sábado, fevereiro 22, 2014

A estupidez dos indígenas e a incompetência e cinismo do FMI

Hoje é óbvio até para os mais ignorantes em política económica que o FMI falhou por incompetência dos seus técnicos, aliás, bastaria reparar na sucessiva substituição das caras daquela instituição em Portugal para se perceber que algo estava mal. O FMI falou na avaliação da situação do país, falhou nos pressupostos técnicos do modelo que utilizou e falhou nas medidas.
  
O FMI foi e continua a ser incompetente, os representantes em Portugal revelara-se gente de grande incompetência e as dezenas de quadros que estão em Portugal pagos principescamente são na sua maioria juniores inexperientes ou funcionários aposentados de administrações públicas com as quais a portuguesa nada tem a aprender. O contributo dos grandes técnicos do FMI para Portugal foi nula e o famoso projecto de reforma do Estado prova isso, tratou-se de um documento elaborado com falsos pressupostos, evidenciando uma total falta de coerência e sem apresentar uma medida da qual se pudesse dizer ser inovadora ou merecer um “benza-te Deus”.
  
O FMI tem sido, é e irá a ser incompetente, já mudou por duas vezes o responsável pela missão em Portugal e continua a ser incompetente. Por isso mesmo os responsáveis da instituição deveriam ser avaliados e demitidos dos seus cargos bem remunerados, começando pelos seus representantes em Portugal Quem não se lembra dos elogios do seu primeiro representante aos excessos do Gaspar ou de um tal Salassie que mal chegou a Portugal conquistou a simpatia da comunicação social ao afirmar que a solução não passava apenas pró austeridade? E o que tem feito o actual senão mandar recados pela comunicação social?
  
Normalmente a incompetência destas organizações conduz ao cinismo dos seus responsáveis, nunca assumirão a sua responsabilidade e muito menos a incompetência, em vez disso esquecem-se do que andaram a fazer e sugerem agora que a incompetência é dos governantes que apoiaram, acarinharam e com os quais conspiraram contra um povo e um país. Os técnicos do FMI e os seus responsáveis comportam-se como ratazanas, sabendo o que fizeram e que o país não é o oásis aplaudido no congresso do PSD e que os milagres da Santinha da Horta Seca valem tanto como os da Santinha da Ladeira, os responsáveis do FMI fazem relatórios críticos.
  
Até parece que acabaram de chegar e que á a primeira avaliação que fazem, até aprece que não têm por cá uma imensa equipa de técnicos a passearem-se pelos corredores do Estado, até parece que nunca elogiaram o governo e as sua políticas, até parece que nunca prometeram que o país criaria emprego, até parece que nunca disseram que Portugal era um caso de sucesso.
  
Infelizmente os nossos políticos estão dispostos a perdoar a estes canalhas do FMI e usam os seus relatórios para atacar apenas os adversários. O governo encobre o FMI porque lhe dá ou dava jeito a tese do oásis, a oposição agradece ao FMI o relatório crítico. E enquanto os indígenas colocam os interesses partidários acima dos nacionais, os incompetentes, canalhas e cínicos do FMI preparam-se para fazer as malas e partir como se tivessem feito uma grande obra em Portugal.
 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Constância
  
 Jumento do dia
    
Elina Fraga, bastonária da Ordem dos Advogados

Há coisas com que não se brinca e uma delas é a democracia, e se para uns brincar com a democracia para outros é condenável e inaceitável. A senhora bastonária acha que os referendos são uma moda e propõe um sobre o mapa judiciário. A senhora bastonária poderia ser económica como foi o cota da J do PSD e propor vários referendos num por exemplo uma pergunta sobre o mapa judiciário, outra sobre os serviços de finanças e outra sobre as maternidades.
 
Quando brinca aos referendos a bastonária não brinca apenas comn a democracia, brinca também com a credibilidade da sua classe e com a sua aptidão para o cargo para o qual foi eleita.

