sábado, agosto 02, 2014

Os defensores do interesse nacional

Portugal pode ser um país condenado ao subdesenvolvimento, pode tropeçar em todas as crises financeiras internacionais, pode ser ignorado por Bruxelas em todas as negociações comerciais, pode acontecer-nos tudo o que mau pode suceder, mas uma coisa de que não nos podemos queixar, é da falta de gente empenhadíssima em defender ou em sacrificar-se pela defesa do interesse nacional.
  
Aquele que agora é apontado como o maior canalha nacional, ainda que em surdina não vá o diabo recuperar o poder, era um dos mais destacados defensores do interesse nacional. Foi em defesa do interesse nacional que convidou Cavaco para um jantar familiar para o convencer a candidatar-se à Presidência. Foi também em defesa do interesse nacional que liderou os banqueiros na chantagem sobre Sócrates para que este entregasse o país à troika, ou que há alguns anos o levou a ir à Presidência da República defender a manutenção dos centros de decisão em Portugal.
  
A grande sede da defesa do interesse nacional é a Presidência da República e o actual presidente não se cansa de em cada momento chamar a si a interpretação do que em cada momento ou circunstância representa o interesse nacional. Tudo o que Cavaco faz é em defesa do interesse nacional e esse mesmo interesse nacional até parece estar acima de qualquer valor, a começar pelos valores constitucionais.
  
Outro grande campeão nacional da defesa do interesse nacional é Durão Barroso, o primeiro-ministro que fugiu de Portugal para melhor nos defender e agora anda por aí dizendo que nos deu uma pipa de massa. Aliás, Bruxela compete com Belém na defesa do interesse nacional, todos os que para lá vão fazem-no para defender o interesse nacional, o último a ir é o Carlos Moedas e há uma grande expectativa no país pelos benefícios que ele nos pdoerá trazer.
  
O país deve estar grato a tanta gente que se sacrifica para defender o interesse nacional, vão para comissários, aceitam grandes tachos na EDP, exigem a vinda da troika, vendem as empresas públicas ao estrangeiro, usam dinheiro público para ajudar banqueiros incompetentes e trafulhas, fazem tudo pelo interesse nacional. Depois fazem fila nas cerimónias de Belém para receberem as comendas pelo reconhecimento do país pelo muito que fizeram pela Nação.
  
 

Umas no cravo e outras na ferradura



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Vila Real de Santo António
  
 Jumento do dia
    
Tozé Seguro

Sempre que lhe apetece, Passos Coelho mete uma palhinha no rabo de António José Seguro e o líder do PS até voa, foi o que mais uma vez sucedeu com a escolha do comissário europeu português. O primeiro-ministro chamou Seguro a Belém para discutir o tema e ele, que defendia que o comissário deveria ser da área socialista, lá foi todo inchado e compenetrado da sua alta importância. Concluída a reunião de horas Passos deu o protagonismo a Seguro que explicou que a reunião tinha servido para discutir as pastas, ficando a escolha do nome para uma segunda fase.

Depois não ocorreu segunda frase, Passos Coelho geriu o dossier como bem entendeu, escolheu quem quis e logo se verá que pasta vai ser dada ao desempregado português que encontrou a sua zona de conforto em Bruxelas, um político sem dimensão, que não foi mais além do que uma derrota autárquica em Beja e que no governo fez de representante da Goldman Sachs e de moço de recado da troika.

Em bom português a conclusão é mais do que óbvia, mais uma vez Passos Coelho "comeu" o seu amigo António José Seguro, algo que tem feito sempre que lhe tem apetecido. Seguro vai ficar zangado? Não, o Tozé luta desesperadamente pela sobrevivência na liderança do PS e não pode dispensar a ajuda que lhe tem sido dada pela direita e por Passos Coelho. Sem esse apoio Seguro já estaria no balcão da farmácia.

 Juncker queria uma mulher

Passos Coelho mandou-lhe meio-bilhete de homem.

