sábado, julho 27, 2013

    
Marques Mendes

Marques Mendes comenta política, Marques Mendes aconselha o Chefe de Estado, Marques Mendes dá conselhos televisivos a Passos Coelho, Marques Mendes divulga a maior parte dos projectos do governo, Marques Mendes serve de porta-voz oficioso, Marques Mendes desdobra-se em apoios a candidaturas autárquicas. mas diz que não vai regressar à política. Querem ver que a dita sou eu?

«Numa altura em que não tem poupado críticas a Passos Coelho e ao Governo nos seus habituais comentários televisivos na SIC, o antigo ministro e ex-líder do PSD Marques Mendes garantiu, nesta sexta-feira, no final de um jantar de apoio aos candidatos autárquicos do partido no concelho de Lagoa, realizado numa unidade hoteleira da localidade do Carvoeiro, que não está "nem de longe nem de perto de regresso à vida política".» [DN]

O click do crescimento

 photo click_zps4ee01f35.png

Agora que anda tanta gente a dizer que vem aí a fase do crescimento será bom recordar que é ao Gaspar que se deve o anúncio desta estação primaveril tantas vezes anunciada. Atrapalhado com os sucessivos erros de previsão e com a economia em colapso o ex-ministro anunciou a fase do crescimento ao mesmo tempo que preparava a duplicação da dose da austeridade.
 
Desde então o governo não se cansa de anunciar a mudança para a estação do crescimento, chegou mesmo a divulgar um vasto programa e o malogrado sôr Álvaro inventou mesmo a tese da reindustrialização da Europa, chegou mesmo a envolver um condescendente e paciente governo francês nesta palermice digna de uns bitaites de um intervalo entre a bica e o bagaço.
 
Ao que parece as economias entram em recessão por decisão governamental como se fosse uma dieta para combater uma troika formada pelo colesterol, diabetes e hipertensão e quando estão magrinhas e elegantes o governo decide que está na hora de voltar a crescer, mas desta vez em vez de crescer à base de celulite despesista, deverá fazê-lo com músculo, um crescimento saud´vel a que designam sustentado, deve ser por ser sustentado por tanta miséria...
 
Parece que estamos naquela fase em que podemos voltar a ganhar volume, ainda que a dieta continue a ser rigorosa, tão rigorosa que vamos ficar com pele e osso. Mas mesmo assim a direita anima a vítima prometendo-lhe a fartura. Este governo lembra-me a anedota do amigo que na hora do jantar metia um filho ao colo e ia-lhe falando as melhores iguarias até que, deliciado com tanta fartura, o puto acabava por adormecer. Cada vez que um adormecia gritava para a mulher “ó Maria, traz outro que este já jantou!”.

Estes senhores querem convencer-nos que depois de terem destruído uma boa parte do tecido económico, depois de terem falado mal de Portugal e dos Portugueses em todo o mundo, depois de terem atirado o país para uma profunda crise social, depois de terem promovido a fuga de capitais, os consumidores desatam a consumir r os investidores fazem fila nas fronteiras. Para isso basta nomear para a Economia um rapaz simpático com o MB e promover o Porta a primeiro-ministro em exercício.
 
Estes palermas estão esquecidos do tempo em que Durão Barroso aumentava o défice de forma exponencial prometia linhas de TGV em barda, divulgava mega orçamentos para a investigação em reuniões extraordinárias realizadas em Óbidos e todos os dias via sinais de retoma. Tudo servia de sinal de retoma, desde as cotações da bolsa às previsões meteorológicas. A direita portuguesa sempre teve um grande jeito para promover o desenvolvimento económico.
 
Cavaco gastou milhões e deixou a economia em recessão, Durão deixou um défice digno de uma república das bananas e fugiu de Portugal com o país em recessão. Vai ser o grandioso Passos Coelho que sabe tanto de economia como eu de lagares de azeite que sem investir um tostão, com os bancos à rasca, os investidores e os consumidores assustados e com mais um programa de austeridade brutal vai conseguir o crescimento.
Esta tese de que se decide o crescimento económico com um click só pode ser gozo, estão gozando com Portugal e com os portugueses.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Tempo de praia
  photo Cabeccedilo_zpsdde227a3.jpg
  
Praia do Cabeço, Castro Marim
   
Até meados de Agosto vou andar por ali, pelo que a publicação neste blogue vai apresentar sintomas de arritmia, nada que não seja mais difícil de superar do que as toxina da Maria Luís.
    
