sábado, junho 28, 2014

Alguns conselhos a Seguro

Seja honesto

De um político espera-se honestidade e isso significa dizer o que se pensa e não o que é conveniente. Uma pessoa honesta não tem dois estados quanto à honestidade, o estado dentro da gaiola e o estado fora da gaiola. Quando se tem duas opiniões em função das circunstâncias nunca sabemos quando se diz o que se pensa ou quando se diz o que é conveniente ouvir.

Seja frontal

Ser frontal é dizer o que se pensa olho nos olhos e de um líder ou candidato a líder partidário espera-se frontalidade. Não se pode ficar em silêncio e quando o nosso interlocutor não está presente é que nos lembramos que discordámos dele ou que defendíamos algo diferente.

Seja grande

De um candidato a primeiro-ministro espera-se alguém com grande, um mínimo de estatura, ninguém esperaria ver uma maluca qualquer a apupar um adversário político em Ermesinde. E ninguém teria de esperar vários dias para que um Mário Soares condenasse tal comportamento, algo que um político pequenino teria dificuldades em fazer, a não ser quando percebesse que estava a ser prejudicado.

Diga ao que vem

Em circunstância alguma e muito menos num momento de crise um candidato à liderança do país se pode refugiar em decisões europeias para não dizer quais as suas proposta, para depois escolher as eleições europeias para apresentar pacotes de dezenas de medidas que ninguém vai discutir.

Não recorra a truques já gastos

Um político que teve dezenas de debates com Passos Coelho não tendo ganho um único e que durante três anos contou com as televisões permanentemente atrás de si não pode dar parte de fraco criticando os adversários de cobardia por lhe recusarem os debates que agora julga ganhar, comportando-se como se fosse o Rangel.

Seja corajoso

De um político espera-se coragem, exige-se que dê a cara pela suas ideias e projectos, não se refugiando em truques, em manipulações estatutárias ou em decisões de conselhos de jurisdição.
Seja criterioso com quem o rodeia
Alguém que apela à direita para se inscrever como simpatizante do PS para depois votar num candidato não pode ser um braço direito de um líder digno desse nome, quem se rodeia de gente digna de um Idi Amin Dada acaba por se parecer com ele.

Se demonstrar ter estas qualidades tem toda as condições para liderar um grande partido com as tradições do PS e está em condições para liderar uma mudança do país. Se não as tem ainda está a tempo de aprender a fazer alguma coisa na vida ou então pode ir ajudar a esposa na farmácia.


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Sede do BES, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima

Pires de Lima, a Santinha da Horta Seca para os seus amigos deste palheiro, ignora que não é ministro para fixar metas, mas também para dizer que medidas adopta ou propõe para as conseguir. Em vez disso cavalga na refinaria de Sines e continua a elogiar o falso milagre, projectando-o para o futuro como se tivesse alguma sustentabilidade.

Que medidas tem promovido Pires de Lima para atingir a meta que propõe para as exportações? Nenhuma.

«O governo quer que até 2020 as exportações representem mais de 50% do PIB, anunciou hoje o Ministro da Economia no discurso de abertura da Conferência Nacional Investimento e Empreendedorismo, na Fundação Serralves, no Porto.

"Portugal vive um processo de ajustamento muito exigente e que ainda não está completamente concluído. (...)Há um caminho que se tem feito de responsabilidade financeira, um caminho económico de mudança de paradigma", disse o ministro da Economia.

Em causa está um processo iniciado há vários anos que ditou um peso de 40% das exportações no PIB nacional, meta alcançada no fim de 2013. "Até 2020, as exportações têm que valer mais de 50% do PIB. Mais de metade da riqueza que se cria em Portugal tem que ser criada fora de Portugal, pela capacidade das empresas portuguesas poderem competir internacionalmente", afirmou.

