sábado, fevereiro 01, 2014

A esquerda e o bem do povo

Hoje refiro-me à esquerda como sendo aquela que tem a mania de se auto-intitular de esquerda, assumindo o papel de Santa Inquisição ideológica para decidir quem é e quem não é de esquerda. Sendo assim o PS está de fora da esquerda, até porque para a esquerda o PS será sempre de direita e pior coisa que lhe poderia suceder era mesmo o PS optar um programa que pudesse ser considerado de esquerda. É mais ou menos o que sucede com a Constituição ou a legislação labora, sempre que são revistas vem aí o fim do mundo da direita para no dia seguinte à aprovação a esquerda chamar a sí a protecção da nova Constituição e da nova legislação laboral, grandes conquistas de Abril.
  
À esquerda não basta ser de esquerda, cada facção da esquerda é melhor do que a outra esquerda, se uma é conservadora a outra é moderna, se uma gosta da China a outra odeia-a, de uma é sectária a outra é dialogante. Mas as facções das esquerdas têm um grande valor em comum, só elas querem o bem do povo, até se pode dizer que uma boa parte das personalidades de esquerda são profissionais do bem do povo, sindicalistas profissionais, deputados da AR, deputados do Parlamento Europeu, autarcas, sindicalistas profissionais ou pagos ao abrigo dos acordos de empresa ou, muito simplesmente, funcionários do partido, são verdadeiros profissionais do bem do povo, todos com notas de excelente para cima nas avaliações do desempenho.
  
O que se entende por bem do povo? Habitualmente o bem do povo foi a última política acusada de direita, tudo o que o PS ou a direita tenha decidido foi mais uma desgraça de direita, que uns tempos depois será intransigentemente defendida pela verdadeira esquerda em nome de Abril. É óbvio que a verdadeira esquerda, que promete sempre uma aliança com o PS se este for de esquerda tem um programa, aliás, tem dois.
  
Tem um programa conjuntural que assente em dois princípios, tudo o que qualquer governo proponha é por definição uma política de esquerda e deve ser rejeitada. O segundo princípio é aquele segundo o qual os recursos são ilimitados, daí que o défice orçamental avantajado seja de esquerda. Tem também um programa a médio prazo que normalmente aparece nas eleições em que se afirma que uma política de esquerda é a melhor para o país, não se diz muito mais porque é quase ofensivo questionar no que consiste a política de esquerda, porque esta são todas as medidas simétricas às dos outros e que trarão riqueza ilimitada ao povo.
  
Há ainda uma política de longo prazo, mas essa não consta de qualquer programa pois só é compreensível pelos seres superiores, uma espécie de duxs da ideologia. O povo está dispensado de a pensar pois se tal política representa o paraíso não faz sentido questioná-la ou anunciá-la, é como os padres que prometem o céu mas, ao contrário dos muçulmanos que oferecem uma catrefa de virgens, nada dizem sobre as benfeitorias que os eleitos vão ter.
  
É por tudo isto que todos os que se sintam incomodados com as políticas de direita devem votar na esquerda, na verdadeira esquerda, uma mais conservadora e com sotaque operário da metalurgia, outra mais moderna e com sotaque operário da Av. de Roma ou do Holmes Place da Av. Defensores de Chaves. Devemos acima de tudo derrubar a falsa esquerda pois é mais fácil impingir o paraíso sem grandes perguntas se for a direita a governar. É por isso que quanto pior estiver o povo melhor se defende e promete o bem do povo.
  
 
 

Umas no cravo e ouytas na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Faro
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

De um Presidente com um P grande espera-se que o seja de todos os portugueses e que trate as personalidades da vida política e literária com a distância necessária para não confundir relações de amizade ou partidárias com a sua intervenção como Presidente. Mas Cavaco é um presidente com um p pequeno e basta comparar a forma como tratou Saramago, quer durante a vida quer com a morte, com a bajulice em relação a um outro escritor seu amigo que o actual regime agraciou e agradeceu com um alto cargo para o perceber. Toda a gente percebeu que em Saramago Cavaco ignorou o escritor e odiou o político porque as suas ideias eram indiferentes, agora esqueceu o escritor para elogiar o político, em comum o desprezo ou ignorância em relação à cultura, uma marca deste presidente desde os seus tempos de estudante de económicas.

