sábado, janeiro 18, 2014

"¡Muera la inteligencia! ¡Viva la Muerte!" (*)

Este governo tem um tique a que é incapaz de resistir, tem um ódio patológico à inteligência nacional e ao mesmo tempo evidencia tudo o que é curseco feito no estrangeiro. Há um claro desprezo e boicote a tudo o que seja estudo, investigação ou empresas que apostem em altas tecnologias. Todas as políticas evidenciam uma aposta na mão-de-obra sem grandes qualificações, na desestruturação do ensino público, na ofensa de baixo nível às escolas superiores de educação, no boicote à investigação, no abandono e difamação de uma estratégia económica que apostava no desenvolvimento científico.
 
Veja-se o caso da reforma da Administração Pública, desprezou-se a qualificação, a simplificação de procedimentos ou a reestruturação dos serviços, em vez disso iniciou-se um processo de proletarização forçada, forçando à fuga dos quadros mais qualificados e o consequente empobrecimento do Estado, reduzindo-o a uma dimensão mínima, com serviços de má qualidade.
 
Não estamos apenas perante um empobrecimento forçado, estamos perante uma aposta na transformação de Portugal de um país de gente pobre, pouco qualificada, amorfa e manipulável pelos cardeai, pelos merceeiro holandeses ou pelos seus prostitutos intelectuais.
 
A dúvida reside em saber se estamos perante uma política que decorre de opções ideológicas ou perante uma política de um qualquer doido, condicionado por invejas doentias. Esta dúvida faz sentido quando se sabe que neste governo dominam licenciaturas em escolas sem grande credibilidade e até já tivemos um ministro com uma licenciatura comprada com requerimentos. Há um ou outro MBA ou doutoramento, mas tirados no estrangeiro.
 
Aquilo a que se assistiu esta semana com a divulgação do investimento na investigação foi evidente, primeiro os portugueses repararam que um governo que não divulgou tal intenção recorreu ao corte das bolsas para boicotar toda a investigação, depois veio o primeiro-ministro falar de investigação ligada às empresas, para acabar por ser o ministro da Economia a achar-se mais inteligente do que Passos Coelho tentando explicar melhor o inexplicável.
 
A verdade é que é mentira o que Passos Coelho e Pires de Lima disseram, as empresas portuguesas beneficiam e muito da investigação e se não há mais empresas a beneficiar é porque não querem apostar na investigação. Pergunte-se à SONAE ou à Jerónimo Martins, dois grandes grupos do regime, quanto investira em investigação, quanto apostaram nas universidades portuguesas, ou quantas das suas empresas são inovadoras. Mas isso não impediu o governo de lhes baixar o IRC, de lhes cortar os benefícios fiscais ou de lhes ceder na famosa taxa que a cristas impões á distribuição alimentar.
 

(*) "¡Muera la inteligencia! ¡Viva la Muerte!" foi a resposta do general falangista perante a sua inferioridade face aos argumentos de Miguel de Unamuno.[Wikipedia]

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Gaivotas

 Fotos dos leitores

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Veículo longo com uma longa história de vida, Ovar (M. Henrique)

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Grafittis em Faro (A. Moura)

 Jumento do dia
    
Pires de Lima

Perante o silêncio do ministro Crato o ministro da Economia veio tentar justificar o inverno científico em qu o país mergulhou, recorrendo a argumentos da treta, próprios de quem se julga ser a última coca-cola do deserto.  Pires de Lima revela não saber o que é a investigação científica, imaginando-a a invenção de coisinhas para a indústria.

Ainda nesta semana soube-se do financiamento de um grupo que estuda a memória, ora a crer na opinião deste rapaz essa investigação não devia realizar-se pois não há nenhum empresário do calçado interessado no tema.

«O ministro da Economia, António Pires de Lima, lamentou hoje que parte da investigação científica em Portugal não chegue às empresas e disse que não é possível manter um modelo de financiamento que mantenha esta distância.

"Uma boa parte da investigação é financiada por dinheiros públicos e não chega à economia real. Não chega a transformar o conhecimento em resultados concretos que depois beneficiem a sociedade como um todo", afirmou o ministro, durante um debate sob o tema "Crescer para fora" na Fundação de Serralves, no Porto, onde se encontravam à entrada cerca de 20 manifestantes contra o Governo.

Pires de Lima disse não ser possível "alimentar um modelo que permita à investigação e à ciência viverem no conforto de estar longe das empresas e da vida real", referindo o elevado nível de doutorados 'per capita' em Portugal por oposição ao baixo número de doutorados nas empresas.