 A encenação

Ou o pessoal do governo se enfrascou ante da posse dos remodeladores e estavam todos bêbados ou o país asssitiu a uma encenação colectiva de felicidade, até o Paulo Portas que parecia que andava com os ditos apertados apareceu todo sorridente e apaixonado pela personagem do Rui Machete.

Quem não conhecesse essa gente até ficaria a pensar o PSD tinha acabado de ganhar as eleições, que a ministra das Finanças nunca tinha sido toxicodependente financeira e que o Paulo Portas tinha voltado a aderir ao PSD e pedido perdão a Cavaco por tudo o que disse dele no Independente.

 O cumprimento
 
Ninguém reparou, mas na cerimónia e posse não havia apenas um homem do BPN, na verdade houve mesmo um simpático abraço entre um ex-reponsável da SLN e um ex- administrador do Banco Efisa. Aliás, o segundo até já deu uma entrevista onde elogia a escolha do primeiro.

Adivinha: qual foi o ex-administrador do Banco Efisa que esteve presente na cerimónia? Uma pista: procurem no Google por "elogia escolha de Rui Machete".
 
 O governo que era zipado

Ao ritmo a que este governo cresce a próxima reunião informal do Conselho de Ministro terá de se realizar nas bancadas do Estádio Nacional.
 
 O Pinóquio já não precisa de morrer infeliz, tem a sua Pinóquia
 
 photo Pinoquia_zps7358e7e9.jpg

      
 A dissimulação
   
«Paulo Portas decidiu-se: escolheu dissimular. Assim sendo, o anunciado “segundo ciclo” de governação da direita será, assumidamente, o ciclo da dissimulação. E o espectáculo já começou.

No mesmo comunicado em que, por razões de alegada "consciência", anunciou a sua famosa demissão "irrevogável", Paulo Portas antecipou, com impressionante franqueza, o que significaria continuar no Governo. Explicou ele, preto no branco: "ficar no Governo seria um acto de dissimulação". É sabido que depois, pensando melhor entre a demissão e a dissimulação, Portas decidiu-se: escolheu dissimular. Assim sendo, o anunciado "segundo ciclo" de governação da direita será, assumidamente, o ciclo da dissimulação. E o espectáculo já começou.

Como explica o Dicionário da Porto Editora, "dissimulação" é o "acto ou efeito de dissimular; fingimento, disfarce; ocultação". E "dissimular" é "fingir" ou "fazer parecer diferente". A propaganda ostensiva dos últimos dias prova que o desafio assumido por este Governo remodelado é esse mesmo: fazer parecer que é o que não é.

O primeiro fingimento, demasiado grosseiro para passar despercebido, consiste na tentativa de fazer passar este Governo remodelado por um "novo Governo". A intenção é óbvia: fugir às responsabilidades pelos resultados desastrosos dos últimos dois anos - como se estes devessem ser facturados não ao Governo de Passos Coelho e Paulo Portas mas a essa outra entidade, entretanto desaparecida: o "Governo do primeiro ciclo". Mas não há disfarce que resista: 

o Governo que Gaspar reconheceu falhado e desacreditado, e que o País viu dividido e desautorizado, é este mesmo Governo que Passos Coelho e Portas conduziram até aqui, com 127% de dívida pública, 10,6% de défice, 4% de recessão e quase 18% de desemprego. Nenhuma renovação de caras, nenhuma revisão orgânica, nenhuma redistribuição de poder poderá apagar estes dois anos de falhanço, desastre económico e tragédia social. 

O segundo fingimento não é menor do que o primeiro e diz respeito à própria ideia de um "novo ciclo". É aí que Paulo Portas terá de jogar o melhor das suas habilidades na arte da dissimulação para cumprir uma estratégia de absoluta duplicidade: garantir continuidade à ‘troika' ao mesmo tempo que se promete mudança aos portugueses. É certo, a escolha do discurso e dos protagonistas pode ajudar. Mas não é tudo. Há-de chegar o momento da verdade, sem lugar para mais fingimentos nem disfarces: o Orçamento para 2014 e o corte de 4.700 milhões de euros. O novo ciclo confirmar-se-á, então, como um segundo ciclo de austeridade, com mais cortes nas pensões e nos salários. Com mais despedimentos na função pública e com mais desemprego. Nesse dia, cairá a máscara.