António Pires de Lima sublinhou a recuperação económica do país por via de um aumento de 30% das exportações nos últimos quatro anos, reforçada por um decréscimo de 2% das importações no mesmo período. No primeiro trimestre do ano, o aumento das exportações em setores como o vestuário (+13%), calçado (+11%), turismo (+11%), viagens (+9%), agroindustrial (+9%), entre outros, foram fundamentais para equilibrar os efeitos produzidos pela queda das exportações de combustíveis (-38%).» [DN]
 
 Resumo da participação portuguesa no mundial

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Ante-visão de um jogo de Portugal no Mundial 2018

Vamos ser campeões.
Não, não vamos porque o Ronaldo está lesionado.
Um azar nunca vem só, o Pepe também se lesionou.
Há uma epidemia de lesões, vamos tentar passar aos oitavos.
O árbitro foi um malandro, mostrou um vermelho e quando íamos recuperar não viu a grande penalidade.
Não vale a pena perder a esperança vamos ganhar os próximos dois jogos.
Este já está ganho.
Azar, eles empataram, mas ainda falta muito tempo para o jogo acabar.
Agora já não dependemos só de nós e ainda por cima os alemães e os americanos estão feitos.
Mesmo que Portugal ganhe ao Gana a Alemanha faz o jeito ao treinador alemão do adversário.
Agora já só falta a Alemanha fazer a sua parte e o Ronaldo marcar mais quatro golos.
Boa, a Alemanha já fez a sua parte, até talvez marque mais alguns, ainda falta muito tempo.
Azar, estamos empatados, mas aindda falta muito tempo.
Golo! Já só faltam três, perdão 4. Não faz mal, ainda falta mais de meia hora.
Portugal marca, ainda é possível.
Faltam três minutos mais os descontos ainda é possível o milagre.
Faltam três minutos, agora só um milagre.
Acabou.
Vamos contratar especialistas em geriatria para acompanhar a selecção do Paulo Bento até ao próximo mundial.
 
 Dúvida

Porque será que tenho a sensação de que o PS vai passar pela vergonha de ter umas directas dignas dos processos eleitorais do tempo de Salazar. Já faltou mais para que se possa votar nas farmácias ou para que os eleitores sejam transportados em autocarros alugados pelo Pingo Doce.
 
 Curiosidade

A mesma oposição que é contra a austeridade e defende um défice mais generoso criticou os resultados da execução orçamental porque com actual nível do défice orçamental o governo não conseguirá atingir as metas.
 
      
 Há três anos a separar a política dos negócios
   
«
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A Associação Nacional de Farmácias (ANF) está longe de ser apenas um ponto de encontro de proprietários de empresas de um determinado ramo de actividade. É muito mais do que isso. É a cabeça de um vasto grupo económico. A partir dos lucros obtidos pela intermediação entre o Estado e as farmácias, a ANF criou um império que se estende do fabrico e da distribuição de medicamentos à participação no capital social de clínicas e lares, passando pela posse de uma sociedade financeira. E através de um peculiar modelo de negócio, amarrou os proprietários da farmácias à própria ANF, transformando-os, em termos práticos, em franchisados.

Esta estratégia foi planeada e executada por João Cordeiro, que se converteu na grande força de bloqueio às reformas de José Sócrates na área do medicamento. Estranhamente, António José Seguro impôs, à revelia da estrutura local do PS, João Cordeiro como candidato à presidência da Câmara de Cascais nas eleições de 2013. No fundo, não há nenhum mistério nesta insólita escolha, dado que o próprio João Cordeiro revelou os laços que mantém com António José Seguro: «A Dra. Margarida é minha colega de direcção, o Dr. Maldonado [sogro de Seguro] foi meu colega e colega do meu pai, há aqui muita relação».

É esta mesma poderosa associação patronal que — soube-se hoje — está a colaborar activamente com o inner circle de António José Seguro no recenseamento para as eleições primárias do PS. Esta situação é grave. Veja-se: 

1. Aqueles que trazem sempre na ponta da língua a necessidade de separar a política dos negócios são os mesmos que recorrem ao mundo dos negócios para ganhar vantagens na esfera política, procurando manter à frente do PS uma grupo que os portugueses rejeitam (como o atestam as sondagens) e que os militantes não querem (como o confirmam as múltiplas moções aprovadas por federações e concelhias a exigirem a convocação de directas e de um congresso extraordinário). 

2. As notícias hoje publicadas revelam que está em gestação uma chapelada das antigas nas eleições primárias. Escreve Isaura Martinho — membro da comissão nacional do PS e do secretariado do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas — no ofício-circular enviado aos associados da ANF: «É muito importante que todos os colegas desse distrito se envolvam e subscrevam o maior número de pessoas sem grande alarido. O segredo é a alma do negócio. Nas legislativas votam onde entenderem, no dia 28 de Setembro temos que votar Seguro para que a tralha Socrática não volte.» 