"É preciso de facto investir, dar continuidade à trajetória de investimento, mas também procurar criar um modelo de estímulos e de sinais que ligue a investigação, a ciência, a educação à vida concreta e real das empresas e que se traduza em produtos, marcas e serviços que possam fazer a diferença no mercado e devolver à sociedade o investimento que fizemos", afirmou o ministro da Economia, que voltou a mencionar a necessidade de incorporar uma educação para o empreendedorismo nas escolas portuguesas.» [Expresso]

 Visita guiada à estação espacial

 
 Ideias novas para o Crato

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 Um nojo

Alguém acredita que os rapazolas responsáveis pelas campanhas políticas mais negras estão agora preocupados com as criancinhas ou que estão em condições de opinar sobre a coadopção ou sobre o que quer que seja? Alguém acredita que entre shots e cervejolas os rapazolas começaram a fazer política séria?

A proposta de referendo feita pelos rapazolas e imposta pelo PSD ao país mete nojo não pelo que está em causa, mas pelo facto de serem as mesmas criancinhas cuja vida os jotas do PSD invocam que estão a ser usadas numa manobra política suja, digna de uma organização que nos acostumou a campanhas políticas dignas de qualquer grupelho de skins.

A JSD, tal como já sucedeu em várias campanhas eleitorais, mais não fez do que chamar a si os golpes sujos pelos quais os mais crescidinhos evitam dar a cara, o que o PSD pretende com este referendo é desviar a atenção do debate político para uma questão que apaixona e divide os portugueses de uma forma mais favorável ao PSD do que a divisão que resulta da política brutal de austeridade.

Lamentavelmente apenas um partido denunciou a manobra e chega-se ao ridículo de o PS não ter reagido de forma frontal como, ainda por cima, uns quantos cristãos daquele partido ainda vieram a público com um comunicado apoiar a manobra fascista.

Votar neste referendo é fazer o jogo sujo de um PSD sem princípios e de uma juventude de camisas negras, a resposta a dar é o boicote, que vá votar o PSD mais o César das Neves.
 
 Critérios

No caso Freeport os investigadores do MP, a senhora Moniz e outros não obtiveram qualquer prova, tudo assentava no pressuposto de que para que o processo tivesse sido resolvido a favor do invbestidor é porque teriam havido contrapartidas. Isto é, se as coisas correram bem a um licenciamento e porque em Portugal isto não é possível, teria de se suspeitar da concessão de contrapartidas.

Soube.-se agora pelo Expresso que um conhecido empresário se escapou ao julgamento porque o Ministério Público arrastou o processo até à prescrição. A que conclusões se chegaria se neste processo fossem seguidos os mesmos raciocínios feitos no caso Freeport?

Quantas acusações teriam sido feitas se o MP concentrasse os seus recursos nos criminosos em vez de gastar os recursos a investigar diplomas, falsos casos de corrupção ou desenhos de construção civil?
 
      
 Referendar o horror
   
«Percebo o horror com que alguns terão visto em maio a aprovação do projeto de lei sobre coadoção em casais do mesmo sexo. Terá sido um choque darem-se conta da existência, entre nós, de casais do mesmo sexo com crianças. É compreensível: são crianças iguais a todas as outras, não andam por aí com uma cruz na testa ou na lapela. Não há notícias de tumultos nas escolas que frequentam, nos prédios e nas ruas onde vivem com a família. Aliás, até há muito pouco tempo, não havia notícias: podia acreditar--se que estas crianças não existem.
  
Quem se habituou a pensar assim, quem gosta de pensar assim, prefere agarrar-se a essa ideia. É por esse motivo que de cada vez que se fala de coadoção em casais do mesmo sexo - a possibilidade de um dos cônjuges solicitar a um tribunal que lhe permita adotar o filho, biológico ou adotivo, do outro cônjuge, filho esse que vive com os dois, que é criado pelos dois e chama mãe ou pai aos dois (e que não pode ter mais nenhuma mãe ou pai reconhecido pela lei, porque se tiver a coadoção é interdita) - há quem fale de adoção por casais do mesmo sexo. Conduzir o debate para a possibilidade de adotar, em conjunto, uma criança disponível para tal e até aí sem laços com o casal permite dizer coisas como "as crianças devem ter direito a um pai e a uma mãe"; "a adoção não é um direito dos adultos, é um direito das crianças"; "não sabemos o efeito numa criança de ser criada por dois pais e duas mães, por isso é melhor não arriscar" - etc. Sobretudo, permite fingir que se está a pôr acima de tudo a preocupação com as crianças, quando a intenção é a contrária.
  
Negar a determinadas crianças o direito de gozar da proteção que lhes confere o reconhecimento legal de dois progenitores em vez de um: é isso que quer quem recusa a coadoção em casais de pessoas do mesmo sexo. Tem um tal horror aos homossexuais que não hesita em sacrificar o bem-estar muito concreto das crianças muito concretas que com eles vivem. Como bem sabe que isso é vergonhoso, finge estar a tentar impedir que "se entreguem crianças a homossexuais" e pede um referendo "para a sociedade decidir".
  
