sábado, fevereiro 15, 2014

Duas soluções

A não ser que o PS consiga uma maioria absoluta nas próximas eleições, o que implicaria um milagre digno da Nossa Senhora da Rua da Horta Seca, a solução política do país passará por um entendimento entre o PS e o PSD mais um Paulo Portas cujo papel será comprar submarinos, apresentar demissões irrevogáveis e fazer aquelle sorriso cínico de Chico esperto.
  
É evidente que quem no PSD não gosta de Passos Coelho nutre o mesmo sentimento por António José Seguro. Não sendo fácil a um Pacheco Pereira negociar com Seguro uma colecção de tribunais personalizados ou a extinção pura e  simples da ADSE em tempos defendida por um Beleza a dar para o feiote e com muito pouco de brilhante.  Também é evidente que quem no PS não gosta de Passos Seguro alguma vez vai aceitar negociar com a sua cara-metade. Seguro e Passos não passam de duas facções do mesmo neo-liberalismo, Passos lidera o gangue dos neo-liberais de direita e Seguro tem ao seu lado o gangue dos neo-liberais da esquerda.
  
No meio está um Cavaco Silva com dois anos para branquear a sua imagem e fazer esquecer que foram os seus que iam destruindo o país, os cortes nos vencimentos e nas pensões correspondem grosso modo ao que o país foi obrigado a enterrar no banco dos seus amigos, para compensar lucros fáceis que outros obtiveram, incluindo as mais-valias que a família do Presidente ganhou com negócios de acções da SLN.
  
Enquanto Passos Coelho tiver na mão a chave de acesso à manjedoura estatal muito dificilmente algum militantes se arriscará a fazer o mais pequeno gesto que sugira oposição ao líder. A não ser Pacheco Pereira e mais dois ou três militantes todos estão caladinhos, só se transformarão em grandes libertadores quando souberem que Passos vai cair. No PS passa-se um pouco do mesmo, como Seguro é o putativo primeiro-ministro todo o aparelho o apoiará até ser derrotado nas urnas. Enquanto isso as personalidades do PS vão gozando os seus cargos de forma tranquila.
  
A única forma de repor os direitos dos portugueses, de reconstruir o que este governo destruiu, seria com um governo competente, de gente honesta e de bom senso. Ora, é isso que nem o PS nem o PSD conseguirão produzir, uma boa parte da sua militância foi atraída pela expectativa de acesso à manjedoura e para essa gente o interesse nacional é o seu próprio interesse, os partidos foram assaltado por mercenários formados nas jotas e que hoje dominam a política nacional.
  
Isto significa que o país terá de fazer esta travessia no deserto, gerido por jotas sem qualificações, apoiados pelos mbas iluminados e cheios de soluções liberais, gente que cresceu a falar mal do Estado e a odiar os colegas que progrediram à custa das suas capacidades, sem recurso a cunha ou financiamento de empresários duvidosos enriquecidos pela imensa máquina de corrupção em que se transformou o Estado.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo Oacutebidos_zpsc2cb2e78.jpg
     
Óbidos
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas, primeiro-ministro do protectorado

Se estes investimentos são em grande parte financiados pela UE, obedecem a estratégias comuns e devem ser aprovados pela UE a que título o BCE ou o FMI terão de se pronunciar sobre os mesmos? Será que Paulo Portas considera Barroso e a Comissão Europeia incompetentes para se pronunciarem sobre assuntos do protectorado?

«O Governo vai discutir com a troika durante a próxima avaliação do programa de resgate a lista de investimentos em infraestruturas prioritárias para Portugal, disse o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

O governante, que falava durante uma audição no Parlamento sobre a décima avaliação do programa de resgate, enunciou alguns dos temas que serão debatidos com a 'troika' na avaliação que começa no dia 20 de fevereiro.

Entre estes temas, disse Paulo portas, está o início do "trabalho técnico", que terá necessariamente "avaliação política", "relativamente às infraestruturas prioritárias no nosso país, nos próximos anos".

"Falaremos deste tema com a missão externa", disse Paulo Portas.

Em janeiro, foi divulgado um relatório de um grupo de trabalho nomeado pelo Governo para apontar as prioridades em termos de investimento em infraestruturas, que referia os portos e a ferrovia como setores que necessitam de investimento.» [Notícias ao Minuto]

 
 Tacanhez tuga

Uma actriz usou uma jóia portuguesa que nem sequer comprou e meia comunicação social dedicou grandes espaços ao acontecimento. Imagine-se que a comunicação social de um país europeu a fazer o mesmo, na Alemanha tudo parava porque um americano usou um BMW, na França fazia-se o mesmo por causa de uma garrafa de vinho ou a Itália parava porque um chinês rico tinha comprado uma bolsa de uma marca de moda.

Quando será que o país deixa de ter esta mistura entre tacanhez e complexo de inferioridade? Se ao menos a americana tivesse pago a jóia com a qual poucas portuguesas passeariam em Portugal...
 
 Reflexão curta

Se Seguro não sabe muito bem o que dizer e o que quer nas eleições europeias, imagine-se como vai ser nas legislativas e vier com ideias como a do tribunal vip para estrangeiros.
 