      
 Cada povo tem a elite que merece
   
«O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Edward Grey, teve um mês para persuadir os embaixadores dos países europeus a não começarem a Grande Guerra. Desde o assassínio do arquiduque Francisco Fernando, a 28 de junho de 1914, até ao primeiro ato de guerra, a 28 de julho, Grey tentou convencer o embaixador russo das virtudes da prudência, o alemão, de que o Reino Unido alinharia com a França e o francês, de que não contasse com solidariedade britânica. Para todos, pois, a mesma mensagem: é melhor evitar a guerra, para elas parte-se com fanfarra e regressa-se com um suspiro de alívio... Ao fim dessa maratona de um mês, sabe-se o que Edward Grey ganhou: uma frase. No entardecer do dia irremediável, olhando por uma janela do Foreign Office, ele disse: "Os candeeiros vão apagar-se por toda a Europa. Não os veremos acender outra vez nas nossas vidas." Grey tinha estudado latim e grego antigo em Oxford. O centenário da I Guerra Mundial calhou coincidir, em Portugal, com um outro cataclismo, atual, descomunal e apocalíptico. Do primeiro, as séries da BBC fazem-nos saber que, no meio do horror, brotaram pelo menos boas frases. Do segundo, se um dia merecer séries, docudramas ou filmes, receio que a única frase de jeito que encontrem para citar seja: "O que para aqui vai de prejuízos, de imparidades e de contingências." Se for uma telenovela mexicana, talvez se encontre um frase mais viva: "E tu, sacaste o teu?"» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Esquentador infeliz
   
«O presidente eleito da Comissão Europeia saudou hoje os governos de "inúmeros Estados-Membros" que responderam aos seus "apelos e insistências", para que fosse cumprido um critério de género, propondo-lhe mulheres "competentes" para o cargo de Comissárias Europeias.» [DN]
   
Parecer:

O critério da competência só foi sugerido no caso da escolha de mulheres?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Passos Muito corajoso
   
«"Esta é uma fase em que o supervisor, o Banco de Portugal, precisará de monitorizar a situação e propor aquilo que achar que é adequado e recomendável. Aquilo que é importante, em qualquer caso, é que as pessoas saibam que o supervisor, o Banco de Portugal, tomará todas as medidas que são necessárias, de modo a garantir a estabilidade financeira", afirmou o chefe do Governo, em declarações no Algarve, onde está a gozar um período de férias, citadas pelas televisões.

"A estabilidade financeira é muito importante para a nossa economia e para o emprego, e não deixaremos de tomar todas as medidas que forem necessárias para garantir essa estabilidade", reforçou Passos Coelho.

O primeiro-ministro admitiu que se for necessário deslocar-se a Lisboa o fará, salientando, no entanto, que o vice-primeiro, Paulo Portas, e a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, estão a acompanhar a situação do banco, agora liderado pelo economista Vítor Bento.

"Se for preciso regressar a Lisboa, irei com certeza, mas está o senhor vice-primeiro-ministro à frente do Governo nesta altura, ele fará férias quando eu regressar, e a senhora ministra das Finanças também acabou as suas férias e está em posição de poder acompanhar toda esta situação. Se for necessário também não deixarei de me deslocar, mas espero que cada um no seu posto possa fazer aquilo que é preciso se for preciso fazer alguma coisa", concluiu.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pela forma como Passos fala em ir a Lisboa até parece que está passando férias na Patagónia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se passos Coelho que com batedores e desrespeitando o código da Estrada está em Lisboa em pouco mais de duas horas.»
  

   
   
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sexta-feira, agosto 01, 2014

A primavera segurista

«Eu considero que Portugal deve ter um primeiro-ministro para todas as estações, isto é quando faz bom tempo e quando faz tempestade e não primeiros-ministros que estão à espera do bom tempo, mas que da tempestade se resguardam».

Pelo discurso de Seguro conclui-se que graças ao seu trabalho na liderança do partido já passou a tempestade e daqui em diante vem bom tempo, um tempo de vacas gordas. Se alguém pretendesse ridicularizar António José Seguro mandava-lhe dizer o que ele disse à revista Visão, numa reportagem onde se apresenta um conjunto de imagens ridículos, tentando transformar um betinho que passou uma boa parte da sua vida nos palacetes da capital num homem do povo, num rural.
  
Quem ouve Seguro corre um sério risco de pensar que a política económica conduzida nos últimos três anos e que foi ele o primeiro-ministro durante este tempo. Como Seguro não foi primeiro-ministro desta estranha declaração resulta que ele faz sua a política seguida peola pior das direitas e considera que essa política foi um grande sucesso.
  
O grande mal de Seguro é precisamente o de gostar de se imaginar como primeiro-ministro ou, pelo menos, ministro, nem que seja o vice do vice de Passos Coelho. Passos Coelho conhece-lhe esse tique e de vez em quando gosta de lhe dar algum protagonismo convidando-os para conversas em São Bento. O resultado são horas e horas de que nada resultam pois Seguro não sabe como convencer o seu partido. É por isso que acaba com divergências insanáveis que ninguém sabe quais são.
  