Entendamo-nos: as crianças em causa na lei da coadoção nunca vão ter "um pai e uma mãe". Têm duas mães ou dois pais e tê-los-ão sempre - quer a lei lhos reconheça ou não. Não está em causa decidir com quem essas crianças vivem, quem vai educá-las e amá-las e quem elas vão amar. Essa decisão não nos pertence. A nossa opção é entre aceitar e proteger essas famílias ou rejeitá--las e persegui-las. Entre dizer a essas crianças "a tua família é tão boa como as outras" ou "a tua família não presta". Referende-se então isso: "Tem tanto horror aos homossexuais que deseja que a sociedade portuguesa decida em referendo discriminar os filhos deles ou acha que a lei portuguesa deve deixar, o mais depressa possível, de fingir que essas crianças não existem e o Parlamento lhes deve garantir os direitos que lhes faltam?"» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
   
   
 Mais uma do Ministério Público
   
«O empresário Manuel Macedo não vai responder em tribunal pela acusação de fraude fiscal e associação criminosa na importação ilegal de automóveis por o processo ter prescrito. O Ministério Público concluiu que a rede de 42 arguidos lesara o Estado em 5,7 milhões de euros e deduziu acusação individual para todos eles.

Macedo, que ficou conhecido por defender os interesses da Indonésia na altura da ocupação de Timor-Leste, esteve, em 2003, seis meses em prisão preventiva por causa deste processo, que corre no Tribunal de Barcelos.

Dez anos não foram suficientes para o Ministério Público concluir o inquérito e deduzir a acusação para os 43 arguidos, entre 70 suspeitos de pertencerem à rede de tráfico.» [Expresso]
   
Parecer:

Se em de terem andado a tramar o Sócrates tivessem perseguido a bandidagem talvez este senhor não se escapasse.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mandem-se apurar as causas.»
  
 Uma ministra com muita garganta
   
«O Ministério da Justiça duplicou os valores pagos aos investigadores da Polícia Judiciária (PJ) quando estes se encontram de piquete ou de prevenção. Até agora, um inspetor-chefe recebia pelo piquete em dias úteis um suplemento de 36 euros por 24 horas de serviço, mas a partir de fevereiro vai passar a receber 70 euros.

Estes valores, hoje publicados no "Diário da República ", estiveram na origem da greve iniciada a 21 de outubro, mas que a partir de 31 desse mês passou a afetar o serviço de prevenção, isto é, todo aquele que é realizado para além do horário normal de trabalho.

O mesmo inspetor-chefe, de prevenção num dia útil, recebia até agora cerca de 15 euros, mas vai passar a receber pouco mais de 28 euros. Se for mesmo chamado para alguma ocorrência irá receber 5,85 euros à hora até à meia-noite e 11,69 euros depois dessa hora.

Nos dias úteis, em Lisboa, estão de piquete dez funcionários (um coordenador, um inspetor-chefe, quatro inspetores e quatro especilistas)  e de prevenção cerca de 20.» [Expresso]
   
Parecer:

A senhora até gosta de falar com voz grossa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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sexta-feira, janeiro 17, 2014

Não se esqueçam

O país está assistindo ao espectáculo mais indigno de que há memória, uma boa parte dos portugueses aderiram por mero oportunismo à falsa conclusão de que os funcionários públicos são privilegiados para aceitarem confortavelmente que uma pequena parte dos portugueses sejam brutalizados e suportem quase em exclusivo a crise financeira. Os mesmos que em tempos justificavam os baixos vencimentos no Estado com a estabilidades, concordam agora com cortes brutais nos vencimentos dos funcionários públicos com o argumento de que ganham muito acima da média.
 
Para os ricos é preferível que sejam os que não são ricos a pagar a crise, para os pobres é preferível que seja a classe média e para os trabalhadores do sector privado é preferível que sejam os do sector privado. O governo sintetizou e cada vez que precisa de reduzir défice vai buscar o dinheiro aos funcionários públicos no activo e aos que se aposentaram. O governo apregoa um milagre económico e uma boa parte dos portugueses fica contente porque o vaso caiu em cima do vizinho.
 
Os funcionários públicos estão suportando as consequências das más políticas de governos que todos elegeram, estão pagando as consequências de uma lógica política iniciada por Cavaco Silva segundo a qual os portugueses votavam nos que faziam mais obras para inaugurar, estão a pagaras consequências da evasão fiscal, estão a suportar a redução do IRS, estão a financiar as ajudas ao sistema bancário, estão a pagar o BPN, estão suportando as perdas resultante da venda do pavilhão Atlântico ao preço da uva mijona e até estão suportando os lucros chorudos que a família de Cavaco Silva ganhou com as acções da SLN.
 