      
 Fisco: uma nova PIDE
   
«(...)E como é que - aparentemente sem reação das pessoas e das autoridades competentes - pudemos chegar a este ponto? Essencialmente porque os governos anteriores ao governo PSD de Durão Barroso (no qual Paulo Macedo desempenhou as referidas funções de diretor-geral das Finanças) tinham deixado o "fisco" numa situação obsoleta em matéria de tecnologia, de recursos, e de procedimentos. Foi assim que - quase de um momento para o outro - as Finanças se modernizaram, criaram uma subcultura de cobrança a prémio de impostos e - de caminho - cometeram o que parecem ser abusos e excessos continuados. Aliás, se este último episódio da oferta de automóveis topo de gama a contrapartida de pedidos de faturas é apenas mais um exemplo, a verdade é que esta cultura de "PIDE" se tem vindo a instalar na AT. Por tudo isto, trata-se certamente de um caso para o qual valeria a pena a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) olhar com atenção. Assim, talvez - e por uma vez na vida - pudesse a CNPD justificar a sua existência com algo de útil e que fosse verdadeiramente feito em prol da segurança e dos direitos dos cidadãos portugueses. Veremos...» [DN]
   
Autor:
 
Paulo Pereira de Almeida.

Parecer:

Um artigo da treta que revela desconhecimento factual e não passa de uma forma subtil de defender a bandalhice fiscal.
      
 Viciados no aborto
   
«Esta semana ficámos a saber uma coisa escandalosa: desde que foi legalizado o aborto, ocorrem muito mais abortos legais do que quando o aborto era ilegal. Naturalmente, há quem, chocado com este estado de coisas, proponha soluções. A mais óbvia, proposta pelo Governo espanhol, é ilegalizar: não deixa de haver abortos, mas passamos a ignorá-los, só dando conta deles quando morre uma mulher ou é desmantelado um negócio abortivo. E se o Estado pode gastar mais em tratamentos das complicações do aborto ilegal e custos associados, as contas ficam tão clandestinas como os abortos - debaixo do tapete. (...)» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 A  ver navios
   
«Como todos reconhecem, o alargamento do Canal do Panamá constitui uma oportunidade extraordinária para a nossa economia, sendo que o Porto de Sines reúne condições excelentes para tirar partido da sua localização privilegiada e atrair o tráfego dos grandes navios porta-contentores. Para isso, todavia, Sines precisa de ver assegurada uma ligação ferroviária que garanta o acesso expedito das suas mercadorias a Madrid e ao resto da Europa. Isto significa que é imperioso - como reconhece o próprio grupo de trabalho governamental nomeado para estudar os investimentos prioritários - relançar o projecto de construção do troço ferroviário Évora-Caia-Badajoz, que o actual Governo erradamente mandou suspender já lá vão mais de dois anos. Só que o tempo passa e, apesar de muita conversa, nada acontece. (...)» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.

Parecer:

Digamos que o governo esperou pelo fim do ajustamento para ter tempo de estudar o tema e de pedir a opinião à troika.
   
   
 Ganda Moedas!
   
«O atual Governo conseguiu, em dois anos e meio, cumprir mais de 400 medidas de reforma, a uma média de três por semana, destacou hoje o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Convenhamos que a maior parte dessas medidas não passam de trocos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Orçamento relaxado
   
«A economia portuguesa caiu 1,4% no conjunto de 2013, mas registou um crescimento homólogo de 1,6% no último trimestre do ano, de acordo com os números hoje avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Para o Núcleo de Estudos de Conjuntura sobre a Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica, "estes dados alimentam a hipótese da recuperação cíclica da economia portuguesa, sendo os sinais positivos inequívocos", considerando, no entanto, que o crescimento do último trimestre de 2014 parece ter sido motivado pelo consumo privado e pela procura externa, "não sendo ainda clara a recuperação do investimento que permanece em patamares historicamente muito baixos".

Além disso, os economistas do NECEP referem que "parte do crescimento foi suportado por algum relaxamento orçamental", que já tinha motivado uma revisão em alta do crescimento observado no 2.º trimestre.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Está desmontado o milagre da santinha da Horta Seca, grande concorrente da Santinha da Ladeira na produção de milagres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à santinha da nossa devoção.»
   
 Outra vez o Nobre?
   
«Fernando Nobre afirmou ao semanário Sol que poderá candidatar-se de novo às eleições presidenciais, em 2016.

O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) revela que tem sido abordado por várias pessoas que o têm incentivo a realizar uma nova candidatura, situação que o leva a refletir sobre essa possibilidade.

“Enquanto putativo candidato que sou, estou em período de reflexão”, refere ao Sol, acrescentado: “Na altura certa decidirei autonomamente”.» [Notícias ao  Minuto]
   
Parecer:

Digamos que o pobre senhor está a chegar-se à frente na esperança de ser candidato do Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aom putativo candidato a candidato do futuro candidato a primeiro-ministro ue não tenha pressa, ainda é cedo para o avanço dos falhados da política.»
   