Preto no branco: esta dirigente do PS apela a não-simpatizantes do PS que decidam a favor de Seguro as eleições primárias, procurando mobilizar a própria direita para o recenseamento eleitoral. Este apelo desesperado é também uma confissão de que o inner circle de Seguro dá por perdido o apoio dos militantes e simpatizantes do PS. 

3. Que se esconde atrás do desesperado apelo de Isaura Martinho — de resto, um caso de sucesso na separação entre a política e os negócios (vídeo) — para reunir votantes da direita para afastar a «tralha socrática»? A colaboração empenhada da ANF não é inocente. Foi José Sócrates que atacou os interesses da ANF, ao liberalizar a propriedade das farmácias, reduzir as obscenas margens de lucro de que elas beneficiavam e permitir a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias. A ANF não aceitou de bom grado as medidas reformistas da «tralha socrática» no âmbito do sector dos medicamentos. 

4. O recurso à narrativa da direita para combater António Costa mostra que há um vazio ensurdecedor no discurso de Seguro — e uma confluência com a estratégia da direita. 

5. Até ao momento, António José Seguro não se pronunciou sobre esta chapelada em gestação. Mas fizeram-no outros dois dirigentes nacionais do PS: António Galamba, que não condenou a iniciativa em declarações ao Correio da Manha, e Miguel Laranjeiro, que desvalorizou esta acção de enorme gravidade, atribuindo-a a uma «iniciativa individual». Ao responder assim, Laranjeiro ignora que está em causa um acto praticado por uma dirigente nacional do PS, que se pôs em marcha antes de o regulamento das eleições primárias ter sido aprovado. Os dirigentes nacionais do PS estão em autogestão? » [Câmara Corporativa]
   
Autor:
 
Miguel Abrantes.
      
 O PS cheio de tralha por todos os lados
   
«Lê-se 20 vezes e não se acredita. A direcção do PS decidiu não condenar expressamente o já famoso mail divulgado pelo "Correio da Manhã" e pelo "Jornal de Notícias" em que uma dirigente socialista, membro da Comissão Nacional, apela à inscrição em massa nas primárias de alegados simpatizantes de António José Seguro, quer sejam quer não sejam simpatizantes do PS - "nas legislativas votam onde entenderem, no dia 28 de Setembro temos de votar Seguro". A ausência de uma condenação firme por parte de Seguro (Miguel Laranjeiro referiu-se-lhe apenas como "iniciativa individual") lança obviamente uma suspeita sobre todo o processo de primárias proposto pelo secretário-geral e a dúvida sobre se "iniciativas individuais" deste género não estarão a ser multiplicadas por esse país fora.

O caso em si é gravíssimo, mas ainda se torna mais grave quando as declarações de dirigentes nacionais como António Galamba e Miguel Laranjeiro não o condenam objectivamente. E é evidente que a partir daqui qualquer pessoa se pode perguntar se a direcção de Seguro não estará a pactuar com o processo de arrebanhar militantes, sejam simpatizantes do PSD, do PCP ou do CDS, desde que tudo sirva para correr com "a tralha socrática" que está colada à candidatura de António Costa. O mail - e a complacência da direcção com essa peça política - é um exemplo acabado da existência de uma "tralha segurista" que não vai olhar a meios para atingir (se conseguir) os fins. Seguro respondeu ao desafio de Costa - e ao seu resultado de 31% nas eleições europeias - com o facto de se estar perante uma crise do regime (o que é absolutamente verdade) de que a mistura entre política e negócios é das mais graves manifestações (o que é totalmente verdade e no que os socialistas estão carregados de culpas). Infelizmente, ontem Seguro foi incapaz de condenar uma manifestação dessa crise de um dos seus defensores dentro do partido.

A autofagia que varre o PS e que vai continuar até 28 de Setembro só terá uma vantagem se produzir uma verdadeira catarse sobre o partido, os seus métodos, a sua história enquanto foi governo, os fenómenos de enriquecimento de alguns dos seus dirigentes e ex-dirigentes mais destacados, a promiscuidade entre partido, Estado e interesses económicos. Só dessa discussão pode sair alguma luz. O PS está cheio de tralha por todos os lados, e isso aplica-se ao passado e ao presente.» [i]
   
Autor:

Ana Sá Lopes.
   