Se for necessário mais um esforço orçamental os portugueses podem estar descansados, este governo faz mais uma declaração uma calibração ou uma aproximação ao sector privado e volta a cortar 10% nos vencimentos e pensões da Função Pública. Os portugueses que não pertencem ao grupo dos eleitos podem estar descansados, vivem no país sem austeridade, num país onde desce o IRS, onde só paga impostos quem quer, onde os banqueiros só podem ter lucros. Os outros portugueses, os funcionários públicos e pensionistas do Estado, são gente inferior que vive num gueto onde não há direitos, onde os salários são fixados arbitrariamente.
 
Esta é a situação de um país onde só há unanimidade no funeral do Eusébio ou onde só há nação quando o Ronaldo joga, no resto do tempo somos um povo onde não faltam canalhas, corruptos e oportunista, gente sem qualquer solidariedade, eleitores que à sua escala são tão oportunistas quanto os políticos.
  
Mas é bom que políticos sem princípios e eleitores oportunistas não se esqueçam de que um dia destes quando estiverem numa urgência hospitalar o médico que os vai tratar ganha menos do que uma empregada doméstica, o polícia que vai proteger os seus bens vive pior do que o ladrão, o engenheiro que verifica a segurança das pontes está ao nível do servente de pedreiro. Os que agora sorriem porque a austeridade só recai sobre o vizinha não se esqueçam de que estão colaborando com a destruição do Estado .
 

Mas é óbvio que se vão esquecer e daqui a uns tempos políticos, jornalistas e cidadãos comuns vão dizer que os funcionários públicos são incompetentes, que entram tarde, que não fazem nada e ainda ganham mais do que os outros. Cada país tem o povo que merece e começa a ser tempo de considerar todas as equações quando se estudam as causas do nosso subdesenvolvimento endémico.
  
Se fizessem aos empregados de uma empresa aquilo que está sendo feito aos funcionários públicos há muito que essa empresa estaria falida. Mas no Estado os funcionários ainda insistem na velha cultura do serviço público e apesar do que lhes é feito ainda se comportam com dignidade. Mas já faltou mais para que comecem a "arrear" e quando isso suceder é bom que os que agora se calam não se esqueçam do seu oportunismo e cobardia.



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Bica no Bairro da Bica, Lisboa
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   Foto do Dia
   
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UNDER FOOT: Villagers were pinned down by a bull as others climbed a fence to protect themselves at a bull-taming festival on the outskirts of Madurai town, India, Wednesday. (Babu/Reuters) [WSJ]
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Onde consta na Constituição que cabe ao Presidente da República definir quais devem ser as prioridades nacionais. Depois de chamar a si a competência para dizer quais são os interesses dos portugueses Cavaco torna-se num presidente todo-poderoso considerando que é a si que cabe dizer quais os objectivos do país. Até onde irá o entendimento do condómino da Quinta da Coelha acerca dos seus poderes? Anda, anda e ainda vai ter mais poderes que César Augustos.

«“O reforço do clima de confiança e a consolidação dos sinais de recuperação económica são prioridade nacional” para 2014. As palavras pertencem a Cavaco Silva que, no âmbito da cerimónia de cumprimentos de Ano Novo do Corpo Diplomático acreditado em Portugal, fez um balanço sobre 2013 abordando, também, algumas expetativas para o ano que agora se inicia.» [Notícias ao Minuto]
 
      
 O cobrador de 'somoking'
   
«O smoking encarnado de Dolce, Messi e Gabbana era de ir às lágrimas, bem sei, embora me tenha parecido excessiva a série de notícias sobre o tema num país em que parámos no tempo dos mocassins de vela, o retrato da nossa incrível autoconfiança e reconhecida tolerância ao que não é exatamente igual ao resto.
  
Por outro lado, é sabido que os futebolistas, aqui ou em qualquer canto do mundo, são dados a algumas bizarrias, visuais e não só. Quando Emílio Butragueño, antigo avançado do Real Madrid, se casou, decidiu enfiar a mulher na bagageira do carro à saída da igreja para que os repórteres de imagem não a fotografassem. O excesso de zelo foi recebido na rua com um simpático... "Emílio, olha que ela não é assim tão feia!"
  
O El Mundo recordava este episódio a propósito da infanta Cristina, suspeita de fraude fiscal e lavagem de dinheiro. Dona Cristina vai depor sobre o caso nos primeiros dias de fevereiro. Terá de se sentar à frente de um juiz e responder ao interrogatório que confirmará ou não a intenção de a levar a julgamento. Mas além deste facto sem precedentes na monarquia, o debate tem outra substância política.
  
Deve a infanta atravessar a pé os 70 passos contados que conduzem ao edifício onde será interrogada, como qualquer outra pessoa teria de fazer na mesma circunstância? Ou deve percorrer o trajeto de carro, mas não na mala, de modo a evitar os insultos da populaça? O ministro da Justiça de Rajoy defende medidas excecionais por questões de segurança e porque, diz ele, sujeitar Dona Cristina ao vexame de andar a pé pela rua seria o equivalente "a uma pena paralela". Tem alguma razão, a integridade da infanta deve ser garantida; mas essa exposição não é idêntica àquela a que estão submetidas as pessoas suspeitas de factos iguais? Esta proteção não levanta dúvidas sobre um possível tratamento de favor?
  