Aquilo a que Seguro são bons tempos é um país à beira de uma crise de nervos devido ao caso BES, uma taxa de desemprego nunca vista, um crescimento económico anoréxico, uma dívida soberana superior a 130% e a necessidade de comprimir a despesa pública para se cumprir um pacto de estabilidade que ele próprio aprovou. Só um irresponsável pode dizer disparates destes.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura



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Nazaré
  
 Jumento do dia
    
Pedro Passos Coelho

Passos Coelho devia ter mais cuidado com a água que bebe.

«Pedro Passos Coelho considerou que "a reforma do SSI envolveu um conjunto diversificado de alterações legislativas de reorganização das forças e serviços de segurança, a fim de otimizar as capacidades operacionais de todos os organismos relevantes". Só que esta reforma é de José Sócrates

O primeiro-ministro fez hoje um discurso totalmente contraditório, em matéria de segurança interna, como a posição que tinha assumido há dois anos. Na intervenção desta tarde, por ocasião da tomada de posse da nova secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), Pedro Passos Coelho considerou que "a reforma do SSI envolveu um conjunto diversificado de alterações legislativas de reorganização das forças e serviços de segurança, a fim de otimizar as capacidades operacionais de todos os organismos relevantes". O chefe de Governo salientou que "com este enquadramento, as forças e serviços de segurança reforçaram e racionalizaram a sua presença e visibilidade".

Não sendo conhecida qualquer mudança legislativa neste domínio da sua autoria, a reforma do SSI a que o primeiro ministro se refere é de 2008, do Governo de José Sócrates. Aliás, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que estava ao seu lado, tem na sua 'gaveta' há mais de dois anos os projetos de diploma para reorganizar a GNR e a PSP, sem ainda serem conhecidas as conclusões.» [DN]

 Pergunta ao (ainda) governador do BdP

Com base em que estudos é que conclui que a exposição do BES ao GES de ser provisionado em apenas 50% quando esá em causa um grupo falido cuja gestão foi entregue às autoridades judiciais do Luixemburgo? Se em vez dos 50% esta provisão fosse de 100% como sucede com todo o crédito malparado de quanto seria o prejuízo do BES?
  
 Dúvida

Sendo Paulo Portas o coordenador das pastas económicas do governo não seria de esperar uma palavrinha sobre o caso BES?

 Aqui fica uma provocação ao senhor da Quinta da Coelha

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 Seguro aderiu à reforma agrária da CDS Cristas?

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 A direita radical estatelou-se
   
«Joaquim Goes tornou-se vagamente conhecido ao assumir, com António Carrapatoso e Rui Ramos, a direcção do movimento Compromisso Portugal, que aglutinou todos os autodenominados «revolucionários» da direita radical. 

Mais tarde, talvez devido a uma inadvertida fuga de informação que permitiu saber-se que reivindicava a expulsão da Administração Pública de mais de 200 mil funcionários públicos para libertar a sociedade do Estado, o Compromisso Portugal alterou a sua designação para Mais Sociedade. Foi neste contexto que Joaquim Goes colaborou na elaboração do programa eleitoral de Passos Coelho & Relvas. 

Há cerca de dois meses, Joaquim Goes viu coroada a sua carreira no BES com a atribuição, num concorrido cocktail, do «Prémio Carreira 2014», uma iniciativa da Universidade Católica, cujo júri é presidido por Manuela Ferreira Leite. Em anos anteriores, já haviam sido distinguidas personalidades como Isabel Jonet, Alexandre Relvas (o Mourinho de Cavaco 2006), Luís Palha (o Mourinho de Cavaco 2011) e Filipe de Botton (escolhido por Cavaco para presidir ao apagado Conselho da Diáspora Portuguesa). 

Joaquim Goes foi ontem suspenso da administração do BES, depois de ter sido apontado como sucessor de Ricardo Salgado. É a caricatura perfeita da política seguida por Passos Coelho (e bebida nos radicais do movimento Mais Sociedade) de retirar o Estado da sociedade. Agora, muito provavelmente, o Estado terá de entrar em força no banco. Os contribuintes pagarão o experimentalismo dos «revolucionários» da direita radical.» [Câmara Corporativa]
   
Autor:

Miguel Abrantes.
       
 Génio, põe os olhos em quem não é burro!
   