Ao fim de dois anos de reconhecido falhanço e três semanas de crise política, o Governo, a mando do Presidente da República, propõe-se perguntar ao Parlamento se é digno de confiança. Mas, verdadeiramente, não é sobre isso que o Parlamento lhe vai responder. O que vai ser votado é o juramento de fidelidade do CDS a um Governo que queimou, uma a uma, todas as bandeiras políticas que fizeram a identidade do CDS - dos contribuintes, aos pensionistas. E que, com maior ou menor dissimulação, vai continuar a fazê-lo. Ficaremos então a saber o que já se suspeitava: a identidade do CDS é revogável.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
   
 Governo usa fraldas para incontinentes
   
«“Dois ou três chumbos inviabilizarão as metas e não temos alternativa”, afirmou ao Sol fonte governamental.

O semanário noticia hoje que o “Governo está assustado” e que o maior medo do Executivo nesta altura, depois da acalmia provocada pela comunicação do Presidente da República, que pediu um Governo até ao final da legislatura, deve-se à atitude do Tribunal Constitucional face às novas medidas de contenção na despesa.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pois, o voto do PS dava muito jeito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Afinal havia outro...
   
«Cavaco Silva não enviou apenas um observador para as recentes negociações tripartidárias mas também uma carta detalhada aos três partidos – PSD, CDS-PP e PS – que serviu de guião, noticia hoje o jornal Sol, que adianta que o intuito era abrir caminho à renegociação com a troika.

A carta tinha o carimbo de “confidencial e pessoal” e foi enviada logo na sexta-feira, dia 12, dois dias depois do discurso de Cavaco Silva ao País. O objectivo foi assegurar que não restavam dúvidas sobre o que o Presidente pretendia em torno do “compromisso de salvação nacional” e transmitir que o objectivo central de Cavaco era um acordo concreto que pudesse abrir caminho a um pedido conjunto para rever o memorando de entendimento com a troika, ou seja, não bastava chegar a um documento vago.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Afinal, quem fez pressões sobre Seguro, alguém do seu partido ou alguém do PSD que tem gabinete em Belém?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

sexta-feira, julho 26, 2013

Jumento do Dia

    
Adão Silva

Este Adão parece ser tão ingénuo como o da Bíblia, acha que uma técnica do Estado pode andar a pedri informações às empresas para depois o líder do seu partido escrever à troika insinuando que há esqueletos no armário. Por este andar ainda nos vai tentar convencer que a ministra é tão virgem na política como a virgem Maria era virgem no pipi!

«"Estes emails são um trabalho perfeitamente normal por parte de alguém que era responsável do IGCP e lamentamos que o Partido Socialista evidencie um estado de desespero que não olha a meios para tentar imolar a pessoa política que é a atual ministra das Finanças", disse aos jornalistas o deputado do PSD Adão Silva, à margem da comissão de inquérito aos 'swap' problemáticos contratados por empresas públicas.
  
Segundo Adão Silva, o importante nesta comissão de inquérito é perceber "quem contratou 'swap', porque se deixaram contratar 'swap' deste valor, que soluções foram ou não encontradas". No entanto, disse, o PS já não está centrado no que é importante apurar.» [DN]

Finalmente os esqueletos saíram do armário?

 photo esqueletos_zps9b109e95.jpg

Quando o governo de José Sócrates negociava com a troika Pedro Passos Coelho fazia uma exigência  a troco do seu apoio: uma exigência: «"suscitar ao Governo todos os dados sobre a situação de partida", que crê ser "pior" do que aquela que o Governo disse aquando do PEC4. Passos disse mesmo que "não podem haver esqueletos no armário" e que só uma análise completa do estado das contas públicas permitirá negociar tudo com Bruxelas e o FMI.» [DN].
 
Catroga até parecia saber de que esqueletos falava Passos Coelho como se percebe na segunda carta que escreveu a Pedro Silva Pereira:
    
«O ex-ministro das Finanças considera, por isso, fundamental que sejam determinadas as necessidades de financiamento de todas as entidades do sector público administrativo alargado (administração central, autarquias e regiões, segurança social, empresas públicas, empresas municipais e regionais e parcerias público-privadas e concessões). Eduardo Catroga lembra que foi essa a metodologia utilizada no programa do FMI em 1983.  » [Expresso]
 
Graças a um ex-juiz do Tribunal de Contas que se desdobrava em entrevistas as PPP tornaram-se numa moda e nunca mais se falou do assunto, as PPP serviram para alimentar o jogo sujo contra o anterior governo e nunca mais se falou dos famosos esqueletos, os dados que a futura ministra tinha recolhido sobre os swap que ela tão bem conhecia ficaram dentro do armário. As PP serviram para iludir o assunto.
 