«"Já que está tanto na moda referendar matérias, designadamente matérias que não são referendáveis, eu faço aqui o desafio para que se recolham 75 mil assinaturas e se faça um referendo no sentido de obter o consentimento, por participação direta de todo o cidadão, se pretende ou não esta reorganização judiciária", disse Elina Fraga aos jornalistas à entrada para uma reunião com Conselho Distrital do Porto.

De acordo com a bastonária da Ordem dos Advogados, este é um desafio feito "designadamente aos autarcas que são os mais atingidos, porque vão ver os seus municípios absolutamente condenados à mais profunda desertificação".» [Notícias ao Minuto]

 
 Ucrânia

Desconfio que uma boa parte dop que hoje querem o acordo com a UE e falam de democracia sejam netos dos que aplaudiram a chegada das tropas nazis à Ucrânia e que depois mataram dezenas de milhares de comunistas e judeus numa orgia de vingança e anti-semitismo.
 
 A emigração de Fernando Tordo

Não fiz aqui qualquer comentário sobre as cartas de Tordo e do filho, nem mesmo sobe a opção de Fernando Tordo emigrar. Independentemente do que possa gostar do cantor não penso que a sua opção seja representativa do que se passa com os muitos portugueses forçados a emigrar, ou de muitos outros que vivem em dificuldades e que nunca tiveram uma vida digna desse nome.
 
 Coisa estranha

Os trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo foram dos mais combativo que se viu em Portugal nos últimos anos, de repente calaram-se, deixaram o país a falar sozinho e optaram pelo conforto das reformas, incluindo a maioria dos membros da comissão de trabalhadores. Há aqui qualquer coisa que não bate certo, aqueles que há poucos dias queriam derrubar o governo são agora exibidos por esse mesmo governo.
 
Enfim, Lenine deve estar dando voltas na sepultura, já é mais fácil confiar no lumpemproletariado no que na classe operária, que segundo a cartilha do marxismo-leninismo-trotskismo-maoísmo é a vanguarda dos trabalhadores.
 
      
 A gola impecável volta às trincheiras
   
«Há meses - não tantos que já permitam a desmemória que desculpe a falta de vergonha - o mundano filósofo francês Bernard-Henri Lévy entrou pelo Palácio do Eliseu armado em André Malraux. Este, em 1936, mobilizou quem pôde para derrubar um canalha, o general Franco. Três quartos de século depois, também Lévy incitou a França e a Grã-Bretanha a derrubar um canalha, o líbio Kadhafi. Poderíamos, aqui, apontar uma diferença de carácter: Malraux, além de incitar os outros a lutar, foi combater; já Lévy o único combate em que participou foi o de manter branca a sua célebre gola de camisa nas muitas conferências de imprensa que deu na fronteira da guerra. Porém, o principal da ação líbia de Lévy foi a estupidez: um ditador foi derrubado, mas sem plano B. A Líbia está desestabilizada até hoje e com ela arrastou vários países vizinhos (Chade, Níger, Mali...). Embora, há que reconhecer, a gola continue impecável. Em fevereiro passado ela foi vista outra vez, na Maiden, a praça de todas as sublevações, na capital ucraniana. Outra vez, o apelo: "Lutem! Lutem!", disse a gola. Pois eu desconfio. Sim, o que o Presidente ucraniano faz, virar as armas contra o seu povo, é inadmissível. Mas não gostei do apelo à guerra entre os ucranianos pró-União Europeia contra os ucranianos pró-russos. Pela razão primeira: a Europa não pode alienar a Rússia do seu destino comum. Mas também porque é indecente ver golas impecáveis incitando ao sangue dos outros. » [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Governo ajusta pessoas com problemas respiratórios
   
«O regime até agora em vigor previa a comparticipação, para o grupo de medicamentos do aparelho respiratório, dos "antiasmáticos e broncodilatadores e respetivas associações" mas na portaria, hoje publicada, desaparece a menção às associações desses medicamentos, mantendo-se a comparticipação dos antiasmáticos e dos broncodilatadores.

