse esse facto.
   

Por mais incrível que pareça o discurso patético de Passos Coelho fez todo o sentido e quando um discurso patético faz sentido é porque anda tudo grosso. É óbvio que Cavaco soube do pedido de demissão de Portas, é óbvio que Cavaco optou por ignorar o pedido de demissão, é óbvio eu o discurso de Passos Coelho foi combinado com Cavaco, é óbvio que Passos Coelho combinou com Cavaco a sua ida a Bona. Passos é hoje o líder de um governo de iniciativa presidencial, da mesma forma que Cavaco é um presidente de iniciativa governamental. O discurso de Passos poderia ter sido dito por Cavaco, bastariam pequenas alterações. Passos não passou de uma marioneta do verdadeiro pai da crise política que Portugal vive desde as eleições legislativas que Sócrates ganhou sem maioria absoluta. A crise começou nesse dia e o país só voltará à normalidade sem PSD no governo, sem Cavaco em Belém e sem a troika em Portugal.

Umas no cravo e outra na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Parque das Nações, Lisboa
    
 O Problema de Cavaco

O problema de Cavaco é que já há tratamento para a doença de Parkinson, mas ainda não há qualquer tratamento para quem sofre de Sócrates.

 A falta de autoridade moral do senhor Eu

O destino tem destas coisas e o mesmo Cavaco que começou a sua carreira fulgurante derrubando uma coligação governamental constituída para salvar o país, arrisca-se a ver a sua carreira acabar afundando-se nas areias movediças de uma crise da coligação que chegou ao poder com a sua preciosa ajuda. Mas o conflito entre Cavaco e o seu próprio destino não se fica por aqui, a maldade é bem maior, o governo do bloco central que ele derrubou tinha sido constituído na sequência de um acordo com o FMI e superou a bancarrota a que o país foi parar, muito por culpa de um ministro das Finanças que decidiu ser populista com um orçamento expansionista e uma revalorização do escudo. Como pode este presidente ter autoridade moral ou mesmo jeito para remendar coligações?
  
Mas a falta de autoridade moral de Cavaco Silva não é apenas histórica, ainda que agora se arrisque a tropeçar na memória que ele próprio tanto invoca quando diz “eu escrevi”, “eu disse”, “eu discursei”, “eu avisei”. Pois o senhor Eu também pode tropeçar no argumento eleitoral de que os seus conhecimentos de economia seriam uma preciosa ajuda para o país. Pois ainda estamos por o ver ajudar o país, a verdade é que não foi apenas o Gasparoika a falhar nas previsões, Cavaco Silva também prometeu crescimento e emprego para o final de 2012, voltou a fazê-lo para o final deste ano e ainda recentemente garantiu que acreditava no cumprimento das metas do défice. Como é que pode um Presidente ajudar um país com os seus conhecimentos económicos se as suas previsões ao nível da política económica são dignas do “Gaiola Aberta”? Um economista que não acerta numa previsão e que justifica os sucessos aparentes com a ajuda da Nossa Senhora de Fátima terá autoridade moral para pedir a um povo que confie na política económica do governo.
  
O que fez Cavaco para levar Passos Coelho a cumprir o acordo de concertação social, o tal acordo de que Cavaco tanto gaba o seu papel? O que fez Cavaco para impedir a humilhação sistemática do líder do CDS pela rapaziada de Passos Coelho? O que fez Cavaco Silva para impedir que o PS fosse ignorado em sucessivas revisões do memorando? Um presidente que fez questão que o acordo com a troika tivesse a chancela dão PSD e até “meteu” o amigo Catroga a conduzir as negociações, para depois ignorar o PS nas revisões do memorando não tem autoridade moral para falar em consensos políticos.
  
O país precisa de um presidente de todos os portugueses, um presidente que pense em termos de nação e não um presidente que não passa de um senhor Eu, alguém que parece estar mais preocupado com o seu T1 na história do que com Portugal. Cavaco Silva não tinha competência para o cargo, agora já não tem qualquer autoridade moral.
 
 Pobre Gasparoika

Parece que o nosso Gasparoika não se limitou a testar os mercados e foi ele próprio testar um supermercado da capital, ao que parece pagou um juro alto ouvindo  impropérios e apanhando com alguns perdigotos atirados por alguns concidadãos que não fazem parte do melhor povo do mundo. É preciso lata para que alguém que destruiu a vida de toda a gente para testar um estudo aldrabado de dois senhores de Harvard esperasse ser tratado no supermercado como se clientes fossem os habituais graxistas com que se cruzava nos corredores do ministério das Finanças.

O curioso é que o corajoso ministro das Finanças parece ter ficado com um problema de incontinência urinária e mal chegou a casa telefonou a Passos Coelho a pedir-lhe que o deixasse fugir enquanto era tempo.

Pobre Gasparoika, esperava ficar famoso e acaba por sair pela porta traseira e perseguido por perdigotos populares.