   
 Continua a perseguição aos idosos
   
«Os viúvos vão sofrer mais cortes na pensão de sobrevivência este ano em virtude das poupanças que tenham acumulado. A garantia foi dada pelo ministro da Solidariedade e Segurança Social, Mota Soares, que quer contar com outros rendimentos, como os de rendas, dividendos e mais-valias que os viúvos recebam, para calcular o valor do corte.

O ministro afirmou ontem, em entrevista ao ‘Negócios', que quer alargar os cortes a outros tipos de rendimentos nas pensões de viuvez "ao longo do ano 2014". Segundo disse, o único impedimento à medida são questões técnicas, mas recorda que "o Executivo quando anunciou esta medida disse que quereria avançar este ano também com o cruzamento de outro tipo de rendimentos". Uma posição que surge depois de o Provedor de Justiça ter afirmado que é injusto cortar nas pensões de viuvez a quem tem só rendimentos de pensões e não considerar outros rendimentos. » [CM]
   
Parecer:

Isto começa a parecer ódio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
     

   
   
 photo Sergei-Bessudov-5_zps1f8a82af.jpg

 photo Sergei-Bessudov-3_zps7dc29438.jpg
 
 photo Sergei-Bessudov-2_zps9f9509d6.jpg

 photo Sergei-Bessudov-1_zps3de1cc61.jpg
 
 photo Sergei-Bessudov-4_zps021ce357.jpg

 
 
 
     

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Entrada suja, saída limpa

 photo limpa_zpsb9339a7c.jpg
   
Portugal entrou para aquilo a que eufemisticamente designam por programa de ajustamento com muito menos dívida, com muito menos desempregados, com mais empresas viáveis, com uma economia mais optismista, com menos investigação científica, com um fardo financeiro mais pesado para a segurança social, com mais quadros qualificados, em suma, com uma melhor situação do que a encenação económica com que se pretende sair do programa com uma saída dita limpa. Se esta saída saída se pode designar por limpa, o mínimo que se pode dizer da entrada é que foi suja e tudo aponta para que tenha sido bem mais suja do que parece.

Não deixa de ser irónico que agora que a dívida soberana portuguesa é lixo se fale em saída limpa. Até apetece perguntar, por exemplo, qual seria o discurso de Cavaco Silva se o primeiro-ministro ainda fosse primeiro-ministro? As suas opiniões seriam dignas de serem aqui reproduzidas, imagine-se só se a EDP tivesse sido vendida aos Chineses e o cargo do Catroga fosse desempenhado por António Vitorino. Mas tudo mudou, agora a nossa economia é democratizada pelas aquisições de empresas portuguesas pelo Partido Comunista da China que designa o camarada Pintelhos para um alto cargo e já não importa de onde vem o dinheiro a 5%.

O curioso disto tudo é que na mesma semana em que o governo vai ao mercado comprar dinheiro a 5% para financiar 2014 e 2015 o FMI empresta quase mil milhões para pagar as despesas de 2013 e aproveita para perguntar o que é feito da reforma do Estado que permitirá um défice mais reduzido em 2014 e 2015. Mas tirando o défice muito superior ao combinado, um crescimento de 0,1%, o desemprego elevado, tudo está bem na economia portuguesa e desde a senhora do FMI ao grandioso Durão Barroso todos festejam o grande sucesso do ajustamento português, um grane sucesso porque apesar de não cumprir qualquer meta consegue reabrir a porta do mercado do financiamento especulativo da dívida soberana.

Mas o mais irónico disto tudo é a designação de saída limpa,  copiando a terminologia irlandesa. É verdade que estamos perante uma saída digna da lixívia mas não porque somos como irlandeses, já seria muito bom se fossemos como os gregos, quanto mais como os irlandeses. Mas a verdade é que o termo saída limpa é bem aplicado e é por causa dessa limpeza que os altos responsáveis da troika celebram tanto e não é difícil de adivinhar que o relatório da próxima avaliação da troika seja um bom vinho português para acompanhar as iguarias dos indígenas, acabando com uns famosos pastéis de nata, imaginem a cara de deslumbramento daqueles três lanzudos que nunca foram tão bem tratados nem servidos com tanta subserviência.

A troika tem razões para celebrar, estão-se aproveitando da propaganda de um governo que quer vender uma imagem de sucesso para se ilibarem de responsabilidades no desastre português, manipularam um grupo de extremistas para transformarem um país europeu num banco de ensaios e o melhor que lhes poderia suceder era terem um governo mais empenhado nas eleições legislativas do que no interesse do país. A troika vai escapar-se a quaisquer responsabilidades e esta mentira da saída limpa é a sua própria saída limpa deste processo de ajustamento sujo a que sujeitaram o país durante três anos.

Os senhores da troika –  Lagarde, Barroso e Mario Draghi – precisam desta mentira para serem eles próprios a terem uma saída limpa depois de toda a merda que fizeram.



