sábado, maio 24, 2014

Depois de amanhã

Depois de amanhã  país estará de novo nas mãos de um Presidente da República sem dimensão para o cargo e que analisará o0s resultados  em função dos seus pequenos objectivos pessoais e partidários. 
Cavaco tudo fará para não se sujeitar à humilhação de um dia destes ter de dar posse a um governo do partido que ele sempre detestou e que por duas vezes ajudou a derrubar do poder. Depois de ter ajudado o seu parido a regressar ao poder e de ter dado cobertura a todos os excessos de troikismo de Passos Coelho um governo do PS condená-lo-ia a um pedido de resignação do cargo ou a arrastar-se penosamente por Belém até que o curso inevitável da democracia ou da biologia lhe fizesse o favor de se retirar de Belém.
  
Cavaco imagina-se no Céu a ver os portugueses estarem-lhe gratos pelo que fez pelo país e se um lugar no Céu se pode conseguir com muita devoção, muitas reza s a pedir a cunha da NS de Fátima e algumas missas, já o mesmo não se pode dizer quanto a um lugar na história. Neste capítulo cavaco parece um ciclista que deu algumas quedas e teves alguns furos e dificilmente conseguirá recuperar a distância em relação ao pelotão, o país conhece agora as virtudes económicas dos seus dez anos de governo e a classe política que ele promoveu, resta-lhe um um governo de salvação nacional em que ele aparecesse como o salvador.
  
Cavaco já tentou amarrar o PS a uma derrota eleitoral com o golpe palaciano do consenso a troco de eleições antecipadas. Perante o falhanço da manobra saloia passou a ser um grande defensor das legislaturas completas e a ter horror a eleições antecipadas. Com um presidente destes nunca se sabe quando serão as próximas eleições, apenas se percebe que serão quando as sondagens apontarem para uma situação em que o seu partido saia como vencedor ou em que o PS seja forçado a um governo de coligação com o PSD.
  
Se depois de amanhã  o PSD sair derrotado das eleições é certo que Cavaco defenderá que a legislatura deve ir até ao fim e teremos um governo sem autoridade. Assistiremos ao espectáculo degradante de um país cheio de ratazanas a fugirem do barco como se todos os ministros tivessem sarna. Jornalistas, banqueiros e comentadores pagos à peça crucificarão Passos Coelho, Paulo Portas e tudo que cheire a governo. Seguro que até aqui era o inútil passará a ser bajulado or todos e até será convidado para Belém como nunca foi.
  
Se depois de amanhã não for clara uma futura vitória do PS por maioria absoluta numas futuras legislativas Cavaco irá reflectir. Se concluir que o seu PSD consegue recuperar eleitoralmente teremos um grande defensor da prática habitual nos países modernos de levar as legislaturas até ao fim. Mas se perceber que o PSD nunca ganhará as eleições é bem provável que com muito “sacrifício” crie condições para realizar eleições antecipadas enquanto o PS estiver fragilizado, garantindo assim uma coligação do mesmo Bloco Central que ele derrubou noa passado, para dessa forma poder acumular as funções de presidente e de primeiro-ministro.
  
Esperemos que depois de amanhã todos os que apoiaram ou tudo fizeram para que a pior das direitas fosse governo saiam derrotado de forma clara.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo _fragata_zpsc1c0a1a1.jpg
     
Proa de fragata do Tejo
  
 Jumento do dia
    
Lobo Xavier

A esquerda que se cuide, Lobo Xavier suspendeu as suas funções empresariais e de lobbying político para ir dar uns murros no PS durante a campanha eleitoral. Se o que motivou Xavier a querer decidir as eleições foi a presença de Sócrates porque razão o corajoso militante do CDS não se dedicou à vida política activa quando o PS era governo?

Enfim, esta gente da direita não parece ter a noção do ridículo e se Xavier vai tentar desesperadamente ajudar o CDS não é por causa de Sócrates, é porque não acredita nas sondagens e receia que o partido que já foi do táxi saia destas eleições como o partido do riquexó, algo que não convinha às empresas para quem trabalha.

«Assumindo uma "inconfidência", António Lobo Xavier contou hoje que "pediu" para ir à campanha do PSD/CDS porque ao longo das duas semanas de estrada sentiu-se "incomodado". E a maior razão do seu incómodo é o uso que outras campanhas têm feito da "falta de memória e distracção das pessoas" associadas a um nome: José Sócrates? 