Ver a adivinha abaixo.
 
 Tradição?

É preciso dar um desconto aos imbecis que promovem as praxes, quando dizem que se trata de uma tradição querem dizer que as praxes são uma taradição.
 
 Adivinha

Quem escreveu estas belas opiniões sobre os portugueses?

«O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo.
Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.
(...)
É de prever que, dentro de pouco tempo, sejamos arrastados para uma situação de miséria nacional irreversível, repito, de miséria nacional irreversível, e por isso deve ser desde já responsabilizado um eleitorado que, de qualquer maneira, há--de levar a sua impudência e a sua amorfia ao ponto de recomeçar com a mais séria conflitualidade social dentro de muito pouco tempo em relação a esta mesma gente inepta a quem deu a maioria.

O voto nas legislativas revelou-se acomodatício e complacente com o status quo. Talvez por se tratar, na sua grande maioria, de um voto de dependentes directos ou indirectos do Estado, da expressão de criaturas invertebradas que não querem nenhuma espécie de mudança da vidinha que levam e que se estão marimbando para o futuro e para as hipotecas que as hostes socialistas têm vindo a agendar ao longo do tempo. O que essa malta quer é o rendimento mínimo, o subsídio por tudo e por nada, a lei do menor esforço.

Mas as empresas continuarão a falir, os desempregados continuarão a aumentar, os jovens continuarão sem ter um rumo profissional para a sua vida. Pelos vistos a maioria não só gosta disso, como embarcou nas manipulações grosseiras, nas publicidades enganosas, nas aldrabices mediáticas, na venda das ilusões mais fraudulentamente vazias de conteúdo.
(...)
Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.

O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

A partir de agora, só haverá mais do mesmo. Com os socialistas no Governo, Portugal não sairá da cepa torta nos próximos anos, ir-se-á afundando cada vez mais no pântano dos falhanços, das negociatas e dos conluios, e dentro de pouco tempo nem sequer será digno de ser independente. Sejam muito felizes. » [DN]

Três hipóteses de resposta:


  1. O líder do PNR.
  2. O presidente da JSD
  3. O mais recente homenageado por Cavaco Silva [i] que dele disse ser alguém com raro condão de olhar para Portugal com os olhos de um europeu, sem por isso deixar de olhar para a Europa com os olhos de um português", que tem, tido uma participação "sempre lúcida e corajosa" 

  Aceitam-se respostas.
 
      
 Valor acrescentado
   
«O Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo para indicar os grandes investimentos a realizar até 2020 apresentou esta semana as suas conclusões finais, em mais de 400 páginas. Mas o mais interessante contributo do relatório está logo no título:

Os investimentos públicos, até aqui considerados despesistas e megalómanos, passam a designar-se "infraestruturas de elevado valor acrescentado".


Ao contrário do que seria legítimo esperar, não foi preciso nenhum novo estudo custo-benefício (digno desse nome) para o grupo nomeado pelo Governo propor uma reviravolta na consideração de muitos investimentos projectados no passado e propor para decisão 30 projectos "prioritários", que implicarão nada menos de 5.100 milhões de euros de investimento (em que 1.400 milhões terão de vir directamente do Orçamento de Estado, isto é, dos contribuintes). Quem diria que ainda sob a égide deste Governo, que disse o que disse, seriam propostas como grandes prioridades nacionais obras como o aumento para mais do dobro (!) da capacidade do Terminal de Contentores de Alcântara ou a construção do IP3 Coimbra-Viseu com "características geométricas em planta e em perfil (...) definidas para a velocidade base de 120 km/h"?


O que se conclui desta mudança é que a diabolização do investimento público, embora articulada com um discurso ideológico contra o Estado, visou essencialmente cumprir uma função rasteira no combate político-partidário, ao mesmo tempo que dava o seu contributo para estes três anos de recessão económica pretensamente regeneradora. Bastou a abertura de um novo ciclo de programação dos fundos comunitários para se dar o dito por não dito e aí temos o Governo, como se nada fosse, a relançar projectos que até ontem eram demonizados.


A surpresa maior, todavia, vai para um projecto novo: o novo Terminal de Contentores da Trafaria (ou, como agora se admite, no Barreiro), associado a um novo porto de águas profundas.

