sábado, março 15, 2014

Jornalistas?

Aquilo que se passa na nossa comunicação social e, em particular, naquilo a que alguns designam por imprensa económica, roça o vergonhoso, justifica que se diga muito pior do que Pacheco Pereira disse no programa “Quadratura do Círculo”. O que se passa é bem pior do que unanimidade, a verdade é que, salvo algumas excepções, nós não temos jornalismo económico, o que nós temos são uns pitbulls e uns mercenários a quem alguém lhes entregou uma carta de jornalista e, nalguns casos, um diplomazeco de economia ou de algo parecido.
  
E o mais grave é que estes imbecis, alguns nem passariam num exame de introdução `a economia, ainda escrevem artigos e livros a dizer o país o que devem fazer. Mas quando entrevistam o Soares dos Santos, como já tive oportunidade de ver na SIC Notícias, derretem-se todos e se o merceeiro lhe pedisse até lhe lamberiam o dito cujo. Não me recordo de nenhum destes senhores lhe perguntar porque não investe mais nos famosos “bens transaccionáveis” como defende o amigo Aníbal, ou porque só aposta no comércio, comprando a quem vende mais barato, de preferência na China. 
  
Mas o que se passa nessa comunicação social é bem mais grave pois o que esses bandalhos fazem é manipulação da opinião pública em favor de determinados interesses. Se somarmos os accionistas da banca, aos da distribuição, aos do negócio do alcoolismo, aos das telecomunicações e aos das energias obtemos como resultado uma parte substancial dos mais ricos e poderosos, os que mais beneficiaram das polícias passadas que agora condenam, os que mais subsídios, benefícios fiscais e rendas excessivas beneficiam, os que mais facilmente são excepções nas leis da concorrência, os que mesmos apostam na produção nacional e mais estimulam o consumo do que é importado.
  
É evidente que os nossos jornalistas económicos não se perdem de amores pelas personagens, mas adoram gorjetas, viagens pagas, prendas de Natal e de aniversário e, acima de tudo o emprego e salário estáveis que tanto condenam nos outros, em especial nos funcionários públicos. E esses empregos e salário estáveis só são possíveis graças à publicidade, já que ninguém está disposto a pagar mais do que uns trocos pelas suas excreções jornalísticas. Acontece que o conjunto dos orçamentos publicitários daqueles senhores pagam a nossa comunicação social e desde o Costa do Expresso ao Ferreira da SIC, para não referir um conhecido vómito do Jornal de Negócios, dependem do dinheiro desses senhores, sem a publicidade das empresas beneficiadas teriam de limpar o traseiro aos seus jornais.
  
Aquilo a que assistimos em Portugal é uma vergonha, os jornalistas usam a comunicação social para convencer o povo de que é o culpado de tudo e que deve suportar todas as brutalidades, para que aqueles senhores se sintam felizes e estejam disponíveis para criarem meia dúzia de empregos em regime precário e com salários miseráveis.



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Bairro da Bica, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Carlos Moedas

Esta espécie de secretário de Estado, antigo empregado da Goldman Sachs, não tem dimensão intelectual, técnica ou política para chamar triste ao manifesto de setenta personalidades que ao seu lado são gigantes.

«Falando à imprensa após uma conferência na representação diplomática portuguesa junto da União Europeia, Carlos Moeda justificou ainda a sua mudança de opinião sobre o assunto, sustentando que quando escreveu, em 2010, que o único caminho que restava a Portugal era o da reestruturação da dívida, o país vivia um contexto completamente diferente, que, felizmente, inverteu.

"Aquilo que escrevi em 2010 foi escrito num contexto em que o país estava a atravessar uma crise e em que se não fizesse nada teria que ir por esse caminho. Felizmente, o país escolheu outro caminho, e este caminho não é o caminho da reestruturação da dívida", disse.

O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro reforçou que, em 2010, "era uma pessoa da sociedade civil, que olhava para um país em que a sua divida externa se estava a acumular a 10% ao ano" e que, se não fizesse nada, cairia numa "situação de bancarrota".» [DN]

 O tiro ao manifesto
 
O pior que poderia suceder a um governo que já tinha festejado o crescimento económico antes de tempo e que se prepara para montar a encenação de uma falsa saída limpa que apenas serve para encobrimento da incompetência dos extremistas governamentais e dos técnicos incompetentes da troika que os apoiaram, era um manifesto juntar tanta gente dos mais diversos quadrantes políticos e das mais diversas formações, tendo em comum a defesa do interesse nacional, o primado da inteligência e a competência.
 