Não é um debate fácil - há muita raiva dirigida à família real numa altura de grandes dificuldades -, mas é também um assunto que em Portugal não precisamos de enfrentar. Não só não temos monarquia (felizmente) como o Governo nos poupou a qualquer inquietação cívica e penal ao aprovar mais um espetacular perdão fiscal (o segundo em dez anos) que livrou os evasores e os aldrabões que enganaram o País de ser expostos e julgados - os que tiverem cometido fraudes -, além de não pagarem juros de mora e de suportarem no máximo dez euros de multa.
  
Na verdade, só falta mesmo receberem uma comenda por ajudarem a pátria, já que os 1,2 mil milhões de euros recuperados vão permitir que o défice fique abaixo dos 5,5% em 2013. Não sei, mas nestas coisas da justiça fiscal acharia mais eficaz o método estridente dos cobradores de fraque. Podiam até seguir as últimas tendências e vestir um modelito Dolce, Messi e Gabbana. Pensando bem, podia ser escândalo a mais. Há coisas que devem ser feitas pela calada. Por exemplo, um imenso perdão em que só alguns, os cumpridores, se sentirão vagamente enganados. Os espanhóis não se lembraram disto.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
      
 A tortura e o massacre
   
«Após uma espera interminável e incompreensível em face da pronta promulgação do Orçamento do Estado para 2014, foram finalmente comunicados aos candidatos os resultados do concurso para bolsas de doutoramento e pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), aberto em finais de Julho de 2013. A abertura muito tardia do concurso já causou imensos problemas e angústias aos potenciais candidatos, agravados ainda por causa da exigência inicial de terem concluído os respectivos graus académicos antes do fecho do concurso em Setembro, o que eliminaria já a priori dezenas de candidatos. No entanto, neste ponto a FCT recuou, depois de muitos protestos, inclusive da minha parte.

Porém, a tortura dos candidatos não acabou aí, tendo a espera se prolongado inexplicavelmente até dia 14 de Janeiro de 2014, já a meio caminho do mês em que as bolsas supostamente se podiam iniciar. Então a angústia da espera transformou-se, para a esmagadora maioria, em frustração e porventura em desespero, com reprovações na casa dos 90%, tanto no concurso para bolsas de doutoramento como naquele para bolsas de pós-doutoramento, um autêntico massacre de jovens cientistas.

A fim de ilustrar a razia, vou focar o caso de uma candidata a bolsa de pós-doutoramento, que ficou bem longe da linha de corte das candidaturas aprovadas. Ela doutorou-se no Instituto Superior Técnico (IST) em Física de partículas há menos de um mês, obtendo a classificação “muito bom” para a sua tese, com uma média de 18,5 valores para as cadeiras do curso de doutoramento do IST. Mais importante, no entanto, é o seu trabalho científico ao nível das publicações, com 11 artigos publicados em revistas da especialidade com arbitragem científica, na altura do concurso, dos quais sete como primeiro autor.

Acresce que o programa de investigação proposto na sua candidatura a bolsa se insere perfeitamente na temática dos projectos dos orientadores, que foram aprovados ininterruptamente em concursos competitivos da FCT no âmbito do Programa CERN, desde 2000 até à suspensão unilateral do programa por parte da FCT em 2013. Convém ainda salientar que parte da investigação proposta dizia respeito aos hipotéticos estados “exóticos” na física dos quarks, um dos temas mais quentes em toda a física no ano de 2013. Esta parte do trabalho seria feita pela candidata em colaboração com um especialista mundial nesta área, durante um estágio de um ano numa prestigiada universidade estrangeira, configurando-se um modelo de pós-doutoramento previsto no regulamento do concurso.

Quando uma candidata com este currículo científico não tem a mínima hipótese de conseguir uma bolsa de pós-doutoramento no nosso país, algo está profundamente mal. Não tenho dúvidas de que há muitos outros casos gritantes como o seu, de jovens cientistas promissores com a carreira truncada, salvo aqueles poucos que talvez consigam um lugar numa universidade estrangeira, na esperança de um dia poderem voltar para um Portugal diferente, se nessa altura ainda se lembrarem do país.» [Público]
   
Autor:

George Rupp.
   
   
 Projecto Troika
   
  
«Eles andam por aí. Há vários meses que oito fotojornalistas e um realizador procuram reproduzir a história de um Portugal mergulhado numa crise profunda e governado sob a orientação de uma troika internacional.