Trata-se de um investimento estimado de pelo menos 600 milhões de euros, a que há que juntar o custo das complexas ligações ferroviárias. Não deixa de ser extraordinário que, sem qualquer estudo que fundamente capazmente essa opção, se insista num projecto de investimento manifestamente conflituante com o plano de expansão do Porto de Sines, igualmente considerado prioritário - para já não falar dos custos, da irracionalidade e da mais que provável inviabilidade ambiental da ligação ferroviária a esse novo Terminal na margem Sul do Porto de Lisboa.

A insistência num projecto tão absurdo não é apenas uma proposta errada, que pode simplesmente ser descartada na decisão final. É, sobretudo, um péssimo sinal: um sinal de que o relatório colocado à discussão pública não é o exercício técnico isento e fundamentado que deveria ser. Pode até ser brilhante e até original mas, infelizmente, na parte em que é brilhante não é original e na parte em que é original não parece ser brilhante.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
   
 Concurso pronto a vestir
   
«A ministra Assunção Cristas optou por nomear como diretora-geral de Alimentação e Veterinária em regime de substituição, em março do ano passado, Teresa Villa de Brito, que não foi avaliada na altura pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP)

Só agora decorre novo concurso para o lugar que ficou vago com a saída de Nuno Vieira e Brito para secretário de Estado - no dia seguinte à sua nomeação oficial para a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) - e com um perfil que corresponde ao currículo da atual diretora em regime de substituição.

Em novembro de 2012, o Ministério da Agricultura abriu concurso para diretor-geral da DGAV, para o qual foi nomeado - na sequência desse concurso - Nuno Vieira e Brito, a 30 de janeiro de 2013 (cargo que exercia interinamente desde 1 de abril de 2012), assumindo funções de secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar a 31 de janeiro de 2013.» [DN]
   
Parecer:

A verdade é que quando o governo cair estes boys não vão querer demitir-se com o argumento de que não foram noemado por critérios políticos, mas sim por concurso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Bilhim até onde vai a falta de dignidade do seu organismo ao dar cobertura a tudo isto.»
  
 Estão à rasca
   
«Os novos cortes previstos no Orçamento do Estado que incidem sobre as pensões de sobrevivência só vão ser aplicados no segundo semestre, anunciou hoje o secretario de Estado da Segurança Social. Agostinho Branquinho justifica o adiamento com adaptações informáticas. O PS fala em decisão "eleitoral para depois das europeias".

"As medidas que resultam da aplicação de novos critérios da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) na execução do Orçamento do Estado para 2014 não permitem que sejam já integradas nas pensões de Janeiro e Fevereiro", disse Agostinho Branquinho no Parlamento. "Este ajuste vai ser feito ao longo de seis meses a partir do segundo semestre", acrescentou.» [DN]
   
Parecer:

Esta gente não tem vergonha na cara.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Branquinho se não acha que já devia ter pedido a demissão.»
     

   
   
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sexta-feira, janeiro 31, 2014

A limpeza

Já se percebeu que Passos Coelho sabe para onde quer ir e que contando com o apoio de alguma direita europeia usa a chantagem da troika para ignorar todo e qualquer princípio, sejam os princípios constitucionais, sejam morais ou éticos. O mais grave é que os governantes, os deputados e os militantes do PSD parecem zombies, seguem o chefe para onde ele vai.
  
Passos Coelho achou que o problema da economia podia ser tratado como se fosse uma questão de encontrar o calibre adequado para uma arma e depressa todos os governantes desataram a encontrar problemas económicos ou sociais para calibrar. Até há ministros, gente que antes de Passos era muito ciosa da sua dignidade, que procuram novos conceitos desta suposta engenharia pessoana para aplicar aos problemas, agora já há quem em vez de calibragem das medidas tenha adoptado a da densidade, parece que em vez de calibrar os critérios do despedimento nesta caso o termo correcto é densificar. 
  
Passos Coelho não gosta de nada que cheire a Sócrates, parece que tem um qualquer complexo em relação ao seu antecessor, pelo que tudo o que simbolize a anterior governação é para destruir, só se escapou o Magalhães porque se estava a vender bem e não dependia do governo. Os ministros perceberam o sentimento do primeiro-ministro e desdobraram-se nesta revolução cultural e destruíram tudo o que poderia lembrar Sócrates. Não se escapou nada, a modernização das escolas foi interrompida e agora até faz manchete no jornal (talvez para substituir outros processos que vão sendo arquivados), acabou a formação profissional, as energias renováveis deixaram de ser prioridade, o TGV foi abandonado. Agora, aos poucos, tudo vai sendo retomado, mas com nomes, calibragens e densidades diferentes.
  