Aquilo que se passou a seguir foi uma verdadeira guerra suja contra as setenta personalidades que assinaram o manifesto, não há caniche do governo ou serventuário eleitoral, já sem contar com o pessoal da Quinta da Coelha, que não ofenda a dignidade dos que ousaram ter uma opinião, Multiplicam-se as insinuações, as acusações e insinuações de baixo nível, até as demissões forçadas de cargos públicos de quem ousou opinar.
 
Esperemos que este manifesto não dê lugar a um outro manifesto, desta vez pela defesa da democracia e pela realização antecipada de eleições legislativas e europeias.

 
 O filme de um imbecil


      
 Setenta mais um
   
«O que está em aberto é demasiado importante e duradouro para que possa ser usado como arma de arremesso nas querelas político-partidárias." (1)

"A dívida pública tornar-se-á insustentável na ausência de crescimento duradouro significativo: seriam necessários saldos orçamentais primários verdadeiramente excepcionais, insusceptíveis de imposição prolongada." (2)
  
"Pressupondo um crescimento anual do produto nominal de 4% e uma taxa de juro implícita da dívida pública de 4%, para atingir, em 2035, o valor de referência de 60% para o rácio da dívida, seria necessário que o Orçamento registasse, em média, um excedente primário anual de cerca de 3% do PIB. Em 2014, prevê-se que o excedente primário atinja 0,3% do PIB." (3)

"A nossa dívida tem picos violentos. De agora até 2017, o reembolso da dívida de médio e longo prazo atingirá cerca de 48 mil milhões de euros. [...] Nenhuma estratégia de combate à crise poderá ter êxito se não conciliar a resposta à questão da dívida com a efectivação de um robusto processo de crescimento económico e de emprego num quadro de coesão e efectiva solidariedade nacional." (4)

"Será decisivo para que, no período "pós-troika", se possa conciliar o respeito pelas regras europeias de equilíbrio orçamental e a redução do desemprego, o crescimento dos salários e das pensões, a melhoria da qualidade dos serviços públicos, como a educação e a saúde, e a resposta que ao Estado cabe dar no combate à pobreza e à exclusão social. [...] É essencial proceder à correção de injustiças acumuladas no período de execução do programa de ajustamento." (5)

"Portugal, por mais que cumpra as boas práticas de rigor orçamental de acordo com as normas constitucionais - e deve fazê-lo sem hesitação, sublinhe-se bem -, não conseguirá superar por si só a falta dos instrumentos que lhe estão interditos por força da perda de soberania monetária e cambial." (6)

"A situação portuguesa melhorará se a União Europeia for mais ativa e eficiente na promoção do crescimento económico e na criação de emprego, incluindo uma efetiva coordenação das políticas económicas dos Estados membros." (7)

"A estratégia de saída sustentada da crise exige a estreita harmonização das nossas responsabilidades em dívida com um crescimento duradouro no quadro de reforçada coesão e solidariedade nacional e europeia." (8)

"O debate sobre o caminho a seguir deveria ser realizado com serenidade e com rigor, mantendo os portugueses informados sobre as consequências de cada uma das opções em causa e que irão, de todo o modo, condicionar o nosso futuro muito para além do tempo de uma só legislatura." (9)
"O nosso alheamento pode vir a ser fatal para o interesse nacional." (10)
1, 3, 5, 7, 9: Cavaco Silva, prefácio a Roteiros VIII, 9/3/2014; 2, 4, 6, 8, 10: manifesto dos 70, 11/3/2014.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
   
   
 Foi reposta a normalidade na família tuga
   
«A Assembleia da República chumbou esta sexta-feira a proposta do PS que visava permitir a coadoção por casais do mesmo sexo, numa votação em que a grande diferença face a maio do ano passado esteve no quórum de deputados em plenário. Desta feita, estiveram presentes 224 parlamentares - Assunção Esteves declarou, ao iniciar a deliberação, que prescindia de votar -, que reprovaram o projeto de lei socialista.

Os artigos do diploma foram votados na especialidade em dois blocos - não houve votação final global porque na especialidade todos os artigos foram chumbados. O primeiro conjunto de normas teve 111 votos contra, 107 a favor e cinco abstenções, enquanto no segundo se verificaram 112 contra, 107 favor e quatro abstenções.» [DN]
   
Parecer:

Também nisto somos mais celtas do que gregos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se em cima desses ultra conservadores que andam disfarçados de social-democratas.»
  