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo Convento-da-Arraacutebida_zpsc6f1f019.jpg
     
Convento da Arrábida
  
 Jumento do dia
    
Aguiar-Branco, o senhor Ministro

Esxta espécie de senhor ministro que Passos Coelho decidiu servir aos generais entrou agora em conflito com um deles, Garcia Leandro lembrou-se de uma conversa incómoda para o agora ministro e este reage intempestivamente com um comunicado onde diz que tudo é mentira. Agora cabe aos portugueses decidir sobre quem está a mentir se um general apegado aos valores da honra típicos dos militares ou se um dos mais fracos políticos portugueses. Face aos factos e nada se podendo provar resta-nos seguir a metodologia judicial dos nossos tribunais e presumir a culpa de um deles. Adivinhem quem na opinião deste humilde Jumento é o mentiroso.

Ultrapassado este primeiro problema da mentira importa agora analisar o alcance do incidente, o facto de um general dizer uma coisa destes do ministro da Defesa revela também a alta consideração em que o ministro está junto do meio castrense, o que se compreende, Aguiar-Branco não se tem sabuido comportar e com grande frequência transforma com os seus discursos imbecis as cerimónias castrenses em comícios do PSD, como se as forças armadas fossem uma tropa privada do seu partido.

«Em resposta, ao general Garcia Leandro, que aos microfones da Antena1 disse que Aguiar-Branco lhe confidenciou em 2011, “’não fazer a mínima ideia’” da pasta que ia tutelar, o ministro da Defesa ironiza, garantindo que o antigo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade e Terrorismo “não é seu assessor, amigo pessoal ou confidente”. O governante esclarece também que “não é ministro com a tutela das preferências pessoais do senhor tenente-general Garcia Leandro”.

O antigo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade e Terrorismo (OSCT), o general Garcia Leandro, revelou aos microfones da Antena1 que, “no dia 28 de outubro de 2011”, o ministro da Defesa, Aguiar-Branco, lhe confessou “’não fazer a mínima ideia’” da pasta que ia tutelar o que, vincou à data, até era “’muito bom porque não percebendo nada’” tinha “’mais capacidade para fazer reformas’”.

Em resposta, através de comunicado enviado às redações, o gabinete do ministro Aguiar-Branco vêm esclarecer que “teve o prazer (…) uma única vez, o da companhia do general Garcia Leandro, “ao longo do mandato” e, acrescenta, que “em momento algum foi proferida a frase que bombasticamente lhe é imputada ou as restantes considerações relatadas”.» [Notícias ao Minuto]
 
 Pergunta ao ministro Lambretas

No caso de um patrão tarado sexual que se atire às empregadas, um caso que como sabe é muito raro em Portugal, quais são as habilitações ou o desempenho considerado no momento do despedimento?
 
      
 Uma tragédia em três atos
   
«Os resultados desta estratégia são, infelizmente, bem conhecidos. Nenhuma das metas iniciais do memorando de entendimento foi cumprida, o défice continua elevado e não teve redução sustentável, a dívida disparou, a recessão foi muito mais profunda e o desemprego mantém-se em níveis socialmente insustentáveis.

«Portugal mais perto da saída à irlandesa». Era esta a manchete de anteontem do Negócios. Há quem queira ver nisto um «milagre económico português», mas provavelmente estamos perante o último ato da tragédia política, económica e financeira que se abateu sobre o país nos últimos anos.

O primeiro ato foi o pedido de resgate e a chegada da Troika. No contexto da crise global e sistémica que atingiu a Zona Euro, está hoje amplamente demonstrado que a Europa queria para Portugal uma solução diferente do resgate à Grega ou à Irlandesa. Essa solução diferente estava encontrada e negociada, e foi conscientemente rejeitada pelos partidos da maioria. A vinda da Troika foi pois uma opção clara e consciente de vastos sectores em Portugal, numa aliança explícita entre aqueles que procuravam chegar avidamente ao poder e os que, na direita liberal, viram a oportunidade de aplicar um programa político há muito ambicionado. Foi assim que Portugal entrou num processo profundamente doloroso a nível económico, social e político.

O segundo ato desta tragédia foi a forma escolhida para a execução do memorando de entendimento. Em vez de seguir uma estratégia prudente e flexível, assente na manutenção dos diferentes equilíbrios e numa atitude de negociação tensa e permanente com a Troika, o Governo optou por assumir como sua a leitura de que a "culpa da crise" estava nos países deficitários do Sul e no peso do Estado Social. O "front-loading" orçamental e a desvalorização salarial acelerada não resultaram sobretudo de uma imposição externa. Foram antes opções políticas conscientes de um projecto político e ideológico que tem no combate ao Estado e na desvalorização interna (e não no combate à crise) o seu elemento central. 

Os resultados desta estratégia são, infelizmente, bem conhecidos. Nenhuma das metas iniciais do memorando de entendimento foi cumprida, o défice continua elevado e não teve redução sustentável, a dívida disparou, a recessão foi muito mais profunda e o desemprego mantém-se em níveis socialmente insustentáveis. E mais importante, apesar de toda a retórica em torno das reformas estruturais, não assistimos a nada que possa indiciar uma qualquer melhoria da capacidade competitiva da economia portuguesa e da sua capacidade de crescimento. Pelo contrário, vários indicadores apontam para que estejamos pior ao nível do que são hoje modernos factores de competitividade (a imigração de quadros qualificados ou o investimento em ciência são dois exemplos apenas). Em síntese, a aplicação do programa constituiu para a direita liberal a oportunidade de concretizar um velho sonho, mas não permitiu ao país qualquer melhoria na sua capacidade de vencer a crise. 