Querem captar o país que sobrou do resgate financeiro e gravá-lo num livro de fotografia e numa curta-metragem, para memória futura. Chamaram a este trabalho “quase militante” Projecto Troika e esta quinta-feira apresentam-no, na internet. Na página www.projectotroika.com há informação sobre o projecto e os seus autores, mas também sobre a forma como pode ajudar a financiar o trabalho que estão a desenvolver. O Projecto Troika está a contar com o crowdfunding para se concretizar.

A ideia partiu de Adriano Miranda. O fotojornalista do PÚBLICO, que já estivera na génese do projecto fotográfico 12.12.12., sentiu que havia um retrato do país que ainda não fora feito e pensou que nada melhor do que uma troika nacional para mostrar o país resgatado pela troika internacional. “Ando tão revoltado e tenho levado tanto no pêlo com estas políticas de austeridade que achei que tinha o dever, quase militante, de fazer alguma coisa. Não querendo repetir o 12.12.12, convidei o Paulo Pimenta, meu colega do PÚBLICO, e a Lara Jacinto para criarmos esta troika”, explica.» [Público]
  
 Assessor de luxo
   
«Depois de ter nas mãos o estudo de uma consultora privada sobre a reforma da rede hospitalar que custou 90 mil euros, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) acaba de contratar o ex-presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para apoiar e assessorar esta reorganização, ao longo deste ano, pelo valor de 74 mil euros.

A contratação, por ajuste directo, decorreu com rapidez, pouco tempo depois de o ex-presidente do INEM, Miguel Oliveira, ter constituído a empresa POP Saúde – Planeamento, Organização e Prestação de Cuidados de Saúde, Lda . O procedimento foi autorizado pelo presidente da ARSLVT, Luís Cunha Ribeiro, em 2 de Janeiro, a adjudicação recebeu luz verde no dia 8, o contrato foi assinado a 10, e Miguel Oliveira começou a trabalhar nesta terça-feira, 14. “Precisava de um médico hospitalar, não tenho nenhum na ARS. Ele ofereceu-se e eu propus pagar-lhe 30 euros à hora”, explicou ao PÚBLICO Cunha Ribeiro.

São cerca de cinco mil euros por mês (excluindo o IVA), uma quantia que o presidente da ARSLVT considera adequada, tendo em conta a tarefa a desempenhar, e que passa pela “análise, planeamento, implementação, acompanhamento e monitorização” da reorganização da urgência metropolitana da Grande Lisboa e a reforma hospitalar na região, lê-se no contrato assinado com a empresa de Miguel Oliveira. No total, com IVA,  este serviço de “consultadoria especializada” vai custar mais de 74 mil euros.» [Público]
   
Parecer:

Isto é pornografia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Meta-se uma bolinha vermelha nas notícias sobre este governo.»
   
 Miséria humana!
   
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«O ano de 2014 começou com uma má notícia para a ciência, depois de se saber, nesta quarta-feira, os resultados gerais das candidaturas a bolsas de doutoramento e pós-doutoramento atribuídas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Dos 3416 candidatos para bolsas de doutoramento, só 298 receberam a bolsa. No caso dos pós-doutoramentos, só 233 cientistas receberam bolsas entre 2305 candidaturas.

Os resultados, que a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) considera, em comunicado, "uma razia" e que mostram uma “política de desinvestimento e de abdicação de defesa dos interesses nacionais em detrimento das opções ditadas em esferas internacionais”, já fizeram a associação marcar uma concentração para 21 de Janeiro, às 15h, junto da sede da FCT, em Lisboa.

Anualmente, a FCT, a fundação estatal que gere uma parte importante do financiamento que vai para a ciência, abre concursos para bolsas individuais de doutoramento e pós-doutoramento. Na década passada, no auge do financiamento para ciência em Portugal, chegaram a ser atribuídos 2031 bolsas de doutoramento e 914 bolsas de pós-doutoramento em 2007. Graças a este investimento, o número de doutorados em Portugal subiu para o nível europeu. No entanto, desde 2010 que o número de bolsas atribuídas tem vindo a decrescer, acompanhando a crise económica.» [Público]
   
Parecer:

Este governo de cratinos quer transformar Portugal num país de cretinos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Alguém deu pelo Tozé?»
      
 Cheira mal que tresanda
   
«O Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa, Luís Cunha Ribeiro, contratou os serviços do médico Miguel Oliveira para assessorar e reorganizar a ARS de Lisboa com um contrato no valor de 74 mil euros, avança o Público. Na sequência da contratação, a chefe do gabinete do ministro da Administração Interna, que é sócia e esposa de Miguel Oliveira, pediu a demissão a Miguel Macedo.
  
A contratação da empresa POP Saúde, criada poucos dias antes do ajuste direto com a ARS Lisboa, e que pertence ao ex-presidente do INEM, Miguel Oliveira, e à sua esposa Rita Abreu Lima, levou a que esta última pedisse a demissão do cargo que assumia atualmente: chefe do gabinete do ministro da Administração Interna.