De acordo com o pneumologista António Bugalho de Almeida, a associação dos dois medicamentos no mesmo dispositivo melhora a adesão ao tratamento, porque o doente faz um dispositivo e não dois. "Quando o doente não está controlado, a associação dos dois medicamentos é fundamental", explicou o médico, considerando que com a comparticipação dos dois medicamentos de forma isolada há o risco de o doente optar por comprar apenas um.

Segundo o especialista, um doente asmático tem necessidade de um broncodilatador, para lhe abrir as vias respiratórias, e de um corticoide inalado, podendo fazer os dois no mesmo medicamento ou em separado.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Mais um grupo de inúteis.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
     

   
   
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sexta-feira, fevereiro 21, 2014

O Carnaval da Santinha

O governo decidiu mais uma vez que os portugueses são demasiado gandulos e consumidores para que o país possa brincar ao Carnaval, ofendendo os sentimentos dos alemães, eu se sentiriam mal dispostos se nos andassem a dar de comer para depois irmos brincar em vez de trabalhar. Mas a generosidade do nosso primeiro-ministro não tem limites e em vez de uma festa de três dias deu-nos uma festa de semanas, tudo começou com o milagre económico anunciado pela Santinha da Rua da Horta Seca mal chegou ao seu altar e, desde então, o país tem vivido em festa.
 
Na agricultura multiplicam-se os fenómenos do Entroncamento e a Dona Cristas conseguiu que as nossas couves galegas dessem azeitonas e graças ao fenómeno a ministra do CDS conseguiu que Portugal fosse um grande exportador de azeite, de um dia para o outro. A Santinha da nossa devoção foi às estatísticas, calculou as percentagens e descobriu que graças à sua influência as exportações estavam crescendo desde 2010. O milagre foi de tal dimensão que um país à beira do segundo resgate tem agora dinheiro para contratar empréstimos para ter dinheiro em 2015 quando ainda nem sabe como vai pagar as despesas de 2014.
 
De um dia para o outro o país ficou devoto da Santinha da Horta Seca, já ninguém se lembra da nossa saudosa Santinha da Ladeira, até  já há quem pense em mudar a estátua do Camões para o Intendente, até porque o poeta sempre gostou de putas e ramboia, libertando o Chiado para uma catedral capaz de receber a romaria dos que se converteram à nova milagreira da Nação. O culto até já chegou a paragens longínquas, os milagres da Santa já tiveram destaque no Financial Times, gente protestante pouco dada a santinhas. Até o finlandês Olli parece discordar dos seus pares da Comissão e já veio em romaria falar do milagre.
 
Em vez do Carnaval pagão das bebedeiras e das orgias pagãs o país entrou nos eixos, seguiu o exemplo do administrador das cervejas que de despojou das riquezas e honrarias para andar por esse mundo fora anunciando o milagre que fez em Portugal. O seu empenho no anúncio da boa nova é tal que À pobre Santa não resta tempo para fazer mais nada.
 

Os portugueses sabem que daqui a vinte anos terão emprego, aqui a três décadas talvez se aposte na ciência, que as auto-estradas servirão para jogar às caricas, mas estão tão felizes que nem querem ouvir falar de carnavais, isso de marchas com as mãos encostadas ao cu do que vai à frente, enquanto o comboio apita é coisa para gente como o Marques Mendes ou o Seabra, o povo crente acredita na Santa e um dia destes vai em romaria a Massamá tal como os andaluzes vão à Virgem del Rocio.
  



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Santiago do Cacém
  
 Jumento do dia
    
Feliciano Barreiras Duarte, deputado

Sem se perceber porquê ou a propósito o deputado Barreiras Duarte decidiu falar da reindustrialização e apesar de o seu governo ter uma maioria absoluta veio com a ladainha do consenso. O problema é que o deputado não explicou o que pretendia com reindustrialização, a que reindustrialização se refere e quais os problemas da maioria para que precise de um consenso com os partidos da oposição pelos quais tem revelado o maior desprezo.
 