Já com o fim (formal) do programa de ajustamento à vista entramos no terceiro ato desta tragédia. Nem o Governo português nem os governos europeus querem ouvir falar em mais resgates. Passos e Portas, motivados pela obtenção de ganhos políticos de curto prazo ("nós retiramos de cá a Troika e agora vamos melhorar"), contam com a cumplicidade pré-eleitoral da Europa para uma «saída limpa». Trata-se, na verdade, de uma saída sem rede, num momento em que o estado do país não se compadece com voluntarismos que podem ter efeitos irremediáveis. 

Na verdade, o peso da dívida pública no PIB que era de 70% em 2008 está hoje acima dos 125%. Na emissão de dívida desta semana (mais uma para preparar a «saída limpa») os juros superavam os 5%, mais do que aquele (já alto) que atualmente pagamos à Troika e muito mais alto do que as nossas condições realisticamente permitem sustentar. Ora, como nada nos permite antecipar níveis de crescimento económico (e de redução do défice) compatíveis com este nível de endividamento e de taxa de juro, é bem possível que nos estejam a empurrar para o abismo. E que estejam, ao mesmo tempo, a assegurar a entrada do país num período de "austeridade perpétua", agora sustentada pela necessidade de "não deixar a Troika regressar". De novo a aliança explícita entre os que procuram a todo o custo manter o poder e aqueles que o procuram para aplicação de um programa ideológico que não de superação da crise.

Vítor Gaspar admitiu recentemente que se apercebeu da «força e da relevância da política» após a reação que a demissão de Paulo Portas provocou nos mercados. A história já aconteceu antes e repete-se agora, a propósito da «saída à irlandesa». Estamos a falar «da força e da relevância da política», mas da política de «p» pequeno, i.e., da prevalência do interesse próprio dos actores políticos sobre o interesse do país. Pois este último impunha outras soluções.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Fernando Medina.
   
   
 O merceeiro holandês irritou-se
   
«Alexandre Soares dos Santos fartou-se das críticas que têm vindo a ser dirigidas contra a Jerónimo Martins. Durante a inauguração do centro logístico de Algoz, conta o Diário Económico, o presidente da empresa disse: “Não andamos aqui a matar ninguém”.

“Estou farto de ouvir dizer mal desta máquina trituradora [Jerónimo Martins] que mata os fornecedores e que não paga aos fornecedores”, Alexandre Soares dos Santos defende que, na última década, a empresa investiu 1,5 mil milhões de euros em Portugal, dando origem a mais de 10 mil postos de trabalho.

“Deixem-nos trabalhar sem nos insultarem" porque "só prestamos um bom serviço", frisou o empresário que garantiu que a empresa não foge a impostos.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O dinamizador do Tea Party à portuguesa ainda não percebeu que o seu problema é não perceber que não pode usar o dinheiro para condicionar a opinião pública e ao mesmo tempo conquistar simpatias. Também era bom que percebesse que deve muito do que é ao proteccionismo do mercado português.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que seja mais recatado.»
  
 Press Cartoon Europe entregue a um tuga
   
 photo Rodrigo-de-Matos_zpsf81d9bfe.jpg
  
«O vencedor deste ano do Grande Prémio do Press Cartoon Europe é o cartoonista português Rodrigo de Matos, avança o semanário Expresso. Foi aliás nesta publicação que apresentou no passado mês de novembro, o trabalho agora premiado e que retrata um mendigo português a quem é servida uma refeição diferente: uma bola de futebol.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ainda não nos tiraram o humor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem.-se os parabéns.»
   
 Esta saída limpa é uma limpeza paga a 5% em juros
   
«O Diário Económico avança hoje que o Governo já disse à troika que pretende uma saída ‘limpa’ do programa de ajuda financeira. Isto é, uma saída semelhante à que a Irlanda fez, sem necessidade de um programa cautelar.

As emissões de dívida a cinco e a dez anos já permitiram à Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) arrecadar 6,25 mil milhões de euros, um valor que começa a compor a ‘almofada financeira’ para 2015. Em declarações ao Diário Económico, o presidente do IGCP referiu mesmo que o dinheiro arrecadado com a emissão de dívida a 10 anos “já serve para 2015”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ao que parece o cronómetro do CDS é o cronómetro do governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco, um defensor extemporâneao da saída suja, se o governo o consultou se se mandou a sua opinião à fava.»
   
   
 A hora dos candidatos
   
«Em entrevista ao jornal i, Regina Barros exalta os esforços feitos pelos portugueses e pelo atual Governo para a recuperação económica, apontando, mais uma vez, o dedo ao Partido Socialista. Para a eurodeputada, os sinais são positivos, mas o Executivo perdeu a “tolerância” do povo português que já não consegue “ouvir falar de cortes”.