 Gente sem vergonha
   
«A deputada do PSD Teresa Leal Coelho admite ter ficado "desiludida" e "desanimada" com alguns parlamentares que mudaram a votação sobre a coadoção entre a votação na generalidade, em maio passado, e na especialidade, que esta sexta-feira chumbou o diploma.

"Houve deputados na minha bancada que votaram em sentido diverso daquela que foi a votação que tiveram na votação em generalidade. Os motivos por que alteraram a sua posição, terá de perguntar-lhes, eu não sei quais foram", declarou a deputada do PSD.

Questionada pelos jornalistas sobre se ficou surpreendida com tais mudanças no sentido de voto, respondeu: "Surpreendeu-me e fiquei desiludida. Fiquei pelo menos desanimada. Isto porque, como é do conhecimento de todos, a eliminação desta restrição e a proteção das crianças em causa é urgente. Mas não é só na minha perspetiva: é na perspetiva da Unicef, do Instituto do Apoio à Criança, do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos", elencou.» [Expresso]
   
Parecer:

E ainda há quem fique admirada com essa gente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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sexta-feira, março 14, 2014

O bom cidadão respeita os mercados

O bom cidadão respeita os mercados e e isso pressupõe concordar com aqueles que o governo considera especialistas em mercados. O bom cidadão, o cidadão que está preocupado com Nação, o cidadão que quer pagar a dívida até ao último tostão, o bom cidadão não discute os mercados, não questiona as suas premissas, os mercados é para quem os percebe. Até porque há coisas que o cidadão comum não alcança, por exemplo, como pode um cidadão comum ter conhecimentos para perceber que o mesmo Cavaco Silva que defendia os mercados optou por os questionar pondo em causa as agências de notação, para agora ignorar a existência daquelas agências e voltar a pedir o respeito pelos mercados.
  
O bom cidadão trabalha, aceita o ordenado que o governo considerar mais adequado e pode estar certo de que um dia, talvez daqui a quarenta anos terá os resultados do seu comportamento exemplar. Tal como na teoria dos juros o cidadão tem de escolher entre o bem-estar imediato ou o bem-estar acrescido de juros uns anos depois, também os portugueses terão de escolher entre questionarem o governo ou esperar algum tempo pelos benefícios.
  
Há bons cidadãos e maus cidadãos, há bons jornalistas e maus jornalistas, há bons partidos políticos e maus partidos políticos, há bons assessores presidenciais e maus assessores presidenciais, há bons candidatos europeus e maus candidatos europeus. Os bons são os que respeitam os mercados e quem está habilitado a decidir o que esses mercados esperam do país, os maus são os que colocam os interesses mesquinhos do país à frente daquilo que deve ser o mercado a considerar interesse nacional.
  
Manuela ferreira Leite é uma péssima economista, um bom economista é Miguel Beleza. Miguel Sousa Tavares é um jornalista pouco recomendável, um jornalista em quem podemos confiar de olhos fechados é o Camilo Lourenço, Fernando Lima é um assessor de mão cheia enquanto Sevinato Pinto nunca o devia ter sido.
  
Dantes havia a graxa infantil, um recurso de alunos mais fracos que desta forma conseguiam os favores do mercado. Passos Coelho instituiu a graxa como um valor português, primeiro era a graxa aos funcionários de segunda linha que as instituições da troika mandam ao país, agora é a graxa incondicional aos mercado. Portugal já tinha perdido a soberania, com a forma como este governo se tem comportado também já perdeu a dignidade, agora perdeu a vergonha e rasteja perante um qualquer corretor.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Igreja de Santa Maria Maior (Sé de Lisboa)
  
 Jumento do dia
    
Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

A forma como a liberdade de voto é decidida no grupo parlamentar do PSD é tão ridículo que temos de concluir que o seu líder é igualmente ridículo. Os argumentos para dar liberdade de voto aos deputados na questão da co-adopção, quando em votação anterior sobre o mesmo tema a decisão é inversa, mostra que no PSD já não há nem princípios, nem vergonha.

«O líder parlamentar do PSD confirmou hoje que os deputados sociais-democratas terão liberdade de voto sobre a coadoção de crianças por casais homossexuais e apelou à participação de todos os parlamentares na votação do diploma do PS.

"O grupo parlamentar do PSD tem desde sempre um espírito de liberdade de voto por se tratar de uma matéria que é de consciência", afirmou o presidente da bancada do PSD, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no final da reunião do grupo parlamentar.