Passos Coelho não gosta do Estado, não se percebe muito bem porquê já que a sua fundamentação ideológica é inconsistente e cobarde, nuns dias diz uma coisa, noutros justifica-se com outra. Mas como as paredes dos edifícios não têm dor as vítimas deste ódio ao Estado são os funcionários públicos, principalmente os quadros, quase todos eles com habilitações académicas mais credíveis do que as de Passos Coelho, para não referir as do Miguel Relvas. Todo o governo se desdobra em ataques a funcionários e pensionistas, cada ministro cria a sua própria sala de tortura e parece que estão competindo para ver qual deles lixa mais os funcionários públicos.
  
Passos Coelho prefere as empresas de mão-de-obra intensiva pelo que os quadros mais qualificados são dispensáveis e o resultado é o que se vê, jovens qualificados a emigrar, investigadores a serem convidados a partir por asfixia financeira, professores desprezados. O país não precisa de boas escolas e muito menos de tantos quadros, que partam pois a Lusófona ou a Lusíada de Passos Coelho produz a mediania intelectual de que o modelo idealizado pelo primeiro-ministro carece.
 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cogumelos na Quinta das Conchas, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Luís Marques Guedes, ministro da Presidência

Esta tendência para imitar o chefe por parte dos membros do governo que Deus nos deu faz lembrar o bigode do Arnaldo de Matos imitado pelos militantes do MRPP ou a pronúncia de Álvaro Cunhal que se tornou quase um sotaque oficial no PCP. Depois do "calibrómetro" de Passos Coelho o ministro da Presidência inventou o densiómetro. Sempre representa um progresso pois o único calibre que o primeiro-ministro usa é o que mede o calibre das balas com que "mata" funcionários públicos e pensionistas.

«O ministro da Presidência anunciou hoje que o Governo vai "densificar mais" todos os critérios para despedimento por extinção de posto de trabalho, em relação à última proposta que apresentou aos parceiros sociais, e dar-lhes "uma ordem hierárquica".
  
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes afirmou que o executivo PSD/CDS-PP pretende que esta matéria volte a ser objeto de um "acordo tripartido" na concertação social.» [DN]

 
 Que morram mais 6

Com um governo de direita quase extrema é mais do que óbvio que o poder arrasta os pés perante o crime das praxes, na prática estamos perante métodos muito ao gosto da direita e a defesa das tradições está acima dos direitos humanos, não admira que um tal secretário de Estado da Juventude já tenha vindo em defesa desta aberração.

Os estudantes organizadores das praxes aparecem agora nos debate televisivos passando a ideia de que as praxes são meras brincadeiras quase infantis, e que um processo de estupidificação é a melhor forma de integração numa universidade. A direita, o governo e até a igreja arrastam os pés esperando que o assunto seja esquecido, pelo menos até que morram mais meia dúzia de estudantes em nome de uma tradição que nunca o foi.

Até os reitores assobiam para o ar, ignorando intencionalmente que uma boa parte dos caloiros vítimas das praxes nem sequer são maiores de idade. Nada fazem contra uma prática forçada com base na chantagem da marginalização, humilhante e perigosa?
 
 Informação de última hora

As universidades americanas, designadamente o MIT e Harvard, estão tão admiradas com os resultados e virtudes das praxes portuguesas que já contactaram o secretário de Estado da Juventude que as convidou a visitarem Portugal para melhor perceberem esta antiquíssima tradição de unicversidaddes com meia dúzia de anos.
 
 Nem todos pensam como o "jovem" Hugo Soares
 
«Pretendo, com esta minha carta aberta – e ela é aberta porque o que interessa à JSD interessa à Juventude Portuguesa - manifestar o meu absoluto repúdio pela posição a que, de certo modo, por ação e ou por omissão, obrigaste todo o PSD a tomar perante o referendo da co-adoção e adoção de casais do mesmo sexo.

Tenho lido e acompanhado, com todo o interesse, mas também com crescente preocupação, algumas das tuas atitudes e entrevistas, acerca do tema supracitado.