Poderia ter começado por explicar o que é feito do tal projecto de reindustrialização defendido pelo governo no tempo do anterior ministro da Economia e que até foi alvo de contactos com o governo francês, como na ocasião se deu conta. Seria bom que este governo e os seus deputados se deixassem de discursos poucos sérios e em vez de andarem com ladainhas começassem a trabalhar.

«"A reindustrialização pode ser um tema de entendimento entre os partidos, um fator de mobilização para o país, em suma, um desígnio nacional que ultrapasse diferenças ideológicas e calculismos políticos de ocasião, já que é consensual a sua necessidade", afirmou o deputado do PSD Feliciano Barreiras Duarte, numa declaração política no plenário da Assembleia da República.

Recordando que a última reunião da COTEC, que se realizou a semana passada em Lisboa, teve como tema a reindustrialização, o deputado social-democrata repetiu alguns dos argumentos utilizados nesse encontro entre responsáveis dos países do sul da Europa, nomeadamente o Presidente da República português, o chefe de Estado italiano e o rei Juan Carlos de Espanha.

"Os países mais industrializados são os mais estáveis e robustos económica e socialmente", defendeu Feliciano Barreiras Duarte, sublinhando que com "mais e melhor indústria" Portugal terá "melhor economia" e, consequentemente, "mais e melhor emprego".» [Notícias ao Minuto]

 
 De Kiev a Damasco

Que bom seria se os opositores ao regime sírio fossem democratas, defendessem um Estado laico, respeitassem todas as confissões religiosas. Que bom seria se respeitassem os direitos humanos, se evitassem a morte de civis a todo o custo, se garantissem um futuro democrático para a Síria, se dessem a certeza de que os cristãos sobreviveriam. Que bom seria se as suas motivações fossem a liberdade e a democracia e fosse isso que os une aos governos europeus.
 
Que bom teria sido se o derrube dos regimes do Egipto, da Tunísia e da Líbria tivesse conduzido a democracias, que tivessem diminuído a influencia dos fundamentalistas.
 
Que bom seria se os que hoje se manifestam pela democracia na Ucrânia sempre tivessem sido grandes defensores da democracia. Que bom seria se as manifestações não fossem motivadas por qualquer ódio e muito menos pelo ódio que no passado levou muitos ucranianos a festejar a chegada das SS para depois entregarem comunistas e judeus aos nazis. Que bom seria que as motivações dos Ucranianos fossem motivadas pelo apego à democracia e que fosse esse mesmo apego aos valores da democracia que desta vez justifica o apoio dos alemães às manifestações da oposição que foi derrotada em eleições que ninguém questionou.
 
 O cinismo dos .... da troika

Não estando muito seguros de que a curto prazo as coisas não se compliquem em Portugal, a troika combinou uma posição comum para assacar as responsabilidades ao governo de Passos Coelho, esquecendo que tudo o que este governo teve a cobertura da troika e que até à última avaliação não faltaram os elogios.
   
 Então Cavaco Silva

Cavaco Silva foi o primeiro a vir defender um programa cautelar para Portugal, mas ao mesmo tempo que anuncia o consenso institucional com o governo este anda a amealhar dinheiro a juros superiores a 5%. Cavaco mudou de ideias e não disse nada ao país em nome do tal consenso institucional com que justificou a sua total obediência a Passos Coelho?
 
 Uma pergunta ao ministro dos Negócios Estrangeiros

Porque razão comenta as manifestações que se realizam na Ucrânia e ignora as que se estão realizando na Venezuela? Parece que para o governo português há mortos de primeiras e mortos de segunda.
   
   
 O Passos não gosta do Carnaval
   
«"Não há nenhuma alteração relativamente à posição que o governo deixou claro já vai para dois anos", declarou Marques Guedes em conferência de imprensa no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros.