   
 O regime da Madeira no seu melhor
   
«O governo da Madeira vai gastar mais de 550 mil euros com um estudo, encomendado por Alberto João Jardim em 2002 e que é apresentado esta sexta-feira em Lisboa, com o objectivo de contrariar “a ideia de despesismo que se associa a esta Região Autónoma”.

O projecto de investigação de investigação sobre o “Deve e Haver das Finanças da Madeira (séculos XV a XXI)” foi encomendado por Jardim, primeiro em 2002 e depois por despacho de 26 de Maio de 2010. O historiador Alberto Vieira foi nomeado responsável pela coordenação do projecto de investigação a desenvolver pelo Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA), instituto de que era director e entretanto extinto no âmbito dos cortes de “gorduras” na administração regional, determinados pelo Programa de Ajustamento Económico e Financeiro madeirense.

No entanto, as linhas gerais e conclusões do estudo – que será apresentado por Jardim na “Representação Permanente da Madeira em Lisboa/Casa da Madeira”, nas proximidades de representações diplomáticas localizadas no Restelo – foram antecipadas por Alberto Vieira no congresso do PSD-Madeira, a 24 de Março de 2000, em que interveio como orador convidado. O historiador já então concluía que a Madeira pode ser "auto-suficiente em relação o Estado português".» [Público]
   
Parecer:

O regime decadente e cada vez mais perto do colapso contrata um historiador do regime e paga-lhe uma fortuna para provar que o regime é muito poupadinho, que é roubado pelos cubanos e que daria lucro se fosse independente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Da irrevogabilidade ao tabu
   
«Perante as dúvidas sobre novas decisões do Tribunal Constitucional e a disputa interna no PS, Passos Coelho terá optado por evitar mudanças no Executivo até final do ano, assegurou uma fonte próxima de S. Bento ao semanário Sol. A grande novidade da coligação será só nas legislativas de 2015: Paulo Portas não tem vontade de ser candidato.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Digamos que Paulo Portas não sabe muito bem o que fazer para se salvar ou para ir gastar as suas poupanças.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A Santinha da Horta Seca abandonou-nos
   
«O processo de "reequilíbrio externo" da economia portuguesa sofreu uma interrupção grave no início deste ano. O défice externo voltou a aparecer após vários trimestres, tendo atingido o valor de 1,4% do produto interno bruto (PIB), o pior registo desde meados de 2012, estava Portugal a crise no seu auge.» [DN]
   
Parecer:

Deve ser dos sapatos, desde que disse que até já comprava sapatos portugueses nunca mais fez milagres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se um par de sapatos importados à Santinha da Horta Seca para que ganhe inspiração milagreira.»
      
 Até o FMI?
   
«O Fundo Monetário Internacional está a rever a excepção que permitiu emprestar dinheiro a Portugal, Grécia e Irlanda sem uma reestruturação da sua dívida. No início dos resgates houve dúvidas relativamente à sustentabilidade da dívida destes países, mas foi possível evitar a reestruturação. Agora, essa possibilidade pode acabar.

De acordo com um artigo apresentado ao Conselho Consultivo do FMI, e hoje citado pelo Jornal de Negócios, técnicos desta instituição defendem que existem vantagens em reescalonar as dívidas quando existem dúvidas de sustentabilidade.

No ano passado, a instituição chegou a mencionar o "erro" de não se ter renegociado a dívida grega no início do primeiro resgate. E agora, este técnicos mostram que Portugal e a Irlanda teriam saído a ganhar se tivesse havido uma renegociação.» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes só o Passos Coelho e Cavaco SIlva defendem o fundamentalismo gaspariano.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a São Bento e Belém.»
   
