sábado, setembro 27, 2014

Declaração de voto

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Durante três anos tive mais do que paciência evangélica para aturar Seguro, diria mesmo que tive uma paciência de “corno”. Vi-o perder debate a debate quinzenal com Passos Coelho, vi-o tomar posse do pouco descontentamento que caia nas urnas, incluindo o meu modesto voto, como se fosse o resultado do seu brilhantismo, vi-o fazer surf nos ataques da direita ao seu antecessor cuja sombra não deixava descansado o seu complexo de inferioridade, vi-o juntar todos os deserdados do PS do tempo de Sócrates, gente que fez mais oposição a um governo do PS do que alguma vez fizeram a um governo de direita, como é o caso de uma tal Ana Gomes para a qual já não tenho paciência.
  
Mas o sofrimento deste país era demasiado para que manifestasse a minha concordância com as críticas que ouvia, quer da direita, quer da esquerda. A direita sempre teve razão, Seguro não tinha alternativas, Seguro não era diferente de Passos a não ser nas capacidades, Seguro era um fraco. A esquerda tinha razão ao dizer que Seguro apoiava a direita, que não fazia oposição, que era igual a Passos. Mas não querendo nem favorecer a direita nem a esquerda conservadora fui resistindo à tentação de dizer o que me ia na alma.
  
Mas na noite das Eleições Europeias ficou evidente aquilo que há muito adivinhava, Passos ganharia as eleições legislativas contra Seguro com uma perna às costas
 ou, pelo menos, teria quase tantos votos que o PS obrigando Seguro a governar com o programa da direita. Um programa com o qual sempre concordou, dantes dizia que era culpa do memorando assinado pelo maldito Sócrates, depois diria que nada podia fazer contra a vontade do povo que não lhe deu a maioria absoluta. Neste momento é óbvio que Seguro nunca superará o seu complexo de inferioridade em relação a Passos Coelho, como nunca se curou do mesmo complexo em relação a Sócrates.
  
Mas se até aqui calava apesar de não simpatizar, as directas tiveram o mérito de me ajudar a conhecer melhor este político. É um homem fraco, que não tem uma única ideia própria, que é vingativo e nem os já velhotes que fundaram o seu partido respeita, um menino mimado que na hora de perder o brinquedo não hesita em parti-lo. É um político que assume claramente que não cumprirá a Constituição em relação aos funcionários públicos, que é incapaz de criticar a direita, que recorre aos galopes mais sujos no debate político e que em matéria de populismo deixa o Marinho e Pinto a muitas milhas.
  
Seguro deixou de ser o político em que não tinha grande confiança, passou a ser um político que considero execrável e não me recordo de um único político desde Salazar que considere mais execrável e menos democrático. Não sou militante do PS, não tenho nada a ver com os ódios da Ana Gomes, as ambições do João Soares ou as amizades do Beleza, apenas quero um governo conduzido por gente de bem, honesta e frontal, gente capaz de ter projectos, gente que queria um país unido, o norte com o sul, o interior com o litoral ou a província com a capital.
  
Seguro era o político de que eu não gostava, depois destas directas é o político que detesto e considero ser um perigo para a democracia e para o PS, mas no que respeita a este partido isso é um problema dos seus militantes. Hesitei em inscrever-me nas directas do PS, considerava que isso seria um vínculo que me obrigaria eticamente a votar PS independentemente do vencedor e neste momento sei que nunca votarei Seguro, considero-o ainda pior do que Passos Coelho.
  
Mas depois do espectáculo triste a que assisti considero que votar contra Seguro é votar pela democracia, é votar pela higiene política deste país, é abrir a porta a gente capaz e livrar o país desta peste que são os jotas como Passos Coelho, Seguro e muitos outros que nos governam ou fazem de conta que são oposição. Para já e a bem da democracia e do meu país voto contra Seguro, depois veremos se António Costa me convence de que é capaz de governar o país tão bem como o tem feito com a cidade de Lisboa, essa cidade em que vivo e que aprendi a gostar apesar de ficar a 300 Km da minha terra e onde conheci muita gente que aprendi a admirar e que me envergonha ter visto ser emporcalhada por um idiota ambicioso.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Cogumelo do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Ao fim de mais de um mês quase em silêncio absoluto Cavaco decidiu reaparecer para dizer aquilo que muitas vezes diz, umas patacoadas, umas quantas declarações que têm menos valor do que o silêncio. Mas no meio das patacoadas ainda brincou com os valores da democracia ao comentar que em Portugal há tantos polittólogos, algo que faz recordar um país onde um presidente do conselho instituiu que a política era para os políticos.

E o que disse Cavaco? que Tal como já o tinha dito em relação a outro amigo, Dias Loureiro, que Passos Coelho é inocente e exemplar e que o governador do BdP é um exemplo, o que faz crer que, afinal, sempre esteve bem informado.

Nunca se viu em Portugal um presidente tão alinhado e alinhavado pelo primeiro-ministro, mesmo quando se desvia um pouco não tarda a corrigir, até parece que em vez de uma questão de alinhamento trata-se de uma questão de obediência política.