E "se o PS acha que é altura de recuperar a figura de Sócrates, então é altura de eu voltar à política activa". O antigo dirigente do CDS não explicou o que queria dizer com esta afirmação. Estaria a referir-se à participação no almoço de campanha da Aliança Portugal em Penafiel ou estaria a pensar em outros voos? E mais não disse. » [DE]
 
 Finalmente um verdadeiro macho nesta direita de armário

 photo _macho_zps40b97b85.jpg
 
      
 Pérolas de história que desperdiçamos
   
«A revista brasileira Veja dedica a capa a Cristiano Ronaldo. Chama-lhe "o melhor jogador do mundo" e lembra a "arrogância" dele. Para pedras, é um magnífico pedestal. A Veja cita um historiador dizendo do jogador: "Ele é o homem que os portugueses raramente conseguem ser: ótimo profissional e dono do próprio nariz." E o historiador insiste: "Contrasta com o traço comum de submissão deste país." Vocês não queriam só elogios, pois não? Afinal, a revista é brasileira e o português (aquele futebolista) vai lá chegar como adversário. Em todo o caso, voltemos à generalização do português que não consegue ser (com a rara exceção do CR7) bom de bola e soberbo. É uma generalização, que como a rosa que é rosa é uma generalização. Nem vou alargar o campo de pesquisa para procurar portugueses ótimos. Fico mesmo só no futebol. E, aí, fecho ainda mais o ângulo de pesquisa: portugueses no futebol, e no futebol brasileiro. Então, aí vai. Em 1923, o Vasco da Gama, o clube dos comerciantes lusos, ganhou o campeonato do Rio. Os clubes da elite não gostaram porque havia negros na equipa. Convidaram o Vasco a mandar embora os crioulos. Mas a direção do Vasco disse: "Então, não jogamos!" E não jogaram. Quem sabe se esse traço português de não submissão não apressou os ótimos e soberbos Pelé, Didi e Djalma Santos, em 1958? Estes não são portugueses, eu sei. O meu ponto é outro: sem o Vasco de 1923, esses campeões mundiais não se teriam atrasado?» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 A alucinação
   
«Não podendo viver dos méritos do seu Governo, muito justamente detestado por um povo empobrecido e cansado de mentiras, a campanha eleitoral da direita deixou-se tomar pelo desespero e aposta tudo numa teoria ridícula, que remete para a absoluta infantilização da política.

Para esta direita trauliteira, cega de ódio, a maior crise internacional dos últimos oitenta anos não existiu, o que existiu foi o Sócrates; não houve nenhuma crise do ‘subprime', nem do sistema financeiro, o que houve foi o Sócrates; não houve uma recessão global em 2009, o que houve foi o Sócrates; não houve uma resposta coordenada da Europa à crise que levou ao aumento dos défices e das dívidas para salvar empregos e evitar uma grande depressão, o que houve foi o "despesismo socialista" e do Sócrates; não houve crise grega, nem efeito de contágio às economias da periferia, o que houve foi o Sócrates; não houve falta de solidariedade com a Grécia, nem erros crassos da senhora Merkel, do senhor Trichet ou do senhor Barroso, o que houve foi o Sócrates; não houve crise das dívidas soberanas, nem crise do Euro, houve, sim, o Sócrates; não houve consequências do "chumbo" do PEC IV na descida abrupta dos ‘ratings', na subida dramática dos juros e na ruptura do financiamento da economia e do Estado, o que houve, já se sabe, foi o Sócrates; tal como nunca existiu, jamais em tempo algum, a famigerada coligação negativa de Passos Coelho e Portas com os comunistas e a extrema-esquerda que, no auge da crise das dívidas soberanas, desprezou o apoio do BCE ao PEC IV e, na ânsia de chegar ao poder, provocou a crise política que arrastou Portugal para a ajuda externa, o que houve, é claro, foi o Sócrates! De igual modo, PSD e CDS, já para não falar em Catroga e Durão Barroso, também não participaram, de forma alguma, nem de longe, e muito menos de perto, na negociação do Memorando da ‘troika', onde parece que só está a assinatura inconfundível do incontornável Sócrates.
Tal como nunca, nem por uma só vez ao longo destes três anos, o Governo de Passos e de Portas enganou os portugueses e foi, ou sequer pensou em ir, "além da troika" - seja nos impostos, seja no corte de salários ou de pensões - antes se limitou, apesar das doze revisões do Memorando inicial, a cumprir à risca, muito escrupulosamente, e sempre a contragosto, o programa "mal desenhado" inicialmente pela ‘troika' e pelo outro, o mesmo de sempre, o maldito Sócrates. O próprio Vítor Gaspar, de quem muito se falou, e que terá escrito, assinado e divulgado uma carta de demissão a confessar o seu completo fracasso, não é certo que alguma vez tenha sequer existido, até por uma razão simples que nem devia ser preciso explicar: só existe o Sócrates, o Sócrates, o Sócrates!