No ano passado, Marques Guedes, então como secretário de Estado da Presidência, havia dito que a não tolerância de ponto seria um princípio a manter-se pelo menos durante a aplicação do programa de assistência financeira, que finda este ano.

Questionado sobre uma eventual mudança de posicionamento após o fim do programa de resgate, o agora ministro advertiu para o facto de o país "já ter percebido" que os desafios que há pela frente "são desafios exigentes" e não é possível "deixar de continuar a trabalhar para os vencer".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E aquilo de que ele não gosta é para acabar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao homem de Massamá se temalgum familiar para os lados de Santa Comba.»
  
 Desmancha-prazeres 
   
«Os salários nominais dos trabalhadores portugueses têm de cair mais para o país reduzir o seu défice externo nos próximos dez anos. A Comissão Europeia já fala em 2% a 5% ou até mais, dependendo do que acontece nos países concorrentes, em cima do corte médio de 5,3% já registado de 2010 até à data em Portugal.
  
Tal como referiu ontem o FMI, que levantou sérias dúvidas sobre a eficácia das "centenas" de reformas que o Governo disse ter feitos nos últimos dois anos e meio, hoje a Comissão Europeia, no seu relatório da décima avaliação, vem levantar dúvidas graves sobre o ajustamento do mercado de trabalho.
  
Para reduzir o registo altamente negativo da posição líquida de investimento internacional, uma referência "relevante" para a conta externa do país, os salários têm de ajustar mais.
  
A Comissão fez umas contas. Desde 2010, Portugal já fez "um ajustamento significativo nos custos do trabalho unitários nominais". Entre o primeiro trimestre de 2010 e o terceiro de 2013 a quebra salarial foi de 5,3%, sendo que no universo das empresas (excluindo o sector público a razia já vai em 6%).» [DN]
   
Parecer:

Agora que a nossa Santinha da Horta Seca estava à beira da canonização veio o FMI e Bruxelas e estragaram a festa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Quando as ratazanas fogem do barco
   
«Luís Filipe Menezes critica Passos Coelho por ter aberto o dossier das presidenciais na moção que leva amanhã ao XXV congresso do PSD, mas não tem receio de admitir que se a escolha dependesse dele "seria Marcelo Rebelo de Sousa" o candidato do partido a Belém em 2016.

Numa entrevista ao Económico, que pode ler amanhã na íntegra na edição em papel e no Económico TV a partir das 20h, Menezes considera que o PSD tem "vários e fortes candidatos" para as Presidenciais 2016, mas acredita que não será o partido da escolher quem irá apoiar: "Aquele que for mais corajoso e determinado para avançar terá o apoio do PSD". No entanto, Menezes acha que o PSD "abriu indevidamente a Caixa de Pandora" e não tinha essa necessidade.

Foi Passos Coelho quem na moção que leva ao congresso falou da questão das presidenciais, traçando um perfil de quem considera que deve ser o candidato do PSD: "o Presidente deve comportar-se mais como um árbitro ou moderador" e evitar "tornar-se numa espécie de protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num cata-vento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político". Palavras que levaram Marcelo Rebelo de Sousa a considerar que o líder do PSD estava a exclui-lo das hipóteses e a dizer de imediato, que assim sendo, não se candidataria.» [DE]
   
Parecer:

Pobre Dr. Luís, depois do buraco financeiro que deixou em Gaia até já critica Passos Coelho. Será que o filho quer ser deputado europeu?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
   
 Cavaco dispensado de opinar sobre a coadopção
   
«O Presidente da República devolveu hoje ao Parlamento a resolução aprovada sobre a realização de um referendo à coadoção e adoção por casais do mesmo sexo, na sequência do acórdão de parecer negativo do Tribunal Constitucional, ontem divulgado.