Compreende-se o geston de Cavaco Silva, veio em ajuda do seu pupilo. O problema é saber se a credibilidade de Cavaco torna esse gesto numa ajuda a Passos ou se acaba por o prejudicar ainda mais.
  
«Cavaco Silva acrescentou que "não existe um país com tantos politólogos que opinam 24 horas por dia" como Portugal - e assim ele próprio "não deve ser mais um comentador". Também sublinhou que o Governo responde a AR e não perante o Presidente da República.
  
O PR comentou também o 'caso BES' e a situação no Citius, a plataforma informática que serve o sistema de justiça. Sobre o primeiro, teceu rasgados elogios à atuação do governador do Banco de Portugal, dizendo que "foi escolhida uma solução sem ónus para os contribuintes" mas antes para "o sistema financeiro no seu todo", caso haja necessidade de "cobrir perdas". "O Banco de Portugal atuou da melhor forma", disse.» [DN]
  
 Estás perdoado Sócrates!

Neste dias não foram poucos os comentadores que usaram o exemplo do Cado Freeport para ilibar Passos Coelho, todos se lembraram de que o caso de Sócrates começou com uma queixa anónima e que depois de todas as investigações nada foi apurado. Só se esqueceram de referir dois pequenos pormenores, que a tal queixa anónima foi feita por figuras gradas do CDS e que na ocasião não eram tão críticos do processo como o são agora. A pouca vergonha dessa gente chega ao ponto de recorrerem a um processo que usaram contra Sócrates para agora o usarem em defesa de Passos. Grandes velhacos!

 Seguro quer ver as contas bancárias de Passos

Este anda, anda e ainda vai querer ver as cuecas da Assunção Cristas.

      
 Referencial de ética
   
«Esta semana, várias pessoas quiseram dizer que acreditam no PM ou,pelo menos, lhes custa muito a aceitar o contrário. Houve até quem escrevesse que "o cidadão Pedro Passos Coelho justifica mais que obenefício da dúvida. Justifica, nesta matéria, o benefício daconfiança."

Foi o diretor do Diário Económico, António Costa, que isto disse. Ora,sendo claro que o PM chegou ao poder a prometer tudo ao contrário do que fez nestes três anos e dois meses de exercício, durante os quais continuou alegremente a (entre outras coisas graves e muito graves) contradizer-se em palavras e atos, supõe-se que a "matéria" à qual oarticulista se refere será a do "cidadão", em oposição à do"político". Querendo talvez assim dizer que não lhe relevam para juízo de seriedade e confiança as aldrabices que políticos operam na política, mas sim as que possam cometer fora dela.
É uma perspetiva interessante, esta, que retira à política toda e qualquer veleidade de contar para alguma coisa no julgamento de caráter que se faz dos seus protagonistas, deslocando para fora dela adiscussão que interessa - a quem devemos confiar o nosso voto? - logo dando carta branca a todas as patifarias, desde que "políticas",enquanto se lançam matilhas a cheirar os fundilhos dos "cidadãos" à procura de "podres". Que quem isto pratica venha depois impacientar-se com "a falta de propostas concretas" deste ou daquele não deixa de maravilhar.

Sucede que no caso houve-ou-não-houve-pagamentos-de-5000-euros-por-mês-da-Tecnoforma-a-Passos-enquanto-era-deputado não está em causa "o cidadão Passos Coelho", mas o político. E porquê? Porque ter recebido aqueles valores implicará ter cometido uma dupla fraude, ao não os declarar ao fisco e ao certificar que estava emregime de exclusividade para poder receber um subsídio de reintegraçãode 30 mil euros ao sair do parlamento, e Passos primeiro-ministro recusou esclarecer. Não sendo crível que não saiba se recebeu ou não, ao remeter para a PGR o esclarecimento, dizendo que "retirará as consequências", não está só a faltar à verdade; está a admitir quepode ter cometido crimes (que, literalmente, suspeita de si próprio), prefigurando a possibilidade de se demitir - mas apenas, note-se este apenas, se alguém conseguir prová-los.

Partindo do princípio de que o PM não está doido varrido só faz, se pode fazer algum, sentido pedir para ser investigado se está inocente - ou se tem a certeza, ou quase, de nada se poder encontrar que prove o contrário (ou que nada vai ser investigado, como sucedeu).

Assim, para além de uma instrumentalização política do Ministério Público sem precedentes em qualquer governante da democracia, tal significa que Passos está, nesta fuga para a frente, como Portas há umano, a jogar o País ao póquer (já não interessam os mercados?) na perspetiva de "voltar" reforçado para as batalhas - e eleições - que se seguem. Face a tal traquibérnia, as fraudes de que é suspeito são brincadeiras de crianças - mas, lá está: trata-se de "política."» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 O Napoleão e Antosia estão outra vez juntos
   
«Napoleão e Antosia, dois burros apaixonados, viviam juntos, no mesmo recinto no zoo de Poznan, na Polónia. A paixão era tal que as mães de algumas crianças se indignaram com tanta intimidade em público e pediram a sua separação. Mas a história não acabou aqui e após muito debate, o casal voltou a reencontrar-se.