É notável, embora um bocadinho patético e doentio, este esforço da direita para torcer os factos e a verdade histórica nesta sua campanha alucinada. Mas é preciso cuidado: as alucinações nunca são um bom sintoma e podem ser o sinal de que já se passou para o outro lado. Ver Jean-Claude Juncker, o candidato da direita ao altíssimo cargo de Presidente da Comissão Europeia, referir-se a Cristóvão Colombo como nosso "compatriota" é capaz de ser indício de que toda esta tentativa de reescrever a história já foi um pouco longe demais.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
   
   
 Ridículo demais para ser verdade
   
«Agentes de patrulhamento da PSP de Lisboa vão estar empenhados, até 10 de junho, a juntar 15 toneladas de tampinhas plásticas para fazer uma superbandeira nacional, para apoiar a seleção nacional de futebol e bater um recorde do Guinness.

O Sindicadto Unificado da Polícia (SUP) denuncia esta situação e afirma que os agentes "estão a ser obrigados a fazer este serviço que em nada dignifica a PSP". O caso foi avançado pela edição online do jornal i, ontem ao final da tarde.» [DN]
   
Parecer:

As coisas com que a PSP brinca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
 photo Greg-Schneider-4_zps349f6fd6.jpg

 photo Greg-Schneider-5_zps63a1258a.jpg
 
 photo Greg-Schneider-3_zps43cce426.jpg

 photo Greg-Schneider-1_zps04ee82c9.jpg
 
 photo Greg-Schneider-2_zps52f35e94.jpg

 
 
 
     

sexta-feira, maio 23, 2014

Pobre esganiçado

A campanha do candidato esganiçado da direita tem sido uma das piores campanhas de que há memória na democracia portuguesa, na esteira do recordes negativos a que temos assistido na vida política portuguesa. O prior presidente, o prior primeiro-ministro, o pior governo e agora o pior candidato ao parlamento europeu, já nem vale a pena falar do candidato do outro partido pois esse tem feito de mero porta-chaves do líder da direita.
  
É uma campa rasca, sem ideias, estruturada em torno de ataques de ocasião ao maior partido da oposição, feita de forte  em forte  sem se sair das localidades onde o risco de vais é mais pequeno, revelando pouca coragem política e física por parte do pequeno candidato. O antigo homem do CDS, convertido em social-democrata e adoptado como afilhado por Manuela Ferreira Leite tem-se revelado um político sem qualidade, de pouca dimensão política e mais empenhado em servir de caniche do líder do partido que o aproveitou para este espectáculo.
  
Manuela Ferreira Leite não deixou de ir à campanha dizer que apesar de tudo Rangel era o seu afilhado, uma espécie de ovo de vespa cuja gestação se desenvolve na equipa de Passos Coelho. Foi um apoio curioso, justificado pela relação com o candidato e pela fidelidade cega ao seu partido. Só faltou a Manuela Ferreira Leite dizer que não lhe ficava bem rejeitar a sua criação ou desobedecer ao seu partido que, afinal, é o mesmo partido do seu amigo Cavaco. Todos perceberam que Ferreira Leite não pediu o voto no PSD aos que não fossem filiados neste partido. 
  