Numa comunicação no site oficial, o Presidente justifica a devolução sem comentários, considerando apenas que o faz "uma vez que o Tribunal Constitucional se pronunciou, em sede de fiscalização preventiva obrigatória, pela sua inconstitucionalidade e ilegalidade".

O Tribunal Constitucional considerou que as duas perguntas podem ser de difícil entendimento para os eleitores, ao mesmo tempo que rejeitou a possibilidade de a consulta se restringir apenas aos cidadãos recenseados no território nacional.» [Expresso]
   
Parecer:

Assim não corre riscos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que diga o que pensa, isso no pressuposto de que pensa.»
     

   
   
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quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Acabou a festa pá

Agora que o milagre até já tinha chegado ao Finantial Times veio o FMI armado em desmancha-prazeres e estragou a festa, afinal tudo está por fazer, a consolidação é uma treta e a austeridade não é apenas um tique do homem de Massamá. O FMI disse o óbvio, que as exportação não terão vindo para ficar, que quanto a reformas está tudo por fazer e que o défice está aquém do desejável.
  
Os que dantes tinham um orgasmo cada vez que Portugal era desqualificado pelas agências de notação achavam agora que por se ter infligido um castigo aos portugueses e o governo de direita precisar de uma ajuda deveriam requalificar o país. Só que para as agências de notação as coisas não funcionam bem assim e ainda que os especuladores andem felizes por poderem cobrar 5% ao país o país não lhes oferece confiança.
  
Os que desejavam que tudo de mau sucedesse ao país em período pré-eleitioral no tempo de Sócrates, não hesitaram em aproveitar-se das decisões de um Tribunal Constitucional que chantagearam sistematicamente, para agora se apresentarem como os grandes milagreiros. Os que proibiam o sôr Álvaro de pronunciar a palavra crescimento, aproveitaram-se agora do aumento do consumo estimulado por decisões do TC para exibirem um milagre económico.
  
A festa é tanta que até o FMI veio a público desmontar as mentiras e é uma pena que os técnicos do FMI sejam gente pouco recomendável, senão teriam de concluir que ajudaram a destruir o país e que o ténue crescimento económico que Portugal sentiu é a prova do falhanço das suas teses da austeridade brutal.
  
De um dia para o outro a festa acabou, até a Santinha da nossa devoção veio a terreiro excomungar os técnicos do FMI, agarrou nos seus parcos conhecimentos de política económica para contestar as previsões do FMI e assegurar que Portugal ocorreu mesmo um milagre digno de mandar construir uma catedral na Horta Seca como manifestação de gratidão.
  
Desde que ficou claro que PSD e CDS iriam concorrer juntos Às europeias que Paulo Portas entrou em roda livre e anunciou ao mundo o grande milagre português. Tudo passou a ser obra e graças da sua diplomacia económica e dos vastos conhecimentos da santinha da nossa devoção, O milagres foi tão grande que as oliveiras plantadas no tempo de Sócrates nada produziram e as que foram plantadas desde que a milagrosa Cristas é ministra já produziram azeite suficiente para aumentar as exportações em 30%. Depois de ter poupado energia dispensando as gravatas no Verão, a Cristas inspirou-se na pêra Rocha e criou uma oliveira tipo couve-calega, semeia-se em Janeiro e em Setembro já está carregada de azeitonas.
  
Pois, mas como cantava Circo Buarque "acabou a festa pá!".

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor da Quinta das Conchas
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas, oitavo marido de Zsa Zsa Gabor

Depois da bocarra do porta-aviões o glorioso Paulo Portas vem agora dizer que se sente o oitavo marido de Zsa Zsa Gabor. Espeemos que um dia destes os eleitores não lhe cortem o pescoço e nessa altura terá razões para se sentir a Catarina de Aração, a primeira mulher de Henrique VIII.