Eis que passados quase dois anos alguém abriu a porta do armário e de lá saíram muitas dezenas de esqueletos, mais de cem negócios com swaps que estavam a correr mal. Porque razão o PSD que sabia da existência de esqueletos ficou em silêncio em dois anos para acabar a agora ministra das Finanças por reagir de forma desastrada, mentindo com todos os seus dentinhos em pleno parlamento?
 
Pelo número de negociantes de swaps nas empresas públicas que chegou a membro do governo, o que denuncia a existência de um grupo de grande intimidade com Passos Coelho, é óbvio que quando o PSD falava de esqueletos sabia muito bem do que falava. Quando as coisas correram mal correram com dois secretários de Estado pela calada da noite e sem grandes explicações.
 
Entretanto a secretária de Estado já tinha beneficiado de tempo suficiente para branquear os seus negócios com swaps. Convencidos de que só o grupo de amigos do PSD que se tinham envolvido em negócios duvidosos conhecia a extensão de toda a realidade a agora ministra não hesitou em mentir no parlamento, tentando endossar todas as responsabilidades para o PS. No fim de todo isto os responsáveis pelos negócios passaram a acusadores,
 

Estamos perante uma manobra suja de gente ambiciosa, gente que ganhou prémios de gestão graças à ilusão de lucros no curto prazo e que pensavam que indo para o governo podiam encerrar o circuito, eliminando o rasto dos seus negócios. Só que tudo correu mal e agora começa a perceber-se quais eram os esqueletos que estavam escondidos no armário, quem os escondeu, quem disse a Passos Coelho onde estavam escondidos e que agora tentaram dizer que pertenciam ao PS e desconheciam a sua existência.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 photo Alfama_zps3bb4d517.jpg
  
Alfama, Lisboa

 Machete dá machadada na diplomacia
 
Cá dentro os critérios de avaliação do carácter dos políticos até pode ser muito permissivo, mas no estrangeiro não é bem assim. É por isso que Rui Machete nunca poderia ser ministro dos Negócios Estrangeiros, de tudo menos disso.
 
 Estar à rasca
 
É dizer num dia que se respeita o parlamento e serálá que se prestarão todos os esclarecimentos que provarão que a mentira é verdade, acrescentando ainda que como a agenda está muito preenchida e os deputados vão a banhos o assunto será esquecido durante um mês, para no dia seguinte ir dar uma entrevista na SIC como se tivesse dado entrada no banco de urgências do Hospital de Santa Maria.
   
Esta senhora sabia de mais e demasiado para tentar dar um golpe baixo no governo anterior.

 O Passos na Manta Rota

As minhas praias ainda vão ficar conhecidas pela costa dos cadáveres.
 
 O académico maduro veio em defesa da verde Maria Luís

Os esto ficou-lhe bem, vir em defesa da dama num autêntico duelo com a comunicação social quase lhe deu mais dez centímetros, mas tem alguns inconvenientes. O primeiro representa a admissão da mentira pois a forma como argumentou faz parecer que somos todos burros e não percebemos que quem está fazendo o que quer que seja tem direito a mentir ao país. Um segundo inconveniente que é o facto de dar a entender que a ministra é totó e não se sabe defender.
 
 O verdadeiro drama não ocorre no momento do despedimento
 
O grande drama social provocado pelo desemprego não ocorre no momento do despedimento, para muitos desempregados que acumulam o subsídios de desemprego com o biscate ou com o emprego à margem das normas laborais até há uma  ilusão de fartura, muitos portugueses ganham mais desempregados do que estando empregados e cumprindo com todas as obrigações contributivas.

O problema social agrava-se à medida que o tempo passa e na ausência de criação de emprego cada vez mais desempregados perdem o direito ao subsídio de desemprego. Ao fim de dois anos de políticas extremistas a economia está de rastos e ao problema do desemprego junta-se o problema dos que perderam o subsídio de desemprego e a esperança de voltarem a ter emprego.