Lembrando que esta já foi a posição assumida na votação na generalidade do projeto do PS, Luís Montenegro referiu que se trata de uma matéria em que não há unanimidade dentro do grupo parlamentar e, por isso, "individualmente cada deputado vai aferir aquilo que é melhor".» [DN]
 
 Duas dúvidas de resposta fácil

Primeira dúvida: porque será que sempre que há um ricaço entalado pela justiça logo aparece um magistrado que encontra uma qualquer virgula que justifica o adiamento de qualquer decisão até que se cumpra o prazo de prescrição?
Segunda dúvida: porque será que quando algum pobre pode ter beneficiado de uma situação que parece ser de favor ou algum político odiado pela justiça que decida algo a favor de alguém há logo uma investigação judicial com direito a fugas ao segredo de justiça, mas quando estão magistrados envolvidos nada sucede.

Razão teve o advogado Jardim Gonçalves que ainda ficou ofendido porque o seu constituinte não teve oportunidade de provar a sua inocência, quando num processo paralelo com base nas mesmas irregularidades foi condenado na Relação. Isto só dá mesmo para beneficiar e ainda gozar.

Uma terceira pergunta extra: a quem se referia a desastrada ministra da Justiça quando avisava que tinha acabado o tempo da impunidade. Só se foi para os roubam papo-secos nos hipermercados.
 
 D. José Policarpo

Um homem pelo qual tinha grande consideração mas depois da sua última intervenção na política portuguesa (TSF) nunca mais consegui vê-lo com os mesmos olhos de antes. Em sinal de respeito pelo homem fico-me pelo silêncio.
   
   
 Pedimos desculpa por esta interrupção
   
«O Presidente da República informou esta quinta-feira que vetou o diploma que altera o valor dos descontos dos funcionários públicos, militares e forças de segurança para os respetivos subsistemas de saúde, ADSE, ADM e SAD.

A devolução do diploma ao Governo sem promulgação, que foi feita a 11 de março, é justificada em nota publicada esta quinta-feira na página da Presidência da República com o facto de terem existido "sérias dúvidas relativamente à necessidade de "aumentar as contribuições dos 2,5% para 3,5%, para conseguir o objetivo pretendido".» [DN]
   
Parecer:

É caso para dizer pedimos desculpa por esta interrupção, o presidente amigo do governo segue dentro de momentos. Este veto não passa de um gesto meramente simbólico, Cavaco escolheu uma questão menor, muito provavelmente em acordo com o governo, para dar ares de independência em relação a Passos Coelho, num momento em que a sua imagem é digna de ser tratado como presidente emérito e sem mérito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se de dó e condescendência.»
  
 Alguém precisa de um espião?
   
«O Supremo Tribunal Administrativo condenou a Presidência do Conselho de Ministros a dar posse a Jorge Silva Carvalho no lugar que foi criado em janeiro de 2012 para o ex-espião e a pagar retroativamente a remuneração devida desde essa data.

João Medeiros, advogado de Jorge Silva Carvalho, adiantou à Lusa que a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STA) lhe foi comunicada na quarta-feira e nela são condenados os réus Presidência do Conselho de Ministros, primeiro-ministro e ministra das Finanças, agora obrigados a dar posse a Silva Carvalho no cargo que foi criado em janeiro de 2012 para o antigo diretor do SIED (Serviço de Informação Estratégicas de Defesa), mas para o qual este nunca foi chamado pelo Governo.» [DN]
   
Parecer:

A presidência bem precisaria de um que mantivesse Cavaco informado sobre o que dizem e opinam os seus assessores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Fernando Lima que contrate o espião para seu assessor.»
   
 A encenação está em marcha
   
«O Governo vai enviar para a Assembleia da República o diploma que aumenta os descontos para a ADSE, vetado por Cavaco Silva. A decisão foi tomada esta quinta-feira no Conselho de Ministros, horas depois de o Presidente da República ter anunciado que devolveu o decreto-lei ao Governo, por entender que o aumento dos descontos de 2,5% para 3,5% tinha como principal objectivo “consolidar as contas públicas".

"Estas alterações visam que os subsistemas de protecção social no âmbito dos cuidados de saúde sejam autofinanciados pelas contribuições dos seus beneficiários", refere o comunicado emitido após a reunião do executivo.