Ainda mais cínico foi o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa, quando as hostes precisava de ânimo vira a sua presença num comício como o momento alto da campanha, esperavam um discurso que desse a volta ao desastre. Marcelo fez tudo ao contrário, depois de ter sido humilhado por Passos Coelho o comentador televisivo e candidato presidencial tipo catavento optou por se vingar com uma luva branca mas um bocado suja. Discursou menos de 14 minutos e nem apelou ao voto na coligação ou no candidato esganiçado, explicou no PSD porque era a forma de escolher o esquentador luxemburguês. Está-se mesmo a ver que nas próximas legislativas ninguém o vai convidar pois Passos Coelho arrisca-se a ouvir Marcelo explicar que entre Passos Coelho e um esquentador Junex vota no esquentador Vulcano.
  
A campanha ainda se vai arrastar penosamente nesta sexta-feira, Rangel vai estar ainda mais esganiçado e com a voz mais fininha do que costume, ele sabe que amanhã vai ver a bola e que o dia seguinte será o primeiro do fim da sua pequena carreira política. Já podemos dizer adeus a Rangel, eleito para o parlamento vai desaparecer, demarcando-se de um Passos Coelho em cuja queda colaborou com a sua incompetência enquanto candidato e esperando regressar a tempo de voltar a candidatar-se a líder do PSD ou, o que é mais provável, para apoiar o candidato que lhe parecer ser o sucessor do actual.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo _Insecto_zps8fb8b231.jpg
     
Insecto do Parque Florestal de Monsanto

   Foto Jumento


 photo _VRSA_zps145c3ac9.jpg
     
Vila Real de Santo António (Dafne)
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Sugerir que ao votarem em Rangel e Nuno Melo os portugueses estão salvanddo o projecto europeu só pode ser anedota. Passos Coelho não tem nem nunca teve qualquer projecto europeu que não fosse dar graxa à senhora Merkel e estar ao serviço dos interesses da Alemanha.

«O presidente do PSD alegou hoje que "o projeto europeu pode vir a estar em causa" em consequência dos resultados das eleições europeias e apelou ao voto na Aliança Portugal por uma "Europa responsável e solidária".

Durante um almoço da candidatura PSD/CDS-PP, em Lisboa, Pedro Passos Coelho contestou a ideia de uma "Europa que pague a fatura" e pediu aos portugueses que façam "uma reflexão séria" antes de votar no domingo: "Temos de saber quais são as ideias que os nossos representantes defendem, qual é o projeto europeu que defendem. Isso contará muito mais do que as portuguesas e os portugueses possam pensar. Ora, se aqueles que defendem para a Europa o que têm defendido para Portugal predominarem nessa representação, então o nosso projeto europeu pode vir a estar em causa".» [i]
   
   
 Sobe, sobe, dívida sobe
   
«A dívida pública portuguesa subiu para os 132,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro trimestre, acima dos 129% registados no final de 2013, segundo o Banco de Portugal.

De acordo com os dados preliminares do Boletim Estatístico, hoje divulgado pelo Banco de Portugal, a dívida pública na ótica de Maastricht alcançou os 220.684 milhões de euros em março deste ano.» [DN]
   
Parecer:

Grande Coelho!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Palito aplaudido
   
«À porta do tribunal, onde "Palito" está a ser ouvido em primeiro interrogatório judicial, encontram-se cerca de duas centenas de pessoas. Quando chegou, uns não tiveram qualquer problema em aplaudir o homicída. Outros insultaram-no.

Manuel Baltazar é suspeito de a 17 de abril ter morto a tiro de caçadeira a ex-sogra e uma tia e ferir gravemente a ex mulher e a filha em Valongo dos Azeites (São João da Pesqueira).» [DN]

«Esta manhã a população de Trevões acordou mais tranquila. Depois de um mês atribulado, Manuel Baltazar, conhecido por "Palito", segundo os habitantes, voltou para casa para ser capturado pelas autoridades. “Foi um mês muito duro para ele. Era escusado este sofrimento todo. Estava cansado, já não se aguentava. Achamos que ele veio a casa mesmo para se entregar”, explicam os moradores desta vila em S.João da Pesqueira, em Viseu.» [Público]
   
Parecer:

Se não fossem os dois homicídios também aplaudiria quem andou a gozar com o ministro da Administração interna e com a ministra da Justiça durante um mês e o mais certo é que a polícia se limitou a prender alguém que se entregou, ao contrário do que se disse à comunicação social.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao governo quanto gastou na tentativa de apanhar o Palito.»
   