O problema do amor em público levou a que uma conservadora local, Lydia Dudziak, pedisse ao diretor do Zoológico de Poznan para colocar os animais em recintos separados. E este acedeu.

A separação de Napoleão e Antosia tornou-se assunto de debate nacional na Polónia nos últimos dias. Correu uma petição, que recolheu mais de sete mil assinaturas, segundo a AP. Duas páginas de fãs criadas no facebook em pouco tempo juntaram dez mil fãs - e mostravam fotos do casal de burros em pleno acto sexual.

Depois de um enorme debate, até o porta-voz do partido Lei e Justiça, conservador, a que pertence Dudziak, falou: "É um nível de disparate... isto chegou a uma tal dimensão que eu não quero sequer saber ou ler sobre isso".

Na quinta-feira o diretor do Zoo de Poznan deu o dito pelo não dito, e voltou a juntar o casal de burros. "Nunca foi nossa intenção que os animais se sintam desconfortáveis devido aos seus comportamentos naturais", disse, em comunicado.» [DN]
   
Parecer:

Parece que a Polónia cristã é tão ridícula como às vezes é este rectângulo cavaquista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A anedota do dia
   
«Cristovão Carvalho, advogado da Tecnoforma, afirmou em conferência de imprensa que a única ligação da empresa com o Centro Português para a Cooperação (CPC), organização não-governamental cujo conselho de fundadores foi presidido por Passos, era a de ser o seu principal mecenas.

"Apesar de haver uma ligação de mecenato, as despesas da Tecnoforma não eram pagas pela CPC e vice-versa", afirmou  Cristóvão Carvalho.

Quanto ao lugar onde estarão guardadas as despesas de representação apresentadas por Passos Coelho, o advogado diz que devem estar com a CPC. "Se o sr. [primeiro-ministro] diz que foi reembolsado, terá de ter apresentado documento à CPC." » [Expresso]
   
Parecer:

Mais uma vez recordo-me do compadre que apanhado a meio de uma rusga a um bordel e perante ax explicações das prostitutas que diziam ser manicuras e cabeleireiras se interrogou "querem ver que a puta sou eu?".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 tudo bons rapazes
   
«O pedido de insolvência da empresa onde Passos Coelho foi consultor está a ser contestado no tribunal do Comércio de Lisboa. Os administradores da Tecnoforma pediram insolvência da empresa em 2012, mas dois anos antes tinham aberto uma empresa gémea, a “Tecnoforma II”. De acordo com um ex-funcionário da empresa, essa sociedade era concorrente da primeira e houve contratos que passaram de uma para a outra. “Eles próprios provocaram a situação”, acusa e sugere a abertura de um processo-crime para analisar a atividade empresarial.

O pedido consta do processo de insolvência que o Observador consultou no Tribunal do Comércio em Lisboa. E deu entrada em março de 2013 – altura em que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) abriu um inquérito para investigar a atividade da Tecnoforma, nomeadamente os contratos de formação conseguidos com apoios comunitários. No âmbito deste processo, o Ministério Público já ouviu, pelo menos, o ex-administrador da empresa, Fernando Madeira. Que, tal como disse à revista Sábado numa entrevista em maio, só abandonou o cargo na administração em 2001.» [Observador]
   
Parecer:

Diz-me com quem andas....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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sexta-feira, setembro 26, 2014

É desta!

É desta, pensei eu, o Passos está à rasca, o galo-da-Índia tem as duas asas partidos e está coxo de uma pata, assim até eu lhe ganhava o debate parlamentar. Sentei-me confortavelmente convencido de que ao fim de três anos finalmente Seguro iria ganhar um debate. Já sem troika, com um governo a cair aos bocados como se sofresse de lepra, com uma ministra da Justiça com ar de tasca, um Crato parecendo um cachorro que mijou no tapete da sala, Seguro ia finalmente ganhar um debate parlamentar.
  
Até aqui tinha perdido todos mas a culpa não era sua, ele é um político brilhante como nenhum outro, inteligentíssimo como diz o Álvaro Beleza, Honesto como nenhum outro, um cruzamento entre a Maria da Fonte com a Nossa Senhora de Fátima, um transgénico resultante da inoculação num Soares da honestidade beirã do Salazar e da inteligência do próprio Seguro, o ainda líder do PS perdeu todos os debates por causa do Sócrates.
  
O pobre do Seguro perdia sempre da mesma forma, como é um político de princípios respeitava o facto de o seu antecessor ter assinando o memorando e por isso não tinha como criticar as decisões de Passos Coelho. Estava tudo no memorando, o que não estava era uma consequência do memorando ou resultava de uma revisão do memorando. Passos dizia que a culpa era do memorando e Seguro concordava, acabava de perder mais um debate e a culpa era do maldito Sócrates, uma sombra que o perseguiu até à saída limpa.
  