Na decisão tomada a 11 de Março, Cavaco Silva argumenta que coloca "sérias dúvidas que seja necessário aumentar as contribuições dos 2,5% para 3,5%, para conseguir o objectivo pretendido" de garantir a auto-sustentabilidade dos sistemas.» [Público]
   
Parecer:

Cavaco faz uma birrinha e depois tudo passa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
     

   
   
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quinta-feira, março 13, 2014

Argumentos ridículos de gente ridícula

Independentemente das virtudes do manifesto dos 70 ou do seu sentido de oportunidade o seu grande defeito na perspectiva dos que nos governam, seja Passos Coelho, Cavaco Silva ou desse pequeno dálmata que se dá pelo nome de Paulo Rangel é o facto de implicar que se discuta o país, se questione o sucesso do ajustamento ou a sustentatibilidade da dívida. Também se compreenda que esse sargento do exército de ocupação que veio a um seminário seja contra tal discussão, a sua intervenção já consta do seu brilhante currículo no FMI e seria de uma grande inconveniência falar agora do assunto.
  
Os técnicos do FMI querem que o caso português seja apresentado como um sucesso, o Olli não quer uma mancha no seu mandato de comissário, Durão Barroso quer que os portugueses lhe devam a generosidade, Cavaco quer dizer que ajudou os portugueses com os seus conhecimentos de economia e Passos Coelho quer sobreviver no poder para prosseguir a sua obra do novo Estado Novo. O pior que poderia suceder a toa esta gente é que se discuta agora seja o que for.
  
É evidente que se Portugal quer financiar-se nos mercados e permanecer numa zona monetária cujas normas asseguram a contínua transferência de riqueza para a Alemanha não é de um todo conveniente questionar agora se o país deve ou não defender uma reestruturação da sua dívida. O pequeno Rangel tem alguma razão qundo questiona a oportunidade da sua iniciativa. O problema é que nunca será oportuno discutir o assunto pois os especuladores farão subir as taxas de juro.
  
Não ´oportuno discutir se os cortes dos salários pode passar a definitivo nos termos da Constituição pois isso coloca dúvidas sobre o equilíbrio financeiro e os mercados poderão reagir mal. Não é oportuno questionar a constitucionalidade das normas do OE e por isso Cavaco suspende a Constituição e promulga tudo e mais alguma coisa. 
   
Este governo e o presidentezinho que o apoia declarou ser inoportuno os portugueses discutirem o que quer que seja sobre o seu futuro, toda e qualquer discussão em torno do que possam ser os interesses do país é um debate inoportuno. O país deve comer e calar, deve aceitar que tudo o que Passos Coelho decide é para o Bem da Nação e, portanto, é inoportuna qualquer discussão em torno disso, porque o sarrabulho democrático irrita os mercados.
  
Cavaco também já declarou que é inoportuno haverem partidos com opiniões contrárias e propostas diferentes para o futuro do país, devem prescindir das suas diferenças e transformar as políticas decididas por Passos Coelho e por ele próprio como consensuais, para que os juros sejam mais baixos. A democracia é cara e os portugueses têm de escolher entre um governo tutelado por Cavaco e sem democracia de facto ou pela democracia a juros mais elevados.
  
Portugal vai ficar para a história da política como o país onde os governantes e o presidente usaram os argumentos mais ridículos para enganarem o seu próprio povo.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Poiares Maduro

Poiares Maduro, o académico que Passos foi buscar para fazer esquecer a licenciatura de Relvas, é um dos ministros mais falhados deste governo, tudo onde mete o dedo dá em asneira, desde a RTP até aos famosos briefings com o lomba. Por estas e por outras deveria ser mais cuidadoso na forma como se refere à opinião de outras pessoas, principalmente quando estão em causa dezenas de pessoas que merecem alguma consideração.

«"Esse manifesto e a simples circunstâncias de se falar de reestruturação da divida é total irresponsabilidade. É uma irresponsabilidade ainda mais num momento em que o país se prepara para regressar plenamente aos mercados", disse o governante a jornalistas portugueses em Madrid.

"A forma responsável de reduzir o peso da dívida em Portugal é fazer o que o Governo tem vindo a fazer: consolidação orçamental, redução de taxas de juro em virtude dessa mesma consolidação orçamental, estender as maturidades da divida", afirmou.

Para conseguir esses objetivos, disse, a "credibilidade internacional é muito importante" e debates sobre reestruturação da dívida "reduzem" essa credibilidade.» [Notícias ao Minuto]

 Cavaco e os seus assessores

os assessores que Cavaco demitiu não foram apanhados a fazer strip-tease em trajes presidenciais, não foram apanhados a conduzir em coma alcoólico e muito menos a jogar no casino com dinheiro da presidência, muito simplesmente expressaram a sua opinião e pelos vistos só estariam autorizados a expressar a opinião do chefe.