 Manuela apoia o seu "nado morto" da política
   
«"Sou deste partido e independentemente de mostrar discordâncias com o que se pode fazer, o meu voto será sempre no PSD". Manuela Ferreira Leite foi hoje manifestar o seu apoio a Paulo Rangel e Nuno Melo, que elogiou. Mas assumiu achar "normal" que nestas europeias haja "um castigo" ao Governo.

Castigo à parte, a ex-líder do partido tentou combater a abstenção, pedindo que todos vão votar - "Votem em A ou B, mas votem", afirmou.

Paulo Rangel agradeceu a presença da ex-líder no pequeno almoço que tomaram juntos, com Nuno Melo. E disse nunca ter dúvidas de que contaria com o apio de Manuela. Esta elogio os dois eurodeputados - "competentes, com experiência, capacidade de negociação e têm sabido defender de forma empenhada os interesses de Portugal". Ferreira Leite, como Marcelo, aplaude os candidatos mas descola do Governo.» [Expresso]
   
Parecer:

Pobre senhora.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Coitada, está a atravessar uma velhice penosa.»
     

   
   
 photo Wim-Puts-2_zps0137eba4.jpg

 photo Wim-Puts-5_zps60486007.jpg
 
 photo wim-puts-1_zpsd5097733.jpg

 photo Wim-Puts-4_zpsb51e7ef2.jpg
 
 photo Wim-Puts-3_zps7a9bfc6a.jpg

 
 
 
     

quinta-feira, maio 22, 2014

Vote contra eles

Se aceita que uma política de austeridade escolha grupos sociais ou profissionais por questões meramente eleitorais, concentrando nesses grupos as medidas mais brutais então faz muito bem em abster-se nas próximas eleições.

Se aceita que centenas de milhares de profissionais indispensáveis ao país e com elevados níveis de qualificação sejam tratados como parasitas da sociedade e mera despesa pública e por isso os responsáveis pela crise, faz muito bem em abster-se.

Se aceita tranquilamente que o Sistema Nacional de Saúde, uma dos sectores mais desenvolvidos e modernos da sociedade portuguesa seja empobrecido e desqualificado, por forma a que se especialize no tratamento dos mais pobres enquanto os mais ricos podem aceder aos sistemas privados de saúde, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita que os programas eleitorais sejam mentiras deliberadas, que os programas de governo sirvam apenas para debates parlamentares da treta e que a política seja decidida em função de interesses particulares de membros do governo, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita que um governo lhe minta sistematicamente, que lhe apresente falsos estudos para fundamentar as suas decisões e que o engane sistematicamente com truques de propaganda dignos de um Goebels, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita que o país seja reduzido ao modelo do século XIX ou mesmo do século XVIII, onde um governo decide de forma arbitrária, sem respeito por qualquer ordem constitucional e com um presidente quem nem corta fitas pois tudo foi suspenso, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita que o governo liberalize a legislação laboral com o argumento da criação de emprego que depois não ocorre e concorda que seja escravizado sem direito a qualquer debate ou contestação, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita que um qualquer fugitivo governo o seu país atrás de uma troika que dirige mas pela qual não dá a cara e que lhe seja imposto tudo aquilo com que não concorda porque um qualquer imbecil decidiu ser ainda mais troikista do que a troika, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita que os seus pais depois de terem encontrado um país subdesenvolvido, paupérrimo,. Sem qualquer segurança social ou sistema de saúde, sejam tratados como parasitas da sociedade e condenados à miséria depois de lhe terem deixado um país com infraestruturas modernas, com um dos melhores sistemas de saúde, com escolas para todos e com uma democracia, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita um empobrecimento forçado para tornar os ricos mais ricos à custa do lucro fácil de uma economia capaz de concorrer com a dos países mais miseráveis, faz muito bem em abster-se.
  
Se aceita que os seus filhos e netos depois de quase duas décadas de estudos em escolas e universidades que você pagou sejam forçados a emigrarem para países que nada investiram neles, passando a financiar os seus estados sociais e deixando Portugal na penúria e sem futuro, faz muito bem em abster-se.
  