«Do que eu mais gosto do Tanque dos Tubarões é o calculismo, a falta de generosidade. E digo isto porque sou generoso. Quem vai pedir para um negócio deve ter por parceiro não um mecenas mas alguém que pense mais nos seus interesses do que em ajudar. E o espírito do programa televisivo americano (Shark Tank, por cá passa na SIC Radical) é mesmo esse: quem negoceia tem de ir tão bem preparado como se mergulhasse com tubarões. É, portanto, por ser generoso que gosto da falta de bondade do programa. Quem dera a tantos pequenos acionistas portugueses terem sido educados na desconfiança, não estariam agora com as calças na mão. Lembrei-me disso por estes dias quando vi esta primeira página de jornal: "Génio do Euromilhões precisa de dinheiro." Um jovem português com um projeto que pretende aumentar as chances de ganhar no Euromilhões foi aceite no MIT, reputada universidade americana. Mas não podia partir porque, entre outras coisas, a TAP não oferecera a viagem. E estavam espantados, ele e o jornal. Qualquer dos tubarões do tanque seria cínico: "Então, rapaz, o teu sistema genial não deu para ganhares dinheiro para a passagem?" Outro que também lhe ensinava alguma coisa seria Durão Barroso, que veio cá trazer 26 mil milhões e disse: "Uma pipa de massa!" E disse em linguagem popular por duas razões: 1) para o povo perceber e 2) porque Durão tem um projeto para breve e luta por ele. Rapaz, põe os olhos em quem faz pela vida!» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Governo já tem desculpa para o seu falhanço
   
«O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, afirmou hoje que "haverá seguramente" impactos da situação do Grupo Espírito Santo (GES) na economia portuguesa, mas disse esperar que a economia "tenha resiliência" para enfrentar esses impactos.

"Uma economia como a portuguesa ressente-se com a situação de um grupo tão grande como é o caso do Grupo Espírito Santo", afirmou hoje Marques Guedes, na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros de hoje.

"Haverá impactos na economia portuguesa? Haverá seguramente. Espero que a economia portuguesa tenha resiliência", disse o governante.» [DN]
    
Parecer:

Está-se mesmo a ver que a culpa de todos os males deixou de ser do Sócrates e vai passar a ser do Ricardo Salgado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Desta vez Cavaco não comprou estudos
   
«"O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização das normas destes decretos em face dos princípios constitucionais da igualdade e da proteção da confiança, de modo a assegurar que a aplicação daquelas normas é acompanhada da necessária segurança jurídica e que não subsistem dúvidas quanto à sua conformidade com a Lei Fundamental", lê-se numa nota divulgada no "site' da Presidência da República.» [DN]
   
Parecer:

Cavaco sabe muito bem que os cortes nos vencimentos já foram declarados inconstitucionais estando apenas em causa saber o se entende por aplicação a título excepcional como decidiu o tribunal quando a medida foi adoptada pelo governo de José Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenhe-se pena do senhor e perdoai-lhe porque a pobreza de competência abrir-lhe-á as portas do céu ciomo sucede aos pobres de espírito.»
  

   
   
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quinta-feira, julho 31, 2014

O surfista de Penamacor

Seguro partiu para as directas derrotado e isso não sucede por acaso, a percepção que os eleitores têm do líder do PS é a de alguém sem ideias, sem projectos, sem grande coragem, que ao longo de três anos não se conseguiu afirmar como líder da oposição. Restava a Seguro demonstrar as eleitores que tinham uma imagem errada e em certa medida foi isso que fez, mas de forma errada.
  
Seguro não percebeu que as primárias são a primeira volta das eleições legislativas e que o seu verdadeiro adversário ´Passos Coelho e depois de muitos debates que perdeu no parlamento e de ter deixado a ideia de ser menos corajoso e competente do que o primeiro-ministro esperava-se que viesse contrariar esta opinião que tende a generalizar-se. Em vez disso optou pelo confronto pouco leal com António Costa, Seguro tem tentado por todos os meios dizer que António Costa é pior do que ele, que é uma péssima pessoa e nos últimos dias tem vindo a tentar deixar a ideia de que o seu adversário é uma pessoa duvidosa.
  
Sobre si próprio Seguro tem dado  uma péssima imagem ao agarrar-se a valores duvidosos e fazendo surf nos acontecimentos do dia a dia. Sempre que ocorre algo Seguro corre para as televisões afirmando-se do lado das virtudes e sugerindo o que António Costa está do lado dos defeitos, esperemos que não ocorra algum homicídio grave porque é bem provável que Seguro venha dizer que nunca foi capaz de matar uma mosca, já não se podendo dizer o mesmo de Costa que será um serial killer em potência.
  