Pela decisão de Cavaco Silva temos de concluir que na Presidência da República todos estão obrigados a expressar em público apenas as opiniões de Cavaco Silva. Isto é, Cavaco tem assessores que o devem assessorar dizendo aquilo que ele pensam, os assessores estão obrigados a pensar como ele. Isto coloca sérias dúvidas sobre os critérios com que são elaborados os estudos com base nos quais acredita que as medidas do governo são todas constitucionais, pela forma como os assessores são obrigados a pensar como ele é óbvio que quem elabora os tais estudos deverá estar obrigado ao mesmo, senão Cavaco não encomendaria o serviço.

Se Cavaco demite dois assessores por expressarem opiniões legítimas e razoáveis, ainda que diferente das dele, isso significa que a manutenção e promoção de Fernando Lima na Presidência da República significa a concordância e apoio de Cavaco à sua conspiração contra a democracia no caso das falsas escutas a Belém. Se Fernando Lima não foi exonerado isso significa que ao conspirar pensava estar fazendo o que Cavaco esperaria dele e pelo que se viu assim terá sucedido.

Outro aspecto interessante deste gesto é o facto de Cavaco achar que pode haver consenso entre partidos, nem que para isso tenha de atirar o povo contra a democracia, mas não pode haver opiniões discordantes muito menos o exercício da liberdade de expressão na sua Casa Civil. Perante o documento mais consensual produzido na democracia portuguesa Cavaco reage exonerando aqueles que o assinaram.

É cada vez mais evidente que Cavaco não tem condições para levar o mandato até ao fim e já que a natureza não o tira do cargo e a lei não prevê uma forma de o destituir, talvez nos reste esperar que o ainda e infelizmente presidente com letra pequena assuma a sua incapacidade e resigne.

 
 O jogo SCP-FCP

Não seria melhor o trio de arbitragem ser formado pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça como árbitro principal, tendo como árbitros assistentes Maria José Morgado e Paula Teixeira Pinto e como quarto árbitro o presidente do Tribunal Constitucional contando ainda como árbitros de balizas Cavaco Silva e o bem sucedido genro.

      
 Lembram-se de quando Sócrates o apelidou de «a mão escondida atrás dos arbustos»?
   
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«1. O Orçamento Rectificativo foi promulgado pelo Presidente da República, dando assim luz verde ao corte das pensões acima de mil euros brutos.

2. A correspondente de Belém no Expresso informa de que os dois consultores de Cavaco que assinaram o manifesto pela reestruturação da dívida acabaram de ser exonerados

Vale a pena recordar a posição que o Presidente da República tomou em relação a outros membros da sua Casa Civil:


Quem alimentava ilusões sobre o consenso defendido por Cavaco tem aqui a resposta: o Presidente da República quer um consenso em torno da estratégia do Governo, ou seja, para prosseguir o objectivo de degradar o Estado social, entregar a segurança social ao capital financeiro, alargar a precariedade laboral e impor a redução dos custos do trabalho.» [Câmara Corporativa]
   
   
 O sucesso de Passos Coelho já é notícia em Espanha
   
«En 2013, Portugal registró una tasa de desempleo del 16,3%, un punto porcentual menor a la estimada, según los datos divulgados por el Instituto Nacional de Estadística (INE), lo que fue anunciado por el ejecutivo de Pedro Passos Coelho como un éxito de su política. Sin embargo, por detrás de los números oficiales hay un salario mínimo que sigue en los 485 euros, un aumento de los contratos precarios y sobre todo de la emigración, que desde 2012 supone más de cien mil personas que se van de Portugal al año, cifra que no se superaba desde la década de los 60, cuando la emigración portuguesa alcanzó su pico más alto.

Entre uno y otro momento hay varias diferencias, la primera, que entonces, Portugal vivía bajo una dictadura, y ahora, bajo un programa de ayuda externa internacional que ha empeorado mucho las condiciones de vida de los portugueses. La segunda, que entonces, quienes emigraban eran sobre todo personas sin formación y ahora lo hacen cada vez más jóvenes universitarios -la generación mejor formada de siempre- que no encuentran colocación en su país y que por culpa de la crisis desbordan las listas del paro. Más del 40% de los jóvenes lusos está en el paro y más de 80% de los que emigra lo hace precisamente por no encontrar un puesto de trabajo. Y la tercera, que además de los destinos tradicionales para la emigración lusa, Francia, Alemania y Luxemburgo, ahora surgen otros como Angola, Mozambique y Brasil.