Poderia enumerar dezenas de bons motivos para se abster e dormir com a consciência tranquila, nem faltarão mesmo os que por gratidão ou por interesse terão motivos para votar a favor deste estado de coisas. Não faltarão boys, banqueiros e lambe-botas que vão votar a favor dos seus interesses e contra o país.

Mas se é contra o estado a que chegou o Estado deste país não deixe de fazer o seu “golpe de Estado”, se está contra tudo isto não é ficando em casa que muda o que quer que seja e muito menos aquilo de que discorda. Muda-se votando contra, contra o que foi feito, contra o estado a que isto chegou, contra os que governaram. 
  
No dia 22 de Novembro do ano passado Paulo Portas, o irreversível ministro deste governo, criticava Mário Soares acusando-se de apelar à violência, dizia ele que "em democracia e em liberdade, a forma adequada de expressar uma opinião é o voto". Se até aqui esteve calado porque para esta gente só se pode abrir o bico no dia das eleições, então tem aqui a sua oportunidade de dar o seu grito, de lançar a sua pequena bomba sobre tudo isto, vote  contar eles.
  

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo _chafariz_zpse935e32a.jpg
     
Chafariz no Rossio, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Rangel, o fogareiro

Enfim, Marcelo foi ao comício dizer que votava no esquentador e agora é o fogareiro que diz tê-lo ao seu lado. Cunhal pedia aos seus militantes que tapassem os olhos e votassem em Soares, Marcelo vem agora sugerir que pensem no esquentador enquanto votam num fogareiro.

«O cabeça de lista da coligação PSD/CDS, Paulo Rangel, diz estar "totalmente à vontade" com o discurso feito ontem por Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que a razão "fundamental" para votar na "Aliança Portugal" era Jean-Claude Juncker

Paulo Rangel garante que não houve desconforto na comitiva devido à "abordagem europeia" que Marcelo Rebelo de Sousa deu ao seu discurso num jantar com apoiantes ontem em Coimbra. O cabeça de lista da coligação disse mesmo que as palavras do antigo líder não foram um balde de água fria, mas sim uma "sauna retemperadora", lembrando os "elogios" feitos por Marcelo a si e a Nuno Melo.» [DN]
 
 Horas de Matar
 

 Já nasceu a filha do Relvas

Durante a gestação tirou a licenciatura, agora espera-se que conclua o mestrado antes do baptismo e o doutoramento a tempo da primeira comunhão.
 
 Onde votará Marcelo nas próximas legislativas

Depois de votar Juncker nas Europeias a dúvida vai estar entre escolher Vulcano ou Junex.
   
   
 Marcelo apoia o fogareiro?
   
«O cabeça de lista da coligação PSD/CDS, Paulo Rangel, diz estar "totalmente à vontade" com o discurso feito ontem por Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que a razão "fundamental" para votar na "Aliança Portugal" era Jean-Claude Juncker

Paulo Rangel garante que não houve desconforto na comitiva devido à "abordagem europeia" que Marcelo Rebelo de Sousa deu ao seu discurso num jantar com apoiantes ontem em Coimbra. O cabeça de lista da coligação disse mesmo que as palavras do antigo líder não foram um balde de água fria, mas sim uma "sauna retemperadora", lembrando os "elogios" feitos por Marcelo a si e a Nuno Melo.» [DN]
   
Parecer:

Enfim, Marcelo foi ao comício dizer que votava no esquentador e agora é o fogareiro que diz tê-lo ao seu lado. Cunhal pedia aos seus militantes que tapassem os olhos e votassem em Soares, Marcelo vem agora sugerir que pensem no esquentador enquanto votam num fogareiro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Insatisfação?
   
«O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, apelou hoje aos militantes que participem na campanha, votem e levem outros a votar, afirmando compreender a "insatisfação", mas argumentando que votar PS é "premiar o infrator".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Com tanto milagre e ainda se sentem insatisfeitos?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pobres e mal agradecidos.»
     

   
   
 photo Leasha-Hooker-1_zpsfcd12bff.jpg

 photo Leasha-Hooker-5_zps60ada56c.jpg
 
 photo Leasha-Hooker-2_zps76cc91f7.jpg

 photo Leasha-Hooker-3_zpsa449f23c.jpg
 
 photo Leasha-Hooker-4_zpsacdedb33.jpg