A poucos meses das eleições europeias, a eurodeputada do PSD, Regina Bastos, salienta os esforços dos portugueses na saída da crise, mas não deixou de louvar os trabalhos do Governo nesse sentido. “Este Governo está a fazer uma coisa que é remediar os problemas que foram criados pela governação socialista”, disse a social-democrata em entrevista ao jornal i.

“O Governo tem tido uma tarefa difícil e muitas vezes mal compreendida”, destacou a eurodeputada que admitiu que “o esforço tem sido feito de forma talvez comprimida de mais”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Agora é a altura de os candidatos a lugares nas listas europeias aparecerem em autos de fé para que os líderes não se esqueçam deles.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à senhora por onde tem andado que quase não se deixa ver.»
   
 Haja vergonha na cara
   
«A presidente da Assembleia da República admitiu hoje ter sugerido aos grupos parlamentares que as comemorações do 25 de Abril no Parlamento recorressem ao mecenato com fundações de utilidade pública, mas a ideia foi abandonada.

"Um programa tem sempre custos, se é um programa com ambição os custos são mais elevado e eu confesso que num debate com os líderes parlamentares sugeri a hipótese de recurso ao mecenato", disse à Lusa Assunção Esteves.

O jornal Público avançou hoje que Assunção Esteves tinha proposto aos grupos parlamentares que o financiamento das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril passassem pelo mecenato, uma ideia que foi discutida e definitivamente abandonada numa reunião da presidente da Assembleia com os grupos parlamentares, que terminou cerca das 13h30.» [DE]
   
Parecer:

Era o que faltava ver um merceeiro holandês aparecer a presidir às celebrações do 25 de Abril depois de ter pago as despesas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à senhora do inconseguimento que se demita do cargo.»
   
 Estado gosta pouco de concursos
   
«A compra de bens e serviços por ajuste directo, feita por organismos do Estado, autarquias e empresas públicas, aumentou 10% no ano passado para mais de 1,9 mil milhões de euros. Já a despesa associada a concursos públicos reduziu-se em 4%, para 1,5 mil milhões de euros.

A preferência pelos ajustes directos - mais 177 milhões de euros em relação a 2012, destinados a aquisições de menor valor - é criticada pelas construtoras, que acusam o Governo de penalizar a sua actividade ao esmagar as suas margens de negócio e multiplicar procedimentos, segundo a edição de hoje do Diário de Notícias.» [DE]
   
Parecer:

Todos os ajustes directos deveriam ser devidamente publicitados para serem escrutinados pelos cidadãos e enviadas cópias dos processos para o ministério Público para eventuais averiguações. Desta forma estes ajustes manhosos seram reduzidos a uma insignificância.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»
     

   
   
 photo michael-dalberti-5_zpse7c3ae3c.jpg

 photo michael-dalberti-1_zps52100a39.jpg
 
 photo michael-dalberti-3_zpsd94df479.jpg

 photo michael-dalberti-2_zpsd0884340.jpg
 
 photo michael-dalberti-4_zps7d50f0c5.jpg

 
 
 
     

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Este governo e a reforma do Estado

Agora que o FMI voltou a falar do tema da reforma do Estado, talvez porque se sentiu gozado por lhe terem pedido para dar a chancela a umas ideias avulso do Moedas e da sua equipa, é o momento para questionar o que este governo fez em mais de dois anos. 
Muito embora a resposta seja “quase nada” importa distinguir dois períodos, enquanto a competência pela reforma do Estado coube a Vítor Gaspar e ao seu secretário de Estado da Administração Pública o governo fez o quase. Desde que Paulo Portas chamou a si protagonismo de um quase primeiro-ministro de um mini governo de ministros centristas que cabem num táxi o governo fez o “nada”. O quase do Gaspar mais o nada do Portas dá “quase nada”.

Mas antes de se dedicar a produzir o quase o governo fez duas matreirices, deitou fora o Simplex para conforto emocional de um primeiro-ministro que fica com urticária sóp de ouvir falar da obra de José Sócrates, ao mesmo tempo o Relvas introduziu a nomeação de altos dirigentes por concursos para que promovendo concursos tão verdadeiros quanto os seus diplomas o PSD possa contar com uma legislatura de poder governamental e duas de poder administrativo.

O quase produzido pelo Gaspar foi uma fusão do fisco à qual atribuiu uma poupança de 20%, número mais do que falsos e, mais do que isso, uma alteração do estatuto do Banco de Portugal para que quando ele mais o Rosalino fugissem ou fossem corridos do governo voltassem ao conforto remuneratório dessa off shore da austeridade que é o falso regulador do sector bancário. A verdade é que os funcionários do Banco de Portugal são os únicos funcionários do Estado que não sofreram quaisquer cortes.
  
Chegado Paulo Portas ao alto estatuto de grande reformador do Estado, um estatuto muito querido de qualquer responsável da ultra direita, a famosa reforma do Estado não deu em nada. Primeiro tentaram ensaiar um falso consenso com o PS e Cavaco ainda dedicou a essa pretensão alguns dos seus discursos inúteis, que apenas servem para serem recolhidos em livros cuja única utilidade é atacar os adversários dos Silvas.