Portugal está criando uma nova classe de pobres, gente que sempre viveu do trabalho e agora é rejeitada pelo mercado de trabalho, depois do desemprego jovem o país herdará um grave problema com o desemprego de longa duração, agora com menos medidas de apoio social. Perante este cenário o governo limita-se a preparar um mega despedimento de funcionários públicos, gente que devido a uma qualificação muitas vezes altamente especializada dificilmente encontrará saídas no mercado de trabalho.

Em termos sociais parece que os extremistas que nos governam brincam atirando gasolina para a fogueira. Pode ser que saiam chamuscados e o Portas escreva mais uma das suas cartas a teorizar sobre a ir«reversibilidade, o oportunismo rasca e a falta de ética em política.

 A mentira

Ainda mais grave do que ter mentido é o facto de com a mentira a agora ministra das Finanças ter tentado manchar a dignidade de terceiros. A ministra pensou que podia transferir culpas para terceiros recorrendo a uma mentira.

Só resta à ministra ter um pouco daquilo que até não mostrou ter, dignidade, isso significa demitir-se.

 Proposta

Que o dia 5 de Outubro volte a ser feriado para lembrar Álvaro dos Santos Pereira, aquele tipo com ar apalermado que passou por cá, podia ser o dia nacional do sôr Álvaro.


      
 O campeão era gay
   
«Morreu anteontem Emile Griffith, o boxeur. Eu tinha uma vaga lembrança, e antiga. Recorro ao New York Times para aclarar o morto. Exato, esse Griffith!, reconheci-o às primeiras linhas. Matou o adversário num combate para campeão mundial dos meios médios. Agora até posso ver o combate, há vídeo. Num sábado de 1962, o ringue do velho Madison Square Garden, em Nova Iorque, com transmissão televisiva. À esquerda, calções brancos, o campeão Kid Paret, cubano; à direita, calções negros, Griffith, o pretendente americano. Era o terceiro combate entre eles, em sucessivos trocas do cetro mundial. Agora, até ao 12.º round, a mesma partilha de poderio. Mas, eis que Griffith encosta o outro às cordas de um canto. Quem sou para contar, quando Norman Mailer estava, claro, na primeira fila? "O punho direito bate como um bastão de basebol demolindo uma abóbora." O vídeo confirma e permite o horror doentio da repetição... O árbitro agarra e afasta Griffith e Kid Paret desliza para o tapete - irá morrer dez dias depois no hospital. Durante algum tempo, a América discute o boxe e depois esquece. Griffith vai partir para outro combate... que afinal já começara. Antes de subirem ao ringue, Kid Paret lançara-lhe, desdenhoso: "Maricón!" Há muito que se dizia que Griffith era gay, e era. Numa biografia publicada em 2008, o velho boxeur resumiu os dois combates da sua vida."Matei um homem e fui desculpado, amei um homem e nunca me perdoaram."» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Entra BPN sai BPN
   
«O secretário de Estado Franquelim Alves está de saída do Governo, avança a edição online do Expresso. O ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) integrava a equipa do Executivo há menos de seis meses. Também Sérgio Monteiro poderá não estar nos planos da equipa do novo ministro da Economia, António Pires de Lima.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Até se fica com a impressão de que este governo se apoia numa coligação a três, uma coligação formada pelo PSD, pelo CDS e pelo BPN.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Rui Machete ganhava 1250€ por reunião
   
«Primeiro em dinheiro e mais tarde em cheque. Cada reunião no BPN ‘rendia’ 1.250 euros a Rui Machete, o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros, que recebia aquele montante enquanto presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, dona do banco.

De acordo com o DN, como o próprio Machete chegou a admitir em declarações na comissão parlamentar de inquérito ao BPN, durante alguns anos este montante era pago em dinheiro e só depois passou a ser entregue em cheque. 

O jornal recorda que, na 31ª reunião da comissão parlamentar de inquérito, a 2 de Abril de 2009, Rui Machete falou do sistema de pagamentos para os membros do Conselho Superior da SLN. “Penso que houve uma altura em que o banco abriu umas contas e, depois, passou a pagar em cheque, visto que algumas pessoas, como era o meu caso, não queriam ter contas no banco”, disse naquela data o actual ministro dos Negócios Estrangeiros.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Isto é com o as putas, há as muito caras e há as mais baratas. O divertido foi o cuidado do senhor que era um alto responsável do banco dizer depois que não queria ter lá conta, até parece que está dizendo que não queria ter conta num banco menos reputável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
  E não os convidou para uma sardinhada na Coelha?
   