 Centro de Emprego do Marquês de Pombal
 
Parece que os familiares e amigos dos membros do governo têm emprego garantido e bem remunerado, basta ir ao centro de emprego do Marquês de Pombal, ali o professor catedrático a tempo parcial 0% emprega toda a gente do PSD, até os maridos falhados despedidos pela Loja Mozart.
 
 Grande Montenegro
 
Então não é que o rapazola apela ao PS no parlamento para que tenha sentido de Estado?
 
 Ressuscitou
  
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 O que pretende Paulo Portas

Paulo Porta é mesmo contra a nomeação da Luísinha ou pretendia pressionar uma remodelação que lhe permitisse ficar com a pasta da Economia? Este gente põe o país em risco só por questões de ambição pessoal?

 Pagar com língua de palmo

Passos Coelho vai pagar com língua de palmo tudo o que tem feito a Paulo Portas.

 Dúvida

Estão adiando a queda dos incompetentes a pensar no país ou apenas por receio das eleições. Passos e Portas fogem para a frente não olhando às consequências dos seus actos e da sua incompetência.




 O fadário português
   
«Vítor Gaspar foi embora compulsivamente. Era preciso ter um espírito coriáceo incomum para aguentar o que aguentou. Um cerco infernal de insultos, execrações, vitupérios rodeou uma actuação cuja doutrina em que se escorava era tão absurda como apavorante: tínhamos de rastejar na miséria, no empobrecimento e na dor, para renascer, como a Fénix, na felicidade e na fortuna. Não digam que o não disseram: Passos Coelho alertou-nos, com a convicção de um fanático e a obstinação de um anacoreta.
  
A história destes dois anos é um fadário. A intrusão de modelos estrangeiros suscita, inicialmente, rejeição e repulsa, mas, progressivamente, acabam por ser admitidos com resignação. Pensavam eles. O tiro saiu pela culatra. Nunca Portugal se tinha levantado em massa como o fez. No armorial das nossas indignações aprendemos a conhecer o poder de que dispúnhamos.
  
Mas há o inevitável cansaço, insidioso, viscoso e denso. Passámos demasiado tempo num tempo semelhante. Foi ontem, foi muito longe. A memória faz emergir coisas excessivamente dolorosas. É preciso não esquecer que morreu muita gente, punida pela razão singela de querer ser livre. Um dos mais belos livros que fala dos dias claros, Alvorada em Abril, do Otelo, ilumina, ainda hoje, muitos de nós, para essa construção justa, de coragens insólitas e exaltações grandiosas. O festim foi curto. "Qual é a tua, ó meu/ Andares a dizer/ Quem manda aqui sou eu..." Rematou a marcha de José Mário Branco, melancólica por já não podermos pertencer e defender a cultura do interdito. A sociedade fora chamada pelas classes dominantes, acordadas do susto e recompostas para julgar e castigar o nosso modesto grito de subversão. Desde aí, sobrenadamos nesta impossibilidade trágica de ser felizes. Pedro Passos Coelho resulta de um desenraizar dos ensinamentos e dos padrões com os quais vivemos. Não sabe, nunca soube, por impreparação e alarmante incultura, que abria a caixa de Pandora. Vítor Gaspar representou-se-lhe como uma espécie de guru, ainda não totalmente riscado da nossa tragédia. Extirpar o desígnio maléfico do programa imposto vai levar décadas. A pouca atenção dada aos excluídos e a indiferença moral que nos foi inculcada não é um plano recente: nasceu há muitos anos e foi cuidadosamente apensa a uma ideologia. 
  
Gaspar, tão elogiosamente referido pelo fatal Catroga e pelo inexcedível Beleza, deixou sementes do ódio. A senhora que o substituiu não poderá proceder à reforma deste pensamento e muito menos à inversão da sua acção, pela impossibilidade que a dinâmica dos factos impõe. Trocar alguém ou um governo por outro alguém não é factor tributário de "mudança". Talvez melhore, mas não resolve. Está por fazer a narrativa do que nos tem sido ocultado, e a releitura crítica destes dois últimos anos de vassalagem de um Governo a outro. Gaspar foi embora ou não?» [DN]
   
Autor:

Baptista-Bastos.
   
   
 CDS em estado de choque
   
«Um dia depois de o ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ter pedido a demissão do Governo, surgem reacções, talvez, inesperadas, de alguns responsáveis do CDS, partido que lidera.

Sondados pelo semanário Expresso, os companheiros de partido de Portas sentem-se “traídos”, “desiludidos”, perplexos”, “destroçados”, “em estado de choque” com a decisão que o presidente do CDS tomou, sem os consultar, apanhando a todos de surpresa.

 "O Paulo tem de explicar o que fez e por que fez", assinala um responsável centrista àquele jornal, enquanto um outro membro da comissão executiva, que por sinal reúne hoje, faz sobressair que se Portas tivesse ouvido a sua direcção, "teria sido travado de certeza, como foi noutras ocasiões".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Isto de sair do poder tem os seus custos, o problema é que o CDS é Paulo Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Era de esperar
   
«Segundo o jornal i, há 15 dias, quando Gaspar e a mulher decidiram ir às compras, sem segurança pessoal e sem qualquer elemento da PSP, viveram momentos humilhantes.