Na última tua intervenção publicada no site da JSD, a argumentação que sustenta a tua posição sobre o assunto só me pode causa perplexidade pela confusão que não pode deixar de ter criado entre os nossos jovens. Declaras, categórico: “E votamos todos, todos os Deputados [PSD], com liberdade de voto, como sempre foi no PSD em matérias de consciência e ditas de construção de modelo de sociedade”. E eu pergunto-me: onde é que houve liberdade de voto neste caso de referendo? Claro, pretendes contornar essa questão, que é de consciência, transformando-a em questão política, um processo que cerceou, quer queiras ou não reconhecer, aquilo que, sim, tinha sido a liberdade de voto, de acordo com as consciências invioláveis de cada um, durante o processo parlamentar e legislativa dessa proposta. E isto justamente porque esta ideia de referendo surge depois de, através de um projeto de lei, ter sido aprovada a proposta com o voto favorável e decisivo de 16 deputados do PSD! Aí, sim, exprimiu-se livremente a consciência de um Partido que, desde Sá Carneiro, é um partido livre porque quer um Povo Livre! (...)» [DN.PT]
 
Carta aberta de Eduardo Freitas a Hugo Soares.


   
 Ridículo
   
«A Comissão de Proteção de Menores proibiu os pais do pequeno Daniel, o menino de 18 meses que esteve desaparecido três dias na Madeira, de levar o bebé a assistir ao jogo entre o Marítico e o FC Porto do próximo sábado.
  
Este jogo terá uma vertente solidária, mas ainda assim os pais ficaram impedidos de levar a criança a assistir.» [CM]
   
Parecer:

Até parece que todas as criança da Madeira são tão felizes que a Comissão está toda empenhada no Daniel.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Depois do calibre vem a densidade
   
«O economista Rui Rio (PSD) defendeu hoje que Portugal deve "deixar a troika" com um programa cautelar porque precisa de "rede" e, sem ela, será "um barquinho a remos à deriva no oceano" suscetível a "problemas bem mais graves".

"Devíamos sair com rede e não sem rede, embora politicamente o discurso seja mais difícil de fazer", concluiu o social-democrata, que participou hoje, no Porto, na conferência "Iniciativa privada - A economia, as empresas e o sistema fiscal".» [DN]
   
Parecer:

Rui Rio parece não acreditar que o PSD consiga manter-se no poder e quer amarrar um futuro governo ao programa do PSD combinado com a troika..
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Porque não despedem o incompetente Ulrich
   
«O BPI registou em 2013 lucros de 66,8 milhões de euros, abaixo das estimativas dos analistas, que esperavam em média 79 milhões.

O banco liderado por Fernando Ulrich teve no ano passado um lucro líquido de 66,8 milhões de euros, resultado que ficou 73,2% abaixo do registado um ano antes - 249,1 milhões em 2012.

O valor desilude em relação às previsões dos analistas consultados pela Reuters, que em média estimavam 79 milhões de euros de resultado líquido.» [DE]
   
Parecer:

Com esta avaliação do desempenho nem é necessário recorrer a aqualquer alteração da legislaçãio laboral, depois de ter andado armado em grande gestor, dando conselhos e raspanetes ao país o presidente do BPI revela-se um incompetente, depois de ter conduzido o banco a um pedido de ajuda, revela agora a sua incapacidade de o recuperar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente e boicote-se um banco que tem apoiado uma austeridade brutal e dirigida apenas a alguns grupos sociais e profissionais.»
   
   
 Uma rapariga inexperiente
   
«"Quando fiquei a saber, foi como se tivesse caído de um arranha-céus". É assim que a antiga primeira-dama francesa, Valérie Trierweiler, descreve, em entrevista à revista "Paris Match", o momento em que ficou a saber que o seu companheiro, o Presidente François Hollande, mantinha uma relação amorosa com a atriz Julie Gayet.

"Claro que ouvia os rumores, mas não lhes dei atenção", diz a jornalista que esteve no Palácio do Eliseu, residência oficial do chefe de Estado francês, durante os últimos 19 meses.

Três semanas depois de ter "caído do arranha-céus", Valérie Trierweiler, que já se divorciou por duas vezes, assegura que por mais estranho que possa parecer não se sente a atravessar uma crise. "Não é a primeira separação na minha vida", diz, para logo reconhecer que esta é "violenta por ser mediática".