«O Presidente da República enviou uma mensagem para a casa real britânica a título pessoal felicitando William e Kate pelo nascimento do primogénito.» [DN]
   
Parecer:
 
Parece que a nossa família real é intima de todas a cabeças coroadas da Europa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se da parolice dos Silva.»
   
 A senhora que não mente
   
«Nos emails trocados entre o ex-diretor-geral do Tesouro e Maria Luís Albuquerque, a que a Agência Lusa teve acesso, no verão de 2011 é feito em primeiro lugar um ponto de situação sobre o valor a preço de mercado dos contratos 'swap' nas principais empresas (Metro de Lisboa, Metro do Porto, CP e Refer).

A troca de emails a que a Lusa teve acesso diz respeito aos dias 29 de junho, 18 de julho, 26 de julho e 01 de agosto.

No primeiro destes emails enviado por Pedro Felício à então secretária de Estado do Tesouro e Finanças, que tem data de 29 de junho de 2011, é incluindo um "ponto de situação dos MtM [Mark-to-market, valor de mercado] dos derivados e instrumentos financeiros nas principais empresas do SEE [Setor Empresarial do Estado]", afirmando ainda que esta informação está em atualização no âmbito do programa da 'troika', mas que o grosso dos valores está nestas quatro empresas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
É mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se uma esferográfica e uma folha A4 à senhora.»
   
 Ainda mais burro do que o nosso?
   
«Segundo o jornal El Pais, pós alguns parágrafos em que o chefe do executivo se mostra “consternado pela notícia do descarrilamento do comboio Alvia nas proximidades de Santiago de Compostela” e envia as “mais sentidas condolências às famílias das pessoas que perderam a vida, a mensagem passa a referir-se, de repente, ao terramoto que provocou a morte de quase uma centena de pessoas.

“Quero transmitir os meus mais sentidos pêsames pela perda de vidas humanas e avultados prejuízos materiais causados pelo terramoto que teve lugar esta madrugada em Gansu. Desejo, em particular, transmitir as mais sinceras condolências aos familiares dos falecidos”, conclui a mensagem de condolências de Rajoy.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
É difícil.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

quinta-feira, julho 25, 2013

Jumento do Dia

    
Paulo Portas

Este Paulinho gosta muito de escrever cartas, mas esta de encomendar o crescimento roça o ridículo.

«Poucas horas depois de ter tomado posse como vice-primeiro-ministro, Paulo Portas fez chegar às empresas exportadoras uma carta para mostrar o seu empenho na promoção da actividade económica, dando também conta de que manterá sob a sua alçada a diplomacia económica. 

Na missiva, com data de 23 de Julho (terça-feira), mas que só chegou ontem à tarde às empresas, Portas recorda que enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros dedicou "parte substancial" da sua agenda "à diplomacia económica e à promoção das empresas portuguesas nos mercados externos". Lembra que 2011 e 2012 foram anos marcados pelo crescimento das vendas lá fora, o que confirma a "vitalidade das nossas empresas exportadoras", frisando o mérito das empresas para estes resultados. 

Agora, Portugal precisa "acelerar um ciclo de crescimento económico, à geração de riqueza e criação de emprego", diz o novo vice-primeiro-ministro. » [DE]

Ponham a bolinha vermelha!

A vida política portuguesa está a chegar a um nível tal que é mais recomendável levar um filho a passear a uma ao bairro da lanterna vermelha de Amesterdão do que permitir que assistam diariamente aos nossos telejornais. Com a podridão moral a que se assiste diariamente um jovem que seja influenciado por aquilo que vê na nossa vida política core um sério risco de quando lhe perguntarem o que quer ser quando for grande responder que quer ser bandido.
 
Veja-se o exemplo dessa personagem que se dá pelo nome de Rui Machete, um dos príncipes do cavaquismo que agora desempenha as funções de olheiro presidencial no governo de Portas que para inglês ver é liderado por Passos Coelho. O homem ganhou um bom dinheiro com a SLN/BPN e quando questionado sobre esta passagem que de tão vergonhosa até a eliminou currículo, acusa todos os outros de podridão! O quê, podres são os honestos que ousam questionar o comportamento de quem participa em negócios duvidosos e até foi alvo de comentários pouco dignos da parte da embaixada dos EUA?
 