Produzido um guião quase tão mau que até parecia pensado pelo quota que anda armado em j líder dos laranjinhas começou a falar-se do agendamento e da necessidade de poupar muitos milhões de euros em 2015, enquanto para 2014 o problema ficaria resolvido com um corte dos vencimentos dos funcionários públicos e das pensões. Cavaco deu um jeito não enviando o orçamento para o Tribunal Constitucional, o que garantiu o adiamento de um eventual chumbo para depois de o relógio do Portas parar a contagem decrescente.
  
Quando por cá andava o Rosalino ainda se falava numa tabela única para os funcionários, um truque para consolidar os cortes, mas agora já nem disso se fala. Portanto nada foi feito para reformar o Estado, os cortes dos vencimentos são constitucionalmente questionáveis e daqui a quatro meses tudo estará na mesma, o Estado é o mesmo, ainda que pior do que estava, parou-se o que de bom estava sendo feito, como o próprio Portas chegou a elogiar, para nada se fazer ou deixar fazer durante quase uma legislatura.
 
Este governo foi um falhanço, não consegue regressar tranquilamente aos mercados como estava previsto no memorando, inventou um memorando extremista que apenas promoveu o desemprego, agrediu só por puro prazer ideológico os grupos sociais e profissionais de que Passos Coelho tem inveja ou odeia e no fim de tudo isto ainda deixou o Estado tal como o encontrou, só que com os seus boys escolhidos por falsos concursos pagos pelos contribuintes. Uma vergonha!



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo canos_zps5ae4cc1d.jpg
     
Canalizações de uma casa de Entre-campos, Lisboa

 Imagem do dia [Fonte]
   
 photo prancha_zps92009000.jpg
  
DISAPPOINTMENT: Shaun White skidded and fell during a snowboard halfpipe at the Winter Olympics in Russia Tuesday. He finished fourth, falling short of becoming the first American man to win three consecutive gold medals. 
  
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Portugal tem um presidente bipolar, no exercício das suas funções dispensa o Tribunal Constitucional de velar pela regularidade das leis do governo e fecha os olhos a uma política que visa a desregulamentação do mercado de trabalho, a desqualificação do Estado, o desinvestimento na investigação e a emigração forçada da geração mais qualificada. Nos discursos perante personalidades estrangeiras Cavaco arma-se num político modernaço que defende as PME do sector bancário que ele próprio criou, protegeu e promoveu, aposta na investigação científica e defende um modelo económico que aposte em mão de obra qualificada.

Ou Cavaco tem pouca confiança na inteligência dos seus pares vindos de Itália e Espanha ou então acha que eles não estão informados sobre o que se está passando em Portugal. Outra explicação possível e talvez mais provável, Cavaco Silva internamente é um firme apoiante das políticas governamentais assumindo aquilo que designou por consenso entre instituições, enquanto no estrangeiro dá a entender que é contra as políticas que apoia e só as suporta porque são imposições da troika.

«O Presidente da República, Cavaco Silva, alertou hoje que não se pode reduzir o investimento em Investigação & Desenvolvimento (ID) nos países do sul da Europa para evitar um maior défice tecnológico face à média europeia.

"Há que evitar o enfraquecimento das políticas de Investigação & Desenvolvimento, porque tal significaria, a médio prazo, reduzir a eficiência dos sistemas de inovação e alargar o fosso que nos separa dos países mais competitivos da União Europeia", declarou Cavaco Silva no encerramento do 9.º encontro COTEC Europa, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, ao lado do presidente italiano, Giorgio Napolitano e do rei de Espanha, Juan Carlos. 

Segundo o chefe de Estado, as empresas que alcançam maior sucesso são as que investem em inovação e no desenvolvimento do capital humano. "A existência de políticas de transferência tecnológica é um fator essencial para aumentar a especialização e aumentar a produtividade", acrescentou perante uma plateia, que contava com a presença dos ministros da Economia, Pires de Lima, e da Educação, Nuno Crato.» [Expresso]
 
 "Carácter", disse ele


“Morreu o carácter foi o que disse” justifica-se Jorge Gabril, que desta forma convida todos os portugueses a marcarem uma consulta de otorrinolaringologia.
 
 Maioria oprimida

 
 Estamos bem protegidos

Há poucos dias o responsável da Protecção Civil foi promovido a vedeta nacional por conta dos bombeiros que faleceram nos incêndios deste Verão. É pena que não tenha voltado a ser vedeta depois de no Domingo passado muitas dezenas de milhares de pessoas terem corrido elevados riscos ao irem assistir a um espectáculo desportivo debaixo de uma tempestade violenta.

Depois de ter aconselhado os portugueses a não saírem à rua o que fez esse senhor para impedir que 60.000 fosse passear para a Luz? Neste país só se fazem inquéritos quando há mortos e mesmo assim nem sempre, só isso explica que nada tenha sido feito para apurar responsabilidades no caso do jogo adiado só depois de a desgraça ser evidente.
   
   
 Pobre Tozé
   
«O ex-presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, não se revê no rumo que tem sido seguido pelo PS e defende que a questão da liderança deve ser reaberta caso o partido não consiga um bom resultado nas próximas eleições europeias.