Isto porque, embora de início os clientes apenas se tenham ficado pelos olhares, quando o casal foi pagar as compras, foi atacado com comentários e insultos ao ministro que detinha a pasta das Finanças.

Alguns dos clientes foram, inclusive, mais longe e cuspiram em direcção ao casal, tentando ainda, agredi-lo. Os seguranças do supermercado, que ficaram em alerta devido ao alvoroço, foram a salvaguarda de Gaspar e da mulher, evitando que a situação se tornasse mais grave, adianta o i.» [i]
   
Parecer:

Não se faz o que Gaspar fez  e depois vai-se ao supermercado como se nada tivesse sucedido. Dificilmente Gaspar e família conseguirão viver tranquilamente num país quase destruído pela incompetência do ez-ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Gaspar a fazer o que muitos portugueses foram obrigados a fazer, que emigre.»
   
 Chamar palhaço não ofende a honra de Cavaco
   
« O escritor Miguel Sousa Tavares poderia ter escolhido outra forma de julgar politicamente o Presidente da República, Cavaco Silva, mas o facto de ter utilizado a expressão "palhaço" não quer dizer que tenha cometido um crime de ofensa à honra do Chefe de Estado. Esta é, em síntese, a posição da procuradora Teresa Lima do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), que arquivou o processo contra o escritor.
  
No despacho de arquivamento, a que o DN teve acesso, a magistrada recorreu a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) para fundamentar a decisão de arquivamento: "O TEDH te, reiteradamente, postulado que a liberdade de expressão é válida não apenas para juízos de valor favoráveis, inofensivos ou indiferentes, mas também para os que ferem, chocam ou incomodam. Estas são as exigências do pluralismo, da tolerância e do espírito de abertura, sem os quais não há sociedade democrática". Mais: "No contexto do debate político, as figuras públicas devem saber tolerar as palavras contundentes e crítica mordaz". O limite, segundo a procuradora Isabel Lima, é a dignidade humana e vida privada dos visados.» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes ainda vai ser um elogio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Este precipitou-se
   
«O secretário de Estado da Aministração Interna, Filipe Lobo d'Ávila, membro do CDS-PP, afirmou hoje que não vai apresentar a demissão, após a "decisão irrevogável" do líder democrata-cristão, Paulo Portas, de sair do Governo.

"Se a apresentasse, não teria estado aqui presente neste debate", limitou-se a dizer o responsável governamental, questionado pelos jornalistas, à margem de um debate parlamentar sobre regulamentação dos 'grafitis', depois de ter estado na reunião da comissão executiva dos democratas-cristãos.» [i]
   
Parecer:
 
Parece que traiu o seu partido antes de tempo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Passos faz chantagem
   
«Esta posição foi assumida por Pedro Passos Coelho em Berlim, durante uma conferência de imprensa sobre as conclusões da conferência europeia sobre emprego, na qual também esteve presente o ministro da Economia, Alvaro Santos Pereira.

Identificando os cenários que neste momento se colocam ao país, o primeiro-ministro defendeu então que os portugueses "estão muito mais assustados e apreensivos com a possibilidade de terem eleições, sem saberem o que poderá resultar disso, não sabendo sequer se poderão dispor de apoio externo como têm tido até hoje".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Este rapazola não tem condições para o cargo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Derrube-se o incompetente.»

quarta-feira, julho 03, 2013

Jumento do Dia

  
Luisinha Tóxica e marido

É preciso ter muita lata para no meio do desemprego brutal e quando se faz parte da equipa que transformou a mobilidade numa requalificação inspirada na sala de banhos de Auschwitz, empregar o marido  na EDP, uma empresa que o próprio governo vendeu, pondo o professor catedrático a tempo parcial 0% a servir de serviço de emprego.
 
Se outa prova não existisse de que estamos perante puro oportunismo foi o rapaz ter pedido a demissão horas depois da notícia, sem sequer esboçar uma tentativa de explicação e perante o silêncio da EDP. Se a relação contratual tivesse ponta por onde se pegar não se justificava este gesto apressado e atabalhoado, um gesto que torna evidente que o homem fugiu do pote logo que foi notícia. Se não havia motivos para impedir a Luisinha de chegar a ministra, agora já haveriam razões de sobra para a demitir, só que com o governo em queda livre o melhor é deixá-la cair com os outros pois a senhora foi um swap que lhe deu.

«"António Albuquerque pediu hoje a antecipação do final do contrato a prazo que tinha estabelecido com a EDP", disse fonte oficial da empresa.

A Visão noticiou hoje que António Albuquerque, ex-jornalista do Diário Económico e marido da nova ministra das Finanças, fora contratado pela EDP para prestar serviços de consultoria nos projetos fora de Portugal.

Em declarações à Lusa, António Albuquerque declarou que se demitiu para "não por em causa" quer o nome de Maria Luís Albuquerque quer o da EDP.» [Notícias ao Minuto]