"Não me lamento de nada. Aquilo que vivi foi extraordinário. Retomarei a vida que tinha antes, enriquecida por uma nova experiência. Em poucos dias recebi centenas de cartas e mensagens de apoio de mulheres e homens", afirma à revista "Paris Match" hoje posta à venda e onde já publicou vários trabalhos de sua autoria.» [Expresso]
   
Parecer:

O mais curioso neste folhetim do namoro do presidente francês é Valérie Trierweiler ser apresentada como uma jovem virgem e inexperiente, esqueceu-se de que o que a actriz Julie Gayet lhe fez agora já ela tinha feito a Ségolène Royal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pobre senhora.»
   
 Mas que grande alarve
   
«O presidente da Comissão Europeia apelou hoje à confiança no projeto europeu e insurgiu-se contra os pessimistas da crise económico-financeira, advogando que "a desintegração da zona euro" foi evitada e que há sinais positivos a surgir.

"Conheço bem a situação difícil que enfrentámos e enfrentamos, mas não é justo ignorar o caminho que foi feito e o que já alcançámos", afirmou José Manuel Durão Barroso.

O chefe do executivo comunitário, que falava durante um debate no Comité das Regiões, em Bruxelas, advertiu que a desintegração do euro, "um cenário catastrófico", foi evitada e apontou os exemplos de vários países com programas de assistência para sustentar que já existem sinais positivos no plano económico.» [i]
   
Parecer:

A única coisa que este alarve fez foi usar a troika para sacrificar três países, um dos quais aquele que o designou como comissário para poder presidir à Comissão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
     

   
   
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quinta-feira, janeiro 30, 2014

Milagre!

Depois do milagre conseguido com a alteração da legislação laboral conseguida pelo Sôr Álvaro, resultado de um laborioso acordo de concertação social só viável graças à preciosa influência do mais conhecido dos condóminos da Quinta das Conchas, conhecido retiro de alguns famosos bpnistas, tenta-se agora um segundo milagre liberalizando o despedimento. A lógica é simples, se com a primeira alteração da legislação laboral se conseguiu o emprego que se viu, com a nova alteração Portugal  assistirá a um novo milagre económico a anunciar pela Santinha da Quinta da Horta Seca, a santinha milagrosa que forçou a Santinha da Ladeira à emigração.

Se a memória não me engana,  o acordo de concertação social tão exibido por esse mundo fora como um sucesso do ajustamento português iria criar o milagre do investimento e do emprego, o sucesso era tanto que as fontes de Belém depressa se encarregaram de tirar os louros ao Sôr Álvaro, fazendo saber que Cavaco se tinha desdobrado em influências junto da rapaziada do PS, sector da sociedade em que, como todos sabem, o senhor é muito apreciado e admirado. Os resultados foram tão bons que o governo se dispensou de aplicar as medidas que assumiu no acordo e dois anos depois, agora com a presença da Santinha da Horta Seca, tenta-se um segundo acordo.
  
Com tanta negociação começa a ser evidente que começa a ser mais necessária a consertação social do que a tão propalada concertação, com o desemprego em níveis nunca vistos apesar do abandono em massa dos trabalhadores mais qualificados a sociedade começa a precisar mais de conserto do que de acordos que não se cumprem a não ser nos que se refere às cláusulas que favorecem os patrões, servindo apenas para que os ministros do mini-governo centrista o exibam junto dos investidores.
  
A verdade é que o anterior acordo foi apresentado como um sucesso por quem não o cumpriu ou não forçou o governo a cumpri-lo, como a criação de emprego tão prometida não ocorreu. Na ocasião disseram que a reforma laboral aproximava Portugal da Europa, agora parecem querer aproximar Portugal da China, se esta não resultar é muito provável que o jovem líder da PSD se lembre de fazer aprovar no parlamento um referendo em que se vai perguntar aos portugueses se acham que a reintrodução da escravatura ajudará a criar empregos, até porque como se vê com as praxes a nossa direita tem um grande apego às velhas tradições e aquele jovem até já defendeu que todos os direitos podem ser referendáveis, todos não, deverá ficar de fora o direito de não aturar canalhas.