 Declaração de vontade
   
«O ministro da Economia, António Pires de Lima, admitiu hoje que a carga fiscal em Portugal atingiu níveis "excessivos" e sublinhou a "declaração de vontade" do Governo de iniciar em 2015 um processo de redução de impostos.» [i]
   
Parecer:

Deixem-me imaginar uma conversa de Pires de Lima com a esposa: "ó filha, deixa-me fazer uma declaração de vontade para mais logo!". Enfim, tem vontade a mais e pica a menos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Maria de Belém no seu melhor
   
«A 94 dias das primárias, o PS já conta com um pedido de investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os incidentes de domingo passado em Ermesinde, e acusações de "fraude eleitoral", num episódio que a presidente do partido também vai mandar apurar.» [i]
   
Parecer:

Primeiro deixou passar vários dias antes de tomar posição, passados outros tantos dias pediu ao MP para investigar uma senhor que deu beijinhos ao Seguro e vaiou Costa, daqui a uns tempos vai apresentar queixa contra a "popular". Ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Maria de Belém se já perguntou aos seguristas de Ermesinde se sabem alguma coisa sobre o facto.»
   
 Durão está muito satisfeito
   
«O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou hoje estar "muito satisfeito" com a indigitação de Jean-Claude Juncker para lhe suceder no cargo, sublinhando que o luxemburguês é um amigo de Portugal.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pois, lá se foi a possibilidade de fazer de rolha e ficar no cargo caso o esquentador tivesse sido rejeitado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Um mau dia para a Europa
   
«"Este é um mau dia para a Europa, que arrisca enfraquecer a posição dos governos nacionais", disse Cameron depois de o conselho europeu ter aprovado a escolha de Juncker por 26 votos a favor e dois contra (Reino Unido e Hungria).

"Se tivéssemos trabalhado juntos, teríamos encontrado um candidato alternativo", frisou.

Cameron admitiu contudo ter de "aceitar o resultado" da cimeira, embora a decisão tomada por 26 Estados membros nesta matéria "reforce a convicção" britânica de que "a Europa tem de mudar".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Deixar o Reino Unido de fora para ficarem com o esquentador da Merkel foi uma péssima solução.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver o que vai suceder no Parlamento Europeu.»
     

   
   
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sexta-feira, junho 27, 2014

Esquerda versus direita?

Como diria o senhor Silva o normal no países da Europa é que os partidos se organizem em torno de projectos e que tentem convencer os cidadãos das vantagens das suas propostas. É bom para o progresso que os partidos se esforcem em apresentar os melhores projectos e que para isso procurem atrair para os seus quadros os cidadãos mais habilitados e melhor preparados. Com gente competente e bem formada há equilíbrio, capacidade de diálogo e de se chegar a compromissos.
  
E por falar no senhor Silva é também normal que num regime semipresidencialista o Presidente da República se dê ao respeito e seja respeitado por todos, o normal nos países da Europa é que os presidentes cumpram com os seus juramentos, desempenhando uma função de equilíbrios. Não é normal que um presidente negoceie a duração das legislaturas e a antecipação de eleições a troco de compromissos e ainda é menos normal que processos de diálogo entre partidos seja tutelado e vigiado por controleiros da presidência.
  
Quando nada disto acontece o sistema entra em desequilíbrio e como sucede em todos os desequilíbrios ecológicos umas espécies entram em processo de extinção enquanto outras florescem. Há muito que no sistema partidário português se multiplicam as ervas daninhas. Os partidos deixaram de atrair os melhores para serem coio dos mais fracos mas melhores em truques e em manhas. Deixaram de atrair os honestos pois estes há muito que foram eliminados pelos corruptos. 
  
O tal senhor Silva transformou o seu partido num partido de Estado e só faltou os rolos de papel higiénico trazerem colada uma ficha de inscrição no partido. Aos poucos a classe política tornou-se numa classe social abastada, que enriquece com corrupção, cargos em empresas, posições em escritórios de advogados. O sistema partidário foi tomado pelos interesses e por uma geração de políticos manhosos, formados nas jotas. Os velhos militantes de causas começam a ser isso mesmo, velhos. No seu lugar está uma geração formada nos pequenos golpes e manhas das associações de estudantes e “licenciados” em Castelo de Vide e noutras universidades, ouvindo as baboseiras dos professores Marcelos.
  
Os partidos devia atrair honestos e atraem desonestos, deviam promover a competência e gera líderes com cursos da treta ou tirados com requerimentos, devia produzir projectos consistentes e só produz mentiras eleitorais. Até a política autárquica que devia ser um  viveiro de futuros governantes acabou por ser uma escola de negócios menos claros e em vez de produzir gente competentes só produz caciques itinerantes.
  