Quando vi Seguro sentado com aquele ar de Ken de Penamacor, com uma meia Barbie a lembrar as velhas Barbies da minha filha que conservo em caixotes guardados debaixo da cama e que tem um penteado que deverá lá ter meio buraco de ozono, comecei a desconfiar, isto não vai correr bem!
  
Seguro tomou a palavra e mais uma vez cumpriu a  usa ameaça de agora que o vamos conhecer! De repente senti-me no meio do Terreiro do Paço com um Seguro armado em inquiridor da Santa Inquisição, seguindo à letra as instruções do Malleus Maleficarum, Seguro exigia a Passos Coelho que fizesse prova de que não tinha violado a vizinha há trinta anos atrás e se não apresentasse logo ali as provas todas jurava pela saúde do seu gato, que se não morresse o mataria, que iria fazer tudo o que estivesse constitucionalmente ao seu alcance para provar que a vizinha não era virgem.

Seguro não tinha provas mas exigia, Seguro não acusava mas exigia demonstração de inocência, mas pior do que tudo isso Seguro nem sequer perguntou que trabalho teria feito Passos Coelho. O que importava não era qual o contributo profissional de Passos, a troco de que tipo de contributo profissional recebia dinheiro a titulo de remuneração ou de despesas. Seguro interrogava e exigia provas com base em notícias, a prova material era a notícia e cabia a Passos provar que era inocente, porque quem não prova que é inocente é culpado, por defeito.
  
Seguro tentou transformar um debate político num auto de fé provando que não só os que assinam manifestos com Mário Soares que ele ataca de forma vergonhosa e pouco digna, ninguém escapa à sanha justiceira do novo salvador da pátria e Passos. Acossado pela crítica de Costa de que ele ataca mais violentamente os do seu partido do que o governo o Ken de Penamacor é agora o grane juiz da política portuguesa, cabe-lhe livrar a político dos corruptos da corte da capital.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Chaminés na Ajuda, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Marinho e Pinto

Em queda livre desde que se queixou do chorudo vencimento que tem o ex-bastonário da Ordem dos Advogados e agora eurodeputado arrependido tinha de encontrar uma fórmula para ganhar audiência, desviando a atenção das suas própria alarvidades. Nada melhor do que atacar um ministro de um governo detestado e que está caindo aos bocados.

Muita gente sentir-se-á animada pelo ataque, mas não passa de uma cobardia deselegante de um advogado em busca de audiência fácil. Deus nos livre de advogados que pedem investigações sem apresentarem qualquer prova, de um ex bastonário da Ordem dos Advogados esperar-se-ia muito melhor do que uma manobra de puro populismo. Há formas mais limpas de ganhar destaque na comunicação social, principalmente quando se tem valor, ideias e projectos, três coisas que o agora político Marinho e Pinto ainda não demonstrou ter.

«Marinho e Pinto associou-se esta quinta-feira às críticas de Ana Gomes à forma como o Governo conduziu a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, apelando a uma "investigação cabal" às ligações que o escritório de advogados de Aguiar-Branco "poderá ter" com empresas envolvidas no processo. 

Ana Gomes foi ouvida esta quinta-feira de manhã pela comissão dos assuntos jurídicos do Parlamento Europeu (PE), que está a analisar o pedido de levantamento da imunidade parlamentar da eurodeputada, apresentado pelo Ministério Público português. Em causa está uma queixa-crime do ministro da Defesa, que acusa a socialista de difamação. Num programa da TVI, Ana Gomes alegou a existência de ligações entre o escritório de advogados de Aguiar-Branco e a empresa Martifer, que obteve a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, num processo gerido pelo ministério da defesa.

A reunião decorreu à porta fechada e, no final, Marinho e Pinto, o único eurodeputado português membro da comissão parlamentar, fez eco das acusações de Ana Gomes. E classificou a atitude do ministro da Defesa como leviana: "Se porventura se levantasse a imunidade sempre que alguém levianamente, como foi o caso, apresenta queixa-crime, estaríamos a judicializar ainda mais a política. Pior do que politizar a justiça é judicializar a política".» [Expresso]

 Sugestão clínica para Passos Coelho



  Notícias típicas do fim de um regime

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 A sonsice de Pedro Passos Coelho
   
«O chuto para a Procuradoria é apenas um expediente espertalhão com o objectivo de adiar a admissão do óbvio: o primeiro-ministro fez asneira. E da grossa.

Não há qualquer vontade de apurar “a verdade” ou desejo de esclarecer a pátria no pedido do primeiro-ministro para a Procuradoria-Geral da República investigar o caso Tecnoforma. O Ministério Público tem mais que fazer e Passos Coelho sabe muito bem o que fez. Pode ter sido há 15, 20 ou 30 anos: ninguém se esquece de um ordenado que duplica o rendimento mensal. Simplesmente, Passos não quer, nem pode, admiti-lo – para ser coerente com o moralismo que apregoa, teria de se demitir no minuto seguinte. Donde, o chuto para a Procuradoria é apenas um expediente espertalhão com o objectivo de adiar a admissão do óbvio: o primeiro-ministro fez asneira. E da grossa.