O sucesso português é algo estranho, conseguiu-se um grande sucesso nas contas públicas mas o défice não fica abaixo do nível pornográfico dos 5%, a revisão da legislação laboral era uma maravilha para o investimento mas não atraiu um único investidor, Portugal está na moda mas quanto a investidores estrangeiros só aparecem russos e chineses em busca de passaportes dourados, um dia deste Marbella ainda se vai queixar de que as máfias a abandonaram.
  
O milagre que foi anunciado pela Santinha da Horta Seca não para nos surpreender, Portugal perdeu meio milhão de empregos, os funcionários públicos e os pensionistas foram esfolados, as empresas pagam pior até aos seus gestores, a dívida passou de menos de 90% do PIB para cerca de 130%, a segurança social está sendo espoliada de recursos e usada para comprar dívida considerada lixo,  mas os portugueses são um povo cheio de sorte, já tinham a Nossa Senhora de Fátima e os três pastorinhos, agora tem os quatro ministros do CDS, um inventa milagres e os outros armam-se em pastorinhos e partem em busca de devotos, até já inventaram um milagre com direito a cronómetro, o equivalente religioso ao mercado dos futuros, tão apreciado pelos mbas do governo no tempo em que eram gestores de empresas públicas.
  


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cacilheiros na margem sul, Cacilhas
  
 Jumento do dia
    
Hugo Soares, o Dux do parlamento

O "jovem" deputado da JSD que tudo leva a crer que já tenha nascido velho e antiquado, está tão feliz por se sentir na moda que deu para o disparate, agora veio defender que todos os direitos das pessoas podem ser referendados. Ficamos a aguardar que este imbecil proponha um referendo sobre se os portugueses têm ou não direito à vida.

Não seria mais higiénico para o país se o PSD tirasse este imbecil da ribalta?

«O deputado do PSD que encabeça a proposta de referendo à coadoção e adoção por casais do mesmo sexo, Hugo Soares, referiu ontem no programa ‘Política Mesmo’, na TV24, que “todos os direitos das pessoas podem ser referendados”, comparando o referendo que está em cima da mesa com o da interrupção voluntária da gravidez. Palavras que deixaram a deputada do PS, Isabel Moreira, em choque.» [Notícias ao Minuto]

 
 Cavaco está preocupado com a violação do segredo de justiça

Quando os jornais escarrapachavam quase diariamente processos e escutas Cavco ficou calado, agora que nada tem sucedido é que se preocupa. Das duas uma, ou o homem está com um atraso de três anos ou anda por aí qualquer coisa que ele não quer que se saiba.
 
      
 Volta o "Marreta", o meu tema predileto
   
«Esta é a terceira crónica que escrevo sobre o Marreta, antigo touro de 500 quilos, hoje provavelmente ex-muitos bifes de 200 gramas. Marreta era um touro de um só corno e telhudo, que vivia numa quinta em Viana do Castelo. Um dia de maio passado, o patrão quis deslocalizá-lo para o matadouro e o Marreta rescindiu unilateralmente o contrato, saltou da carrinha e fugiu. Mais vale ser um touro livre nas matas do que um operário iludido à espera de contrato nos estaleiros. Uma semana depois, a GNR (sempre ao serviço dos possidentes) prendeu o Marreta e quis levá-lo para o seu destino inexorável. Era não contar com o Facebook, esse defensor de todas as liberdades. A campanha Touros em Fuga, um movimento de massas (1378 euros), recolheu fundos, comprou o Marreta ao esclavagista e levou-o para Aveiro, para a propriedade de uma associação chamada SOS Equinos. Confuso, não sabendo se devia marrar ou cavalgar, o touro mais famoso do País voltou a fugir. Até hoje, embora se murmurem avistamentos do Marreta no Ribatejo, entre as chocas... E eis que surge, agora, uma nova campanha no Facebook, Marreta, o Boi Enganado, 135 pessoas que querem que o publicitário da campanha anterior, a Touros em Fuga, devolva os euros recolhidos para uma liberdade tão fugaz. Ora, o publicitário em causa teve também ele de fugir do curro nacional, e emigrou para a Alemanha. Que fazer?, perguntava Lenine. Pergunta ainda mais difícil tratando-se de Portugal.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Marreta, o boi enganado
   
«Cerca de uma dezena das pessoas que contribuíram para a compra do touro que no ano passado andou fugido em Viana do Castelo exigem a devolução do dinheiro. E avisam que o caso poderá chegar ao tribunal, se não forem ressarcidas do dinheiro que entregaram para garantir que o animal – cujo paradeiro é desconhecido desde Julho – não ia parar ao matadouro.