Um exemplo do oportunismo de Seguro é a sua adesão recente ao ruralismo, depois de décadas a dar ares de betinho, aparece agora agarrado ao velho ruralismo que tanto sucesso teve em Portugal. Seguro é op beirão por oposição aos cortesãos inúteis da capital, ele representa o velho ruralismo luso, os bons valores do trabalho e da família. O problema é que Seguro parece não perceber que on país já teve dois como ele, um era de Santa Comba e o outro é de Boliqueime. Não revela muita inteligência tentar conquistar a esquerda com os piores valores da direita.

 Outro exemplo é o que se tem passado com o BES, Seguro tentou passar a imagem do político responsável, pediu uma entrevista com o governador do BdP a que esse rapidamente acedeu para o ajudar na sua campanha e depois da reunião veio tranquilizar tudo bem, porque tudo se ia resolver no BES. De seguida recebeu o novo presidente do BES e mais uma vez apareceu com ares de político responsável. Agora, mudou de ideias, começou por criticar a ligação dos negócios à política e até já está indignado com a dimensão dos prejuízos no banco.
  
António Costa que se absteve de se meter no caso BES, que não recebeu nenhum presidente de banco é agora acusado pelo ruralista Seguro de misturar negócios com política. Seguro aproveita os acontecimentos para sujar António Costa de forma muito porquinha, o ruralista deu lugar ao surfista de Penamacor.
 
  

Umas no cravo e outras na ferradura



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Alcoutim
  
 Jumento do dia
    
Durão Barroso, o cherne despromovido a carapau azul

Agora que se está a acabar o bem bom de Bruxelas e que está para breve a rejeição para outros cargos europeus Durão Barroso montou a tenda em Portugal fazendo lembrar um daqueles reformados que por cá viajam em caravanas. O problema é que o país vivia melhor sem ele e sem as suas patacoadas pouco dignas de um líder europeu como chamar aos fundos comunitários uma "pipa de massa".

O novo quadro comunitário de apoio tem servido a Passos e a Durão Barroso para se ajudarem mutuamente, dando de Portugal a imagem de um país pouco digno, passando a ideia de que os fundos são uma gorjeta a Portugal. Não é bem assim, Portugal é um contribuinte líquido e os fundos que recebe não passam de uma parte do dinheiro que mensalmente envia para Bruxelas, para que a UE os distribuam e alimente alarves como Durão Barroso.

«Dois apertos de mão, elogios de parte a parte e uma coincidência sobre onde aplicar o dinheiro do novo quadro comunitário de apoio. O encontro entre o presidente da Comissão Europeia e o primeiro-ministro, esta tarde em São Bento, serviu para Durão Barroso e Pedro Passos Coelho reafirmarem que Lisboa e Bruxelas estão alinhadas quanto às prioridades do quase 26 mil milhões de euros de fundos estruturais, de desenvolvimento agrícola e pescas que Portugal vai receber no âmbito do Portugal 2020, o programa comunitário que se segue ao QREN.

O primeiro-ministro frisou que a estratégia está definida e, agora que terminou o programa económico e financeiro negociado como contrapartida do empréstimo da troika, considerou que Portugal tem de consolidar a mudança estrutural da economia para que esta não esteja apenas nas mãos de alguns grupos económicos, que não nomeou.

“Os próximos anos serão determinantes para consolidar estas mudanças e colocar os meios relevantes de que dispomos, nomeadamente ao nível da União Europeia, ao serviço de uma economia que não esteja nas mãos de meia dúzia de grupos económicos ou sociais, mas que possa de facto estar ao serviço de todos os portugueses e do desenvolvimento de Portugal”, afirmou, insistindo que é preciso alterar o “sistema de incentivos” que vem do passado. E essa “mudança de agulha quanto às orientações de prioridades” está garantida no novo programa de fundos estruturais, frisou.

O novo pacote – que Durão Barroso classificou como “uma pipa de massa” – é de 25.792 milhões de euros: cerca de 21.340 milhões de euros de fundos estruturais e investimento, aos quais se somam 4000 milhões de euros do fundo de desenvolvimento regional, mais 392,4 milhões para o sector das pescas e 160,7 milhões para Iniciativa para o Emprego dos Jovens.» [Público]

 3.577,3 milhões de euros

As perdas do BES no primeiro semestre representam qualquer coisa como 175% do valor do banco na bolsa.