«O oitavo governante a tomar a palavra na conferência da revista The Economist, Paulo Portas disse que estava no papel do "oitavo marido de Zsa Zsa Gabor" (atriz que se radicou nos EUA e teve nove maridos): "Não sei como fazer isto de uma forma inédita e interessante", afirmou, citando uma frase do sexto marido da atriz e arrancando gargalhadas à plateia da Lisbon Summit.

E de facto não foi inédito o discurso que o vice-primeiro-ministro apresentou a gestores, empresários e banqueiros portugueses e internacionais, sobre estes quase três anos de governo - e de como o País chegou à crise de 2011, quando se "viveu uma séria crise de dívida e défice excessivos".» [DN]
 
      
 Portas sabota memórias de Gaspar
   
«Numa dezena de dias, deixei Portugal em crise e regresso com ele "herói-surpresa da zona euro", como diz o Financial Times. Mesmo dando de barato a ofensa sub-reptícia, sabe bem. Sim, aquela palavrinha "surpresa" faz-me lembrar, era eu jovem repórter e tendo sido cumprimentado no jornal por uma qualquer reportagem, que na redação se fez ouvir a voz de um menos jovem repórter: "O texto é bom, surpreendeu-me." Mas o facto é que o patinho feio europeu exportou mais. É verdade que a comparação era connosco, mas hoje fazemos melhor do que ontem, essa é que é essa. Caucionados por lá fora, os eufóricos locais aproveitaram a maré: "Milagre económico", disse Pires de Lima. Depois, ele iria corrigir: "Foi excesso de linguagem..." Não era bem um milagre prodigioso com cura surpreendente, temos de continuar a tomar os remédios... A mensagem de Pires de Lima passou (como são, os do CDS, tão melhores que os sócios a passar mensagens!) E funcionou: um acamado prefere um otimismo moderado a ufanismo. Registada a mezinha, insistiu-se nela: "Não há motivo para um discurso de euforia", disse ontem o mesmo ministro. Há meses, a frase levar-nos-ia a comentar: "Até eles não acreditam..." Hoje, a negativa ("não há motivo") serve para implantar a dúvida inversa: "Queres ver que isto está a começar a correr bem..." Sim, uma crise acabou. Estou a falar de crise política - a do Governo acabou. E, também ontem, Portas sabotou a memória de Vítor Gaspar.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 O grau zero da ignomínia
   
«Nas celebrações dos 500 anos das Misericórdias, as televisões filmaram o ministro Pedro Mota Soares, compungido e piedoso, a assistir à liturgia na igreja de Castelo Branco. Um momento de estremecida devoção. Nas orações que acompanhou, afeiçoado de dó e ungido de evidente santidade, o ministro Mota persignou-se, genuflectiu, beijou a mão, tomou a hóstia, certamente pedindo perdão ao Criador pelas malfeitorias infligidas ao mundo dos que trabalham ou que trabalharam. Nós.

O ministro Mota denuncia um rosto de santo de altar, atormentado e macerado, como convém à clemência exposta. O ministro Mota não é uma criatura de Deus: é um adjectivo. Diz-se militante do CDS, mas não propende para "democrata-cristão", tendo em conta a violência dos decretos que assina. Será, quando muito, um servente do ideário neoliberal, que tem desgraçado o País e destruído o que de melhor a pátria possui: a história e a juventude. Depois, pelo que se ouve e diz, vai às missas de domingo, acaso pedir as bênçãos do céu e a absolvição a Jesus.

Que têm a ver as práticas governativas do CDS com a compaixão subjacente ao catolicismo, de que aquele partido se diz estrénuo paladino? Este farisaísmo repartido entre os infames cometimentos de segunda a sexta-feira, e as práticas religiosas como salvação apaziguadora devolvem-nos a imagem de quem está no poder, e se diz católico. Haja Deus e haja Freud!

Talvez Freud seja a explicação mais recomendável para se entender esta corja de hipócritas que invadiu os territórios da decência e transformou o embuste em culto. Talvez. Deus, como precaução de celestes bonanças, serve de ocorrência momentânea, não como devoção e crença.