A luta política em Portugal chegou a um ponto em que a linha divisória já não está entre esquerda e direita, está entre competência e incompetência, entre honestidade e corrupção, entre interesse nacional e oportunismo. O sistema partidário apodreceu as instituições como a Presidência da República perderam o seu prestígio e o povo começa a não ter em quem acreditar. Neste quadro só há três saídas possíveis: ou os partidos invertem esta tendência, ou se criam novos partidos ou aparece alguém a salvar o país dos partidos. A primeira palavra cabe aos militantes dos partidos, a segunda caberá ao povo e nestas coisas o povo costuma decidir da pior maneira, como se viu nas últimas eleições qualquer atrevido pode armar-se em salvador da pátria.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Portimão
  
 Jumento do dia
    
Paulo Bento

Compreende-se que não tinha equipa para chegar ao título mundial, mas nos três jogos ficou evidente que não só tudo correu mal à selecção como também tudo foi mal preparado e conduzido, um caso de incompetência colectiva. Em Itália o presidente da federação e o seleccionador demitiram-se, cá o presidente da Federação tem uma pose de Presidente da República e o treinador não assume as responsabilidades e as consequências do que fez.
 
 Mundial de futebol

Também na bola não somos como os gregos. Mas, enfim, quem escolheu Passos Coelho não se pode queixar da escolha de Paulo Bento, um tem contrato para dois anos, o outro diz que não parte antes do fim do contrato e ainda vaui tentar assinar um segundo.
 
 Numa farmácia perto de si

Quer Aspirinas ou uma ficha para votar no Seguro?
 
 A Aspirina Tozé à venda nas farmácias

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 Qual CR7, temos é de jogar pelo Seguro!
   
«Isto já não vai lá com táticas nem é sobre a relva que pode vir o milagre. Não é dentro das oito linhas que cercam o jogo de hoje, Portugal-Gana-Alemanha-EUA, que se resolve o assunto. É na secretaria. A hora não é de fintar ou chutar, é de ajeitar os resultados. Qual CR7, temos é de jogar pelo Seguro! Os outros que tentem resolver a coisa em 90 minutos, nós é mais impugnações. Por exemplo, que fez a FPF sobre o avião de dinheiro que se não chega ao Brasil levará os jogadores do Gana a não jogar? Seguro já teria contactado aquele diretor (parente de um amigo da Distrital de Aveiro) da Agência de Aviação Civil brasileira e o avião era mandado para trás. Com falta de comparência dos ganeses e o resultado de 3-0 a nosso favor, haveria ainda a tratar da ampla vitória alemã sobre os americanos. O delicado Seguro já teria enviado um gentil cesto de dióspiros ao ministro alemão Schäuble. Depois, o Seguro amável debruçava-se sobre aquela vírgula nos estatutos (ele conhece-os todos, da federação socialista do Porto ou da FIFA). De certeza que é possível uma interpretação que impeça a amizade dos treinadores alemão Löw e americano Klinsmann. E se não houver vírgula, há sempre o trema do Löw. O que importa é que o destino do Grupo G ficaria adiado só lá para setembro. E, bem ajeitadinha, a final do Mundial ia coincidir com o calor do Carnaval do Rio. Ninguém a queria, exceto o Portugal do Seguro afetuoso. Campeão, pois. Parabéns à prima.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Seguro e Bento no país dos "não me demito"
   
«1Paulo Bento corre o risco de ser um herói nacional. Porque não se demite. Porque a responsabilidade é toda dele. Porque é um homem que dá o peito às balas... É igualzinho a António José Seguro que depois de andar a ganhar os jogos todos por meio a zero também ficou cheio de coragem e vontade. Não interessa que, em concreto, a seleção tenha os jogadores errados ou que haja tabus sobre jogadores que ficaram em casa e não faziam parte do "grupo" do líder. Bento andou quase sempre a ganhar aflitinho mas lá ficou sempre de pedra e cal. Lembram-se do golo de Bruno Alves, na Albânia, há quase três anos, de cabeça, no último minuto, que evitou a derrota e nos deu hipótese de irmos ao play-off do Europeu? Esteve sempre tudo preso por arames. Mas ele lá foi andando, muito com a ajuda de Ronaldo - ter um dos melhores jogadores do Mundo ajuda qualquer treinador. Foi o que se viu na Suécia em novembro quando nos salvamos no play-off e ganhamos passaporte para o Brasil. Só que agora não dá mais. É demasiado evidente. E no entanto, não interessa... Bento diz-se culpado, sozinho, e está resolvido. À espera que no final se discuta apenas o superficial - como se a discussão fosse a coisa em si, mais do que a competência, o perfil, os títulos ganhos no passado que justifiquem o lugar. Não se demite? Porquê?