Outro bom exemplo é o da ministra das Finanças e não me refiro à facilidade com que o maridinho encontrou um contrato com a EDP. Perante as dificuldades sacudiu a culpa para o antecessor, apanhada a mentir culpou o seu ministro deixando no ar que a informação não lhe chegou, confrontada com a resposta do ministro desculpa-se com a directora-geral que a ajudou e no passado foi sua chefe. É este o padrão de honestidade que nos dá o governo?
 
Mas esta ligeireza moral vai mais longe, veja-se o que tem feito Cavaco Silva. Paulo Portas tenta fugir do desastre para tentar salvar o partido mas um Passos Coelho quase a afogar-se deu-lhe tudo, incluindo uma praia na Messejana, para poder continuar agarrado ao poder. O que fez o nosso ilustre presidente? Inventou uma manobra para ocultar as responsabilidades do seu governo, usou o nome de Portugal e as dificuldades dos portugueses para falar em salvação nacional, tudo para acabar dando posse a uma remodelação e deixando no ar a culpa do PS por não lhe ter feito o frete. A manobra deu resultado, mas de um presidente espera-se e exige-se que passe valores mais nobres, começando pelo da honestidade individual!
 
A vida política e, em particular, algumas personagens do governo e da Presidência da República estão dando ao país uma imagem de falta de valores, de falta de princípios, de falta de nobreza. Pior ainda, passam a ideia de que em sociedade, nas relações profissionais, nas relações familiares, nas relações entre amigos a sacanice é a norma e o sacana bem sucedido deve ser tratado como se fosse jet set.
 

Por este andar ainda vamos ver as pulseiras usadas em prisões domiciliárias a serem produzidas pelas melhores marcas, talvez a Montblanc descubra o mercado e um dia destes os amigos do BPN ou os acusados de matarem velhinhas exibem o seu sucesso usando pulseiras das melhores marcas, dignas de que roubou milhões ao país, de quem usou as fundações para negócios pessoais ou de quem traiu os amigos. São estes os símbolos de sucesso neste Portugal em colapso financeiro, moral e ético.
  
Por favor, nas placas a indicar que se entrou em Portugal ponham uma bolinha vermelha, este país deixou de ser próprio para quem tem menos de 18 anos.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 photo Rua-da-Judiaria_zps8ea0eeb7.jpg
  
Rua da Judiaria, Alfama, Lisboa
    
 O negócio do BPN

Será que o negócio com o BIC inclui alguma indemnização pelas asneiras que o pessoal do BPN fizer no governo?

 Dúvidas

Algumas dúvidas sobre o governo de Paulo Portas:

  • A coordenação económica abrange as verbas do QREN que estão na competência do académico Maduro?
  • Agora que o sôr Álavro está de viagem para o Canadá serão devolvidas ao ministério do Mr. Tremoço as competências que lhe foram roubadas, designadamente, a gestão do QREN e o AICEP?
  • Quem vai ser porta-voz do governo na divulgação das conclusões das avaliações da troika, a ministra das Finanças ou o coordenador das relações com a troika?
  • Quem lidera a elaboração do OE 2014, a ministra das Finanças ou o coordenador das áreas económicas? 
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros tem garantias de que se for aos EUA pode regressar?
  • Os negócios do ambiente são coordenados por Paulo Portas ou não são considerados economia?
 A hora de fazer o que propunha
 
 photo Coerente_zps36526533.jpg
 
 Podridão, diz ele

O Homem esteve à frente da holding do BPN, o homem foi criticado por sucessivos embaixadores dos EUA pela forma como confundia a gestão da FLAD com os seus próprios interesses. Mas quando é criticado o homem fala de podridão, para ele defender o interesse do país e combater quem esteve envolvido em sociedades duvidosas é podridão política. Isto promete.

Se é podridão referir a passagem desta personagem pela associação de malfeitores cavaquista porque razão a escondeu no seu currículo oficial, também foi por excesso de letras?

Podridão que até envergonha um país é isto:

 photo Telegrama_08LISBON2780-1_zpsd40ebee6.jpg

 photo Telegrama_08LISBON2780-2_zps6dbbc448.jpg
    
 photo Telegrama_08LISBON2780-3_zps490ad39c.jpg
 
ttt
 
 O Ai Aguentam confia no Mr. Tremoço
  
O Sr. Ai Aguentam que parecia ter desparecido reapareceu para elogiar o Mr. Tremoço. Voltou a esperança à direita e extrema-direita.