Isto é simultaneamente ridículo e sintomático. Ridículo, porque os valores que estão em causa não justificariam a queda de um primeiro-ministro. Sintomático, porque o problema da Tecnoforma está longe de ser o dinheiro que pagava a Passos Coelho – a empresa é um retrato perfeito de como se desviam fundos europeus para actividades que podem até nem ser ilegais, mas que são inconcebíveis e imorais. Convém recordar aos mais esquecidos que a Tecnoforma era essa extraordinária empresa, impulsionada pelo romântico par Passos-Miguel Relvas, que se propunha, em troca de 1,2 milhões de euros, dar formação a 1063 pobres almas com um objectivo que parece saído do argumento de uma série cómica britânica: ensinar os mais de mil formandos a operar em nove aeródromos da Região Centro, dos quais só três estavam activos e empregavam, no total, cerca de 10 trabalhadores.

Foi assim que, durante anos e anos, foram estoiradas dezenas de milhões de euros de fundos comunitários que deveriam contribuir para o desenvolvimento do país. E claro: quem frequentava os corredores da Assembleia da República era um veículo privilegiado para canalizar os fundos para terrenos favoráveis. O Manuel sabia de um concurso para a formação de medidores de perímetros de beringelas e dizia ao Joaquim; o Joaquim sabia de um concurso para a formação de analistas em brilho de superfícies inox em restaurantes e dizia ao Asdrúbal; o Asdrúbal sabia de um concurso para formar os formadores disto tudo e dizia ao Manuel. A única variável neste processo era mesmo a dimensão da lata e a vocação dos senhores deputados e secretários de Estado para gerir negócios. Havia alguns, como Miguel Relvas, que tinham muita lata e muita vocação. Havia outros, como Passos Coelho, que provavelmente seriam um pouco mais modestos – mas que, ainda assim, aproveitavam uma migalha aqui e outra acolá, porque a vida é longa e o ordenado de deputado curto.

Só que, ao contrário de Relvas, que tem um sorriso do tamanho da sua lista telefónica e se assume como “facilitador de negócios”, Pedro Passos Coelho sempre se apoiou numa imagem de extrema modéstia e parcimónia. Ele é o homem de Massamá. Ele é o homem que passa férias em Manta Rota. Ele é o homem que pôs os ministros a viajar em turística. E esse homem, claro está, não pode conviver com uma acusação de cinco mil euros a caírem-lhe no bolso todos os meses sem que ele se recorde disso, ao mesmo tempo que invoca o estatuto de deputado em exclusividade para sacar 60 mil euros de subsídio de reintegração. É possível que Passos Coelho apenas tenha feito aquilo que todos fizeram durante os festivos anos 90. Só que aquilo que ele fez em 1999 não é aceitável em 2014. E ainda bem. A sonsice vai aguentá-lo – mas a sua reputação de governante impoluto morreu. » [Público]
   
Autor:

João Miguel Tavares.

      
 Alberto Martins anedótico
   
«O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Alberto Martins, afirmou hoje que não está pessoalmente em jogo nas eleições primárias socialistas do próximo domingo, salientando que o ato eleitoral é entre António José Seguro e António Costa.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O mínimo que se espera de um líder parlamentar é que em caso de vitória de António Costa tome a iniciativa digna de colocar o lugar à disposição e que por agora se esqueça do seu cargozito e esteja mais preocupado com o seu partido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O outro lado da Tecnoforma
   
«Foi arquivada a queixa por difamação do ex-ministro-adjunto de Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, contra a vereadora da Câmara de Lisboa, Helena Roseta, por declarações na SICN em que esta acusava o social-democrata de a ter pressionado a contratar a empresa Tecnoforma, a que Passos tinha ligações, quando era bastonária da Ordem dos Arquitetos.

Roseta foi notificada dia 26 de junho deste ano do arquivamento do processo “por carência de indícios”. Ao Observador, disse ter ficado “satisfeita” pois era o desfecho “desejado” e pôs fim “à constituição de arguida”.

Os factos remontam a 21 de junho de 2012. Nesse dia à noite, a vereadora disse na SICN que Miguel Relvas tentou favorecer uma empresa em que trabalhava Pedro Passos Coelho quando foi secretário de Estado da Administração Local, entre 2002 e 2004. “O senhor secretário de Estado chamou-me porque havia a possibilidade de Portugal se candidatar a um programa comunitário de formação para arquitetos municipais, mas a única condição era que fosse a empresa do dr. Passos Coelho a dar a essa mesma formação”, disse, referindo-se ao programa Foral.» [Observador]
   
Parecer:

O mais divertido deste caso é ver muita gente falando da Tecnoforma como se essa coisa fosse uma empresa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Ângelo Correia goza com Passos
   
«"Até para termos primeiro-ministro até às próximas eleições", Ângelo Correia, histórico do PSD que durante alguns anos empregou Passos Coelho afirma ao DN esperar que "tudo corra bem" na questão que liga o primeiro-ministro ao caso Tecnoforma.