2Os que têm de dizer muitas vezes que não se demitem já têm os pés a fugirem-lhe do chão há muito tempo. Seguro engendrou a maior confusão política alguma vez vista num partido: para quê? Para demonstrar que é um tipo que não se fica, que sabe o que quer. Um líder. Mas desde quando a teimosia ou o estilo "forcado da Moita" qualifica alguém? Olhe-se bem para o PS. De um lado está Costa, que sabe não poder rachar Seguro de cima a baixo porque estaria a destruir o próprio PS. Do outro lado está um miúdo que resolveu levar o partido com ele para o abismo - quer ganhe quer perca. O que fazer com gente que se agarra aos lugares como se fossem seus, só porque "colaram cartazes" ou tomaram conta da loja numa altura difícil?

3Enquanto isso Portugal muda. Passos prepara um aumento de imposto novo para fazer face ao Tribunal Constitucional e para a opinião pública, qualquer dia, até parece um homem sensato que só quer o melhor para nós. O primeiro-ministro tem de nos dar mais umas palmadas? É para nosso bem. A certa altura já nem sabemos distinguir entre meter as crianças na ordem ou maus-tratos. Quem diria que Passos Coelho, um político sem qualquer experiência executiva ou empresarial de nível médio, se poderia tornar no "Homem do Leme"!... Ele está a tomar conta do país sozinho! Seguro quer ir brincar às eleições internas do PS; Portas, se pudesse, ia para Comissário Europeu ou saía já; e Costa quer mas não pode. O povo só tem Passos...

4Que Passos não se demite, é claro. Nunca pensou em tal. Ou melhor, especulou-se, por alturas da TSU, que até ele teria um lado humano e andaria deprimido. Meio milhão nas ruas era algo de novo, realmente. Mas passou. Se houve coisa que este Governo mostrou é que não interessa a gigantesca quantidade de erros, mentiras e alteração profunda dos equilíbrios da sociedade portuguesa. Tudo se esquece.

5Até porque, lá está, Passos esteve outra vez bem nesta semana no caso BES. Ricardo Salgado, curiosamente, que sabe o que é poder, ou a sua ausência, esse, demitiu-se. Ou melhor, está a tentar governar o BES por interposta pessoa. Passos tenta salvar a pele e não meteu lá o dinheiro da Caixa Geral dos Depósitos para disfarçar as trapalhadas de um grupo financeiro que sempre foi demasiadamente subterrâneo. No entanto, não haja ilusões: se o BES for mesmo abaixo não haverá outra saída que não seja ir metendo lá o capital que for preciso. O risco sistémico de um banco como o BES é tão elevado que significaria o regresso da troika em força. É um daqueles casos em que nenhum de nós teria hipótese de se demitir (de pagar), por muito que quisesse. Se o BES ruir, governar Portugal vai ser coisa para gente que sabe o que anda a fazer. Quem diria.» [Jornal de Notícias]
   
Autor:

Daniel Deusdado.
   
   
 BBC: uma escola de virtudes jornalísticas
   
«Foi apenas após a sua morte que se descobriu que o apresentador britânico Jimmy Saville foi acusado de ser uma grave predador sexual. Agora, uma investigação levada a cabo após a sua morte e divulgada esta quinta-feira, revela que as vitimas de Jimmy Savile incluíam homens, mulheres, dos 5 aos 75 anos.

O homem chegou a violar sexualmente de cadáveres nas morgues, o que só se tornou possível graças ao livre acesso a que tinha a unidades de saúde, especialmente nos hospitais de Leeds e Broadmoor.

O caso tem contornos preocupantes e, de acordo com o Mirror, o apresentador chegou inclusivamente a ter peças de joalharia feitas com olhos de vidro de doentes já falecidos.» [Notícias ao Minuto]
     

   
   
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