O acordo entre a Administração Hospitalar e a empresa decorreu com grande rapidez, com o procedimento a ser autorizado no dia 2 de Janeiro, o contrato assinado a 10 e Miguel Oliveira a dar início às suas funções esta terça-feira, dia 14 de Janeiro. Para Luís Cunha Ribeiro, o ex-presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) é a pessoa indicada para o cargo, dado que possui formação nas áreas de saúde, gestão e economia, “imprescindíveis para uma perspetiva de gestão com a componente clínica”.

Contactada pelo i, Rita Abreu Lima garante não ter tido qualquer influência ou ter feito “diligências para a celebração do contrato”, e fez saber que já havia pedido a sua demissão ao ministro da Administração Interna tendo o mesmo sido aceite.

Já o Ministério da Saúde não se quis pronunciar sobre o assunto, referindo que qualquer esclarecimento sobre a matéria, deve ser feita pela ARS LVT.

A contratação acontece depois da ARS Lisboa ter pago 90 mil euros à empresa privada Antares Consulting no último ano. Agora, o Presidente da ARS Lisboa vai pagar 30 euros à hora ao médico hospitalar, que ao final do mês deverá somar cerca de 5 mil euros.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Há lodo no poder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 O poder corrompe
   
«O Tribunal da Relação de Coimbra decidiu que o ex-governante social-democrata Paulo Júlio vai ser julgado pelo crime de prevaricação por alegadamente ter favorecido um primo num concurso enquanto era presidente da Câmara de Penela. A decisão ocorre no âmbito de um recurso apresentado pelo Ministério Público, que contestou uma decisão do Tribunal de Instrução de Coimbra que, em Abril, optou por não pronunciar o antigo autarca.

O caso remonta a 2008, quando a Câmara de Penela abriu um concurso para a chefia da divisão de Cultura,Turismo, Desporto e Juventude a que só se podiam candidatar pessoas licenciadas em História da Arte, e cujo júri era presidido pelo próprio Paulo Júlio. Três anos depois a Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) entendeu que o concurso não tinha preenchido todas as formalidades legais, tendo-o participado ao Ministério Público. 

Em Janeiro, o Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra acusou Paulo Júlio de um crime de prevaricação de titular de cargo político, punível com prisão entre dois a oito anos. Foi na sequência desta acusação que o então secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, que entrara para o Governo de Pedro Passos Coelho, em 2011, se demitiu. » [Público]
   
Parecer:

Começa a aparecer a lama política, é o que sucede com as marés, quando vaza o lodo começa a ficar à vista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se um lugar sentado para assistir ao espectáculo da corrupção que parece estar a iniciar-se.»
   
 Unite States of Tugas
   
«O presidente do PPM defendeu hoje, numa declaração no parlamento dos Açores, o fim dos regimes autonómicos insulares e a criação de uma confederação de estados em Portugal, mas a ideia não teve o apoio dos outros partidos.

Paulo Estêvão justificou a sua proposta com as sucessivas interpretações "centralistas" relativamente aos poderes autonómicos, de que é exemplo o recente pedido de fiscalização preventiva da constitucionalidade do Orçamento dos Açores para 2014 por causa da remuneração complementar atribuída a funcionários públicos na região.

"Os açorianos descobriram que o seu parlamento não pode, afinal, definir as suas prioridades orçamentais. Não pode deliberar sobre o destino das receitas dos impostos dos açorianos. Não pode decidir de forma diferente da maioria partidária que governa em Lisboa", afirmou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Anda por aí com cada idiota....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e interne-se o rapaz.»
   
 Processo serviu apenas para intimidar
   
«O caso remonta a 26 de junho, quando uma das pessoas que estava numa galeria da Assembleia da República interpelou, em voz alta, Pedro Passos Coelho, tendo sido advertida na altura que "não podia manifestar-se" e foi retirada pela PSP sem oferecer resistência.

Segundo o comunicado da PGDL, o Ministério Público considerou que a "simples interpelação não constituiu no caso concreto, a prática do crime de perturbação do funcionamento de órgão constitucional, não existindo indícios da efetiva perturbação do funcionamento normal da sessão a decorrer".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A queixa serviu apenas como intimidação a quem pretenda dizer o que lhe vai na alma, a senhora presidente do parlamento deve agora explicar-se.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicitem-se explicações à senhora.»
   
 Estalinismo à Alberto João
   
«O candidato à liderança do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, declarou hoje ser inaceitável a "situação de perseguição pessoal" que acontece no partido na Região Autónoma, criticando Alberto João Jardim por tentar fazer "batota" nas próximas eleições internas. É desta forma que o ex-autarca da Câmara do Funchal reage à notícia hoje avançada pelo Diário de Notícias da Madeira e que dá conta da intenção de Jardim expulsá-lo do partido.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quem se mete com ele leva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o presidente do PSD pela protecção e apoio ao Alberto.»
   