Veladamente, Ângelo Correia critica Passos Coelho por agora este admitir não ter uma memória exata dos seus rendimentos no período em causa (1997-1999). "Tenho sempre a cópia do IRS. Guardo as cópias do IRS de todos anos, dá jeito para evitar problemas de não me recordar", afirma.» [DN]
   
Parecer:

Este é o inventor de Passos que em tempos chegou a declarar que lhe daria uns açoites se ele se portasse mal no governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Ângelo se sempre vai dar os tais açoites.»

 Estás perdoado
   
«Num comunicado enviado esta quinta-feira às redações, a Procuradoria-Geral da República disse que tinha arquivado o inquérito por “inadmissibilidade legal de procedimento”.

Ou seja, o Ministério Público assume que não podia investigar a denúncia uma vez que, a haver crime este já tinha prescrito. “Verificando-se a extinção da hipotética responsabilidade criminal por via da prescrição, está legalmente vedado ao Ministério Público proceder a investigação com a finalidade de tomar conhecimento sobre a veracidade ou não dos factos constantes da denúncia”.

A Procuradoria-Geral da República confirma que recebeu em Junho deste ano uma queixa relativa à relação entre Pedro Passos Coelho e a Tecnoforma, de situações ocorridas entre 1997 e 2001, mas que não pode investigar o caso. Posição do Ministério Público depois de o primeiro-ministro ter remetido esclarecimentos para a PGR.

“Esta denúncia foi, desde logo, remetida ao DCIAP, tendo, num primeiro momento, sido junta ao inquérito que tem por objeto a investigação da atividade da Tecnoforma. Após a análise da denúncia, foi decidido autuar a mesma como inquérito autónomo”, acrescenta a Procuradoria.» [Observador]
   
Parecer:

Conclusão óbvia, se ao menos fosse contra Sócrates sempre tardaria mais uns meses para arquivar o caso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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quinta-feira, setembro 25, 2014

E vão cinco saídas limpas!

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Primeira saída limpa

Não fazer qualquer comentário sobre a notícia da revista Sábado, aguardando para avaliar o impacto e consistência.

Segunda saída limpa

Apesar de os jornalistas da revista Sábado terem (certamente) cumprido com a sua obrigação de questionar Passos Coelho sobre a notícia que iriam dar o primeiro-ministro não preparou qualquer resposta consistente, talvez convencido de que tem uma imagem de um político acima de qualquer suspeita.

Terceira saída limpa

Quando percebeu que a notícia tinha algum impacto mandou o spiner dizer que o primeiro-ministro estava convicto de que sempre foi um rapaz honesto. Perante a insistência dos jornalistas o próprio Passos Coelho disse com aquele ar de estar a encerrar o assunto de que tem a convicção de que nunca cometeu qualquer ilegalidade. Não tinha provas para contrariar a notícia nem aparentava ter a certeza, perante os dados tinha a convicção. Imagine-se que um juiz pergunta a um arguido se é inocente e este responde que tem a convicção de que sim.
  
Passos nunca prestou grande atenção Às suas contas e compreende-se que alguém que enquanto deputado ganhava cerca de 2.000 euros líquidos nunca se tivesse dado conta de pagamentos  mensais de 5.000 euros. E como uma falha de memória nunca vem só, também não se recordava de ter recebido mais de 60.000 euros à conta da sua reintegração no Grupo Fomentiveste, uma holding onde tinha o Ricardo Salgado como um dos patrões.  
  
Compreende-se que um deputado que ganhava os tais 2.000 euros não tivesse a mais leve ideia de ter recebido 60.000 ou, se acrescentarmos os proveitos da Tecnoforma, 210.000 euros. Como é que alguém que se apaixonou pela Laura num Fiat Panda velho e a cair aos bocados e que ainda este ano foi de férias num carro velho se ia lembrar se teria ou não recebido tais ninharias?

Quarta saída limpa

Como a tese da convicção não convenceu ninguém Passos Coelho teve de encontrar outra saída, certo de qual seria a resposta mandou os jornalistas informarem-se na Assembleia da República. Obediente um tal Albino, homem de confiança do primeiro-ministro, usou uma meia verdade como uma grande mentira, por um dia o assunto estava encerrado, o Albino confirmava que Passos Coelho tinha exercido o mandato de deputado em regime de exclusividade.

Quinta saída limpa

Como a mentira tem perna curta o pobre do Albino acabou por fazer figura de parvo pois em poucas horas os jornalistas desmontaram a sua meia verdade. Como o certificado de honestidade emitido pelo Albino se revelou tão credível quanto o diploma da licenciatura do Relvas a saída e Passos foi pedir um certificado de honestidade à sua amiga Procuradora-geral da República, só não sabemos se junto ao requerimento mandou uma garrafa de champanhe para que a procuradora possa festejar a emissão do certificado da mesma forma que festejou o julgamento em primeira instância do caso Face Oculta.
  
Agora ficamos todos aguardar que a PGR diga aquilo que todos sabemos, que a justiça portuguesa não emite certificados de honestidade para casos que não investigou e/ou não pode investigar. A quem irá pedir Passos Coelho mais um certificado de honestidade que o ajude a superar os seus problemas de memória? Como sugeriu o Mota Amaral, não seria mais fácil espevitar a memória?