      
 Deputado imbecil
   
«Do lado de lá da mesa, António Proa, do PSD, lançou um aparte, daqueles que são habituais em plenário, mas menos usuais nos trabalhos em comissão: “O senhor deputado está a candidatar-se a assessor.”

José Magalhães não gostou. Interrompendo o seu questionário, pediu para interpelar o presidente da comissão, Telmo Correia, do CDS. E negando ter qualquer intenção de se “candidatar a assessor”, lamentou o aparte e acrescentou que a deputada do PSD Francisca Almeida devia fazer uma “declaração de interesses” perante a comissão por prestar serviços jurídicos a uma das sociedades de advogados contratadas pela DGAE, a Cuatrecasas.

Francisca Almeida anunciou, de seguida, que “não tinha conhecimento da assessoria que o escritório de Lisboa [da Cuatrecasas] presta à DGAE”. A deputada acrescentou que apenas colabora com o escritório do Porto da empresa. Em todo o caso, concluiu: “Vou pedir para sair da comissão.”

Vários outros deputados intervieram, de seguida, para comentar este “incidente”. Cecília Meireles (CDS), António Proa (PSD) e João Semedo (BE).» [Público]
   
Parecer:

Há com cada besta quadrada neste parlamento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao emproado proa que resigne e vá trabalhar.»

 Deu-lhes a pressa...
   
«O Ministério Público e inspectores da Autoridade Tributária e Aduaneira estão a conduzir nesta quarta-feira buscas na sede de Lisboa da Rioforte, a holding para o sector não financeiro do Grupo Espírito Santo, no âmbito da investigação ao caso conhecido como Monte Branco.

A Procuradoria-Geral da República confirmou ao PÚBLICO que "contiuam as diligências no âmbito do processo Monte Branco", escusando-se a revelar mais pormenores por processo, em que se investiga o maior caso de fraude e branqueamento de capitais alguma vez detectado em Portugal, em estar em segredo de justiça.» [Público]
   
Parecer:

Vá lá....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     
 O Monte Branco e o Monte de Merda
   
«O ex-primeiro-ministro José Sócrates falou esta noite no Telejornal da RTP para realçar a sua “estupefação” com as informações divulgadas pela revista Sábado, que dão conta de que Sócrates estaria a ser investigado há vários meses, no âmbito do caso Monte Branco.
  
“Isto é uma verdadeira canalhice”, disse José Sócrates esta noite à antena da RTP, na sequência da notícia vinda a público pela revista Sábado, que dá conta de uma alegada investigação ao antigo governante, inserida no caso Monte Branco. Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República desmentiu estar a investigar o antigo primeiro-ministro.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Esta revista Sàbado é um Monde de Merda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
   
 O PS de Seguro guinchou
   
«O PS acusou hoje o Governo de o ter afastado das principais decisões referentes aos fundos comunitários até 2020, na ordem dos 26 mil milhões de euros, e criticou os atrasos já existentes na aplicação dos investimentos.

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS, após o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter apresentado o acordo de parceria com a União Europeia, num ato oficial em que esteve também presente o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

De vez em quando ouvem-se uns guinchinos oposicionistas da equipa de Seguro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
   
 Este Seguro mete nojo
   
«Com as primárias marcadas para 28 de Setembro, António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, falou sobre o estado do país, a situação do Banco Espírito Santo e das diferenças que tem com o opositor, António Costa, em entrevista à revista Visão.

A entrevista foi feita na segunda-feira, dia 28, na sua terra natal, Penamacor. “Há, em Portugal, um partido invisível, que tem secções sobretudo nos partidos de Governo, que capturou partes do Estado, que tem um aparelho legislativo paralelo através dos grandes escritórios de advogados e influencia ou comanda os destinos do País”, afirmou.

António José Seguro afirmou que existe uma linha de fratura entre o que é a sua “nova e a velha política” de António Costa. “A velha política que mistura negócios, política, vida pública, interesses, favores, dependências, jogadas e intriga. O que existe no PS mais associado a essas coisas é apoiante de Costa”, afirmou. “Comigo, há uma separação clara entre política e negócios. Não tolerarei que qualquer membro do meu Governo tenha a mínima suspeita. Na dúvida, deve demitir-se”, afirmou.» [Observador]
   
Parecer:

É o que faz o desespero.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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