 Um boca à Cavaco

Num país de gente medianamente honesta um presidente nunca daria posse a alguém que esteve à frente da SLN.

 O cúmulo do falhanço em previsões

O cúmulo do falhanço é falhar tanto nas previsões que até se pede a demissão prevendo que tudo falhou quando, afinal, a economia até já estava a crescer. O Gasparoika não acertava uma!
 
      
 Álvaro, ou a vingança é o prazer dos deuses
   
«A biografia do Álvaro, o benemérito que acabou com a II Depressão Mundial, chama-se The Master of Revenge (O Senhor da Vingança), é sobre o poder da mente, a economia e a massa folhada. Assinam o livro António Damásio, Paul Krugman e o chef catalão Ferran Adrià. O prefácio é de José Mourinho. Nascido em Viseu, em 1972, Álvaro foi ministro português por dois anos (2011-2013). Reagiu ao seu despedimento abrupto embarcando para o Dubai, de onde regressou com um cheque em branco do xeque Al Macktoum. Álvaro foi ao estádio do Belenenses, comprou o clube e desceu a pé para outro destino, num gesto que só mais tarde foi entendido. Entretanto, o Belenenses contratou Cristiano, Messi e Rooney e, em 2015, ganhou a Champions. Nessa noite europeia, o clube estreou o novo emblema: um pastel de Belém substituía a Cruz de Cristo. Só por isso, o Qatar também passou outro cheque em branco. Pela primeira vez a Champions foi transmitida pela CBS, NBC e Fox, como uma final da Super Bowl. A operação era global e hologramas projetados no relvado faziam publicidade aos Alvaro's pies, pastéis iguais aos de Belém, cujo segredo fora comprado no mesmo dia que o clube. Já havia contratos de distribuição com a Wal-Mart e o Yihaodian, o maior supermercado online na China. O slogan era: "O Alvaro's pie serve-se frio!" Também conhecidos por "vendetta cookies", eram muito apreciados nos países em conflito. Em cinco anos, Álvaro comprou a dívida portuguesa.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Volta Lurdinhas
   
«O Governo vai negociar com os sindicatos, na sexta-feira, uma proposta que prevê que os professores não integrados na carreira docente terão de obter 14 valores em provas de avaliação para poderem lecionar, anunciou o Ministério da Educação.
  
Num comunicado divulgado na terça-feira à noite, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) informou ter enviado às organizações sindicais três diplomas que se destinam a "implementar a prova de avaliação de conhecimentos dos candidatos aos concursos de seleção e recrutamento prevista desde 2007 na legislação em vigor, a adaptar o estatuto da carreira docente a essa implementação" e a regulamentar a formação contínua de professores.» [CM]
   
Parecer:

Parece que o ministro Crato disse a um conhecido sindicalista que "Roma não paga a traidores".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O grande ministro acha que a estabilidade resolve tudo
   
«O novo ministro da Economia considerou hoje que o sinal mais importante que se pode dar à economia é a estabilidade e a coesão da coligação governamental e deixou uma palavra de "muito apreço" ao seu antecessor no cargo.

"O primeiro sinal que se pode dar à economia, sinal positivo, é precisamente a maturidade política, a estabilidade, a coesão desta coligação, o bom senso institucional entre todos os partidos. É o sinal mais importante que podemos dar à economia e, nomeadamente, a quem pensa ou quer investir em Portugal", afirmou o titular da pasta da Economia, António Pires de Lima, em declarações aos jornalistas minutos depois de ter tomado posse no Palácio de Belém.» [DE]
   
Parecer:
 
POis, no passado o país teve 48 anos de estabilidade e foi o que se viu. Este Mr. Tremoço começa com um discurso cheio de banalidades para a comunicação social reproduzir, o que fará, pelo menos enquanto estiver sob o efeito do álcool, isto é, sob a influência do investimento publicitário da UNICER.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Outro que se esqueceu do BPN
   
«Governo diz que da biografia constam apenas as funções públicas. É a segunda vez que uma biografia de um membro deste Governo é omissa quanto a ligações ao BPN: o primeiro caso foi o de Franquelim Alves, secretário de Estado da Inovação e do Empreendedorismo.» [Público]
   
Parecer:
 
Ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a gargalhada que este comportamento miserável merece.»