A sexta e última saída limpa

Passos Coelho convoca os jornalistas e pede desculpa ao país por causa dos seus problemas de memória, começou por se esquecer de que tinha ganho uns trocos com a Tecnoforma e pediu 60.000 euros extras por ter estado em exclusividade. Agora que o questionaram sobre o passado tinha uma leve ideia de ter andado num Panda velho onde engatou a Laura e nem lhe passaria pela cabeça que poderia ter ganho tanto dinheiro, até que é muito provável que mesmo que tenha recebido o dinheiro não se recorda de ter trabalhado para o merecer. E como se sabe se há coisa que Passos Coelho detesta é que alguém viva acima das suas possibilidades!


Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

O terceiro debate entre Seguro e Costa foi o mais sujo de que há memória na democracia portuguesa, nunca um político desceu tão baixo quanto Seguro, que depois de viver trinta anos à custa do sistema tentar armar-se num político novo só porque está desesperado para manter o poder.

Depois de ter tentado sujar a imagem dos fundadores do PS, vingando o seu apoio a António Costa, Seguro foi para a TSF atirar caca para a ventoinha, atirando-se a uma personalidade do PSD. Onde este Seguro estes trinta anos? Andou tão ocupado na sua laboriosa profissão de "docente universitário" que não viu nada do que agora acusa tudo e todos.

Aquilo a que estamos a assitir é uma vergonha e se Seguro ganhar as directas do PS não só perderá as eleições legislativas seja contra quem for, como muito provavelmente destruirá o PS. Seguro é um político de muito baixo nível e as directas tiveram o mérito de ajudar os portugueses a percebê-lo.

 Uma nova marca de preservativos?

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 Dúvida

O que será feito da ministra das Finanças que desde Castelo de Vide quase não se deixou ver. Será que está com Cavaco Silva que desde que esteve de férias só apareceu para dizer que não tinha culpas no cartório do BES?

 Homem de confiança de Seguro

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(via CC)

E esta? O homem que Seguro acusaou demisturar política com negócios para atingir António Costa fopio por ele escolhido para fazer parte da Comissão Nacional de Eleições.

 Seguro

Seguro deixou de ser um problema político, agora é uma questão de salubridade da democracia.
  
 Pobres alunos do docente Seguro

Depois dos três debates de Seguro alguém acredita que o ainda infelizmente líder do PS tem como profissão ser docente universitário e, como se isso não bastasse, ensina marketing político numa universidade da treta onde tinha por colaborador Miguel Relvas? Se aquilo que fez Seguro nos debates com António Costa é marketing político vou ali e já venho.
 
 Quanto ganhava um deputado nos anos 90?
 
Nos tempos em que Passos Coelho era deputado em exclusivo os deputados deviam ser muito bem remunerados, tão bem remunerados que Passos Coelho não se lembra se ganhava ou não 5.000 euros mensais. Compreende-se, era uma ninharia naquela época.

      
 Ponto prévio
   
«Estão a ver a Maria Luís Albuquerque? Pois está aí uma política de quem não gosto das ideias nem de como as executa. Mas foi nela em quem pensei, disposto a ouvi-la se - por um acaso que nem é assim tão espantoso - ela estivesse ontem, com António Costa, a discutir a liderança do PS. Ela defenderia e atacaria com a qualidade primeira a exigir em quem quer mandar: ela mostraria ser líder. Esse, um problema que tem o PS, e não têm o PSD, o CDS ou o PCP. Além de líderes, os partidos têm todos políticos, a vários níveis - e por isso citei Albuquerque -, que transmitem firmeza, e, aí, o PS também. Mas no topo o PS tem Seguro. É por isso que se me perguntam o resto, sobre o que ele defende, desde a reforma da lei eleitoral ao combate ao desemprego, digo sempre ter um ponto prévio. Que é: ele não presta para chefe. Nem preciso de ser grandiloquente, dizer que não iria caçar tigres com ele. De facto, eu preferia ir sozinho por um bairro perigoso do que tê-lo ao meu lado. Sim, ele seria o melhor que uma velhinha poderia encontrar no passeio para ajudá-la a atravessar a passadeira (sobretudo se houvesse fotógrafo por perto) mas, já na passadeira, eu aconselharia a velhinha a confiar só em si. Seguro é a cara mais sincera da fraqueza e a expressão mais notória da insegurança. Achar que ele pode ser chefe de partido e, sobretudo, chefe de Governo é uma tragédia. É extraordinário que ele suscite outra discussão que não seja esse ponto prévio.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.



      
 O secretário-geral da AR ainda está em funções
   
«“Venho agora, por solicitação dos serviços do Parlamento, informar que desempenhei as funções de deputado, durante a VI e VII Legislaturas, em regime de exclusividade.” A declaração não podia ser mais clara e foi assinada pelo punho de Pedro Passos Coelho em 17 de Fevereiro de 2000.