 Mais uma medida miserável do Crato
   
«O Ministério da Educação (ME) mandou várias escolas do país cortar nas bolsas de mérito atribuídas a alunos do ensino profissional que têm o apoio da ação social escolar (ASE) e boas notas no 9.º ano ou ensino secundário.

A ordem chegou pelo menos a agrupamentos da região Norte, em novembro, e foi acompanhada de uma indicação para os estudantes devolverem a primeira prestação - de cerca de 400 euros -, que tinham recebido no início do ano letivo, contou ao Expresso uma das alunas afetadas.

Um mês depois, em dezembro, os serviços da Região Norte da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares emitiram nova orientação, desta vez a informar os agrupamentos escolares de que o ministério ia deixar de comparticipar as visitas de estudo dos alunos do ensino básico que são apoiados pela ação social escolar. Estas atividades eram até agora gratuitas ou comparticipadas em 50%, consoante se tratasse de estudantes do escalão A (os mais carenciados) ou do escalão B.» [Expresso]
   
Parecer:

Um dia destes veremos para que colégio privado foi o dinheiro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se porque é uma questão de tempo.»
   
 CDS encosta-se ao PS por causa do "irrevogável"
   
«Para o novo presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, Telmo Correia, o líder do partido não se estendeu nas explicações sobre a "irrevogável demissão", no Congresso do passado fim de semana em Oliveira do Bairro, porque havia o "risco de reabrir uma ferida" já sarada.

"Ele [Paulo Portas] no Congresso não vai mais longe nas explicações, porque isso foi uma crise muito séria e uma ferida, que existiu na coligação como é evidente, mas que sarou bem, como próprio primeiro-ministro disse no Parlamento", afirma Telmo Correia, hoje, em entrevista à Antena 1.

Sobre o episódio da "demissão irrevogável", Telmo Correia diz ainda que a crise de julho obrigou, contra a vontade própria do CDS-PP, que o partido concorra junto com o PSD às eleições europeias.» [Expresso]
   
Parecer:

Que grande facada que o Telmo deu ao Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Mísseis atómicos nas mãos de cábulas
   
«As Forças Armadas dos Estados Unidos suspenderam 34 oficiais, responsáveis pelo lançamento de mísseis nucleares, por copiarem ou permitirem que outros copiassem durante o exame de proficiência de rotina.

No exame, uma prova teórica que costuma ser feita regularmente, os militares têm de provar que conhecem os procedimentos de manuseamento dos mísseis e do processo de lançamento.

A segurança do país não terá estado em risco. "As armas nucleares estiverem sempre em segurança", frisou Deborah Lee James. "Houve um problema de fraude em relação a um tipo de teste em particular", disse a secretária da Força Aérea, em declarações à AFP.» [Expresso]
   
Parecer:

Por cá são os magistrados que copiam para aprenderem a julgar os outros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos responsáveis do Centro de Estudos Judiciários.»
   
 Se não fosse o Portas o que seria de nós?
   
«O vice-primeiro ministro, Paulo Portas, anunciou hoje que o valor potencial dos memorandos entendimento, atas de compromisso e contratos que as empresas portuguesas assinaram hoje em Caracas, no âmbito da reunião da IX Comissão Mista de Acompanhamento Bilateral, é superior a 1,6 mil milhões de euros.

Segundo o governante, este valor não inclui um contrato que o governo venezuelano celebrou com a empresa portuguesa Teixeira Duarte para a construção de uma auto-estrada, entre as cidades de Caracas e La Guaira, no valor de mais de 4 mil milhões de euros, que será a maior obra de uma construtora nacional na América Latina, "ícone da cooperação portuguesa" na região.» [Expresso]
   
Parecer:

Lembram-se de quando a direita gozava Sócrates pelas relações com a Venezuela?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o0 trabalho de Paulo Portas.»
   
 O dinheiro da TAP não vai dar para pagar as avaliações
   
«O Governo já solicitou aos assessores financeiros uma atualização da avaliação da companhia aérea portuguesa, com vista a relançar o processo de privatização da TAP ainda este ano quando, refere fonte do Ministério da Economia citada pelo Jornal de Negócios, se proporcionar um ambiente competitivo.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Até parece que anda por aí alguém dono de uma empresa de avaliações.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao rapazola da secretaria de Estado dos Transportes quanto já gastou com a privatização da TAP.»
   
 Até parece mentira
   
«A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) nomeou o ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, diretor do departamento de estudos nacionais, assumindo o cargo dia 1 de abril, divulgou hoje a organização em comunicado.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quem diria?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Perguntes ao Gaspar e à Santinha da Horta Seca se ainda têm unhas ou já as roeram de inveja.»



   
 Tihomir Mladenov
   
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