Aún así, todavía hay portugueses que se quedan en Europa. Es el caso de Rute Viais, de 36 años, que trabaja hace dos en Budapest, como directora de gestión de riesgo de crédito. "En Portugal no encontraba empleo y atendiendo a mi currículo me aconsejaban constantemente a emigrar". Así que fue lo que hizo esta licenciada en Gestión y Administración Pública con un máster en Ciencias Políticas. Por razones similares también salió de Portugal Helder Barata, ingeniero aeronáutico de 35 años, en su caso, hacia España, donde actualmente es funcionario de la Agencia Estatal de Seguridad Aérea del Ministerio de Fomento. Él cree que "podría conseguir trabajo en Portugal, pero no con las mismas condiciones monetarias".

Durante los últimos años ha aumentado considerablemente la precariedad laboral, como se denuncia en la página "Ganhem Vergonha" (Ganen Vergüenza), en la que Francisco, su creador, publica los anuncios laborales más vergonzosos de Portugal. "En muchos de ellos se ofrecen sueldos por debajo del salario mínimo (485 euros) o incluso trabajos no remunerados", se queja a El Mundo este joven de 30 años, licenciado en Comunicación, que hasta ahora solo ha conseguido "trabajos precarios, sin contrato o colaboraciones esporádicas".» [El Mundo]
   
Parecer:

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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Mais uma dele
   
«O Presidente da República promulgou o Orçamento Retificativo e o corte nas pensões acima de mil euros vai mesmo avançar. Segundo o Jornal de Negócios, a medida está prevista para abril, juntamente com a redução adicional das pensões superiores a 4.611 euros. Os partidos da oposição prometem levar a nova versão da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) ao Tribunal Constitucional.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Em 2014 o governo pode decidir o que bem entender porque Cavaco considerará tudo em conformidade com a Constituição.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «lamente-se este espectáculo triste.»
   
 Ainda há tortura 40 anos depois do 25 de Abril?
   
«Quatro elementos da Secção Regional de Investigação do Tráfico de Estupefacientes da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária foram acusados, em co-autoria, de "crime de tortura" e ainda de "outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos graves". Segundo a acusação, divulgada na edição de hoje do diário As Beiras, um dos arguidos usou um bastão.
  
O caso remonta a 2011, no âmbito de uma busca domiciliária, na zona da Figueira da Foz, num processo de investigação de tráfico de estupefacientes. Oficialmente, na PJ Coimbra ninguém comenta o caso.» [DN]
   
Parecer:

Querem ver que a Leonor Cipriano estava mesmo a falar verdade e não se atirou pela escada abaixo... tendo o julgamento condenado sem provar, apenas com base numa presunção de culpa?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Diractor Nacional se os agentes ainda exercem funções.»
   
   
 Passos está com um problema de memória
   
«O primeiro-ministro acusou hoje os subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida de serem "os mesmos que falavam na espiral recessiva" e disse espantar-se que "pessoas tão bem informadas" levantem essas questões.

"Eram os mesmos que falavam na espiral recessiva, que isto não tinha saída nenhuma", disse o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.» [DN]
   
Parecer:

Alguém devia recordar que a utilização da expressão "espiral recessiva" para cruiticar o governo foi feita por Cavaco Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos quye seja mais cuidadoso e tecnicamente competentes, não se espera que se comporte como um assessor incompetente da falida Tecnoforma.»
   
 Então não é?
   
«A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, disse hoje em Paris, antes de uma reunião do órgão máximo diretivo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que a dívida portuguesa é sustentável.» [DN]
   
Parecer:

Insustentável era quando não chegava a 90% do PIB, com a Maria Luís é sustentável até pelo menos aos 160%, depois ele vai-se embora e diz que a culpa foi do Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Escravatura na GNR
   
«A APG/GNR denunciou, num comunicado, os horários "absolutamente desumanos que são praticados na Escola da Guarda em Queluz, no Centro de Formação de Portalegre e no Centro de Formação da Figueira da Foz". Os profissionais da GNR chegam a prestar serviço "16 a 24 horas ininterruptas sem garantia de terem direito a folga no dia subsequente, ficando, para tal, dependentes de autorização do seu superior hierárquico para poderem ser dispensados do serviço". Aliás, segundo a APG, "vai-se mesmo ao ponto de exigir que seja efetuado um pedido de dispensa do serviço por escrito para o dia seguinte e que deve ser entregue até às 16.00". Por este motivo, a APG/GNR "intentou uma acção em tribunal, da qual aguarda decisão, para que seja regulamentado o horário de referência estatuído no artigo 26º do EMGNR (Estatuto Militar da GNR), para que seja fixado o direito constitucional à fixação da duração do trabalho em lei, para que cessem este tipo de abusos", conclui o comunicado.» [DN]
   