A repugnante cena de Mota na igreja fez-me recordar um poema de Guerra Junqueiro, recolhido em A Velhice do Padre Eterno, que cito de cor, pelo que me desculpo de qualquer incorrecção: "No meio de uma feira / uns poucos de palhaços / andavam a mostrar/ em cima de um jumento / um aborto infeliz/ sem mãos, sem pés, sem braços/ aborto que lhes dava um grande rendimento. / E o monstro arregalava / uns grandes olhos baços / e sem entendimento. / Ao ver esse quadro, apóstolos romanos/ funâmbulos da cruz/ eu lembrei-me de vós / hipócratas, devassos / que andais pelo universo/ há mil e tantos anos/ exibindo e explorando o corpo de Jesus."

Em Os Irmãos Karamazov, o mais velho deles afirma: "Se Deus não existe, tudo é permitido." Deus existe mesmo para esta súcia que tripudia na política e no espírito, no amor pelos outros, na consciência e na fé, com desenvolto desprezo?

Atingimos o grau zero da ignomínia. Socorro.» [DN]
   
Autor:

Baptista-Bastos.
   
   
 O milagre visto pelo FMI
   
«O desemprego continuará em níveis "inaceitáveis", acima de 15%, durante mais três anos, estima o Fundo Monetário Internacional (FMI). Embora tenha revisto em baixa a previsão para este ano, de 17,7% da população ativa para 16,8%, o Fundo mantém o desemprego na casa dos 16% até 2016 e nos 15,4% em 2017.

De acordo com o relatório do FMI sobre a décima avaliação ao programa de ajustamento, a recessão do ano passado foi um pouco mais leve, como já se previa: em vez da economia ter contraído 1,8%, caiu 1,6%. Para esta ano, as perspetivas mantém-se inalteradas: a retoma será de 0,8%.» [DN]
   
Parecer:

O FMI parece ser menos milagreiro do que a nossa Santinha da Horta Seca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao coordenador da área económica do governo.»
  
 Os recados do FMI que o governo se recusa a ouvir
   
«Para o economista do FMI as prioridades são "identificar os últimos obstáculos à flexibilidade de preços e medidas para aumentar a produtividade" e "garantir que as novas leis e regulamentos se traduzam numa mudança efectiva e em preços mais baixos para os exportadores".

"É preciso que reformas ambiciosas do mercado de produtos, destinadas a aumentar a concorrência e a reduzir as rendas no sector não transaccionável, sejam uma peça central da agenda do crescimento daqui em diante", acrescentou ainda, ressalvando que "já se progrediu nesta área".» [DE]
   
Parecer:

De tudo o que a troika diz Passos só ouve o que coincide com o seu programa ideológico.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelas próximas eleições.»
   
 Um tiro no porta-aviões
   
«"O ajustamento externo tem sido conseguido, em larga parte, devido à compressão das importações de bens que não sejam combustíveis e, ultimamente, ao crescimento das exportações de combustíveis", pode ler-se no relatório da décima avaliação ao programa de ajustamento, publicado esta quarta-feira, 19 de Fevereiro, do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Por que é que isso pode ser um problema? Os técnicos do Fundo explicam que as importações deverão em breve voltar a crescer devido à retoma do mercado interno, que as unidades de refinação da Galp começarão a operar na sua máxima capacidade e que o turismo pode estar a beneficiar de uma procura acrescida irrepetível. "Esta dependência da compressão de importações de não-combustíveis e da exportação de combustíveis arrisca enfraquecer os ganhos conseguidos até à data, assim que as importações recuperarem de níveis anormalmente baixos e as unidades de refinação [de combustível] eventualmente esgotem a sua capacidade "extra", ao mesmo tempo que a melhoria na exportação de serviços é vulnerável a choques à procura de turismo."» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Digamos que não é nada que a Santinha da Horta Seca não possa resolver.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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