Em entrevista à Rádio Renascença, Carlos César mostra-se especialmente crítico em relação a António José Seguro, que entende não dever falar "sobre tudo e durante todo o tempo".

O PS tem sido "demasiado oponente e pouco proponente", considera César, defendendo que "o Partido Socialista S não deve pensar que não se pode sentar à mesma mesa com um partido por causa dos valores desse partido". Pelo contrário, insiste, "deve fazê-lo com base na defesa dos seus valores".» [Expresso]
   
Parecer:

Este Seguro faz lembrar o anúncio das pilhas Duracell, na fase em que as pilhas estão quase no fim e o coelho quase nem se mexe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Discorde-se, o Seguro fala tão pouco que hás vezes ate parece que foi internado em isolamento.»
  
 Capucho expulso
   
«António Capucho, militante histórico social-democrata, considerou hoje que o seu processo de expulsão do partido confirma o estado a que chegou o PSD, advertindo que este se encontra cada vez mais afastado da matriz social-democrata.

"Este processo de expulsão só vem confirmar o estado a que chegou o PSD, cada vez mais afastado da matriz social-democrata e progressivamente mais enquistado à volta de um conjunto de oligarquias nos vários escalões (com honrosas exceções) que não toleram opiniões divergentes e protegem generosamente os seguidistas", vinca Antonio Capucho, numa nota enviada à Agência Lusa.

O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD aprovou terça-feira a expulsão de António Capucho, devido à sua candidatura autárquica em lista adversária do partido em 2013, a candidatura independente "Sintrenses com Marco Almeida" à Assembleia Municipal de Sintra.» [Expresso]
   
Parecer:

Compreende-se a decisão mas perante aquilo que os rapazotes estão fazendo ao PSD ser expulso até parece um elogio, ser expulso de um partido desta gente é um importante ponto no currículo político de um democrata. O mais vergonhoso neste processo é não se ouvir uma única voz em defesa de Capucho, começando por Cavaco em cujo tempo Capucho teve um grande destaque até ao n.º 1 Balsemão.

Estarão todos de acordo ou andam tolhidos com medo de Passos Coelho e do que o seu poder lhes pode fazer? A verdade é que se começa a sentir um medo asfixiante no ar, talvez por isso muitos militantes do PSD não votaram em Passos Coelho ao mesmo tempo que nenhum, além de Pacheco Pereira, ousou criticá-lo. Dantes o medo sentia-se fora do poder e do partido do poder, agora é como no tempo de Estaline, nem os militantes do partido estão imunes a esse medo colectivo do poder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns a António Capucho, estes maus tempos que dão cabo do país e do seu partido hão-de passar.»
   
 Coisas da bola no país de Queiroz
   
«A selecção feminina iraniana de futebol expulsou quatro jogadoras da equipa depois de ter descoberto que eram homens.

As jogadoras expulsas tinham iniciado as operações de mudança de sexo, mas os médicos descobriram que ainda não tinham terminado.

No entanto, depois de terminarem o processo de mudança de sexo vão poder integrar a selecção novamente. A federação prometeu maior rigor no controlo à selecção feminina de futebol.» [i]
   
Parecer:

Quando acabarem a operação podem jogar na equipa feminina, até lá só se Queiroz os convocar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Atleta libanesa mais atrevidota do que o costume
   
  
«Lebanese ski champion Jackie Chamoun and Chirine Njeim posed nude on snow during a photoshooting session taken by six-time Mexican Olympic skier Prince Hubertus von Hohenlohe, for a calendar that annually features skiers and models posing topless on ski resorts around the world and serves to promote winter sports tourism in these areas. » [Youtube]
   
Parecer:

Isto está a ficar complicadote, no Irão as jogadoras de futebol têm meia pilinha, no Líbano a campeã vai para Sochi mostrar as mamas, por este andar ainda vamos ver alguma pricesa libanesa a fazer nudismo na famosa praia do Meco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O empurrão mais caro da justiça portuguesa
   
«O treinador do Benfica assumiu responsabilidade por agressão a um agente da autoridade no final do jogo V. Guimarães-Benfica, de 22 de setembro do ano passado. Para colocar fim ao processo-crime que corre no Ministério Público, Jorge Jesus aceita pagar 500 euros a um polícia e 25 mil euros a duas instituições de solidariedade social.

O pagamento destas quantias, em suspensão provisória do processo, é a condição para o técnico do clube da Luz não ser mandado para julgamento por crime de resistência e coação sobre funcionário. O pagamento tem de ser efetuado em oito meses, o prazo de duração da suspensão.» [JN]
   
Parecer:

Já vimos muitas indemnizações por morte valerem menos do que este empurrão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Ministério Público que elabore uma lista, assim ficaríamos a saber qunto vale um murro ou uma cacholeta.»
     

   
   
 photo Alexsey-Milokost-3_zps59bd1723.jpg

 photo Alexsey-Milokost-4_zps980ce6a9.jpg
 
 photo Alexsey-Milokost-5_zps4a272d43.jpg

 photo Alexsey-Milokost-2_zps587da9db.jpg
 
 photo Alexsey-Milokost-1_zps14b2a072.jpg