Há seis meses que não têm notícias do Marreta e receiam ter sido enganadas. O bicho voltou a fugir em Julho de 2013 das instalações de Oliveira do Bairro da SOS Equinos, a associação que, com dinheiro angariado nas redes sociais, o comprou ao criador de Viana a quem fugiu, com outro touro (posteriormente abatido e vendido a um talho), no momento em que era carregado no camião que o levaria ao matadouro. O Marreta passou uma semana nos montes, fintando a GNR e as autoridades veterinárias. A sua fuga mediática levou então à criação do movimento Touros em Fuga, no Facebook, e à angariação dos 1378 euros que permitiriam comprá-lo e confiá-lo à SOS Equinos, onde era suposto passar o resto dos seus dias, pastando. Mas o touro voltou a fugir e, no final de Dezembro, surgiu um novo movimento no Facebook, intitulado Marreta, o Boi Enganado, apoiado por mais de 135 pessoas que reclamam a devolução do dinheiro.

“Esta página não pretende fazer juízos de valor, apenas constata que o dinheiro oferecido não obteve o propósito para o qual foi entregue e, nesse sentido, pretende a sua restituição. Assim, todas as pessoas que se identifiquem com este raciocínio devem aderir e deixar mensagem do valor que entregaram, para depois procedermos formalmente ao pedido da devolução dos valores aos responsáveis dos movimentos Touros em Fuga e SOS. Equinos”, lê-se na página do novo movimento, que já contratou um advogado.

Deolinda Sousa é uma das pessoas que se dizem enganadas. Em declarações ao PÚBLICO, garantiu que o recurso ao tribunal não está fora de hipótese: “O assunto não vai morrer. Tem que ser esclarecido o que aconteceu ao animal. Vamos até onde for preciso para saber onde está o Marreta”, frisou.» [Público]
   
Parecer:

Neste país, com cornos ou sem cornos, somos todos enganados!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Cobardia na Lusófona
   
«O presidente do Conselho de Administração da Universidade Lusófona, Manuel Damásio, refuta a teoria de que os seis alunos daquela instituição que morreram na praia do Meco, vítimas de afogamento, estivessem envolvidos em quaisquer rituais académicos. O responsável, que falava ontem em declarações à SIC, disse ter-se tratado de “um acidente”, considerando que os estudantes, de acordo com os testemunhos que há, estavam apenas “a fazer brincadeiras”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Está na hora de as ratazanas fugirem do navio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Sobrevivente designado
   
«O apelido não desmente as origens açorianas de Ernest Moniz, que esta madrugada podia ter sucedido a Barack Obama na presidência dos Estados Unidos, tornando-se assim no primeiro descendente de portugueses a sentar-se na Sala Oval.

Explicando por partes, o secretário norte-americano para a Energia é o 12º na linha de sucessão para presidente dos EUA e foi escolhido pela Casa Branca para ser o "sobrevivente designado" durante o discurso anual sobre o Estado da União de Obama proferido em Washington, na madrugada desta quarta-feira, hora de Lisboa.

Leia também: Obama avisa Congresso: sempre que puder ajudar famílias americanas, vai avançar
Ernest Moniz, foi assim levado para um local não revelado, onde ficou sob proteção dos serviços secretos durante o discurso proferido no Congresso, onde, sob o mesmo tecto que Barack Obama, figuravam as mais altas figuras da administração norte-americana, como o vice-presidente Joe Lieberman, membros da Casa Branca e do Supremo Tribunal, incluindo o líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, John Boehner.

A tradição do"sobrevivente designado" teve início durante a Guerra Fria, devido a receios de um ataque nuclear poder dizimar, de um momento para o outro, todo o poder executivo e a cúpula militar, como explica a revista Time.» [DN]
   
Parecer:

Nós cá também temos um sobrevivente designado, é o Cavaco que sobreviveu ao cavaquismo e ao BPN e é um sobrevivente designado dele próprio, ainda que só por mais dois anos se, entretanto, não lhe der uma sulipampa,.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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