Até agora, por intermédio do parecer do auditor jurídico do Parlamento que o PÚBLICO divulgou nesta terça-feira, sabia-se que o próprio ex-deputado informara os serviços da Assembleia de que tinha estado em exclusividade entre 1991 e 1999, ao contrário daquilo que o secretário-geral do Palácio de São Bento garantiu nesse mesmo dia em comunicado.

A declaração de Passos Coelho que o PÚBLICO agora revela não deixa margem para dúvidas, nem para a atribuição de qualquer erro de interpretação ao antigo auditor jurídico.

O documento em causa foi dirigido ao então presidente da Assembleia, Almeida Santos, no âmbito da instrução do processo relativo ao pedido de subsídio de reintegração entregue por Passos Coelho em 27 de Outubro de 1999. Esse subsídio estava reservado, desde 1995, apenas aos deputados que tinham exercido as suas funções em regime de exclusividade.

Face à declaração do próprio de que tinha estado em exclusividade durante os dois mandatos, os serviços da Assembleia registaram no documento, a 15 de Março de 2000, o facto de Passos Coelho não ter enviado as declarações de IRS referentes ao período de 1995-1999, as quais se destinavam a comprovar que não tinha auferido rendimentos incompatíveis com o regime de exclusividade — entre 1991 e 1995 o subsídio não dependia desse regime.» [Público]
   
Parecer:

Este senhor deixou de ter condições para exercer funções oficiais no parlamento de Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se um valente pontapé na bunda do senhor mentiroso.»
   
 Truque ou ignorância
   
«A bola, no caso das alegadas ilegalidades cometidas por Passos Coelho, está do lado da Procuradoria-Geral da República, mas o Ministério Público pode estar de mãos atadas no caso. Tudo porque se o crime em suspeita já tiver prescrito, não podem investigar, mesmo que o pedido tenha vindo do primeiro-ministro.

O Observador ouviu três especialistas, um dos quais ligado à atual maioria e a resposta foi perentória: “O Ministério Público não pode investigar suspeitas de crimes já prescritos”. E pode ser exatamente as suspeitas que estão em causa.

Se o primeiro-ministro recebeu pagamentos da empresa Tecnoforma, e não declarou os rendimentos às Finanças, poderá ter incorrido num crime de fraude fiscal, dizem os mesmos especialistas. Mas se os factos foram cometidos nos anos de 1997 a 1999, já prescreveram, logo não podem ser investigados.» [Observador]
   
Parecer:

Não seria mais prático a Passos Coelho dissipar as dúvidas apresentando ele próprio todas as provas de que dispões. Até poderia aproveitar e mostrar as facturas da casa de férias na Manta Rota.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão.»
  
 Imaginem a rainha a ronronar
   
«O primeiro-ministro britânico David Cameron disse esta terça-feira que a rainha Isabel II “ronronou” de felicidade quando este lhe telefonou para a informar sobre o resultado negativo do referendo escocês à independência, no passado dia 18 de setembro. Cameron foi apanhado em vídeo pela Sky News enquanto falava com Michael Bloomberg, o antigo mayor de Nova Iorque, numa acidental quebra da convenção segundo a qual o primeiro-ministro nunca pode falar sobre as conversas que tem com o monarca, escreve o Guardian.» [Observador]
   
Parecer:

Será que também se roçou nas pernas do Cameron?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê»

 A anedota do dia
   
«O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse hoje em Toronto que Portugal conseguiu superar a crise encontrando-se economicamente melhor do que há um ano.

Paulo Portas esteve em Otava e em Toronto, no Canadá, esta segunda e terça-feira, respetivamente, e incentivou empresários e entidades canadianas a investirem em Portugal.

“Portugal está financeiramente bastante melhor do que em 2011, quando caiu da ribanceira abaixo. O país está economicamente melhor do que estava há um ano. Se fizermos as coisas bem, Portugal estará economicamente melhor para o ano”, referiu o vice-primeiro-ministro aos jornalistas em Toronto.» [Observador]
   
Parecer:

Mais um devoto da Santinha da Horta Seca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acenda-se uma velinha à santinha.»

 Continua a caça às bruxas
   
«Depois de ter avançado com o nome do fundador do PS Nuno Godinho de Matos para concretizar aquilo que diz ser a “promiscuidade” entre política e negócios, António José Seguro voltou a denunciar casos ilustrativos de falta de separação das águas. Desta vez, apontou baterias ao deputado do PSD Paulo Mota Pinto, pelo envolvimento, em 2010, no caso do Hospital Amadora/Sintra, e pela indigitação para a presidência do BES.

O candidato às primárias socialistas falava esta manhã como convidado do Fórum TSF, respondendo a perguntas dos ouvintes. À semelhança do que tinha feito na noite passada na RTP, no frente a frente com António Costa, Seguro voltou a insistir na necessidade de combater essa “promiscuidade” que descreve como “um dos maiores cancros do regime democrático”.» [Observador]
   
Parecer:

Este Seguro é um oportunista de ir ao vómito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se de nojo pela criatura.»
  

   
   
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