Parecer:

Há quem neste país ainda pense que as instituições militares são uma excepção a todas as regras, a democracia chegou à tropa mas a GNR continua a parecer um museu do antigo regime.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
   
 Decisão milagrosa
   
«"Independentemente do modo como venha a decorrer o resto do processo [que será reatado para julgar os restantes arguidos], a cronologia objetiva dos factos demonstra como a prescrição foi influenciada de forma determinante pela decisão do juiz da primeira instância - que a Relação de Lisboa viria a revogar - ao declarar injustificadamente a invalidade de todo o processo em 07 de outubro de 2011 e ao causar, desse modo, uma interrupção do julgamento por dois anos e meio", lê-se num extenso comunicado hoje divulgado pelo Banco de Portugal.

No mesmo documento, o supervisor bancário reforçou que "estes longos 30 meses de interrupção colocaram em grave risco o desfecho do processo e inutilizaram, desde já, uma parte significativa do trabalho de investigação e de prova que esteve na base da decisão do Banco de Portugal em abril de 2010".

Mais, de acordo com a entidade liderada por Carlos Costa, os 30 meses de interrupção do julgamento "agravaram o risco de prescrição relativamente aos demais factos e arguidos".» [DN]
   
Parecer:

Mas como os nossos juízes são deuses que trabalham quando, ao ritmo e como lhes apetece o assunto será encerrado muito em breve.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Despromova-se o magistrado para auxiliar juydicial.»
   
 O porta-chaves esqueceu-se da Manela que o inventou
   
«O cabeça de lista às europeias da coligação Aliança Portugal (PSD/CDS-PP), Paulo Rangel, classificou hoje como um inoportuno exercício masoquista o manifesto assinado por 70 personalidades a pedir a reestruturação da dívida pública.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não é assim que se trata quem o inventou para a política. O antigo simpatizante do CDS que se mudou para quem lhe deu mais começa a revelar-se.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Isto vai acabar mal
   
«Em conferência de imprensa, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, representantes dos grupos organizados de adeptos, grupos de apoio na Internet, da Associação de Adeptos Sportinguistas e de Núcleos Sportinguistas anunciaram o "primeiro passo de várias ações até ao final da época".

Os adeptos do Sporting recusaram que o Movimento basta! seja um "apelo à violência física, verbal ou psicológica" e agendaram um encontro para domingo, às 14:30, junto à porta 3 do recinto "verde e branco", antes do "clássico" da 23.ª jornada da I Liga de futebol.

"A ideia é criar um palco público para que os sportinguistas se possam expressar", referiu Pedro Lopes, que foi o porta-voz da decisão dos movimentos de adeptos, que se reuniram na segunda-feira, após a conferência de imprensa de Bruno de Carvalho.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O presidente do SCP vai recorrer a tudo para conseguir a simpatia das arbitragens e esperemos que isto não acabe com violência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao MP.»
   
 Cavaco no seu melhor
   
«Cavaco Silva exonerou Vítor Martins e Sevinate Pinto dos seus cargos de consultores da Presidência da República, na sequência da sua assinatura do manifesto a pedir reestruturação da dívida, de acordo com o avançado pelo Expresso.

Sevinate Pinto, conselheiro para a Agricultura, e Vítor Martins, conselheiro para os Assuntos Europeus, subscreveram o manifesto dos 70, que defende a reestruturação da dívida portuguesa. Os dois consultores pediram a exoneração dos seus cargos, que foi assinada hoje.

O ex-ministro da Agricultura de Durão Barroso Sevinate Pinto confirmou à mesma publicação ter assinado o documento mas não esclareceu se o fez o com o conhecimento prévio do Presidente da República, acrescentando, no entanto, que isolava a associação ao movimento da sua relação com o Chefe de Estado.


Fonte de Belém garante, no entanto, que a subscrição feita pelos consultores aconteceu sem o conhecimento de Cavaco Silva.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Só é pena que Cavaco não se tenha exonerado a si próprio quando inventaram as escutas a Belém ou mesmo quando falou em espiral recessiva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que se exonere a si próprio por falata de lealdade.»
     

   
   
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